ESBOÇO 1545
TEMA: NÃO É NOSSA A OBRA: O ESPÍRITO SANTO COMO AGENTE DA RECONSTRUÇÃO
TEXTO: “Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos” ZACARIAS 4:6b
Introdução
A mensagem de Deus nos dias de Zacarias pode ser aplicada como lição aos cristãos de hoje. Deus sempre esteve no controle de toda a história da humanidade, principalmente em relação ao seu povo. Ele está atento a todas as ações humanas, às boas e às más; ele tem maneiras de como controlar todas as coisas. Deus tem tempo e modo para agir, não segundo os nossos propósitos, pois nem sempre as coisas são como gostaríamos que fossem, porém devemos entender que não viemos a este mundo para consertá-lo como se fôssemos Deus, e se você tentar fazer isso, vai acabar se prejudicando. A reconstrução do novo templo seria por meio da ação divina, pois Deus estava preparando tudo para que a obra fosse iniciada.
I. Contexto Histórico
No quarto ano do reinado de Dario, por volta de 520 a 518 a.C. (Zc
1:1; 7:1), com o seu contemporâneo Ageu, Zacarias teve um papel fundamental ao
organizar e inspirar os judeus a terminarem a construção do templo (Ed 5:1;
6:14). Deus levanta pessoas para fazerem a sua obra. Zacarias teve uma grande
revelação sobre Zorobabel, que nada impediria de ele realizar a obra por meio
dele.
Durante a monarquia, o templo passou por vários ciclos de profanação e restauração; contudo, o Senhor permitiu que o templo construído por Salomão fosse totalmente destruído por Nabucodonosor, rei de Babilônia, em 586 a.C. (2 Reis 25:13-17; 2 Crônicas 36:18, 19). Com o templo destruído, o povo ficou sem o lugar para a adoração a Deus. Passados cinquenta anos, Deus levanta o rei Ciro e fala ao seu coração para autorizar a volta dos cativos de Babilônia para a Palestina e reconstruir o templo (Esdras 1:1-4); porém, o homem que Deus escolheu para dirigir a reconstrução do templo foi Zorobabel (Esdras 3:8), sob a oposição do povo daquela região (Esdras 4:1-4). Dez anos mais tarde, a edificação teve o seu início.
O uso da força e da violência pode atrapalhar a construção de alguma coisa que queremos realizar na obra de Deus. A palavra do Senhor para Zorobabel foi: “Não por força, nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor”. A obra de Deus não é estabelecida e realizada com base nos méritos das realizações humanas. Dentro desse contexto, eu desejo trazer para o presente, mediante as oposições, para que a obra de Deus seja realizada. No contexto atual, o povo judeu tem a esperança de construir o templo que fora destruído nos anos 70 d.C. e que ele seja erguido para adoração em Jerusalém.
II. Na igreja de hoje.
Quando nos referimos à igreja, nem sempre podemos resolver todos os problemas que existem dentro dela. Muitas vezes, o líder quer usar seus méritos revestidos de autoridade excessiva ou desmedida para corrigir alguma coisa que, ao seu ver, não está bem.
No entanto, nos esquecemos de que a obra não é nossa. Houve muitos problemas nas igrejas estabelecidas no Novo Testamento; por essa razão, Paulo escreveu várias cartas para corrigir, porém, as cartas enviadas por Paulo nem sempre resolviam os problemas internos delas. Entretanto, era necessário escrever novas cartas, algumas delas com o mesmo destino, rogando até pela compaixão de Deus, como escreveu aos Romanos 12:1.
Será que os crentes não liam as cartas? Com certeza, liam, mas nunca foi possível consertar o coração dos homens; essa é uma obra que só será realizada pelo Espírito Santo e não pela força.
As cartas do apocalipse foram insuficientes para consertar as igrejas definitivamente. Embora os obreiros da época lutassem por isso, também devemos nos esforçar no ensino da palavra, aconselhar e pedir a direção do Espírito Santo para aplicar a correção e a disciplina no momento certo, lembrando que nunca devemos regar uma planta sob a força do sol, pois isso pode matá-la. A moderação faz parte da vida ministerial.
III. Existem várias classes de obreiros na igreja
1. Os “perfeitos” – não admitem erros dos crentes, porém não olham para si mesmos, nem para sua casa ou família.
2. Os que sabem resolver todos os problemas da igreja – mas não conseguem resolver os seus próprios.
3. Os perfeccionistas – excessivamente organizados, porém não organizam a própria vida diante de Deus.
4. Os idealistas – acreditam que, se a igreja estivesse em suas mãos, seria um modelo para todas as outras.
5. Os justiceiros – aqueles que querem fazer justiça à sua própria maneira.
IV. A Realidade Pastoral
1. A igreja não é nossa, é de Cristo.
Há pessoas que tentam manipulá-la como se fossem donas dela.
2. Não existe congregação perfeita.
Toda igreja é formada por pessoas imperfeitas em processo de crescimento.
3. Somos administradores de servos e bens alheios.
Ou seja, somos mordomos, não proprietários.
4. Nenhum homem conserta a igreja.
A transformação da igreja não depende da capacidade humana.
5. O Espírito Santo é quem governa todas as coisas.
Ele ensina, instrui, corrige, fala e adverte cada crente à Sua maneira. Contudo, cada pessoa possui livre-arbítrio e ouve se quiser (Ap 3:13). Cada cristão é responsável por seus próprios atos. A nossa parte, como obreiros, é ensinar com moderação, em conformidade com a Palavra de Deus.
6. A igreja, no sentido geral e universal, é santa.
Conclusão
Os obreiros devem agir com cuidado e fidelidade, evitando agir como o servo que tomou decisões erradas na ausência do seu Senhor. Lembre-se: Deus é o juiz e pedirá conta de todas as nossas ações. Deixe que Ele realize aquilo que você não pode fazer — não pela força ou pela violência, mas pelo poder e pela direção do Espírito Santo. Confiar em Deus é reconhecer que o verdadeiro trabalho da igreja é Dele, e nosso papel é servir com sabedoria, humildade e obediência.
TEMA: NÃO É NOSSA A OBRA: O ESPÍRITO SANTO COMO AGENTE DA RECONSTRUÇÃO
TEXTO: “Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos” ZACARIAS 4:6b
Introdução
A mensagem de Deus nos dias de Zacarias pode ser aplicada como lição aos cristãos de hoje. Deus sempre esteve no controle de toda a história da humanidade, principalmente em relação ao seu povo. Ele está atento a todas as ações humanas, às boas e às más; ele tem maneiras de como controlar todas as coisas. Deus tem tempo e modo para agir, não segundo os nossos propósitos, pois nem sempre as coisas são como gostaríamos que fossem, porém devemos entender que não viemos a este mundo para consertá-lo como se fôssemos Deus, e se você tentar fazer isso, vai acabar se prejudicando. A reconstrução do novo templo seria por meio da ação divina, pois Deus estava preparando tudo para que a obra fosse iniciada.
I. Contexto Histórico
Durante a monarquia, o templo passou por vários ciclos de profanação e restauração; contudo, o Senhor permitiu que o templo construído por Salomão fosse totalmente destruído por Nabucodonosor, rei de Babilônia, em 586 a.C. (2 Reis 25:13-17; 2 Crônicas 36:18, 19). Com o templo destruído, o povo ficou sem o lugar para a adoração a Deus. Passados cinquenta anos, Deus levanta o rei Ciro e fala ao seu coração para autorizar a volta dos cativos de Babilônia para a Palestina e reconstruir o templo (Esdras 1:1-4); porém, o homem que Deus escolheu para dirigir a reconstrução do templo foi Zorobabel (Esdras 3:8), sob a oposição do povo daquela região (Esdras 4:1-4). Dez anos mais tarde, a edificação teve o seu início.
O uso da força e da violência pode atrapalhar a construção de alguma coisa que queremos realizar na obra de Deus. A palavra do Senhor para Zorobabel foi: “Não por força, nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor”. A obra de Deus não é estabelecida e realizada com base nos méritos das realizações humanas. Dentro desse contexto, eu desejo trazer para o presente, mediante as oposições, para que a obra de Deus seja realizada. No contexto atual, o povo judeu tem a esperança de construir o templo que fora destruído nos anos 70 d.C. e que ele seja erguido para adoração em Jerusalém.
II. Na igreja de hoje.
Quando nos referimos à igreja, nem sempre podemos resolver todos os problemas que existem dentro dela. Muitas vezes, o líder quer usar seus méritos revestidos de autoridade excessiva ou desmedida para corrigir alguma coisa que, ao seu ver, não está bem.
No entanto, nos esquecemos de que a obra não é nossa. Houve muitos problemas nas igrejas estabelecidas no Novo Testamento; por essa razão, Paulo escreveu várias cartas para corrigir, porém, as cartas enviadas por Paulo nem sempre resolviam os problemas internos delas. Entretanto, era necessário escrever novas cartas, algumas delas com o mesmo destino, rogando até pela compaixão de Deus, como escreveu aos Romanos 12:1.
Será que os crentes não liam as cartas? Com certeza, liam, mas nunca foi possível consertar o coração dos homens; essa é uma obra que só será realizada pelo Espírito Santo e não pela força.
As cartas do apocalipse foram insuficientes para consertar as igrejas definitivamente. Embora os obreiros da época lutassem por isso, também devemos nos esforçar no ensino da palavra, aconselhar e pedir a direção do Espírito Santo para aplicar a correção e a disciplina no momento certo, lembrando que nunca devemos regar uma planta sob a força do sol, pois isso pode matá-la. A moderação faz parte da vida ministerial.
III. Existem várias classes de obreiros na igreja
1. Os “perfeitos” – não admitem erros dos crentes, porém não olham para si mesmos, nem para sua casa ou família.
2. Os que sabem resolver todos os problemas da igreja – mas não conseguem resolver os seus próprios.
3. Os perfeccionistas – excessivamente organizados, porém não organizam a própria vida diante de Deus.
4. Os idealistas – acreditam que, se a igreja estivesse em suas mãos, seria um modelo para todas as outras.
5. Os justiceiros – aqueles que querem fazer justiça à sua própria maneira.
IV. A Realidade Pastoral
1. A igreja não é nossa, é de Cristo.
Há pessoas que tentam manipulá-la como se fossem donas dela.
2. Não existe congregação perfeita.
Toda igreja é formada por pessoas imperfeitas em processo de crescimento.
3. Somos administradores de servos e bens alheios.
Ou seja, somos mordomos, não proprietários.
4. Nenhum homem conserta a igreja.
A transformação da igreja não depende da capacidade humana.
5. O Espírito Santo é quem governa todas as coisas.
Ele ensina, instrui, corrige, fala e adverte cada crente à Sua maneira. Contudo, cada pessoa possui livre-arbítrio e ouve se quiser (Ap 3:13). Cada cristão é responsável por seus próprios atos. A nossa parte, como obreiros, é ensinar com moderação, em conformidade com a Palavra de Deus.
6. A igreja, no sentido geral e universal, é santa.
Conclusão
Os obreiros devem agir com cuidado e fidelidade, evitando agir como o servo que tomou decisões erradas na ausência do seu Senhor. Lembre-se: Deus é o juiz e pedirá conta de todas as nossas ações. Deixe que Ele realize aquilo que você não pode fazer — não pela força ou pela violência, mas pelo poder e pela direção do Espírito Santo. Confiar em Deus é reconhecer que o verdadeiro trabalho da igreja é Dele, e nosso papel é servir com sabedoria, humildade e obediência.