NÃO PREGUE UNIÃO SE VOCÊ PROMOVE DESUNIÃO.

 

ESBOÇO 1137

TEMA: NÃO PREGUE UNIÃO SE VOCÊ PROMOVE DESUNIÃO.

TEXTO: SALMOS 133.

                O salmo, ou cântico 133 enfatiza a unidade entre irmãos, e os resultados que essa união trará a aqueles que o põem em prática. A desunião é destrutiva em todos os aspectos da vida do homem, por essa razão a união é ressaltada do Velho ao Novo Testamento. Sucintamente falarei sobre a desunião, união e resultados. Os obreiros não se sintam incomodados com esse assunto, apenas reveja os valores e mude.

O SALMOS 133.

Este salmo podemos dividi-lo em três elementos: (1) As qualidades da unidade entre irmãos “Óh! quão bom e quão suave é”; (2) A preciosidade do óleo que era derramado sobre a cabeça do primeiro sacerdote Arão e como o óleo escorria sobre a sua barba e vestes; (3) O orvalho de Hermom descendo sobre Sião, dali o Senhor ordena a benção e a vida para sempre. O monte Hermom é muito importante para a região de Israel, em uma região seca ele alimenta a vida ao seu redor devido ao seu congelamento.

A DESUNIÃO.

Ao falar um pouco sobre desunião, eu digo que ela enfraquece e divide, a desunião acontece em todos os seguimentos sociais, entre eles destacamos no meio religioso aonde se difunde o amor e a unidade. Na igreja de Coríntios houve dissensões e isso não foi visto com bons olhos por Paulo, para ele resolver o problema escreveu uma carta para que aquela disputa não fosse mais adiante porque enfraqueceria a unidade entre os irmãos, porém Paulo foi muito sábio para tratar da questão sem, contudo, desmerecer seus companheiros (I Co 1:10-13; 3:6-9).

VIVENDO A UNIÃO.

Ele expressa a união com grande estilo e satisfação o amor “Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união” é uma expressão que apresenta algo suave, agradável prazer para aqueles que verdadeiramente vivem em união, ela é recompensadora como o óleo precioso que descia uniformemente sobre a cabeça e a barba de Arão quando foi consagrado a sacerdote na primeira ordem a tribo de Levi, quando o óleo descia sobre a sua barba sendo tomado pela unção e descia sobre a orla dos seus vestidos (Sl 133:2). O monte Hermom, o orvalho descia sobre ele e de lá o Senhor ordena a benção e a vida para sempre (Sl 133:3).

UNIDADE NA IGREJA PRIMITIVA.

No início, ou logo no primeiro século a igreja experimentou o quanto era valiosa a comunhão entre irmãos (At 2:42-47) apresenta o resultado daquela união: (1) O milagre da salvação, as conversões aconteciam em grande número (At 1:15; 2:42-47; 4:4), além disso os milagres aconteciam (At 3:1-6; 5:1-10; 9:33-35; 9:17,18; 14:8-10; 20:9-10; 28:3-5; 28:7-9). O povo via a unidade da igreja e criam na pregação dos apóstolos, o evangelho era recebido de bom grado. O ameaçado Saulo se converte através do encontro que teve com o Senhor no caminho da Damasco, pouco se acreditava (At 9:13). Paulo começa a sua jornada cristã sob desconfiança dos apóstolos, ele sofreu até ser comprovada a sua conversão, mas ele com a sabedoria divina soube superar e se tornou um grande evangelizador e fundador das igrejas na Ásia.

A IGREJA DA ATUALIDADE.

Até o meado do século passado a igreja tinha um padrão de ensinamento doutrinário e conservador aos princípios do cristianismo. As escrituras era a base e modelo, essa foi a época que mais ganhamos almas para Cristo, seus obreiros eram homens simples e desprovidos de privilégios e interesses pessoais, os pastores eram verdadeiros exemplo de vida e fé, posso falar porque vivi boa parte desse período, mas infelizmente esse padrão foi caindo e muitos pastores se tornaram vaidosos em busca de poder e privilégios com a visão de enriquecerem, isso fez com que muitos líderes escandalizassem, por essa razão surgiu o descrédito. Pastores que apascentam a si mesmos (Ez 34:3; Jd 12). Naquela época realizei muitas cruzadas com outros companheiros cujos resultados eram surpreendentes resultavam de 150 a 200 pessoas e entregavam para Cristo, mas atualmente as pessoas passam por longe das cruzadas e nos cultos quase não há conversões, Mas porquê divisões e mais divisões porquê? Alguma coisa precisa ser feita, mas como? geralmente muitas dessas que se desligam não resistem os escândalos dos seus líderes que se envolvem e se comprometam com políticos, a final alguns deles hoje saem em páginas de jornais e em emissoras de rádio e redes sociais, esses maus exemplos faz com que muitos se desliguem até das suas próprias convenções, não os tratem como como desobedientes, esses líderes corrijam e revejam seus erros para que as pessoas acreditem no evangelho.

                É hora de rever alguns conceitos que ficaram para trás, principalmente em relação a unidade da igreja primitiva, ela crescia e se fortalecia (At 9:31). Quando a igreja está unida tudo que está ao seu redor e por onde ela passa tem vida, é como “o orvalho de Hermom”. Os líderes devem escolhidos com qualidades (At 6:3,4) para que eles promovam unidade, que eles também não se ensoberbeçam e se tornem ambiciosos e nem se contaminem, façam como os recabitas (Jr 35:1-6). Em suas cartas Paulo foi enfático sobre as qualificações, separação e consagração de obreiros. A embriaguez espiritual é muito pior do que a ingestão de álcool no corpo, e o vinho da contenda (Ef 5:18). A contenda leva o indivíduo a não refletir sobre a importância do seu chamado. O obreiro deve ter cuidado com a sua reputação espiritual e moral junto a sociedade, nada há de mais digno do que o bom nome.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

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