QUANDO O PÃO E A ÁGUA ACABAM.

 

ESBOÇO 1189

TEMA: QUANDO O PÃO E A ÁGUA ACABAM.

TEXTO: “Levante-se e coma, pois a sua viagem é muito longa...” I REIS 19:7,8; GENESIS 21:15.

Pão e água são alimentos essenciais para o nosso corpo, através deles podemos caminhar. Na estrada da vida estamos sujeitos ao cansaço, esses alimentos nos tornam fortes para caminharmos, mas quando eles acabam o desespero bate a nossa porta, mas o que eu quero destacar aqui são alguns desertos que atravessamos nessa vida.

I. DESERTOS E VALES.

Desejo destacar Desertos e Vales.

1.       O deserto literal é aquele não existem água e nem pessoas aonde o meio de vida seja extremamente precário, esse tipo de deserto é difícil encontrar água e pão, a não ser por uma provisão divina como no caso de Hagar quando o pão e a água acabaram (Gn 21:15).

2.       Deserto que você está rodeado de pessoas, mas está solitário e sofrendo sem que ninguém lhe assista, nesse deserto você se sente abatido e sem saída porque lhe falta tudo, nessa hora os amigos fogem, parentes lhe abandonam, enfim a depressão toma conta e se não tiver como reverter esse quadro pode leva-lo ao suicídio.

3.       O deserto espiritual, esse eu considero muito pior, porque além de mexer com o seu lado emocional, compromete a sua vida devocional com Deus, assim gera-se uma crise existencial, uma lacuna que não pode ser preenchida com qualquer palavra ou ação de alguém, ninguém pode dar solução a não ser Deus como no caso de Hagar no deserto e Elias sem pão e sem água (I Rs 19:7-8).

4.       Vales, geralmente ele é formado por acidente geográfico formando lugares baixos por onde nascem e correm os rios, geralmente nessas áreas baixas aonde as árvores mais crescem produzindo flores e frutos, por isso Jesus é considerado como o lírio dos vales “Eu sou a rosa de Saron, o lírio dos Vales” Segundo Salomão no seu livro cânticos dos cânticos fala sobre o diálogo entre a Sunamita e o seu amado. Nessa região da palestina haviam grandes árvores e belas flores. Você não cresce quando está no alto, onde só há restinga, e nem no deserto, mas cresce nos vales, onde há água e frutos.

II. AS ADVERSIDADES.

Nem sempre os ventos sopram ao nosso favor, Salomão apresentou duas ocasiões que devem ser consideradas, disse ele: “Quando os dias forem bons, aproveite-os bem, quando forem ruins, considere...” (Ec 7:14), ele enfatiza aproveitar as oportunidades enquanto os dias forem bons, quando o seu barco flutua nas águas e os ventos soprando a seu favor, quando o seu rosto brilha por ver o seu sucesso, contudo lembre-se que os dias maus poderão chegar pra você, saiba porém uma coisa, você não é melhor que ninguém, além disso deveis entender que há tempo para todo propósito debaixo do céu (Ec 3:1). Quando os dias forem maus eles devem ser considerados, eles não sejam motivos para desespero procure buscar forças e superação refugiando-se, sobretudo em Deus, através da oração e a sua palavra. Eu gosto sempre de lembrar o que Salomão escreveu sobra a sabedoria nem sempre é devidamente recompensava, nem tudo que agente que é fácil de conseguir, porque o tempo e o acaso alcançam a todos (Ec 9:11).

III. NO DESERTO DEUS CUIDA.

Os exemplos que citei a cima mostra a provisão de Deus nos momentos mais difíceis. Hagar foi dispensada da casa de Abraão, levando consigo um pouco de Pão e um odre de água, chegando no deserto acabou a água, para Hagar não havia outra saída, a não ser morrerem ela e o filho Ismael (Gn 16-18), no entanto Deus proveu. O profeta Elias estava debaixo de um zimbro pedindo a morte, depressivo e desenganado, pediu a morte, mas quando tudo falha a provisão de Deus chega (I Rs 19:4-8). O Deus que servimos é o mesmo, ele está atento a tudo o que estamos passando (Sl 94:14; 37:28; Rm 11:2).

                Deus trata os seus filhos de maneira diferenciada, pois o seu cuidado tem sido especial, em meios nas adversidades que nos fazem cansar, nesse momento Deus renova as nossas forças (Is 40:31), somente ele pode revigorar as nossas forças sem que ninguém nos destrua (Is 43:2). Irmãos, não importa o que estejas passando, seja qual for o deserto, Deus te fará crescer na terra da tua aflição (Gn 41:51,52). Irmãos entreguem o seu caminho ao Senhor, cofie nele e ele tudo fará (Sl 37:5).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

JESUS, A PORTA.

 

ESBOÇO 1188

TEMA: JESUS, A PORTA.

TEXTO; JOÃO 10:9

Porta, uma peça conhecida e que a sua função é abrir e fechar as passagens para certos ambientes por onde as pessoas adentram a um recinto, elas possuem chaves ou trancas para que somente tenham acesso as pessoas autorizadas, mas a porta que desejo me referir não é literalmente a uma porta comum, seja ela, de madeira ou ferro, mas de uma porta pela qual podemos acessar um lugar muito maior e eterno.

A IMPORTANCIA DE UMA PORTA.

É muito ruim quando procuramos acessar um determinado lugar que logo não encontramos a porta, ou não sabemos aonde esteja, imagine um lugar sem saída, todo lugar, seja casa, hospital, entre outros, todos devem possuir entrada e saída, assim são as portas que dão acesso ao sentido à vida, até mesmo na nossa chegada e saída desse mundo, quando as portas da vida se abrem e se fecham.

O ser humano possui várias portas, elas podem ser fechadas ou abertas por ele mesmo, seja ela, as portas dos lábios (Sl 141:3,4); as portas do coração, por onde entra e sai as coisas ruins e boas (Pv 4:23). Jesus descreveu a respeito do que sai e entra, ou seja, o que procedem do coração através das suas portas, se ele tem entrada, tem saída (Mt 12:25; Lc 6:45; Pv 4:23). Nós temos o controle daquilo que entra e que sai a essa nossa porta “o coração” essa porta é o meio pelo qual Jesus bate querendo entrar e ter acesso (Ap 3:20), essa porta como já disse somente será aberta por nós, nesse caso a fechadura é pelo lado de dentro, isso quando se refere às nossas vontades de abrir ou não.

AS PORTAS DE JERUSALÉM.

Em Jerusalém, tanto na cidade antiga quanto a nova havia muitas portas, cada uma delas tinha um significado do porque da sua existência, destaco aqui apenas duas sem muito pormenores, na cidade antiga havia oito aportas, uma delas era a porta da misericórdia, em Jerusalém havia doze, uma delas a porta das ovelhas, assim como a porta formosa que dava acesso ao templo (At 3:1-6).

A PORTA DA ETERNIDADE.

Para ter acesso a eternidade só há uma porta, não existem portas como algumas religiões ensinam, nenhum homem tem a capacidade de fechar ou abri-la, não é João e nem Pedro, nem medianeiros são para facilitar a entrada por essa porta. Deus estabeleceu essa única porta e com a única chave, Jesus Cristo, ele tem a chave de Davi, não duas e nem três chaves, mas uma única chave (Ap 3:7,8). A porta que fecha ninguém abre, e a que ele abrir ninguém fecha, porém, a porta que dá acesso ao reino dos céus nem todos procurarão entrarão por ela (Sl 118:20; Mt 7:13-14; Jo 10:3-5; Ap 3:7,8; Is 22:22; Jo 10:2). Qualquer porta que Deus abrir para você os inimigos se levantam (I Co 16:9), mas saiba de uma coisa, ninguém pode fechar.

                Jesus é a nossa porta, essa porta nunca estará fechada para que deseja adentar nela, ele é a porta das ovelhas, portanto não desanimemos diante demais portas fechadas, porque a maior está aberta para nós, as outras portas a sua chave abrem qualquer uma delas, ele quebra os ferrolhos das portas de bronze, de madeira ou de ferro para nos trazer vitórias (Is 45:1-3). Deus tem o poder de muito mais daquilo que pedimos, acreditem (Ef 3:20), existe algo difícil para quem tem a chave que abre porta? (Gn 18:14; Lc 1:37), saiba que Deus não nos abandonará, nem dará as costas pra você nos momentos mais difíceis da sua vida (Is 54:10), portanto a sua confiança nele fará com que as portas sejam abertas por ele, glorifiquem a Jesus, por aquilo que ele pode e faz. Jesus disse: “Eu sou a porta”

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

MOVIMENTO HUMANO X AVIVAMENTO DIVINO.

 

ESBOÇO 1187

TEMA: MOVIMENTO HUMANO X AVIVAMENTO DIVINO.

TEXTO: HABACUQUE 3:2

O cristianismo verdadeiro vem passando por processos humanos que tentam mudar as características do legítimo ou genuíno cristianismo, isso acontece no mundo inteiro. Veremos nesse breve comentário algumas razões pelas quais podem trazer essas mudanças, embora possa não ser bem aceito o que vou falar e ser aplicado em determinadas igrejas, mesmo assim não me omitirei de falar essas verdades.

MOVIMENTO HUMANO.

Em primeiro lugar iremos definir o que é movimento humano e movimento divino, nesse ponto de vista refiro-me ao cristianismo no mundo. Movimento é um ato ou efeito de mover-se, ou seja, um conjunto de ações mobilizadas por pessoas para uma animação e mesmo fim e com outros interesses. Esse movimento humano pode trazer mudanças, seja ela, na sociedade, na política, nas famílias e nas religiões, eles podem ser para o bem, como também com fins destruidores, até por falta de sabedoria de alguns cristãos.

O movimento humano não pode ser confundido como avivamento divino, embora as pessoas tentem imitar, ou fazer com que todo movimento seja divino. Ultimamente nós vivenciamos muito isso, fazendo com que o irreal se confunda com o real, principalmente nas igrejas cristãs pentecostais, as quais quero me referir nesse assunto. Esse tipo de movimento puramente humano, procuram dar aparência como algum mover divino, que nada a ver. Para a igreja que mantém o seu padrão doutrinário conforme as escrituras estão ameaçadas por esses movimentos, isso tem causado muitos escanda-los, principalmente hoje que tudo é publicado nas redes sociais, cujas finalidades é de conseguir adeptos para seus movimentos, saiba, porém, que o movimento humano passa.

Os conteúdos que trazem para esses movimentos são para promover-se através das mensagens, que apenas massageiam o ego das pessoas gerando um sentimento de que aquilo seja uma realidade. Muitos pregadores fieis aos seus princípios do verdadeiro cristianismo estão sendo rechaçados através do seu modo de ensinar, no momento que vivemos poucas pessoas querem ouvir uma doutrina aos moldes dos ensinos de Jesus e paulinos, hoje quem gostaria de ouvir o apóstolo Paulo pregar? Pelo que Paulo escreveu a igreja de Coríntios parece haver uma inclinação para que era mais eloquente em suas pregações era os quem mais conquistava pessoas (I Co 1:10-30). Será que gostaríamos de ouvir aquela pregação de Paulo, em que o Eutico caiu da janela? (At 20:7-12), porém a diferença não está na força de expressão e nem na eloquência (I Co 2:4; 2:1-5; 4:20), para Paulo a pregação não consistia em palavras persuasivas, mas no poder de Deus na vida do seu ungido, ao terminar o culto, Paulo foi lá e ressuscitou o moço, mas o que levou ele a dar um cochilo durante a pregação? Sobre isso eu deixo par você pensar.

AVIVAMENTO DIVINO.

É um ato de trazer vida, ou avivar-se, o profeta Habacuque pedia avivamento divino e não humano, ele levou em consideração a perda de espiritualidade do povo de Deus, e que esse avivamento não poderia ser humano “Aviva Senhor a tua obra no meio dos anos” (Hc 3:2). Muitos atualmente pregadores avivalistas estão trazendo para dentro da igreja a cultura afro-brasileira, que nada mais é do que a junção da cultura dos povos africanos, trazido na época dos escravos no período colonial, por isso há muitos movimentos já em algumas igrejas, como o rodopiar de mãos para trás, como se dança o xangô, esses movimentos tem sido tratados como o movimento divino, eles dão apenas a ilusão. Muitos desses pregadores aludem ser movimento do Espirito Santo de Deus.

O reavivamento espiritual vem em decorrência dos ensinamentos da cultura judaica cristã, eles são recheados de princípios que enobrecem o evangelho de Jesus Cristo, conforme pregaram os apóstolos. A estrutura ou a base da convicção do evangelho vem através da palavra de Deus, assim quanto a maturidade espiritual. O apóstolo Paulo cita a doutrina como o leite para os novos, e para os maduros alimentos mais sólidos para poder ouvir e compreender as verdades que o puro evangelho traz em si (I Co 3:2-4; 13:11).

                Amados, o movimento humano passa e nada deixa de bom, a não ser embriagueis espiritual, é exatamente isso o que estamos vendo nos últimos dias, cada uma igreja que crie uma novidade, quando é algo novo que vem acompanhada com bons princípios tudo bem, mas quando distorce a palavra com os manjares que para nada serve. Em provérbios há algo interessante “Não cobices os seus manjares gostosos, porque são mentiras” (Pv 23:3). Hoje o que se vê são mensagens só de bênçãos e de vitórias, onde só se exige de Deus, em contrapartida do indivíduo nada se exige para Deus, como: fidelidade aos valores cristãos, santidade e fidelidade a Deus. Não entreis pelos caminhos deles, mas preservai o que tendes recebido de Deus através da sua palavra com temor e reverencia. Cuidado com o fogo estranho no altar de Nadabe e Abiú (Lv 10:1,2). Todo cuidado é pouco, estamos nos últimos dias, Jesus breve vem “Guarda o que tens”.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com


A INSENSIBILIDADE E SENSIBILIDADE HUMANA.

 

ESBOÇO 1186

TEMA: A INSENSIBILIDADE E SENSIBILIDADE HUMANA.

TEXTO: Não é também que repartas o teu pão com o faminto e recolhas em casa os pobres desterrados? E, vendo o nu, o cubras, e não te escondas do teu próximo? ISAÍAS 58:11.

No mundo inteiro há um grande aumento da insensibilidade humana, mesmo reconhecendo que sempre houve, mas não o tanto, quanto nos últimos tempos. Quando lemos a Bíblia Sagrada encontramos o que Jesus falou sobre a falta de amor que é a causa da insensibilidade humana (Mt 24:12), enquanto isso a sensibilidade é o fruto do amor divino nos corações. Ligeiramente falarei sobre a insensibilidade e a sensibilidade humana, se os leitores aprimorarem dará uma boa ministração na sua igreja.

INSENSIBILIDADE HUMANA.

A insensibilidade é condenada nas escrituras, alguns textos bíblicos confirmam essa prática entre os homens (Jó 24:9; Sl 35:15; 69:21; Pv 25:20; Mt 18:30; Lc 10:32). A insensibilidade é a falta de amor ao próximo.

INSESIBILIDADE NA ATUALIDADE.

Atualmente a falta de amor cresce como um dos sinais do tempo profetizado por Jesus (Mt 24:12), a iniquidade é a causa principal para a falta do amor nos corações, tornando os homens insensíveis. O apóstolo Paulo descreveu de maneira muito acertada sobre a apostasia dos últimos tempos (2 Tm 3:1-8,13). As pessoas insensíveis não apreciam os valores que regem a vida, elas lutam pela decadência dos valores da vida, morais, familiares e espirituais, esse é o retrato do que estamos vivendo no mundo

CAUSAS DA INSENSIBILIDADE.

- Altivez do coração, a dureza de coração torna o homem insensível as questões sociais.

- O egoísmo, o orgulho fazem o homem olhar somente para si e desprezar o próximo;

- A ambição ou inveja, conduz o homem a praticar crimes para conseguir o que é dos outros “Acabe”

- Crueldade, atrocidade é praticada contra o próximo (Gn 49:5; Sl 27:12; Pv 11:17; 2 Rs 25:7);

- Sagacidade, o astucioso cria narrativas mentirosas para prejudicar o próximo (Gn 27:24; Gn 37:20-31).

- Falta de amor (Mt 24:12).

A SENSIBILIDADE HUMANA.

O que torna o homem sensível é o amor, ela é compreendida como sensibilidade, compaixão ao sofrimento do próximo, não há ilustração maior que a parábola do bom samaritano (Lc 10:25-37). Nessa parábola Jesus diz tudo sobre o amor ao próximo. Outras lições foram dadas por ele, a de amar os nossos inimigos (Mt 5:44; 25:35). Esses eventos temos a capacidade de fazer, mas se formos sensíveis as necessidades alheias movidas pelo amor, o amor vai além das fronteiras.

                É importante compreender a necessidade de sermos sensíveis as necessidades alheias, o amor ao próximo deve ser um distintivo para todo cidadão, mas sem o amor divino nos corações somos incapazes de amar ao próximo, principalmente em dividir o pão. Como cristão jamais devemos olvidar esses princípios que nos foram passados ou ensinados, pois o nosso bem maior é o amor de Deus em nossos corações, sem ele nada valorizaremos nesta vida. Duas coisas não sevem se apartar de nós a prudência e a simplicidade, algo que Paulo temia que os cristãos perdessem “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo (2 Co 11:1-3).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

O SILÊNCIO E O PODER DAS PALAVRAS.

 

ESBOÇO 1185

TEMA: O SILÊNCIO E O PODER DAS PALAVRAS.

TEXTO: JÓ 2:13; 13:5; SALMOS 39:2

O silêncio é o estado de quem se abstém de falar, pois é claro que a maior parte da nossa comunicação é verbal, ou seja, através da fala, embora haja outros métodos pelos quais as pessoas podem se comunicar, principalmente com pessoas especiais, elas se comunicam através de sinais ou libras. Desejo falar nesse assunto apresentando que as nossas palavras devem ser antes de tudo ponderadas e controladas levando em consideração o tempo e o modo (Ec 3:7).

I. A VOZ DO SILÊNCIO.

O silêncio fala por si só, ou seja, através dele o indivíduo manifesta algo em determinados momentos; ele pode ser compreendido como uma resposta; o silêncio pode ser uma maneira de não incomodar alguém, mas também pode ser usado como uma estratégia para alcançar um objetivo (Js 6:10). Do silêncio de alguém podemos extrair algo que desejamos, basta apenas prestar bem atenção ao momento e o tipo de silêncio. Alguns atos por si só já falam, a mulher que lançou perfume aos pés de Jesus, ela sem palavras expressou o seu sentimento (Lc 7:37), o mestre nada indagou sobre aquela mulher, mas o silêncio dela naquele momento também incomodou algumas pessoas.

No âmbito judicial o silêncio pode ser usado como arma de defesa do investigado, ele é orientado pelo advogado de defesa a não falar, isso faz parte do jogo processual, dessa forma o seu cliente não produzirá provas contra si. Em em outros lugares também se usam-se o silêncio, nos hospitais; em momento de profundo em morte de alguém, sentimento por algo ruim que alguém esteja passando, esses momentos geralmente nada temos a dizer como aconteceu com os amigos de Jó (Jó 2:13; 13:5). O silêncio ainda pode ser usado como prudência na presença de inimigos (Js 6:10); quando as circunstâncias requerem (Ec 3:7); em tempos maus (Am 5:13); na casa de Deus (Hc 2:20); na presença de Deus (Sf 1:7; Zc 2:13).

Para determinadas pessoas o silêncio é uma ameaça, principalmente quando se fala com uma pessoa e ela nada responde. O silêncio pode ser usado como uma das provocações, isso frequentemente acontecem com alguns cônjuges, isso o faz com que o interpelador se sinta incomodado. Jesus ao ser questionado na respondeu e isso incomodou algumas autoridades, ante o sumo sacerdote (Mt 26:62,63); na presença de Pilatos (Mt 27:14; Mc 15:3); perante Herodes (Lc 23:9; Jo 8:6) diante de uma mulher que estava sendo acusada poucas palavras resolveu a situação da mulher; seus últimos dias do seu ministério (Jo 14:30). O silêncio de Jesus e suas poucas palavras incomodavam, principalmente as autoridades que tentavam lhe acusar, eles tentavam fazer com que ele tropeçasse nas suas próprias palavras, pois o que eles prestavam atenção era se o que Jesus dizia estava conforme a lei de Moisés ou não. Muitas vezes somos obrigados pelas circunstâncias a não falar ou falar pouco., esse é um princípio de sabedoria (Pv 29:11; 10:19; 21:23).

II. CUIDADO COM AS SUAS PALAVRAS.

As pessoas devem exercer uma grande vigilância sobre o que falar, pois a nossa fala tanto pode nos condenar quanto absolver (Mt 12:36,37; 26:72-73; Jó 15:6). A maneira como expomos a nossa fala é importante, mas é preciso levar em consideração o momento e o modo de como nos expressamos, visto quer a nossa língua exerce um grande poder 

III. O PODER DA LINGUA.

A nossa língua tem o poder tanto para destruir como para edificar, infelizmente muitas pessoas não se ligam nesse detalhe, esse escrito atribuído a Salomão expressa o poder que tem a língua (Pv 18:21. O apóstolo Tiago descreve muito bem a respeito da língua (Tg 3:1-12). Jesus falou que do coração pode sair tanto coisas boas, quanto as más (Mt 15:19; Pv 4:23), a fala tem o poder de revelar o que está no coração. As palavras imprecatórias saem dos corações maus, assim como dos corações bondosos saem as palavras abençoadoras, Tiago disse que não pode sair de uma mesma fonte água doce e salgada (Tg 3:11-12).

As nossas palavras, além de ter poder, elas podem ir muito mais longe do que pensamos, por isso devemos ter o máximo de cuidado com as nossas palavras ou aquilo que pronunciamos, (Ec 10:20). É importante sabermos o tempo e o modo para falar em qualquer demanda. No nosso convívio cristão existem muitas pessoas necessitadas de uma palavra que o edifique, mas somente aqueles cujos os corações estão cheios de boas ações tem a capacidade de ajudar-lhes. Muitas vezes, apenas uma palavra pode ajudar alguém que cuja alta estima, está em baixa, embora essa palavra do profeta esteja direcionada a Cristo, mas podemos pedir a Deus uma boa palavra para aquele que está cansado e oprimido (Is 50:4). A nossa palavra deve ser agradável, temperada com sal, para que saiba como convém responder a cada um (Fp 4:6). Devemos saber como nos comunicar com cada tipo de pessoa, o tempero do sal é o controle, se o sal for em excesso fica salgado demais, se pouco, também não é bom, então o sal deve ser usado com moderação, assim são as nossas palavras.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

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