CRUCIFICADO COM CRISTO

ESBOÇO 611
TEMA: CRUCIFICADO COM CRISTO
TEXTO: GÁLATAS 2:20
               
A crucificação era um procedimento usado na antiguidade de excussão cruel dos criminosos, ele era mais usado pelo império romano, esse método cruel começava com flagelos, ou seja, açoites e chicotadas e depois o indivíduo era torturado cruelmente e despido. As pessoas submetidas a esse tipo de tortura eram tidas como objetos de escárnios sendo açoitadas e presas em uma estaca de madeira ou com uma barra horizontal em forma de cruz, no ato da crucificação as vítimas eram penduradas de braços abertos e os pés eram posto um sobre o outro amarrado e depois batiam pregos sobre os pés e as mãos, era uma morte lenta agonizante, esse tipo de morte perdurou até Constantino quando ele se tornou imperador em 306 dC. No Concilio de Nicéia entre 20 de maio a julho 325dC. Constantino estabeleceu o cristianismo como religião oficial do império romano e tomou medidas para que a fé cristã não fosse mais perseguida, ele não somente preservou o cristianismo como também fez com que fosse a religião dominante na Europa, mas nesse mote descrevemos um pouco sobre a crucificação citada por Paulo na sua carta aos Gálatas.

O que queremos neste comentário é destacar o que Paulo escreveu; “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” (Gl 2:20). A crucificação destacada por Paulo não é literal, mas espiritual. A carta de Paulo aos gálatas foi a sua primeira escrita entre 55/60 dC cujo propósito era combater os judaizantes que inquietavam as igrejas da região da Ásia menor.

A crucificação descrita por Paulo é uma entrega total para satisfazer a vontade de Cristo, é a crucificação do “velho eu” é o que muitos cristãos têm dificuldade, principalmente em controlar seus anseios ou vontades, o nosso eu deve ser subjugado e dominado como se estivéssemos sendo crucificado, o homem na cruz estava impossibilitado e nada poderia fazer. A entrega a Cristo era total, podemos até destacar:
(1) Sem reservas, porque o amor de Deus por nós foi sem limite (Jo 3:16);
(2) A entrega do próprio corpo (I Co 13:3);
(3) A vida (At 20:24);
(4) Seus bens (Fp 3:7,8);
(5) Seus conhecimentos (Fp 3:8);
(6) As paixões carnais “E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (Gl 5:24). A confiança e a certeza do apóstolo eram expressas com firmeza,Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho” (Fp 1:20,21).

            Para fazer a vontade de Cristo e manter uma vida de santidade, faz-se necessário abandonar as coisas que comprometem o relacionamento com ele, pois esta atitude implica em uma vida de renúncia (Mc 8:34,35), nele incluiu a total entrega de Paulo a Cristo, e da mesma maneira a nossa. Viver para Cristo exige o abandono do pecado e as paixões carnais, é renunciar o próprio eu e carregar sobre si as marcas de Cristo (Gl 6:14-18), sigamos o seu exemplo (I Co 11:1; Ef 5:1).
"Tudo me é permitido", mas nem tudo convém. "Tudo me é permitido", mas eu não deixarei que nada domine (I Co 6:12), atitude de quem estava crucificado com Cristo.

Pr. Elis Clementino- Paulista - PE

DIÓTREFES UM MAU OBREIRO

ESBOÇO 610
TEMA: DIÓTREFES UM MAU OBREIRO
“Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura entre eles a primazia, não nos recebe...”. 3 João 9-11.

A fragilidade humana pode levar o indivíduo a um comportamento comprometedor, tanto a si quanto as outras pessoas, isso tem acontecido com muita naturalidade desde o princípio, e hoje em dia não é diferente. O ser humano continua agindo da mesma maneira, maiormente no meio cristão, onde também existem pessoas de naturezas diferentes, ambiciosas, egoístas, inobedientes etc. A Bíblia relata histórias de várias pessoas com esses atributos, no entanto é através delas que extraímos lições para o nosso cotidiano. Nesse mote tomaremos como exemplo o comportamento de um obreiro do NT denominado Diótrefes.

Quem era Diótrefes?
O Apóstolo João na sua terceira carta faz advertências aos cristãos sobre os perigos dos falsos líderes que entre eles estava o obreiro chamado Diótrefes, embora sobre ele se saiba pouca coisa. O significado do seu nome era “filho adotivo de Zeus”, deus da mitologia greco-romana sugere-se que tenha sido de descendência grega, ele foi atraído pelo cristianismo e professou a sua fé em Cristo tornando-se membro da igreja local. Diótrefes passou a ter uma grande influência na igreja onde era membro e na cidade até chegar a ser ordenado a Ministro do Evangelho e elevou-se entre as lideranças da igreja, mas havia certas atitudes que somente vieram aparecer depois de ordenado, as superstições pagãs, e a ambição por glória puramente humana. Ele cresceu orgulhoso, arrogante e prepotente, incapaz de respeitar as autoridades espirituais da época, principalmente das igrejas cristãs, e por ele desejar comandar a igreja não suportava a presença do Apóstolo João, ele gostava de ser o primeiro em tudo, agia de maneira contrária à instrução de Jesus: “Quem quiser tornar-se grande entre vós, será o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo (Mt 20.26,27; Mc 10:44,45). Todo indivíduo que tem essas características adora exercer a primazia, Diótrefes sempre procurava ter entre eles o primado, estar em destaque, esse era o seu prazer, além do mais ele não estava disposto a sofrer pela Igreja, mas se ufanava através dos trabalhos fundados pelo outros. Demonstrava defender a justiça social, com isso ele promovia a justiça própria e não a divina.

O obreiro Diótrefes era totalmente diferente de Gaio, a quem João enviou esta carta, Gaio era um homem obediente, humilde e hospitaleiro, enquanto Diótrefes era um líder soberbo, ao invés de servir aos outros desejava ser servido, ele não buscava a glória de Cristo, mas a sua própria honra e glória, ele era alimentado pelo orgulho, ao invés de dar a primazia a Cristo (Cl 1:18), entretanto tomava para si. Ele sempre queria ser o centro das atenções, mediante a isso João era uma ameaça para a sua liderança e por essa razão na carta encontramos quatro características que comprovavam as suas qualidades:

1. Recusava a receber o Apóstolo João, negando a prática da hospitalidade que era uma características da igreja apostólica (Rm 12:13), a hospitalidade era uma exercício comum e recomendado na época (Hb 13:2), negligenciar era uma falta grave as ordenanças do Senhor, a igreja era acolhida nos lares cristãos (Rm 16:2,23; I Co 16:19). A hospedagem era uma verdadeira honra para os servos de Deus, mas Diótrefes se recusava a fazer e por causa disso João disse “não nos dá acolhida” hospitalidade era algo que marcava a igreja primitiva.

2. Ele era mentiroso, ele disseminou na igreja palavras maliciosas sobre João, o caluniando e difamando, sabe-se que essa prática é abominável ao Senhor (Pv 6:16-19). Nada pior do que um semeador de contendas essa é uma atitude diabólica. Deus não se agrada desses tais dentro da igreja, Diótrefes era assim, mas João estava atento e que brevemente acertaria as contas com ele, certamente o desmascararia, amados devemos analisar bem o que é dito sobre os homens de Deus, porque muitas vezes não passam de acusações levianas e mentirosas.

3. Diótrefes rejeitou os enviados de João, qualquer pessoa que tivesse relacionamento com os apóstolos era rejeitada por ele, esse indivíduo se tornou um grande empecilho para obra de Deus.

4. Diótrefes punia as pessoas que discordavam dele, os membros que acolhessem os servos de Deus eram punidos e expulsos, e até da igreja, essa era a maneira que ele tratava a igreja de Cristo, contrariando o que o apóstolo Pedro ensinou aos obreiros a forma como deveriam tratar o rebanho de Deus (I Pe 5:1-4).

Diótrefes agia como um ditador agindo com atitudes doentias e diabólicas, ele controlava as pessoas, manipulava e não agia como servo de Deus, e a quem desse acolhida a João ele punia severamente. Os membros da igreja teriam que optar entre obedecer a ele ou a João, dessa maneira os crentes ficava encurralado criando partido, esse é o pior tipo de líder que a igreja pode ter, e o que dizer nos dias de hoje? A pior liderança é aquela que age pela força violando os direitos alheios.
           
            Após analisarmos o comportamento de Diótrefes não devemos seguir o exemplo de egoísmo, ambição e glórias desejando obter e concentrar todas as honras em torno de si, Diótrefes além de não ser hospitaleiro, rejeitava qualquer comitiva enviada pelo apóstolo João. O texto nos traz lições de extrema importância sobre as suas atitudes dando mau exemplo como obreiro, Deus nos guarde, portanto, devemos saber nos comportar diante das diferenças em todos os sentidos da vida, além de saber que as melhores conquistas não devem ser através da força (Zc 4:6). Muitos obreiros não agem como pastor de ovelhas, mas como donos, isso se constitui um grande perigo para a fé delas, guardemos o que disse o Apóstolo Paulo (Ef 4:1,2).

Una as pessoas, preserve os bons relacionamentos, construa pontes e não abismos.


Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

TEMA: QUEM, POIS O INVALIDARÁ?

ESBOÇO 609
TEMA: QUEM, POIS O INVALIDARÁ?
 “Porque o SENHOR dos exércitos o determinou; quem pois o invalidará? E a sua mão estendida está; quem pois, a fará voltar atrás”. (ISAIAS 14:27)

            O receio humano é que as coisas boas destinadas por Deus para ele sejam invalidadas e até mesmo desviadas, infelizmente esse sentimento tem alcançado muitas pessoas cristãs, onde a dúvida surge em determinadas circunstâncias. Devemos ter a confiança que Deus age em favor dos seus servos em qualquer situação, mas precisamos entender que para ele cumprir em nós as promessas já confirmadas em Deus (II Co 1:20), temos que fazer a nossa parte. Ninguém é capaz de desfazer ou anular o trabalhar do Senhor na vida dos seus, pois o que Deus determinou será feito. (Sl 89:34,35; Ez 12:25; Dn 11:36b; Is 14:24,27), a não ser a própria pessoa através das suas atitudes de desobediência a ele. Deus continua o mesmo e o que ele fez no passado com o seu povo continua fazendo no presente e com certeza fará no futuro, por essa razão não adianta alguém se levantar contra a quem o Senhor tem abençoado, para os servos de Deus não há imprecações ou maldições lhe alcançará, quem pode amaldiçoar a quem Deus abençoou? (Nr 23:8, 23; Is 54:17).

Deus e a sua Palavra.
1.Deus, não existem palavras para o definirmos, ele é um ser absoluto criador de todas as coisas e capaz de operar de maneira poderosa na vida de qualquer ser, sobre a vida ele dá e a tira (I Sm 2:6), e ninguém escapa das suas mãos (Dt 32:39; Is 45:5);
2. A sua palavra é a verdade (Sl 119:160; Jo 17:17);
3. Tudo passa só ela permanece (Is 40:8);
4. Ele vela para cumprir com a sua palavra (Nr 23:19; Is 55:10,11; Jr 1:12; Sl 115:3);
5. Ela é como fogo que purifica e o martelo que esmiúça a penha (Jr 23:29);
6. Ela é viva e eficaz, é mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, ela penetra até a divisão da alma e do espírito e independente das circunstancias ela age (Hb 4:12).

Quando Deus cumpre em nós a sua palavra?
É importante entender que alguns princípios são fundamentais para que sejam cumpridas as promessas de Deus em nós:
1. Sendo fieis a Ele, a nossa fidelidade a Deus é recompensada (Gn 39:9);
2. Se obedecermos a sua palavra (Jo 14:15) a maior prova de quem ama a Deus é a obediência a sua palavra.
3. Vivendo uma vida de santificação e obediência a Ele (I Ts 4:3);
4. Quando não saímos do centro da sua vontade (Et 5:13; Ec 10:4; 8:3; Jó 31:34), muitas vezes a vontade de Deus não é entendida de imediato (Mt 15:17; Jo 13:7), muitas vezes somos alimentados com essas passagens confortantes em relação as interrogações nas nossas mente e a nossa espera pelo cumprimento, mas Deus é fiel, jamais deixou de ser fiel (2 Tm 2:13).

Pessoas que tentaram impedir o trabalhar de Deus na vida de outros.
- Os irmãos de José (Gn 37:20)
- O Faraó contra o povo de Deus (Ex 1:9-14; 3:7-10)
- Penina na vida de Ana (I Sm 1:6)
- Golias contra Israel
- Jezabel contra Elias
- Tobias e Sambalate contra a Neemias
- Hamã contra Mardoqueu
- A mulher de Jó
- Nem o reino Babilônico foi capaz de destruir Mesaque, Sadraque e abedenego
- Dario foi incapaz de fazer leões destruírem Daniel

Entendemos que a nossa fidelidade a Deus e a confiança nele nos dá a garantia de desfrutarmos de tudo quanto é bom, pois Deus não dá coisas ruins a ninguém (Lc 11:11). A nossa fidelidade a Deus e a sua palavra demonstra confiança nele no cumprimento das suas promessas, ele não falha e com essa certeza podemos dizer como disse o salmista no salmo (Sl 46:1-11). Ainda que o homem seja infiel, Deus permanece fiel (2 Tm 2:13), por isso a nossa infidelidade é a causa de não vermos os cumprimentos das suas promessas.


Pr. Elis Clementino- Paulista - PE

A CONFIANÇA E ESPERANÇA DO CRENTE

ESBOÇO 608
TEMA: A CONFIANÇA E ESPERANÇA DO CRENTE
TEXTOS: Jó 4:6; 8:14

A confiança do crente deve ir muito mais além do que uma simples certeza, pois adiante da confiança vai à esperança. A confiança e a esperança estão vinculadas a uma fé firme e inabalável, é uma sólida confiança em Deus. Veremos sobre confiança, os fundamentos, ter e não ter confiança, pessoas que usaram a sua fé em Jesus e porque não perder as esperanças.

CONFIANÇA – Segurança intima crédito, fé, confiança firme e inabalável. É tudo que o verdadeiro crente precisa ter, constantemente, confiança e esperança caminham juntas. O salmista fez um paralelo entre confiança e esperança.

I. Os fundamentos da nossa confiança.
1. Ela procede de Deus da natureza de Deus
2. A ressurreição de Jesus Cristo é à base de toda a nossa esperança
3. Da sua palavra (Rm 10:17).

Esses fundamentos são suficientes para o equilíbrio da fé, pois é através deles que Deus realiza grandes obras por meio de nós.

II. Ter e não ter Confiança.
1. Temos confiança e esperança na graça de Deus e no livramento que ele nos oferece nas tribulações aqui presente, pois uma fé perseverante e uma confiança viva somos capazes de superar todas as adversidades. Podemos nos inspirar na fé de muitos servos de Deus, vejamos alguns salmos 20, 23,27,46,121 entre outros. Muitos servos de Deus que demonstraram a sua total confiança no Senhor, embora que em dados momentos a nossa esperança e confiança vá se indo mediante as dificuldades.

Quando percebemos que as esperanças estão sendo vencidas pelas dificuldades devemos buscar auxílio através da oração e da palavra, pois é somente assim ela voltará a ressurgir (Jó 14:7-9), embora o contexto fale da brevidade da vida e a ressurreição aplica-se nesse momento em relação às esperanças que podem ser ressuscitadas através da palavra de Deus.

2. A falta de confiança
A nossas esperanças em algo bom que desejamos não podem não podem desvanecer, pois a nossa confiança tem recompensa (Hb 10:35), por isso mantenha a sua confiança porque fiel é aquele que prometeu (Hb 10:23). Quando uma pessoa perde a confiança a partir daquele momento ela não ver saída e muitas vezes ficam deprimidas.

III. Pessoas que usaram a sua fé em Cristo
1. A viúva de Nain, essa mulher estava indo sepultar seu único filho, já não lhe restava esperanças de voltar a viver, naquele momento duas multidões se encontram, uma que vinha alegre e a outra que chorava um morto (Lc 7:1-15);
2. O centurião que disse não sou digno que entres debaixo do meu telhado, ele próprio reconheceu que era autoridade, mas era limitado para resolver a situação do seu servo (Mt 8:10-13). Muitas vezes você tem dinheiro, autoridade, mas se dá conta que nada disso vale certos momentos.
3. A mulher do fluxo de sangue desenganada dos médicos resolveu romper a multidão e os obstáculos nos dando um exemplo de fé e perseverança (Mt 9:19-22);
4. A mulher Cananéia, a sua persistência em querer ver o milagre. Jesus censurou os fariseus porque eles pensavam que servir a Deus era a mesma coisa que seguir tradições (Mc 7:24-30), e logo após ele parte com seus discípulos para as terras de Tiro e Sidon, lá encontrou uma mulher grega, siro-fenícia que estava extremamente necessitada, a sua filha estava possuída por espíritos que a atormentava e a ver Jesus ela clamou por misericórdia (Mt 15:21-28);

IV. Porque não perder as esperanças?
1. Ela tem recompensas "sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam." (Hb 11.6). As pessoas que procuraram Jesus e usando a fé nele foram recompensados.
2. As atitudes de Jesus eram animadoras e restauradoras, Jesus restaurava os abatidos com palavras de ânimo (Jo 16:33).

            Aprendemos que tanto a confiança quanto a esperança não devem ser abandonadas no meio do caminho nas desditas durante a nossa vida. Sigamos os exemplos de muitos que fizeram uso da confiança e permaneceram com as suas esperanças em Deus que é poderoso para ressuscitá-las. “Porventura não é o teu temor de Deus a tua confiança, e a tua esperança a integridade dos teus caminhos? (Jó 4:6). Se a sua esperança fica frustrada; e a sua confiança será como a teia de aranha.” (Jó 8:14). Não deixes que alguém frustre a sua esperança e nem abale a sua confiança, persista sempre com a sua confiança e esperança naquele que tudo pode “Deus”.


Pr. Elis Clementino-Paulista - PE

A ESCASSEZ DA PALAVRA

ESBOÇO 607
TEMA: A ESCASSEZ DA PALAVRA
“Eis que vêm os dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor.   Andarão errantes de mar a mar, e do norte até o oriente; correrão por toda parte, buscando a palavra do Senhor, e não a acharão. (Am 8.11,12).
           
A palavra de Deus é um elemento de subsistência do homem, porque não só de pão ele viverá ( Dt 8:3; Mt 4:4), no entanto ela não tem sido levada em consideração como elemento vital. A desobediência a Deus tem sido crescente em todo mundo e na proporção que ela cresce o homem vai se distanciando de Deus e da sua palavra, atualmente muitos a deixam de lado procurando substituí-la por coisas dos seus interesses materiais, isso se constituí um grande perigo para a humanidade. Uma sociedade materialista é uma sociedade esquecida de Deus.

O desprezo e a irreverência a palavra
Grande parte dos homens não está levando em consideração a palavra de Deus, pois para eles ela deixou de ser o elemento principal para subsistência espiritual. Muitos crentes não estão mais interessados em ouvir a palavra de Deus, e procuram substituí-la por mensagens que apenas massageiem o seu ego e lhe tragam esperanças nas coisas vans dessa vida. Jesus enfatizou que deveríamos dar prioridade ao reino de Deus e a sua justiça (Mt 6:33). O reino de Deus é completo, ele tem tudo o que o homem precisa, muitas mensagens enchem os olhos e massageiam o coração, mas emagrecem a alma, no entanto muitos obreiros comprometidos com a palavra de Deus precisam despertar a igreja, pois o despertamento vem do altar (Ne 8:1-10). O verdadeiro avivamento vem pela palavra de Deus, muitos estão deixando-a em busca somente de curas, empregos e riquezas esquecendo que a palavra é o alimento fundamental para ALMA, existem muitas pessoas refém dos seus próprios olhos porque só acreditam naquilo que vêem “Bem-aventurados os que não viram e creram. (Jo 20:29)”, elas só acreditam que DEUS está agindo naquele lugar se os olhos deles vêem acontecer alguma coisa que lhe despertem o interesse ou chamem a atenção.

Quando não há essas coisas eles agem com irreverência e desrespeito a palavra de Deus, principalmente no momento da pregação, há um principio que é fundamental para todo cristão dito por Salomão (Ec 5:1) e o pior é que quando a mensagem não é aquela que o indivíduo quer ouvir, ou não é do seu interesse ele se levanta e vai embora. As mensagens que mais levam as pessoas ao delírio são aquelas atualmente ouvidas (receba ai, leve agora, abra a boca) que faz o povo chorar e gritar, no entanto ao terminar o movimento elas saem totalmente vazias apenas alimentadas com esperanças vazias. Vejamos o que Paulo diz sobre a sua visita aos crentes perseguidos: “E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio e Antioquia, Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus.” (At 14:21,22). O mais importante para Paulo era ver os crentes de Lista e Icônio espiritualmente bem, embora eles estivessem sofrendo perseguições e grandes ameaças, o mais importante era a permanência deles na fé e a convicção da entrada no reino de Deus. A PALAVRA ALIMENTA E EDIFICA. A palavra é viva e eficaz, ela vai a divisão da alma (Hb 4:12).

Escassez da palavra
Atualmente está grande a escassez da palavra e nessa cumprir-se-á o que disse o profeta Amós com maior agravante (Am 8:11,12), não necessita muita coisa para entender. Quando DEUS está dizendo que vai enviar fome e sede da palavra, ELE está dizendo que vai chegar um tempo em que as pessoas reféns dos interesses e dos olhos vão se cansar de pseudo milagres, muitos dizem que é poder e unção, essas coisas que mexem com o nosso corpo nos faz arrepiar os cabelos não passam disso, entretanto vai chegar a ocasião em que essa multidão não vai querer saber e perceberá que não só de milagre e não só de pão vive o homem e  ficarão famintas pela verdadeira palavra. “andarão errantes de mar a mar, e do norte até o oriente; correrão por toda parte, buscando a palavra do Senhor, e não a acharão. (Am 8.11)”, procurando uma palavra que alimente a alma e que os capacite, nesse momento eles entenderão que a verdadeira fé vem pela palavra (Rm 10:17).

Pregação da verdadeira palavra
Nos dias de hoje poucas igrejas estão com a missão de pregar o evangelho para a salvação das almas e edificação espiritual dos cristãos para torná-los melhor. Atualmente muitos líderes estão falando para o povo aquilo que eles querem ouvir, que são as bênçãos diversificadas para todos os gostos, mas não percebem que vai chegar o tempo que esse mesmo povo vai se cansar de aparentes milagres e curas e vão procurar a real palavra e não mais a encontrarão. Muitos cristãos meditam na palavra menos do que deveria, e se a fé vem pelo ouvir poucos têm aguçados os seus ouvidos para ouvi-la. Queridos dias de fome e sede virão (Am 8:11), deve-se ter muito cuidado porque na fome e na sede todo amargo é doce, e isso se constitui um grande perigo porque muitos podem comem qualquer bolotas que aparece (Lc 15:16).

A ausência da palavra fará toda diferença nos momentos mais difíceis da vida porque irá faltar a fé e a substancia espiritual que nos capacita para superá-los, com isso vem a decadência e a destruição do povo “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. (Os 4.6 a).”

A palavra de Deus tem poder, ela é a farinha que tira o veneno da panela (2 Rs 4:38-44). A palavra é remédio para o corpo e a alma, ela tira toda impureza dos corações e da mente. A palavra de Deus não volta vazia (Is 55:11). A palavra edifica o crente “Por isso nós também, sem cessar, damos graças a Deus, porquanto vós, havendo recebido a palavra de Deus que de nós ouvistes, a recebestes, não como palavra de homens, mas (segundo ela é na verdade) como palavra de Deus, a qual também opera em vós que credes. (I Ts. 2.13)”. Permitamos que ela opere em nós como disse Paulo “A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria. (Cl. 3.16)”.

E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. (Tia. 1.22).” 

Pr. Elis clementino – Paulista – PE


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