ESBOÇO 1549 TEMA: OS SEGREDOS DE DEUS

 

ESBOÇO 1549 *
TEMA: OS SEGREDOS DE DEUS
TEXTO: Salmos 25:14; Lucas 10:21-24
 
Introdução
O tema é muito expressivo, pois trata do ato de Deus revelar ou declarar algo que está oculto. Os mistérios de Deus revelados a nós são particularidades d’Ele para conosco. As minúcias divinas podem ser diferentes entre indivíduos, grupos e nações. A Bíblia apresenta muitos textos sobre as revelações divinas, especialmente de Deus para os seus servos, reis e profetas. Como Davi expressa em Salmo 25:14: “O segredo do Senhor é para aqueles que o temem, e ele lhes mostra a sua aliança.”
 
I. As Revelações Divinas No Antigo Testamento
No princípio, Deus se revelou de várias maneiras aos seus servos, reis e profetas:
“Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho.” (Hebreus 1:1-2)
Exemplos de pessoas que receberam revelações:
1.       Noé – Por causa da comunhão com Deus, foi avisado sobre o dilúvio, protegendo sua família. (Gênesis 6:5-7,13-14; Lucas 17:26-29)
2.       Abraão – Deus lhe revelou planos específicos, por causa da sua obediência, dizendo:
“Ocultarei eu a Abraão o que faço?” (Gênesis 18:17)
Deus o chamou de amigo (Isaías 41:8; Tiago 2:23). Exemplo prático: a intercessão por Ló antes da destruição de Sodoma e Gomorra (Gênesis 18:23-33).
1.       Moisés – Deus se revelou na sarça ardente, instruindo-o a libertar o povo hebreu do cativeiro (Êxodo 3:1-12; 12:40-41).
2.       José do Egito – Recebeu revelações através de sonhos, que previam acontecimentos futuros (Gênesis 37:5-11).
 
II. Não Revele Os Segredos De Deus
Nem todos estão preparados para ouvir os mistérios de Deus. Alguns podem se tornar perigosos se souberem o que é particular entre você e Deus.
ü  José revelou seus sonhos a seus irmãos e quase foi morto (Gênesis 37:18-20).
ü  Sansão contou seu segredo a Dalila e sofreu consequências graves (Juízes 16:20).
ü  Ezequias revelou seus tesouros e fortalezas, que depois foram saqueados pelos inimigos (Isaías 39:1-2; 2 Reis 20:12-19).
ü  Provérbios 11:13 nos alerta sobre o perigo de compartilhar segredos: “O mexeriqueiro revela segredos, mas o fiel de espírito encobre o que se deve guardar.”
“O segredo do Senhor é para os que o temem; e ele lhes fará saber o seu concerto.” (Salmo 25:14)
“Certamente, o SENHOR Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas.” (Amós 3:7)

III. Formas De Revelação
Deus pode revelar-se:
a. Diretamente – como fez com Noé, Abraão e Moisés.
b. Por sonhos – como com Jacó e José (Gênesis 28:10-12; 37:5-11).
c. Através dos profetas – comunicação intermediária com seu povo.
d. Por arrebatamento de sentidos – como Paulo (2 Coríntios 12:7-4).
 
IV. Revelações No Novo Testamento
As primeiras revelações angelicais no Novo Testamento ocorreram para:
ü  Zacarias – sobre o nascimento de João Batista (Lucas 1:11-25)
ü  Maria – sobre o nascimento de Jesus (Mateus 1:18-25; Lucas 1:26-38)
 
V. As Revelações De Jesus Aos Discípulos
As revelações mais profundas de Jesus eram dadas em particular aos discípulos, enquanto para o público Ele falava em parábolas (Mateus 13:10-13,16-17). Em Lucas 10:21-24, Jesus agradece ao Pai pelo que foi revelado aos discípulos:
“Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste às crianças; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve. Tudo foi entregue a mim pelo Pai. Bem-aventurados os olhos que veem o que vós vedes, pois muitos profetas e reis desejaram ver o que vedes e não viram; ouvir o que ouvis e não ouviram.”
O apóstolo Paulo também recebeu grandes revelações, algumas das quais não podia revelar, sem se orgulhar (1 Coríntios 12:1-6; 2:9-11).
Como Hebreus 1:1-2 mostra, Deus passou a se revelar de maneira plena em Jesus Cristo:
“Havendo Deus antigamente falado muitas vezes e de muitas maneiras aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo seu Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem também fez o mundo.”
 
Conclusão
As maiores revelações de Deus são exclusivas e pessoais, e o Espírito Santo é o agente que nos permite conhecer os mistérios divinos (João 16:13; Efésios 3:5). Nada está oculto diante de Deus (Hebreus 4:13; Jeremias 23:24; Salmo 139:11-12; Jó 26:6; Lucas 12:2-3). Deus continua a nos revelar coisas extraordinárias, mostrando que os segredos do Senhor são um privilégio para aqueles que O temem e O servem (Isaías 46:10; Mateus 13:11).

ESBOÇO 1548 TEMA: O Limite Entre A Coragem E A Cautela

 

ESBOÇO 1548 *
TEMA: O Limite Entre A Coragem E A Cautela
TEXTOS BASE: 1 Coríntios 16:13; Efésios 5:15–16; 1 Pedro 5:8
Autor: Pr. Elis Clementino
 
Introdução
Tudo na vida possui limites, e esses limites precisam ser respeitados. Na vida cristã, não é diferente. A Bíblia nos mostra que tanto a coragem quanto a cautela são virtudes essenciais, mas precisam ser praticadas com equilíbrio. Nesta reflexão, abordaremos de maneira concisa o limite saudável entre coragem e cautela à luz das Escrituras. Embora seja um ensinamento simples, ele é raramente aplicado de forma didática na prática da igreja.
 
1. Definições de Coragem e Cautela
1.1. Coragem
A coragem é a atitude interior de firmeza e determinação que capacita o indivíduo a enfrentar riscos, desafios e adversidades sem se deixar dominar pelo medo. Ela não se restringe apenas às situações físicas ou naturais, mas se estende também ao campo espiritual, manifestando-se na perseverança da fé, na obediência aos princípios divinos e no compromisso de cumprir o propósito estabelecido por Deus.
 
1.2. Cautela
A cautela refere-se à atitude de prudência e discernimento, marcada pela atenção, pelo cuidado e pela capacidade de agir com precaução diante das circunstâncias. No âmbito espiritual, essa virtude é igualmente necessária, pois orienta decisões sábias e responsáveis. Compreender os limites entre cautela e coragem é essencial para manter o equilíbrio, evitando danos que podem surgir tanto da imprudência quanto do excesso de reserva ou temor.
 
2. A Importância Da Coragem E Da Cautela
Sem coragem, nada se conquista. Ao comissionar Josué, o Senhor lhe disse:
 
“Não te ordenei? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo, por onde quer que andares” (Josué 1:9).
A coragem é indispensável para alcançar objetivos, porém não deve ser imprudente ou desmedida. O limite entre a coragem e a cautela é a sensatez. A cautela atua como os olhos da sensatez, guiando nossas ações com discernimento.
Nessa perspectiva, estão incluídas virtudes como vigilância, firmeza e maturidade espiritual, conforme orienta o apóstolo Paulo:
 
“Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos varonilmente e fortalecei-vos” (1 Coríntios 16:13).
 
3. Os Perigos Da Falta De Cautela
A ausência de cautela e sabedoria representa grande perigo. A Palavra de Deus adverte claramente sobre isso:
“O sábio teme e desvia-se do mal, mas o tolo se encoleriza e dá-se por seguro” (Provérbios 14:16).
 
Ainda em Provérbios lemos:
“O prudente vê o mal e esconde-se, mas os simples passam adiante e sofrem a pena” (Provérbios 22:3).
A imprudência leva a decisões precipitadas e, muitas vezes, há consequências dolorosas que poderiam ser evitadas por meio do discernimento espiritual.

4. O Equilíbrio Entre Coragem E Cautela
É fundamental que haja equilíbrio entre coragem e cautela, especialmente nos momentos decisivos da vida. Todo extremo é perigoso. A coragem excessiva, sem prudência, pode comprometer não apenas projetos, mas também a própria vida.
Quando Jesus enviou os doze discípulos em missão, fez recomendações claras, destacando a necessidade de prudência:
“Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mateus 10:16).
O apóstolo Paulo reforça essa orientação ao escrever aos efésios:
“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus” (Efésios 5:15–16).

Conclusão
A coragem e a cautela devem caminhar juntas. O sucesso em qualquer área da vida depende do equilíbrio entre essas duas virtudes. O cristão, por estar inserido em uma constante batalha espiritual, precisa praticá-las diariamente, conforme descrito em Efésios 6:10–18.
 
O inimigo está sempre atento, buscando uma oportunidade para atacar: “Sede sóbrios e vigilantes; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pedro 5:8). Portanto, sejamos corajosos na fé, mas cautelosos nas decisões, vivendo com vigilância, sensatez e dependência total de Deus.

ESBOÇO 1547 TEMA: DEUS, A FONTE DE RENOVAÇÃO E ESPERANÇA

 

ESBOÇO 1547 *
TEMA: DEUS, A FONTE DE RENOVAÇÃO E ESPERANÇA
TEXTOS BASE: Isaías 40:31; Romanos 15:13
 
Introdução
O ser humano busca, ao longo da vida, aquilo que lhe proporciona prazer, alegria e esperança. No entanto, muitas vezes não percebe que tudo o que é verdadeiramente bom tem sua origem em Deus. É nEle que encontramos as fontes genuínas de renovação e esperança, capazes de sustentar o homem em todas as áreas da vida. A seguir, destacaremos essas fontes e como podemos acessá-las ainda aqui na terra.
 
I. Deus: a fonte divina de todas as coisas
É fundamental compreender que Deus é o Ser Supremo, autor e Criador do universo e da terra em que habitamos. Ele criou todas as coisas, visíveis e invisíveis, e sustenta tudo pelo poder da Sua palavra (Gênesis 1:1-2; Atos 17:24; Hebreus 11:3; Salmo 33:6). “Porque deliberadamente ignoram isto: que, pela palavra de Deus, já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste.” (2 Pedro 3:5).
 
Ao longo da história, Deus revelou Sua vontade aos profetas e aos Seus servos de diversas maneiras. Hoje, porém, Ele fala conosco de forma plena e definitiva por meio de Seu Filho, Jesus Cristo, a revelação perfeita de Deus à humanidade Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”. (Hebreus 1:1-2).
 
II. A Palavra de Deus: fonte de renovação
1.       Nada neste mundo é capaz de oferecer ao homem alegria, felicidade e renovação interior tão profundas quanto a Palavra de Deus.
 
2.       A Palavra é fonte de vida para tudo o que existe, pois por meio dela Deus criou e sustenta todas as coisas.
 
3.       Ela é inesgotável em trazer alegria, força e renovação ao nosso interior.
 
4.       Por meio da Palavra, somos inspirados a confiar plenamente em Deus e a viver cheios de esperança (Romanos 15:13).
 
5.       Tudo o que Deus criou passa por processos de renovação, e o próprio Senhor opera essa renovação por meio do Seu Espírito (Salmo 104:30). De maneira especial, essa renovação acontece no âmbito espiritual, principalmente nos momentos de maior fraqueza e necessidade (Isaías 40:29-31; 12:2). Por isso, somos chamados a buscar no Senhor o fortalecimento necessário para viver e perseverar (Efésios 6:10).
 
III. Confiança e esperança no Senhor
1.       A confiança, ou fé, que possuímos é alimentada pela Palavra de Deus. Ela é o firme fundamento e a certeza das coisas que não se veem. Somos orientados a confiar no Senhor de todo o coração, sem nos apoiarmos em nosso próprio entendimento, permitindo que Ele dirija nossos caminhos e endireite nossas veredas (Provérbios 3:5-6). Não devemos ter medo de declarar em quem acreditamos. Quando confessamos com a nossa boca que Jesus Cristo é a razão da nossa fé e esperança, nossa fé é fortalecida e reafirmada.
 
2.       A esperança permanece viva mesmo em meio às dificuldades que enfrentamos. Ela nasce da fé e está firmada nos propósitos de Deus para o nosso futuro (Romanos 15:13). Essa esperança é a expectativa confiante de que Deus continuará agindo em nossas vidas, pois é Ele quem opera em nós tanto o querer quanto o realizar, segundo a Sua boa vontade (Filipenses 2:13).
 
Conclusão:
Quando depositamos no Senhor a nossa confiança, a esperança surge e nos sustenta, mesmo diante dos problemas da vida. A confiança e a esperança caminham juntas, pois é impossível confiar verdadeiramente sem manter viva a esperança. Ambas são fortalecidas e alimentadas por meio da Palavra de Deus e da vida de oração, que nos renovam interiormente dia após dia.

ESBOÇO 1546 TEMA: A COBIÇA, O PECADO DOS OLHOS

ESBOÇO 1546 *
TEMA: A COBIÇA, O PECADO DOS OLHOS
 TEXTO: “Melhor é à vista dos olhos do que o andar ocioso da cobiça” Eclesiastes 6:9
Autor: Elis Clementino
 
Introdução
Salomão nos alerta a não sermos iludidos e que a nossa satisfação plena esteja além aquilo que possuímos. Desejar de maneira mórbida naquilo que está além do nosso alcance é pecado. Falaremos aqui sobre a cobiça e as consequências que ela trás.
 
I. Significado de Cobiça
·         Desejo intenso de possuir algo que pertence a outra pessoa.
·         É querer possuir outra pessoa como propriedade sua a todo custo. Essa é uma lei explicita nos dez mandamentos (Êxodo 20:17: Atos 20:33).
 
II. Exemplos de Cobiça na Bíblia
1.       Acã – cobiçou e roubou dos inimigos de Israel a capa babilônica e uma cunha de ouro.
(Josué 7:19-21)
2.       Davi – cobiçou a mulher de Urias, o heteu. (2 Samuel 11:1-3)
3.       Absalão – cobiçou o trono do pai. (2 Samuel 15:2-6)
4.       Adonias – se exaltou e tentou usurpar o trono, preparando carros, cavaleiros e cinquenta homens que corressem adiante dele. (1 Reis 1:5)
5.       Acabe – cobiçou a vinha de Nabote; Jezabel prometeu entregá-la em sua mão. (1 Reis 21:7-13)
6.       Geazi – cobiçou os presentes oferecidos por Naamã a Eliseu, resultando em lepra para si e seus descendentes. (2 Reis 5:27)
7.       Hamã – cobiçou a posição do rei Assuero, suas vestes, anel, roupa, coroa e cavalo; mostrando que “o homem nunca se satisfaz quando a cobiça domina o coração”. Ester 5:13
"Mas todos os dias que Hamã via Mordecai no pátio do rei, e não se levantava nem se punha em pé perante ele, Hamã se enchia de grande ira contra Mordecai." (Mostra o início de sua ambição e ressentimento). Ester 6:6-9
"Então o rei disse a Hamã: Que se fará a um homem a quem o rei deseja honrar? Hamã pensou consigo mesmo: A quem quer que o rei deseja honrar, quem seria mais do que eu? Então Hamã disse ao rei: A quem o rei deseja honrar, que se ponha sobre ele a roupa régia que o rei costuma usar, e o cavalo sobre o qual o rei cavalga, e um dos principais príncipes do rei deve guiá-lo pela cidade..." (Mostra sua ambição desmedida e como ele sonhava em ser exaltado.)
 
A cobiça, quando domina o coração, leva à desobediência, ao pecado e à destruição, como mostram os exemplos de Acã, Davi, Absalão e outros na Palavra de Deus.”
 
Provérbios 27:20"A sepultura e o inferno nunca se fartam; assim os olhos do homem nunca se satisfazem."
O homem nunca se satisfaz quando a cobiça domina o coração.
 
III. O Preço da Cobiça
1.       Acã – foi punido por sua cobiça; Israel sofreu derrotas inesperadas e, por fim, Acã pagou com a vida.
(Josué 7:8,25)
2.       Davi – sua cobiça deu origem ao pecado; o pecado consumado gera a morte. Ele não vigiou, e a lição é que devemos estar atentos. (Tiago 1:15; Romanos 6:23a; I Pedro 5:8)
3.       Absalão – sofreu ao desejar o trono do pai; ficou preso em uma árvore enquanto fugia e foi morto por Joabe. (2 Samuel 18:9-15)
4.       Adonias – (mesma sequência do item II; você não incluiu a consequência ainda, mas biblicamente Adonias foi impedido de reinar e acabou executado posteriormente). (1 Reis 1:5,38-53)
5.       Acabe e Jezabel – pagaram com a vida a crueldade contra Nabote. (1 Reis 21:23; Gálatas 6:7)
6.       Geazi – tornou-se leproso ao desejar os presentes de Naamã; a lepra passou também para sua descendência. (2 Reis 5:20-27)
7.       Hamã – foi levado à forca por sua ambição desmedida. (Ester 5:13; 6:6-9)
 
A cobiça é o pecado dos olhos que cega a alma, tornando desejo o senhor da razão. O pecado dos olhos nasce no olhar que não se contenta - Elis
 
Conclusão
Portanto, todo homem pode controlar seus desejos mórbidos ou doentios. A cobiça nasce no coração do homem (Marcos 7:21-22), mas cabe a ele dominá-la (Gênesis 4:7). Ninguém está isento dos desejos; eles fazem parte da natureza humana. Quem quer demais nada tem, e quando desejamos coisas além das nossas possibilidades, caímos em tentação (Romanos 12:16). A ambição desmedida pode afastar o homem do reino de Deus. “Melhor é a visão dos olhos do que o desejo insaciável da cobiça” (Eclesiastes 6:9). Portanto, contente-se com o que você tem e, se desejar mais, conquiste-o pela força do seu trabalho.

  


ESBOÇO 1545 TEMA: NÃO É NOSSA A OBRA: O ESPÍRITO SANTO COMO AGENTE DA RECONSTRUÇÃO

ESBOÇO 1545
TEMA: NÃO É NOSSA A OBRA: O ESPÍRITO SANTO COMO AGENTE DA RECONSTRUÇÃO
TEXTO: “Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos” ZACARIAS 4:6b
 
Introdução
A mensagem de Deus nos dias de Zacarias pode ser aplicada como lição aos cristãos de hoje. Deus sempre esteve no controle de toda a história da humanidade, principalmente em relação ao seu povo. Ele está atento a todas as ações humanas, às boas e às más; ele tem maneiras de como controlar todas as coisas. Deus tem tempo e modo para agir, não segundo os nossos propósitos, pois nem sempre as coisas são como gostaríamos que fossem, porém devemos entender que não viemos a este mundo para consertá-lo como se fôssemos Deus, e se você tentar fazer isso, vai acabar se prejudicando. A reconstrução do novo templo seria por meio da ação divina, pois Deus estava preparando tudo para que a obra fosse iniciada.
 
I. Contexto Histórico
No quarto ano do reinado de Dario, por volta de 520 a 518 a.C. (Zc 1:1; 7:1), com o seu contemporâneo Ageu, Zacarias teve um papel fundamental ao organizar e inspirar os judeus a terminarem a construção do templo (Ed 5:1; 6:14). Deus levanta pessoas para fazerem a sua obra. Zacarias teve uma grande revelação sobre Zorobabel, que nada impediria de ele realizar a obra por meio dele.
Durante a monarquia, o templo passou por vários ciclos de profanação e restauração; contudo, o Senhor permitiu que o templo construído por Salomão fosse totalmente destruído por Nabucodonosor, rei de Babilônia, em 586 a.C. (2 Reis 25:13-17; 2 Crônicas 36:18, 19). Com o templo destruído, o povo ficou sem o lugar para a adoração a Deus. Passados cinquenta anos, Deus levanta o rei Ciro e fala ao seu coração para autorizar a volta dos cativos de Babilônia para a Palestina e reconstruir o templo (Esdras 1:1-4); porém, o homem que Deus escolheu para dirigir a reconstrução do templo foi Zorobabel (Esdras 3:8), sob a oposição do povo daquela região (Esdras 4:1-4). Dez anos mais tarde, a edificação teve o seu início.
O uso da força e da violência pode atrapalhar a construção de alguma coisa que queremos realizar na obra de Deus. A palavra do Senhor para Zorobabel foi: “Não por força, nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor”. A obra de Deus não é estabelecida e realizada com base nos méritos das realizações humanas. Dentro desse contexto, eu desejo trazer para o presente, mediante as oposições, para que a obra de Deus seja realizada. No contexto atual, o povo judeu tem a esperança de construir o templo que fora destruído nos anos 70 d.C. e que ele seja erguido para adoração em Jerusalém.
 
II. Na igreja de hoje.
Quando nos referimos à igreja, nem sempre podemos resolver todos os problemas que existem dentro dela. Muitas vezes, o líder quer usar seus méritos revestidos de autoridade excessiva ou desmedida para corrigir alguma coisa que, ao seu ver, não está bem.
 
No entanto, nos esquecemos de que a obra não é nossa. Houve muitos problemas nas igrejas estabelecidas no Novo Testamento; por essa razão, Paulo escreveu várias cartas para corrigir, porém, as cartas enviadas por Paulo nem sempre resolviam os problemas internos delas. Entretanto, era necessário escrever novas cartas, algumas delas com o mesmo destino, rogando até pela compaixão de Deus, como escreveu aos Romanos 12:1.
 
Será que os crentes não liam as cartas? Com certeza, liam, mas nunca foi possível consertar o coração dos homens; essa é uma obra que só será realizada pelo Espírito Santo e não pela força.
 
As cartas do apocalipse foram insuficientes para consertar as igrejas definitivamente. Embora os obreiros da época lutassem por isso, também devemos nos esforçar no ensino da palavra, aconselhar e pedir a direção do Espírito Santo para aplicar a correção e a disciplina no momento certo, lembrando que nunca devemos regar uma planta sob a força do sol, pois isso pode matá-la. A moderação faz parte da vida ministerial.
 
III. Existem várias classes de obreiros na igreja
1.       Os “perfeitos” – não admitem erros dos crentes, porém não olham para si mesmos, nem para sua casa ou família.
2.       Os que sabem resolver todos os problemas da igreja – mas não conseguem resolver os seus próprios.
3.       Os perfeccionistas – excessivamente organizados, porém não organizam a própria vida diante de Deus.
4.       Os idealistas – acreditam que, se a igreja estivesse em suas mãos, seria um modelo para todas as outras.
5.       Os justiceiros – aqueles que querem fazer justiça à sua própria maneira.
 
IV. A Realidade Pastoral
1.       A igreja não é nossa, é de Cristo.
Há pessoas que tentam manipulá-la como se fossem donas dela.
2.       Não existe congregação perfeita.
Toda igreja é formada por pessoas imperfeitas em processo de crescimento.
3.       Somos administradores de servos e bens alheios.
Ou seja, somos mordomos, não proprietários.
4.       Nenhum homem conserta a igreja.
A transformação da igreja não depende da capacidade humana.
5.       O Espírito Santo é quem governa todas as coisas.
Ele ensina, instrui, corrige, fala e adverte cada crente à Sua maneira. Contudo, cada pessoa possui livre-arbítrio e ouve se quiser (Ap 3:13). Cada cristão é responsável por seus próprios atos. A nossa parte, como obreiros, é ensinar com moderação, em conformidade com a Palavra de Deus.
6.       A igreja, no sentido geral e universal, é santa.
 
Conclusão
Os obreiros devem agir com cuidado e fidelidade, evitando agir como o servo que tomou decisões erradas na ausência do seu Senhor. Lembre-se: Deus é o juiz e pedirá conta de todas as nossas ações. Deixe que Ele realize aquilo que você não pode fazer — não pela força ou pela violência, mas pelo poder e pela direção do Espírito Santo. Confiar em Deus é reconhecer que o verdadeiro trabalho da igreja é Dele, e nosso papel é servir com sabedoria, humildade e obediência.

 

 

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