ESBOÇO 755 - A LEI E A GRAÇA

ESBOÇO 755
TEMA: A LEI E A GRAÇA
TEXTO: ROMANOS 5:6-8

                No amor divino é revelada a sua graça, é impossível encontrar alguém que nos amasse tanto, podemos ver quão maravilhoso é o amor de Deus, um amor sem limite (Jo 3:16). “Deus exaltou Soberanamente a sua graça fazendo com que fossemos aceitos na condição de pecadores e ímpios Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Dificilmente alguém morreria por um justo; pois poderá ser que alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Rm 5:6-8).

1. A lei
A lei de foi proclamada Deus e promulgada por Moisés no Monte Sinai em forma de dez mandamentos para todo povo, dali para frente não seria mais como antes quando Deus falava diretamente com o homem. Deus estabeleceu princípios éticos para todos soubesse que as leis deveriam ser cumpridas na sua íntegra (Ex 20:1-17), porém todo aquele que a transgredisse cometia pecado “Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei.” (I Jo 3:4). A lei era boa e justa e quem a transgredisse sofreria as conseqüências dos seus próprios pecados (Lm 3:39).

2. A graça
Graça é um termo que eu considero indefinido, embora existam algumas definições, mas, eu considero uma expressão mais apropriada é que ela é o favor não merecido, a graça é o amor em ação, com isso os pecados do arrependido são cancelados (At 3:19). Graça é um vocábulo usado no Novo Testamento, ela é uma palavra grega “charis”, que significa “favor”, esse favor divino é alcançado através da sua graça manifestada “Cristo” “Porquanto, a graça de Deus se manifestou salvadora para todas as pessoas. Ela nos orienta a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta presente era...” (Tt 2:11). A graça não isenta o homem da condenação quando ele vive na pratica do pecado, assim sendo ele perde a entrada no reino dos céus... (Jo 8:21,24), “Mas o que pecar contra mim violenta a própria alma. Todos os que me aborrecem amam a morte.” (Pv 8:36)

3. Contraste entre a Lei e a Graça
1. A lei proíbe e exige (Ex 20:1-17);
2. A Graça, Deus rogando e concedendo (2 Co 5:18,21);

3. Ministério de condenação (Rm 3:19);
4. A Graça ministério de perdão (Ef 1:7);

5. A lei condena (Gl 3:10);
6. A Graça redime da condenação (Gl 3:13; Dt 21:22,23);

7. A Lei mata (Rm 7:9,11);
8. A Graça vivifica (Jo 10:10);

9. A lei fecha todas as bocas diante de Deus (Gl 3:19);
10. A Graça abre as bocas para o louvá-lo (Rm 10:9,10; Sl 107:2);

11. Distancia da culpa entre o homem (Ex 20:18,19);
12. Aproxima de Deus o homem culpado (Ef 2:13);

13. A Lei, olho por olho dente por dente (Ex 21:24);
14. Não resistais ao perverso; qualquer que ferir a face direita dê também a outra (Mt 5:39);

15. A Lei diz faze e viverás (Lc 10:28);
16. A Graça diz: Crê e viverás (Jo 5:24);

17. A Lei condena totalmente (Fp 3:4-9);
18. A Graça justifica gratuitamente (Lc 23:34; Rm 5:6; I Tm 1:15; I Co 6:9-11);

19. A lei sistema de provação (Gl 3:23-25);
20. A Graça é um sistema que favorece (Ef 2:4,5);

21. A Lei apedreja até a morte (Dt 22:21);
22. A Graça não condena (Jo 8:1,11);

23. Na Lei a ovelha morre pelo pastor (I Sm 7:9; Lv 4:32);
24. Na Graça o pastor morre pela ovelha (Jo 10:11).

                A lei serviu de aio, ou seja, tutor até que a graça fosse revelada – “Mas, antes que viesse a fé estávamos sob a tutela da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. De maneira que a lei nos serviu de aio para conduzir a Cristo, para que pela fé fossemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não debaixo de aio (Gl 3:23-25). Amados o aio representa a lei revelada através de Moisés “os dez mandamentos”, ela foi necessária para nos conduzir a Cristo, já a fé representa o evangelho de Jesus Cristo, a GRAÇA salvadora e por ela somos salvos (Ef 2:8-10). A graça revela o profundo amor divino.

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

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ESBOÇO 754 DISSENÇÃO DA IGREJA DE CORÍNTIOS

ESBOÇO 754
TEMA: DISSENÇÕES DA IGREJA DE CORÍNTIOS
TEXTO: I CORÍNTIOS 1:10

                O ser humano nunca aprendeu a conviver com as diferenças, nos parece que quanto mais o mundo se evolui vai ficando cada vez mais distante dessa realidade. Cada indivíduo precisa buscar o equilíbrio e aprimorar o seu relacionamento com grupos sociais, família e igreja para que evitemos muitos conflitos ou encontrar saída para os conflitos. Sabemos que não é novidade, em qualquer grupo social há divergências, mas é preciso buscar equilíbrio, pois somente assim evitamos os confrontos que são danosos para o ser humano. Destacaremos alguns problemas na Igreja de Coríntios nos dias de Paulo.

1. Os problemas na igreja de Coríntios
Paulo foi informado que na Igreja estava havendo dissensões, a Igreja estava dividida em quatro facções, uns diziam eu sou de Apolo, outro de Cefas, outro de Paulo e outro de Cristo, pressuponho que esse último grupo parecia ser o melhor, no entanto era o pior porque eles não obedeciam a ninguém nem mesmo a Cristo. Os crentes deixaram de estarem focados em Deus para discutirem para saberem qual deles seria o favorito (I Co 1:11-13), nessa disputa certamente havia despique, porque as dissensões promovem essas coisas. Na igreja há pessoas de diversas naturezas, mas é possível viverem em harmonia, podendo de alguma maneira discordar de algumas coisas, mas sem confrontos, no entanto levemos em consideração que as nossas idéias e pensamentos não podem prevalecer em todos os momentos.

2. As causas
Há vários motivos pelos quais surgem as contendas entre elas estão:
(1) O Egoísmo, o egoísta acha que somente ele merece toda atenção e que tudo que ele pensa dever ser considerado; (2) A ambição, a cobiça conduz o homem a valorizar coisas acima da vida, ele é capaz de tudo, roubar e matar. Algumas pessoas para serem vistas com destaques é capaz de fazer qualquer coisa para conseguir isso, principalmente à ambição por liderança e poder, Atualmente isso tem sido um grande mal que vem crescendo e prejudicando pessoas de todas as camadas da sociedade, inclusive a Igreja de Cristo. (Eu perguntei a um irmão qual seria a sua denominação ele me respondeu que era do fulano de tal (um líder religioso de uma grande igreja, eu respondi: Você não me entendeu, eu não perguntei quem era o seu dono, e sim a denominação), por isso dá para entender o que passa na cabeça desses crentes em relação aos seus “donos”.

A Igreja de Coríntios não era diferente, uns diziam eu sou de Paulo, outro de Apolo, outro de Céfas e outro diziam eu sou de Cristo, quando somente Cristo morreu por eles, por ventura não é o que se vê hoje? (3) O ciúme, ele é a incapacidade de ver o sucesso dos outros, outra características do ciumento é o exclusivismo. (4) Idolatria, ela elevas as pessoas ou coisas como fossem um Deus, capaz de fazer qualquer coisa por eles, os líderes religiosos não devem aceitar e nem alimentar esse tipo de coisa (5) O espírito mundano, ele tem causado muitas dissensões no meio do povo de Deus, as contendas causam prejuízo, Deus abomina qualquer tipo de contenda, principalmente os semeadores de contendas.

3. A correção
Paulo estava corrigindo um problema muito grave, uma igreja com essa dificuldade se não for tratada certamente será fragmentada e as conseqüências serão as piores possíveis, Paulo faz apelo para o bom senso, com perguntas básicas dizendo: (1) Eu por ventura vos batizei? (2) Quem morreu por vocês? (3) Cristo está dividido?

                Atualmente em muitas Igrejas acontecem às mesmas coisas, nenhuma está isenta, todas têm problemas, uns maiores e outros menores. Todos esses problemas vão sendo corrigidos com os ensinamentos da palavra de Deus, ela é a água que limpa, prumo que nos alinha no sentido vertical, ou seja, a Deus, e o nível aferi o nivelamento da comunhão uns para com os outros, mas para isso os líderes deve ser exemplo, basta entender o que escreveu Lucas e Pedro (At 20:28; I Pe 5:3), no entanto não somos donos da Igreja. Paulo mostrou que nenhum deles eram proprietários da Igreja, mas plantadores e regadores e não se orgulhassem disso porque Deus é quem dá o crescimento. Cuidado não se orgulhe e nem se ufanem, mesmo que você ache que já fez tudo aprenda a lição que Jesus nos deixou (Lc 17:7-10). Devemos reconhecer os nossos líderes, mas sem idolatrá-los, porque idolatra não é somente aquele que adora imagem de escultura, o pior, eu conheço igrejas pentecostais (AD) com foto poste do pastor da igreja na parede, o obreiro que não colocar lhe é cobrado fidelidade.  Cuidado!

Pr. Elis Clementino- Paulista-PE
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ESBOÇO 753 A CEIA DO SENHOR

ESBOÇO 753
TEMA: A CEIA DO SENHOR
TEXTO: I CORINTIOS 11:23-34

                A santa ceia é um cerimonial que substituiu a páscoa, uma das principais festas judaica, é uma comemoração sagrada alusiva à libertação do povo hebreu da escravidão do Egito. A ceia foi instituída por Jesus Cristo para ser comemorada até o seu retorno para buscar a sua igreja, os principais elementos básicos eram o PÃO e o VINHO (I Co 11:26), uma festa da comunhão comemorada com alegria, ela revela o caráter e a unidade da igreja, além disso era um festejo de compartilhamento, chamada festa do amor entre os cristãos.

1. A ceia do Senhor também era uma festa da redenção e remissão, ou seja, o resgate do gênero humano por Jesus Cristo sob o aspecto da libertação da escravidão do pecado (Ef 1:7; Hb 5:14). Essa celebração se dava em cinco aspectos: (1) Jesus o libertador (Lc 4:8; Is 61:1); (2) Uma festa alegre; (3) Com fraternidade; (4) Com reverencia; (5) Era para os que criam (Hb 9:17,18).

2. Uma festa em memória de Jesus Cristo (Lc 22:19; I Co 11:24,25)
2.1. Uma memória da libertação, assim como Israel festejou a sua libertação do Egito, assim se soleniza a libertação do pecado;
2.2. A santa ceia é em memória do seu sofrimento e da sua morte no calvário, pois assim como era necessário ser sacrificado um cordeiro pascoal, Jesus o nosso cordeiro que pelo seu sangue nos redimiu (I Pe 1:19).
2.3. A inauguração de uma nova aliança firmada com esse sacrifício em lugar a antiga lei do Sinai (Ex 24:3-8), era uma nova lei escrita com sangue, no calvário.

3. Quem participava;
Nem todos podiam participar porque era testemunho de fé dos participantes.
3.1. Era somente para aqueles que seguiam a Cristo, assim como nenhum incircunciso podia participar da festa da páscoa, mas somente aqueles que experimentaram a redenção pelo sangue de Jesus Cristo (Ex 12:43-48).
3.2. É uma festa de comunhão mútua e nenhum membro da família podia faltar (Ne 9:13), mas somente os membros do corpo de Cristo podiam entrar e participar da santa ceia.
3.3. Era um momento de adoração, onde todos os membros oferecem sacrifícios de louvor, é um ato brioso (I Co 11:20; Hb 13:15).

4. Devemos participar da santa ceia do Senhor
4.1. Este é um dos mais sublimes cerimoniais para o membro em comunhão;
4.2. Participamos dele para melhor e não para o pior (I Co 11:1);
4.3. Todos participantes deviam estar conscientes da importância e os valores das substancias contidas neste cerimonial sagrado comendo do pão e bebendo do vinho (I Co 11:24,25).

5. De que maneira não devemos participar da santa ceia do Senhor?
5.1. Sem discernir os dois emblemas utilizados na ceia (I Co 11:29);
5.2. Menosprezando a igreja sem reconhecer os valores da unidade, normas, propósitos e a sua relação com Cristo (I Co 11:22);
5.3. Não comer indignamente (I Co 11:27);
5.4. Fazer um auto-exame antes de participar, porque quem comece indignamente comia e bebe para a sua própria condenação (I Co 11:28);
5.5. Não proceder como a igreja de Coríntios de maneira incorreta e egoísta, eles perderam o foco principal da santa ceia, comiam demais e bebiam e assim se embriagavam enquanto os mais pobres voltavam para as suas casas com fome (I Co 11:34). Devemos tomar a santa ceia do Senhor de maneira digna, descente, ordeira e reverente por seu ela um cerimonial sagrado.

6. As três classes de pessoas na igreja pela irreverência.
6.1. Os fracos são aqueles crentes que não reverenciam o corpo e o sangue de Cristo que é representado pelo pão e o vinho, contraindo juízo para si (I Co 11:29,30);
6.2. Doentes, as doenças podem ser contraídas por diversos motivos, elas podem ser físicas ou espirituais, algumas pessoas foram entregues a Satanás por irreverências aos atos sagrados e a igreja do Senhor (I Co 5:5; I Tm 1:20; At 5:1-11);
6.3. Muitos que dormem, os que participam da santa ceia de maneira irreverente contraem justiça divina para si, a morte pode estar relacionada à morte física e espiritual (I Co 11:30. Este versículo define o juízo.
               
                A sensatez honra os atos sagrados da casa de Deus, a irreverência tem tido a primazia da reverencia, principalmente em relação à palavra de Deus, na explanação da mesma. A pregação da palavra tem causado comichão nos ouvidos como disse Paulo a Timóteo, muitos crentes querem ouvir o que gosta, ou aquilo que cause sensação de prazer, movimentos que em nada edificam. Paulo conclama a todos os cristãos oferecerem a Deus o culto racional (Rm 12:1). Principalmente a santa ceia do Senhor, nesse memorial o crente deve participar reverentemente refletindo os acontecimentos do calvário.

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

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ESBOÇO 752 DE UMA MESMA FONTE SAIRÁ DUAS ÁGUAS?

ESBOÇO 752
TEMA: DE UMA MESMA FONTE SAIRÁ DUAS ÁGUAS?
 “Pode a fonte jorrar da mesma nascente água doce e água amargosa?” (Tiago 3:11).

O processo de transformação do caráter moral e espiritual do indivíduo estréia a partir do nascimento e este deve ser trabalhado por toda sua vida, e assim seja construída no indivíduo uma vida digna e fundamentada no caráter apropriado. Atualmente existem muitas pessoas que ainda não têm um caráter definido, independentemente de moço ou idoso, isso é perceptível através dos relacionamentos interpessoal, não de forma generalizada, pois os indivíduos que ainda não tem um caráter determinado geralmente são instáveis e velhacos nos seus relacionamentos.

Definição.
Caráter é aquilo que caracteriza o homem, assim também dignifica o homem no sentido espiritual, pois as escrituras mostram também o progresso do caráter no sentido do avanço dentro do processo de transformação segundo a imagem de Cristo; a quantidade e a qualidade resultante da sua possessão de Cristo, sendo que o alvo disso é alcançar a perfeição e uma vez completado, será semelhante ao de Cristo, pois os remidos haverão de participar da sua natureza moral, até que finalmente compartilhem sua natureza transcendental de sua divindade (2 Pe 1:4). O caráter pode ser moral e espiritual, o espiritual se desenvolve de diversas formas das quais podemos citar o treinamento da mente nas escrituras sagradas, oração, meditação, a santificação e o exercício do amor. Dessa maneira o cristão desenvolve e aprimora o seu caráter. O caráter moral cujo desenvolvimento é originado de Deus por meio do Espírito Santo o responsável pela tarefa da nossa transformação espiritual e assim vamos sendo aprimorados (2 Co 3:18). O cultivo dos vários aspectos do fruto do Espírito (Gl 5:22,23) nos confere maior força de caráter.

1. A formação do caráter.
O caráter de uma pessoa deve ser trabalhado desde a infância, ainda nos primeiros anos de vida de forma delicada, principalmente na convivência familiar. Cabe aos pais educar a criança mostrando para eles os valores da vida, ensiná-los chamar papai e mamãe, amar seus irmãos e demais membros da família, como também estabelecer a existência de limites, sim e não (Pv 22:6). Pois agindo dessa forma estamos contribuindo na formação do caráter deles que é um processo longo e continuo, atualmente esse é o maior desafio principalmente para os pais cristãos.

2. Características de pessoas de caráter indefinido.
2.1. Inconstantes ou instáveis é como uma casa edificada sobre a areia (Mt 7:24-27)
2.2. Dúbias (duvidosas) em suas decisões (I Rs 18,21- Js 2415).
2.3. Dupla personalidade
2.4. Velhacas, ou seja, pessoas que tem insegurança ao expor os seus pensamentos
2.5. Arrogantes, não se deixa instruir, e nem leva em consideração as verdades ouvidas

3. Características de pessoas com caráter definido
3.1. São bem definidas em suas persuasões ou afirmações;
3.2. Apetecem ou deseja as coisas construtivas;
3.3. Expõe os seus pensamentos de forma coerente;
3.4. Auferem as instruções

4. Tentando harmonizar as duas coisas ao mesmo tempo.
4.1. O ser humano não consegue harmonizar as duas coisas (caráter bom e ruim) ao mesmo tempo em relação ao caráter, apesar de haver pessoas que tentam esconder o seu lado ruim e apresentar o (bom), mas isso é apenas por um período, unir o desagradável com o agradável são mistura que não da certo, uma ou outra aparecerá.

4.2. Tiago quando se expressa sobre a língua dizendo que de uma mesma fonte não pode sair água boa e amargosa (Tg 3:11), em relação ao caráter entendo que sucede a mesma coisa, no entanto Jesus falou que: “ Ou dizeis que a árvore é boa e o seu fruto bom, ou dizeis que a árvore má e o seu fruto mau; pois pelo fruto se conhece a árvore”. (Mt 12:33). É importante ressaltar que aquilo que dizemos revela o que existe no nosso coração, pois pela árvore se conhece os frutos, não adianta demonstrar um bom caráter apenas como algo momentâneo, porque de uma boa árvore não sairá bons e maus frutos.  Jesus expressou sobre o assunto que “O homem bom tira boas coisas do seu bom tesouro, e o homem mau tira do mau tesouro coisas más” (Mt 12:35)   

O caráter é algo que caracteriza o ser humano, tê-lo definido é imprescindível, pois não podemos assumir duas personalidades (distintas), pois agindo dessa forma o indivíduo nunca se firmará na verdade, e, por conseguinte os danos são inevitáveis. O bom caráter dignifica a pessoa e inspira confiança, mas de uma pessoa de mau caráter é impossível esperar dele coisas boas. O cristão com o seu bom caráter apresentado pelo seu modelo de vida será capaz de conduzir muitas pessoas aos pés de Cristo.

Pr. Elis Clementino –Paulista –PE
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ESBOÇO 751 PUREZA ESPIRITUAL

ESBOÇO 751
TEMA: PUREZA ESPIRITUAL
TEXTO: Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça. Eclesiastes 9:8

                Na Bíblia Sagrada há algumas verdades que foram expressas, algumas foram simbólicas ou figurativas. Salomão expressou algumas delas, embora não queira tratar nesse alguns pormenores sobre o que ele escreveu no contexto. No versículo 8 ele falou sobre vestimentas e óleo, ambos eram muito comuns naquela época. Ora! Para Salomão as vestes finas eram recomendadas para as festas, os que assim se vestiam eram favorecidos (2 Sm 12:20; Sl 65:8;Ap 7:9), mas á varias interpretações sobre essa metáfora como a Pureza moral, salvação com veste brancas, vestes espirituais e etc. Talvez ele não se referiu a essas coisas, o óleo e o ungüento eram usados nos festejos, também serviam como pureza e beleza. Nesse assunto desejo fazer algumas considerações em relação à pureza, moral e espiritual fazendo com que os cristãos tenham uma vida de pureza e santidade.  A santidade é exigida pelo próprio Deus (Lv 20:7; Hb 12:14; I Pe 1:16).

1. A pureza moral
A lei moral de Deus é a expressão do seu próprio caráter, ele expressa o seu padrão de justiça, e todo ser humano deve ser regido por ela. É impossível ter uma vida de comunhão e santidade com Deus sem a pureza moral.

2. O que é uma vida de santidade?
Conforme as escrituras é a dedicação a Deus através da separação do pecado (Is 55:6-13), após a decisão tomada concretiza-se a santidade. No tempo da graça se inicia após a reconciliação do homem com Deus através de nosso Senhor Jesus Cristo, tornando-se uma nova criatura (2 Co 5:17), daí em diante se inicia outros processos que são: A regeneração (Jo 3:6), e a Justificação através da obediência a Cristo (Rm 5:1).

2.1. Como obter uma vida de santidade?
É necessário que o crente tenha uma vida de constante renúncia, negar-se a si mesmo (Lc 9:23), essa é a única maneira de conservar-se em santidade. Os desejos da carne devem ser sem excessos, mas que sejam controlados de maneira que agrademos a Deus, não podemos servir a Deus e ao mundo, (Mt 6:24). A vida de santidade resulta em decência, postura e ética cristã, cujos frutos são de uma vida nova em Cristo, essa mudança deve ser vista no nosso cotidiano, de maneira que ao verem essas transformações glorifique a Deus Pai (Mt 5:16).

2.2. A santidade comedida
A santidade em extremo é perigosa, podendo desencadear uma série de problemas tanto para o indivíduo quanto para os outros, uma pessoa que demonstra uma santidade descontrolada e excessiva, provavelmente já entrou pelo caminho do extremismo religioso “Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirá a te mesmo?” (Ec 7:16).

A intransigência religiosa tem gerado muitos problemas como vivenciamos ultimamente no mundo, cujas conseqüências são: preconceito, exclusivismo e intolerância.

Os conflitos muitas vezes começam nos lares estendendo-se a sociedade, os intransigentes esquecem que todos têm livre arbítrio dado pelo próprio Deus (Dt 30:15; Mt 13:7-14), todos nós temos o direito de fazer as nossas escolhas quer sejam elas boas ou más, porém arcará com os resultados “De que se queixará o homem, dos seus próprios pecados” (Lm 3:39).

3. Vestimentas espirituais
3.1. As vestimentas espirituais sem mancha é a garantia da entrada na festa das bodas do cordeiro, as vestimentas brancas representa pureza espiritual.

3.2. O óleo, ou azeite foi recomendado por Deus para ser usado na consagração dos reis e sacerdotes, e nas festas, em toda casa devia ter o azeite, ele era uma especiaria conhecida e muito usada desde a antiguidade. Na bíblia o azeite é símbolo do Espírito Santo, que como óleo é derrama o amor divino sobre os nossos corações (Rm 5:5).

                As nossas vestimentas espirituais devem ser mantidas limpas, ou seja, isenta de qualquer impureza, foi para isso que Deus nos chamou (Ts 4:7). A santidade abrange espírito, corpo e alma (I Ts 5:23; 1 Pe 1:15), sem a santidade ninguém verá o Senhor (Hb 12:14), por isso purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, e nos aperfeiçoarmos no temor de Deus. (2 Co 7:1). Amados nós temos uma consciência que nos julga se estamos fazendo o que é justo ou não, ninguém pode dizer que é inocente, a bíblia recomenda o seguinte: “Portanto, irmãos, rogo pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se moldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. (Rm 12:1-2).

Pr. Elis Clementino – Paulista-PE
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