ESBOÇO 1023 A BENÇÃO QUE ENRIQUECE.

ESBOÇO 1023 *
TEMA: A BENÇÃO QUE ENRIQUECE.
TEXTO: Provérbios 10:22 - A benção do senhor é quem enriquece e não acrescenta dores.
Autor: Pr. Elis Clementino
 
Introdução:
Vivemos em uma sociedade obcecada por riqueza, em que o valor de uma pessoa é muitas vezes medido pelo que ela possui e não pelo que ela é. Homens e mulheres sacrificam saúde, família e até a fé em busca de bens que, no fim, não trazem paz, mas preocupações, noites mal dormidas e, muitas vezes, ruína eterna.
 
Mas a Palavra de Deus nos apresenta uma riqueza diferente: “A bênção do Senhor é quem enriquece, e não acrescenta dores” (Provérbios 10:22). Essa não é a prosperidade enganosa que o mundo oferece, mas uma riqueza sólida, eterna e que não destrói. Ela não se mede por cifras bancárias, mas pela presença de Deus que supre, alegra e dá paz.
 
Hoje vamos aprender que existe uma bênção que enriquece de verdade — não aquela que se perde com a morte, mas a que nos acompanha para a eternidade.
 
1. As riquezas terrenas.
ü  Quando chegamos a este mundo, nada trouxemos, e da mesma forma nada levaremos (Salmo 49:16-18; 1 Timóteo 6:7). As riquezas materiais, ainda que adquiridas com esforço honesto e digno, muitas vezes se tornam fonte de preocupações, inquietações e dores.
 
ü  Alguns, movidos pela sede de ter mais, não medem consequências em sua busca por riquezas. Porém, a Bíblia adverte: “os que querem ser ricos caem em tentação e laço” (1 Timóteo 6:9). O amor ao dinheiro é a raiz de muitos males (1 Timóteo 6:10), pois desvia o coração daquilo que é essencial — o Reino de Deus (Mateus 6:33).
 
ü  Jesus provou isso ao jovem rico, não porque o rico não pudesse entrar no Reino dos Céus, mas porque muitos preferem apegar-se aos bens terrenos em vez de priorizar a vida eterna (Mateus 19:24). O desejo desmedido de possuir pode levar à cobiça, à inveja e à indiferença quanto ao que realmente importa: a salvação e a comunhão com Deus.
 
2. A doutrina da prosperidade.
Em nossos dias, há uma enxurrada de mensagens que associam prosperidade espiritual a riquezas materiais. No entanto, possuir muito dinheiro não é prova de aprovação divina. Se assim fosse, como explicaríamos a vida dos apóstolos que morreram pobres, dependendo de doações e sofrendo privações?
 
Jesus mesmo nos alertou com a parábola do rico e Lázaro: o rico tinha de tudo, mas não tinha Deus; Lázaro nada possuía, mas herdou a eternidade (Lucas 16:19-31).
 
A verdadeira prosperidade está em ser rico diante de Deus (2 Coríntios 6:10). As riquezas mal adquiridas trazem dores e consequências amargas, e muitos hoje sofrem por terem construído sua vida sobre fundamentos instáveis.
 
3. Contentando-se com o que tem.
ü  Contentar-se com o que se possui é um sinal de sabedoria e maturidade espiritual. Isso não significa viver na inércia, sem produzir ou lutar por um futuro melhor, mas compreender que o trabalho deve ser encarado como honra e responsabilidade diante de Deus (2 Coríntios 11:27; 1 Tessalonicenses 2:9; 2 Tessalonicenses 3:8,10).
 
ü  A preguiça, por outro lado, leva à ruína. Salomão nos aponta o exemplo das formigas (Provérbios 6:6), que trabalham no verão para ter sustento no inverno. Muitos querem desfrutar da provisão sem esforço, esperando milagres sem se mover. Mas Deus honra a diligência e o esforço, e o fruto do trabalho traz dignidade, sustento e gratidão.
 
4. A verdadeira grandeza
A verdadeira grandeza não está em casas, carros ou bens terrenos, mas em ter o Senhor como porção e herança (Números 18:20). Posso ilustrar isso com uma experiência: certa vez sonhei que havia falecido o homem mais rico de uma rua muito conhecida. Pela manhã, ao conversar com minha esposa, ficamos a conjecturar qual rico teria morrido. Pouco depois, a notícia chegou: quem havia partido era o irmão Alfredo, um crente humilde, fiel e grande auxiliador na evangelização.
 
Diante de Deus, ele era o mais rico daquela rua, porque sua vida estava marcada por fé e dedicação ao Senhor. Assim, a verdadeira riqueza não se mede pelo que possuímos aqui, mas pela eternidade que nos aguarda.
 
Conclusão:
Amados, a bênção do Senhor enriquece e não acrescenta dores. Devemos valorizar o que conquistamos com esforço, mas sempre reconhecendo que tudo vem de Deus, para que Ele seja glorificado em nossas posses. Que sejamos agradecidos, pois o maior tesouro que temos é o próprio Senhor, nossa herança e verdadeira riqueza.

 


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