ESBOÇO 726 CORAÇÃO E ESPÍRITO NOVO

ESBOÇO 726
TEMA: CORAÇÃO E ESPÍRITO NOVO
TEXTO: EZEQUIEL 36:26
“E vos darei um coração novo e um espírito novo.”

        É natural o envelhecimento de todos os órgãos do nosso corpo, menos a parte imaterial “espírito” esse rege a nossa parte devocional com o criador, embora se considerem o espírito envelhecido quando nos esquecemos de Deus. O ser humano é composto de três elementos que indispensáveis, espírito, alma e corpo.

I. O coração
É parte principal para o bombeamento do sangue para todo o corpo humano, no sentido espiritual conforme a bíblia se atribui a ele o lugar onde abrigam espírito e alma. Jesus falou que é do coração que procedem as saídas da vida (Pv 4:3). O uso da expressão coração está relacionado ao governo humano, nas escrituras são mencionados tanto coração quanto espírito como responsáveis pela conduta e destino humano. Jesus ressaltou que é do coração que saem as coisas boas e más (Mt 15:19) tornando o homem é responsável pelos resultados daquilo que sai do coração.

II. O espírito
Ele é a parte imaterial ou sopro divino o que fez tornar o homem alma vivente (Gn 2:7), embora a palavra espírito em algumas ocasiões seja entendida como alma que é o centro do intelecto responsável pelas nossas emoções e vontades. É evidente que as nossas emoções mexem com todo o nosso sistema e em algumas ocasiões sentimos bater forte o coração, pressuponho que seja isso a razão pela qual as pessoas ligam o espírito e alma ao coração.

III. O coração novo e espírito novo
As expressões “coração novo e espírito novo” aludem à mudança de conduta do povo de Deus “Israel”, embora elas estendam-se a todos os povos. As exigências eram para que o povo se voltasse para Deus, e tivesse uma vida de santidade e de retidão, isso somente seria possível através do arrependimento dos seus pecados e passasse a ter uma vida de comunhão com Deus.

IV. Arrependimento
1. É reconhecimento dos seus pecados, ponto de partida para uma reconciliação e vida com Deus;
2. Perdão, pois é através do arrependimento que serão cancelados os pecados (Rm 6:12,13,15-17);

V. Novo nascimento e Nova Criatura
No projeto de redenção inclui o novo nascimento, esse é um processo regenerador (Jo 3:3), novo nascimento (Jo 3:3), fala de mudança, nova criatura (2 Co 5:17), novo viver e novas atitudes, no entanto quem faz esse processo é o Espírito Santo tornando o homem nessa nova criatura (2 Co 5:17). Essa é uma obra que não pode ser facilmente entendia porque está no plano espiritual (Jo 3:4,10), assim como a regeneração interior é respaldada no exterior, ou seja, no comportamento humano, mas isso somente acontecerá por meio do evangelho da graça (Rm 1:16-17).

VI. A graça de Deus
Após o arrependimento entra em ação a graça salvadora, ela é o favor divino que resulta na salvação, a graça é um favor imerecido, visto que nenhum homem podia ser salvo a não ser pela ela (Rm 3:21-24) “pela graça sois salvos” (Ef 2:1-5).

VII. Eleição e justificação
Estes são processos pelos quais o pecador é justificado, ou seja, indultado, ambas acontecem pela fé em Cristo (Rm 5:1), e é ratificada através das obras (Tg 2:14-26). Os que forem libertos do pecado não podem mais viver nele (Rm 6:1,2).

Amados o Senhor exige de cada um de nós que tenhamos uma vida contrita com ele, pois estávamos mortos em nossos delitos (Ef 2: 1-22). Cheguemo-nos a Deus com um coração puro e o corpo lavado com água limpa (Hb 10:22).

Pr. Elis Clementino – Paulista
AD Excelência

ESBOÇO 725 PROTEJA-SE DO INIMIGO

ESBOÇO 725
TEMA: PROTEJA-SE DO INIMIGO
TEXTO: NAUN 2:1

            Há uma batalha constante contra os nossos inimigos espirituais, mas como nos defender dos seus ataques? A bíblia sagrada nos dá o caminho para combater até vencermos esses inimigos gigantes.

1. Bramindo como um leão
O nosso arquiinimigo está sempre em posição de ataque, o Apóstolo Pedro disse que ele anda ao nosso derredor buscando a quem possa tragar (I Pe 5:8). Ele anda a caça de vidas preciosas e o profeta Naum adverte o povo quanto à posição do inimigo em relação a nós, embora ele profetize sobre os eventos de 612 a.C. sobre o cerco e tomada de Ninive, mas é assim mesmo que o inimigo se posiciona para nos derrotar (Na 2:1). Carecemos estar preparados para os confrontos do cotidiano com os nossos inimigos espirituais e as hostes infernais do mal.

2. Proteção contra os ataques
Não devemos dar ocasião, ou seja, não dês lugar ao diabo (Ef 4:27), ele é a sagaz serpente que enganou Eva. Devemos considerar que as armas da nossa milícia descrita por Paulo não são carnais, elas são espirituais e muito mais poderosas porque são feitas em Deus, ela destrói as fortalezas do inimigo (2 Co 10:4).

3. Ele induz o homem a:
(1) Ao engano, toda sorte de engano pertence a ele (2 Co 11:3; Gn 3:4; Ef 6:24; I Ts 4:6a);
(2) A mentira, Satanás é o pai da mentira (Jo 8:44; Cl 3:9);
(3) A inveja foi implantada por ele (Is 14:14);
(4) O orgulho nasceu do seu coração (Ez 14:

Na vida cristã lutamos contra principados, forças malignas lideradas por Satanás e seus anjos caídos, ele prepara todas as suas estratégias para nos derrotar (1 Pe 5:8), a nossa luta não é contra a carne e nem contra o sangue, se não é contra essas duas coisas é contra os demônios, mas Deus nos dá a capacidade de vencê-lo, desde que usemos as armas do espírito expostas por Paulo (Ef 6:10-16), nesse texto ele enfatiza essa necessidade e a maneira como podemos nos preparar
(1) Fortalecei-vos no Senhor;
(2) Na força do seu poder; 
(3) Revestir-se de toda a armadura de Deus;
(4) Ter lombos cingidos os lombos com a verdade;
(5) Vestir-se com a couraça da justiça;
(6) Os pés calçados na preparação do evangelho da paz;
(7) Tomar o escudo da fé;
(8) O capacete da salvação;
(9) A espada do Espírito que é a palavra de Deus;
(10) Orando em todo tempo com orações e súplicas por todos os santos;
(11) Vigiar com toda perseverança. São esses os requisitos necessários para combater com segurança contra o inimigo.

            Estejamos preparados com as armas do espírito para vencermos todas as batalhas contra os inimigos espirituais, pois estamos engajados e não podemos recuar. Todo preparo nos foram oferecidos por Deus para vencermos, porque a nossa luta não e contra a carne e nem contra o sangue, mas contras as potestades das trevas que opera no mundo.

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

AD Excelência

JARDIM FECHADO E FONTE SELADA

ESBOÇO 724
TEMA: JARDIM FECHADO E FONTE SELADA
TEXTO: CANTARES 4:12

“Jardim fechado” talvez seja uma expressão pouco convencional no meio cristão. Fechado significa não ter acesso a uma preciosidade (jardim), um povo especial para Deus. Isso indica proteção e segurança dada por Deus, portanto aquele que habita no esconderijo do altíssimo é um jardim fechado (Sl 91:1). Salomão se refere a algo muito especial: a noiva do cordeiro (igreja). Fonte selada ninguém bebe dela, é propriedade exclusiva.

1. Em que situação estamos inseridos nesse contexto?
1.1. Enquanto corpo de Cristo, que é a igreja. Fora dele estaremos sem a proteção. Apenas gozaremos de privilégios sendo membros desse corpo (jardim selado). (Ct 4:12);
1.2. Ao obedecermos aos mandamentos e estatutos do Senhor (Dt 28; 30:16). Quando desobedecemos, não estamos respaldados dos seus cuidados;
1.3. Quando não apostatamos a fé, ou seja, quando negamo-la (I Tm 4:1);

2. Característica de um jardim fechado:
2.1. Toda propriedade tem demarcações ou limites. Você deve ser esse jardim fechado. A responsabilidade de proteger o que temos é nossa (Ap 3:11), impedindo que coisas vãs, erradas e ilícitas entrem em nossas vidas tirando-nos desta proteção. As trancas, os ferrolhos, cercas e cadeados, significam o impedimento de que, as nossas vontades e desejos não sejam concretizados quando estão fora da vontade de Deus. “Todas as coisa me são licitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são licitas; mas eu não me deixarei me dominar por nenhuma delas.” (I Co 6:12).

3. Porque você é um jardim fechado?
3.1. Porque você está sob a proteção divina (Sl 34:7; I Pe 5:8), porém isso não nos isenta de fazer a nossa parte que é vigiar;
3.2. Porque você está debaixo da promessa. Davi estava protegido desde o momento que foi ungido. Ele matou urso, matou gigante, Saul não achou para matá-lo, porque quando estamos debaixo da proteção divina ele se responsabiliza da nossa proteção.

4. As benesses de um jardim fechado
4.1. Proteção;
4.2. Auxílio;
4.3. Bênçãos espirituais;
4.4. Vida abundante, satisfação, alegria, esperanças renovadas.

            Devemos ser um jardim fechado e uma fonte selada, observando e guardando cuidadosamente a palavra de Deus em nossas vidas. Você é um jardim fechado cujos limites foram postos pelo Senhor, jamais devemos dispensar esses limites divinos, pois eles nos garantem proteção segura em Cristo, você como jardim fechado o diabo não encontrará ocasião para lhe destruir, por maiores que sejam seus ataques “O Deus eterno é a tua habitação, e por baixo estão os braços eternos; ele lançou o inimigo de diante de ti e disse destrói-o:” (Dt 33:27).


Pr. Elis Clementino - Paulista-PE
AD Excelência


MENSAGEM FINAL DE ANO



Mais um ano se finda e não mais retornará, no entanto seguir em frente em busca de novos horizontes é a melhor opção, deixando para trás tudo de ruim que vivenciamos nesse ano que se finda e nos alegremos com as coisas boas que construíram dentro de nós experiências e amadurecimento, tanto secularmente quanto espiritualmente. Todas as coisas contribuíram para o nosso bem (Rm 8:28), porque Deus é quem opera em nós tanto o querer quanto o efetuar (Fp 2:13). No próximo ano tenhamos uma vida abençoada, próspera e cheia de realizações, e cresçamos em amor uns para com os outros “Seja a vossa amabilidade conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor” (Fp 4:5).PR. 


Elis Clementino
AD Excelência

FELIZ 2017



Paulista, 31 de Dezembro de 2016.

ESBOÇO 723 O PREÇO DA DESATENÇÃO

ESBOÇO 723
TEMA: O PREÇO DA DESATENÇÃO
TEXTO: LUCAS 22:31-34

Todo homem está sujeito a erros e fracassos, o discípulo de chamado Pedro cometeu muitas falhas, embora seja bem provável que os demais também cometeram, mas não tiveram destaque quanto os de Pedro, talvez pela sucessão de erros. Os escritores dos evangelhos, apenas registraram os de Pedro, contudo as suas falhas nos deixaram lições importantes para o nosso cotidiano. Veremos nesse comentário alguns episódios na vida de Pedro que marcaram a história do cristianismo, como: A sua precipitação, o negar ser discípulo de Cristo, o seu abatimento e a sua restauração.

1. A falta de atenção de Pedro
Jesus sempre advertiu sue discípulos sobre os perigos de uma guerra espiritual (Lc 22:31-32), mas parece que as vezes não damos atenção aos alertas sobre os riscos que corremos durante as batalhas espirituais. Muitas vezes subestimamos o poder do inimigo, mas quando agimos assim estaremos vulneráveis aos seus ataques (2 Co 2: 11; I Pe 5:8),

2. Pedro e a sua coragem desmedida
Pedro se destacava entre os discípulos pela sua bravura e temperamento forte, rude, aguerrido sem saber ainda controlar seus sentimentos, ele quis ser um grande defensor do seu mestre (Lc 22:33). Jesus não precisava da sua defesa, pois ele tinha milícias de anjos ao seu dispor (Mt 26:53). A autoconfiança de Pedro levou-o ao fracasso (Mt 26:33), não devemos confundir fé com autoconfiança e quando isso acontece logo vem a ruína (Pv 16:8; Jr 17:5-7). Devemos ter muito cuidado para não sermos traído pela autoconfiança.

3. As precipitações de Pedro
A autoconfiança nos conduz a precipitação, tanto uma como a outra estão presente no cotidiano das pessoas, em alguma ocasião na vida nos precipitamos, principalmente por palavras, o problema da precipitação são as sequelas. Algumas vezes  Pedro se precipitou e foi repreendido pelo Senhor, pois as idéias precipitadas trariam consequências não somente para ele, mas para todo grupo, muitas vezes não temos a dimensão do que uma atitude precipitada pode causar, não somente a nós como também as outras pessoas. Notemos no texto que Pedro fez uma declaração que seria capaz de morrer pelo seu mestre, outra ocasião Jesus falando sobre a sua morte ele precipitadamente disse “tal coisa não te aconteça”, no ultimo instante no momento da prisão mais uma vez Pedro se precipita usa a sua espada e decepa a orelha do servo do sumo sacerdote (Jo 18:10).  Após a prisão do Seu mestre Pedro sentiu um grande vazio e descobriu que na realidade só seria importante na companhia do seu mestre, em seguida decepcionado afastou-se do grupo e daí começou a maratona de medo e pavor.

4. Pedro negou conhecer o Mestre
Ao lume da noite e longe do grupo foi se aquecer junto às fogueiras, o seu jeito e a capa que estava sobre ele chamou a atenção dos transeuntes que logo perceberam ser um daqueles que estavam com Cristo, jamais ele esperava aquele momento tão cruciante, abatido pelo desgosto e voz embargada sendo ele indagado se era um deles, imediatamente negou a primeira vez não conhecer o Cristo, novamente perguntado negou, não o conheço, na terceira vez saiu certamente resmungando, naquele momento cumpriu-se o que Jesus havia lhe dito “Antes que o galo cante três vezes me negarás” (Lc 22:44; 54-61), ao ouvir o canto do galo parece naquele ocasião e usando um termo bastante conhecido a “ficha caiu” e Pedro chorou amargamente (Lc 22:62). Imaginemos o sentimento de traição a aquele que fora leal para com ele, o seu Mestre amado.

5. Pedro é interrogado por Jesus
Após varias aparições, Jesus facilita uma grande pescaria e come peixe com os discípulos, Jesus come peixe com os discípulos, essa era a terceira vez que Jesus se manifestava aos discípulos (Jo 21:4-9), o interessante é que Jesus ainda contava com Pedro, após a comerem Jesus chama Pedro e o interroga dizendo: Pedro tu me amas? Ele respondeu sim, Senhor, tu sabes que te amo. O que passou na cabeça de Pedro ao ouvir essas interrogações, eu pressuponho que talvez Pedro tenha pensado, porque ele me faz essa pergunta e não aos outros, será que foi porque o neguei? Pedro teria que continuar a sua missão, pois o mestre já havia lhe perdoado. Os erros cometidos por um servo de Deus não significa que ele esteja excluído do amor divino, principalmente quando ele se arrepende e rever os seus conceitos.

                Amados, os nossos fracassos não são visto por Deus como vê o homem, na visão de muitos, Pedro não merecia outra oportunidade por ter negado o seu mestre, mas a misericórdia de Deus estava em ação e Jesus jamais permitiria que o diabo cirandasse com Pedro definitivamente. Quantas vezes o inimigo gostaria de destruir a nossa vida, família e ministério, mas Deus intervém e não permite, essa é a grande prova do amor de Deus em nossas vidas. Muitos líderes destroem a vida de um obreiro quando comete um delito como se tal líder não esteja sujeito a cometer os mesmos ou piores erros, mas quando analisamos (Gl 6:1-5).           Jesus restaurou Pedro e lhe deu uma nova missão apascentar ovelhas, o Senhor é o mesmo.

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE
AD Excelência


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