ESBOÇO 970
TEMA: O JUSTO NÃO PROSPERAR É UMA INJUSTIÇA DIVINA?
TEXTO: “...Por que prospera o caminho dos ímpios? Por
que vivem em paz os que procedem perfidamente” (JEREMIAS
12:1).
Há uma visão completamente
distorcida a respeito da prosperidade das pessoas, essa maneira de olhar pode
levar o indivíduo a crer que Deus é injusto nesse ponto de vista, entre o justo
e o ímpio. Alguns homens que tiveram experiencias com Deus pensaram as mesmas
coisas, atualmente muitos têm esse mesmo conceito, por que os justos sofrem? E
quando é que sou próspero?
Individualmente cada pessoa
tem o seu modo peculiar de vida, ele é responsável pelas suas decisões e
escolhas, entre elas a possibilidade de desenvolverem as suas potencialidades,
pois tudo que vier as tuas mãos faze-as com todas as tuas forças (Ec 9:10).
Cada indivíduo deve aproveitar bem o seu tempo neste mundo, e não se queixar
dos outros seus próprios fracassos, cada indivíduo leve em consideração o que
semeou, pois só ele colherá (Pv 14:14), aqui não se trata de predestinação, mas
de escolhas. “Plantar é opcional, mas colher é obrigatório”
A prosperidade dos ímpios
Ela faz duvidar da justiça de
Deus, embora seja revelado o fim deles. Algumas personagens bíblicas tiveram
esse mesmo conceito, mas depois entenderam que o resultado dos justos não era o
mesmo dos ímpios.
Jó na sua angústia mostra que
os ímpios, muitas vezes, gozam prosperidade nesta vida, isso lhe causou profundo
sofrimento (Jó 21:1-26); Asafe ao ver a prosperidade dos ímpios ficou abalado e
quase seus pés escorregavam pela sua inveja dos ímpios (Sl 73:2). Ainda hoje
muitos religiosos tem o conceito que o justo nada sofrerá, e se estiver
passando por dificuldades é a ausência de Deus. Devemos levar em consideração
duas coisas ditas pelo sábio “No dia da
prosperidade, goza do bem, mas no dia da adversidade, considera; porque também
Deus fez este em oposição àquele...” ARA (Ec 7:14). Debaixo do céu a proposito
para todas as coisas, da maneira que sofre o ímpio sofre o justo “Tudo sucede
igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como
o impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim como ao
pecador; ao que jura como ao que teme ao juramento. Este é o mal que há entre
todos debaixo do sol: que a todos sucede o mesmo...” (Ec 9:2-4). Nesta vida
estamos debaixo do mesmo teto, sofre o ímpio e sofre o justo.
Não se embraveça ou fique
tristes por causa da prosperidade dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que
praticam a iniquidade, por que cedo serão ceifados como a erva, e murcharão
como a verdura (Sl 37:1,2). Olhar para a prosperidade pode abalar a fé do
crente, Asafe quando buscou ao Senhor logo viu o resultado dos ímpios, então
ele preferiu continuar com Deus; “Assim, me embruteci e nada sabia; era como
animal perante ta. Todavia, estou de continuo contigo; tu seguraste pela minha
mão direita. Guiar-me-ás com teu conselho e, depois me receberá em glória. A
quem tenho eu senão a ti? Na terra não há quem eu deseje além de ti. A minha
carne e o meu coração desfalecem; mas Deus é a fortaleza do meu coração e a
minha porção para sempre (Sl 73:22-26). Os ímpios mesmo na prosperidade estão
distante de Deus, o tem nos lábios, mas o coração distante de Deus (Jr 12:2).
As aflições desta vida são
frutos do que semeamos lá atrás, as necessidades estão presentes no nosso viver
até o final da vida aqui. “Tenho-vos dito
isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom
ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16:33). A prosperidade independe da sua
religiosidade, ela é fruto de muito trabalho e não fruto da sua religiosidade
como muitos pensam e pregam, Deus lhe dá tudo, não precisa trabalhar “do suor
to teu rosto comerás” (Gn 3:19), se assim fosse o que dizer dos apóstolos entre
eles Paulo “quem não quiser trabalhar que não coma” (2 Ts 3:10,11), ele
trabalhou arduamente para não viver as custas dos irmãos. A desocupação só lhe
trará problemas e pobreza (V11). A prosperidade foi prometida a Israel como
nação (Dt 28), mas que cada cidadão daquela terra teria que desenvolver o seu
potencial para poder prosperar. Cuidado com a doutrina de que você tem que ser
próspero financeiramente, leve em consideração o fruto do seu trabalho, Deus não
tem obrigação de ti fazer rico, o seu desejo maior é que sejamos ricos
espiritualmente, e não quanto mais espiritual mais bem sucedido.
Como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas
enriquecendo a muitos; como nada tendo, e possuindo tudo. (2 Co 6:10)
Pr. Elis Clementino
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