ESBOÇO 1536 TEMA: A VISITA DE DEUS PODE MUDAR SEU DESTINO.

 

ESBOÇO 1536 *
TEMA: A VISITA DE DEUS PODE MUDAR SEU DESTINO.
TEXTO-BASE: Gênesis 18:1-33
Autor: Pr. Elis Clementino
 
INTRODUÇÃO
Há momentos em que Deus visita a vida do homem de forma extraordinária. Em Gênesis 18, Abraão experimenta um desses encontros: o próprio Senhor e dois anjos vêm até sua tenda, trazendo revelação, promessa e propósito. Esse texto mostra que Deus não é apenas o Criador distante, mas o Deus que se aproxima, fala e age na história humana. Quando Deus visita o homem, nada permanece o mesmo — promessas se cumprem, fé é renovada e destinos são transformados.
 
I. QUANDO DEUS VISITA, ELE TESTA NOSSA DISPONIBILIDADE (Gênesis 18:1-8)
“Apareceu-lhe o Senhor... e, levantando ele os olhos, viu três homens de pé junto a ele.” A aparição de anjos ou manifestação de Deus é chamada de teofania (do grego theos = Deus; phaino = aparecer). É usada quando Deus se manifesta de forma visível ou perceptível, às vezes acompanhado de anjos, ou assumindo forma humana.
 
Abraão não sabia quem eram aqueles homens, mas imediatamente os recebeu com zelo e humildade. Ele corre, se curva e serve. Essa reação mostra o coração de quem está sensível à presença divina.
 
Lições práticas:
1.       A presença de Deus é discernida pela sensibilidade espiritual.
Muitos perdem as visitas de Deus porque estão ocupados demais.
2.       Quem serve com prontidão experimenta revelação. A hospitalidade abriu a porta para uma das maiores promessas da Bíblia.
3.       A fé é demonstrada em gestos simples.
Um prato de pão e um pouco de água se transformaram em um encontro com o Altíssimo.
 
Estejamos certos de que Deus ainda visita corações abertos, casas acolhedoras e vidas disponíveis. Não há manifestação divina onde não há disposição humana. Você está disposto a abrir o coração para Deus?
 
II. QUANDO DEUS VISITA, ELE RENOVA SUAS PROMESSAS (Gênesis 18:9-15)
Deus, em forma humana, acompanhado de dois anjos, visita Abraão na entrada da sua tenda, em Manre. “Haveria coisa demasiadamente difícil para o Senhor?” (Gênesis 18:14; Lucas 1:37: Mateus 19:26). Nessa ocasião, o Senhor renova em Abraão e Sara a promessa de um filho. O tempo havia passado, a esperança parecia morta, mas a Palavra do Senhor reaviva o impossível. Sara riu — um riso de dúvida —, mas Deus transforma o riso da incredulidade em riso de alegria (Gênesis 21:6).
 
Lições práticas:
1.       Deus cumpre promessas no Seu tempo, não no nosso.
Abraão esperou vinte e cinco anos, mas a promessa não falhou.
2.       O riso da dúvida pode se tornar o riso da fé.
Onde há incredulidade, Deus planta esperança.
3.       A visita divina desperta o que parecia adormecido.

Toda vez que Deus fala algo volta a viver dentro de nós. Talvez suas promessas pareçam distantes, mas, quando Deus visita, o tempo de espera se transforma em tempo de cumprimento. Romanos 4: 17-21 - “Como está escrito: ‘Pai de muitas nações te constituí’, diante de quem creu, ele, que dá vida aos mortos e chama à existência as coisas que não existem. Ele creu, mesmo quando não havia razão humana para esperar, contra toda esperança, esperando tornar-se pai de muitas nações, segundo a promessa de Deus. Não duvidou, pela incredulidade, da promessa de Deus; antes, foi fortalecido pela fé, dando-lhe glória, plenamente convencido de que Ele era poderoso para cumprir o que havia prometido. Por isso, a fé de Abraão foi considerada justiça.”

III. QUANDO DEUS VISITA, ELE NOS CHAMA À INTERCESSÃO (Gênesis 18:16-33)
“Destruirei eu a cidade de Sodoma sem antes revelar a Abraão o que vou fazer?” Depois da refeição, Deus revela a Abraão o juízo sobre Sodoma. O amigo de Deus se coloca entre o céu e a terra, intercedendo pelas vidas que ali estavam. Abraão não apenas conversa com Deus — ele negocia com misericórdia.
 
Lições práticas:
1.       A verdadeira amizade com Deus gera compaixão pelos outros. Quem anda com Deus não se conforma com o juízo, clama por graça.
2.       Interceder é o maior sinal de maturidade espiritual. Abraão não pensa em si, mas nos outros.
3.       A presença de um justo pode mudar o destino de muitos. “Se houver dez justos...”
A visita de Deus deve nos mover à oração, compaixão e compromisso. Quem foi tocado por Deus não pode ficar indiferente diante da perdição do mundo.
 
IV. QUANDO DEUS VISITA, ELE REVELA SUA NATUREZA (Gênesis 18:33)
“E retirou-se o Senhor, depois que acabou de falar com Abraão.”
Após tudo, fica clara a natureza do Deus que visita:
ü  É pessoal, pois fala diretamente.
ü  É fiel, pois cumpre o que promete.
ü  É justo, pois julga com equidade.
ü  É misericordioso, pois escuta o intercessor.
 
Lições práticas:
ü  A visita divina não é um evento emocional, é uma revelação de caráter.
ü  Deus se aproxima não apenas para dar algo, mas para revelar quem Ele é.
ü  A vida de Abraão muda porque ele passou a conhecer Deus mais profundamente.
Toda visita de Deus tem um propósito: transformar-nos em reflexos de Sua presença. Glória a Deus!!
 
CONCLUSÃO
A história de Gênesis 18 nos ensina que Deus ainda visita o homem — não com três viajantes no deserto, mas com Sua presença real por meio do Espírito Santo. Ele visita para despertar fé, restaurar promessas e levantar intercessores. Abraão não apenas viu Deus passar — ele O recebeu. Quando Deus visitar você, não O deixe partir sem que Ele marque sua vida. Abra a tenda, ofereça o coração e prepare o lugar para que Ele sempre esteja presente.
 

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