QUANDO A ÁGUA DO ODRE ACABA



ESBOÇO 576
TEMA: QUANDO A ÁGUA DO ODRE ACABA
TEXTO: GN 21:15

Existem momentos em nossas vidas que por algumas circunstâncias nos faltam aquilo que é mais precioso, principalmente quando são essenciais à subsistência. No momento que isso ocorre não sabemos o que fazer, muitas vezes temos que apelar para que alguém nos socorra, mas provavelmente tem ocasião que não encontramos ninguém para nos ajudar, e mediante essa situação temos que partir para o último apelo, para a ajuda divina. Nessa ocasião impreterivelmente temos que tomar algumas atitudes importantes para que aquela situação seja amenizada ou resolvida. Tomamos como exemplo para esse mote um acontecimento com Hagar, uma mulher escrava da Abraão e como ela conseguiu superar uma situação que a seu ver não havia saída (Gn 21:15). Somente a fé e a confiança em Deus podem trazer soluções para os problemas mais difíceis das nossas vidas.

Contexto histórico
Abraão e a sua mulher “Sara” eram de idade avançada, naturalmente ela não podia mais gerar filhos, mesmos sabendo da promessa de um filho eles não souberam esperar e houve um momento em que Abrão foi aconselhado pela própria esposa a gerar um filho em Agar a sua escrava, é aquela espécie de atalho para apressar a promessa que Deus havia feito a eles, só que essa manobra lhes trouxe problemas e principalmente para Agar que com a chegada de Isaque foi dispensada e mandada embora com o seu filho Ismael, ao sair levou consigo apenas pão e um odre com água (Gn 21:14), mas adiante no deserto Berseba acabou o pão e a água, pois eram as únicas coisas que lhes restavam e Dalí em diante à morte (Gn 21:15-19), é nesse momento quando todas as esperanças acabam que entra em ação as provisões de Deus.

As provisões divinas
Deus nunca falhou. Principalmente nos momentos mais difíceis da vida dos seus servos, embora tivesse havido um acontecimento fora da vontade de Deus, mesmo assim as misericórdias dele estavam acima de qualquer acontecimento, nada poderia impedir os propósitos de Deus para com Abraão. Após a saída Hagar chegou ao deserto de Beserba, em um momento sem ter a quem recorrer, naturalmente é nos deserto onde costuma faltar tudo, e consumida a água do odre, ela lançou o menino debaixo das árvores e foi assentar-se em frente, afastou-se um pouco desenganada para não ver a morte do menino, nada mais era do que o sentimento de mãe, ela chorou amargamente, naquele momento entra em ação as provisões de Deus, ele ouviu o choro da criança e bradou o anjo de Deus a Agar desde os céus, e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde está. Ergue-te, levanta o menino e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação. E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água; e foi encher o odre de água, e deu de beber ao menino. Geralmente as provisões divinas vêm acompanhadas por promessas. Foi assim com muitos homens escolhidos por Deus para cumprirem seus propósitos, saiba, porém que Deus nunca tira algo de você sem que substitua por algo maior e melhor. Deus não dar jeitinho, ele abre fonte aonde não tem, ele faz sair água da rocha, embora mediante a situação houvesse um grande desespero como aconteceu com Israel no deserto, sentiram saudade de voltar atrás e voltarem aos tempos da escravidão (Nr 20:2-11). Os desesperos muitas vezes nos fazem pecar contra a santidade divina, pois a falta de esperanças nos faz até duvidar de Deus.

As consequências
Quando duvidamos daquilo que Deus possa fazer por nós provocamos uma reação divina, ora aquela manobra de Abrão lhe custou um preço, pois eles duvidaram que Deus pudesse abrir a madre. Moisés também ao ferir a rocha com ira e a revolta do povo fez Deus reagir de forma dura (Nr 20: 12), as reações divinas depende muito das nossas atitudes, muitas vezes sofremos por duvidarmos do que Deus possa fazer por nós.

             Não devemos duvidar, mas confiar nas provisões de Deus que virá de alguma maneira, ainda que o pão e a água do odre se acabem; Deus ainda faz milagres acontecerem, ainda que o vinho do odre da esperança acabe. As provações é uma ação divina, muitas vezes Deus permite que passemos por situações difíceis, mas que resultem no nosso melhoramento.Esta ação divina pode ser vista com clareza nas Escrituras. Por exemplo, a Bíblia diz que Deus colocou Abraão à prova pedindo seu filho em sacrifício (Gênesis 22:1). Jó questiona porque o homem é posto à prova (Jó 7:17,18), embora para Deus isto não signifique nada. Paulo ressalta o amor das igrejas da Macedônia, apesar de estarem passando grandes provas e tribulações (II Coríntios 8:2). E o escritor aos Hebreus ressalta, a fé de Abraão e de outros que sofreram provações foram aprovados por Deus (Hebreus 11:17,36).”

Pr. Elis Clementino-Paulista - PE

CUIDADO PESSOAL E MINISTERIAL



ESBOÇO 575
TEMA: CUIDADO PESSOAL E MINISTERIAL
TEXTO: I TIMÓTEO 4:16

                O cuidado pessoal e ministerial deve fazer parte da vida de todo aquele que deseja o episcopado, pois as exigências paulinas são claras a esse respeito, o cuidado pessoal é o ponto de partida para o sucesso ministerial. Sem esse cuidado é impossível pastorear e administrar bem a igreja de Deus.

Os cuidados pessoais
É imprescindível o obreiro cuidar com a sua aparência, saúde e da sua família, pois o desempenho da sua vida ministerial depende também desses cuidados. O obreiro precisa estar organizado roupa passada, sapato engraxado, barba feita ou alinhada se usar, ter aroma agradável, ou seja, bem perfumado, porque ele está lidando com pessoas, as quais sempre terão contatos.

A postura do orador
Dentro da HOMILÉTICA está à postura do pregador. É importante que o orador saiba como se comportar nos púlpitos das igrejas, pois ela pode ajudar ou atrapalhar a exposição do seu sermão. Poucos oradores na nossa instituição religiosa se preocupam em ter uma postura coerente com a HOMILÉTICA, entre outras definições significa ARTE DE PREGAR, enquanto a ORATÓRIA é a arte de falar em público, pois a hermenêutica é a arte de interpretar textos.

Como já dissemos a maneira ou a postura como o orador se apresenta pode conduzi-lo ao sucesso ou fracasso da exposição do seu material.
(1). O orador deve ficar em pé em uma posição de nobre atitude;
(2). Olhar para os ouvintes, evitar estar olhando para cima ou para as paredes;
(3). Não demonstrar alto grau de nervosismo, isso leva a todos perceberem que ele está inseguro;
(4). Evitar exagero nos gestos, pois tem obreiro que gesticula tanto que a sua pregação perde a essência;
(5). Não demonstrar indisposição, há pregadores que se apresentam com aparência de indispostos para discursar o seu sermão;
(6). Evitar leituras muito prolongadas, a leitura deve ser bem clara para que todos entendam;
(7). Evitar preocupação com trajes e cores; muitas vezes o orador acha que não está bem diante do público, principalmente quando olha para indumentária dos outros;
(8). Os cabelos, barbas devem estar penteados;
(9). A maneira como você se assenta no púlpito, há obreiros que se comportam indecentemente nos nossos púlpitos; conversa, cruza as pernas, não presta atenção ao que está falando, critica algo que ele acha quer não está correto, dar risada, alguns se levantam e andam, atitudes que muitas vezes compromete a filmagem se caso for feita durante o culto.

Eloquência
Eloquência é um termo que se deriva do latim e significa: elegância no falar, pois falar bem de forma clara ajuda muito o pregador a se relacionar com o público, pois ele garante o sucesso de sua comunicação, é importante saber que a capacidade de convencer é o resultado das suas qualidades. O pregador precisa saber que há algumas atitudes que precisam ser evitadas: (1) Não é a gritaria, pula e pula ou bater no púlpito que se considera eloquência; (2) exibir palavras que o público não conheça, e se aplicar alguma que seja mostrado o seu significado. (3) Evitar ilustrações impróprias que não combine com o sermão ou que não promova um bom resultado.

Cuidado ministerial
Além do cuidado pessoal temos por obrigação cuidar da nossa vida ministerial, como podemos cuidar? A base desse cuidado a Bíblia Sagrada apresenta, nela contém os pormenores pelos quais o obreiro terá sucesso ministerial. (1) Tem cuidado de ti mesmo, nenhum obreiro é um super herói, ele homem sujeito as mesmas paixões que os profetas (Tg 5:17); (2) da doutrina, o obreiro é responsável pela saúde espiritual do corpo de Cristo “a igreja”

Cuidando de ti mesmo
Paulo escreveu a Timóteo para que ele cuidasse da sua vida pessoal, pois ele é imprescindível para qualquer obreiro chamado para o ministério. Os atributos de um líder espiritual resumem-se em sua santidade pessoal. O progresso ministerial de Timóteo não podia ser interrompido e o seu exemplo de vida resultaria em duas coisas, salvar a si mesmo e como aos seus ouvintes. Essa responsabilidade que pesa sobre o obreiro é intransferível, cada obreiro prestará contas ao Senhor. Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue (At 20:28).

Cuidado da doutrina
Todo obreiro é responsável pelo ensinamento ou princípios doutrinários que serão passadas a igreja, quando Paulo escreveu a igreja de coríntios sobre a Santa Ceia, ele mostrou a sua fidelidade em repassar o ensinamento que ele havia aprendido do Senhor “O que eu recebi do Senhor vos entreguei” (I Co 11:23). Timóteo era um líder que estava iniciando a sua vida ministerial, e a sua fidelidade na transmissão dos ensinamentos era o alicerce para o seu sucesso ministerial, das ovelhas do seu pasto.

As nossas atitudes, maneira de viver e postura podem influenciar pessoas, principalmente quando nos destacamos no cuidado pessoal, na sociedade, na igreja com a nossa postura. As pessoas admiram aqueles que se destacam; não me refiro a aqueles que se realçam ou chamam atenção com a sua beleza, mas atraem à atenção dos seus ouvintes com as belas mensagens, principalmente quando esta tem a inspirada divina.


Pr. Elis Clementino – Paulista –PE
  

O BOM NOME



ESBOÇO 574
TEMA: O BOM NOME

Há riquezas no indivíduo que valem mais que prata e ouro, a reputação é uma delas, pois ela é um dos requisitos essenciais e indispensáveis para pessoas de todas as classes sociais. Nesse mote especificarei mais precisamente a reputação moral e espiritual.

Reputação (do latim reputatione) é a opinião (ou, mais tecnicamente, uma avaliação social) do público em relação a uma pessoa, um grupo de pessoas ou uma organização. Constitui-se num importante fator em muitos campos, tais como negócioscomunidades online ou status social. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. A reputação de uma pessoa pode ser má ou boa, a última está intrinsecamente ligada à fama e ao bom nome, porém para o indivíduo adquiri-la é preciso ter um comportamento plausível na sociedade em que vive, e mais valiosa ainda quando ela é abalizada na palavra de Deus. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. (Fp 4:8). Para que busquemos ter uma boa reputação é necessário conhecer o seu estimável valor. (1) A integridade de um homem não tem preço.  (Pv 22:1; Ec 7:1a, Ct 1:3); (2) O bom nome é o maior patrimônio que o ser humano pode ter. (3) Se existe algo mais importante na vida a zelar, seja a sua reputação. Só para lembrar, no AT a pessoa que prejudicasse a reputação moral de uma moça ele era penalizado pelo que fez, aplicava-se a ele uma multa de cem peças de prata, essa quantia seria dada ao pai da moça, por aquele homem ter prejudicado a reputação de uma virgem israelita, e ele não poderia divorciar-se dela enquanto vivesse. (Dt 22:19). Nunca tente manchar ou denegrir ou prejudicar a reputação de uma pessoa digna.

Geralmente as pessoas são avaliadas pelas suas atitudes. Nas escrituras sagrada temos alguns exemplos claros “Eis a história de Noé. Noé era homem justo íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus.” (Gn 6.9); “Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal.” (Jó 1:1). Outros se destacaram na sociedade em que viviam por carregarem consigo características importantes. A reputação de José foi reconhecida por Faraó (Gn 41:38,39). Elias foi reconhecido pelas suas características (2 Rs 1.8); Elizeu, foi observado e teve a sua reputação aprovada (II Rs 4:9); A fama de Salomão chegou aos ouvidos da rainha de Sabá (2 Cr 9:6); Uzias sua fama foi muito longe (II Cr 26:15); Jesus teve boa reputação, ela percorria por toda parte (Mc 1:28).

Integridade moral é ser inteiro, completo, reto, exato, inatacável, irrepreensível. Samuel na transferência de cargo discursou diante do povo a respeito da sua probidade administrativa e espiritual (I Sm 12:1-5), portanto essa declaração dele era apenas a confirmação daquilo que já se  sabia a respeito dele (I Sm 9:6). Elizeu foi observado e reconhecido por uma mulher como homem de Deus (2 Rs 4.9). Esses homens tinham compromisso com Deus e com a sociedade em que viviam. Portanto a nossa postura e ética devem ser vista em todos os sentidos da vida, exemplo: No andar, (Rm 13:13); no falar (Ef 4:29; Tt 2:7,8; Mt 12.36,37; Pv.15:4). “Quem anda em sinceridade anda seguro, mas o que perverte os seus caminhos será conhecido” (Pv 10:9). Então você terá o favor de Deus e dos homens e boa reputação. (Pv 3:4).

A má reputação moral mancha a espiritual, as nossas atitudes influenciam e muito na nossa vida devota para com Deus, o conceito que temos diante de Deus não devem ser desprezados, infelizmente nem todos sabem manter. Existem pessoas que não sabem estar no topo da fama ou sucesso, portanto para se manter com essa graça é preciso ter a consciência de quanto vale o bom nome. Nas escrituras temos exemplos de personagens que chegaram ao topo, mas não souberam administrar os seus sentimentos de grandeza e poder. NABUCODONOSOR (Dn 4:30); UZIAS (2 Cr 26:15,16); BELSAZAR (Dn 5:2,3); ACABE (1 Rs 16:30); HERODES (At 12:21-23).

A reputação espiritual é vista do mesmo modo, como já falamos anteriormente, tem tudo a ver com reputação moral, pois o sucesso da vida espiritual depende muito do procedimento humano. A credibilidade religiosa tem sido enfraquecida devido o comportamento e caráter de certos cristãos. Paulo recomenda “Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus” (I Co 10:32; 2 Co 6:3). Também deve ter boa reputação perante os de fora, para que não caia em descrédito nem na cilada do Diabo (I Tm 3:7). Procuremos fazer uma auto-avaliação de como está a nossa reputação na sociedade e perante a igreja onde convivemos. Deus nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis diante dEle em amor. (Ef. 1:4). A nossa reputação deve ser boa tanto nos céus como na terra. Diga-me como está sendo vista a tua reputação aqui, que eu te digo como ela está sendo no céu.

Vale mais ter um bom nome do que muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a riqueza e o ouro. (Pv 22:1)

Pr. Elis Clementino – Paulista – PE

O PERDÃO DIVINO



ESBOÇO 573
TEMA: O PERDÃO DIVINO
TEXTO: Salmos 130:3,4

O ato de perdoar tem origem divina, o perdão é estendido para toda humanidade, esse ato deve ser praticado por todos independentemente de classes de pessoas e camadas sociais, é uma das principais doutrinas das leis divina. Jesus Cristo enfatizou o seu real valor nos dando exemplos. O perdão é o elo que leva as pessoas a viverem em harmonia, pois é impossível se relacionar bem com pessoas que não perdoam. A ação de perdoar não deve ser praticada somente de lábios ou palavras, mas, em ações que provém que ele saia do mais íntimo de um coração contrito e humilde, embora algumas pessoas sintam dificuldades de familiarizar-se com o ato de perdoar. Existem duas coisas fáceis de falar e difícil de executar, amar e perdoar.

1. Significado.
O perdão é remissão de uma culpa, dívida ou pena, indulgência, um pedido de desculpa. O perdão é uma atitude de amor ao próximo. (1) Ele procede do coração de Deus (Sl 130:4); (2) Pertence a Deus (Dn 9:9); (3) Deus fez prova disso (Dn 5:8); (4) Jesus o maior exemplo em perdoar (Lc 23:34).

1.1. Como receberemos o perdão divino?
Existem meios pelos quais podemos alcançar o perdão divino, há alguns textos nas escrituras que comprovam: (a) Através do arrependimento, exemplo de Davi após seu pecado (Sl 51); (b) Por meio da confissão (Sl 32:5); (c) Com o abandono do pecado (Hb 12:1,2). O arrependimento de coração é capaz de fazer Deus mudar sentenças (2 Cr 7:14), e quem recebe o perdão de uma dívida sabe perfeitamente o quanto ele é valioso, ele trás uma grande sensação de alivio.  O perdão humano deve ter as mesmas características do divino, e é uma atitude de amor ao próximo; é uma ação de um coração quebrantado e humilde. Perdão é um ato da alma o qual a pessoa ofendida permite que o seu ofensor fique livre.

1.2. Falta de perdão
A falta de perdão pode levar o individuo sofrer algumas consequencias como: (a) Enfermidade no corpo e na alma; (b) Impedimentos as respostas das orações; (c) Perder a salvação; (d) Insatisfação espiritual.

1.3. Resultado do perdão
O perdão liberta a alma do pecador, e elimina o rancor e o ódio levando-o a participar das promessas de Deus. Quem o recebe sente-se aliviado da culpa e dos sofrimentos íntimos. Imaginemos o alivio que a mulher pecadora apanhada em ato de adultério quando foi perdoada, o alivio que ela sentiu em ter a oportunidade de poder continuar a viver. Não importam quão sejam as dívidas ou pecados “Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.” (Is 1:18)

2. Quantas vezes devemos perdoar o próximo?
Dentre os discípulos surge uma voz, a de Pedro perguntando ao Mestre: “Quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei?” Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas setenta vezes sete (Mt 18:22). Amados não importam quais sejam as dívidas (Lc 7:41-43); não somente perdoar, mas amar (Mt 5:44); “Assim encolarizado, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse tudo o que lhe devia. Assim vos fará também meu Pai celeste, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas” (Mt 18:35). Amados não é isso que estamos vendo atualmente em muitos líderes de igrejas com atitudes de não perdoar, cheios de maldade, ambição, ira, espírito de vingança e ainda carrega no peito estufado pela fama e a vaidade um distintivo de pastor, sobre esses tais disse Paulo, eles não perdoarão o rebanho.

2.1. Qual o resultado de quem não perdoa?
Infelizmente, o orgulho e a falta de humildade impedem que as pessoas não se perdoem, com essa atitude de não perdoar o indivíduo contrai para si condenação, angústia, sofrimento íntimo permitindo que o ódio predomine no coração. Quem não tem paz é incapaz de perdoar enquanto o ódio permanece alojado dentro do coração, esses tais são escravos do seu próprio eu, e perdurando o ódio e o sentimento de vingança, e quem assim procede finalmente não será perdoado por Deus.

A pessoa que perdoa, tira um fardo de si, adquire saúde para alma, harmonia, paz, alegria, felicidade, Deus é a fonte de todo perdão, o seu desejo é que os homens se perdoem, pois só há uma maneira de recebermos o perdão divino é perdoando. A pessoa que libera perdão tem como ponto de partida o amor, os indivíduos que perdoam se sente aliviada e feliz por ter exercido um desejo divino. Se não liberarmos perdão não estaremos aptos para entrar no reino dos céus.

Pr. Elis Clementino - Paulista-PE

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