TEMA: A VITÓRIA DE JOSAFÁ.
“Então, voltaram todos os homens de Judá e Jerusalém, e Josafá, à frente deles, para irem a Jerusalém com alegria, porque o SENHOR os alegrara acerca dos seus inimigos” (2 Cr 20.27).
Ninguém está isento de ter inimigos, pois eles surgem às vezes de coisas fúteis e até por pequenos conflitos, ou seja, desde uma pequena desavença a uma guerra. Uma inimizade pode trazer consequências graves, principalmente quando se trata de países. O que discorreremos nesse assunto é como se deu a vitória de Josafá naquela ocasião.
Josafá rei de Judá foi desafiado pelos seus inimigos, porém ele temeu por ser seus inimigos numerosos (2 Cr 20:3), o rei não teve outra saída a não ser busca socorro do Senhor, ele pregoou um jejum para todo Judá, pois o confronto era inevitável (2 Cr 20:4-5). Quando as coisas se complicam para o nosso lado e não temos condições de superar só há uma alternativa “buscar o Senhor”. Josafá reinou vinte e cinco anos de 873 – 849 aC. (2 Cr 20:31). Josafá estava focado em buscar o Senhor.
Entendemos que cada situação deve-se ter uma maneira de agir, dependendo do oponente, pois cada inimigo tem as suas estratégias para confrontar, intimidar e gerar medo, é exatamente nesse momento que necessitamos de comedimento, força, coragem e determinação antes de agir, além disso deve-se estudar qual a estratégia usada pelo inimigo e não desviar dele o foco (Ne 6.3).
Muitas vezes conhecemos os nossos inimigos, porém não conhecemos as suas estratégias, os moabitas e os Amonitas, e juntamente com eles uma grande multidão, diante dessa situação Josafá temeu, o medo se instalou no seu coração, isso é normal em todo ser humano, porém antes de tomar qualquer posição contra os seus inimigos ele buscou primeiramente ao Senhor. O medo foi proveitoso, porque o motivou a buscar a Deus. Geralmente só buscamos ao Senhor nos momentos mais difíceis (Sl 83.16,18; At 17.27), quando a situação parece fugir do nosso controle. As dificuldades que enfrentamos muitas vezes nos levam a tomar atitudes que agradam a Deus (Jn 1.12).
Josafá fundamentou a sua oração e confiança em Deus, em cinco verdades principais: (1) Que Deus tinha o poder sobre todas as pessoas e todas as situações (vv. 6,7); (2) Deus tinha sido fiel ao seu povo, no passado e no presente (vv7-9); (3) E que o povo de Deus sofreria derrota sem ele (v 12); (4) Que as promessas de Deus eram um fundamento sólido para a fé (vv 14-17,20); (5) Que a presença ativa de Deus entre o seu povo resultaria em livramento e vitória (v 17). (Bíblia de Estudo Pentecostal.
O que nos leva a buscar o socorro do Senhor são as impossibilidades de vencermos sozinhos os inimigos que nos rodeiam (2 Cr 32.19-22; Sl 3.1-4), com a presença de Deus não temeremos por mais numerosos que sejam (Sl 27.3; 2 Sm 22.30), ainda que estejamos no vale da sombra da morte não devemos temer (Sl 23.4). Deus não permite que sejamos derrotados e reduzidos ao pó (Is 54.17).
A revelação de Deus foi extraordinária, a única maneira de ver a manifestação divina em nosso meio é através da oração e consagração (At 13.2,3). Muitas vezes o Senhor quer nos falar, mas é necessário que ele gere um motivo para nos dizer algo que necessitamos ouvir. A oração resultou em encorajamento da parte de Deus através de Jaaziel, um levita que estava mo meio da congregação, parece ter sido momento único porque não há registro sobre esse profeta que através do Espírito do Senhor encorajou o rei de Judá, entretanto devemos reconhecer que só haverá avivamento e encorajamento da parte de Deus se o buscarmos por meio da oração (2 Cr 20.14; At 4.31,33).
A mensagem profética foi decisiva naquele momento, inclusive mostrando todas as trajetórias e pormenores para a peleja ser vitoriosa “aleluia” (2 Cr 20.15-16). O Senhor disse a Josafá a peleja é minha (Cr 20.17; Ex 14.14; 15.3), após ser ele encorajado passou a encorajar o povo para a guerra, precisamos crer no Senhor para estarmos seguros (2 Cr 20.20; Pv 29.25), louvar a Deus faz parte da estratégia para a vitória (2 Cr 20.18). Josafá encorajado organizou a marcha da seguinte forma: Cantores para louvarem ao Senhor saindo á frente dos armados, porque as estratégias de Deus são diferentes das nossas, ele se utiliza de coisas simples para confundir as que são (I Co 1.27,28) para que ninguém se glorie (I Co 1.29) “Ele é quem dá vitória ao rei...” (Sl 33.16,17; 144.10; Pv 21.31).
Quando a nossa confiança é depositada em Deus, ela nos leva ao caminho da vitória. Essa confiança deve ser permanente em todas as circunstancias até o fim. Deus quer sempre nos ajudar nas batalhas, mas precisamos nos organizar espiritualmente tomando o caminho da oração e jejum como fez Josafá naqueles dias. A vitória foi certa (2 Cr 20.23-25) e após essa vitória ele se reuniu no vale de Beraca “benção” aonde Jeosafá se reuniu para agradecer a Deus e depois marcha para Jerusalém cantando e tocando os seus instrumentos (2 Cr 20.26-30). Deus ainda é o mesmo, da maneira que ele deu vitória ao rei, nos dará também, porque nEle não há mudanças nem variações e sempre que clamarmos nos ouvirá (Sl 34.15).
“Buscar-me-eis e me achareis quando buscardes de todo o vosso coração” Jr 29.13.
Pr. Elis Clementino – prelisclementino@gmail.com
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