ESBOÇO 1581 TEMA: TRISTEZA E ALEGRIA.

 

ESBOÇO 1581
TEMA: TRISTEZA E ALEGRIA.
TEXTO-BASE: João 16:21 "A mulher ao dar à luz sente dores, mas, quando o bebê nasce, a sua angústia dá lugar à alegria, pois ela trouxe ao mundo uma criança." Isaías 66:7-9"Antes que estivesse de parto, deu à luz; antes que lhe viessem dores, nasceu-lhe um filho. Quem jamais ouviu tal coisa?"
Por: Elis Clementino
 
INTRODUÇÃO.
Jesus, ao preparar seus discípulos para os momentos difíceis que viriam com sua morte, usou uma imagem forte e cheia de esperança: a dor de uma mulher ao dar à luz. Ele mostra que a dor não é o fim, ela é a passagem para algo novo, a alegria do nascimento. Assim como as dores de parto anunciam uma nova vida, as aflições que enfrentamos muitas vezes são o prelúdio das bênçãos que Deus deseja gerar em nós.
 
Hoje, queremos refletir sobre esse paralelo: como as dores da vida podem se transformar em alegria pela ação de Deus. Como os processos dolorosos, quando vividos com fé, geram frutos eternos e nos aproximam do propósito divino.
 
I. DORES DE PARTO: SINAIS DE QUE ALGO NOVO ESTÁ PARA NASCER.
1. As dores anunciam mudanças iminentes.
Não há nascimento natural sem dor.
Deus não gera algo novo sem exigir preparo e entrega.
 
2. Deus exige entrega antes de entregar bênçãos.
Às vezes Ele tira para depois dar algo melhor (Jó 1–2; 42:10).
 
3. A vida é feita de estações:
Tempo de chorar e tempo de sorrir (Eclesiastes 3:4).
 
4. As promessas de Deus envolvem processos.
Israel enfrentou dores, mas delas surgiu a esperança (Isaías 66:7-9). Antes da alegria da restauração, veio o exílio e a dor.
 
Assim como as dores de parto fazem parte do nascimento físico, as dores da alma e da vida também acompanham os nascimentos espirituais e ministeriais.
 
II. AS DORES CAUSADAS PELAS CIRCUNSTÂNCIAS DA VIDA.
1. As provações são inevitáveis.
Todos enfrentamos perdas, doenças, frustrações e angústias.
 
2. O apóstolo Paulo sentia "dores de parto" espirituais.
o    “Estou sofrendo por vocês, como uma mulher que tem dores de parto...” (Gálatas 4:19).
o    Seu sofrimento estava ligado ao crescimento espiritual dos seus filhos na fé.

1.       As provações são instrumentos de Deus.
o    Romanos 8:28: Tudo coopera para o bem.
o    Eclesiastes 11:5: Não entendemos os caminhos de Deus.
o    João 3:8: O vento sopra onde quer — nem sempre entendemos o movimento do Espírito.
 
2.       O exemplo de Jó.
o    Sofreu como quem tem dores de parto.
o    Mas o fim foi de restituição e glória (Jó 42:10).
3.       O povo de Israel também sentiu essas dores.
o    Isaías 66:7-9 questiona: pode haver nascimento sem dor?
o    As dores precedem o surgimento da “nação” — a bênção coletiva e escatológica.
 
III. A ALEGRIA PROMETIDA DEPOIS DA DOR.
1.       O choro pode durar uma noite... ...mas a alegria vem pela manhã (Salmo 30:5).
 
2.       As dores têm prazo de validade.
o    Em Cristo, toda dor é passageira.
o    Com a vinda de Jesus em glória, cessarão todas as dores (Mateus 24:8; Apocalipse 21:4).
 
3.       A perseverança traz maturidade.
o    Tiago 1:3: A provação da fé produz perseverança.
o    Salmo 66:10: Somos refinados como prata.
 
4.       Jesus está fazendo algo agora que só entenderemos depois.
o    João 13:7: “O que eu faço agora, não sabes; mas entenderás depois.”
 
CONCLUSÃO:
As dores de parto são intensas, mas não permanentes. Elas sinalizam que algo novo está prestes a nascer. Assim também são as dores espirituais e emocionais: anunciam que Deus está gerando algo em nós.
 Pode ser um novo tempo, algo novo no seu ministério, uma nova maturidade espiritual. Tenha fé! Mesmo que você não entenda agora, Deus está trabalhando. Lembre-se: nenhuma bênção vem sem um preço. A cruz veio antes da ressurreição. Mas a vitória é certa para os que perseveram. Como diz Isaías 66:9: "Acaso eu abriria a madre e não faria nascer? diz o Senhor. Acaso eu, que faço nascer, fecharia a madre? diz o teu Deus." Há algo novo chegando — e a sua alegria será maior do que sua dor.

ESBOÇO 1580 TEMA: ATITUDES QUE MUDAM HISTÓRIAS.

 

ESBOÇO 1580
TEMA: ATITUDES QUE MUDAM HISTÓRIAS.
Texto: NÚMEROS 27:1-11
Por : Elis Clementino
 
INTRODUÇÃO:
A Bíblia Sagrada está repleta de histórias que revelam não apenas a grandeza de Deus, mas também a força e a fé de pessoas comuns que, diante das mais difíceis situações, tomaram atitudes que mudaram o curso da história. Dentre esses personagens, encontramos mulheres que se destacaram por sua inteligência, coragem e determinação. Em uma época em que a mulher era muitas vezes invisibilizada ou colocada à margem da sociedade, elas se levantaram com fé e ousadia para buscar justiça, romper barreiras e fazer a diferença.
 
Neste esboço, refletiremos sobre algumas dessas mulheres notáveis — mulheres que, diante de desafios humanos e sociais, não se renderam, mas creram, agiram e venceram. Suas histórias nos ensinam que, quando aliamos coragem à fé, mesmo em tempos árduos, podemos provocar mudanças extraordinárias. Que este estudo inspire homens e mulheres a não aceitarem a injustiça como algo definitivo, mas a se posicionarem com sabedoria diante das adversidades, confiando sempre na direção de Deus.
 
I.  ATITUDES DE CORAGEM.
Uma atitude de coragem pode mudar situações, todos que acreditam em Deus em certos momentos tomam decisões de coragem a fim de mudar algumas situações. As atitudes de coragem devem ser antes pensadas, porque uma atitude pode tanto complicar quanto descomplicar a situação. Vejamos alguns exemplos de mulheres corajosas:

·        As filhas de Zolofaede – Ele tinha cinco filhas. Após a morte do seu pai, elas ficaram desamparadas, sem direito à herança. Conforme a lei, as mulheres não teriam direito. No entanto, duas coisas se acharam nelas: coragem e humildade para mudar a situação delas. Elas foram a Moisés para resolver a situação delas. Mediante o pedido delas, Moisés foi consultar a Deus. A resposta dele foi que elas tinham razão e mandou Moisés dar direito ao seu tio, irmão do seu pai, para que elas fossem beneficiadas também. A coragem daquelas mulheres mudara a situação. Deus abriu um precedente para beneficiá-las (Números 27:1-11). Deus é absoluto, Ele faz o que quer (Salmos 105:3; Jó 42:2).

·    Raabe - Essa mulher é um personagem que tenho em grande destaque pela sua situação perante a sociedade, ela morava em cima do muro, dado a sua condição social, porém, ela teve uma atitude de coragem que mudou a sua vida, ela escondeu os dois espiões enviados por Josué a Jericó, ela foi salva da invasão de Josué por um cordão vermelho na sua janela. Dali em diante, a sua vida mudou por conta daquela ação corajosa, por conta disso, ela fez parte da árvore genealógica de Jesus Cristo (Josué 2:2-4; Mt 1:5).

·   Acsa, filha de Calebe - Acsa, mulher de Otoniel, foi corajosa e não se rendeu à situação que vivia na terra dada por seu pai, Calebe Acsa pressionou o seu marido para que pedisse um campo ao pai dela. Descendo a casa do seu pai sobre um jumento, perguntou-lhe: 'O que você quer?' Respondeu ela: quero um presente, pai. Já que o senhor me deu as terras de Neguebe, dê-me também as fontes de água. Então Calebe lhe deu as fontes de águas superiores e inferiores. Uma atitude corajosa pode mudar situações (Josué 5:16-19).

·         Abigail, uma mulher ajuizada - Mulher de Nabal, seu marido, um descendente de Calebe, ele era rude e mau (I Samuel 25:3). Davi soube que Nabal estava tosquiando ovelhas e enviou a ele rapazes levando a saudações de Davi, mas ao chegarem na casa de Nabal eles foram surpreendidos por ele com a atitude grosseiras (I Samuel 25:5-9). A maneira como ele tratou os servos gerou uma indignação em Davi, que resolveu destruir Nabal, seus servos e sua família, porém, os servos de Nabal sabendo da represália de Davi resolveram contar tudo a Abigail (I Samuel 25:9-15). Sabendo-a do que iria acontecer, com a sua sabedoria ela reverteu a situação aplacando a ira de Davi (I Samuel 25:19:35), uma palavra dura suscita ira, mas uma palavra branda desvia o furor (Provérbios 25:1).

·      Ester, uma mulher sábia. Mediante a situação que enfrentavam os judeus naquela corte, por conta de inveja de Hamã contra Mardoqueu, Ester, através da sua sabedoria, reverteu a situação, pondo a salvo o seu povo (Ester 5:12-17).

·    Rute e Noemi. Essas duas mulheres não se renderam à situação que estavam vivendo, sem recurso e nem perspectivas se continuassem no mesmo lugar sem pão (Rute 1-4). Boas, o parente resgatador, aquelas mulheres não ficaram desamparadas por causa da sua atitude. Boas se encontra na árvore genealógica de Jesus Cristo (Rute 4:21-22).

·    A mulher do fluxo de sangue. Essa mulher, ao ver Jesus entrar em Cafarnaum, viu a única oportunidade de ser curada. Ela sofria há doze anos com uma hemorragia e já não tinha mais recursos financeiros para tratar da enfermidade. Esta mulher teve uma atitude de fé, coragem e persistência, pois ela não podia ser reconhecida por ser discriminada na sociedade por causa da enfermidade, a sua fé em Jesus a curou (Lucas 9:18-26).

·   A mulher Cananéia. Uma mulher sírio-fenícia que morava na região de Tiro e Sidom, sabendo que Jesus estava naquela região, vai a ele gritando, pedindo socorro porque a sua filha estava possuída por um espírito maligno. Mesmo enfrentando as oposições para que ela não incomodasse o mestre, ela persistiu com determinação e fé para que aquela situação fosse mudada (Mateus 15:21-28).

·       As mulheres que foram ao sepulcro de Jesus. Logo cedo, ainda de madrugada, duas mulheres de coragem e motivadas pelo amor ao Senhor tomaram uma atitude: visitar o túmulo de Jesus. Elas foram surpreendidas com a maior notícia: “Ele não está mais aqui, ressuscitou!” (Mateus 28:1; João 20:1-2).

CONCLUSÃO:
Queridos irmãos e irmãs, o que essas mulheres extraordinárias nos ensinam é algo profundo: a coragem aliada à fé move o coração de Deus e transforma destinos. Elas não foram definidas por suas limitações, nem se curvaram diante das injustiças. Pelo contrário, levantaram-se com determinação, desafiaram o impossível e provaram que Deus honra aqueles que agem com fé. Hoje, mais do que nunca, Deus procura mulheres e homens também que estejam dispostos a romper o silêncio, a não se conformar com o que é injusto e a se levantar com ousadia para fazer a diferença. Uma atitude pode ser a chave para a mudança que você tanto espera. Assim como aquelas mulheres mudaram sua história, você também pode mudar a sua, com sabedoria, coragem e confiança no Senhor. Que o Espírito Santo nos inspire a agir com discernimento e firmeza, sabendo que, quando damos um passo de fé, o céu se move a nosso favor. Não aceite menos do que aquilo que Deus prometeu a você. Levante-se com coragem e vá em busca da justiça, da promessa e da vitória que Ele já preparou!

 

ESBOÇO 1579 TEMA: NÃO PREGUE UNIÃO VIVENDO EM DESUNIÃO.

 

ESBOÇO 1579
TEMA: NÃO PREGUE UNIÃO VIVENDO EM DESUNIÃO.
TEXTO: SALMOS 133.
Por: Elis Clementino
 
INTRODUÇÃO
O Salmo 133 enfatiza a unidade entre os irmãos e os resultados que essa união traz para aqueles que a praticam. A desunião é destrutiva em todos os aspectos da vida humana; por essa razão, a união é ressaltada desde o Antigo até o Novo Testamento. De forma sucinta, abordarei a desunião, a união e seus resultados.
 
Que os obreiros não se sintam incomodados com este assunto; antes, reflitam sobre seus conceitos e façam as mudanças necessárias enquanto ainda estão no caminho.
 
A. O SALMO 133
Este salmo pode ser dividido em três elementos principais:
1.       As qualidades da unidade entre os irmãos: “Ó! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união” (Salmo 133.1). O salmista destaca a bondade e a beleza da comunhão fraterna.

2.       A preciosidade do óleo da unção: o óleo derramado sobre a cabeça do sumo sacerdote Arão descia por sua barba e alcançava suas vestes. Essa imagem simboliza a consagração, a abundância e a bênção de Deus sendo derramadas sobre o Seu povo.

3.       O orvalho do Hermom: assim como o abundante orvalho do monte Hermom desce e traz vida à região, a união entre os irmãos produz refrigério e renovação espiritual. O Hermom tinha grande importância para Israel, pois, em contraste com as áreas mais secas da região, suas neves e águas contribuíam para a fertilidade e a manutenção da vida ao seu redor.
O salmo conclui afirmando que é nesse ambiente de união que o Senhor ordena a Sua bênção e a vida para sempre.
 
B. A DESUNIÃO
A desunião é um dos maiores obstáculos para o crescimento e fortalecimento de qualquer grupo. Ela gera divisões, enfraquece relacionamentos e compromete objetivos comuns. Esse problema pode ser observado em todos os segmentos da sociedade, inclusive no meio religioso, onde o amor, a comunhão e a unidade deveriam prevalecer.
 
A igreja de Corinto enfrentou esse desafio quando surgiram grupos que se identificavam com diferentes líderes, causando contendas e divisões entre os irmãos. O apóstolo Paulo não viu essa atitude com bons olhos, pois compreendia que tais dissensões enfraqueciam a igreja e desviavam a atenção do verdadeiro centro da fé, que é Cristo.
 
Com sabedoria pastoral, Paulo escreveu aos coríntios exortando-os à unidade e à harmonia. Ao mesmo tempo, evitou desmerecer seus cooperadores, destacando que todos eram apenas instrumentos nas mãos de Deus. Enquanto um plantava e outro regava, era o Senhor quem concedia o crescimento. Dessa forma, Paulo ensinou que a obra de Deus é realizada por diferentes servos, mas todos trabalham para o mesmo propósito (1 Coríntios 1.10-13; 3.6-9).
 
Portanto, a desunião enfraquece a igreja, enquanto a unidade fortalece a comunhão, promove o crescimento espiritual e glorifica a Deus.
 
C. VIVENDO A UNIÃO
O salmista expressa a beleza e a satisfação da comunhão entre os irmãos ao declarar: “Ó! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união” (Salmo 133.1). Essa afirmação revela que a verdadeira unidade produz alegria, paz e bem-estar espiritual. Viver em união não é apenas agradável, mas também recompensador para todos os que a praticam.
 
Para ilustrar essa verdade, o salmista compara a união ao precioso óleo da unção derramado sobre a cabeça de Arão. Esse óleo descia sobre sua barba e alcançava a orla de suas vestes (Salmo 133.2), simbolizando a abundância da graça de Deus e a consagração que alcança todas as áreas da vida. Assim como a unção cobria Arão por completo, a unidade deve envolver toda a comunidade dos servos de Deus.
 
Em seguida, a união é comparada ao orvalho do monte Hermom, que trazia frescor, fertilidade e vida para a região. Da mesma forma, onde há comunhão sincera entre os irmãos, há renovação espiritual e crescimento. Por isso, o salmista conclui afirmando que é nesse ambiente de unidade que o Senhor ordena a Sua bênção e a vida para sempre (Salmo 133.3).
 
Portanto, viver em união é desfrutar da presença de Deus, experimentar Sua graça abundante e receber as bênçãos que Ele reserva para aqueles que caminham em harmonia.
 
D. OS RESULTADOS DA UNIÃO
Desde os primeiros anos da Igreja, os cristãos experimentaram o valor e os benefícios da comunhão entre os irmãos. O livro de Atos descreve uma comunidade perseverante na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações (Atos 2.42-47). Essa unidade produziu resultados extraordinários.
 
Em primeiro lugar, houve um grande crescimento espiritual e numérico da Igreja. Muitas pessoas eram alcançadas pela mensagem do evangelho e se convertiam ao Senhor. O número dos discípulos aumentava continuamente, demonstrando que Deus abençoava uma igreja que vivia em harmonia e compromisso com Sua Palavra (Atos 1.15; 2.41-47; 4.4).
 
Além das conversões, a presença de Deus era manifestada por meio de sinais e milagres. Enfermos eram curados, vidas eram transformadas e o poder do Senhor era evidente entre o povo (Atos 3.1-6; 9.33-35; 14.8-10; 20.9-10; 28.7-9). A unidade da Igreja fortalecia o testemunho cristão, e muitos recebiam a pregação dos apóstolos com alegria e fé.
 
Um exemplo marcante dessa graça é a conversão de Saulo de Tarso. Após seu encontro com Cristo no caminho de Damasco, muitos discípulos ainda tinham receio de aceitá-lo, pois conheciam seu passado como perseguidor da Igreja (Atos 9.13,26). Contudo, com o passar do tempo, a autenticidade de sua conversão foi confirmada. Pela graça de Deus e com sabedoria espiritual, Saulo foi acolhido pela comunidade cristã, integrou-se ao grupo dos discípulos e tornou-se o apóstolo Paulo, um dos maiores evangelizadores da história da Igreja e fundador de diversas igrejas na Ásia Menor.
 
Assim, a Igreja Primitiva demonstra que a união fortalece o testemunho cristão, favorece o crescimento da obra de Deus e cria um ambiente propício para que vidas sejam transformadas pelo poder do evangelho.
 
E. A IGREJA DA ATUALIDADE
Até meados do século passado, a igreja mantinha, em grande parte, um padrão doutrinário mais conservador, tendo as Escrituras como base central de ensino. Nesse período, havia forte ênfase na evangelização, e muitos líderes viviam de forma simples, com destaque para o compromisso com a fé e a prática do evangelho.
 
Com o passar do tempo, porém, observa-se em alguns contextos um enfraquecimento desse modelo, marcado por disputas, vaidades e busca por posições, o que tem gerado escândalos e perda de credibilidade em certos setores do ministério. A Escritura já alerta sobre pastores que cuidam de si mesmos em vez do rebanho (Ezequiel 34.3; Judas 12).
 
Esse cenário de divisão e competição entre lideranças contribui para o enfraquecimento do testemunho da Igreja, afetando inclusive os resultados da evangelização. Diante disso, torna-se necessário refletir sobre a importância da unidade no Corpo de Cristo, lembrando que todos os que anunciam o evangelho servem ao mesmo Senhor e à mesma missão (Números 11.26-27; Marcos 9.38-39; Lucas 9.49).
 
CONCLUSÃO
É necessário rever conceitos que, em alguns contextos, foram sendo deixados de lado, especialmente no que diz respeito à unidade da igreja, tão evidente na Igreja Primitiva, que crescia e se fortalecia continuamente (Atos 9.31).
 
Quando há unidade no Corpo de Cristo, a vida de Deus se manifesta de forma visível e impactante, tornando a Igreja como “o orvalho de Hermom”, que traz refrigério e vida por onde passa. Por isso, é fundamental que os líderes sejam escolhidos com base em critérios espirituais sólidos (Atos 6.3-4), a fim de promoverem a unidade e servirem com humildade, evitando a soberba, a ambição e qualquer forma de contaminação espiritual, como exemplificado pelos recabitas (Jeremias 35.1-6).
 
O apóstolo Paulo também foi claro em suas cartas ao tratar das qualificações, da separação e da consagração dos obreiros. A Palavra alerta ainda contra a contenda e os excessos espirituais, que impedem o discernimento do chamado e prejudicam a vida ministerial (Efésios 5.18).
 
Assim, o obreiro deve zelar cuidadosamente por sua vida espiritual, moral e testemunho diante da sociedade, pois não há maior valor do que um bom nome aliado a uma vida íntegra diante de Deus e dos homens.

 

 

ESBOÇO 1578 TEMA: A ENCARNAÇÃO DE CRISTO E SUA CENTRALIDADE NA FÉ E NA ADORAÇÃO

 

ESBOÇO 1578
TEMA: A ENCARNAÇÃO DE CRISTO E SUA CENTRALIDADE NA FÉ E NA ADORAÇÃO
TEXTO: HEBREUS 2:12 “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.”
Por: Elis Clementino
 
INTRODUÇÃO
Jesus Cristo foi anunciado pelos profetas e confirmado nas Escrituras como aquele que se identifica plenamente com os homens, chamando-os de “irmãos” e participando da natureza humana. Em Hebreus 2:12, Ele declara: “Anunciarei o teu nome a meus irmãos; no meio da congregação te louvarei”, revelando sua solidariedade com o povo de Deus e sua presença viva na adoração da Igreja.
 
A. A NATUREZA HUMANA DE CRISTO
Jesus é apresentado como aquele que se identifica com seus irmãos (Salmo 22:22; Hebreus 2:12-14), assumindo verdadeira humanidade.
·         Ele chama os homens de irmãos, pois participou da mesma carne e sangue.
·         Somente como homem Ele poderia enfrentar e vencer a morte e o diabo (Hebreus 2:14).
·         Sua vitória na cruz foi vivida na realidade da natureza humana, com sofrimento e dor, ainda que sem pecado.

Cristo é plenamente Deus, mas também plenamente homem, e como homem venceu aquilo que nenhum outro poderia vencer.
 
B. A HUMILHAÇÃO DE JESUS, MESMO SENDO DEUS
Sendo Deus, Cristo voluntariamente assumiu a condição humana e se humilhou para cumprir o plano da redenção (Filipenses 2:5-8; Hebreus 12:2-3).
·         Não considerou sua igualdade com Deus como algo a ser retido.
·         Esvaziou-se, tomando forma de servo.
·         Tornou-se semelhante aos homens e obedeceu até a morte, e morte de cruz.

Portanto, a encarnação é o maior ato de humildade e amor de Cristo pela humanidade.

C. A IDENTIFICAÇÃO DOS CRENTES COM CRISTO
Cristo não apenas se identifica conosco, mas também nos chama a nos identificarmos com Ele (Hebreus 2:13; Salmo 22:23).
·         Ele declara: “Eis-me aqui com os filhos que Deus me deu”.
·         Os que temem ao Senhor são chamados a louvá-lo.
·         O cristão é chamado a refletir a imagem de Cristo, que é a expressão perfeita do Pai.

Entretanto, a vida cristã consiste em viver em comunhão e semelhança com Cristo.

D. O VERDADEIRO LOUVOR A CRISTO
Cristo é louvado no meio da congregação, mas o verdadeiro louvor vai além da música: é uma expressão espiritual profunda.
·         Muitos cantam, mas nem todos adoram de fato.
·         A adoração não é entretenimento, mas entrega do coração a Deus.
·         O culto deve ser espiritual, bíblico e centrado em Cristo.
Problemas atuais na adoração:
·         O púlpito muitas vezes se torna palco de exibição.
·         Ministros se afastam da centralidade da adoração bíblica.
·         A igreja corre o risco de se tornar apenas espectadora.
Princípio bíblico:
·         Cristo permanece como o Sumo Sacerdote eterno (Gênesis 14:18; Hebreus 7:17).
·         Ele nunca abandonou o altar e permanece mediador perfeito.

A verdadeira adoração envolve a alma, o Espírito e a centralidade de Cristo.

E. A VIDA DE LOUVOR CONTÍNUO
O louvor a Deus deve ser uma prática constante na vida do crente (Salmo 104:33; 2 Pedro 1:4).
·         O louvor é expressão de gratidão contínua.
·         Os salvos participam da natureza divina em Cristo.
·         A adoração verdadeira envolve o coração sincero diante de Deus (Salmo 86:12).
Princípio bíblico da adoração:
·         Salmos, hinos e cânticos espirituais devem edificar a igreja (Efésios 5:19; Colossenses 3:16).
·         Tudo deve ser feito com ordem e para a glória de Deus (1 Coríntios 14:26).

Assim, a vida cristã deve ser marcada por adoração constante e sincera.

CONCLUSÃO
Portanto, a natureza humana de Cristo revela o amor de Deus manifestado na encarnação. Jesus se fez homem, viveu entre nós, venceu a morte e agora é adorado no meio da congregação.
A igreja, portanto, é chamada a:
·         Reconhecer Cristo como verdadeiro homem e verdadeiro Deus;
·         Viver em comunhão com Ele;
·         E adorá-lo com sinceridade e reverência.

“O louvor a Cristo deve ser a expressão viva da alma redimida.”

ESBOÇO 1577 TEMA: O CASAMENTO DEBAIXO DA GRAÇA

ESBOÇO 1577
TEMA: O CASAMENTO DEBAIXO DA GRAÇA
TEXTO: “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” (Marcos 10:9 — ARA)
Por: Pr. Elis Clementino
 
INTRODUÇÃO
Compreendemos que, na vida, lutamos para conquistar coisas importantes em diversas áreas, como conhecimento, bens materiais e realizações pessoais. Na vida sentimental não é diferente. O homem e a mulher buscam alguém que os complete e os faça felizes. O casamento foi instituído e legitimado por Deus com finalidades específicas:
·         Para que o homem não estivesse só;
·         Para que a terra fosse povoada.

É por meio do matrimônio que os cônjuges passam a viver como uma só carne (Gênesis 2:18,23). Essa união é completa por dois motivos:
1.       União física;
2.       União espiritual, pois ambos compartilham do mesmo Deus.
Falaremos, portanto, sobre princípios fundamentais para a manutenção dessa importante sociedade chamada casamento.

A. O CASAMENTO
O matrimônio é a união entre homem e mulher, uma aliança legitimada por Deus. Existe um princípio fundamental que deve ser compreendido por todos os que desejam casar ou já são casados: o casamento deve ter como objetivo fazer o cônjuge feliz. Quando isso não acontece, o matrimônio fica vulnerável ao fracasso.

Ninguém deve contrair casamento apenas por conveniência. O amor deve ser o emblema do casal, pois quem ama deseja ver a felicidade do outro.

B. O RELACIONAMENTO
Nada é mais desafiador do que se relacionar com pessoas. O que torna os relacionamentos difíceis são as diferenças existentes entre elas. Entretanto, os cônjuges podem conviver em harmonia por meio do amor (1 Coríntios 13:7).
 
Quando há amor, torna-se mais fácil lidar com as diferenças, porque o amor é paciente, benigno e longânimo (1 Coríntios 13:4-7). Para que homem e mulher convivam bem, existe algo que precisa estar constantemente sendo renovado: o amor. Isso acontece por meio do diálogo, das lembranças dos bons momentos vividos desde o namoro até o casamento.

Esse tipo de conversa fortalece os laços e reacende o sentimento entre o casal.
Antes de qualquer coisa, é preciso compreender que a pessoa com quem você se casou deve ser a mais importante da sua vida. Nada substitui o seu valor (Provérbios 31:10,29).

O esposo deve amar sua esposa como ao próprio corpo (Efésios 5:25). Esse amor é sacrificial, sem reservas, capaz até de entregar a própria vida pela pessoa amada.

O apóstolo Paulo faz um paralelo entre o amor de Cristo pela Igreja — a Sua noiva — mostrando que esse amor permanece em quaisquer circunstâncias.

C. AS PROBLEMÁTICAS DO CASAMENTO
As dificuldades enfrentadas pelos cônjuges devem ser administradas com diálogo e discrição, mantendo os assuntos do casal restritos entre eles.
 
Os problemas precisam ser resolvidos de maneira saudável. Ambos devem controlar impulsos e emoções, pois o casamento é mais importante do que qualquer crise externa ou interna.
Muitas separações acontecem porque os cônjuges passam a valorizar mais os problemas do que o próprio matrimônio.

O pensamento correto deve ser:
“Eu posso conviver com os problemas, mas não sem você. Unidos, iremos vencê-los.” Isso é compartilhamento (Eclesiastes 4:9-12).
 
No casamento, os cônjuges fazem votos de fidelidade e união permanente em quaisquer circunstâncias: na alegria, na tristeza, na fartura ou na escassez. Porém, quando surgem as dificuldades, muitos mudam o discurso.
 
Com o passar do tempo, mudanças emocionais, biológicas, financeiras e até relacionadas à saúde podem afetar o relacionamento, inclusive a vida sexual. Em muitos casos, alguns desses problemas são provocados pelos próprios cônjuges.

Entre os principais problemas que podem comprometer o casamento, destacam-se:
1.       Incompreensões, que transformam o lar em uma verdadeira torre de Babel;
2.       Falta de diálogo ou o silêncio usado como forma de punição;
3.       Tratamentos ofensivos e desrespeitosos;
4.       Competição e disputa de autoridade dentro do relacionamento;
5.       O uso excessivo da internet e das redes sociais, especialmente durante as madrugadas, causando afastamento emocional e até separações.

Um casamento que perde a comunicação e a atenção entre os cônjuges não está entrando em crise; ele já está em crise.

D. AS OBRIGAÇÕES NO CASAMENTO
Um dos fatores que mais têm afetado os casais é a falta de compromisso com as responsabilidades conjugais. Muitos não têm dado a devida importância às obrigações no casamento, e isso traz sérios prejuízos ao relacionamento.
 
A Bíblia ensina que marido e mulher não devem negar-se um ao outro (1 Coríntios 7:3-5). Quando essas obrigações deixam de ser cumpridas, surgem problemas que comprometem, principalmente, a intimidade do casal.

Aos poucos, deixam de se olhar como marido e mulher, perdem o interesse um pelo outro, tornam-se insensíveis ao carinho e às demonstrações de afeto, e o quadro piora ainda mais quando surgem palavras ofensivas.

CONCLUSÃO
Conforme ensinam as Escrituras, o matrimônio deve ser honrado e preservado, pois aquilo que Deus uniu não deve ser separado pelo homem (Hebreus 13:4; Mateus 19:6).
 
O casamento é um projeto divino que precisa ser fortalecido diariamente por meio do amor, do respeito, do diálogo e da compreensão. Nenhum relacionamento permanece firme sem dedicação mútua, renúncia e compromisso.
 
Os problemas existirão, mas quando marido e mulher permanecem unidos, buscando em Deus sabedoria para vencer as dificuldades, o relacionamento se fortalece ainda mais. O respeito mútuo e a valorização do cônjuge são indispensáveis para a harmonia do lar, assim como a vida devocional constante, para que as orações do casal não sejam impedidas (1 Pedro 3:7).
 
Portanto, a família deve ser preservada a todo custo, pois nada nesta vida é mais valioso do que um lar firmado na presença de Deus. Nenhuma conquista compensa o fracasso de uma família.

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