ESBOÇO 967
TEMA: HÁ LIMITE PARA
SER JUSTO E SÁBIO?
TEXTO: Não sejas demasiadamente justo, nem
demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo? Não sejas
demasiadamente ímpio, nem sejas tolo; por que morrerias antes do teu tempo? Eclesiastes 7:16-17.
É estranho
esse texto não é? Será que para o Apóstolo Paulo não há limite ao referir-se
sobre a vida justa e santa (I Tm 6:11) em relação a (Ec 7:16-17), ou são
caminhos diferentes? Devemos seguir a justiça, mas não tão justo? Se sábio, mas
não tão sábio? Será que cheio de justiça não é bom é preciso um pouco de
injustiça? Será uma contramão entre o que Paulo falou e o que está escrito em
(Ec 7:16-17)? Será que não devemos ser totalmente sábio, justo, santo, ou não?
Irei comentar de maneira rápida um pouco sobre esse assunto.
A prática
da Justiça
Justiça - A
Bíblia condena qualquer tipo de injustiça, a todos é exigida uma vida justa e
íntegra, não basta apenas que eles tenham uma vida quase justa ou quase
íntegra. A integridade e justiça devem ser completas, a integridade é
a qualidade “daquilo que está inteiro, que não sofre qualquer diminuição;
plenitude, inteireza.” A honestidade é um alto padrão de qualidade, como honra,
mérito, verdade e decência, se desejamos que as pessoas sejam justas conosco,
devemos ser justos para com elas “Portanto,
tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós...” (Mt
7:12). Ser Justo deve ser uma das características importante e permanente da
vida cristã, por isso devemos oferecer nossos membros a Deus como instrumento
de justiça (Rm 6:13; 18), por isso é estranho a expressão “não seja
demasiadamente justo”. A justiça é uma das condições para seguir a Jesus, ele
fala que devemos renunciar tudo (Lc 14:33), mas não basta só isso e sim amá-lo
acima de todas as pessoas (Lc 14:26). Deve haver “flexibilidade” em relação à
justiça? Qual o limite da prática da justiça? Em relação ao que está escrito em
(Ec 7:16)? “Porque vos digo que, se a
vossa justiça não exceder a dos fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos
céus” (Mt 5:20).
É um dever
termos uma conduta justa (Ec 12:13,14). As duas perguntas são interessantes e
merece apreço “Por que destruiria a ti mesmo?” Devemos estar conscientes que há
certas coisas que praticadas em excessos podem causar a destruição “Não
sejas demasiadamente justo” aqui não se trata da intensidade com que o
indivíduo pratica a justiça, “mas sim o que exige ser tratado conforme a sua
própria justiça”, dessa maneira ele pode destruir a si mesmo. Jó certa ocasião
pretendia ser mais justo que Deus “...porque
se justificava a si mesmo, mas do que a de Deus” (Jó 32:2). Em (Ec 7:16) o
autor do livro apresenta que o justo sofre apesar da sua justiça, e o ímpio
pode prosperar apesar da sua impiedade, por isso não devemos considerar por
sermos justos e nada sofrermos, em (Jó 9:10-11; 21:9,11) a prosperidade dos
ímpios eram vistas como uma injustiça divina, e o sofrimentos do justo como uma
injustiça. Asafe (Sl 73) via a prosperidade dos ímpios como que se Deus fosse
injusto para com ele, e isso lhe incomodou muito até enquanto não orou quanto a
esse respeito (Sl 73:17-28), quando você ora e se aproxima de Deus a sua visão será
completamente outra sobre esse ponto de vista.
Não há
limite para ser sábio, justo e santo, porém quando desejamos ser reconhecido e
tratado conforme a nossa justiça estamos exagerando e destruindo a nós mesmos. Ser
justo é o nosso dever independente de circunstâncias, devemos ter muito cuidado
para não nos destruirmos antes do tempo, ou seja, de maneira precoce com as
nossas atitudes fora do controle. Nunca seja uma pessoa que se julgue justo,
sábio ou demasiadamente santo com o propósito de ser reconhecido por que assim
destruiria a ti mesmo, o indivíduo que pensa nisso não quer ser destruído (Ec
7:16,17). Todo exagero é prejudicial, esse texto adverte até os ímpios para não
serem demasiados nas suas injustiças, pois a moderação é um poder prolongador
da vida, da mesma maneira não imitar os piedosos exagerados, a sensatez é o
fundamento do equilíbrio.
Pr. Elis
Clementino
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