ESBOÇO 1577 TEMA: O CASAMENTO DEBAIXO DA GRAÇA

 

ESBOÇO 1577
TEMA: O CASAMENTO DEBAIXO DA GRAÇA
TEXTO: “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” (Marcos 10:9 — ARA)
Autor: Pr. Elis Clementino
 
INTRODUÇÃO
Compreendemos que, na vida, lutamos para conquistar coisas importantes em diversas áreas, como conhecimento, bens materiais e realizações pessoais. Na vida sentimental não é diferente. O homem e a mulher buscam alguém que os complete e os faça felizes. O casamento foi instituído e legitimado por Deus com finalidades específicas:
·         Para que o homem não estivesse só;
·         Para que a terra fosse povoada.

É por meio do matrimônio que os cônjuges passam a viver como uma só carne (Gênesis 2:18,23). Essa união é completa por dois motivos:
1.       União física;
2.       União espiritual, pois ambos compartilham do mesmo Deus.

Falaremos, portanto, sobre princípios fundamentais para a manutenção dessa importante sociedade chamada casamento.

A. O CASAMENTO
O matrimônio é a união entre homem e mulher, uma aliança legitimada por Deus. Existe um princípio fundamental que deve ser compreendido por todos os que desejam casar ou já são casados: o casamento deve ter como objetivo fazer o cônjuge feliz. Quando isso não acontece, o matrimônio fica vulnerável ao fracasso.
Ninguém deve contrair casamento apenas por conveniência. O amor deve ser o emblema do casal, pois quem ama deseja ver a felicidade do outro.

B. O RELACIONAMENTO
Nada é mais desafiador do que se relacionar com pessoas. O que torna os relacionamentos difíceis são as diferenças existentes entre elas. Entretanto, os cônjuges podem conviver em harmonia por meio do amor (1 Coríntios 13:7).
 
Quando há amor, torna-se mais fácil lidar com as diferenças, porque o amor é paciente, benigno e longânimo (1 Coríntios 13:4-7). Para que homem e mulher convivam bem, existe algo que precisa estar constantemente sendo renovado: o amor. Isso acontece por meio do diálogo, das lembranças dos bons momentos vividos desde o namoro até o casamento.

Esse tipo de conversa fortalece os laços e reacende o sentimento entre o casal.
Antes de qualquer coisa, é preciso compreender que a pessoa com quem você se casou deve ser a mais importante da sua vida. Nada substitui o seu valor (Provérbios 31:10,29).

O esposo deve amar sua esposa como ao próprio corpo (Efésios 5:25). Esse amor é sacrificial, sem reservas, capaz até de entregar a própria vida pela pessoa amada.

O apóstolo Paulo faz um paralelo entre o amor de Cristo pela Igreja — a Sua noiva — mostrando que esse amor permanece em quaisquer circunstâncias.

C. AS PROBLEMÁTICAS DO CASAMENTO
As dificuldades enfrentadas pelos cônjuges devem ser administradas com diálogo e discrição, mantendo os assuntos do casal restritos entre eles.
 
Os problemas precisam ser resolvidos de maneira saudável. Ambos devem controlar impulsos e emoções, pois o casamento é mais importante do que qualquer crise externa ou interna.
Muitas separações acontecem porque os cônjuges passam a valorizar mais os problemas do que o próprio matrimônio.

O pensamento correto deve ser:
“Eu posso conviver com os problemas, mas não sem você. Unidos, iremos vencê-los.” Isso é compartilhamento (Eclesiastes 4:9-12).
 
No casamento, os cônjuges fazem votos de fidelidade e união permanente em quaisquer circunstâncias: na alegria, na tristeza, na fartura ou na escassez. Porém, quando surgem as dificuldades, muitos mudam o discurso.
 
Com o passar do tempo, mudanças emocionais, biológicas, financeiras e até relacionadas à saúde podem afetar o relacionamento, inclusive a vida sexual. Em muitos casos, alguns desses problemas são provocados pelos próprios cônjuges.

Entre os principais problemas que podem comprometer o casamento, destacam-se:
1.       Incompreensões, que transformam o lar em uma verdadeira torre de Babel;
2.       Falta de diálogo ou o silêncio usado como forma de punição;
3.       Tratamentos ofensivos e desrespeitosos;
4.       Competição e disputa de autoridade dentro do relacionamento;
5.       O uso excessivo da internet e das redes sociais, especialmente durante as madrugadas, causando afastamento emocional e até separações.

Um casamento que perde a comunicação e a atenção entre os cônjuges não está entrando em crise; ele já está em crise.
 
D. AS OBRIGAÇÕES NO CASAMENTO
Um dos fatores que mais têm afetado os casais é a falta de compromisso com as responsabilidades conjugais. Muitos não têm dado a devida importância às obrigações no casamento, e isso traz sérios prejuízos ao relacionamento.
 
A Bíblia ensina que marido e mulher não devem negar-se um ao outro (1 Coríntios 7:3-5). Quando essas obrigações deixam de ser cumpridas, surgem problemas que comprometem, principalmente, a intimidade do casal.

Aos poucos, deixam de se olhar como marido e mulher, perdem o interesse um pelo outro, tornam-se insensíveis ao carinho e às demonstrações de afeto, e o quadro piora ainda mais quando surgem palavras ofensivas.

CONCLUSÃO
Conforme ensinam as Escrituras, o matrimônio deve ser honrado e preservado, pois aquilo que Deus uniu não deve ser separado pelo homem (Hebreus 13:4; Mateus 19:6).
 
O casamento é um projeto divino que precisa ser fortalecido diariamente por meio do amor, do respeito, do diálogo e da compreensão. Nenhum relacionamento permanece firme sem dedicação mútua, renúncia e compromisso.
 
Os problemas existirão, mas quando marido e mulher permanecem unidos, buscando em Deus sabedoria para vencer as dificuldades, o relacionamento se fortalece ainda mais. O respeito mútuo e a valorização do cônjuge são indispensáveis para a harmonia do lar, assim como a vida devocional constante, para que as orações do casal não sejam impedidas (1 Pedro 3:7).
 
Portanto, a família deve ser preservada a todo custo, pois nada nesta vida é mais valioso do que um lar firmado na presença de Deus. Nenhuma conquista compensa o fracasso de uma família.

Nenhum comentário:

Foto