O BOM NOME



ESBOÇO 574
TEMA: O BOM NOME

Há riquezas no indivíduo que valem mais que prata e ouro, a reputação é uma delas, pois ela é um dos requisitos essenciais e indispensáveis para pessoas de todas as classes sociais. Nesse mote especificarei mais precisamente a reputação moral e espiritual.

Reputação (do latim reputatione) é a opinião (ou, mais tecnicamente, uma avaliação social) do público em relação a uma pessoa, um grupo de pessoas ou uma organização. Constitui-se num importante fator em muitos campos, tais como negócioscomunidades online ou status social. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. A reputação de uma pessoa pode ser má ou boa, a última está intrinsecamente ligada à fama e ao bom nome, porém para o indivíduo adquiri-la é preciso ter um comportamento plausível na sociedade em que vive, e mais valiosa ainda quando ela é abalizada na palavra de Deus. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. (Fp 4:8). Para que busquemos ter uma boa reputação é necessário conhecer o seu estimável valor. (1) A integridade de um homem não tem preço.  (Pv 22:1; Ec 7:1a, Ct 1:3); (2) O bom nome é o maior patrimônio que o ser humano pode ter. (3) Se existe algo mais importante na vida a zelar, seja a sua reputação. Só para lembrar, no AT a pessoa que prejudicasse a reputação moral de uma moça ele era penalizado pelo que fez, aplicava-se a ele uma multa de cem peças de prata, essa quantia seria dada ao pai da moça, por aquele homem ter prejudicado a reputação de uma virgem israelita, e ele não poderia divorciar-se dela enquanto vivesse. (Dt 22:19). Nunca tente manchar ou denegrir ou prejudicar a reputação de uma pessoa digna.

Geralmente as pessoas são avaliadas pelas suas atitudes. Nas escrituras sagrada temos alguns exemplos claros “Eis a história de Noé. Noé era homem justo íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus.” (Gn 6.9); “Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal.” (Jó 1:1). Outros se destacaram na sociedade em que viviam por carregarem consigo características importantes. A reputação de José foi reconhecida por Faraó (Gn 41:38,39). Elias foi reconhecido pelas suas características (2 Rs 1.8); Elizeu, foi observado e teve a sua reputação aprovada (II Rs 4:9); A fama de Salomão chegou aos ouvidos da rainha de Sabá (2 Cr 9:6); Uzias sua fama foi muito longe (II Cr 26:15); Jesus teve boa reputação, ela percorria por toda parte (Mc 1:28).

Integridade moral é ser inteiro, completo, reto, exato, inatacável, irrepreensível. Samuel na transferência de cargo discursou diante do povo a respeito da sua probidade administrativa e espiritual (I Sm 12:1-5), portanto essa declaração dele era apenas a confirmação daquilo que já se  sabia a respeito dele (I Sm 9:6). Elizeu foi observado e reconhecido por uma mulher como homem de Deus (2 Rs 4.9). Esses homens tinham compromisso com Deus e com a sociedade em que viviam. Portanto a nossa postura e ética devem ser vista em todos os sentidos da vida, exemplo: No andar, (Rm 13:13); no falar (Ef 4:29; Tt 2:7,8; Mt 12.36,37; Pv.15:4). “Quem anda em sinceridade anda seguro, mas o que perverte os seus caminhos será conhecido” (Pv 10:9). Então você terá o favor de Deus e dos homens e boa reputação. (Pv 3:4).

A má reputação moral mancha a espiritual, as nossas atitudes influenciam e muito na nossa vida devota para com Deus, o conceito que temos diante de Deus não devem ser desprezados, infelizmente nem todos sabem manter. Existem pessoas que não sabem estar no topo da fama ou sucesso, portanto para se manter com essa graça é preciso ter a consciência de quanto vale o bom nome. Nas escrituras temos exemplos de personagens que chegaram ao topo, mas não souberam administrar os seus sentimentos de grandeza e poder. NABUCODONOSOR (Dn 4:30); UZIAS (2 Cr 26:15,16); BELSAZAR (Dn 5:2,3); ACABE (1 Rs 16:30); HERODES (At 12:21-23).

A reputação espiritual é vista do mesmo modo, como já falamos anteriormente, tem tudo a ver com reputação moral, pois o sucesso da vida espiritual depende muito do procedimento humano. A credibilidade religiosa tem sido enfraquecida devido o comportamento e caráter de certos cristãos. Paulo recomenda “Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus” (I Co 10:32; 2 Co 6:3). Também deve ter boa reputação perante os de fora, para que não caia em descrédito nem na cilada do Diabo (I Tm 3:7). Procuremos fazer uma auto-avaliação de como está a nossa reputação na sociedade e perante a igreja onde convivemos. Deus nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis diante dEle em amor. (Ef. 1:4). A nossa reputação deve ser boa tanto nos céus como na terra. Diga-me como está sendo vista a tua reputação aqui, que eu te digo como ela está sendo no céu.

Vale mais ter um bom nome do que muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a riqueza e o ouro. (Pv 22:1)

Pr. Elis Clementino – Paulista – PE

O PERDÃO DIVINO



ESBOÇO 573
TEMA: O PERDÃO DIVINO
TEXTO: Salmos 130:3,4

O ato de perdoar tem origem divina, o perdão é estendido para toda humanidade, esse ato deve ser praticado por todos independentemente de classes de pessoas e camadas sociais, é uma das principais doutrinas das leis divina. Jesus Cristo enfatizou o seu real valor nos dando exemplos. O perdão é o elo que leva as pessoas a viverem em harmonia, pois é impossível se relacionar bem com pessoas que não perdoam. A ação de perdoar não deve ser praticada somente de lábios ou palavras, mas, em ações que provém que ele saia do mais íntimo de um coração contrito e humilde, embora algumas pessoas sintam dificuldades de familiarizar-se com o ato de perdoar. Existem duas coisas fáceis de falar e difícil de executar, amar e perdoar.

1. Significado.
O perdão é remissão de uma culpa, dívida ou pena, indulgência, um pedido de desculpa. O perdão é uma atitude de amor ao próximo. (1) Ele procede do coração de Deus (Sl 130:4); (2) Pertence a Deus (Dn 9:9); (3) Deus fez prova disso (Dn 5:8); (4) Jesus o maior exemplo em perdoar (Lc 23:34).

1.1. Como receberemos o perdão divino?
Existem meios pelos quais podemos alcançar o perdão divino, há alguns textos nas escrituras que comprovam: (a) Através do arrependimento, exemplo de Davi após seu pecado (Sl 51); (b) Por meio da confissão (Sl 32:5); (c) Com o abandono do pecado (Hb 12:1,2). O arrependimento de coração é capaz de fazer Deus mudar sentenças (2 Cr 7:14), e quem recebe o perdão de uma dívida sabe perfeitamente o quanto ele é valioso, ele trás uma grande sensação de alivio.  O perdão humano deve ter as mesmas características do divino, e é uma atitude de amor ao próximo; é uma ação de um coração quebrantado e humilde. Perdão é um ato da alma o qual a pessoa ofendida permite que o seu ofensor fique livre.

1.2. Falta de perdão
A falta de perdão pode levar o individuo sofrer algumas consequencias como: (a) Enfermidade no corpo e na alma; (b) Impedimentos as respostas das orações; (c) Perder a salvação; (d) Insatisfação espiritual.

1.3. Resultado do perdão
O perdão liberta a alma do pecador, e elimina o rancor e o ódio levando-o a participar das promessas de Deus. Quem o recebe sente-se aliviado da culpa e dos sofrimentos íntimos. Imaginemos o alivio que a mulher pecadora apanhada em ato de adultério quando foi perdoada, o alivio que ela sentiu em ter a oportunidade de poder continuar a viver. Não importam quão sejam as dívidas ou pecados “Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.” (Is 1:18)

2. Quantas vezes devemos perdoar o próximo?
Dentre os discípulos surge uma voz, a de Pedro perguntando ao Mestre: “Quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei?” Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas setenta vezes sete (Mt 18:22). Amados não importam quais sejam as dívidas (Lc 7:41-43); não somente perdoar, mas amar (Mt 5:44); “Assim encolarizado, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse tudo o que lhe devia. Assim vos fará também meu Pai celeste, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas” (Mt 18:35). Amados não é isso que estamos vendo atualmente em muitos líderes de igrejas com atitudes de não perdoar, cheios de maldade, ambição, ira, espírito de vingança e ainda carrega no peito estufado pela fama e a vaidade um distintivo de pastor, sobre esses tais disse Paulo, eles não perdoarão o rebanho.

2.1. Qual o resultado de quem não perdoa?
Infelizmente, o orgulho e a falta de humildade impedem que as pessoas não se perdoem, com essa atitude de não perdoar o indivíduo contrai para si condenação, angústia, sofrimento íntimo permitindo que o ódio predomine no coração. Quem não tem paz é incapaz de perdoar enquanto o ódio permanece alojado dentro do coração, esses tais são escravos do seu próprio eu, e perdurando o ódio e o sentimento de vingança, e quem assim procede finalmente não será perdoado por Deus.

A pessoa que perdoa, tira um fardo de si, adquire saúde para alma, harmonia, paz, alegria, felicidade, Deus é a fonte de todo perdão, o seu desejo é que os homens se perdoem, pois só há uma maneira de recebermos o perdão divino é perdoando. A pessoa que libera perdão tem como ponto de partida o amor, os indivíduos que perdoam se sente aliviada e feliz por ter exercido um desejo divino. Se não liberarmos perdão não estaremos aptos para entrar no reino dos céus.

Pr. Elis Clementino - Paulista-PE

A ALEGRIA DO ACHADO



ESBOÇO 572
TEMA: A ALEGRIA DO ACHADO
TEXTO: LUCAS 15:8,9

Ninguém perde algo na vida para estar hílare, pelo contrário ficará triste, mesmo que seja alguma coisa que não expresse muita estima. Podemos perder inúmeras coisas nesta vida, porém elas não são observadas de maneira agradável, uma perda pode deixar lacunas que muitas vezes são irreparáveis. A parábola de Jesus escrita por Lucas enfatiza a busca por algo precioso que estava perdido, a dracma. Nesse assunto falaremos sobre os valores perdidos, sua busca e a alegria do achado.

1. Valores perdidos
Houve questionamentos e murmurações entre os fariseus e escribas porque Jesus recebera os publicanos e pecadores para ouvi-lo (Lc 15:1,2), ele estava no comprimento da sua missão buscando as ovelhas perdidas da casa de Israel, por essa razão ele proferiu as parábolas da ovelha e da dracma perdida. Os valores perdidos podem estar em nós, na sociedade e dentro da nossa própria casa, entretanto aonde quer que eles estejam devemos reavê-los. Há alguns tipos de valores que são verdadeiros referenciais e não podem ser perdidos.

1.1.Os valores morais
Quando os valores morais de uma sociedade são afetados pode conduzi-la ao caos, onde a inversão e as depravações a contagiam, no entanto há vários exemplos nas escrituras que nos apontam isso, Sodoma e Gomorra, todas foram moralmente afetadas, menos a família de Ló (Gn 19:4-28). Levemos em consideração que mesmo em meio a uma sociedade corrompida é possível viver moralmente, a família de Ló conservava seus princípios religiosos, ele conhecia o Deus de Abraão.

1.2.Os valores da família
A família tem um valor sagrado ela tem grande significado para Deus. A família é a primeira instituição do criador (Gn 2:18; 21,24; 12:3; 28:14). Por essa razão dizemos que ela é um projeto de Deus. Desde o começo foram criadas três instituições de valores; A família, o estado e a igreja, a família se destaca como a mais importante dessas instituições, porque sem ela as demais não existiriam. A família é um projeto de Deus, a família sem a proteção do criador enfrentará muitas dificuldades. Na sociedade atual os valores da família estão sendo desprezados, nunca houve tanta vulgarização da família, pois suas bases têm sido afetadas, resultando na degradação em plena sociedade moderna, um dos fatores que atribuímos é a ausência de amor e o afeto por ela. Jesus no sermão da montanha apresentou como um dos sinais da sua volta “por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos esfriará” (Mt 24:12), Jesus mostrou naquele sermão esse seria um dos sinais da sua volta “por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos esfriará” (Mt 24:12),

1.3.Os valores espirituais
Os valores espirituais são afetados diretamente pelas perdas dos valores morais do cristão e de qualquer instituição religiosa, basta apenas desprezá-los. Muitas igrejas estão arruinadas moralmente por causa dos seus líderes que se envolveram com uma série de coisas imorais comprometedoras. Quando perdemos os valores espirituais as consequencias são muito piores, temos um exemplo notável o de Davi que arruinou a sua própria família por causa do pecado, pois mesmo arrependendo-se a espada divina, ou seja, as consequencias não se afastaram da sua casa. A vida de Davi se tornou um pesadelo como: A morte do seu filho com Bate-Seba, a sua filha foi violenta por seu irmão, o assassinato entre irmãos. (2 Sm 12:8-13; 13:1-14, 23-25).

2. Reavendo os valores perdidos
Os valores perdidos não podem ser olvidados e deixados para traz, mas quais os motivos que levam esses valores morais e espirituais serem abandonados? A falta de amor, a ambição pelas coisas materiais, a mentira e a falta de respeito às leis divinas. Reaver esses valores é imprescindível, a parábola da ovelha e da dracma enfatiza essa busca, aplicamos a atitude de buscar os valores em todos os sentidos sejam na vida moral, família e espiritual. Jesus mostra a incessante busca da mulher pela dracma, ela acendeu a candeia, buscando ter uma visão maior de onde havia perdido, se você permanecer com uma mentalidade escura, sem ter a visão do valor da perda não adianta procurar, somente depois do reconhecimento do valor da dracma foi que ela decidiu varrer a casa ou limpar a sujeira, pois no meio das coisas impuras e sujas você é impossibilitado de encontrar seus valores, ela buscou diligentemente até achar a dracma perdida, temos ai uma lição de persistência, não desista de buscar seus valores perdidos.

                        Há uma profunda alegria quando recuperamos algo de grande importância que fora deixado para traz, há valores extremamente importantes que ao acharmos fazemos questão de realizar banquetes. O texto descreve que houve alegria tanto do pastor ao encontrar a ovelha, quanto à mulher que encontrou a dracma perdida, ambos se regozijaram, ela convidou seus visinhos para compartilhar daquela alegria dizendo: alegrai-vos comigo porque já achei a dracma perdida. Os valores a serem restaurados podem ser morais, familiares e espirituais, os quais devem ser motivos de alegria quando restaurados. Para Cristo somos os maiores valores achados.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

A ORAÇÃO

ESBOÇO 571
TEMA: A ORAÇÃO
TEXTOS: MATEUS 6 :5-15

            A oração do Pai nosso é feita pelos cristãos há mais de 2000 anos, ela faz parte de muitas liturgias cristãs, uma oração breve, entretanto tem poder eficaz, ela foi ensinada por Jesus. Há pessoas por não saberem orar preferem orar o pai nosso, ela é tão recitada quanto o Salmo 23, porquanto precisamos saber muito mais sobre ela e seus efeitos em toda história da humanidade, desde a primeira oração relatada na Bíblia.

1. A oração- modelo
Estando Jesus reunido com seus discípulos para orar com eles, ao terminar um dos seus discípulos lhe disse: Senhor; ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos (Lc 11:1). A oração judaica era aprendida pelos judeus desde criança e pelo menos três vezes ao dia eles deveriam orar, a atitude de orar era passada de pais para filhos, uma amaneira de falar com Deus. No Antigo Testamento temos um exemplo muito claro, Daniel tinha o hábito de orar três vezes ao dia voltado para Jerusalém, lugar sagrado (Dn 6:10). Com a chegada do Messias a oração ganhou uma nova forma, a partir daquele momento não haveria necessidade de um ritual e uma liturgia padronizada para falar com Deus.

1.1. Jesus apresentou um modelo de oração baseada em duas partes, a primeira em três pedidos em relação a Deus (Mt 6:9-13).
1.1.1 A primeira parte.
(a) Santificado o teu nome; (b) Venha a nós o teu reino; (c) Seja feita a tua vontade. As nossas intenções egoístas são invertidas, a natureza humana é egoísta, entretanto Jesus nos pede justamente o contrário, pois em primeiro lugar está a santidade, o reino e a vontade de Deus.

1.2. A segunda parte.
Essa parte é baseada em três pedidos relacionados às nossas necessidades:
1.2.2. O pão, o perdão e a proteção. (a) PÃO, aqui se pode ver a provisão de Deus para nós, quando pedimos o pão de cada dia, então não há porque se preocupar com o que hás de comeu amanhã, semana que vem..., Deus há de provê como proveu o maná diariamente para o povo no deserto. (b) PERDÃO, Jesus pede para que peçamos perdão pelas nossas dívidas, isso nos remete ao pecado que é uma dívida que não pode ser paga, só Deus pode perdoar, mas também temos que perdoar os nossos devedores, isso tem relação com as mágoas, as ofensas, aquilo de ruim que os outros nos fazem. Liberar o perdão é essencial para se ter uma vida contrita com Deus. Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós (Mt 6:14). (c) PROTEÇÃO, peça a Deus para que te livre de situações que te levem ao pecado, Deus tem todo o poder, e só ele pode prover, proteger, e lhe orientar para que você possa sair de situações extremas e perigosas.

2. Vigilância através da oração
Jesus recomendou aos discípulos que fossem vigilantes em oração (Vigiai e orai para que não entreis em tentação), ele mesmo nos deu exemplo de oração, sempre se reunia com seus discípulos para momentos de oração. A oração pode ser divida em três pontos: (1) Como orar (Mt 6:5-8); (2) Pelo que orar (Mt 6:9-13); (3) Uma condição (Mt 6:11-15).

3. Evitando a hipocrisia na oração
A oração do hipócrita é reprovada pelo Senhor, os fariseus geralmente eram indivíduos que pertenciam a uma classe social intermediária, embora eles fossem uma minoria no Sinédrio, eram indispensáveis e tinham o apoio do povo judeu. A popularidade deles os levava a muitas conquistas no conselho, eles acreditavam em vida e recompensa, punição após a morte. Os saduceus geralmente eram ricos e ocupavam cargos de prestígios, e um dos cargos importantes era o de sumo sacerdote, eles eram também a maioria no Sinédrio, esse conselho julgava assuntos da lei judaica e da justiça criminal, tanto na Judéia quanto nas demais províncias. Os saduceus tinham uma grande preocupação em acatar decisões de Roma, pois ela dominava Israel nesse período, davam mais importância à política do que à religião, eles não eram bem vistos pelo povo porque faziam parte da elite que apoiavam os romanos. Os saduceus negavam a ressurreição dos mortos, além da existência de anjos e demônios, enquanto os fariseus aceitavam (Atos 23:8).

4. A verdadeira oração
Ela deve ser feita da seguinte maneira: (1) De coração humilde e sincero, se o indivíduo curvar-se e o coração não, de nada adianta, o fariseu esbanjava toda a sua grandeza, o publicano fazia o oposto, este possuía um coração totalmente quebrantado e curvado diante de Deus (Lc 18:9-14). (2) Não usar de vans repetições, esse tipo de oração não tem poder mágico, quem pede mal nada recebe (Mt 6:5-7; Tg 4:3). (3) Não duvidar, pedir com fé e confiança. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte. “Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa...” (Tg 1:5).

A oração é um recurso indispensável que foi dado aos discípulos de Cristo, é uma necessidade universal, Deus quer que todos os seus filhos se apoderem dessa arma muito poderosa.   A oração é a chave que move o coração de Deus, devemos orar sempre, todos os dias separe um tempo para orar, ore com fé, seja específico nos seus pedidos, seja perseverante na oração, seja sincero nas suas orações, use as suas palavras converse com Deus. Na oração encontro calma e paz. Orar a Deus faz bem à alma, falar com Deus nos satisfaz, é maravilhoso abrir a alma ao Criador e sentir que os céus estão abertos para nós ouvindo a voz do nosso Deus. As obras feitas por ele são magníficas, o seu amor não tem limites, em seu perdão encontro paz. Fale com Deus, pois ele é a fonte de poder. Só nele a vida tem sentido, ele nos dá forças para viver e vencer nos momentos mais difíceis da vida.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

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