ESBOÇO 1584 TEMA: A UNÇÃO QUE MARCA UM NOVO TEMPO

 

ESBOÇO 1584
TEMA: A UNÇÃO QUE MARCA UM NOVO TEMPO
TEXTO: 1 Samuel 16:13 (NVI): "Samuel pegou o chifre com azeite e o ungiu na presença de seus irmãos. Daquele dia em diante o Espírito do Senhor apossou-se de Davi com poder. E Samuel voltou para Ramá."
Por: Elis Clementino
 
INTRODUÇÃO
A unção com óleo foi instituída por Deus como um ato de consagração e credenciando pessoas para o serviço divino. Desde os tempos bíblicos, essa prática carregava um profundo significado espiritual, simbolizando a separação para Deus, a capacitação para o ministério e a atuação do Espírito Santo.
 
Nos dias atuais, entretanto, pouco se fala sobre a unção com óleo, inclusive em muitas igrejas pentecostais. Grande parte das pregações tem se concentrado em outros temas, por vezes em mensagens que apenas alimentam o ego humano, enquanto doutrinas fundamentais da fé cristã recebem pouca atenção. Entre esses ensinamentos está a unção com óleo, uma prática bíblica relacionada à consagração, à oração e à busca da capacitação espiritual.
 
Esse tema vem sendo gradualmente negligenciado desde o final do século XX. Diante dessa realidade, cabe aos obreiros resgatar esse precioso ensinamento bíblico, valorizando novamente a prática da unção com óleo, especialmente na oração pelos crentes e, particularmente, pelos enfermos, conforme a orientação das Escrituras.
 
I. A ORIGEM E OS USOS DO ÓLEO NA BÍBLIA
1.       Ungir com óleo é uma prática da cultura bíblica.
2.       A fórmula para a preparação do óleo da unção foi dada por Deus a Moisés (Êxodo 30.25-30).
3.       O óleo da unção era utilizado para consagrar os móveis e utensílios do tabernáculo.
4.       O azeite também era usado nas lamparinas, nos candelabros e nos castiçais.
5.       O óleo da unção era empregado na consagração de sacerdotes, reis e líderes. Os primeiros sacerdotes ungidos foram Arão e seus filhos (Êxodo 29.7-9; levítico 8.12). Com o estabelecimento da monarquia, após o período do governo teocrático, Saul foi o primeiro rei ungido por Samuel (1 Samuel 10.1-6), seguido por Davi (1 Samuel 16.13).
6.       A presença do azeite nas casas era indispensável, simbolizando provisão e sustento. Tanto o azeite quanto a farinha eram considerados essenciais, como demonstram os relatos da viúva de Sarepta e da viúva cujo azeite foi multiplicado por Eliseu.
 
II. OS PROPÓSITOS DA UNÇÃO COM ÓLEO NO NOVO TESTAMENTO
1.       Consagração e separação para o serviço divino. Deus continua chamando e separando pessoas para o cumprimento de sua obra, conforme ocorreu com o apóstolo Paulo (Gálatas 1.15-16).

2.       Auxílio na cura física e cuidado com o próximo. O azeite era utilizado como recurso terapêutico na antiguidade, conforme demonstra a parábola do bom samaritano, que tratou os ferimentos do homem assaltado com azeite e vinho (Lucas 10.34).

3.       Oração pelos enfermos. A unção com óleo, acompanhada da oração da fé, é apresentada como prática da igreja para interceder pelos enfermos, confiando na ação restauradora de Deus (Tiago 5.14-15).

4.       Capacitação e fortalecimento espiritual. A unção simboliza a ação do Espírito Santo na vida do crente, concedendo poder, fortalecimento e capacitação para o serviço cristão. A verdadeira unção não é evidenciada pelo entusiasmo exterior ou pelo volume da voz de quem prega, mas pelos frutos do Espírito e pela manifestação do poder de Deus na transformação de vidas e, quando Ele assim deseja, por meio de milagres.
 
III. A UNÇÃO COM ÓLEO NAS PRÁTICAS CONTEMPORÂNEAS
1.       Na vida devocional e pessoal. A vida cristã deve ser marcada pela constante dependência da ação do Espírito Santo. A unção simboliza essa capacitação divina, conduzindo o crente a viver em santidade, graça e testemunho, tornando-o um instrumento útil nas mãos de Deus.

2.       Na vida da igreja. A unção continua sendo uma prática bíblica que aponta para a presença e a atuação do Espírito Santo entre o povo de Deus. Quando a igreja vive em comunhão, experimenta a unidade descrita pelo salmista, comparada ao óleo precioso derramado sobre a cabeça de Arão e ao orvalho do monte Hermom, símbolos da bênção e do favor divinos (Salmo 133.1-3).

3.       Na oração pelos enfermos. Em momentos de enfermidade, especialmente em situações graves ou terminais, a igreja pode ministrar a unção com óleo acompanhada da oração da fé, conforme a orientação bíblica. Esse ato expressa a confiança na soberania de Deus, que pode conceder cura, fortalecimento espiritual e consolo ao enfermo e à sua família.
 
IV. O AZEITE COMO SÍMBOLO DA ATUAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO
1.       O Espírito Santo capacita para o testemunho e a pregação do Evangelho. No dia de Pentecostes, Pedro anunciou a mensagem de Cristo cheio do Espírito Santo, e cerca de três mil pessoas se converteram (Atos 2.14-41). Essa capacitação continua sendo indispensável para a proclamação do Evangelho (Atos 1.8).

2.       O Espírito Santo ensina e dirige a vida do cristão. Jesus prometeu que o Consolador guiaria seus discípulos em toda a verdade e lhes faria lembrar seus ensinamentos (João 14.26). Da mesma forma, Paulo exortou os cristãos de Éfeso a serem continuamente cheios do Espírito Santo (Efésios 5.18).

3.       O Espírito Santo inspira e orienta a obra missionária. É Ele quem concede sabedoria, direção e coragem para anunciar o Evangelho, mesmo em circunstâncias adversas (Marcos 13.11; At 1.8).

4.       O Espírito Santo produz o fruto espiritual na vida do crente. A presença do Espírito transforma o caráter do cristão, manifestando o fruto descrito por Paulo: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gálatas 5.22-23).

5.       O Espírito Santo concede dons para a edificação da Igreja. Os dons espirituais são distribuídos pelo Espírito conforme a vontade de Deus, visando ao crescimento, à unidade e à edificação do Corpo de Cristo.

6.       O Espírito Santo auxilia o crente em sua comunhão com Deus. Ele fortalece a vida espiritual e intercede pelos santos conforme a vontade de Deus, especialmente quando não sabemos como orar (Romanos 8.26-27).
 
CONCLUSÃO
A unção é de extrema importância no cristianismo, essa pratica está sendo esquecida e pouco difundida no meio cristão, principalmente nos pentecostais. Atualmente sentimos a ausência de pedidos para a unção com o óleo, os enfermos já não a pedem, isso prova que há algo errado, ou não passamos confiança para os crentes pedirem a unção, ou não acreditam mais na unção.
 
Há também aqueles que banalizaram tanto esse ato sagrado que fizeram com que as pessoas perdessem o crédito. Precisamos urgentemente resgatar essa preciosidade esquecida por nós ministros ou sacerdotes do evangelho que não mudou, ele continua com a mesma eficácia, nós é que mudamos.
 
A décadas passadas éramos chamados para ungir as pessoas enfermas em suas casas e muitas vezes o Senhor operava milagres através da unção, eu sou testemunha disso, vi muitas pessoas serem curadas através da unção com o óleo. Obreiros revivam esse passado, traga para o presente e Deus confirmará a unção das tuas mãos.

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