ESBOÇO 1484 * TEMA: O VALOR DE UM BOM NOME.

 

ESBOÇO 1484 *
TEMA: O VALOR DE UM BOM NOME.
TEXTOS: – " Melhor é a boa fama do que o melhor unguento, e o dia da morte do que o dia do nascimento de alguém. Eclesiastes 7:1; "Mais vale o bom nome do que muitas riquezas, e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro." Provérbios 22:1.
 
INTRODUÇÃO:
Imagine que você tenha muito dinheiro, possua vantagens e um status elevado na sociedade. Mas agora imagine que, ao entrar em um lugar, as pessoas olhem com desconfiança, pois sua palavra não tem valor e seu caráter é duvidoso. De que adianta ter riquezas se seu nome estiver manchado? A Bíblia nos ensina que um bom nome vale mais do que qualquer fortuna, porque a confiança é algo que o dinheiro não pode comprar. Provérbios 22:1 nos diz que um bom nome é mais valioso do que a prata e o ouro, e Eclesiastes 7:1 compara a boa fama a um perfume agradável, algo que deixa marca ao exalar de uma fragrância onde quer que passe. Hoje, vamos refletir sobre o valor do nosso nome. O que estamos construindo? Um legado de integridade ou apenas conquistas passageiras? Como seremos lembrados quando partirmos deste mundo? Vamos juntos aprender como a Bíblia nos ensina a viver de forma que nosso nome seja uma vitória para nós e para as futuras gerações.
 
1. O BOM NOME É MELHOR DO QUE A RIQUEZA.
·        O dinheiro pode abrir portas, mas um caráter sólido fortalece relacionamentos duradouros. (Provérbios 22:1).
  • A verdadeira riqueza não está no que possuímos, mas na forma como as pessoas nos lembram.
  • Exemplos bíblicos:
  • José do EgitoSua integridade vale mais que qualquer posição no palácio de Faraó.
  • Mesmo perdendo tudo, sua retidão o tornou um exemplo de fé.
2. A BOA FAMA É COMO UM PERFUME AGRADÁVEL - (Eclesiastes 7:1).
·        Salomão ressalta que o perfume pode encher um ambiente por um momento, mas a confiança de uma pessoa dura por gerações.
·        Um testemunho fiel atrai vitórias e respeito.
·        Aplicação: Como estamos sendo lembrados por aqueles ao nosso redor?
 
3. O DIA DA MORTE PODE SER MELHOR QUE O DO NASCIMENTO - (Eclesiastes 7:1b).
·        Para aqueles que vivem com um bom nome, a morte não é o fim, mas o início da eternidade com Deus.
·        Quem vive com integridade deixa um legado que ecoa por gerações
·        Exemplo: Paulo no fim da vida, pode dizer: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2 Timóteo 4:7).
 
CONCLUSÃO:
No final da vida, não seremos lembrados pelo tamanho da nossa conta bancária, pelo carro que dirigimos ou pela casa em que moramos. O que realmente terá será o impacto que teve na vida das pessoas e a marca que deixamos no mundo. A Bíblia nos ensina que um bom nome é um tesouro que vale mais do que qualquer riqueza material. Quem vive com integridade e temor a Deus constrói um legado que ecoa por gerações. Como diz Eclesiastes 7:1, uma vida bem vivida faz com que o dia da nossa partida seja mais significativo do que o do nosso nascimento – porque deixamos algo importante para trás. Hoje, a pergunta que fica para cada um de nós é: Como queremos ser lembrados? Estamos investindo em um nome digno de respeito e honra, ou apenas em bens que o tempo pode apagar? Que possamos escolher cultivar um caráter reto, ser fiel em tudo o que fazemos e viver de forma que nosso nome glorifique a Deus. Porque, no fim das contas, o maior reconhecimento que podemos receber é ouvir do Senhor: "Muito bem, servo bom e fiel!" (Mateus 25:21).
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1483 * ASSUNTO: A FÉ

 

ESBOÇO 1483 *
ASSUNTO: A FÉ
TEXTO: HEBREUS 11:1
 
INTRODUÇÃO:
A fé: o pilar inabalável da vida cristã, ela nos conecta ao sobrenatural, nos faz enxergar além do visível e nos mantém firmes mesmo diante das maiores tempestades da vida. Sem fé, não há como agradar a Deus, nem como experimentar a plenitude da Sua graça. Mas o que é fé? Como ela se manifesta em nossas vidas? Como podemos fortalecê-la para vencer desafios e crescer espiritualmente? Neste estudo, exploraremos o significado profundo da fé à luz das Escrituras, veremos exemplos inspirados de homens e mulheres que confiam em Deus e entenderemos como essa virtude essencial nos conduz a uma vida de vitória. Prepare-se para uma jornada transformadora!
 
I. DEFINIÇÃO DE FÉ.
A fé é descrita na Carta aos Hebreus:
·        "Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção dos fatos que se não veem" (Hebreus 11:1).
·        A fé é pessoal e muitas vezes difícil de explicar.
·        Ela é gerada pelo ouvir a Palavra de Deus (Romanos 10:17).
 
II. EXEMPLOS DE FÉ NA BÍBLIA.
Vários personagens bíblicos demonstraram fé em momentos desafiadores:
·        Abraão: Sua fé foi imputada por justiça (Gênesis 15:6; Romanos 4:3).
·        Moisés: Pela fé, liderou os israelitas na saída do Egito (Hebreus 11:24-25).
·        Gideão: Conduziu Israel à vitória sob orientação divina (Juízes 6:11-16).

III. A IMPORTÂNCIA DA FÉ
A fé governa nosso relacionamento com Deus:
·        Pela fé, a justiça de Deus é revelada (Romanos 1:17).
·        Sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11:6).
·        Pela fé, alcançamos a graça salvadora (Efésios 2:8-9).
·        Os milagres acontecem pela fé (Mateus 8:10; 9:22; 15:28; Marcos 5:34; Lucas 18:41-42).
 
IV. OS DESAFIOS DA FÉ.
·        A fé é provada, gerando paciência (Tg 1:2-4).
·        Somos chamados a andar por fé e não por vista (2 Co 5:7).
·        A fé se manifesta em nossas ações e atitudes.

V. O CRESCIMENTO DA FÉ.
·        A fé deve ser progressiva (2 Coríntios 4:8-9, 15,18; 5:6-7).
·        Crescemos na fé ao ouvir a Palavra de Deus (Romanos 10:17).
·        Devemos acrescentar à nossa fé virtudes cristãs (2 Pedro 1:5-7).
·        A fé pode remover montanhas e superar desafios (Lucas 17:5; 2 Tessalonicenses 1:3).
 
VI. A FÉ NOS LEVA A OLHAR PARA CRISTO.
·        Jesus é o autor e consumador da nossa fé (Hebreus 12:2).
·        Pela fé, temos esperança no que Deus tem preparado para nós (1 Coríntios 2:9).

CONCLUSÃO
A fé é o alicerce da nossa caminhada cristã, o fio que nos liga ao invisível e nos fortalece diante das adversidades. Assim como os heróis da fé indicados na Bíblia, somos chamados a confiar plenamente em Deus, independentemente das situações. Sem fé, não podemos agradar ao Senhor, mas com fé, experimentamos Seu poder, Suas promessas e a certeza da vida eterna. Ela nos conduz a Cristo, nos sustenta na jornada e nos dá esperança para o futuro. Que cresceremos diariamente na fé, permanecendo firmes até o fim, certos de que, no tempo determinado, receberemos a recompensa prometida pelo nosso Deus (2Timóteo 4:8). “Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos.” (2 Coríntios 5:7).

Pr. Elis Clementino.

 

ESBOÇO 1482 * ASSUNTO: JESUS É O CAMINHO DA SALVAÇÃO.

 

ESBOÇO 1482 *
ASSUNTO: JESUS É O CAMINHO DA SALVAÇÃO.
TEXTO: JOÃO 14:6; ATOS 4:12.
 
INTRODUÇÃO:
Hoje vamos refletir sobre uma das declarações mais profundas e exclusivas feitas por Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim" (João 14:6). Essa afirmação é central para a fé cristã, pois estabelece que Ele é o único mediador entre Deus e os homens. Em Atos 4:12, Pedro reforça esse ponto ao declarar que "não há salvação em nenhum outro, pois não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos". Diante disso, é necessário entender a profundidade do papel de Jesus como o único caminho que conduz à reconciliação com Deus e à vida eterna. Durante esta mensagem, exploraremos o contexto desse ensinamento, o que significa que Jesus é o "caminho", e o chamado à renúncia que esse caminho exige. Que possamos nos abrir para compreender a importância dessa verdade e nossa responsabilidade em proclamá-la ao mundo.
 
I. CONTEXTO.
Jesus estava dando as suas últimas instruções aos seus discípulos, nelas ele apresentava a casa do pai como a futura morada daqueles que já conheciam para onde ele iria, bem como o caminho (João 14:4). Parece que Tomé está meio distraído a respeito de tudo o que havia ouvido do seu mestre, mas Jesus refresca a memória dele dizendo: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim” (João 14:6). Aquele era um momento dramático, pois Jesus estava preste, e aquela oportunidade com os discípulos parecia a conclusão do seu discipulado.
 
II. CAMINHO.
1. Significado: Esse termo indica direção, estrada, vereda para ter acesso a um determinado lugar. Para nos locomover para algum lugar tem que existir um caminho, uma estrada, uma vereda, mas para dar acesso a Deus só há um caminho “Jesus Cristo” ele é o caminho pelo qual o homem tem acesso a salvação e a casa do Pai. Jesus usou esse termo para uma fácil compreensão e todos sabiam do que significava caminho.
 
III. JESUS, O ÚNICO CAMINHO.
Não existem outros caminhos para que o homem tenha acesso à casa do Pai, às moradas eternas, ele próprio se expressou dessa maneira: “Ninguém vai ao Pai senão por mim”, tão pouco há outro mediador (I Timóteo 2:3-6). Nenhum sistema religioso ou ideologia terá condições de conduzir, ou reconciliar, o homem a Deus e conceder-lhe a salvação. “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12).
 
IV. JESUS, A SALVAÇÃO.
Jesus, o verdadeiro caminho, para esse caminho houve um plano traçado pelo Pai para que todos pudessem ter acesso a Deus, plano esse estabelecido antes da fundação do mundo (Efésios 1:4-5; I Pedro 1:19-20). A nossa fé nele é a base central para chegarmos a Deus, mas para isso é preciso que andemos por esse caminho que é Cristo, porém, para andarmos nesse caminho precisamos entender que ele é estreito, ele é um caminho de renúncia; por isso, é necessário abandonar o fardo do pecado. “Caminho estreito” significa uma vida de renúncia, de abandono do pecado. Exemplos: Maria de Magdala que resolveu seguir a Jesus (Lucas 7:37-39; 8:2). Essa Maria foi considerada uma mulher pecadora como uma prostituta pelo Papa Gregório no ano 591 d.C., embora posteriormente reconheceu que ela não era prostituta. Outro que se dispusera a abandonar tudo e restituir o que havia defraudado alguém e seguir a Jesus foi Zaqueu (Lucas 19:8). Aquele que se dispõe a seguir a Jesus deve renunciar tudo o que possa lhe impedir de caminhar (Mateus 16:24-25; Lucas 9:23; 14:33; 19:21), esses versículos demonstram que seguir a Jesus requer uma entrega completa e disposição para renunciar a tudo que nos prende, seja nossa vontade, bem, ou até mesmo nossa própria vida (Lucas 14:26).
 
CONCLUSÃO:
Ao final dessa reflexão, somos chamados a reafirmar a verdade de que Jesus é o único caminho que nos conduz ao Pai, à salvação e à vida eterna. Não há atalhos ou outros caminhos que possam nos reconciliar com Deus; somente por meio de Cristo podemos encontrar a redenção e a verdadeira paz. Diante dessa realidade, nossa responsabilidade é clara: devemos compartilhar com todos essa mensagem de esperança, convidando as pessoas a conhecerem e a seguirem esse caminho. Seguir a Jesus exige uma disposição de renúncia, de deixar de lado o peso do pecado e abraçar uma vida de dedicação e entrega. Assim como exemplos de Maria de Magdala e Zaqueu, somos chamados a abandonar o que nos prende e nos impede de andar com Cristo. Que possamos refletir sobre nossa própria caminhada e decidir trilhar com fé e perseverança o caminho que Deus nos oferece, lembrando sempre que Ele é nossa única e segura passagem para a eternidade. A recompensa é grandiosa: paz, alegria e, ao final, a entrada no Reino celestial.
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1481 * ASSUNTO: NÃO SE APEGUE AO SEU PASSADO.

 

ESBOÇO 1481 *
ASSUNTO: NÃO SE APEGUE AO SEU PASSADO.
TEXTO: FILIPENSES 3:13.
 
INTRODUÇÃO:
O passado faz parte da nossa história, mas ele não deve definir o nosso presente nem impedir o nosso futuro. Muitas vezes, ficamos presos a lembranças que nos entristecem ou nos fazem reviver dores que já deveriam ter sido superadas. Mesmo as boas recordações podem, por vezes, trazer consigo sombras do que foi difícil. O apóstolo Paulo nos ensina, em Filipenses 3:13, que devemos olhar para frente e prosseguir, sem deixar que o passado nos prenda. Neste estudo, refletiremos sobre a importância de administrar bem nossas emoções, de não permitir que o passado governe o presente e de nos desapegarmos de velhos costumes que possam atrapalhar nossa caminhada com Deus. Afinal, quem está em Cristo é uma nova criatura, e as coisas antigas já passaram (2 Coríntios 5:17).
 
II. TRES COISAS QUE TEMOS QUE SABER ADMINISTRAR.
Essas três coisas estão presentes na vida de muitas pessoas, independentemente de classe social ou religiosa, elas podem causar problemas e afetar o desenvolvimento delas em todos os aspectos da vida, como a DEA.
a.      Depressão, é um transtorno mental caracterizado por sentimentos de tristezas, desanimo, perda de interesse ou prazer em atividades que antes apreciava.
b.      Estresse, ele está ligado ao presente, motivado pela correria e pelas fadigas do dia a dia, ele também é muito prejudicial, ele pode lhe atropelar o seu sistema emocional e se desgastar.
c.      Ansiedade, é excesso do passado, ele pode ser um entrave no seu caminho. Assim sendo, você corre o perigo de empancar no meio do caminho e não chegar a lugar algum.
 
II. O SEU PASSADO NÃO DEVE GOVERNAR O SEU PRESENTE.
O apego demais ao passado lhe faz parar no tempo. Existem muitas pessoas que nada fazem, a não ser chorar as dores do passado, isso é muito angustiante para elas, pois é, o passado se torna um pesadelo ou um fardo que a cada dia se torna mais pesado quando as pessoas não o largam, essas pessoas trazem os acontecimentos ruins do passado para o seu presente; por isso, é recomendável que elas se livrem do passado e vivam o presente com boas perspectivas do futuro, pois o passado não pode governar o seu presente. Um dos sinais de que essas pessoas, em pleno presente, estão vivendo o passado é que elas, a quem encontram pelo caminho, expõem as mágoas e os contratempos do passado. O excesso do passado lhe deprime, passando a culpar as pessoas, chorando o luto do passado. Cuidado para não ser refém do seu passado, siga em frente, porque você não sabe o que lhe reserva o amanhã (Mateus 6:34).
 
III. O APEGO AOS VELHOS COSTUMES.
O apego aos velhos e maus costumes pode deixar o indivíduo fora do reino de Deus. Jesus proferiu uma palavra: “Jesus respondeu: ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o reino de Deus” (Lucas 9:62). Paulo disse aos cristãos de Coríntios: “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criatura. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” (2 Coríntios 5:17). Não deixe os maus e velhos costumes desvirtuarem a sua visão do futuro, principalmente em relação à eternidade.
 
CONCLUSÃO:
O passado deve ser encarado como uma lição, não como uma prisão. Se ficarmos presos a ele, corremos o risco de impedir nosso crescimento e desenvolvimento espiritual. A Palavra de Deus nos ensina a avançar, deixando para trás o que já passou e nos concentrando no futuro que Ele tem preparado para nós (Filipenses 3:13). Não devemos permitir que mágoas, velhos costumes ou lembranças dolorosas governem nossa vida. Em Cristo, somos novas criaturas (2 Coríntios 5:17), chamados para viver o presente com fé e esperança, sem carregar fardos desnecessários. Portanto, siga em frente, confiante no que Deus ainda fará em sua vida. Lembre-se: quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus (Lucas 9:62). Que possamos caminhar com os olhos fixos no propósito divino, sem sermos reféns do que ficou para trás, mas usando o passado apenas como aprendizado para um futuro melhor.
 
Pr. Elis Clementino.

 

ESBOÇO 1480 * ASSUNTO: AS IGREJAS, ESMIRNA, LAODICEIA E FILADÉLFIA

 

ESBOÇO 1480 *
ASSUNTO: AS IGREJAS, ESMIRNA, LAODICEIA E FILADÉLFIA
TEXTOS: APOCALIPSE 2:8-11; 3:7-13; 3:14-22.

INTRODUÇÃO:

Desde os tempos bíblicos, Deus tem se manifestado e guiado Seu povo, exortando e corrigindo conforme necessário. No livro do Apocalipse, o Senhor revelou ao apóstolo João, enquanto este estava exilado na ilha de Patmos, mensagens específicas para as sete igrejas da Ásia Menor. Cada uma dessas igrejas recebeu uma missiva de Cristo, trazendo elogios, advertências e promessas, conforme suas condições espirituais. Neste estudo, destacaremos três dessas lojas: Esmirna, Laodiceia e Filadélfia. Cada uma delas representa não apenas realidades históricas, mas também simboliza diferentes posturas espirituais que podem ser observadas na Igreja até os dias de hoje. A análise dessas cartas nos ajuda a compreender como Deus deseja que Sua Igreja se posicione diante dos desafios espirituais, da fidelidade e da vigilância para que a Sua Igreja permaneça fiel até a sua volta. Como Deus contempla todas as coisas debaixo do sol, principalmente a Sua igreja, Ele se revela de várias maneiras por meio do Espírito Santo, nos falando e exortando a permanecermos fiéis até o fim.

I. LOCAL DA ESCRITA E DATA.

A mensagem foi revelada por um anjo do Senhor ao apóstolo João, entre os anos 70 a 95 d.C., na Ilha de Patmos, onde o apóstolo se encontrava em prisão. O anjo revelou a João a situação espiritual de cada igreja e dos seus respectivos líderes ou pastores. As sete estrelas seriam referentes aos anjos das igrejas, as igrejas foram representadas pelos sete castiçais de ouro (Ap 2:1).

II. A IGREJA DE ESMIRNA.

a.       A igreja de Esmirna recebeu uma carta, como se lê em (Apocalipse 2:8-11). O líder dessa igreja na época era Policarpo, ele era um respeitado bispo da cidade, ele nasceu em 69 d.C. e morreu em 159 d.C. Ele foi discípulo de João e um dos mártires do Cristianismo, a trágica morte de Policarpo nos deixou uma grande lição de firmeza e fé em Jesus Cristo.

  1. A sua morte, ele foi morto aos 86 anos, cujo imperador da época era Marco Aurélio. Policarpo foi preso e não negou a sua fé quando lhe perguntaram se ele blasfemaria contra Deus e negasse a sua fé nele. Porém, ele respondeu que já estava com 86 anos e nunca blasfemaria contra o rei a quem o tinha salvado. Ele manteve a sua fidelidade até a última hora. Ele foi condenado e queimado vivo em uma fogueira aos olhos de todo o povo.

Na missiva, Policarpo era pobre, porém aos olhos do Senhor ele era rico. Existem homens ricos que são verdadeiros pobres, entretanto há pobres que aos olhos do Senhor são verdadeiros ricos (Provérbios 13:7; Apocalipse 2:9). Na carta, ele recebeu elogios (Apocalipse 2:9,10), não recebeu nenhuma crítica, mas recebeu uma exortação de que fosse fiel até a morte. Policarpo foi um exemplo de líder que precisa ser seguido em nossos dias. Paulo foi outro exemplo a ser seguido pela qualidade de cristão que era, ele teve uma trágica decapitação. Para esses homens, o seu alvo maior era a promessa “Coroa da vida”.

III. CARTA A IGREJA DE LAODICEIA.

A igreja de Laodiceia era uma igreja indiferente e desinteressada, ela não levava a sério os princípios cristãos e nem as coisas espirituais, ela não recebeu nenhum elogio, apenas uma advertência, porém condicional, o zelo e o arrependimento lhe fariam participar do trono de Deus (Apocalipse 3:14-22). As igrejas cristãs e seus líderes têm oportunidade de mudar enquanto é tempo.

IV. CARTA À IGREJA DE FILADÉLFIA.

Filadélfia, uma igreja sofrida, o seu poder espiritual não era tão forte, mas havia algo que agradara ao Senhor, algo diferente das outras igrejas: “guardava a palavra da paciência”, pois nada é mais precioso para Deus do que guardar a sua palavra e não negar o seu nome. A carta traz uma mensagem para os opositores, eles causavam um grande sofrimento à igreja (Apocalipse 3:7-13). Provavelmente, não há aqui menção de judeus por nacionalidade, e sim, os falsos espirituais, os gnósticos, que certamente assediavam, talvez com a finalidade de tomá-la em templo pagão, por isso foram chamados de sinagoga de satanás (Apocalipse 2:6,15,16, 20).

CONCLUSÃO:

As cartas às joias de Esmirna, Laodiceia e Filadélfia nos ensinam lições valiosas sobre a vida cristã e o relacionamento da Igreja com Deus. Em Esmirna, aprendendo sobre a importância da fidelidade, mesmo diante da perseguição. Em Laodiceia, recebemos uma advertência contra o amanhecer espiritual e a necessidade de depender do Senhor. Já em Filadélfia, encontramos um exemplo de perseverança e compromisso com a vinda do Senhor. Que o Senhor nos ajude a fidelidade à voz do Espírito Santo até o fim da jornada, para que possamos receber a coroa da vida (2 Timóteo 2:5; 4:7-8). Nesta batalha, devemos lutar com a certeza de que somos mais que vencedores por meio d'Aquele que nos amou (Romanos 8:37-39). No entanto, para alcançarmos a vitória, é necessário refletirmos sobre a nossa caminhada espiritual. Como está sua vida devocional com Deus? Qual a sua posição hoje como membro do Corpo de Cristo? Deus faz promessas que cumpram Sua vontade. Se sua vida reflete a postura da igreja de Filadélfia, então você está no melhor caminho para ser coroado e receber a recompensa eterna.

               

              Pr. Elis Clementino.

 

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