O QUERER E O EFETUAR



ESBOÇO 478
TEMA: O QUERER E O EFETUAR
"Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade." Fp 2.13.

Deus é a base e fundamento de todas as coisas. Nele tudo começa e termina, tanto no desenvolvimento da salvação, quanto no sentido da vida. No contexto, Paulo fala sobre a divisão que estava acontecendo na igreja de Filipos, quando ele referiu-se a salvação que tem o significado de “saúde espiritual da igreja”, o mais importante para um crescimento saudável. Ele faz as seguiste colocações: O amor fraternal e a humildade, seguir o exemplo de Cristo na humilhação, o desenvolvimento da salvação e a soberana vontade de Deus.
O amor fraternal e a humildade
Paulo completaria a sua alegria se os crentes fossem mais completos; ele sabia que na igreja havia a consolação de amor, comunhão do Espírito, entranháveis afetos e misericórdia (Fp 2.1). Mas para o seu júbilo algo mais deveria acontecer entre eles: (1) Penseis a mesma coisa; (2) Tenhais o mesmo amor; (3) Sejais unidos de alma; (4) Tendo o mesmo sentimento (Fp 2.2). Essas coisas não eram impraticáveis, portanto, todos podiam tê-las em comum.

Exemplo de Cristo no aviltamento
Paulo exortava os crentes de Filipos para que eles tivessem o mesmo sentimento que houve em Jesus Cristo, em quem não houve nenhum orgulho e usurpação; embora subsistindo em forma de Deus não julgou ser igual a Deus, pelo contrário, se esvaziou tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens. Na sua humilhação foi obediente até a morte, em uma morte horrenda na cruz, perante isso Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que está acima de todos os nomes (Fp 2.7-11).

O desenvolvimento da salvação
A obediência daqueles crentes devia ser constante, e não somente na sua presença, mas também desenvolverem a salvação com temor e tremor. Para Paulo a saúde espiritual era imprescindível, e a igreja só a teria se levasse a sério esses princípios (Fp 2.1), como: a sã doutrina, a prática do amor ao próximo, santidade, entre outros. Paulo demonstrou conhecimento do que estava falando. Por haver vivido essa experiência na prática, compreendia também que nenhuma capacidade havia nele, se não fosse dada por Deus.

  “Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, o qual também nos capacitou para sermos ministros dum novo pacto, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.” (2 Co 3.5-6)
A soberana vontade de Deus
Deus é soberano em realizar a sua vontade "Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade"(Fp 2.13). Mas é preciso que estejamos dispostos a retirar de nós tudo aquilo que nos impede de fazer a sua vontade, buscando uma vida de santificação e comunhão com Cristo. Tanto a nossa vontade, quanto aquilo que realizamos só serão aprazíveis quando nos submetermos àquele que em nós habita “o Espírito Santo”; é ele quem nos molda no dia a dia dos nossos desejos e atitudes.

            Não basta que os nossos desejos e vontades predominem, mas é preciso que deixemos que a vontade do Senhor prevaleça sobre nós em todos os sentidos da vida. “Venha a nós o teu reino e seja feita a tua vontade”. Para isso devemos estar dispostos a entregar tudo nas mãos dele. Atualmente muitos não queremos mais esperar nas provisões de Deus, somos imediatistas, como se tudo fosse um aperto de botão. No entanto não é assim, temos vários exemplos na Bíblia que comprovam isso. Sigamos o que disse Davi: “ESPEREI com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.” (Sl 40.1).
Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

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