VIGILÂNCIA E ORAÇÃO


ESBOÇO 480
TEMA: VIGILÂNCIA E ORAÇÃO
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” Mateus 26.41.

Duas coisas são imprescindíveis para quem quer ter uma vida devotada a Deus. Elas foram exigidas por Jesus em um momento crucial da sua vida “agonia no jardim”, quando levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu para uma particularidade mais profunda. Deixou-os à parte e foi mais adiante orar e começou a entristecer-se. Como homem, a angústia e o pavor da morte tomaram conta do seu coração e disse-lhes: “A minha alma está cheia de tristeza até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.” (Mt 26.37,38). Aquele seria o último momento que orariam juntos.

A fraqueza humana
Carregados de cansaço os discípulos dormem (Mt 26.43). Eles não perceberam que algo diferente estava prestes a acontecer. O mestre aparta-se dos demais discípulos, e segue para o Getsêmane apenas com Pedro e os dois filhos de Zebedeu (Mt 26.37), esse era um convite para oração. Há momentos que nem todos podem compartilhar conosco nas situações mais difíceis da vida; apenas com alguns, e, às vezes apontados a dedo. Foi o que Jesus fez. É através da oração que fortalecemos a nossa fé nos tornando capazes de superar as tentações. O espírito sempre está pronto, mas a nossa carne deve ser vencida para que ela se alinhe à vontade de Deus, afim de que seja mantida em sujeição (I Co 9.27; Cl 3.5; Rm 8.12,13). Enquanto eles dormiam Jesus estava sentindo a agonia da morte que tão próxima estava “Meu pai, se é possível, passa de mim este cálice”. Mesmo sabendo do que estava preste a acontecer, ele não abriu mão de fazer a vontade do pai “todavia não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mt 26.39,42).

Despertados para orar
Assim como Jesus despertou seus discípulos para orarem, muitas vezes também somos acordados. Esse despertamento em muitas ocasiões vem do Espírito Santo, que nos impulsiona para orar, e quando obedecemos a sua voz, certamente resistimos às tentações, mesmo sentindo que elas são comparadas a uma cruz pesada para carregar por toda vida (Lc 9.23). Na oração o Espírito Santo nos auxilia “E da mesma maneira o Espírito nos ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.” (Rm 8.26). As nossas fraquezas, falhas, sejam elas mentais ou morais, ele nos ajuda a corrigir.

O poder da oração
A oração naquele momento não evitaria que Jesus fosse preso e morto, mas os discípulos a partir daquele instante teriam que ter capacidade para enfrentar não somente as tentações da própria carne, mas as dificuldades que eles haveriam de enfrentar, é o que acontece conosco, muitas vezes não deixamos de enfrentar as turbulências da vida só porque oramos, oramos para suportar as aflições que nos fazem gemer (Rm 8.22).

            A vigilância e oração devem ser constantes até o último momento, pois o inimigo das nossas almas tenta até o último minuto de vida, a resistência a ele deve ser estável. Jesus foi tentado até a última hora por Satanás. Vivemos uma batalha espiritual, carne e espírito, porém devemos levar em consideração o que disse o Apóstolo Pedro: “Sede sóbrios, vigiai, pois, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como um leão, buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firme na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre vossos irmãos no mundo.” (I Pe 5.8,9).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma

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