quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A INTRANSIGÊNCIA RELIGIOSA.

ESBOÇO 314
TEMA: A INTRANSIGÊNCIA RELIGIOSA.
“Josué filho de Num servidor de Moises desde a sua juventude, disse: Moises, meu senhor, proíbe-os” (Nr 11:28)

INTRODUÇÃO
A intransigência é um dos males que tem afetado muitas pessoas em todo mundo, independentemente de classes sociais e religião. O absolutismo tem gerado muitos problemas em todas as camadas da sociedade, o exclusivismo é a ponte que leva a intolerância e conseqüentemente a discriminação. As escrituras sagrada exemplifica isso como um problema antigo na humanidade. Josué um dos jovens servidor de Moisés teve ciúme porque Eldade e Medade profetizavam no arraial “Moisés, meu Senhor, proíbe-lho” (Nr 11:28,29), também os fugitivos de Efraim para serem identificados teriam que dizer chibolete; porém eles diziam sibolete e automaticamente eram mortos. Os meninos clamavam no templo Hosana ao filho de Davi, os sacerdotes e escribas indignaram - se (Mt 21:15). Neste breve comentário discorreremos até que ponto a intransigência pode chegar ao meio cristão.

Significado:
Intransigência; intolerância, absolutismo, extremismo, fanatismo e ignorância.

A intolerância.
A intolerância gera exclusividade, ciúmes, discriminação, murmuração e perseguição, os egípcios não se alimentavam com os hebreus, pois isso era abominação para eles (Gn 43:32). Os samaritanos não podiam se comunicar com os judeus (Jo 4:9). Pedro teve uma visão a respeito de Cornélio (gentio) e disse: “Mas vós bem sabes que não é lícito um judeu juntar-se, ou chegar-se perto de um estrangeiro” (At 10:28). Hoje não é diferente, as pessoas atingidas por esse mal fazem distinção entre denominação A e B, às vezes depreciando como se não fossemos comprados pelo mesmo preço “O sangue de Jesus”. Você já pensou se o Senhor fizesse uma tabela dos comprados, quem valia mais? Ora, fomos resgatados pelo mesmo preço, para que não viéssemos pensar que valíamos mais.

A intransigência tem sido um grande impedimento na propagação do evangelho, as pessoas se digladiam moralmente por motivos doutrinários, tudo isso para conquistar um espaço como se fosse mercado ou comércio, olha-se mais para os emblemas denominacionais do que as pessoas. No conceito de Moises, Eldade e Medade podiam profetizar que ele não teria nenhum motivo para se impor, mas disse: “Tomara que todo povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse do seu Espírito!” (Nr 11:29). Outro fato aconteceu, o discípulo de Jesus chamado João, lhe disse: Mestre nós vimos um homem que em teu nome expulsava demônios, e nós lho proibimos porque não nos segue (Mc 9:38). Ora! Jesus podia condenar tal individuo, mas não o fez (V 39). Trouxeram também as crianças para que tocassem em Jesus, mas os discípulos as repreendiam, pois a intolerância leva a exclusão das pessoas (Mc 10:13). Os discípulos de João disseram a ele, aquele homem (não o chamaram de Jesus) do qual deste testemunho dEle, está batizando mais discípulos do que tu, e a multidão lhe seguem. Se João Batista não soubesse de que espírito era teria realmente ido confrontá-lo, no entanto deu profundo testemunho a respeito do Mestre (Jo 3:26,27).

A intolerância discrimina; por causa dela, o próprio Cristo foi rejeitado pelos samaritanos, porque viram que Ele ia para Jerusalém, entretanto não quiseram hospedá-lo por ser Ele um judeu (Lc 9:53). A intenção do Senhor era quebrar a barreira entre judeus e samaritanos e alcançar vidas para o reino de Deus, por isso foi necessário passar por Samaria, mesmo que viesse a contrariar os desejos de alguém (Jo 4:4). Houve também uma grande murmuração porque Jesus entrou para se abrigar em casa de pecador (Lc 19:7). Uma mulher era discriminada pela sociedade por ter uma hemorragia há doze anos, não podia se aproximar do mestre, porque os que estavam a sua volta tinham um sentimento de exclusividade, (só nós e mais ninguém) (Mt 9:20). Uma mulher Cananéia se aproximando de Jesus, rogando-lhe uma cura para sua filha que estava miseravelmente possessa, por Jesus não responder nada, os discípulos se acharam no direito de pedir a Ele que a despedisse (Mt 15:21-28). Os discípulos não suportaram ouvir um cego clamar e diziam cala-te (Jo 9:1-3). Jó relatou que até o seu hálito era intolerável a sua própria mulher e os seus próprios irmãos o repugnavam (Jó 19:17).

As pessoas intolerantes geralmente são perseguidores. Paulo perante o rei Agripa relatou o quanto perseguia os crentes, pois ele tinha autoridade para impedir o crescimento do evangelho de Cristo (At 26:11). No ato da sua conversão, Jesus declarou ante ele: - Eu sou Jesus a quem tu persegues. (At 9:4, 5) Ele passou a ser perseguido da mesma forma (At 9:23-31). A intolerância e a inveja podem levar uma pessoa a cometer um homicídio, Caim não tolerava ver o sucesso do seu irmão Abel (Gn 4:1-8).

O que Deus pode fazer por uma pessoa discriminada?
Será que as pessoas discriminadas e perseguidas não são úteis? E como essas pessoas são vistas por Deus? O que dizer de Raabe, uma prostituta que morava em cima do muro? E sobre a sua justificação relatada pelo escritor aos hebreus? (Hb 11:31). O que dizer de Tiago quando disse que Raabe foi justificada pelas obras? (Tg 2:25). O que dizer sobre o seu nome na árvore genealógica de Jesus (Mt 1:5). O que dizer sobre os quatro leprosos que estavam excluídos da cidade por causa da sua enfermidade? No entanto Deus os usou poderosamente para salvar Samaria da fome (2 Rs 7:3). O que dizer da mulher samaritana no poço de Jacó que havia tido quatro maridos e o que tinha não era dela, mesmo assim ela se tornou um canal de benção para os seus conterrâneos. (Jo 4:42). E sobre a mulher que fora apanhada em ato de adultério e a trouxeram a presença de Jesus, para que fosse feito conforme a lei de Moisés (Lv 20:10; Dt 13:9). Ser morta a pedradas (Jo 8:4,5,7). Amados, a intolerância não perdoa, os intransigentes não têm um espírito perdoador, mas de vingança, como aqueles homens pecadores e adúlteros queriam matar aquela pobre e indefesa mulher. Entretanto Jesus fez aquela mulher respirar aliviado e lhe disse: - Mulher onde estão os teus acusadores, ninguém te condenou? Nem eu te condeno, vá em paz e não peques mais (Jo 8:11). Todas essas pessoas se tornaram um verdadeiro canal de benção nas mãos de Deus e os intransigentes ficam de fora e bem provável não entrarão no reino de Deus. No seu conceito em que posição você colocaria essas pessoas? Como cristãos podemos julgá-los da mesma maneira? Necessitamos acreditar que Deus tem o poder transformar de vidas.

CONCLUSÃO
Devemos ter muito cuidado para que esse mal não nos atinja, a intolerância, ciúme, exclusão, discriminação, perseguição, crítica, murmuração e exclusivismo. Deus quer que tenhamos um coração perdoador e cheio de justiça divina. Paulo escrevendo aos Gálatas disse: - Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais encaminhais o tal com espírito de mansidão. Mas olha por ti mesmo para que não sejas tentado (Gl 6:1; Cl 2:8; 1 Tm 4:16). Tratar bem as pessoas, independentemente de quem elas são constitui-se uma grande virtude.
Pr. Elis Clementino Itapissuma/PE

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O VERDADEIRO SENTIMENTO DA ADORAÇÃO.

ESBOÇO 313
TEMA: O VERDADEIRO SENTIMENTO DA ADORAÇÃO.

“Então, Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com perfume de bálsamo. (João 12:3)

INTRODUÇÃO
Adoração é a maior expressão de gratidão que o ser humano pode oferecer ao seu criador, é um sacrifício que se dar e nem sempre é bem visto, saiba que o ato de adorar ao Senhor movimenta um mundo espiritual que se manifesta fortemente para impedir que seja feito para Deus. (2 Sm 6:14,15,16,20-22), Maria, não era adoradora e desconhecia que todos os seres no céu e na terra foram criados com essa finalidade.

O verdadeiro adorador.
Não mede circunstâncias para adorar, Davi contrariou a sua mulher Mical e quebrou protocolo real por causa da adoração ao Senhor (2 Sm 6:21,22), pois ele sabia que esse ato era de valor inestimável e a arca representava a própria presença de Deus, era uma ação de um coração agradecido e de reconhecimento profundo dos favores de Deus sobre ele. Há várias maneiras de se adorar ao Senhor, e aquele que se dispõe a oferecer tal sacrifício necessariamente precisa saber que deve ser feito de coração e voluntário, exceto isso não será aceito por Ele com ações de graça.

A gratidão de Maria.
O contexto não fornece informações históricas a respeito de “Maria”, mas a tradição admite ser ela a mulher pecadora “Maria Madalena” (Lc 7:39). Certamente a ação dela foi um ato de reconhecimento pelo que o Senhor havia feito em sua vida. Somente os corações contritos e agradecidos oferecem sacrifícios sem reservas envolvendo se necessário até valores, como alto preço do ungüento “nardo puro” lançado aos pés do Mestre na casa de Lázaro (Jo 12:3; Lc 10:38,39; Mc 12:42). Ela podia usar muitas outras formas de expressar esse ato de gratidão, mas aquele momento foi o mais conveniente para ela, porque talvez ela não tivesse mais outra oportunidade.

Zaqueu revela a sua gratidão.
Um coração agradecido se dispõe a adorar, principalmente quando reflete sobre os benefícios do Senhor, Zaqueu ao refletir sobre o que acabara de receber levantou-se e disse: “Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais”. Essa foi a mais forte expressão de “Zaqueu” (Lc 19:8). Ao ouvir essa declaração Jesus disse: “Hoje, houve salvação nesta casa” (Lc 19:9). O que você tem recebido até hoje vale mais do que o dinheiro que você tem?

Os Pseudo-s adoradores.
Muitos declaram ser adoradores, mas somente de lábios, às vezes porque canta, mas cantar, nem sempre significa adorar ao Senhor, hoje nos deparamos com verdadeiros profissionais do canto, que apenas cantam e até conseguem encantar as pessoas com o seu canto, estes são descompromissados com igreja, vivem como verdadeiros soldados sem quartéis, ovelhas sem pastor, são os últimos que chegam aos templos e apenas para cantar, não se envolvem com o culto a Deus e estão totalmente alheios ao ato da verdadeira adoração e profundo sentimento de fé, devemos nos dirigir a Deus na condição de adorador e não nos alocarmos na condição de adorado, como verdadeiros ídolos mundanos, atores ou qualquer outro personagem e até pregador no palco exibindo os seus potenciais se revestindo de gloria humana sendo o centro das atenções, essas pessoas nunca tiveram dispostos a pagarem o preço da real adoração.

CONCLUSÃO.
O verdadeiro sentimento da adoração, vai muito mais além de um cantar, é envolver-se nos mistérios de Deus em espírito e em verdade, “Importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4:24) envolvendo espírito, alma e corpo, é dar ao Senhor o melhor que o nardo puro com alto teor de essência, é mais do que regar-lhes os pés com lágrimas, muito mais do que enxugar com os cabelos. O mais importante para o mestre não era o que estava sobre a mesa, como os alimentos e em volta muitas pessoas, mas o que estava acontecendo embaixo da mesa, uma mulher que quase não se via, mas nela havia um real sentimento de adoração e de agradecimento (Jo 12:3). Esse deve ser o seu também. Amem! Adoremos ao Senhor com toda a nossa força e em santidade, porque tudo é dEle e para ele, tenhamos uma vida compromissada com o louvor e a adoração a Deus.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

SAL e LUZ.

ESBOÇO 312

TEMA: SAL e LUZ.

“Vós sois o sal da terra e a luz do mundo” (Mt 5:13,14).


INTRODUÇÃO

Símbolos importantes usados para indicar as boas qualidades de um cristão, com relação ao mundo pecaminoso, sal e luz dois elementos insignes apresentado por Jesus para fazer a diferença entre quem serve a Deus ou não. Sal é um ingrediente que serve para conservar, substância que impede os alimentos do reino animal apodrentar, enquanto a luz emite raios que dispersa as trevas.


As Propriedades do Sal e Luz

1. Os valores do sal: Dar o sabor e preservar da corrupção ou decomposição, a ausência dele Permeia toda sociedade, no sentido espiritual e da ética, é dever do cristão ser sal, servindo de exemplo para o mundo. Quando ele não surti efeito para nada mais presta, somente para ser pisoteado pelos homens (Mt 5:13). O sal é uma mistura necessária, porém quando não usamos em sua total essência, deixa de ser útil e se iguala aos demais. Quantos crentes se tornaram insípidos e moralmente deteriorados, isso tem refletido na igreja apagando até o poder do Espírito Santo, deixando predominar o espírito que opera no mundo, chegando a se conformar com ele, a palavra diz que devemos fazer o contrário “E não vos conformeis com este mundo...” (Rm 12:2ª; I Pe 1:14; I Jo 2:15ª).


2. A preciosidade da luz, nada há mais formidável, pois onde ela estiver será vista, refletindo alegria a quem as observa. Quando viajamos para bem distante, nos deparamos com lugares totalmente sem luz, mas ao vermos algumas luzes de longe, logo nos alegramos porque a luz nos dá a sensação de segurança, pois fica subtendido que é um lugar habitado, ninguém consegue esconder uma cidade iluminada (Mt 5:14), da mesma forma devemos resplandecer diante dos homens (Mt 5:16; I Pe 2:12). Há muitos cristãos com as suas luzes totalmente apagadas, eles estão andando na escuridão espiritual, tropeçando, porque as escuridões das trevas prevaleceram sobre os seus olhos, ao ponto de ninguém conhecê-los como crentes.


CONCLUSÃO

O sal e a luz são requisitos que engrandecem o cristão em todos os aspectos, assim como o sal que protege da decomposição, a luz expande os seus raios iluminantes dissipa a plena escuridão. Assim sejamos nós diante de um mundo de corrupção e de plena escuridão espiritual, que os seus raios possam brilhar constantemente como os astros e conseqüentemente como sal, salgando esse mundo apodrecido pelo pecado. Devemos fazer a diferença, pois para isso fomos salvos, sem compartilhar com os pecados que leva o mundo a total destruição. Que possamos “resplandecer como astros no mundo”. (Fl. 2:15).


Pr. Elis Clementino – Itapissuma/PE

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

ESCONDIDOS NO DIA DA ADVERSIDADE.

ESBOÇO 311

TEMA: ESCONDIDOS NO DIA DA ADVERSIDADE.

“Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; por-me-á sobre uma rocha” (Sl 27:5).


INTRODUÇÃO

O ser humano tem em si a autodefesa, esconder-se ou buscar proteção nos momentos em que se sente ameaçado, é uma reação do próprio indivíduo, ele procura buscar abrigo em cavernas, árvores, casas e pessoas. O homem vive sob arrimo, até o seu próprio corpo se autodefende, mas somos seres limitados, não podemos nos proteger totalmente. Há proteção que é da nossa parte, outras são externas, outras, somente Deus para nos defender. Veremos nesse delineamento a expressão do salmista Davi.

  • Confiança e Segurança em Deus.

A nossa confiança em Deus e anelo pela sua presença nos faz repousar em segurança. O amor a Deus e a sua casa era inconfundível na vida de Davi, isso é expresso no salmo 27. Deus é um pai que não desampara, ensina e fortalece o coração daquele que nEle espera.


Confiança e Segurança; São requisitos imprescindíveis na vida do cristão, na confiança estaremos seguros. “Os que confiam no Senhor serão como os montes de Sião que não se abala, mas permanece para sempre” (Sl 125:1). Isso acontece pela certeza da presença do Senhor em nossas vidas, ela pode ser representada pelo seu anjo. Essa confiança em Deus deve ser permanente até em situações ameaçadoras.


O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra” (Sl 34:7).


Ainda que um exército me cercasse o meu coração não temeria, ainda que a guerra se levantasse contra mim, nele eu confiaria” (Sl 27:3)


Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte não temeria mal algum porque tu estás comigo” (Sl 23:4).


Às vezes em situações extremas, queremos abandonar a nossa fé e confiança no Senhor, o desespero toma conta de nós e até parece que nunca conhecemos o Senhor, entretanto devemos firmar a nossa confiança nEle como expressa o Salmo 46 mostrando o tipo de fé que devemos ter.


Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abale pela sua braveza” (Sl 46:1-3).

  • Olhando para Deus.

Devemos olhar para o Senhor sem perder a visão da fé, olhar para Ele permanentemente “Elevo os meus olhos para os montes: De onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. (Sl 121:1,2). Quando deixamos de olhar para Deus perdemos até a visão de vitória, e começamos olhar para baixo, o pessimismo toma conta de nós, deixando-nos sem perspectiva de algo melhor, só tendo na mente coisas como: Não dá, Não posso, Não vejo saída e Não tem solução, vivendo inteiramente na mediocridade.


CONCLUSÃO

Deus não quer que você seja assim, a sua confiança nEle deve estar acima de tudo “Haveria coisa alguma difícil ao Senhor?” (Gn 18:4) “Porque para Deus nada é impossível” (Lc 1:37). Portanto não desanime, Deus está no controle de tudo, e no dia da adversidade estarás abrigado e firmado (Sl 27:5).


Pr. Elis Clementino – Itapissuma/PE

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

ENCONJADI 2010







terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A VOLTA DO ESCRAVO.

ESBOÇO 310

TEMA: A VOLTA DO ESCRAVO.

“Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim” (Fm 11).


INTRODUÇÃO

Há muitas coisas nesta vida que são consideradas às vezes impossíveis de se recuperar, principalmente o ser humano quando estão as margens da sociedade. É muito natural pronunciarmos palavras a respeito de alguém dizendo: Há! Fulano de tal é inútil, é irrecuperável, perdeu a confiança, é a vergonha da família e da sociedade, este não tem mais jeito, no entanto não é assim que se deve pensar, não devemos ter essa visão com relação às pessoas que cometeram alguns deslizes na vida. Mas será que existe alguma maneira para recuperar alguém que esteja dentro desse contexto? Será que quem comete um delito não merece uma chance ou uma nova oportunidade? Será que não devemos ajudar ou fazer alguma coisa por alguém que julgamos ser irrecuperável? Leia então, a carta de Paulo a Filemom e veja o que aconteceu com o escravo Onésimo.


A epístola paulina.

A epístola a Filemom é tipicamente paulina em miniatura, nenhuma secção doutrinária, porém, é incluída, por trata-se de missiva pessoal e inteiramente prática. A carta cujo personagem central é Onésimo, foi dirigida ao Senhor Filemom discípulo de Colosso. O escravo fugitivo “Onésimo” que aparentemente havia fugido por tê-lo furtado, após cometer essa claudicação foi para a metrópole de Roma, e lá encontrou Paulo preso, e seja como for, na própria prisão, Paulo foi capaz de levá-lo a converter-se a Cristo. O interessante é que alguns episódios acontecem justamente quando uma pessoa se converte ao Senhor Jesus Cristo, ocorre uma grande transformação que envolve o novo nascimento, uma nova vida e uma regeneração completa (Jo 3:1-8; II Co 5:17; Isa 43:18,19). Nessa carta Paulo usou vários argumentos para então tratar da situação de Onésimo.


O propósito da carta.

Convencer Filemom a perdoar Onésimo, seu escravo fugitivo, e aceitá-lo como um irmão na fé.


Conteúdo da carta.

Ação de graça – Eu agradeço a Deus lembrando-me sempre de ti nas minhas orações. Jamais devemos nos esquecer das boas amizades, mesmo que esteja distante; amizade não se faz somente por momento e sim para toda a vida, sendo lembrado até nas orações (v.4).


Conhecimento a respeito de Filemom - Eu sei do teu amor e da fé que tens para com os santos, e a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo (vs.5, 6). Sinto-me alegre e confortado no teu amor, porque o coração dos santos tem sido reanimado por você (v.7).


Alguns argumentos da carta.

1. O costume anterior de Filemom agir com bondade para com os outros (v.5)

2. A autoridade implícita de Paulo (v.8)

3. Seu apelo à autoridade para reforçar um solene pedido (v.9).

4. A idade avançada e a condição de prisioneiro de Paulo serviram como alavanca para obter respeito e a boa vontade de Filemom. (v.9).

5. Onésimo era “filho espiritual de Paulo”, e, por conseguinte, irmão espiritual de Filemom. Tal homem não podia ser tratado violentamente. (v.10)

6. Já fora útil a Paulo, e assim seria para Filemom. Portanto, deveria ser recebido calorosamente, sem qualquer idéia de vingança. (v.11).

7. Paulo tinha Filemom em boa conta, e, portanto, boa esperança de que este faria tudo quanto lhe era solicitado, e até mais (com o que provavelmente, o apóstolo deixou implícito o seu desejo que Onésimo fosse emancipado, a fim de que pudesse servir como ministro do evangelho). (v.21).


A intercessão.

Paulo intercedeu sabiamente pelo escravo Onésimo, apesar do bom relacionamento que tinha com Filemom, não quis se aproveitar para ordenar, mas para interceder em nome do amor (vs.8,9). Existem muitas pessoas que não sabem interceder ou pedir por alguém, essa lição de Paulo deve ser aprendida e, sobretudo exercitada. Paulo na sua intercessão lhe fez ciente; Onésimo fora gerado nas minhas algema, ou seja, na prisão (v. 10). Usou vários argumentos em favor de Onésimo, não obstante, conseguiu a reabilitação do escravo.


CONCLUSÃO

Todos devem ter novas oportunidades ou chances, muitas vezes não queremos acreditar que é possível haver mudanças na vida das pessoas faltosas, simplesmente por achar que nunca falhamos, talvez por falta de conhecimento da carta de Paulo aos Gálatas (Gl 6:1-2). Devemos incentivar as pessoas exercitarem a misericórdia para com os faltosos e concedê-los novas oportunidades, se você não faz uso dela pode faltar no momento que necessitares (Tg 2:13; Mt 5:7; 18:33,35).

Quantos Onésimos espiritualmente falando estão mortos na fé pelos caprichos de homens orgulhosos protegidos por uma sigla de denominação. No ponto de vista de Filemom era não recebê-lo, mas, no entanto Paulo tinha outro conceito sobre a situação daquele escravo. E você é capaz de perdoar aqueles que o prejudicaram? Em cristo somos uma só família. Nenhuma diferença racial, econômica ou política deve nos separar. Deixe Cristo agir por seu intermédio para remover barreiras entre irmãs e irmãos em Cristo.


Pr. Elis Clementino da Silva, Itapissuma/PE