ESBOÇO 1567 TEMA: A Palmeira, O Cedro Do Líbano, E O Edifício.

 

ESBOÇO 1567 
TEMA: A Palmeira, O Cedro Do Líbano, E O Edifício.
TEXTO: Salmos 90:12-13; Efésios 2:20-22.
Autor: Elis Clementino
 
Introdução
Ao longo das Escrituras, Deus utiliza imagens simples, porém profundamente significativas, para revelar verdades espirituais eternas. Entre essas figuras, destacam-se elementos da natureza e da construção, que ilustram o crescimento, a firmeza e a estabilidade da vida com Deus. Neste contexto, somos conduzidos a refletir sobre três símbolos marcantes: a palmeira, o cedro do Líbano e o edifício bem fundamentado.

O salmista, ao traçar um paralelismo entre árvores nobres, apresenta a palmeira e o cedro como exemplos de força, resistência e perseverança diante das adversidades. Já o apóstolo Paulo, ao falar da Igreja como um edifício espiritual, enfatiza a importância de um fundamento sólido, firmado em Cristo.

Diante disso, somos convidados a compreender que a vida espiritual saudável não é construída ao acaso, mas desenvolvida com profundidade, firmeza e propósito. Assim como essas árvores resistem às tempestades e o edifício permanece inabalável quando bem alicerçado, também o cristão é chamado a viver uma fé sólida, capaz de permanecer firme em meio às provas da vida.

A. A Palmeira
Na verdade a palmeira não é una árvore comum, mas uma referencia bíblica ao “cedro do Líbano, essa árvore é muito mencionada nas escrituras. Ela é de grande porte, conhecida por sua impressionante resistência e capacidade de permanecer firme mesmo diante das adversidades.

1.       Raízes que sustentam
Seu desenvolvimento está diretamente ligado ao seu sistema de raízes, que se espalham ao seu redor por cerca de dois metros. Essa estrutura lhe garante estabilidade e firmeza, impedindo que seja facilmente arrancada.

2.       Frutificação constante
A palmeira produz frutos “tâmaras” todos os anos, sempre na estação própria. Isso revela um ciclo contínuo de produtividade, mesmo em ambientes desafiadores.

3.       Resistência às tempestades
Mesmo diante de ventos fortes e tempestades intensas, a palmeira não se quebra. Ela se curva, balança, perde algumas folhas, mas permanece de pé. Sua flexibilidade é uma de suas maiores forças.

4.       Aplicação espiritual
Por essas características, a Bíblia compara o justo à palmeira: “O justo florescerá como a palmeira” (Salmo 92:12a). Assim como essa árvore, o cristão que está enraizado na Palavra de Deus desenvolve estabilidade, produz frutos continuamente e permanece firme mesmo em meio às lutas da vida.
 
B. O Cedro do Líbano
O cedro do Líbano apresenta um crescimento distinto da palmeira: é lento, porém constante, revelando um desenvolvimento sólido e duradouro.

1.       Crescimento das raízes antes da aparência - Diferente de outras árvores, o cedro investe, primeiramente, no aprofundamento de suas raízes. Nos primeiros três anos, suas raízes podem alcançar cerca de um metro e meio de profundidade, enquanto sua parte visível cresce apenas alguns centímetros. Isso demonstra que sua força está exatamente no que não se vê.

2.       Processo silencioso e invisível - Durante esse período inicial, a planta parece pequena e insignificante, mas, na realidade, está sendo estruturada de forma profunda. Seu crescimento ocorre de maneira invisível aos olhos, preparando-a para se tornar uma árvore forte e imponente. Como está escrito: “O justo crescerá como o cedro no Líbano” (Salmo 92:12b).

3.       Aplicação espiritual
Assim também é o crente: ao receber os ensinamentos da Palavra de Deus, ele cresce primeiro em profundidade espiritual. Antes de se destacar externamente, precisa desenvolver raízes firmes na fé. Esse crescimento, muitas vezes, não é percebido pelas pessoas, mas se revela nas provações, quando enfrenta tempestades, calor e adversidades da vida.

4.       Nutrição espiritual contínua
As raízes do novo convertido são fortalecidas gradualmente, conforme o ensino bíblico orienta:  
·         Alimentando-se com o “leite espiritual” (1 Pedro 2:2);
·         Amadurecendo no entendimento (Hebreus 5:14);
·         Sendo edificado com base sólida (1 Coríntios 3:1-15).
A Palavra de Deus contém todos os nutrientes necessários para fortalecer a fé, estruturando-a de forma segura e firme, como uma âncora da alma: “A qual temos como âncora da alma, segura e firme” (Hebreus 6:19).

C. A Confiança em Deus
A nossa confiança em Deus deve ser estruturada com a mesma firmeza e profundidade vistas na palmeira e no cedro do Líbano. Não se trata de uma confiança superficial ou circunstancial, mas de uma fé enraizada, estável e perseverante.

1.       Confiança firmada em Deus
O profeta Jeremias descreve de forma clara e inspiradora o valor dessa confiança: “Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja confiança é o Senhor” (Jeremias 17:7). A verdadeira segurança do crente não está nas circunstâncias, mas no próprio Deus.

2.       Raízes profundas e fonte constante
Aquele que confia no Senhor é comparado a uma árvore plantada junto às águas, que estende suas raízes para o ribeiro (Jeremias 17:8). Isso fala de uma vida conectada continuamente à fonte divina, onde há sustento, renovação e vida abundante.

3.       Estabilidade em tempos difíceis
Mesmo quando chegam o calor e a sequidão — símbolos das provações — essa árvore não teme. Suas folhas permanecem verdes, e ela continua frutificando. Assim é o crente que confia em Deus: permanece firme, mesmo em tempos adversos.

4.       Frutificação contínua
Os que estão plantados na casa do Senhor florescem nos Seus átrios. A sua vida espiritual não é passageira, mas constante: até na velhice continuam dando frutos, cheios de vigor e verdor.
Aplicação espiritual: Confiar em Deus é desenvolver raízes profundas nEle, viver sustentado por Sua presença e permanecer firme, independentemente das circunstâncias. Essa confiança produz uma vida estável, frutífera e perseverante até o fim.
 
D. O Edifício Espiritual
A vida espiritual do cristão é comparada a um edifício, cuja firmeza depende de um alicerce sólido. Esse alicerce é a Palavra de Deus, que sustenta e orienta todo o desenvolvimento do caráter cristão.

1.       Fundamento seguro
Jesus ilustra essa realidade em Mateus 7:24-25, mostrando que aqueles que ouvem e praticam Sua Palavra são como um homem sábio que constrói sua casa sobre a rocha: resistente às tempestades e inabalável diante das adversidades. Cristo, a pedra que sustenta o nosso edifício espiritual.

2.       Cristo como pedra angular
O alicerce da Igreja e da vida do crente é Cristo. Ele é a pedra fundamental sobre a qual toda a edificação espiritual deve ser erguida: “Sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mateus 16:18; Efésios 2:20-22).

3.       A pedra rejeitada que se tornou central
A pedra que foi rejeitada pelos edificadores se tornou a pedra angular, essencial para a construção: “O Senhor fez isto, e é maravilhoso aos nossos olhos” (Salmo 118:22; Atos 4:11). Isso revela que o verdadeiro fundamento da fé não depende da aprovação humana, mas da obediência e confiança em Cristo.

Aplicação espiritual:
Assim como um edifício depende de um alicerce firme para resistir às tempestades, nossa vida espiritual precisa estar firmada em Cristo e em Sua Palavra. Sem esse fundamento, qualquer construção — por mais bonita ou sólida que pareça — é vulnerável. A edificação de nossa fé exige atenção, obediência e continuidade, sempre ancorada em Jesus, a pedra angular.
 
Conclusão
Amados, todos esses ensinamentos nos conduzem a uma verdade essencial: nossa vida espiritual precisa de estrutura. Assim como as raízes sustentam a palmeira e o cedro do Líbano, nossas raízes espirituais devem estar firmes na Palavra de Deus, de onde recebemos vida, crescimento e estabilidade.
 
Cristo é o alicerce de tudo: “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a pedra principal, a pedra de esquina; no qual todo edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito” (Efésios 2:20-22).
 
Quando estamos firmes na Palavra, nossa estrutura espiritual se torna sólida e resiliente, assim como a palmeira, o cedro e o edifício bem fundamentado, permitindo-nos resistir às tempestades da vida e frutificar abundantemente.

 

 

ESBOÇO 1566 * TEMA: Consciência Limpa: O Segredo da Paz Interior

 

ESBOÇO 1566 *
TEMA: Consciência Limpa: O Segredo da Paz Interior
TEXTO: ATOS 24:16
Autor: Elis Clementino
 
Introdução
Nesta vida, não há nada melhor do que uma consciência boa, saudável e inculpável. Conforme a Bíblia, a nossa consciência deve ser limpa, tanto para com Deus quanto para com os homens.
 
A. Etimologia da Palavra.
A palavra consciência vem do latim com, “com” e scire (saier) “saber”. O equivalente grego a suneidesis (sanaidisas) ocorre por mais de trinta vezes no novo testamento (Atos 24:16; Romanos 2:15; 9:1; 13:5). Em seu desenvolvimento, esse termo tem servido de sinônimo de consciência no sentido de percepção. A palavra, que se originou do latim, tem sido usada na filosofia como sinônimo de “consciência”, capacidade inata ou congênita, na filosofia, que pertence à natureza de um ser, que distingue entre o certo e o errado.
 
B. Conceito de alguns pensadores:
Sócrates via a consciência como uma espécie de voz interna de advertência que ele reputava originar-se ser divino.
“O bispo Butler, filósofo e teólogo, via a consciência como uma faculdade mental e, de fato, faculdade da razão que é capaz de distinguir entre o certo e errado. Uma faculdade inerente (inseparavelmente ou que está ligada a alguma coisa), "divinamente outorgada.” “John Henry Newham acreditava que a consciência é uma espécie de visão luminosa, concedida por Deus à sensibilidade humana, mediante a qual a pessoa concorda que certas coisas são certas ou erradas"Nesse ponto de vista, a consciência é uma forma de elo entre Deus e o Homem, inerente a uma qualidade de espírito. A nenhum outro ser foi lhe dado a capacidade de entender o certo do errado.
 
A palavra consciência pode ser o sinônimo de mente ou de alma. A consciência é a faculdade de estabelecer julgamentos dos nossos atos, quando essa consciência se corrompe, não conseguimos estabelecer julgamentos justos. Ela é como um instrumento medindo as nossas atitudes. No sentido cristão, naturalmente, a consciência humana nunca se manifesta isolada, supõe-se que o Espírito de Deus tenha acesso à consciência do homem, sendo capaz de influenciá-la.
 
C. Citações Importantes:
·         “Consciência e reputação são duas coisas diferentes. A consciência deve-se a nós mesmos e a reputação deve-se ao próximo” (Agostinho).
·         Uma boa consciência é um natal permanente (Benjamin Franklin).
·         “Não há testemunha tão terrível e nem acusador tão poderoso, como a consciência, que habita no peito de todo homem” (Políbio).
·         4 “O verme da consciência observa as mesmas horas que a coruja” (Schiffer).
·          “Não confie em coisa alguma, sobretudo no homem sem consciência” (Laurence Sterne, Tristram Shandy).

D. As Reações da Consciência:
Dependendo de como o espírito humano reage ao Espírito de Deus, a consciência pode ser descrita das seguintes maneiras:
1. Fraca (1 Coríntios 8:7-12);
2. Consciência má ou contaminada (Hebreus 10:22; Tito 1:15);
3. Cauterizada (1 Timóteo 4:2). Há algumas interpretações com relação à mente cauterizada, como: marcar, produzir marcas, havia pessoas que eram marcadas com a marca do deus a quem eles adoravam. Paulo em (Gálatas 6:17) fala que trazia no seu corpo as marcas de Cristo, isso ele falava da sua verdadeira devoção a Cristo. A consciência do homem pode ser marcada ao fogo com os efeitos do pecado;
4. Consciência pura (I Timóteo 1:5);
5. Consciência livre de ofensa (Atos 24:6);
6. Consciência boa ou honrada (1 Pedro 3:16).
 
E. Deterioração da Consciência:
  • Quando uma boa consciência se corrompe, começa a afetar a fé, a sua vida de oração e comunhão com Deus, a vida de boas obras é extremamente prejudicada (Tito 1:15,16). Quem rejeita a boa consciência terminará naufragando na fé (1 Timóteo 1:19).
  • A deterioração da consciência leva o homem à vida totalmente pecaminosa, é como a prata que se torna escoria (resido silicoso que se forma juntamente com a fusão dos metais) (Isaías 1:22).
  • A deterioração leva também o homem a mudança de conduta e a dureza de coração (Jeremias 7:26; 16:12; Ezequiel 16:47).
  • Uma consciência deteriorada é incapaz de produzir boas ações.
  • Uma consciência manchada constitui um peso ou fardo na alma, de forma que para onde você vai, tem que carregar.
F. Boa Consciência:
1. Uma boa consciência inclui a liberdade interna de espírito que se manifesta quando sabemos que Deus não está ofendido por nossos pensamentos e ações (Salmo 32:1; 1 Timóteo 1:5; 1 Pedro 3:16; 1 João 3:21,22). Uma consciência boa, projeta coisas nobres, uma consciência limpa nada há que temer.
 
Introdução
A consciência manchada é um impedimento no desenvolvimento espiritual do cristão. Ela pode determinar o nosso destino. Sabemos que Deus rejeita uma mente contaminada, por ele ser santo, uma mente maldosa, uma consciência que nos acuse constantemente, sem dúvida é um estorvo de quem deseja chegar ao céu. Mantenha a sua consciência limpa para com Deus e os homens (Atos 24:16; 1 Timóteo 1:5).
 
Busca:
Enciclopédia pesquisada: teologia e filosofia.

ESBOÇO 1565 TEMA: Não Determine O Destino Dos Outros

ESBOÇO 1565
TEMA: Não Determine O Destino Dos Outros
Texto: Romanos 14:4 (ARC) “Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para o seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar.”
Autor: Elis Clementino
 
Introdução
Em Romanos 14:4, o apóstolo Paulo nos conduz a uma reflexão profunda sobre os limites do nosso julgamento: cada pessoa responde por si diante de Deus. Isso nos ensina que não nos cabe determinar o fim de ninguém, nem sua queda, nem sua permanência, pois essa é uma prerrogativa divina. Quando assumimos esse papel, ultrapassamos limites que desagradam ao Senhor.
É preciso reconhecer que somente Deus conhece plenamente o estado espiritual de cada coração. Muitas vezes, julgamentos precipitados são feitos com base em aparências, circunstâncias ou até mesmo na condição social, se alguém é pobre ou rico, mas tais critérios são falhos e injustos diante de Deus. Portanto, somos chamados não a sentenciar destinos, mas a exercer graça, prudência e temor, entendendo que cada vida está nas mãos do verdadeiro Juiz.

I. Não Meça O Espírito Pelo Patrimônio
1. Pela posição social
No meio cristão moderno, tem se difundido a chamada “doutrina da prosperidade”, que enfatiza mais o ter do que o ser. Muitas vezes, essa perspectiva acaba misturando a condição material de alguém com sua espiritualidade e até com seu destino final.
É comum ouvir nas redes sociais comentários do tipo: “Quem mendiga o pão está sendo infiel a Deus”. No entanto, esse conceito contraria claramente o ensino de Jesus na parábola do rico e Lázaro (Lucas 16:19-31).
Esse tipo de ensino é discriminatório e cruel, pois toca diretamente no sentimento de quem sofre por falta de recursos e meios de sobrevivência. A parábola nos lembra que o valor de uma pessoa não se mede pelo que possui, mas pelo coração e pela vida diante de Deus.
(Não meça a condição espiritual ou material dos outros pelos seus próprios padrões).

2. Rico E Pobre: Igualdade Diante De Deus
Provérbios 22:2 “O rico e o pobre se encontram; a todos fez o Senhor”: Esse versículo ressalta que independentemente da condição social todos tem a mesma origem, perante Deus todos são iguais. Aqueles que tiveram a oportunidade de investir que goze dos frutos da sua riqueza. Salomão diz: Eclesiastes 7:14 (ARC) “No dia da prosperidade goza do bem, e na presença do mal considera; porque também isto Deus o fez, para que o homem nada descubra do que há de vir depois dele.”
 
Paulo trás uma lição profunda sobre contentamento e simplicidade: 1 Timóteo 6:8 “Tendo, porém, mantimento e com que vestir-nos, estaremos com isso contentes.” Devemos evitar a ganância – O versículo nos alerta contra o desejo constante por mais bens materiais, mostrando que a verdadeira paz e alegria vêm da confiança em Deus, e não da acumulação de riquezas. Paulo também enfatiza que o homem deve trabalhar: “Não fomos ociosos entre vós, nem comemos de graça pão de alguém, antes trabalhamos arduamente, noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós.” (2 Tessalonicenses 3:8, ARC).  “Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto: que, se alguém não quiser trabalhar, também não coma.” (1 Tessalonicenses 3:10, ARC).
 
Ser pobre não é sinônimo de desonra. A pobreza se dá por diversos fatores, principalmente nas questões sociais. Um país onde seu povo está subjugado ou mergulhado na pobreza pelos seus governantes, poucos terão chance de terem posses. Muitos países no mundo moderno o povo se encontra em situação de extrema pobreza. Um povo pobre indefeso está subjugado às migalhas do estado. Infelizmente muitos poderosos se valem da escravidão e pobreza do povo.
 
(A verdadeira medida não está na riqueza ou na pobreza, mas na fidelidade, no trabalho e na confiança em Deus).
 
II. Jesus E Os Necessitados
Ninguém conhecia mais a necessidade do povo do que Jesus, durante o seu ministério ele conviveu com pessoas pobres ricas, ele conheceu de perto, Ele embora rico, se fez pobre. Ele viu de perto as necessidades dos seus discípulos, eles eram homens pobres e trabalhadores da pesca.
 
O próprio Jesus não tinha dinheiro para pagar o imposto, se valeu de um milagre da moeda encontrada no peixe:
Mateus 17:24-27  “Quando entraram em Cafarnaum, aproximaram-se de Pedro os que cobravam o tributo do templo e perguntaram: ‘O vosso Mestre não paga o tributo?’ Disse ele: ‘Sim.’ E, quando Pedro entrou em casa, Jesus lhe falou primeiro: ‘Que te parece, Simão? De quem cobram os reis da terra os tributos ou impostos? Dos seus filhos ou dos estranhos?’ Respondeu ele: ‘Dos estranhos.’ Disse-lhe Jesus: ‘Logo, os filhos estão isentos. Mas, para não escandalizá-los, vai ao mar, lança o anzol e pega o primeiro peixe que subir; e, abrindo-lhe a boca, encontrarás uma moeda. Toma-a e dá por mim e por ti.’”
 
(Jesus mostrou que amor e cuidado não têm preço, e que a compaixão deve guiar nossas atitudes).
 
III. A Preocupação Com O Ter
Em Mateus 6:25-34 – quatro lições principais desse trecho:
1.       Não viver ansioso pelo material – Jesus nos lembra que a vida é mais do que alimento e vestuário.
2.       Confiança na provisão de Deus – Se Deus cuida das aves e das flores, cuidará muito mais de nós.
3.       Prioridade no Reino de Deus – Buscar primeiro o Reino e sua justiça traz paz e suprimento para todas as necessidades.
4.       Viver um dia de cada vez – Preocupar-se com o amanhã é improdutivo e tira a tranquilidade do presente.
 
Conclusão
Concluímos, portanto, que não nos cabe determinar o destino dos outros, pois cada pessoa está diante do seu próprio Senhor, e é Deus quem sustenta, firma e julga o coração de cada um. Devemos abandonar julgamentos precipitados baseados em aparência, riqueza ou posição social, reconhecendo que a verdadeira medida do homem está no coração e na vida diante de Deus. A Palavra nos ensina a contentar-nos com o que temos, a trabalhar com diligência, sem sermos pesados aos irmãos, e a confiar na provisão divina, lembrando que nem mesmo Jesus, rico em essência, se colocou acima das necessidades práticas do dia a dia.
 
Ele nos mostrou compaixão, cuidado e sabedoria ao lidar com os pobres e os ricos, provando que a vida cristã não se resume ao ter, mas ao ser, à justiça e à confiança no Reino de Deus. Por isso, nosso chamado é à prudência, à misericórdia, à fé ativa e à dedicação em viver cada dia com confiança, evitando ansiedades e juízos sobre o próximo, deixando que Deus conduza cada destino segundo Sua vontade perfeita.
 
(Não somos juízes, somos servos; que Deus seja o árbitro de cada vida, e que nosso coração reflita amor, prudência e confiança n’Ele). 

ESBOÇO 1564 * TEMA: O OBREIRO E O ZELO MINISTERIAL

ESBOÇO 1564 *
TEMA: O OBREIRO E O ZELO MINISTERIAL
TEXTO: Romanos 12.11-13 “No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor; alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração; comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade.”
Autor: Pr. Elis Clementino
 
INTRODUÇÃO
A vida ministerial é um chamado sagrado que exige responsabilidade, disciplina e zelo. O apóstolo Paulo ensina que o serviço cristão deve ser marcado por dedicação e fervor espiritual. Sem cuidado e disciplina, o obreiro se torna inapto para o exercício do ministério e vulnerável a tropeços. Ser obreiro é viver com equilíbrio entre o chamado divino e a responsabilidade humana.
 
I. REQUISITOS INDISPENSÁVEIS PARA O OBREIRO ZELOSO
1. Sensatez – domínio sobre si mesmo. Ela é a capacidade de agir com equilíbrio e discernimento, mesmo em situações de pressão. Um obreiro insensato compromete sua credibilidade e pode gerar divisões no corpo de Cristo.
Exemplo Bíblico: João Marcos (Atos 15.37-38). Ele iniciou bem, mas recuou no meio do caminho, causando contenda entre Paulo e Barnabé. Com o tempo, amadureceu, e Paulo reconheceu sua utilidade (2 Timóteo 4.11).
Lição prática: O obreiro sensato aprende com os erros, reconhece seus limites e busca amadurecer espiritualmente. A falta de equilíbrio emocional pode romper relacionamentos e prejudicar o ministério.

2. Prudência – a sabedoria diante dos riscos
A prudência é a virtude que antecipa o perigo e evita decisões precipitadas. Jesus orientou os discípulos a serem “prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mateus 10.16).
Aplicação:
A imprudência ministerial pode gerar fracassos e escândalos. O obreiro prudente ora antes de agir, ouve antes de responder e espera o tempo de Deus.
Lição prática:
A prudência é o antídoto da precipitação. Quem age com calma e discernimento evita feridas desnecessárias no ministério.
 
3. Humildade – reconhecer a própria limitação
A humildade é a base da verdadeira grandeza no Reino de Deus. O obreiro humilde não se considera autossuficiente, mas dependente da graça divina. Filipenses 2.3-8 - Cristo é o modelo perfeito de humildade e obediência.
Lição prática:
Quem serve com humildade é exaltado por Deus no tempo certo. O soberbo pode até subir rápido, mas cairá com mais força.
 
4. Obediência e Submissão – chaves para o crescimento
A obediência é um dos maiores testes do caráter ministerial. Deus observa nossa fidelidade nas pequenas responsabilidades antes de nos confiar maiores (Mateus 25.23).
Exemplos bíblicos:
ü  Samuel aprendeu a ouvir e obedecer à voz de Deus sob a tutela de Eli (1 Samuel 3.1-10).
ü  Eliseu foi submisso a Elias antes de assumir o manto profético (2 Reis 2.1-18).
ü  Os discípulos de Eliseu aprenderam sob sua cobertura espiritual (2 Reis 6.1-7).

 Lição prática:
Quem não aprende a viver sob autoridade jamais estará apto para exercer autoridade. A desobediência e a insubmissão bloqueiam o crescimento espiritual e ministerial.
 
II. CONHECENDO A SUA POSIÇÃO NO CORPO DE CRISTO
Cada obreiro tem uma função específica no Reino de Deus. Ignorar seus limites é abrir espaço para confusão e desordem no trabalho do Senhor.
Texto de apoio: 1 Coríntios 12.14-20. O corpo tem muitos membros, mas todos trabalham em harmonia.

Lição espiritual:
Não invada o espaço do outro; faça bem o que Deus lhe confiou. O obreiro zeloso respeita a diversidade de dons e valoriza o trabalho dos companheiros.
 
Aplicação prática:
Trabalhe com excelência na sua área de atuação. Peça sabedoria a Deus para desenvolver seus talentos sem apagar os talentos dos outros. Nunca use um companheiro como “escada” para crescer — cresça pelos seus méritos e pelo favor de Deus.
 
Conclusão
O zelo ministerial não é apenas entusiasmo, mas compromisso contínuo com a excelência espiritual e ética. O obreiro fiel é aquele que serve com prudência, humildade e obediência, conhecendo sua posição no Corpo de Cristo. Quando há zelo, há fruto; e quando há submissão, há aprovação divina. “No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor.” (Romanos 12.11)

 

 


 


ESBOÇO 1563 TEMA: O Homem Fora Do Seu Lugar

 

ESBOÇO 1563
TEMA: O Homem Fora Do Seu Lugar
TEXTO: “Qual a ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando fora do seu lugar” PROVÉRBIOS 27:8.
Autor: Elis Clementino
 
Introdução
Nem sempre o atilamento ou esperteza mora permanentemente no homem com a finalidade de lhe proteger e faze-lo reconhecer o seu lugar certo, pois muitos deles não valorizam a sua casa, deixando-a e passando a vagear, isso talvez seja por falta de perspectiva e alvo. Podemos até elogiar o peregrino determinado, mas não para aquele que vagueia sem alvo.
 
I. Significados:
a.       Vagear – sem lugar certo, sem rumo, perambulando, ao acaso.
b.      Ninhos - Casa, família, lugar de procriação.
c.       Longe do ninho – expostos, sem segurança, longe de casa.
 
II. Perdendo-se por Vaguear.
Há um dito popular que formiga quando quer se perder cria asa. O homem se perde em vários aspectos da vida; família, emprego, saúde, amigos, posição social, da confiança, na esperança e por fim, a sua vida devocional e a sua eternidade com Deus, se tiver. Quando o homem está vageando ele se torna vulnerável sujeito a todo tipo de eventualidade ou acaso, ele anda desencontrado de si mesmo.
 
O que leva um indivíduo se tornar um andarilho? Algum motivo o leva a isso, às vezes problemas financeiros, familiares ou simplesmente por um Hobby de querer conhecer outros lugares, talvez isso seja o menos provável’.
 
(Quem se perde pelo caminho da vida não se afastou apenas dos lugares — afastou-se de si mesmo, de seus propósitos e, sobretudo, de Deus; e enquanto não reencontrar essa direção, continuará andando sem destino, mesmo que pareça estar em movimento).
 
III. No Aspecto Espiritual:
Longe de Deus o homem está desgarrado como ovelha que não tem pastor, ou alguém que o guie, cada um anda pelos seus próprios caminhos, assim como descrito pelo profeta (Isaías 53:6). Analisem a parábola do filho pródigo, deixou o seu ninho para se aventurar pelo mundo de iniquidade, ele perambulou e perdeu a sua referência, familiar, moral e espiritual e ainda a parte recebida da sua herança, ele saiu sem destino tal qual ave vageando fora do seu lugar (Lucas 15:11-32), no entanto, para ele só lhe restava um caminho, retornar para o seu ninho, o arrependimento (Lucas 15:17-20). Fazer também como Davi ao retornar o seu estado espiritual para com Deus (Salmo 51:10).
(Quem se afasta de Deus até pode experimentar o mundo, mas só encontra sentido quando decide voltar — porque o verdadeiro lar da alma não é um lugar, é a presença do Pai).

Conclusão
Em muitas ocasiões o homem sai do seu lugar para busca vantagem, mas nem sempre ele encontra e alguns deles terminam se tornando moradores de rua sem um lar. O homem sem Deus tem crise existencial, ou aquele momento que ele se questiona sobre os vários aspectos da vida e às vezes questionar a sua própria existência, devido as dificuldades que ele enfrenta.
 
Nesse momento o indivíduo faz uma revisão da sua vida cheio de dúvidas, incertezas e angústias e muitos deles chegam à conclusão que não merecem mais viver. Aqueles que se encontram nessa situação só há um caminho, reconciliasse com Deus, buscando a sua presença (Salmo 105:4; 1 Crônicas 16:11). “O Senhor está convosco, enquanto vós estais com ele, e, se o buscardes, o achareis; porém, se o deixardes, vos deixará.” (2 Crônicas 15:2b).
 
(E assim, percebemos que nenhum desvio, por mais longo ou perigoso que seja, é definitivo; sempre há um caminho de volta para a restauração, a paz e a intimidade com Deus).

 

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