ESBOÇO 908 ANA, UMA MULHER ESTÉRIL.


ESBOÇO 908
TEMA: ANA, UMA MULHER ESTÉRIL.
TEXTO: I SAMUEL 2: 1-11

Existem situações extremas que não encontramos saídas, a única coisa que nos resta é orar a Deus, ele é o único que nos conduz a saída. Na bíblia temos dois exemplos típicos, a história de Abrão e Ana, ambos os casos nos edificam muito, porque nos levam a compreender que somente Deus tem à solução dos nossos problemas.

I. Evite manobras
As manobras são atalhos para chegarmos a algum lugar ou realizar algo que desejamos com mais facilidade, ou seja, encurtar o caminho. É aquela espécie de jeitinho que damos para facilitar alguns acontecimentos que nos favoreçam, no entanto muitas vezes elas dão erradas, e ao invés de ajudar atrapalham. Três coisas são necessárias fazer: crer, confiar e esperar no trabalhar divino, pois dele, segundo a sua vontade vem à solução para os nossos problemas. “Deus opera em nós tanto o seu querer quanto o efetuar” (Fp 2:10). Destaco dois casos importantes nesse comentário, o de Sara mulher de Abraão que já era de idade avançada e não tinha filhos, e consequentemente não teria herdeiro, isso lhe causava profundos sofrimentos, pois os costumes das mulheres já haviam cessado e não havia mais nenhuma possibilidade da sua parte de gerar filhos. Na casa de Abrão havia um escravo Eliezer o Damasceno, mas para o casal seria ideal um filho nascido em casa, mas vendo Sara que não havia essa impossibilidade aconselhou o seu marido a deitar com a sua escrava Hagar para ela gerasse um filho e este seria o herdeiro (Gn 16:1-4). Ana não tinha como fazer ou encontrar um caminho mais fácil para ter um filho, pois ela era estéril, Essa era uma manobra muito ariscada e tinha tudo para não dar certo, pois quando os nossos propósitos estão fora da vontade do Senhor não trazem benefícios, eles apenas contribuem para outros episódios com consequências muitas vezes irreversíveis. Após Hagar conceber Ismael, Deus aparece a Abraão e renova as suas promessas prometendo-lhe um filho cujo nome seria Isaque (Gn 18:10-15).

Interessante é que quando as coisas dão certas não há acusação, mas quando dão erradas não queremos assumir a culpa, vejam bem; com o nascimento de Isaque se iniciou um grande conflito e um jogava a responsabilidade sobre o outro (Gn 16:5), ora! Sara mesma havia criado um grande problema para eles, depois de criado o problema somente Deus poderia dar a solução. Não se conserta um erro com outro erro, outra situação é gerada resultante do erro e Sara mandar Hagar embora com seu filho sem consultar a Deus, e os problemas das heranças entre os descendentes Abraão (Isaque e Ismael) essa disputa continua até hoje.

Ana era humilhada por Penina mulher de Elcana por não ter filho, isso lhe causou um intenso sofrimento, de maneira que a sua alma se angustiou, nessa situação só lhe restava orar a Deus. Ana servia a Deus sob a proteção espiritual do sacerdote Eli, que ao vê-la balbuciando com os lábios a teve como embriagada. A humildade de Ana foi quem a levou a ser vitoriosa (adiante da humildade vai à honra), o líder que há humilhou tratando-a como embriagada, foi o mesmo que a abençoou dizendo-lhe: o Senhor te conceda o que deseja o teu coração (I Sm 1:15).

                Deus ainda é o mesmo, e sempre esteve no comando de todas as coisas, operando do seu povo o seu querer, ele muda circunstancias, não importando quais, ele é o Deus do passado, é no presente e será o Deus do futuro. Muitas vezes não entendemos e nem temos paciência em esperar o trabalhar dele, por isso nos precipitamos criamos as nossas próprias manobras, e assim pagamos um alto preço. A nossa confiança e as orações são indispensáveis para nos garantir a vitória. Devemos ter humildade e entender que os ouvidos do Senhor não estão agravados para que não nos escute (Is 59:1). Esperar no Senhor é a melhor opção para as nossas decisões.

Pr. Elis Clementino

ESBOÇO 907 O DESEJO E O PREÇO DO CHAMADO


ESBOÇO 907
TEMA: O DESEJO E O PREÇO DO CHAMADO
TEXTO: “...se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.” I Timóteo 3:1-15

Os desejos sempre estiveram presentes nos corações dos homens, isso é apropriado desejar as coisas boas não se vê nenhum pecado nisso, a não ser que esses desejos sejam excessivos e impulsivos, dessa maneira eles são extremamente danosos ao homem em todos os sentidos da vida. Nesse assunto desejo falar sobre o desejo e o preço que se paga pelo chamado divino para a obra, seja ela para qualquer função eclesiástica.

I. Os moldes para quem é chamado
O apóstolo Paulo destaca muito bem as condições morais e o preço que é pago por abraçar essa causa nobre que é o chamado divino para o ministério. Em sua carta ao jovem Timóteo ele destaca muito bem os moldes para quem é chamado para o episcopado (I Tm 3:1-15). Vejamos a seguir quais as credenciais para se habilitar ao chamado divino:

1. Ser irrepreensível
No presente parece que ser irrepreensível é coisa do passado, arcaico, deixando transparecer que esses requisitos estão sendo dispensados para se credenciar um obreiro. São poucos os que servem de modelo para os novos obreiros, e esses também não serão irrepreensíveis, porque não aprenderam com seus mestres (Mt 10:25). Para alguns pode ser que esse seja um assunto inoportuno, porém temos a responsabilidade de preparar obreiros de qualidade através da nossa postura (2 Tm 2:15).

2. Marido de uma só mulher
Esse é um dos requisitos exigido digno de destaque, é difícil falar desse assunto nos dias atuais, marido de uma só mulher. Muitos obreiros têm envergonhado à igreja se aproveitando da sua autoridade eclesial, não poucos tem caído nessa tentação, Paulo alerta a todos os obreiros, seja ele de qualquer idade. Eu ouvi uma palavra de um grande pastor renomado e um grande escritor, teólogo e homem de Deus Estevão Ângelo, isso por volta dos anos 80 na minha consagração para o ministério a seguinte frase: “Irmãos, devemos ter muito cuidado porque quando o inimigo não alcança o obreiro no início da sua jornada ministerial, ele o aguarda para tentá-lo novamente lá no final da sua carreira.” Foi uma frase muito oportuna naquele momento e eu jamais esqueci. Os que desejarem ser obreiro saibam que ele deve começar a sua carreira bem e terminar bem (2 Tm 4:7,8).

3. Vigilante
O obreiro deve ser cauteloso, prudente, precavido, reservado, esses adjetivos parece-nos que estão sendo esquecidos, pois não sabemos o que passa na cabeça de certos obreiros, onde a imprudência tem manchado as suas veste ministeriais. Não devemos esquecer que o diabo anda ao nosso derredor rugindo como um leão buscando a quem possa tragar (I Pe 5:8), todo cuidado é poco.

4. Sóbrio
A moderação, abstinência, temperança é o filtro pelo qual ponderamos todas as nossas atitudes, todo obreiro deve ser sóbrio para que o seu ministério seja representado também por esses valores. Em nenhuma hipótese devemos perder a confiança da igreja, existem membros de igrejas que dizem: eu não confio nos obreiros da minha igreja, porque tudo que se trata com ele amanhã está na rua, irmão isso é um desastre na vida de um obreiro, há também quele que fala e brinca, contam piadas até indecorosas, essa conduta poe em risco até a confiança do ministério do qual ele faz parte.

5. Honesto
Honestidade, qualidade que ultimamente não tem sido observada, ela tem feito muitos obreiros caírem em tentação, a busca pelo dinheiro, posses, glamour e fama poder ser a porta de entrada para a desonestidade e a queda ministerial, o obreiro que agir assim para com o seu ministério, ele pode está em pé, mas a queda já é antevista.

6. Hospitaleiro
Vivemos em uma época muito difícil, onde o egoísmo, a prepotência, o orgulho e o poder têm feito muitos esquecerem a importância da hospitalidade, receber bem é para quem fora educado nos padrões da palavra de Deus, obreiro Diótrefes é um exemplo disso, ele procurava ter a primazia, era orgulhoso e não queria reconhecer a autoridade de João, por isso Paulo escreveu a carta ao seu cooperador chamado Gaio (3 João).

7. Apto para ensinar
A aptidão para ensinar a palavra de Deus é uma virtude que será incompleta se não estiver a ação do espirito Santo.

8. Não dado ao vinho
O vinho é simbolo da insensatez, principalmente o vinho fermentado devido o seu teor de álcool. A embriaguez não deve fazer parte da vida de quem aspira ao ministério, pois é necessário que ele tenha bom senso.

9. Não espancador
O espancamento pode se dá de diversas maneiras, um líder espiritual não pode fazer uso da sua autoridade para espancar com palavras os membros da igreja. As características do verdadeiro pastor foi apresentada por Jesus, o bom pastor.

10. Não de torpe ganância
O obreiro deve estar desprovido do que é imoral e de toda ganância, um obreiro ganancioso a sua medida nunca se enche, ele é capaz de fazer qualquer manobra imoral para conseguir algo pessoal. O obreiro deve ter as qualificações morais suficientes para conduzir o rebanho.

11. Moderado
O obreiro deve ter domínio sobre si, o autocontrole é necessário para manter a sua qualidade de moderado. Um obreiro não pode ser explosivo e nem movido pelas emoções.

13. Não contencioso
O obreiro deve agir duvidosamente, ou inseguro, para não perder a credibilidade perante o rebanho, as suas decisões devem ser bem pensadas, pois poe em jogo o destino das ovelhas. O obreiro não pode falar demais, mas sempre guardar sigilo o que houve e do que tratar com as ovelhas.

14. Não avarento
A avareza é condenada nas escrituras sagradas, as pessoas avarentas não compartilham o que tem com as outras pessoas, são egoístas e amam o dinheiro mais do que qualquer coisa.

15. Governo da casa pertence ao líder da família, este tenha seus filhos em sujeição, mas com toda modéstia, pois se alguém não governa bem a sua casa como poderá administrar a igreja de Deus?

16. Não neófito, para que se ensoberbecendo, não caia na condenação do diabo. Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta e laço do diabo.

17. As esposas devem ser honestas e não maldizentes, elas devem ser sóbrias e fiéis em tudo.

As pessoas que aspiram ao episcopado devem saber sobre as obrigações impostas para cumprir o seu chamado, e assim fazer a vontade de Deus. As qualificações morais são indispensáveis para o bom desempenho na obra do Senhor, pois é necessário ser exemplo para o rebanho, para isso o preço é alto que se paga.

Pr. Elis Clementino






ESBOÇO 906 PARA CASAIS


ESBOÇO 906
TEMA: PARA CASAIS
Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe e unir-se-á a sua mulher”. “Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem”. (Mc 10.7,9).

O casamento foi a primeira e a mais antiga instituição humana, Deus o instituiu com a finalidade de promover o bem estar do homem e a mulher, e através dessa união povoar a terra. O casamento é a união durável entre duas pessoas de sexos diferentes, os cônjuges devem se habilitar com legitimação religiosa ou civil.  O casamento é um estado honroso e a mais importante de todas as edificações, para isso são necessários alguns pré-requisitos importantes para a preservação da mesma, como: Relacionamento, o conhecimento dos problemas, o desempenho na relação sexual e compreender as necessidades um do outro.

I. Relacionamento
Quando ponderamos sobre relacionamento compreendemos que há um vasto campo a ser explorado, mas é importante saber que há dois tipos de relacionamentos consideráveis, são eles: o intrapessoal e interpessoal, eu digo que quando as pessoas não vão bem consigo mesma, muito menos irá com as outras, mas existem inúmeros fatores que contribuem para o mau relacionamento entre marido e mulher. Esses têm sido objeto de estudo por muitas pessoas interessadas a melhorar o relacionamento conjugal. Necessariamente os cônjuges devem se sentir valorizados e amados, e com essa atitude demonstrar a pessoa a qual se uniu pelos laços do matrimônio é a mais importante da sua vida.

As palavras amáveis sempre devem ser ditas ao seu, pois o bom relacionamento é importante para os cônjuges, é saudável e constrói, ou seja, não há felicidade entre os cônjuges quando não há relacionamento saudável. Cada pessoa sente a necessidade de ser ouvida, isso é comum, quando alguém, especialmente o nosso cônjuge, não nos escuta com os ouvidos e nem com o coração, sentimo-nos mal-amados e, involuntariamente nos distanciamos um do outro. Os seguintes sintomas na comunicação podem indicar se a ralação é boa ou está em crise. (1) Os cônjuges não devem negar-se a dialogar sobre as dificuldades do casamento; (2) Eles devem ser atenciosos e não responda até que a outra pessoa tenha acabado de falar (Pv 18:13; Tg 1:19); (3) Seja tardio para falar, pense antes, não seja apressado. Fale de tal forma que a outra pessoa compreenda e aceite o que você está dizendo (Pv 15:23,28; 21:23; 29:20; Tg 1:19); (4) Fale sempre a verdade, mas com moderação e amor; (5) Não exagere (Ef 4:15; Col 3:9); (6) Jamais use o silêncio para frustrar o companheiro (a), mas explique o motivo pelo qual você não quer falar naquele momento, e não demonstrando falta de interesse em ouvir o outro; (7) Não se envolva em brigas, é possível você discordar sem elas (Pv 17:14; 20:3; Rm 13:13; Ef 4:31); (8) Não responda com raiva, use a resposta branda e bondosa (Pv 14:29; 15:1; 25:15; 29:11; Ef 4:26,31); (9) Saiba que a comunicação no casamento não é tudo, mas com certeza uma boa comunicação evitaremos muitos problemas; (10) Tenham cuidado! A falta de uma boa comunicação pode comprometer o seu casamento e consequentemente a família.

A palavra de Deus nos ensina que devemos coabitar com as nossas esposas com entendimento (I Pe 3,7), jamais trate a sua esposa como: lavadeiras, cozinheiras, passadeiras, objetos de prazer sexual, e nem a mãe dos seus filhos, pois o nosso tratamento reflete na formação dos filhos. (se queremos o melhor para eles devemos ser exemplo. Os filhos devem ser criados de forma consciente, visando o bem estar deles, o ensino é fundamental, tanto na educação em casa quanto a cristã, por isso os pais não devem discutir na presença dos filhos e nem provocar ira neles). Não culpe ou critique a pessoa que você ama, ao invés disso, restaure... Anime.... Edifique (Rm 14:13; Gl 6:1; I Ts 5:11).

Como pastor eu presenciei vários episódios, mas dois foram constrangedores, perguntaram a um homem que estava ao lado da sua esposa, essa é a sua esposa? Ele respondeu: não, é a mãe dos meus filhos. Outra ocasião eu ouvi um marido dizer em uma conversa sobre o seu casamento, disse ele: eu casei com a minha esposa por falta de opção, foi um momento muito constrangedor para aquela mulher ao lado do seu marido. Que grosseria não é?

II. Os problemas
Já falamos que há diversos problemas que contribuem para um mau relacionamento entre os casais, muitos deles são adquiridos na correria do cotidiano, hoje há um mau que atinge uma boa parte da humanidade o chamamos de estresse “o mau do século”, sintomas depressivos e transtornos do humor, eles afetam diretamente o relacionamento das pessoas, uma pessoa extremamente estressada e mal humorada não ouve e nem fala bem, ela torna-se uma pessoa insuportável. Conviver com pessoas assim pode ser extremamente sofrível, principalmente quando tem filhos menores que se aterrorizam diante das explosões. Fora das crises a pessoa recobra o seu controle, mas frequentemente tenta justificar suas ações por qualquer coisa lhe “tira do sério”. São aquelas pessoas que se dizem “calmas, mas não mexam comigo”. Além do mau-humor, as pessoas depressivas magoam-se com mais facilidade, tendo em vista a sua autoestima rebaixada, elas se tornam inseguras e com tendência ao ciúme, e a sensação que tem é de não serem amadas, entretanto algumas pessoas com depressão atípica “anormal” costumam estar constantemente de mal com a vida, essas pessoas se tornam intolerantes e difíceis.

III. Desenvolvimentos tecnológicos
Atualmente com o desenvolvimento tecnológico, muitas pessoas não sabem ainda conviver com esse avanço, vamos destacar “as redes sociais”, muitos casais estão deixando de lado os momentos íntimos entre eles para estarem no celular e nos computadores durante as madrugadas, isso tem gerado muitas crises no casamento, muitos pastores estão ouvindo reclamações de ambas às partes, em algumas ocasiões os casos evoluem tanto que se tornam impossíveis reverter o quadro, com essas atitudes defraudam uns aos outros, isso é perigoso e pode até levar a infidelidade conjugal, dependendo do tipo de relacionamento nas redes sociais.

Fidelidade sexual – Implica no cumprimento básico de que o cônjuge deve suprir as necessidades sexuais do seu parceiro ou parceiras. Necessidades não supridas têm sido as causas de muitas crises e até separação.

A vida conjugal pura e ética é aquela que está dentro dos padrões estabelecido por Deus (Hb 13.4), e a prática sexual deve ser realizada no tempo certo, na hora certa e com a pessoa certa. Na intimidade do seu casamento, e na privacidade do seu quarto, o homem e a mulher aprendem gradualmente o significado do casamento tornando-se os dois numa só carne. E nesse processo de aprendizado eles vão aperfeiçoando seu relacionamento descobrindo como ajudar no prazer sexual um do outro. A manifestação física do próprio organismo “orgasmo” não é vergonhosa e nem antiético, antiético é o marido ficar devendo a mulher o prazer no ato da relação sexual, no entanto o marido deve estar preocupado com a satisfação e prazer da sua esposa. O marido deve estar ciente que a sua esposa considera o ato sexual como parte de um relacionamento total com ela, o marido não pode somente pensar em si. Há muitos casais que se sentem proprietário um dos outros, por isso eles não se sentem na posição de conquistadores. O que você tem feito ao longo da sua vida conjugal para conquistar sua mulher ou seu marido? Será que a sua forma de conquistar tem tido êxito?

IV. O desempenho no relacionamento sexual
O desempenho de uma relação sexual depende muito do preparo psicológico e do estado emocional, preparar-se é imprescindível porque você irá satisfazer a pessoa mais importante da sua vida, bem como fisicamente. O prelúdio é importante ele é o responsável pelo sucesso do ato. Não podemos esquecer que o maior bem a ser compartilhado é o amor e nada deve por em risco o desempenho desse ato.

V. 10 causas que podem comprometer o ato sexual
(1) Uma palavra desagradável de um dos cônjuges; (2) A recordação de algo ruim do passado de um dos cônjuges, estes e outros são motivos de bloqueio durante o ato; (3) evitar qualquer ação grosseira nessa hora; (4) O Silencio no ato da relação sexual; (5) A não correspondência de caricias; (6) O choro de uma criança que requer cuidado; (7) Uma chamada telefônica de alguém; (8) Uma pessoa batendo na sua porta; (9) Um cão latindo próximo a janela do seu quarto; (10) Um ambiente desfavorável.

VI. Compreender as dificuldades um do outro
Além das dificuldades já mencionadas ainda existem outras que devem ser compartilhadas, os problemas físicos como: Falta de apetite sexual, pode ser uma (disfunção hormonal, próstata); Falta de lubrificação – (dificuldade na excitação, reposição hormonal); Dificuldade no relaxamento sexual – presença do orgasmo; Recomenda-se depois do ato sexual haja comentário, beijos, caricias, para que o seu parceiro ou parceira sinta-se valorizado. O casamento silenciosamente amargurado e invasivo, sem sexo, pode ter dois caminhos: Continuar sem gosto, sem sal, sem sexo, sem afeto ou uma separação amigável.

O casamento foi instituído por Deus é uma sociedade entre duas pessoas de sexo diferentes (Mc 10:7,9), onde o primeiro bem a ser compartilhado é o amor, portanto deve-se evitar qualquer tipo de ações que venham comprometer a união. Devemos realizar todos os esforços para manter um bom relacionamento, além de buscar a ter um bom desempenho conjugal compreendendo as dificuldades entre si. Vale apena reunir todos os esforços para manter o seu casamento, porque não há nada que compense a destruição dele. Aconselho aos casais terem muito diálogo antes de tomar qualquer atitude precipitada, sobretudo buscar a direção de Deus e a graça para vencer, sem deixar de pensar no melhor para a sua família.


Entre os cônjuges o maior bem a ser compartilhado é o AMOR.

Pr. Elis Clementino


ESBOÇO 905 PERDOAR, UMA ATITUDE QUE ENOBRECE.


ESBOÇO 905
TEMA: PERDOAR, UMA ATITUDE QUE ENOBRECE.
TEXTO LUCAS 7:41-47

O perdão é uma exigência divina que se estende a todas as pessoas, principalmente os cristãos. Toda humanidade precisa ter conhecimento da preciosidade do perdão, e os benefícios que ele trás tando para as pessoas perdoadas quanto às que perdoam. Sucintamente e sem pormenores quero aqui falar sobre a preciosidade do perdão.

I. O que significa perdoar
O perdão é uma via de mão dupla, perdoar para ser perdoado, quem mais perdoa, mais será perdoado. Desculpar, indultar, remir e absolver significa perdão, ele foi instituído por Deus para absolver o homem do seu pecado contra Deus. Na lei instituída por Deus essa absolvição de dava através de sacrifícios, Jesus foi o último sacrificado, o cordeiro (Lv 5:5-7; Jo 1:29; I Tm 2:6).

II. Os malefícios por não perdoar
1. Não pode ser perdoado, o perdão deve ser uma via de mão dupla, deve existir reciprocidade.
2. Destroem amizades, as pessoas que não perdoam jamais reatarão uma amizade;
3. Causa decepção;
3. Amarguras e sofrimentos;
4. Tira-lhe a alegria;
5. Enfermidades;
6. E no final condenação.

III. Os benefícios do perdão
1. Quem perdoa será perdoado, o perdão gera alegria e satisfação.
2. Restabelece a amizade;
3. Trás saúde e liberdade tanto para um quanto para o outro;
4. Saúde.

Comumente dizemos que perdoar é esquecer, mas nem sempre isso acontece, porque aquilo que é registrado na nossa memoria não é apagado definitivamente com facilidade, o ser humano ainda não aprendeu a lidar com o ato de perdoar. Jesus conta uma história de dois devedores para ensinar sobre o perdão (Lc 7:36-50). O perdoado deve ter como lição e jamais repetir o erro e sempre reconhecer do perdão recebido, no entanto é importante saber que não existem pessoas que não mereçam perdão. A falta de perdão implica no seu relacionamento com Deus, pois somente seremos perdoados quando perdoarmos os outros.

O perdão divino alcança a todos e incondicionalmente, mas é importante saber que “Ainda que o pecador faça mal cem vezes, e os dias lhe prolonguem, eu sei com certeza que bem sucede aos que temem a Deus, aos que temerem diante dele.” (Ec 8:12). Perdoar é uma necessidade da alma do próprio homem, mesmo que alguém lhe tenha feito um grande mal.

Pr. Elis Clementino

ESBOÇO 904 A VERDADE, A MENTIRA E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS.


ESBOÇO 904
TEMA: A VERDADE, A MENTIRA E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS.
TEXTO: EFÉSIOS 4:25; 5:14; ATOS 5:1-11

A mentira está por toda parte do planeta, não há um só lugar que não haja mentirosos, não existem mentiras pequena e nem grande, tudo é mentira, umas são mais convincente e bem contada do que outras. Comumente há ocasiões que as pessoas mentem para se defender, e ao dar uma noticias ruim, o eufemismo pode acontecer quando levamos em consideração o estado emocional da pessoa que recebe a notícia, nesse caso não é uma mentira. Também existe a ocultação da verdade, em algumas situações não se constitui crime, há um princípio jurídico que é legal “Nemo tenetur se detegere” “o direito de não produzir provas contra si mesmo”, esse direito está consagrado pela Constituição “o inciso LXIII, artigo 5º da Constituição Federal” o réu tem o direito de permanecer em silêncio, mesmo assim o réu está sujeito às complicações.

Quando se trata do âmbito espiritual, conforme a Bíblia faltar com a verdade é contrair condenação para si, mas falar a verdade é o passaporte para a eternidade (Sl 15:2). Infelizmente o pecado da mentira está em toda parte, parece que a mentira move o mundo inteiro, “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade” Joseph Goebbels. Quem nunca se debruçou sobre uma mentira bem contada? A mentira ou uma calúnia tem causado infortúnios a muitas pessoas, mentir, caluniar, difamar pessoas é condenado nas escrituras (Sl 140:11; Pv 6:19; At 23:5; Tg 3:2), o homem mente, tanto para acusar quanto para se defender, isso faz parte da natureza pecaminosa do homem (o homem não é pecador porque mente, ele mente porque é pecador (I Jo 1:8).

As consequencias da mentira
Muitas pessoas são impulsionadas a mentirem, elas não têm a dimensão das consequencias, a mentira pode causar grandes estragos, pois existem indivíduos que são viciados na mentira, Jesus chamou os tais de filho do diabo (Jo 8:44; I Jo 3:10). Os cristãos não mentem se a verdade estiver nele. Em Atos dos apóstolos é narrado por Lucas um episódio de Ananias e Safira, eles venderam uma propriedade e disseram que certa parte seria entregue aos pés dos apóstolos, mas após a venda da propriedade eles disseram que venderam por um preço provavelmente menor para obter vantagens, assim eles omitiram o preço real, logo os apóstolos cheios do Espírito Santo perceberam a mentira e por conta desse pecado morreram, pois não mentiram aos apóstolos e sim a Deus (At 5:1-11). Está escrito que é melhor não votar do que votar e não pagar, porque se não pagares Deus requererá de ti (Dt 23:21-23; Ec 5:4-6). Atualmente há muitos cristãos que não morrem literalmente, mas espiritualmente estão mortos por causa das suas mentiras.

A recomendação bíblica é: Deixai a mentira “Pelo que deixai a mentira, e falem a verdade cada um com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros.” (Ef 4:25). O nono mandamento diz também que não devemos dar falso testemunho contra o próximo (Ex 20:16), infelizmente até líderes espirituais mentem nos púlpitos das igrejas, enganam as ovelhas com suas mentiras e ainda diz: “O Senhor disse” (Ez 3:13; Jr 2:1; 17:6), isso se constitui um pecado contra o próprio Deus, por isso o iminente julgamento divino virá sobre os tais. Cristo a verdade que liberta! “E conhecereis a verdade e ela vos libertará (Jo 8:32). Tenhamos cuidado para que não sejamos tentados a mentir usando os púlpitos das igrejas para manipular a fé das pessoas como acontece atualmente, isso se constitui um grande pecado. Eu já presenciei um pregador apresentar um quadro mentiroso para gerar um estado emocional nas pessoas, isso é um pecado, porque deixam a bíblia de lado para mentir. O cristão mesmo com dano devemos falar a verdade (Sl 15:4b), os lábios que confessam verdadeiramente o nome do Senhor não mente e a verdade estará sempre presente em seus lábios.

Pr. Elis Clementino

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