ESTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL

ESBOÇO 625
TEMA: ESTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL
TEXTO: Ef 4.15; 2 Pe 3.18.

Estabilidade e crescimento espiritual são duas coisas essenciais a vida cristã, quem a têm possui grandes virtudes como: Segurança, consistência e crescimento, elas são frutos de uma vida espiritual saudável em Cristo. A estabilidade e crescimento cristão resultam de um fundamento sólido na palavra de Deus. Paulo disse que um edifício bem ajustado cresce para templo santo do Senhor (Ef 2.20,21), “...longe disso, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Ef 4.15).

I. Frutos de uma vida espiritualmente instável.
1. Fraqueza espiritual, a sensibilidade espiritual comprometida (1 Co 8.7);
2. Tem emoções, vontade e mente descontrolada.
3. Corpo físico (fraco, levando as coisas para as concupiscência e morte) (Tg 1.14,15).
4. É impaciente (SL 39. 6).
5. É ambicioso criam de problemas como os filhos de Coré, Datã e Abirão (Nr 16.3).
6. Semeador de contenda entre irmãos (Pv 3.30; Pv 6.19; Pv 15.18; Pv 16.28; Rm 13.13);
7. Não suporta a prosperidade dos outros (Sl 73.3).
8. Nada lhe satisfaz Pv 27.20; Ec 6:7.
9. Não se aproximar de Deus (Is 31.1).
10. É desobediente (Hb 3.18).
11. Trata a obra de Deus com descaso (Gn 25.32).
12. Não ouve conselhos dos mais experientes (I Rs 12.8).

II. Frutos de uma vida espiritualmente estável.
1. Espiritualmente sadio e cheio de fé (3 Jo 2).
2. Vida de oração (1 Ts 5.17; Rm 12.12b).
3. Anda em santidade constantemente (Lc 1.75).
4. Cresce em sabedoria, ciência e graça (2 Pe 3.18; Ef 4.15; 2 Co 9.8).
5.( Em) obediência (Rm 16.19).
6. Humildade (1 Pe 5.5-7).
7. Submisso (1 Pe 2.13-15).
8. Simplicidade (Rm 16.19b).
9. Sobriedade (1 Pe 5.8; 1 Ts 5.6).
10. Paciência (Rm 12.12; Tg 5.7).
11. Come e bebe de uma fonte segura, sem, contudo buscar em outras fontes (Jo 4.14).
12. Convicção de uma vida devocional com Deus (Rm 12.2).

III. O que necessitas para teres uma vida espiritualmente bem sucedida?
1. Compreender e buscar estabilidade espiritual através da palavra e da comunhão com Deus, pois sem elas você não obterá bons resultados.
2. Desprezar tudo aquilo que compromete a sua estabilidade espiritual e da fé (Fl 3.14);
3. Chegar-se a Deus obedecendo e guardando os seus preceitos ou mandamentos (Sl 73.28; Tg 4.8);
4. Estar em paz com Deus e os seus irmãos (Hb 12.14);
5. Não contender (Rm 13.13; 2 Tm 2:24);
6. Não está inquieto (Fl 4.6);
7. Confiar em Deus (Fl 4.13);
8. Saber lhe dar com as adversidades da vida (Fl 4.11,12);

A estabilidade e crescimento do cristão dependem da sua predisposição e interesse de estar bem espiritualmente. O crente jamais poderá melhorar o seu caminho se ele não quiser. Crescer na vida espiritual deve ser do interesse de cada um, principalmente na graça e no conhecimento de Deus e na palavra, a estabilidade espiritual depende desses princípios estabelecidos por Deus através da sua palavra, De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem(Ec 12.13).

Pr Elis Clementino-Paulista -PE


ABSTINÊNCIA

ESBOÇO 624
TEMA: ABSTINÊNCIA
TEXTO: I Co 6:12

Desde o começo Deus estabeleceu princípios para que os homens fossem regidos por eles, e para que fossem cumpridos necessariamente deveriam abster-se de qualquer coisa a que viessem desobedecê-los, embora através do livre arbítrio as pessoas pudessem fazer as suas escolhas, mas teriam que arcar com as consequências. Paulo entendia que todas as coisas lhe eram lícitas, mas que nem todas convinham fazê-las (I Co 6:12). A abstinência das coisas que nos contaminam e destroem a nossa fé é necessária, pois só assim podemos manter os princípios divinos e a nossa comunhão com Deus.

O que é abstinência?
Abstinência é o ato de se privar de alguma coisa, em prol de algum objetivo, por exemplo, abstinência de um alimento por uma razão religiosa, como a abstinência de carne. Abstinência é uma decisão, muitas vezes forçada, que faz com que o indivíduo não faça mais algo, como beber, fumar ou consumir drogas. Abstinência é muito ligado a substâncias tóxicas, como o alcoolismo ou drogas. Existem outros tipos de abstinências, como a abstinência alimentar, abstinência disciplinar, abstinência sexual etc. Fonte: Significados.com

Domínio próprio
Toda renuncia tem um preço, pois a decisão de renunciar algo contraria as nossas pretensões e isso causa-nos sofrimentos íntimos. Existem coisas que recusamos porque a nossa consciência é sensível em relação aos preceitos divinos e não queremos ferir a sua sensibilidade. A lei do nazireado deveria ser obedecida (Dt 29:6; Nr 6:3; Jz 3:4). Havia também as regras para os reis, eles não deviam beber vinho (Pv 31:4). Os recabitas rejeitaram beber vinho por terem princípios deixados pelos seus pais. “E pus diante dos filhos da casa dos recabitas taças cheias de vinho e copos e disse-lhes: Bebei vinho. Mas eles disseram: Não beberemos vinho, porque Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, nos mandou, dizendo: nunca bebereis vinho, nem vós nem vossos filhos; (Jr 35:1-6)”. Os Recabitas eram uma ordem religiosa nômade fundada por Jonadabe, filho de Recabe, durante o século IX a.C. (II Rs 10:15-33) não moravam em casas nem usavam qualquer produto da videira. Até a época da narrativa de Jeremias permaneciam fiéis ao estilo de vida implantado pelo fundador: Jonadabe, filho de Recabe. Eram 250 anos de fidelidade. Daniel também teve domínio próprio recusando comer das iguarias do rei (Dn 1:8; 10:3). Os judeus ignoraram João Batista porque ele iniciou o seu ministério comendo e bebendo vinho (Mt 11:18). No NT continua algumas proibições como comer coisas sacrificadas a ídolos (I Co 10:21).

Lição espiritual
Deixaram de ter como prioridade as coisas divinas, Jesus ensinou sobre essa prioridade. Muitas pessoas seguem fielmente uma tradição religiosa, um time de futebol, ídolos humanos, amigos e objetos de diversões, entre outros, as tais pessoas que assim procedem são fiéis e capazes de qualquer coisa por elas, infelizmente temos muitos exemplos. O apego exagerado pelas coisas leva ao fanatismo a ponto de não valorizar a vida, além de olvidar a Deus ou pô-lo em último plano na vida. Na Bíblia há uma grande parábola que serve de exemplo, um homem rico e trabalhador que se preocupou com seus celeiros. “E propôs-lhe uma parábola, dizendo: a herdade de um homem rico tinha produzido com abundância. E arrazoava ele entre si dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: derribarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; e direi à minha alma: alma, tens em depósitos muitos bens, para muitos anos; descansa, Come, bebe e folga.” Três coisas importantes citadas nessa parábola (1) Vida passageira; (2) Os bens ficam após a morte e nada levará consigo (Sl 49:6,16,17); (3) As riquezas trás pobreza diante de Deus (Lc 21:16-21).

A Bíblia enfatiza a separação espiritual, ela deve ser notada quando damos testemunho de verdadeiros cristãos. Daniel e seus companheiros fizeram a diferença no cativeiro babilônico, como também Mesaque, Sadraque e Abedenego, eles mantiveram a sua fidelidade diante de Deus. Os Recabitas foram fiéis aos seus princípios não aceitando beberem vinho, eles fizeram a diferença. Jesus disse aos seus discípulos: “Vos sois o sal da terra, mas se ele perder o gosto, com que há de se salgar? o sal tem duas propriedades importantes, salgar e proteger da deterioração. Ele ainda disse: Vós sois a luz do mundo. Não se acende uma lâmpada para colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão na casa. Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens para que vendo as vossas boas obras glorifiquem a vosso pai que está nos céus (Mt 5:13-16). Há diferença entre os que servem a Deus e os que não servem (Ml 3:18). Devemos fazer a diferença na nossa postura e  andar como filhos da luz (Ef 5:8). Não devemos nos conformar com este mundo (Rm 12:2), No presente também não devemos viver conforme os costumes mundanos, mas ter uma vida e mente renovada no poder do Espírito Santo.

Pr. Elis Clementino- Paulista -PE

QUEM POUCO PERDOA, POUCO AMA



ESBOÇO 623
TEMA: QUEM POUCO PERDOA, POUCO AMA.
TEXTO: LUCAS 7:47

Neste modesto comentário irei abordar um tema de grande importância na Bíblia. É doutrinário e abrange a todos, “o perdão”. No conceito de muitas pessoas perdoarem é difícil, podemos até nos lembrar de um perdão que liberamos para alguém que nos ofendeu, mas sem ressentimentos. Perdoar não é fácil, mas é necessário porque ele faz parte do novo nascimento e da regeneração, processo esse que facilita o indivíduo perdoar aqueles que lhe ofende.

Significado
Absolver, indultar, anistiar, desculpar, perdoar ou cancelamento de uma dívida ou ofensa. O perdão foi dado por Deus aos homens como uma oportunidade e meio de reaver os valores de um relacionamento, a falta dele pode trazer sérias consequências para o indivíduo como: Uma vida mecânica e fria sem nenhum sentimento e compaixão pelos faltosos, isso adoece a alma, peso na consciência, tristeza, remorso, rancor, esvaziamento espiritual e impedimento na adoração a Deus (Mt 5:24), como também impedimento as respostas das orações (Tg 4:3). Nas escrituras o perdão é discutido entre os discípulos, e até interrogaram o seu Mestre a respeito, Quantas vezes devemos perdoar? Pergunta Pedro, sete vezes? (Mt 18:21,22).

A quem é semelhante?
Jesus mostrou a quem era semelhante o Reino dos céus apresentando uma bela parábola sobre o ajuste de contas de certo rei para com seus servos, trouxeram-lhe um indivíduo que lhe devia muito dinheiro e não tinha com que pagar, pois caso ele não pagasse a dívida seria vendido como escravo com a sua família e tudo quanto possuía, contanto que a dívida fosse paga, mas aquele servo implorou com veemência e prostrado aos seus pés suplicava dizendo: Dai-me um prazo e tudo te pagarei, e diante disso o patrão perdoou a sua dívida (1) O servo reconhecia a dívida; (2) Se humilhou; (3) Pediu-lhe prazo, mas sabendo o rei que ele não tinha com que pagar perdoou a dívida. No texto alguns requisitos devem ser levados em consideração para quem quer liberar perdão: (1) Compaixão, indulgência é uma atitude pertinente ao perdão, sem a misericórdia é impossível perdoar, principalmente quando a dívida é grande; (2) Somente a quem devemos é capaz de perdoar; (3) Quem for perdoado deve agir da mesma maneira para com os seus devedores (Mt 6.9-15). Muitas vezes não agimos da mesma maneira que fomos beneficiados sendo misericordiosos perdoando também. Na oração do pai nosso Jesus ressalta o perdão (Mt 6:12).

Atitude do servo
Após ser perdoada a dívida ele não correspondeu da mesma maneira que foi beneficiado, após aquele servo ser indultado encontrou a quem lhe devia, mesmo sendo uma quantia menor não quis perdoar, mas nos foi ensinado que quem perdoa mais, mais ama “quem pouco perdoa, pouco ama” "Por isso, te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou, mas aquele a quem pouco é perdoado, pouco amou." (Lc 7.40-43, 47). Jesus se se referiu à mulher que ungia seus pés, mas consideremos tão atual quanto naqueles dias.

Aquele cervo não abriu mão da pouca quantia que certo homem lhe devia e passou a oprimi-lo, espancar e instando contra ele dizendo paga-me o que deves “Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves. Então o seu companheiro, prostrando-se aos seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida”. (Mt 18:28-30).

As consequências
A Bíblia nos mostra que com a medida com que medirdes vos medirão também (Mt 7:2; Mc 4:24; Lc 6:38), essa é a lei da semeadura (Gl 6.7). Quando não perdoamos aos nossos devedores deixamos de exercitar a misericórdia (Mt 5:7), que não usa de misericórdia as consequências são inevitáveis “Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo.” (Tg 2:13).

            O perdão compreende de humildade, ninguém será capaz de perdoar sem essa modéstia. Os discípulos de Cristo devem entender que o amor é a base que nos conduz a liberar o perdão. Indultar uma pessoa que nos fez algum dano indica um ato de reconhecimento do seu valor. É impossível alcançar o reino de Deus sem perdoar, pois devemos seguir o exemplo de Jesus que perdoou seus algozes

Perdoar é a mais nobre atitude do ser humano para com o seu próximo, com o perdão tanto o que ofendeu quanto o ofendido estarão livres.

Pr. Elis Clementino-Paulista –PE

TROPEÇANDO COM A LINGUA

ESBOÇO 622
TEMA: TROPEÇANDO COM A LINGUA
TEXTO: TIAGO 3:10

Nesse mote falarei sobre a precipitação no falar. Na bíblia há ensinamentos importantes sobre o assunto, entre eles a precipitação no falar, a maneira de se expressar através da fala tem causado muitos problemas, tanto para a própria pessoa quanto as demais, por isso o apóstolo Tiago ressalta a respeito da língua. “Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.” (Tg 1.19), observe que se o indivíduo agir dessa maneira não há problemas, caso contrário haverá grandes infortúnios (Pv 17.20; 21.23; 13.3).

O pequeno membro
É um dos membros do nosso corpo que mais compromete o indivíduo, ela é responsável pela comunicação e difícil de controlar “Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo. Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo.” (Tg 3. 2,3). A língua tem múltipla face (Tg 3.9) com ela bendizemos a Deus e amaldiçoamos os homens.

Seus males
(1) Como um sepulcro aberto (Sl 5:9; Rm 3:13);
(2) Ela é como veneno de serpente (Jó 20:16: Sl 140:3; Rm 3:13,14); (3) A língua é cheia de imprecações (Sl 10:7; Sl 50:19); (4) A língua é como uma navalha afiada (Sl 52:2,4; 57:4; 64:3; Sl 73:9); (5) Flecha mortífera é a língua, alcança de longe (Jr 9:8); (6) Ela é como um fogo que incendiar um bosque (Tg 3:5b). (7) Ela proclama mentiras e difamação (Gn 39: 13,14,15; Pv 6:24; Sl 15:3; Sl 119:2; Pv 6:17; Jr 9:3,5,8); (8) A morte está no poder da língua (Pv 18:21; Pv 21:6); (9) Com ela amaldiçoamos aos homens (Tg 3:9b); (10) A língua contamina o corpo (Tg 3:6); (11) A língua serve de tropeço para o próprio homem (Sl 64:8; Sl 78:36; Isa 3:8; Os 7:16); (12) Ela produz rosto irado e odeia a quem ela tem ferido (Pv 25:23; Pv 26:28); (13) A língua se gloria das grandes coisas (Tg 3:5);

Agente do bem
As boas ações da língua são menores do que como agente do mal, sendo ela usada com sabedoria pode ser: (1) Arvore de vida (Pv 15:4); (2) Pena de um destro escritor (Sl 45:1); (3) Revela sabedoria e conhecimento (Is 50:4; Sl 15:2); (4) É prata escolhida (Pv10:20); (5) Promover traz saúde (Pv 12:18); (6) Agente de salvação (Sl 35:28); (7) Bendizer a Deus (Tg 3:9ª); (8) Fazer justiça (defender direitos) (Pv 31:8,9).

Protegidos dos açoites da língua
Somente Deus nos guarda das línguas mentirosas e das lisonjas. (1) O justo é abrigado dos açoites das línguas lisonjeiras (Jó 5:21; Sl 31:20; Sl 120:2; Pv 6:24); (2) As imprecações ou pragas não o alcançarão, a língua é uma ferramenta usada também pelo Diabo (Sl 91:10 -12; Is 54:17).

A sua sentença
(1) A língua é um membro a ser destruído com o corpo. (2) A língua perversa será destruída (Pv 10:31); (3) Ela dura só um momento, porque a verdade aparece, o antídoto da língua mentirosa é a verdade (Pv 12:19).

A língua é um pequeno membro e quem a controlar é capaz de governar todo corpo. Tanto a língua pode ser um agente do mal quanto do bem. O homem pode ter complicações por causa da língua (1 Pe 3:10). Se alguém cuida ser religioso e não refreia a sua língua, mas engana o seu coração, a sua religião e vã. (Tg 1:26). Devemos guardar a nossa língua do mal, e os lábios de falarem enganosamente (Sl 34:13). Peça a Deus que lhe ajude a fechar a boca, pondo uma também guardar a porta dos nossos lábios (Sl 141:3), mas nem sempre fazemos a nossa parte, falamos mais da conta e quando isso acontece aborrecemos as pessoas e nos comprometemos com as nossas palavras.


Pr Elis Clementino – Paulista -PE

OS PROPÓSITOS DE DEUS

ESBOÇO 621
TEMA: OS PROPÓSITOS DE DEUS
Texo: Isaías 14:27
           
            Deus tem planos para cada criatura durante a sua trajetória de vida, não quero dizer com isso que seja uma predestinação, mas devemos levar em consideração o livre arbítrio que Deus conferiu ao homem para fazer as suas escolhas. Os projetos de Deus vão sendo realizados conforme a sua vontade e a condição favorável que o homem ofereça perante Deus (Dt 28:1-4), embora de um modo geral ele trabalhe na vida de todos debaixo do sol, também o homem não deve transferir a culpa para Deus daquilo que às vezes não dão certo, pois entendemos que a nossa contribuição é indiscutível para que projetos de Deus sejam concretizados. A vida é cheia de escolhas e cabe ao homem escolher o mal ou o bem (Dt 11:26-28), e se ele permite ou não que Deus trabalhe em seu favor, embora muitas vezes ingratos sem compreender os favores de Deus. O trabalhar de Deus na vida de um indivíduo o incomoda por causa dos seus limites e da sua incompreensão, o que Deus faz o indivíduo não entende de imediato (Jo 13:7). Essa palavra de Jesus pode ser aplicada concernente aos seus propósitos sobre os crentes.

Os propósitos
Há alguns vultos importantes na Bíblia que houve caminhos traçados por Deus desde o começo da sua idade, isso não deve ser considerado como regras, pois não se sabe como se processou esse relacionamento entre Deus e eles, mas sabe-se apenas que é propósito da parte do Senhor. Todos os projetos de Deus para a humanidade começou apenas em um homem “Adão” e vários outros que se destacaram na historia da humanidade:

Noé, homem integro que Deus o conservou em vida para dar continuidade à vida na terra, por causa da sua integridade e fidelidade ao Senhor (Gn 6:5,8,9,11,12, 23), o propósito de Deus era conservar a vida, mas para que tudo desse certo seria necessário ele obedecer e cumprir tudo o que o Senhor havia determinado, isso ele fez cumpriu a sua parte obedecendo o que lhe fora ordenado.

Abrão, quando falamos sobre ele podemos ver a continuidade dos propósitos de Deus para a humanidade, embora mais especificamente os hebreus. Deus mandou Abrão sair do meio da sua parentela, às vezes para que os propósitos de Deus se cumpram na vida de alguém se faz necessário: (1) ouvir a voz de Deus; (2) Tomar atitude de obediência a Deus (Gn 12:1,2), era uma escolha entre obedecer ou não. As bênçãos o seguiriam e se expanderiam para toda humanidade se ele obedecesse à voz de Deus, todas as nações seriam benditas por Abrão.

José, escolhido por Deus desde criança para salvar os Egípcios e a sua família da fome, entretanto é bom lembrar os processos que ele passou para poder chegar aonde Deus queria:
(1) Incompreendido;
(2) Criticado;
(3) Vendido;
(4) Caluniado;
(5) Preso;
Você nunca chegará ao pódio se Deus não permitir, José foi humilde e fiel o suficiente para Deus realizar os seus propósitos (Gn 41:41). Deus não exige muita coisa a não ser apenas fidelidade (Dt 10:12; Mq 6:8), essas exigências fazem parte dos propósitos divinos.

Moisés, escolhido por Deus com propósitos, durante a perseguição aos hebreus no exílio, Faraó mandou as parteiras matar as crianças do sexo masculino. Nessa época nasce Moisés e sua mãe por não poder esconder mais o lançou nas águas do Nilo em um cesto betumado para tentar mantê-lo vivo (Ex 2:1-7), mas ele foi achado pelas filhas de Faraó que o levou e criou o instruindo em toda ciência do Egito, jamais pensavam que ele seria o instrumento usado para a libertação dos hebreus após 430 anos de escravidão (Ex 3:10).

Davi foi um homem segundo o coração de Deus (Sl 89:20; At 13:22), ninguém é mais conhecedor dos corações do que Deus (Sl 139:3,4; Rm 8:27), ele sabia as qualidades as qualidades de Davi, ele foi o segundo rei de Judá, ele venceu o gigante Golias e tocou harpa para Saul. Uma coisa que Deus não queria era que Davi vivesse a vida inteira tocando harpa para Saul, pois os propósitos de Deus eram muito maiores.

Ninguém consegue aplacar os projetos de Deus para você, a não ser você! Continue sempre firme e confiante que tudo acontecerá dentro daquilo que foi planejado por Deus, nada impedirá. Toda ferramenta preparada contra ti não prosperará; e toda língua que se levantar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a ...; não adianta caluniar e mentir contra você tentando impedir o que Deus tem a realizar. “Porque o SENHOR dos Exércitos o determinou; quem o invalidará? E a sua mão está estendida; quem, pois a fará voltar atrás?” (Is 54:17; 27:14). “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Rm 8:28.

Pr. Elis Clementino – Paulista- PE

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