ESBOÇO 1140
TEMA: NÃO HÁ VITÓRIA SEM BATALHA.
“Então, voltaram todos os homens de Judá e Jerusalém, e Josafá, à frente deles, para irem a Jerusalém com alegria, porque o SENHOR os alegrara acerca dos seus inimigos” (2 CRÔNICAS 20.27).
Ninguém está isento de ter inimigos, pois eles surgem muitas vezes através de coisas fúteis, desde uma pequena desavença a uma grande guerra. Em algumas ocasiões nos encontramos em situações difíceis com que se diziam amigas, mas que por motivos fúteis se tornaram inimigas, as vezes tendo que fazer alguma coisa para reverter e até lutar para nos defender. Josafá rei de Judá foi desafiado pelos seus numerosos inimigos, no entanto ele teve que buscar uma saída para não ser destruído pelos seus inimigos.
COMO NOS COMPORTAR DIANTE DOS NOSSOS
INIMIGOS?
Em cada situação deve-se ter uma maneira de agir, dependendo do nosso oponente, pois cada inimigo tem as suas estratégias para nos confrontar, intimidar e até que gere medo, pois é exatamente nesse momento que necessitamos de comedimento, paciência, força, coragem e determinação, sobretudo buscar a Deus. Sigamos os exemplos de Josafá e Neemias, antes eles oraram a Deus para poder agir e em seguida estudar qual a estratégia usada pelo inimigo e não desviar dele o foco (Ne 6.3).
OS INIMIGOS DE
JOSAFÁ.
Os inimigos de Josafá eram os Moabitas e os Amonitas e juntamente com eles uma grande multidão, como é o natural de todo homem ele temeu.
O TEMOR DE JOSAFÁ
O medo se instalou no seu coração, como disse isso é normal em todo ser humano diante dos perigos (2 Cr 20.3a), mas o medo foi bastante proveitoso, ele foi o combustível para que Josafá busca-se a Deus. Muitas vezes só buscamos a Deus quando estamos extremamente necessitados ou com medo de algo (2 Cr 20.3; Sl 83:16,18; At 17:27).
AÇÃO E REAÇÃO
A Terceira Lei de Newton
sobre a ação e reação ele diz que para toda força de ação existe uma reação,
essa força de interação possuem o mesmo módulo e direção, mas que em sentidos
diferentes. A
reação de Josafá foi completamente diferente das dos seus antagonistas, essa
reação foi a mais acertada, “buscar ao Senhor”, pois procurar a sua ajuda em
tempos difíceis é querer vencer (2 Cr 20.12). A nossa reação deve ser com ações
de coragem e não de covardia (2 Tm 1.7). O profeta Elias fez o inverso de
Josafá (I Rs 19.3; Ec 10.4), ao invés de reunir forças e ter calma se
desesperou (Ec 10.4). Uma atitude corajosa como a de Josafá faz parte da
estratégia de quem quer vitória.
As dificuldades geram oportunidades para buscarmos a Deus, a fim de encontrarmos soluções para os nossos problemas (Mt 8.24,25).
A ORAÇÃO DE JOSAFÁ.
Josafá baseou a sua oração e confiança em Deus, em cinco verdades principais: (1) Deus tem poder sobre todas as pessoas e todas as situações (vv. 6,7); (2) Deus tem sido fiel ao seu povo, no passado e no presente (vv7-9); (3) O povo de Deus está falido sem Ele (v 12); (4) As promessas de Deus são um fundamento sólido para a fé (vv 14-17,20); (5) A presença ativa de Deus entre o seu povo resulta em livramento e vitória (v 17). (Bíblia de Estudo Pentecostal). O que nos levam a buscar o socorro do Senhor são as impossibilidades de vencermos sozinhos os inimigos que nos rodeiam (2 Cr 32.19-22; Sl 3.1-4), com a presença de Deus não temeremos por mais numerosos que sejam (2 Sm 22:30; Sl 27.3), ainda que esteja no vale da sombra da morte não devemos temer (Sl 23.4). Deus não permite que sejamos derrotados e reduzidos ao pó (Is 54.17).
RESULTADO DA ORAÇÃO.
A revelação de Deus foi extraordinária, a única maneira de ver a manifestação dele em nosso meio é através da oração e consagração (At 13.2,3). Muitas vezes o Senhor quer nos falar, mas é necessário que ele gere um motivo para nos dizer algo que necessitamos ouvir. A oração resultou em encorajamento da parte de Deus através de Jaaziel, um levita que estava mo meio da congregação, parece ter sido momento único porque não há registro sobre esse profeta que através do Espírito do Senhor encorajou o rei de Judá, entretanto devemos reconhecer que só haverá avivamento e encorajamento da parte de Deus se o buscarmos por meio da oração (2 Cr 20.14; At 4.31,33). A mensagem profética foi decisiva naquele momento, inclusive mostrando todas as trajetórias e pormenores para a peleja (2 Cr 20.15-16). O Senhor disse a Josafá a peleja é minha (Cr 20.17; Ex 14.14; 15.3), após ser ele encorajado passou a encorajar o povo para a guerra, precisamos crer no Senhor para estarmos seguros (2 Cr 20.20; Pv 29.25), louvar a Deus faz parte da estratégia para a vitória (2 Cr 20.18). Josafá encorajado organizou a marcha da seguinte forma: Cantores para louvarem ao Senhor saindo á frente dos armados, porque as estratégias de Deus são diferentes das nossas, ele se utiliza de coisas simples para confundir as que são (I Co 1.27,28) para que ninguém se glorie perante ele (I Co 1.29) “Ele é quem dá vitória ao rei...” (Sl 33.16,17; 144.10; Pv 21.31).
Quando a nossa confiança é depositada em Deus, ela nos leva ao caminho da vitória. Essa confiança deve ser permanente em quaisquer circunstancias até o fim. Deus quer sempre nos ajudar nas batalhas, mas devemos nos organizar espiritualmente tomando o caminho da oração e jejum como fez Josafá naqueles dias. A vitória foi certa (2 Cr 20.23-25) e após essa vitória ele se reuniu no vale de Beraca agradeceu a Deus e depois marcha para Jerusalém cantando e tocando os seus instrumentos (2 Cr 20.26-30). Deus ainda é o mesmo, da maneira que ele deu vitória ao rei, nos dará também, porque nele não há mudanças nem variações e sempre que clamarmos nos ouvirá (Sl 34.15). “Buscar-me-eis e me achareis quando buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29.13). Confiem no SENHOR!
Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com
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