IGNORÂNCIA X CONHECIMENTO

ESBOÇO 603
TEMA: IGNORÂNCIA X CONHECIMENTO
TEXTO: PROVERBIOS 14:8

A falta de conhecimento está ligada ao cotidiano de muitas pessoas, até naquelas que são consideradas arguciosas. Ninguém sabe tudo, entretanto o homem é ignorante naquilo que não conhece. Sócrates quando apontado pelos Delfos como o mais sábio do mundo ele disse: “Só sei que na sei”. Salomão via a informação sem limite tanto no sentido intelectual quanto do imaterial “Tudo isto provei-o pela sabedoria; eu disse: Sabedoria adquirirei; mas ela ainda estava longe de mim” (Ec 7:23). Sobre Deus Paulo expressa: “Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Pois, quem conheceu a mente do Senhor? Quem se tornou seu conselheiro? …” (Rm 11:33,34).

Muitos indivíduos são atropelados pela sua própria falta de conhecimento. As barbáries não são cometidas somente por pessoas ingênuas, laicas e ignorantes, mas também por pessoas consideradas sábias e arguciosas. No mundo existem muitas pessoas ignorantes, embora esse termo não seja entendido nesse esboço pelo lado pejorativo como ser estúpido e arrogante, mas pela falta de conhecimento das coisas. A ciência diminui a possibilidade de sermos atropelados pela ignorância. (Elis).

A ignorância pode ser: intelectual e imaterial, sendo que essa última é muito mais danosa, porque se refere à falta de conhecimento do criador e da sua palavra (Is 1:3; 5:13; 59:8; Os 4:6a). Quanto mais conhecimento menos ignorante é. (Elis) “O temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência” (Jó 28:28; Sl 111:10; Pv 1:7). Esses ensinamentos alcançam a todos e em qualquer época.

Intelectual
O conhecimento secular é essencial e vasto, infelizmente cada indivíduo utiliza apenas uma pequeníssima parcela do seu cérebro dessa vastidão, suponhamos que a nossa mente fosse um disco rígido de 8 GB ocupado apenas dez por cento da sua área, cujo restante está livre. O ser humano tem uma grande capacidade de absorver e armazenar grandes quantidades de informações no cérebro, como também a de explorar, as partes que não são exploradas torna-se uma área com muito pouca ou sem nenhuma informação “o que eu não conheço, simplesmente ignoro, ou seja, não há informações” tão pouco utilizarei para o meu próprio beneficio. 
O ser humano é limitado no seu conhecimento sobre: (a) Os mistérios da vida (Ec 11.5; Sl 139.6; Jr 1.5); (b) A brevidade da vida (Jó 8.9; Sl 73.22); (c) Sobre os males e o futuro de cada indivíduo (Ec 8.7; 9.12); (d) Sobre a natureza (Ec 11.5a; Mt 8. 27; Jo 3.8) entre outros.

Espiritual
Em relação ao espiritual: (a) Sobre Deus (Is 1.3; Jr 8.7; 9.3,6; I Co 15.34b); (b) A sua justiça (Jr 5.4; Rm 10.3); (c) A sua palavra (Jo 5.39; At 8.30,31); (d) Sobre Cristo (Jo 1.10,26; 4.10; 14.9), sobre esses assuntos somente se forem reveladas através da busca pela sabedoria divina. Tiago disse que quem quer peça a Deus que ele dá e não lança em rosto (Tg 1:5; 3:17). Salomão pediu e teve sabedoria e conhecimento (2 Cr 1:7-12).

Para alcançar sabedoria é necessário buscar a Deus, ele é uma fonte inesgotável e possuidor de todo conhecimento, por isso torna-se necessário buscá-lo e conhecê-lo (Os 6:3), como também crescer nele, Pedro incentivou os crentes a crescerem, observem que o verbo está no imperativo presente, significando continuar crescendo na graça e no conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo (2 Pe 3:18), isso só ocorrerá mediante esforços e obediência (Jo 7:16,17), cujos resultados são: a liberdade da alma e de todo engano (Jo 8:31,32,36), e a condução para a vida eterna (Jo 17:3; Fp 3:10; Cl 1:10).

Com o conhecimento de Deus e da sua palavra o homem passa a ter a plena confiança e isso o faz acreditar em algumas verdades: (a) A existência do redentor (Jó 19:25; Is 50:7; 2 Tm 1:12); (b) Entende que ele trabalha por aquele que nele espera e os seus propósitos se cumprem em seu favor sem impedimento (Is 64:4; 54:17); (c) Sabe que todas as coisas convergem para o bem (Rm 8:28); (d) Tem esperança sobre o final da sua carreira espiritual (2 Co 5:1; 1 Jo 3:2; 2 Tm 4:7,8);

Devemos buscar conhecimento em todos os sentidos para termos um desenvolvimento pleno e a convicção de uma fé fundamentada em Deus. Em relação aos mistérios da vida e futuro pertence a Deus o autor de todas as coisas. As encobertas pertencem a Deus e as reveladas para nós (Dt 29:29). Quão maravilhosas são as tuas obras, ó Eterno, e insondável os teus desígnios! (Sl 92:5)


Pr. Elis Clementino – Paulista-PE

PRECONCEITO RACIAL, RELIGIOSO E OS CONFLITOS SOCIAIS



ESBOÇO 602
TEMA: PRECONCEITO RACIAL, RELIGIOSO E OS CONFLITOS SOCIAIS
TEXTO João 4:9; At 10:28;

O preconceito tem gerado grandes dificuldades no relacionamento e na comunicação da humanidade, infelizmente isso não é de agora, vem de muito longe e quase todas as pessoas já foram vítima do preconceito, seja ele racial ou religioso. Neste assunto falaremos sobre o preconceito racial e religioso e os conflitos sociais.

Quando Jesus viveu em Israel, viu muita intolerância ao seu redor, infelizmente ele foi vitima desse grande mal, naquela época quando um judeu ouvia a palavra “Gentio” eles sentiam uma sensação de repulsa, quando se falava em samaritanos era a mesma coisa, eles ficavam com os nervos na flor da pele, Caifás quando viu Jesus ficou apavorado e foi tomado pelo ódio. É importante saber e entender o preconceito que aquela gente abrigava, e que os afetava tanto, ainda hoje as mesmas coisas pairam sobre o mundo, principalmente no Oriente Médio em pleno século XXI onde a intolerância religiosa permeia.

I. Seu Significado:
a) É julgamento ou opinião formada sem levar em conta o fato que os conteste, suspeita, intolerância, ódio irracional ou aversão a outras raças, credo e religiões. Podemos definir como conceito ou opinião formada antecipadamente.

b) A raiz dessa palavra significa apenas estabelecer diferença ou distinção e a palavra preconceito, por sua vez, significa formar uma opinião a respeito de algo, antes do tempo certo, isto é, antes que se possa fazer um juízo justo e racional.

c) O preconceito determina que sentimento um indivíduo abrigue em certas situações, que impulsos ele terá, bem como seu comportamento se tiver livre curso de ação.

d) Todos os sistemas descriminam, seja de natureza científica, política, filosófica ou religiosa, finalmente todos os sistemas têm seus preconceitos.

e) Nós não temos condições de saber o que se passava na cabeça das pessoas daquela época, mas dá para entender um pouco o que se passou na cabeça do profeta Jonas (Jn 4:1-3), que por ele os povos de Ninive seriam destruídos, e que sobre aquele povo não pairasse a misericórdia de Deus.

II. Sentimento de Exclusividade.
1. As pessoas preconceituosas são exclusivistas, isto é: pessoas que repele tudo que é contrario a sua opinião ou que quer tudo para si, para o seu uso ou gozo pessoal se tornando um individualista.

2. Os individualistas expressam os seus sentimentos de egoísmo, egocentrismo e pensam somente em si: Primeiro eu, segundo eu e os outros nada.

3. Muitos israelitas achavam que era exclusivos e únicos povos escolhido de Deus, isso gerava neles um sentimento de superioridade ao invés de humildade e gratidão.

O que dizer de muitos líderes religiosos é muito forte, mas que deve ser dito, quantos que praticam as mesmas coisas, discriminam, condena por ser alguém de uma denominação ou de outra? São estes verdadeiramente líderes? Ou apresentam uma falsa religiosidade? O que pregam então? Um falso evangelho ou um evangelho verdadeiro? Pregam mas não vive o que pregam, falam de amor estando muito distante dele. Será que isso não é hipocrisia? Esses desconhecem até as próprias leis do país que condena até a segregação racial e religiosa e por essa razão vêm os CONFLITOS SOCIAIS. Deus nos guarde!

4. Os israelitas se baseavam nas promessas de Deus feitas a Abraão (Gn 12:2,3). Vemos então que a busca da santidade acaba pode também resultar em orgulho espiritual em vez da humildade. Exemplos: (Gn 43:32; Jo 4:9; At 10:28).

III. Exemplos de Preconceitos
1. Exclusivismo (Gn 43:32; Jo 4:9);

2. Preconceitos em relação a Jesus Cristo. (Mc 6:3; Lc 4:24; Jo 1:46; Jo 7:52);

3. Preconceito racial (Lc 9:53; Jo 4:9; At 10:28; At 11:3; At 19:34; Gl 2:12).

Devemos afastar o quanto podermos todo tipo de preconceito, neste assunto podemos ver quantos males que ele trás a sociedade. O preconceito e a discriminação que leva as pessoas a serem exclusivistas, egoístas, individualistas sem pensar nas outras pessoas e valorizá-las, isso não quer dizer que aceitemos as suas ideias e costume, Deus quer que tratemos as outras pessoas com dignidade. Amados, devemos seguir o exemplo de Cristo que uniu povos e derrubou barreiras onde o preconceito racial e a religiosidade predominava. Tratar bem e não ter preconceito não significa compartilhar das mesmas atitudes ou fazer as mesmas coisas, todos têm o direito de livre escolha.

Pr Elis Clementino- Paulista-PE

O HOMEM SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS

ESBOÇO 601
TEMA: O HOMEM SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS

“Achei a Davi, filho de Jessé, varão conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade” Atos 13:22.

Davi, seu nome significa “Amado” era um pastor de ovelhas, foi escolhido por Deus para ser chefe do seu povo, ele foi o segundo rei de Israel. Davi era um homem de contrastes violentos, ele não fazia nada com indiferença. Muito embora tenha cometido muitos pecados terríveis, no entanto seu arrependimento era profundo e duradouro. A Bíblia se refere a ele como “um homem que agrada a Deus”. Davi passou por muitos sofrimentos durante a sua vida, teve que enfrentar as conseqüências do seu pecado e os castigos de Deus. Por causa dos seus pecados foi privado de construir o templo de adoração a Deus, ele exerceu uma grande liderança, naquela época, a nação de Israel alcançou destaque como nunca havia conhecido. Nesse mote comentarei sobre a sua chamada, seus pecados, os castigos de Deus sobre ele, porque ele ainda continuava sendo o homem segundo o coração de Deus, a sua adoração e humilhação diante do Senhor.

Quem era Davi?
Era um dos filhos de Jessé o belemita, ruivo, formoso de semblante, e de boa aparência, um moço simples e obediente, bom harpista, pastor de ovelhas, cuidava do rebanho do seu pai, arriscava sua própria vida pelo rebanho (I Sm 17:34-37), homem de guerra, animoso sisudo em palavras e o Senhor era com ele (I Sm 16:17,18).

Onde estava Davi?
Estava por trás da malhada (2 Sm 7:8; I Sm 16:11,12; I Cr 17), mas Deus conhece a todos, e sabe onde todos estão “os olhos do Senhor estão em todos os lugares, e contemplam todos os filhos dos homens” (Sl 33:15; I Pe 3:12). Ele conhece e esquadrinha os corações e os pensamentos, assim falou Davi aconselhando o seu filho e sucessor Salomão (I Cr 28:9).

A predisposição de Davi.
Indo Davi levar alimentos para seus irmãos, se deparou com uma situação constrangedora, pois havia um dos homens de guerra do exercito filisteus chamado Golias, esse desafiava veementemente os israelitas ou povo de Deus (I Sm 17:17,20). Durante quarenta dias Golias desafiava os israelitas pela manha e tarde (I Sm 17:16) Daí porém vendo que ele desafiava o exercito do Senhor, se pois a frente das fileiras, se dispôs a enfrentá-lo, mesmo contrariando o seu irmão Joabe, e mesmo sem saber o que poderia acontecê-lo (I Sm 17:26,28,29).

Davi comparece diante de Saul que entende a predisposição e lhe oferece armas para a peleja, porém Davi não conseguia suportar o peso das armaduras sobre o seu corpo (I Sm 17:38,39), Davi rejeita todo aquele aparato e opta pela forma mais simples (I Sm 17:40). Na direção de Deus tudo dá certo, quatro atitudes interessantes ele tomou, naquele momento: Tomou o cajado de pastor na mão; escolheu cinco seixos do ribeiro; pô-los no alforje de pastor que trazia, ou seja, no surrão e lançou mão da sua funda (I Sm 17:40), Bom já estou pronto certamente pensou Davi, não lute contra o inimigo desprovido, o rapazinho insignificante aos olhos do grande gigante venceu com uma funda e um pequeno seixo e uma fé inabalável, o homem mais temido por Israel. Mas qual o segredo dessa vitória? Além de ter essas armas tão insignificantes aos olhos do povo, ele usou o nome mais poderoso que todas as armas de guerra “O Senhor dos Exércitos” (I Sm 17:45,46). Essa foi a primeira vitória de Davi sobre o inimigo de Israel.

Seus fracassos.
O primeiro fracasso de Davi foi perder o controle da sua família, ele tinha filhos indisciplinados, Absalão se rebelou enganando o pai o depondo do trono, o seu outro filho estuprou a irmã, não corrigia e nunca contrariou os seus filhos como fez com Adonias (I Rs 1:5,6). Os filhos de Eli fizeram o que era abominável ao Senhor que se irou contra a sua casa (I Sm 2: 12-17, 29-31).

O segundo fracasso de Davi foi se entregar as paixões, ele era decidido quando a sua cabeça pendia para a guerra ele ia até o fim, quando era para amar as mulheres ele flechava de cabeça como se mergulha em um rio. Exemplo trágico foi o de Bete-Seba, parecia estar fora de si, os desejos incontroláveis leva a atos de quem parece nunca ter conhecido o Senhor, ele foi indiferente, indolente, até ser consumido pela luxuria, isso o levou ao adultério e um assassinato de um servo valente que sempre lhe defendia. Deus manda Natã ir ter com Davi (2 Sm 12) Deus age, e corrige a todos quanto o ama. (Pv 3:12; Hb 12:5a) Ele amava a Davi.

Terceira falha de Davi foi tornar-se vitima do seu próprio ego, autoconfiança de si mesmo, e incitado por Satanás (I Cro 21:1) insistiu com Joabe para contar o povo, depois que contou caiu em si e o seu coração doeu, dessa vez Deus usou o profeta Gade, vidente e homem de confiança de Davi com as sentenças de Deus para ele (2 Sm 24:10-17; I Cr 21:1-30). Mas diante de tudo isso continuaria Davi ser o homem segundo o coração de Deus?

A sua humilhação e perdão
Jamais Davi deixou de ser escolhido de Deus, mesmo com todos os fracassos, pois as promessas de Deus sobre o seu trono estavam de pé, Deus não quebrou o seu conserto com Davi (Sl 89:3,4; 33-36; I Cr 17:12; 2 Sm 23:5; Lc 1:33).

Saiba, porém, que Deus nunca compartilhou com os pecados de Davi, entretanto em todas as suas iniquidades fora cobrado, tanto com relação a sua família, adultério, assassinato e a contagem do povo, entre outros, mas nele existia algo que Deus muito se agradara, pois ele um homem de caráter, zeloso e adorador, e quando pecava se humilhava e arrependido buscava o perdão do Senhor (Sl 51: 1-12).

Cada vez que Davi buscava o perdão divino recebia, mas Deus não lhe isentava dos castigos, das conseqüências dos seus pecados.

As misericórdias de Deus para com Davi era a causa dele não ser abatido, não devemos seguir os exemplos pecaminosos com o pensamento que ao fazê-lo Deus há de nos perdoar, simplesmente pelo fato de ser Davi segundo o coração de Deus. Deus não mudou e tudo que o homem semear ele ceifará (Gl 6:7). Davi perdeu privilégios foi impedido de construir a casa de Deus (I Cr 17:4; 22:5). Deus fez muitas coisas por Davi e tudo quanto Deus fez por ele foi lembrado por Natã (I Cr 17:1-15), mas na hora de edificar o templo, Deus disse: NÃO. Esse foi um dos maiores castigos para Davi. Lições como estas devemos guardar com muito cuidado para não pecarmos voluntariamente por achar que estamos no coração de Deus, Ele me perdoa, ou não leva em conta as minhas iniquidades. Cuidado! Você pode estar enganado, e até perder a salvação. O que faz com que o homem seja segundo o coração de Deus é que ele conhece o homem por dentro.

“Todas as veredas do Senhor são misericórdia e verdade para aqueles que guardam o seu conserto e os seus testemunhos” Sl 25:10.

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE


SOFRIMENTOS QUE SE PROLONGAM.

ESBOÇO 600
TEMA: SOFRIMENTOS QUE SE PROLONGAM.
Texto: II COR 12:7.

O ser humano contraiu problemas para si quando desobedeceu ao criador. Os sofrimentos que as pessoas enfrentam na vida geralmente são de tipos diferentes, uns tem problemas maiores e outrem menores, uns mais prolongados e outro menos, dependendo do problema de cada um. Há sofrimentos que são verdadeiros espinhos na carne.

“Salomão no seu livro de Eclesiastes no capítulo 7 versículos 8 a 14, conclama a perseverar e procurar atingir os alvos ditados por Deus. O apóstolo Paulo escrevendo aos filipenses (Fp 3:13,14) que devemos percorrer o caminho, seja áspero ou suave, não importa, quando o crente assim faz, Deus opera de maneira graciosa, o qual se regozija na prosperidade e aprende a confiar em Deus na adversidade. Como Paulo, devemos estar contentes em todas as situações (Fp 4:12).

“A palavra “espinho” em (2 Co 12:7), nos dá a ideia de aflição, sofrimentos, humilhações, enfermidades físicas, mas não de tentação para pecar (Gl 4:13,14). 

1. O espinho de Paulo permanece indefinido, de modo que aqueles que têm qualquer espinho na vida podem aplicar á si mesmo como lição espiritual.

2. O espinho de Paulo pode ter sido uma ação demoníaca contra ele, permitida por Deus, mas por Ele limitada, assim como Deus limitou a ação diabólica contra (Jó 1:12; Jó 2:6).

3. Ao mesmo tempo esse espinho na carne de Paulo foi-lhe dado com a finalidade dele não se exaltar ou se orgulhar a respeito das revelações divina que receber de Deus.

4. O espinho na carne de Paulo tornou-o mais dependente da graça divina (V9; Hb 12:10).

Perguntas freqüentes feitas a nós mesmo.
(1) Porque eu sofro tanto meu Deus? (2) Será que eu estou pagando os pecados dos meus pais? (Jo 9:2). (3) O que eu fiz para merecer tantos sofrimentos? (4) Será que os meus sofrimentos não têm fim? (5) O que eu estou pagando? De que se queixará o homem? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados (Lm 3:39).

Causas e Efeitos.
Não há efeitos sem causas. Todos os problemas têm origem e uma finalidade. Os sofrimentos sobrevêm com propósitos específicos e de acordo com as circunstancias dentro da vontade permissiva de Deus. Conforme disse Paulo aos romanos (Rm 8:28).

É impossível o homem viver no mundo sem provações e dificuldades, por mais fiel que ele seja para com Deus, (no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo (Jo 16:33; Mt 6:34). A fidelidade do homem a Deus não impede que ele seja provado nesta vida. O homem contrai problemas para si, e por isso devem-se evitar situações que nos tragam problemas como: Contenda, ira, (1 Tm 6:4; 2 Tm 2:23, 24; Pv 20:3). Os problemas e os sofrimentos nos ensinam e muito. (Sl 119: 67;71).

Falta de conhecimento
Por não entendermos os propósitos, por isso questionamos a Deus. Por que sofremos tanto? Ora, Deus fez o homem perfeito, mas a desobediência a ele trouxe uma série de consequencias que podem perdurar por toda vida.

 O homem não pode viver sem dificuldades (Jó 5:7; 14:1), mas devemos entender que elas nos impulsionam a luta ou há procurar algo melhor para si. Com os sofrimentos o homem passa a entender que vive na dependência de Deus.

Encontro de Saulo com o Senhor.
O encontro de Saulo com o Senhor no caminho de Damasco não lhe ausentou das consequencias de tudo quanto ele havia plantado contra os cristãos, as maldades dele eram reconhecidas pelos discípulos do Senhor, quando Hananias recusou de ir orar por ele na rua direita porque ele sabia que era aquele homem, mas Deus lhe fez saber a obra que estaria realizando em Saulo porque eu lhe mostrarei o quanto importa padecer pelo meu nomedisse o Senhor na visão. (At 9:5; At 9:15, 16; Isa 45:9, 10; Rm 9:20, 21; Gl 6:7). Jamais passou pela mente de Paulo que haveria de sofrer tanto pelo evangelho, o seu sofrimento perdurou até ao final da sua vida e com morte dolorosa por amor a Cristo.

O homem Provado por Deus.
Deus também põe os homens à prova, em (Dt 8:2, 3). Ele permitiu certas provações sobre o seu povo para saber se eles guardariam ou não os seus mandamentos, mas isso não significa que Deus não soubesse se continuariam fiéis ou não, pois um dos atributos de Deus é a onisciência. Na nossa visão seria desnecessário eles terem sido posto a essas provações porque Deus bem sabia o que havia em seus corações. É importante saber que nem sempre teoria corresponde com a prática. Na bíblia temos um grande exemplo de provação, Jó e sobre ele Tiago fez menção da sua qualidade e fé (Tg 5:11).

O desejo de ser livre dos sofrimentos.
Todos nós gostaríamos de sermos livres dos problemas desta vida, Paulo também tinha esse mesmo pensamento (2 Co 12:8), mas nem sempre nos é dada essa oportunidade. Paulo orou por três vezes para que o seu espinho na carne passasse, mas a resposta do Senhor foi A MINHA GRAÇA TE BASTA (2 Cor 12:9ª). Ele se sentia fragilizado através dos sofrimentos, só que o Senhor ainda lhe disse: O meu poder Paulo se aperfeiçoa na fraqueza (2 Co 12:9ª). Realmente o homem na sua fraqueza é levado à dependência de Deus e com isso surge a oportunidade para Ele operar (2 Cr 20:12; 2 Co 3:5). Paulo Disse: Três vezes orei ao Senhor. Muitas vezes quando indagamos a Deus Ele nos responde a nossa mente da mesma maneira que respondeu a Paulo.

O resultado das provações.
(1). As provações produzem perseverança (Tg 1:3); (2). Ela resulta em louvor para glória de Cristo (1 Pe 1:6, 7); Jo 9:3); (3). Não estranhe as provações (1 Pe 4:12,13); (4). Elas contribuem para o bem e não para o mal (Rm 8:28); (5) Bem-aventurado o homem que suporta as provações (Tg 1:12).

Os sofrimentos na vida do cristão não importam quanto eles durarão (Sl 30:5b; Sl 46:5). O crente precisa entender e compreender a natureza do seu sofrimento assim como Jó, em dado momento ele indagou ao Senhor fazendo muitas perguntas a respeito dos seus sofrimentos, porém, quando ele entendeu e compreendeu que Deus estava no controle de tudo disse: Bem seu eu que tudo podes e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido. Jó 42,1. O mais importante é saber no que resultará (1 Pe 4:12,13; 1 Pe 1:6; 1 Pe 1:7; Rm 8:18; 2 Cor 4:17; 1 Co 15:57).

Pr Elis Clementino – Paulista - PE



REFAZENDO O VASO



ESBOÇO 599
TEMA: REFAZENDO O VASO
“Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. Então, veio a palavra do SENHOR: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? – diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel. (Jr 18.1-5).

Olaria, lugar de fabrico de peças de barro. É impressionante ver o oleiro trabalhar na confecção de tais peças; principalmente a habilidade com que eles trabalham. No entanto, Deus se apropriou dessas experiências para ilustrar expressando algumas verdades espirituais. Ele poderia usar outras formas, mas preferiu aplicar essa lição em relação ao seu povo. O texto trata de forma mais direta sobre a maneira de Deus agir com a finalidade de restaurar uma nação. Podemos aplicar também em relação ao modelar de Deus na vida do homem, com a finalidade de prepará-lo para algo que está na mente de Deus.

Os propósitos de Deus
Ninguém conhece os propósitos de Deus. Eles transcendem qualquer imaginação humana. Por não os entendermos complicamos um pouco, porém ele, na sua multiforme maneira de operar consegue nos moldar aos seus desígnios; e, enquanto isso acontece, passamos por vários processos que jamais gostaríamos, até que a sua vontade seja realizada. Os caminhos que o Senhor nos leva são como labirintos, às vezes nos deixam cheios dos porquês. Lendo alguns textos podemos entender que as nossas mentes não alcançam esses procedimentos, mas sabemos que Deus está no comando (Ec 11.5; Jo 3.8; Is 55.8,9; Jo 13.7).

Profeta na casa do oleiro
Deus leva o profeta até a casa do oleiro; ele poderia até usar outros métodos para expressar as suas verdades, como fez com Ezequiel no vale de ossos secos (Ez 37.1-14) entre outros. O homem não tem vontade própria mediante os propósitos de Deus em sua vida, ele deve entender que existe sobre ele a soberana vontade dele. Jeremias foi levado à casa do oleiro não para simplesmente assistir ao fabrico de vasos de barro (Jr 18.1-4), mas aprender uma grande lição. Todo sofrimento do profeta era uma espécie de modelação para Deus realizar algo através de Jeremias cuja finalidade maior era “fazer a vontade de Deus, anunciando a Israel os seus pecados e o juízo divino sobre ele”. Não importa de que maneira o SENHOR nos use, com ou sem sofrimentos, o que mais importa é fazer a sua vontade, não importa o tamanho da missão, apenas cumpra-a.

Mediante tantos sofrimentos o Senhor leva Jeremias para ver o oleiro trabalhar sobre as rodas com o barro; Depois de pronto, o vaso quebrou em suas mãos, o oleiro toma o barro novamente e refez outro como bem lhe pareceu (Jr 18.4,5).

“O vaso partiu-se nas mãos do oleiro, o qual o refez, porém, diferente do vaso anterior. Esta parábola contém várias lições importantes sobre a obra de Deus em nossa vida. (1) Nossa submissão a Deus como aquele que molda tanto o nosso caráter quanto o nosso serviço para ele determina em grande parte o que ele pode fazer através de nós. (2) Falta de profunda dedicação a Deus, da nossa parte, pode estorvar seu propósito original para a nossa vida, podendo até mudar seus planos para nossa vida e fazer outro vaso, conforme bem pareça aos seus olhos (V 4).

Muitas vezes Deus quer cumprir alguns propósitos na vida de pessoas e até nações, ele nos usa como instrumentos. As provações que passamos tem finalidades para o nosso próprio bem (I Pe 1.7) e de outras pessoas, principalmente quando se trata de uma restauração espiritual de alguém ou de uma nação. Devemos nos colocar nas mãos de Deus e dizer: “SENHOR, faze em mim a tua vontade”. O profeta sofrera perseguições, foi odiado pelos próprios irmãos, amarrado no tronco, ameaçado de morte, nada ele entendia, por essas razões pede a Deus esclarecimento do que estava acontecendo (Jr 32.16.24). Para onde Jeremias ia às coisas não pareciam bem aos seus olhos, a sua visão era que tudo estava dando errado. Você conhece a história da bordadeira, nada entendemos quando ela está bordando nos bastidores de roda, o lado avesso nada se entende, é o maior labirinto de fios de tecidos; mas do lado superior se observa a perfeição do que ela está fazendo (Jo 13.7). Tranquilize o seu coração, o SENHOR está no controle.

Pr. Elis Clementino – Paulista – PE

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