ESBOÇO 806 AS DUAS FACES DA LÍNGUA

ESBOÇO 806
TEMA: AS DUAS FACES DA LÍNGUA
TEXTO: TIAGO 3:9-10

            A língua é um dos membros do corpo humano a ser domada, essa é uma realidade que precisa ser difundida a todo o momento por ser ela difícil de ser contida. O apóstolo Tiago em sua carta apresenta a necessidade de controlar a língua, por ser um pequeno membro que se gloria das grandes coisas.

Não ser mestres
Ninguém anseie serem mestres, pois a ansiedade de ser trás consigo uma grande responsabilidade, no entanto o mestre terá um julgamento mais severo, se abusar desse dom é algo muito perigoso, isso envolve diretamente o uso da língua. Na igreja cristã havia líderes responsáveis pelo ensino “se alguém não erra naquilo que diz, é um homem perfeito” o uso da língua no ensinamento requer responsabilidade. Esse texto aplica-se a todo crente, quer sejam mestres ou não, todos deverão usar as suas palavras com responsabilidade, por isso Tiago enfatiza o controle da língua.

Controle da língua
Tiago apresenta meios pelos quais se mantém o controle da língua, nos cavalos usa-se um método para freiá-lo “rédeas com uma peça de ferro que atravessa a boca dos cavalos”; nas embarcações usam-se o leme para governá-las. A língua precisa ser controlada, pois além dela se gloriar das grandes coisas ainda é capaz de incendiar um bosque, não podemos perder o controle da língua (Tg 3:3-6). Tiago alude aqui que a natureza, os animais, as bestas feras é domada pelo homem e porque ele não pode controlar a sua língua se ela é destrutível e cheia de veneno mortal (Tg 3:7-8).

As duas faces da língua
A língua é como uma espada de dois gumes, onde os dois lados são cortantes, veja quanto é perigosa lidar com ela, você pode ser atingido pela própria língua, com ela estamos no culto bendizendo a Deus, ou ensinando como mestre e quando sai dali começam amaldiçoar os homens, feitos a semelhança de Deus. Muitos saem do culto já falando da vida dos outros, com a mesma língua procede à bênção e a maldição, não são duas coisas saindo de uma mesma fonte? (Tg 3:9). 

            Devemos ter cuidado, visto que tropeçar no sentido moral é errar em muitas coisas, às vezes proferimos ofensas as pessoas com as nossas palavras, no entanto parece não percebermos, precisamos ter uma consciência apurada, sensível capaz de identificar se as nossas atitudes estão certas ou erradas. Do crente não pode sair coisas boas e ruins ao mesmo tempo, benção e maldição, como pode sair de uma mesma fonte água doce e salgada? O homem pode ter controle sobre os demais aspectos de sua vida, e, no entanto, em muitas vezes ser apanhado em pecados da língua,  “Desvia de ti a perversidade da boca; afasta de ti a corrupção dos lábios” (Pv 4:24; Mt 12:35; 15:18; Lc 6:45); Cuidado! O pecado da língua está entre as seis coisas que Deus odeia, sete que a sua alma abomina (Pv 6:16-19), é bom ler.


Pr. Elis Clementino

ESBOÇO 805 PALAVRAS DITAS FORA DE TEMPO

ESBOÇO 805
TEMA: PALAVRAS DITAS FORA DE TEMPO
TEXTO: “Mas, se tu de madrugada buscares a Deus, e ao Todo-Poderoso pedires misericórdia; Se fores puro e reto, certamente logo despertará por ti, e restaurará a morada da tua justiça. O teu princípio, na verdade, terá sido pequeno, porém o teu último estado crescerá em extremo.” (Jó 8:5-7).

                Existem verdades que não devem ser ditas fora do tempo, e de qualquer modo, embora elas possam ser tidas como boas. Há uma verdade que se atribui a Salomão, que há tempo para todo propósito debaixo do céu (Ec 3:1), entre elas estão; o tempo de falar e o tempo de ficar calado (Nem tudo que penso posso dizer, falar tudo o que penso não é o ideal, levemos em consideração duas coisas que são essenciais, o tempo e o modo como se diz o que pensa).

O bom senso
A sabedoria, ela é um dos requisitos indispensável para o homem em todos os aspectos da vida, Salomão preferiu pedir a Deus em sua em sua oração sabedoria ao invés de pedir outras coisas. O ponto de partida para ter sucesso é a sabedoria, Salomão se tornou o rei mais sábio, de tal maneira que não houve outro depois dele (I Rs 20:23). O apóstolo Tiago recomenda: quem tem falta de sabedoria peça a Deus que ele dá liberalmente e não lança em rosto (Tg 1:5). A sabedoria nos faz entender os modos de falar e agir em determinado momento e tempo.

Palavra dita ao seu tempo
Uma palavra dita ao seu tempo é como água fresca para os que estão cansados “O Senhor DEUS me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado. ele desperta-me as manhãs, desperta-me o ouvido para que ouça, como aqueles que aprendem” (Is 50:4). As palavras quando ditas fora do tempo não causam efeitos como as ditam em seu tempo, ou seja, na hora certa, no entanto todos nós temos a liberdade de expressar o que sentimos, mas é preciso fazer uma ponderação se as nossas palavras trarão algo positivo ou não, porque não sabemos como elas serão interpretadas.

Conflitos na comunicação
Cada pessoa tem à sua maneira de pensar, falar e agir, isso dificulta e muito o relacionamento entre ela e outras pessoas, pois não sabemos como elas nos interpretam quando nos ouvem, as nossas palavras podem desagradar a uns, e agradar a outros. Na comunicação entendemos que existem muitas maneiras de se dizer uma mesma coisa, elas podem ser expressas de maneira diretas e fortes, como também de maneira suave, ou que cause menos impactos, as palavras têm poder e ação, basta uma palavra mal compreendida para incendiar um bosque (Tg 3:5), retificar e justificar uma palavra dita fora do momento é uma das tarefas mais difíceis, e dá muito trabalho para reverter à situação. Devemos ter cuidado com o que fala perante as outras pessoas.

As vezes tornam-se amargo ao nosso paladar quando ouvimos palavras que aos olhos de outras pessoas parecem boas, pois elas muitas vezes agridem o nosso íntimo ou a nossa alma, imaginemos como Jó recebeu as palavras dos seus “amigos” não sabemos se eles vieram chorar com ele ou acusa-lo. As palavras deles também exaltavam a Deus e que o homem precisava evitar o pecado para ser feliz, no entanto cada palavra dos seus amigos aumentava ainda mais a sua dor, era como se uma carga maior colocassem sobre os ombros de Jó, de fato eram palavras injustas, elas tornavam mais amarga a situação de Jó, as palavras eram dirigidas a pessoa errada, ainda hoje acontece as mesmas coisas, as vezes temos que amargar palavras injustas sem que tenhamos oportunidade para nos defender, as palavras daqueles supostos amigos de Jó eram como espada que transpassava o seu coração. Para eles os sofrimentos não eram outra coisa a não ser os castigos divinos por ele ter abandonado a Deus (Jó 8:5-7). Há um Deus que julga as nossas palavras e ações, e a medida com que medirmos nos medirão também (Mt 7:1-2). Muitas vezes as nossas palavras não doem em nós quanto doem naqueles que nos dirigimos com palavras que os magoam, no entanto, um dia prestaremos contas a Deus. Irmãos tenham cuidado com as suas palavras, pois quando são ditas fora do tempo podem causar sofrimentos a nós mesmos e aos outros.

Pr. Elis Clementino


ESBOÇO 804 AS DORES DO FRACASSO

ESBOÇO 804
TEMA: AS DORES DO FRACASSO
TEXTO: SALMO 51

               O fracasso pode deixar nas pessoas sequelas que podem até durar a vida inteira, quem nunca experimentou as dores de um fracasso nada saberá dizer sobre essa experiência. Algumas pessoas que nunca vivenciaram essa experiência podem experimentá-la amanhã, e se você ainda não fracassou em algum momento, isso não significa que seja um privilégio seu, pois muitos já experimentaram e certamente saberá dizer-lhe algo sobre essa terrível experiência, saiba também que um fracasso não significa que o indivíduo continuará fracassando toda vida. Os fracassos são momentâneos, e mesmo assim você terá chances ou oportunidades para ressurgir logo após. O fracasso espiritual é perigoso e dói muito mais porque ele mexe com a sua vida devocional com Deus, e não há remédio para ele a nãos ser o perdão divino.

Fracasso
1. Derrota, a falta de êxito, o malogro, essa é uma experiência bastante ruim para qualquer indivíduo, não importando se estejam em situações privilegiadas ou não, todos finalmente estão sujeitos a experimentarem o fracasso em qualquer área da vida, seja ela nos empreendimentos, sentimental e espiritual.

2. O fracasso mexe com os nossos sentimentos, ele nos abala de tal maneira que nos sentimos fragilizados para enfrentar as outras etapas da vida, você passa a ter pressentimentos de que lutar não vale apena e assim você (acaba indo para debaixo do zimbro como fez o profeta Elias “I Rs 19:4”), essa é uma sensação horrível.

3. Para quem têm uma vida devocional com Deus às conseqüências de um fracasso vão muito mais além de um insucesso de algo que não alcançamos. Esse tipo de fracasso conduz o indivíduo ao distanciamento de Deus, se tornando o pior vazio, e uma crise existencial de maneira que ninguém pode preencher lacuna deixada por esse fracasso. O rei Davi vivenciou essa realidade quando caiu em tentação e pecou com a mulher de Urias, por isso vigiar e orar é o melhor antídoto para o pecado “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26:41).

Um descuido espiritual por custar dias e noites amargas, a experiência que Davi vivenciou foi dura e cruel, além de ter o sentimento abalado ainda sofreu as desastrosas conseqüências no seio da sua família (O pecado não vale apena). Davi recebeu uma advertência severa do seu guia espiritual Natã (2 Sm 12:1-15), no contexto Natã não estava tratando com Davi algo comum, mas grave, certamente os súditos e seus soldados conheciam a Deus, e eram estimados por ele, Natã tratou a mulher de Urias como uma só cordeirinha tomada (Tocar em alguém que é estimado (a) pelo Senhor constituí-se um perigo), por isso devemos ter cuidado porque a vida do indivíduo pode amargar dali pra frente, esse fracasso de Davi foi o pior de todos.

O pedido de misericórdia
Os sofrimentos de um fracasso podem levar o indivíduo a buscar a misericórdia divina, e, por conseguinte se arrepender e fazer a sua confissão perante Deus. No salmo 51 Davi descreve a sua situação angustiante e o pesadelo que ele vivia, as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos (Lm 3:22), o ato de reconhecer o pecado faz Deus usar de misericórdia “sentimento de dor e solidariedade com relação a alguém que sofre uma tragédia pessoal ou que caiu em desgraça; dó, compaixão, piedade

O reconhecimento é tudo o que precisamos para receber o perdão divino, Davi sentia que o pecado havia feito um grande estrago em sua vida afetando a sua própria família, e de outra maneira seria impossível resolver a situação, não ser através do perdão divino. Lançar-se aos pés do Senhor confessando a sua culpa ele certamente a usaria da sua misericórdia para com ele, todos quantos fracassarem fique certos Deus dará oportunidades para se arrependerem “aquele que confessa o seu pecado e o abandona alcançará misericórdia” (Pv 28:13b). O perdão trás reconciliação, alegria, paz e restauração, mas isso também não nos isenta de sofrermos as conseqüências daquilo que plantamos, Davi colheu o que plantou, porque a lei da semeadura é infalível. É preciso pedir a Deus misericórdia para manter a fé nas adversidades, porque a sua graça nos basta (2 Co 12:9).


Pr. Elis Clementino

ESBOÇO 803 ESCOLHIDOS PARA SERVIR

ESBOÇO 803
TEMA: ESCOLHIDOS PARA SERVIR
TEXTO: Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda. JOÃO 15.16

                Durante a vida o homem faz muitas escolhas, essa prerrogativa de fazer escolhas atribuímos a Deus, que também faz as suas escolhas, entre elas, as pessoas para executarem os seus desígnios. Os indivíduos escolhidos por Deus para uma finalidade precisam estarem dentro dos padrões espirituais exigido por ele. Houve muitas pessoas escolhidas entre elas sacerdotes, profetas, Juízes e reis, cada um deles com missões especificas.

A escolha divina
O Senhor não vê como o homem vê, Ele não escolhe a maneira como o homem faz as suas escolhas, os homens atentam para aparência e Deus para o coração (I Sm 16:7). Para cada pessoa Deus tem um tipo de chamada, a maneira que ele escolhe lhe é muito particular, essa é uma característica própria dele, ele é Deus e escolhe como lhe apraz e ninguém pode questioná-lo.  

Não é prerrogativa do chamado exigir de que maneira deve servi-lo, visto que há chamadas para todo tipo de obra, e somente ele sabe a necessidade Ex: Pessoas foram encarregadas de conduzirem a arca da aliança, outros os Levitas foram chamados para servirem, outros para armarem tendas, outros trabalharem em obras de arte e outros foram escolhidos para carregarem os ossos de José após saírem do Egito (Ex 50.24-26; Ex 13:19; Js 24:32; Hb 11:22) serviço que muitos desejaram fazer, no entanto, cada tipo de trabalho tem as suas características, e são cobrados pelo serviços prestados, a quem se dá mais, mais dele será exigido (Lc 12:48).

Fazendo a sua parte
Muitas vezes queremos fazer o que é para os outros fazerem, mas cada um deve ficar na vocação em que foi chamado, ou seja, “cada um dentro do seu quadrado” (I Co 7:20), a responsabilidade é pessoal todos hão prestar conta a Deus dos seus atos, pelo que ele fez ou deixou de fazer (Mt 25:14-30). Todos quantos forem chamados por Deus para realizar qualquer obra deve ter a consciência das condições impostas (2 Tm 3:12; 10-14), e o modelo de vida que eles devem ter, e as qualificações morais e espirituais para o ministério pastoral (I Tm 3:1-13), podemos destacar alguns como: (1) Ser exemplo para os fiéis (I Tm 4:12; I Pe 5:3); (2) Ser leal a Cristo e ao evangelho (I Tm 4:12,15); (3) O pastor deve ser alguém cuja lealdade a Cristo pode ser tomada como padrão (I Co 11:1; Fp 3:17; I Ts 1:6; 2 Ts 3:7,9; 2Tm 1:13); (4) O obreiro deve conduzir bem a sua casa “como ele cuidará da igreja de Deus” (I Tm 3:5).

Deus cuida do obreiro
Mesmo não sendo isento dos sofrimentos, o que eu os considero o jugo da chamada, ou “ossos do ofício” como alguém ousa a dizer, Deus o ajudará a carregar acompanhando e revelando os acontecimentos futuros (At 20:17-24), pois ninguém se submeteria aos sofrimentos impostos pela obra se não houvesse a convicção do chamado divino. O apóstolo Paulo declarou está disposto até a morrer pela causa do evangelho, “Mas de nada faço questão, e nem tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.” (V. 24). O que me chama a atenção é o testemunho de Paulo o seu comportamento perante os anciãos, e que eles eram conhecedores “E, logo que chegaram junto dele, disse-lhes: Vós bem sabeis, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia, como em todo tempo me portei no meio de vós,” (v.18).

Tudo o que vier as mãos para fazer, tanto para Deus e para o próximo devemos fazer com amor “Tudo quanto te vier a mão para fazer faze com toda as tuas forças.” (Ec 9:10). Entenda que não significa que tudo o que você quiser fazer. O nosso empenho na obra se dá pela certeza que o seu trabalho não será vão (Cl 3:23-25; Hb 6:10-12), Deus recompensa a cada um conforme o seu trabalho, lembrem-se que muito tempo de trabalho não é a garantia de uma recompensa divina, é preciso ler a parábola dos trabalhadores da vinha (Mt 20:1-15). Deus nos ajude a valorizar a nossa chamada, trabalhe com amor.


ESBOÇO 802 AMBIÇÃO SANTA

ESBOÇO 802
TEMA: A AMBIÇÃO SANTA
TEXTO: “Peço-te que me toque por herança porção dobrada do teu espírito2 Reis 2:9.

                Existem pedidos que não são fáceis de atender, principalmente aqueles que não estão ao nosso alcance, mas pode ser que esteja à obtenção de alguém para concedê-lo. Nesse mote quero destacar um ambicioso pedido de Elizeu ao profeta Elias seu senhor.

Ambição – muitas vezes só levamos em consideração o lado ruim como: ganância, dinheiro e sucesso de maneira desmedida, porém pode ser vista também como algo bom. Paulo apresenta um tipo de ambição santa, ou seja, lutar para conquistar algo bom (I Co 9:24-27). Focaremos um pouco na ambição de Elizeu em pedir porção dobrada do espirito de Elias.

O ministério profético de Elias
O ministério profético de Elias foi em um período de idolatria durante os reinos de Josafá em Jerusalém e Acabe a Acazias do reino do Norte, esse ministério profético de Elias foi quase todo tempo relacionado ao ímpio, a idolatria de Acabe e Jezabel sua mulher, ela não era israelita e pertencia a Ecrom, e lá adorava Baal-Zebube, ela fez com que o reinado do seu marido se tornasse idólatra. Jezabel era uma perseguidora dos profetas do Senhor, Elias foi grandemente perseguido por ela.

Elizeu – foi um assistente do profeta Elias no reino do norte de Israel, ele era filho da Safat e vivia em Abel-Meolá no vale do Jordão, provavelmente ele tenha se conhecido Elias na escola de profetas, o que era muito comum na época. Deus havia ordenado a Elias que ungisse outro para que o substituísse (I Rs 19:16), após caminharem juntos Elizeu fez um pedido audacioso, esse pedido surgiu após Elias dizer-lhe que seria tomado pelo Senhor. Elizeu assistiu muitos milagres realizado por Elias, aí surge a pergunta: Porque Elizeu fez esse pedido tão ambicioso a Elias? Ele queria ser maior que o seu mestre (Lc 6:40), absolutamente não, então vamos lá, qual o significado do seu pedido?

Para cada chamado Deus tem uma tarefa, e uma delas é fazer discípulos, o líder que não faz discípulos está muito longe daquilo que ele foi chamado, Jesus nos ensinou fazer discípulos (Mt 28:19). A convivência de Elizeu com Elias foi um grande aprendizado, e posteriormente lhe ajudaria desenvolver o seu ministério.

Pedidos através das orações
É muito natural ouvirmos pessoas, principalmente os pentecostais expressarem em suas orações a Deus porção dobrado do seu Espírito, no entanto isso significa que elas estejam pedindo mais poder de Deus para as suas vidas, porém o desejo de ter mais é o inconformismo do pouco, esses anseios já são existentes nas pessoas, uns mais e outros menos, no entanto todos têm. No meio cristão estamos vivenciando atitudes equivocadas nesse sentido, a ansiedade do “ter muito” tem conduzido muitos cristãos a ganancia do ter, essas aspirações estão mais ligadas as coisas materiais, essa correria conduz a muitos ao desvio da fé, já quanto ao imaterial muito pouco se pede, infelizmente temos deixado de ouvir em momentos de orações as seguintes frases: Senhor dai-me do teu poder! Me enche do teu Espirito Santo! (se crer) me batiza com o teu Santo Espírito! Me encha da sua graça! Pouco se ouve atualmente. As formas de pedidos mudaram e as mais comuns são: Senhor me dá uma casa; um carro; um bom emprego; saúde; uma vida farta de bens materiais, ou seja, riquezas; me põe no topo da mídia e etc. Será que não estamos materializando as nossas orações? Ou são os efeitos da teologia da prosperidade defendida em muitos púlpitos de igrejas pentecostais como porção dobrada das coisas? Dobro de salário e etc. aí eu pergunto: há um desvio de foco nas orações?

O pedido de Elizeu
Elizeu podia ter pedido outras coisas, porque ele conhecia o potencial espiritual de Elias, homem de Deus, ele conhecia os milagres realizados por Elis, como: aumentar pão e azeite de viúva em época de fome, ressuscitar o filho da viúva (I Rs 17:14-22), entre outras coisas. Elizeu era uma espécie de assistente do profeta, e ao ouvir Elias dizer-lhe que seria tomado repentinamente (2 Rs 2:2-13), despertou a sua curiosidade para não ficar desprovido de poderes para continuar o seu ministério. Nesse acontecimento podemos ver foi a persistência de Elizeu, por várias vezes o profeta Elias tentou desviar o foco de Elizeu, ou medir o seu grau de interesse e fidelidade, porém Elizeu não perdeu oportunidade, Elias diz a Elizeu pedi-me o que queres que eu te faça antes que eu seja tomado, ele, porém disse “Peço-te que haja porção dobrada do teu espirito sobre mim” (2 Rs 2:9). Interessante é que na lei mosaica (Dt 21:15-17) a porção dobrada dos bens seria transportados para os primogênitos, e sobre ele recairia a responsabilidade de cuida da família.

                Elizeu não estava pedindo porção dobrada do Espirito de Deus que estava sobre Elias, mas a porção dobrada do espírito de Elias, ora, se falamos sobre a cultura judaica Elizeu pede porção dobrada, ou seja, ficar no lugar de Elias como profeta, e não invocando os bens de Elias, de posse desse espírito de Elias ele ficaria responsável pela continuidade do ministério de Elias, que após a posse da capa deixada pelo profeta iniciou as mesmas formas de milagres, o ministério profético de Elizeu foi bem sucedido. Devemos considerar que nem todos os nossos pedidos são atendidos por Deus, pois ele sabe o melhor para nós, e não o que nos parecem ser, os discípulos pediam bens para si e sua família, porém, Jesus mostrou-lhes que o sobrenatural seria melhor, “a busca do reino de Deus” (Mt 6:25-34). Paulo teve uma visão com sofrimentos até que orou ao Senhor, e em resposta a sua oração foi “a minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co 12:9). Quem busca as riquezas cairão em tentações (I Tm 6:9), pois as riquezas desmedidas podem te conduzir a destruição. “O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído será como o seu mestre” Lucas 6:40

Pr. Elis Clementino

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