ESBOÇO 1545 TEMA: NÃO É NOSSA A OBRA: O ESPÍRITO SANTO COMO AGENTE DA RECONSTRUÇÃO

ESBOÇO 1545
TEMA: NÃO É NOSSA A OBRA: O ESPÍRITO SANTO COMO AGENTE DA RECONSTRUÇÃO
TEXTO: “Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos” ZACARIAS 4:6b
 
Introdução
A mensagem de Deus nos dias de Zacarias pode ser aplicada como lição aos cristãos de hoje. Deus sempre esteve no controle de toda a história da humanidade, principalmente em relação ao seu povo. Ele está atento a todas as ações humanas, às boas e às más; ele tem maneiras de como controlar todas as coisas. Deus tem tempo e modo para agir, não segundo os nossos propósitos, pois nem sempre as coisas são como gostaríamos que fossem, porém devemos entender que não viemos a este mundo para consertá-lo como se fôssemos Deus, e se você tentar fazer isso, vai acabar se prejudicando. A reconstrução do novo templo seria por meio da ação divina, pois Deus estava preparando tudo para que a obra fosse iniciada.
 
I. Contexto Histórico
No quarto ano do reinado de Dario, por volta de 520 a 518 a.C. (Zc 1:1; 7:1), com o seu contemporâneo Ageu, Zacarias teve um papel fundamental ao organizar e inspirar os judeus a terminarem a construção do templo (Ed 5:1; 6:14). Deus levanta pessoas para fazerem a sua obra. Zacarias teve uma grande revelação sobre Zorobabel, que nada impediria de ele realizar a obra por meio dele.
Durante a monarquia, o templo passou por vários ciclos de profanação e restauração; contudo, o Senhor permitiu que o templo construído por Salomão fosse totalmente destruído por Nabucodonosor, rei de Babilônia, em 586 a.C. (2 Reis 25:13-17; 2 Crônicas 36:18, 19). Com o templo destruído, o povo ficou sem o lugar para a adoração a Deus. Passados cinquenta anos, Deus levanta o rei Ciro e fala ao seu coração para autorizar a volta dos cativos de Babilônia para a Palestina e reconstruir o templo (Esdras 1:1-4); porém, o homem que Deus escolheu para dirigir a reconstrução do templo foi Zorobabel (Esdras 3:8), sob a oposição do povo daquela região (Esdras 4:1-4). Dez anos mais tarde, a edificação teve o seu início.
O uso da força e da violência pode atrapalhar a construção de alguma coisa que queremos realizar na obra de Deus. A palavra do Senhor para Zorobabel foi: “Não por força, nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor”. A obra de Deus não é estabelecida e realizada com base nos méritos das realizações humanas. Dentro desse contexto, eu desejo trazer para o presente, mediante as oposições, para que a obra de Deus seja realizada. No contexto atual, o povo judeu tem a esperança de construir o templo que fora destruído nos anos 70 d.C. e que ele seja erguido para adoração em Jerusalém.
 
II. Na igreja de hoje.
Quando nos referimos à igreja, nem sempre podemos resolver todos os problemas que existem dentro dela. Muitas vezes, o líder quer usar seus méritos revestidos de autoridade excessiva ou desmedida para corrigir alguma coisa que, ao seu ver, não está bem.
 
No entanto, nos esquecemos de que a obra não é nossa. Houve muitos problemas nas igrejas estabelecidas no Novo Testamento; por essa razão, Paulo escreveu várias cartas para corrigir, porém, as cartas enviadas por Paulo nem sempre resolviam os problemas internos delas. Entretanto, era necessário escrever novas cartas, algumas delas com o mesmo destino, rogando até pela compaixão de Deus, como escreveu aos Romanos 12:1.
 
Será que os crentes não liam as cartas? Com certeza, liam, mas nunca foi possível consertar o coração dos homens; essa é uma obra que só será realizada pelo Espírito Santo e não pela força.
 
As cartas do apocalipse foram insuficientes para consertar as igrejas definitivamente. Embora os obreiros da época lutassem por isso, também devemos nos esforçar no ensino da palavra, aconselhar e pedir a direção do Espírito Santo para aplicar a correção e a disciplina no momento certo, lembrando que nunca devemos regar uma planta sob a força do sol, pois isso pode matá-la. A moderação faz parte da vida ministerial.
 
III. Existem várias classes de obreiros na igreja
1.       Os “perfeitos” – não admitem erros dos crentes, porém não olham para si mesmos, nem para sua casa ou família.
2.       Os que sabem resolver todos os problemas da igreja – mas não conseguem resolver os seus próprios.
3.       Os perfeccionistas – excessivamente organizados, porém não organizam a própria vida diante de Deus.
4.       Os idealistas – acreditam que, se a igreja estivesse em suas mãos, seria um modelo para todas as outras.
5.       Os justiceiros – aqueles que querem fazer justiça à sua própria maneira.
 
IV. A Realidade Pastoral
1.       A igreja não é nossa, é de Cristo.
Há pessoas que tentam manipulá-la como se fossem donas dela.
2.       Não existe congregação perfeita.
Toda igreja é formada por pessoas imperfeitas em processo de crescimento.
3.       Somos administradores de servos e bens alheios.
Ou seja, somos mordomos, não proprietários.
4.       Nenhum homem conserta a igreja.
A transformação da igreja não depende da capacidade humana.
5.       O Espírito Santo é quem governa todas as coisas.
Ele ensina, instrui, corrige, fala e adverte cada crente à Sua maneira. Contudo, cada pessoa possui livre-arbítrio e ouve se quiser (Ap 3:13). Cada cristão é responsável por seus próprios atos. A nossa parte, como obreiros, é ensinar com moderação, em conformidade com a Palavra de Deus.
6.       A igreja, no sentido geral e universal, é santa.
 
Conclusão
Os obreiros devem agir com cuidado e fidelidade, evitando agir como o servo que tomou decisões erradas na ausência do seu Senhor. Lembre-se: Deus é o juiz e pedirá conta de todas as nossas ações. Deixe que Ele realize aquilo que você não pode fazer — não pela força ou pela violência, mas pelo poder e pela direção do Espírito Santo. Confiar em Deus é reconhecer que o verdadeiro trabalho da igreja é Dele, e nosso papel é servir com sabedoria, humildade e obediência.

 

 

ESBOÇO 1544 TEMA: A SENSATEZ E A PRUDÊNCIA.

ESBOÇO 1544 *
TEMA: A SENSATEZ E A PRUDÊNCIA.
TEXTO: O insensato faz pouco caso da disciplina do seu pai, mas quem acolhe a repreensão revela prudência - Provérbios 15:5; Eclesiastes 10:1 NVI.
 
INTRODUÇÃO
Vivemos em um tempo em que decisões precipitadas, palavras impensadas e atitudes imprudentes têm causado sérios prejuízos à vida espiritual, familiar e social. A Bíblia, porém, nos chama a um caminho mais excelente: o da sensatez e da prudência. Essas virtudes não apenas revelam maturidade espiritual, mas também demonstram temor ao Senhor e respeito às instruções que nos conduzem à vida. Conforme ensina a Palavra, o insensato rejeita a disciplina, mas aquele que aceita a repreensão manifesta verdadeira prudência. Assim, refletir sobre a sensatez e a prudência é essencial para quem deseja viver de modo sábio, equilibrado e agradável a Deus.
 
I. SIGNIFICADOS
1.       Sensatez
Sensatez é a qualidade de quem é equilibrado e ponderado, alguém que pensa cuidadosamente antes de agir. É a capacidade de avaliar situações, considerar consequências e tomar decisões de forma equilibrada e responsável. A insensatez, por outro lado, manifesta-se na precipitação, na falta de reflexão e na negligência diante dos princípios que conduzem à vida correta.
2.       Prudência
Prudência é a virtude que nos capacita a antecipar perigos e evitar inconveniências. Ela envolve cautela, reflexão, ponderação e bom senso, orientando nossas atitudes de maneira segura e equilibrada. A imprudência é a falta dessa virtude, levando a decisões precipitadas e consequências negativas.
 
A sensatez e a prudência devem ser princípios que guiam nossas vidas diariamente. Quem as pratica demonstra sabedoria, enquanto os imprudentes e insensatos são considerados tolos, porque rejeitam a disciplina e as instruções que poderiam torná-los mais sábios e prudentes (Provérbios 15:5).
 
II. A fonte da prudência.
Do Senhor procedem todas as boas dádivas, bem como a sabedoria e o conhecimento (Tiago 1:17; Provérbios 2:6-7). Contudo, a sensatez e a prudência, embora tenham origem em Deus, precisam ser cultivadas e praticadas por nós no dia a dia. Aqueles que dão valor a essas virtudes e as colocam em prática alcançam êxito em suas ações. As instruções e os princípios divinos que conduzem à prudência são oferecidos a todos, sem distinção, cabendo a cada um recebê-los e aplicá-los à própria vida (Provérbios 1:3-4).
 
III. O valor da prudência e a sensatez.
A prudência e a sensatez são virtudes preciosas e indispensáveis para orientar a nossa vida em qualquer circunstância. Aqueles que as praticam são privilegiados, pois conseguem discernir corretamente o caminho que devem seguir, enquanto a imprudência e a insensatez conduzem ao erro e ao engano (Provérbios 14:8). Na vida cristã, reconhecer o valor da prudência é essencial, pois ela está intimamente ligada ao domínio próprio, capacitando-nos a controlar as emoções e a agir com equilíbrio. A prudência nos ensina não apenas como agir, mas também quando agir, conduzindo-nos a decisões sábias e oportunas.
 
IV. Prudência nas decisões.
Todas as nossas decisões devem ser tomadas com discrição, sensatez e prudência. A Escritura afirma que o homem ajuizado sabe guardar o seu conhecimento, enquanto o tolo expõe a própria insensatez (Provérbios 12:23). Por isso, a prudência e a sensatez precisam ser nossas constantes companheiras. Atos impensados e decisões imprudentes podem comprometer não apenas a vida social, mas também a vida espiritual. Assim, é necessário refletir com cuidado antes de decidir, a fim de evitar prejuízos e consequências desnecessárias. A Bíblia nos mostra que até homens que tiveram um relacionamento íntimo com Deus, como Moisés, Davi, Salomão, Pedro e Paulo, em determinados momentos agiram de forma imprudente, e tais atitudes lhes trouxeram incômodos e consequências pessoais.
 
V. PRUDÊNCIA NAS PALAVRAS
As palavras refletem o caráter de quem fala, e por isso a prudência é essencial em nossa comunicação. O prudente mede suas palavras e pensa antes de falar, evitando causar dano ou revelar sua fraqueza. Já o imprudente expõe sua insensatez através do que diz, tornando visíveis suas atitudes tolas (Provérbios 15:28).
A Bíblia compara as palavras sábias à pena de um escritor habilidoso: precisas, fortes e capazes de transmitir a mensagem correta (Salmo 45:1). Deus nos convida a desenvolver essa sabedoria, usando a língua para instruir, consolar e orientar os outros no tempo certo (Isaías 50:4; Provérbios 15:23).
Portanto, cada palavra que proferimos deve ter o objetivo de edificar, orientar e incentivar, nunca de ferir ou destruir (Efésios 4:29; Tito 2:8). Cultivar a prudência na fala é uma expressão prática da sensatez, refletindo a maturidade espiritual e a presença de Deus em nossa vida.

VI. PRUDÊNCIA DIANTE DAS ADVERSIDADES
Nas dificuldades e desafios da vida, a prudência se torna ainda mais necessária. É fácil aconselhar os outros a manterem o controle e a calma diante das circunstâncias, mas a verdadeira prudência se manifesta quando aplicamos o mesmo cuidado em nossa própria vida (Provérbios 22:3).
O prudente sabe avaliar cada situação, medir suas ações e adaptar seu comportamento sem perder a integridade. Ele mantém a serenidade, mesmo em meio às tempestades externas, e toma decisões que preservam seu bem-estar físico, emocional e espiritual.
A prudência diante das adversidades não significa omissão ou medo, mas sabedoria para agir no momento certo, evitando atitudes impulsivas que possam gerar prejuízos. Aqueles que cultivam essa virtude conseguem enfrentar crises com equilíbrio, confiando em Deus enquanto tomam decisões sensatas e cuidadosas.

VII. A VINCULAÇÃO ENTRE PRUDÊNCIA E HUMILDADE
A prudência anda lado a lado com a humildade. Os soberbos agem com imprudência porque carecem de sabedoria, enquanto os humildes buscam orientação, aprendem com os erros e se tornam prudentes (Provérbios 11:2).
A humildade nos leva a inclinar os ouvidos para ouvir conselhos, a refletir antes de agir e a reconhecer que nossas decisões têm consequências. Quando nos aproximamos de Deus com humildade, estamos mais abertos a receber sabedoria e discernimento, tornando nossas ações mais seguras e nossas escolhas mais acertadas.
Portanto, prudência e humildade não são apenas virtudes isoladas: elas se fortalecem mutuamente. Quem é humilde aprende a ser prudente, e quem é prudente reconhece a necessidade de manter o coração humilde diante de Deus e dos outros.

CONCLUSÃO
Diante de tudo o que foi exposto, fica evidente que a sensatez e a prudência não são virtudes opcionais, mas indispensáveis à vida cristã. Elas orientam nossas decisões, governam nossas palavras, fortalecem nosso caráter e nos ajudam a enfrentar as adversidades com equilíbrio e fé. A Palavra de Deus nos exorta a não vivermos como insensatos, mas como sábios, aproveitando bem o tempo que nos é concedido. Portanto, que permitamos que a sabedoria que vem do alto molde nossas atitudes, para que, em todas as áreas da nossa vida, sejamos reconhecidos como homens e mulheres prudentes, sensatos e guiados pelo Senhor.

ESBOÇO 1543 TEMA: A BELEZA, O VALOR E O PODER ESPIRITUAL DA UNIDADE ENTRE OS IRMÃOS

ESBOÇO 1543
TEMA: A BELEZA, O VALOR E O PODER ESPIRITUAL DA UNIDADE ENTRE OS IRMÃOS
TEXTO BASE: Salmo 133:3
 
INTRODUÇÃO
O Salmo 133 é um convite à reflexão sobre a beleza e a importância da unidade entre os irmãos. Desde a primeira palavra, ele nos mostra que viver em harmonia não é apenas agradável aos olhos humanos, mas especialmente bom aos olhos de Deus. A comunhão entre irmãos é comparada a algo precioso e sagrado, capaz de trazer bênção, vida e renovação espiritual.
 
O salmo usa imagens fortes e simbólicas, como o óleo derramado sobre a barba de Arão e o orvalho do Hermom sobre os montes de Sião, para ilustrar como a unidade gera unção, sustento e prosperidade espiritual. Assim, a passagem nos chama a valorizar e cultivar a união, reconhecendo nela a manifestação da presença de Deus e a fonte de vida abundante que Ele deseja derramar sobre o Seu povo.
 
I. A EXCLAMAÇÃO DA UNIDADE (v.1)
“Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!”
1. “Quão bom
ü  Bom no sentido moral e espiritual: algo que agrada a Deus.
ü  A unidade não é apenas desejável, é aprovada por Deus.
Referências bíblicas:
ü  João 17:21 – Jesus ora para que todos sejam um.
ü  Provérbios 11:14 – Há segurança na comunhão e no conselho mútuo.
2. “Quão suave
ü  Suave = agradável, prazeroso, refrescante.
ü  A unidade gera um ambiente saudável, tanto espiritual quanto emocional.
 Aplicação:
A comunhão cristã não deve ser marcada por competição ou divisões, mas por harmonia, respeito e amor mútuo.
 
II. O ÓLEO SOBRE A BARBA DE ARÃO (v.2)
“É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes.”
1. O significado do óleo
ü  O óleo simboliza:
o   Unção
o   Consagração
o   Presença do Espírito Santo
Êxodo 30:22–30 – O óleo da unção era santo e separado para Deus.

2. A barba de Arão
ü  Arão era o sumo sacerdote, representante do povo diante de Deus.
ü  A barba, símbolo de maturidade e honra, indica que a unção:
o   Não é superficial
o   Alcança profundamente
o   Flui da cabeça para todo o corpo
A unidade começa na liderança e se espalha para todo o povo.  1 Coríntios 12:12–27 – O corpo é um, mas com muitos membros.
3. O óleo que desce
ü  A unidade verdadeira não é fabricada, ela flui.
ü  Quando Deus unge, a bênção alcança todos.
 
Aplicação:
Onde há unidade, Deus derrama Sua unção. Igrejas divididas perdem fluidez espiritual; igrejas unidas experimentam crescimento e autoridade espiritual.
 
III. O ORVALHO DO HERMON (v.3a)
“Como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião…”
1. O simbolismo do orvalho
ü  O orvalho representa:
o   Vida
o   Renovo
o   Sustento diário
Oséias 14:5 – “Serei para Israel como orvalho.”

2. Hermom e Sião
ü  O Monte Hermom era conhecido por sua abundante umidade.
ü  Sião, naturalmente mais seco, recebe simbolicamente esse orvalho. A unidade traz vida até aos lugares áridos.
Aplicação:
A comunhão entre irmãos traz refrigério espiritual, cura emocional e renovação da fé, mesmo em tempos difíceis.
 
IV. O RESULTADO DA UNIDADE (v.3b)
“Porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.”
1. “Ali”
ü  Onde há unidade, Deus se manifesta.
ü  A bênção não é acidental, é ordenada por Deus.
 Mateus 18:19–20 – Onde dois ou três concordam, Deus está presente.

2. “Vida para sempre”
A unidade aponta para:
o   Vida abundante (João 10:10)
o   Comunhão eterna
o   Testemunho ao mundo
Atos 2:42–47 – A igreja primitiva vivia em unidade e experimentava crescimento.
 
CONCLUSÃO
O Salmo 133 nos ensina que a unidade entre os irmãos não é apenas um ideal humano, mas uma realidade espiritual que nasce no coração de Deus. Quando há comunhão verdadeira, Deus se agrada, pois ela é boa, e também se torna suave, trazendo alegria e descanso para os relacionamentos. Assim como o óleo precioso derramado sobre a cabeça de Arão descia até a barba e às vestes, a unidade produz unção que flui do alto e alcança todo o corpo, fortalecendo cada membro.
 
Da mesma forma, o orvalho do Hermom que desce sobre Sião revela que a união traz vida, renovo e refrigério, até mesmo aos lugares mais secos e desgastados. Onde os irmãos vivem em harmonia, o Senhor ordena a bênção, e essa bênção não é passageira, mas resulta em vida para sempre. Por isso, somos chamados a preservar a unidade com humildade, amor e perdão, conscientes de que a comunhão entre irmãos é um testemunho vivo da presença e da ação de Deus entre nós.

 


ESBOÇO 1542 ASSUNTO: OS EXTREMOS E O TEMPO

 

ESBOÇO 1542 *
ASSUNTO: OS EXTREMOS E O TEMPO
TEXTOS BASE: Eclesiastes 7:16–18; 3:1–17

 
INTRODUÇÃO
A Palavra de Deus nos orienta em todas as áreas da vida, especialmente naquelas que dizem respeito ao nosso comportamento, escolhas e espiritualidade. Entre esses temas estão os extremos e o tempo.
Viver nos extremos — sejam eles morais, espirituais ou emocionais — traz consequências destrutivas. Da mesma forma, ignorar o valor do tempo compromete nosso crescimento e nossa missão. À luz de Eclesiastes, aprenderemos como o temor do Senhor nos livra dos excessos e nos ensina a administrar bem o tempo que Deus nos concedeu.
 
1. OS EXTREMOS
Salomão nos apresenta um princípio de equilíbrio fundamentado no temor do Senhor:
“Bom é que retenhas isto e também daquilo não retires a mão; porque quem teme a Deus escapa de tudo isso”
(Eclesiastes 7:18)
O texto não incentiva a mediocridade, mas alerta contra os exageros que nascem do orgulho, da autossuficiência e da falta de discernimento.
 
a) “Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio” (Eclesiastes 7:16)
Salomão não condena a justiça nem a sabedoria, pois ambas procedem de Deus. O alerta é contra a justiça própria e a sabedoria arrogante, que colocam o ser humano no centro e não Deus.
O sábio aos seus próprios olhos:
ü  Não aprende (Provérbios 26:16)
ü  Não ouve conselhos
ü  Torna-se espiritualmente orgulhoso
A verdadeira sabedoria reconhece limites e depende de Deus.
 
b) “Não sejas demasiadamente ímpio” (Eclesiastes7: 17)
O ímpio, nas Escrituras, é aquele que vive sem temor de Deus, desprezando Sua vontade. Aqui, Salomão alerta contra uma vida dissoluta, marcada pela rebeldia consciente.
 
c) “Nem sejas tolo”
A tolice (ou loucura, em algumas traduções) nasce da insensatez. O tolo despreza a sabedoria, ignora advertências e repete erros. A Bíblia mostra que a tolice é fonte de muitos males e sofrimento desnecessário.
 
O temor do Senhor é o equilíbrio que nos livra tanto do orgulho espiritual quanto da vida ímpia e insensata.
 
2. AS IMPLICAÇÕES DOS EXTREMOS
Salomão apresenta as consequências por meio de perguntas diretas, mostrando que nossas escolhas produzem resultados.
 
a) “Por que te destruirias a ti mesmo?” (Eclesiastes 7:16)
Todo excesso é destrutivo. O ser humano, muitas vezes, não é destruído por inimigos externos, mas por decisões equivocadas e falta de domínio próprio.
 
b) “Por que morrerias fora do teu tempo?” (Eclesiastes 7:17)
Embora o tempo esteja nas mãos de Deus, atitudes imprudentes podem abreviar uma vida útil, frutífera e cheia de propósito. Discernimento e temor do Senhor preservam a vida.
 
3. O TEMPO
O tempo pertence a Deus, mas a administração do tempo nos foi confiada. Salomão afirma:
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3:1). O apóstolo Paulo reforça essa verdade ao exortar a Igreja a remir o tempo (Efésios 5:15–16), ou seja, aproveitar bem as oportunidades que Deus concede.
 
Salomão descreve os tempos da vida:
a) Tempo de nascer e de morrer
b) De plantar e de arrancar o que se plantou
c) De matar e de curar
d) De derrubar e de edificar — o propósito final de Deus é a edificação (Jeremias 31:28)
e) De chorar e de rir (Salmos 30:5; 126:2)
f) De prantear e de dançar (Êxodo 15:20–21; Salmos 126:1–3)
g) De espalhar pedras e de ajuntar pedras
h) De abraçar e de afastar-se
i) De buscar e de perder
j) De guardar e de lançar fora
k) De rasgar e de coser
l) De falar e de ficar calado
m) Tempo de amar e tempo de odiar
n) Tempo de guerra e tempo de paz
Cada estação exige discernimento, maturidade e submissão à vontade de Deus.
 
CONCLUSÃO
Os extremos comprometem a vida espiritual, emocional e até física. A sabedoria bíblica nos chama ao equilíbrio, que nasce do temor do Senhor. O tempo governa todas as coisas criadas, mas Deus nos entregou uma porção dele para ser administrada com responsabilidade. Tempo desperdiçado não pode ser recuperado.
 
Deus julgará todas as coisas no tempo certo:
“Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo propósito e para toda obra” (Eclesiastes 3:17). Que vivamos longe dos extremos, cheios de sabedoria, sensatez e reverência, aproveitando bem o tempo que o Senhor colocou em nossas mãos.

ESBOÇO 1541 ASSUNTO: A SALVAÇÃO

 

ESBOÇO 1541 *
ASSUNTO: A SALVAÇÃO.
TEXTO: “Porque o filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” Lucas 19:10
Autor: Elis Clementino
 
Introdução
Desejo falar neste estudo, sobre a doutrina mais importante da Bíblia Sagrada, “a Salvação”, ela continua sendo a maior revelação de Deus para o homem.
 
I. O que é a salvação?
É o ato soberano de Deus para livrar da morte o homem caído devido ao pecado de Adão. Há três pilares da salvação:
1.        A graça de Deus.
2.        A fé em Jesus Cristo é a base da nossa salvação.
3.       As obras do Espírito Santo em nossos corações.
 
II. Necessidade da Salvação.
1. Todos nós precisávamos ser libertos da escravidão do pecado (Colossenses 1:13; Romanos 6:22; Gálatas 5:1). Salvação, o único meio pelo qual Deus reabilita o homem caído para dar-lhe a vida eterna. Deus não podia perder para a serpente que enganou Eva.
2. Porque o pecado entrou no mundo por um só homem e passou a todos os homens (Romanos 5:12).Por essa razão houve a necessidade de Deus executar o plano redentor.
 
III. As consequências do pecado.
1. A separação de Deus (Romanos 3:23).
2. Escravidão (João 8:34; Rm 6:16).
3. Enfermidades, fé e saúde estão interligadas (3 João 1,2; I Tessalonicenses 5:23).
4. Morte física, a qual é a separação da alma do corpo. Quando o corpo físico morre, o espírito continua vivo, ele volta para Deus (Eclesiastes 12:7).
5. Morte espiritual também é uma consequência do pecado, é perda da vida eterna (João 8:23-25).
 
IV. A provisão divina para a salvação.
O amor de Deus foi revelado para a humanidade por meio de Jesus Cristo (João 3:16). Jesus é a maior provisão da salvação, somente por ele, pois nenhum outro nome é dado entre os homens pelo qual devemos ser salvos (Atos 4:12). Jesus é a graça salvadora e por ela somos salvos, não pelos nossos méritos (Efésios 2:8-10). Não há outro mediador entre Deus e o homem a não ser Jesus Cristo (1 Timóteo 2:5), ele mesmo declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6).
 
V. A salvação é garantida.
Jesus garantiu a vida eterna para aqueles arrebatados do pecado através da sua forte mão: “Eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as arrebata da minha mão” (João 10:28). A garantia é o selo descrito por Paulo quando disse: “Nele, quando ouviste a palavra da verdade, o evangelho da nossa salvação, tendo também nele crido, fostes selados com o Espírito da promessa.” (Efésios 1:13-14). Toda obra salvadora se inicia no homem quando ele crer (Romanos 10:9-11). A palavra de Deus é a verdade e será cumprida, tudo passa, porém, as suas palavras não passam (Mateus 24:35), pois todas as suas palavras e ensinamentos estão em evidência.
 
VI. A salvação resulta em mudança de vida.
Há uma transformação quando o homem resolve crer em Jesus Cristo, é um novo nascimento (João 3:3). É um recomeço. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5:17). Sendo novo, devemos andar em novidade de vida comprovada pelas obras. “Assim também a fé, se não tiver obras, por si só é morta.” (Tiago 2:17). O que comprova que somos salvos é a nossa mudança de vida através do nosso comportamento, exemplo de fé.
 
VII. O que sentimos com a salvação em Cristo.
1. O perdão dos pecados (Salmo 32:1-5).
2. A reconciliação e presença de Deus na vida.
3. Paz interior ou tranquilidade.
4. Felicidade.
5. Certeza de.
 
Conclusão
Os efeitos do sacrifício de Jesus Cristo para a salvação do homem são sentidos em nosso ser, algo abstrato, como prazer, dor, entre outros.  Ninguém pode contestar o que outra pessoa está sentindo, assim é a felicidade causada pela salvação. Quem poderia contestar o que Paulo disse aos cristãos da Galácia? “Já estou crucificado com Cristo, e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim, e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual…” (Gálatas 2:20). Isso era algo muito particular e pessoal, ou seja, somente ele sentia. Deus capacitou o homem a sentir tudo o que está relacionado a Deus.
 

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