sexta-feira, 31 de maio de 2019

ESBOÇO 916 O PECADO REVELADO


ESBOÇO 916
TEMA: O PECADO REVELADO
E prevaricaram os filhos de Israel no anátema; porque Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zerá, da tribo de Judá, tomou anátema, e a ira do Senhor se acendeu contra os filhos de Israel” (Js 7.1).

A desobediência a Deus tem sido um dos maiores problemas do homem, por causa dela todos sofrem e continuará sofrendo as consequências. Quantos sofrimentos as pessoas experimentaram no passado e no presente, cujos motivos foram às iniquidades praticadas. A desobediência tem um grande poder de destruição, seja para o próprio indivíduo, família, igreja e até uma nação inteira. Na continuação discorreremos sobre os efeitos do pecado no ser humano.

A situação de Israel
Josué o sucessor de Moisés estava na liderança dos israelitas e dificilmente eles perderiam uma guerra, pois sempre Deus lhes daria vitória sobre os inimigos, no entanto ao irem tomar posse da cidade de Ai, viram que não havia necessidade de muitos homens para a guerra, pois eram poucos os inimigos e a batalha seria fácil (Js 7.3), a autoconfiança estava presente neles, diziam; bastam apenas poucos homens (v 4). Diante da batalha Israel começou a amargar uma derrota diante dos seus inimigos, entretanto algo estava dando errado, pois não era comum o povo de Deus dá as costas para os inimigos, mas tudo tem o porquê,

A decepção de Josué
Aqueles poucos homens daria para vencer sem problemas, mas ai veio à decepção ao dar inicio a batalha, o inesperado, a baixa no seu contingente de soldados (Js 7.4,5), embora todos estivessem cientes que se Israel pecasse Deus agiria com justiça (Lv 26.17,18).

A reação de Josué
Toda ação, uma reação, Josué rasgou as suas vestes, prostrou-se com o rosto em terra lamentando, Deus nos fez promessas de vitória e porque estamos perdendo? Porque tudo está dando errado? “Ah! Senhor! que direi? Israel virou as costas diante dos seus inimigos! (Js 7.6-8). Josué era um líder e tinha razão, porque o que diriam os inimigos de Israel diante dessa situação? (v 9). Josué parte em busca de uma resposta de Deus para aquela situação.

Deus responde a Josué
Deus conhece todas as coisas, tudo vê e nada há encoberto diante dele (Pv 15.3; Lc 12.2; Mc 4.22; Hb 4.13), por isso Deus resolve entrar na questão e anima Josué (Js 7.10-12). As vitórias dos israelitas sempre eram atribuídas ao Senhor, mas Deus havia saído da peleja, e sobre isso o povo de Israel já havia sido alertado por Moisés no deserto (Nr 14.39-45). A presença de Deus era e sempre será a certeza de vitória, o problema é que Deus não compartilha com o pecado de ninguém e o culpado pela situação era simplesmente um anátema no meio do exército de Judá (v 13).

Deus dá instrução a Josué
Deus vendo o desespero de Josué usou de suas misericórdias para com ele, porque elas são a causa de não sermos consumidos (Lm 3.22). Deus se levanta para socorrer o seu servo e diz: levanta-te, santifica o povo e dize: “Santificai-vos para amanhã porque assim diz o Senhor, o Deus de Israel; Anátema há no meio de vós, Israel, diante dos vossos inimigos não podereis suster-vos, até que tireis o anátema no meio de vós” (Js 7.13). A santidade é o fator essencial para obtermos vitórias diante dos nossos inimigos. Deus manda que Josué saia à procura do anátema de casa em casa (v 14), e assim fez até chegar à casa de Acã (v.18,19). Deus revela o profundo e o escondido, ele está no alto e tudo vê (Dn 2:22;Sl 33:13).

A confissão de Acã
Ao receber a visita de Josué em sua casa, Acã confessou o seu pecado (Js 7. 21-24), entretanto não somente ele pagou o preço pelo pecado cometido, mas também toda sua família e até os animais (Js 7.24-26).

Os nossos pecados não comprometem apenas nós mesmos, mas também a família, igreja e um país (Js 7.15). Quantas vezes as pessoas são afetadas pelas nossas transgressões? Davi quando pecou pagou um alto preço e a espada de Deus perdurou por toda a sua vida e sobre sua casa, mesmo reconhecendo o erro, não ficou isento dos castigos de Deus (2 Sm 12:10). O pecado de Acã Deus tratou duramente, porque tudo o que o homem semear isso também ceifará (Gl 6.7).

O Espírito Santo tem despertado a todos dizendo: “Quando ouvirdes a sua voz não endureça o coração” (Hb 3:7,8), ele quer santidade no meio do seu povo. Muitas vezes queremos que Deus faça um julgamento rápido e ao nosso modo como disse Salomão “Visto que Deus não executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos homens está inteiramente disposto a praticar o mal” (Ec 8.11). Isso não quer dizer que o Senhor faça vista grossa aos pecados do seu povo, contudo estejamos cientes que aquele que semeia colhe, (2 Co 9.6; Gl 6.7) não importa quando, Deus há de tratar sim, e fará justiça se não confessar e deixar. “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcança misericórdia” (Pv 28.13). Embora, nem todas as coisas que estão dando errada em nossas vidas significam pecados, como pensam alguns pregadores da PROSPERIDADE, pois estamos sujeitos a certas situações que muitas vezes são inevitáveis (Jó 14.1; Jó 5.7; Ec 2.22), entretanto devemos viver na confiança que atravessaremos os obstáculos da vida e quanto à situação de Acã, somente após a sua confissão Israel teve vitória diante dos seus inimigos.

Pr. Elis Clementino




terça-feira, 28 de maio de 2019

ESBOÇO 915 DETERIORAÇÃO, TENDENCIA DA VIDA PECAMINOSA.


ESBOÇO 915
TEMA: DETERIORAÇÃO, TENDENCIA DA VIDA PECAMINOSA.
TEXTO: ISAÍAS 1:22

A degradação moral e espiritual é uma tendencia da vida pecaminosa e de um mundo sem Deus, ela vem aumentando de maneira desenfreada, por essa razão interrogamos a nós mesmos, aonde vamos parar? As pessoas estão abandonando as boas práticas e aderindo outras que os conduzem à degradação tanto pessoal, moral e espiritual.

Deterioração
Tudo o que se deteriora torna-se inútil, há um exemplo claro deixado por Jesus sobre o sal, se ele se tornar insípido para nada presta (Mt 5:13-16), principalmente nos alimentos, e válido também para a vida ética e religiosa das pessoas, tudo nessa vida se deteriora, porém as duas propriedades do sal devem ser aplicadas como lições e conservadas para não sofrermos as degradações.

Moral e espiritual
Nada é mais danoso do que uma vida moral arruinada, pois saiba que ela também influência diretamente na sua religiosidade e isso pode causar sérias decorrências no indivíduo. Há registros na Bíblia sobre a situação do povo de Deus “os israelitas”, o profeta Isaías viu que algo bom “a prata” havia se deteriorado, e o puro vinho produto de estimado valor havia também se deteriorado (Is 1:22), a inclinação para o pecado da idolatria e abandonarem a Deus, era um enfraquecimento de algo que estava bem. Outros profetas como Jeremias, Ezequiel e Oseias em seus dias viveram essa realidade (Jr 7:26, 16:12; Ez 16:47; Os 13:2), Jesus também via acontecer nos seus dias (Lc 11:26); o apóstolo Paulo também (2 Tm 3:13); O apóstolo Pedro nos adverte para que tenhamos cuidado, pois a recaída sempre é pior (2 Pe 2:20),  a deterioração está presente em todas as camadas sociais.

As consequências
A deterioração desde a antiguidade tem causado muitos males na vida pessoal, social e na religiosidade das pessoas, podemos citar algumas: (1) Desvio da verdade (Ml 3:7-18; Gl 4); (2) Absorção egoísta (Pv 14:14; Is 1:4; Jr 14:7; Os 11:7); (3) Indiferença religiosa (Mt 24:12); (4) Inaptidão para o reino (Lc 9:62: Gl 1:6); (5) Escravos das velhas formas (Gl 4:9); (6) Desagrado divino (Hb 10:38; 2 Pe 2:20); (7) Perda do entusiasmo espiritual (Ap 2:4); (8) A apostasia (2 Tm 4:3,4); (9) Abandonar a Deus (2 Pe 2:15); 10 Abandonar a Cristo (Mt 19:22; 26;56; Jo 6:66; 1 Jo 2:19).

A conservação evitará a deterioração, o sal ele tem duas propriedades, a de salgar e conservar, o nosso papel como cristão é evitar a deterioração tanto em nós quanto nas outras pessoas, Jesus disse: Vós sois o sal da terra (Mt 5:13). Temos a responsabilidade de fazer o papel do sal, evitar a deterioração ou a degradação das pessoas, seja em que aspectos forem. Amados se os cristãos não fizer essa diferença certamente ele estará como o sal sem valor, por isso vale apena ressaltar a importância dos grandes valores na vida das pessoas.

Pr. Elis Clementino

terça-feira, 21 de maio de 2019

ESBOÇO 914 INSENSATEZ


ESBOÇO 914
TEMA: INSENSATEZ
TEXTO: “A insensatez do próprio homem arruína a sua vida...” PROVÉRBIOS 19:3

Insensatez, uma palavra pouco citada, porém as suas características são vistas no dia a dia das pessoas, além de claramente vermos os males que ela causa. Salomão expressou muito bem sobre a insensatez comparando-a com uma mosca morta no unguento do perfumador (Ec 10:1). No decorrer desse sermão conheceremos os males que a insensatez pode causar na sociedade.

I. A insensatez e as consequências
Um pequeno ato insensato pode ter a capacidade de fazer grandes estragos. Levando em consideração o que disse Salomão pode estragar grandes projetos, uma mosca, inseto que aos nossos olhos é insignificante para estragar o perfume do perfumista, entretanto tem a capacidade de deteriorar, assim entendemos que um pouco de insensatez pode destruir os bons feitos de muitos sábios. “O fulano é tão inteligente, mas um pouco da sua insensatez desmereceu a sua inteligência”. Muitas vezes os nossos planos são magníficos, mas um pouco da nossa precipitação pode estragar todos eles. (I Co 5.6).

(Basta um pouco de insensatez para desmerecer toda inteligência.)

A insensatez está cada vez mais habitual na vida das pessoas, principalmente naquelas que menos esperamos, causando até admiração, isso é notável em todos os seguimentos da sociedade, inclusive no mundo cristão e de pessoas que jamais deixou transparece-la. A insensatez de muitos crentes tem prejudicando até o crescimento do reino de Deus.

O insensato pela sua loucura constrói a sua própria casa sobre a areia e com a sua própria falta de sanidade é derrubada (Pv 19:3; Mt 7.26). A insensatez tem conduzido muitas pessoas à desgraça, pois é essa a colheita (Pv 14:14), ou seja, o insensato prova dos frutos as sua insensatez, assim como o sensato prova dos seus frutos.

O rei Ezequias foi insensato, ele, após ser curado milagrosamente recebeu uma embaixada do Rei de Babilônia (Merodaque - Baladã) com presentes para entregá-lo, no entanto o problema não era receber a visita, mas de mostrar-lhes tudo o que havia em sua casa, inclusive os seus tesouros, o que ele fez não pareceu bem aos olhos do Senhor, por isso foi repreendido pelo profeta declarando-lhe as consequências daquela ação (2 Rs 20.12-18).

II. A sensatez
A cautela mostrar-se como uma virtude que abre os olhos do indivíduo fazendo-o observar, prever e prevenir-se dos perigos. Jesus mostrou aos discípulos o valor e a necessidade de uma edificação sábia (Mt 10.16). Os prudentes não edificam a casa sobre a areia, mas, sobre a rocha. Prudência, “cautela, atenção, prevenção”, é resultado de uma mente ajuizada. (Mt 7.24,25). A mente sensata e sábia deve ser constante, isso significa ponderarmos bem todas as nossas atitudes para termos uma vida saudável e próspera (Pv 4.12); “todo prudente age com conhecimento.” Pv 13.16a). Na Bíblia tem muitos exemplos extraordinários; Ester, após uma sentença do Rei para destruir todos os judeus, sabendo ela interveio de maneira sábia com oração e jejum, pois nada adiantaria tanto jejum e oração sem sabedoria, ela de maneira sábia e perspicaz perseverou até que a ponta do cetro do rei fosse apontando para ela (Et 3. 9; 5.1-5; 8.3-11), essa prudência de Ester fez com que Hamã fosse atropelado pelo seu própria arrogância, a sua imprudência o geriu a própria desgraça (Et 8.7). O insensato cai na sua própria armadilha (Sl 57.6).

O prudente vê o mal e se esconde, mas o simples prossegue e sofre a pena.” (Pv 22.3)

“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios.” (Ef 5.15).

Necessitamos ser cautelosos, por falta dela muitos têm sido abarbadas nos seus projetos, e pessoas consideravelmente inteligentes. Os nossos cuidados devem ser permanentes, pois uma pequena bobagem pode ser tão danosa quanto uma mosca morta no unguento do perfumista, “Um pouco da sua insensatez faz desmerecer toda a inteligência que você tem” (Ec 10.1). “A loucura é a causa de muitas desgraças”. Guardemos as recomendações de Salomão (Pv 9.6; 21.20); Jesus diante dos escribas e fariseus (Mt 23.17,19); Paulo considera os gálatas insensatos (Gl 3.1,3); (Ef 5.17) Devemos abandonar toda insensatez e seguir caminhos que nos levem ao bom senso; (Tt 3.3). "A sensatez deve presidir todos os atos da vida do homem." (Carlos Bernardo González Pecotche)

Pr. Elis Clementino


sábado, 18 de maio de 2019

ESBOÇO 913 ESTABILIDADE E CRESCIMENTO CRISTÃO.


ESBOÇO 913
TEMA: ESTABILIDADE E CRESCIMENTO CRISTÃO.
TEXTOS: EFÉSIOS 4:15; 2 PEDRO 3:18.

A estabilidade é um dos grandes valores na vida de um ser humano, principalmente no cristão, ela significa segurança, firmeza, equilíbrio e fruto de um grande aprendizado no evangelho, sem dúvida alguma a estabilidade nos garante o acesso há muitas coisas proveitosas, e também uma comunhão com Deus. Em outros aspectos da vida demonstramos não somente esse valor como também outros. Veremos nesse mote os frutos de uma vida espiritual instável e instável e a necessidade de o cristão ter uma vida piedosa segura.

I. Frutos de uma vida espiritualmente instável.
1. Fraqueza espiritual, a sensibilidade espiritual comprometida (1 Co 8:7).
2. Emoções (vontade e mente descontrolada).
3. Corpo físico (fraco, levando as coisas para as concupiscência e morte) (Tg 1:14,15);
4. Impaciência (SL 39: 6);
5. Problemas nos relacionamentos interpessoais (Ex: como os filhos de Coré, Datã e Abirão) (Nr 16:3);
6. Contenda entre irmãos (Pv 3:30; Pv 6:19; Pv 15:18; Pv 16:28; Rm 13:13);
7. Inveja (Sl 73:3);
8. Nada satisfaz (Pv 27:20; EC 6;7);
9. Não se aproximar de Deus (Is 31:1);
10. É desobediente (Hb 3:18);
11. Trata a obra de Deus com descaso (desatenção, desprezo, inadvertência) (Gn 25:32);
12. Não ouve conselho dos mais velhos como Roboão (1 Rs 12:8).

II. Frutos de uma vida espiritualmente estável.
1. Saudável espiritualmente e cheio de fé (3 Jo 2).
2. Vida de oração (1 Ts 5:17; Rom 12:12b);
3. Santidade todos os dias (Lc 1:75);
4. Cresci em sabedoria, ciência e graça (2 Pe 3:18; Ef 4:15; 2 Co 9:8);
5. Obediência (Rm 16:19);
6. Humildade (1 Pe 5:5-7);
7. Submissão (1 Pe 2:13-15);
8. Simplicidade (Rm 16:19b);
9. Sobriedade (qualidade de sóbrio, temperança, comedimento, moderação (1 Pe 5:8; 1 Ts 5:6);
10. Paciente (Rm 12:12; Tg 5:7);
11. Come e bebe espiritualmente de fonte saudável, sem que haja necessidade de buscar em outras fontes (Jo 4:14);
12. Certeza de uma vida devocional com Deus (Rm 12:2).

III. O que necessitas para teres uma vida espiritualmente bem sucedida?
1. Saber que sem uma vida espiritual estabilizada não há sucesso, pois ela reflete nos demais áreas da vida.
2. Desprezar tudo aquilo que comprometa a sua estabilidade espiritual (Fl 3:14);
3. Chegar-se a Deus obedecendo e guardando os seus preceitos ou mandamentos (Sl 73:28; Tg 4:8);
4. Estar em paz com Deus e os seus irmãos (Hb 12:14);
5. Não contender (Rm 13:13; 2 Tm 2:24);
6. Não está inquieto (Fl 4:6);
7. Confiar em Deus (Fl 4:13);
8. Saber lidar com as adversidades (Fl 4:11,12).

A estabilidade e crescimento do cristão dependem da sua predisposição e interesse de estar bem espiritualmente, o crente jamais aperfeiçoará o seu caminho se houver esforços, todo cristão deve ter interesse em crescer espiritualmente, esse crescimento depende do alimento que ele recebe (1 Pe 2:2). O Apóstolo Paulo demonstrou a sua estabilidade em cada uma das suas cartas, para que seguíssemos seus exemplos assim como ele foi de Cristo.

Pr Elis Clementino

segunda-feira, 6 de maio de 2019

ESBOÇO 912 PROVA OU PUNIÇÃO?


ESBOÇO 912
TEMA: PROVA OU PUNIÇÃO?
TEXTO: DEUTERONÔMIO 8:2; 8:15,16.

No mundo religioso, principalmente entre aqueles que acreditam em Deus há uma ideia que tem prevalecido até o presente, que os sofrimentos humanos sempre foram castigos pelas desobediências a Deus, por isso muitas pessoas não sabem diferenciar o que seja provação ou punição divina. Nesse mote discorrerei de maneira simples sobre as diferenças entre prova e castigo, embora tanto uma quanto a outra os homens são submetidos.

Prova - é aquela coisa que serve para estabelecer uma verdade por comprovação ou demonstração, ato de ratificar, amostra, dar sinal (Dt 8:2).

O castigo ou punição é sofrimento corporal ou moral infligido por uma culpa, punição, pena por algum ato cometido. Uma pessoa recebe um castigo após a identificação de alguma falta cometida contra a uma pessoa, e biblicamente ao Senhor (Hb 3:9,8).

I. A finalidade da prova.
1. Porque Deus nos prova?
a) Porque todo homem é tendencioso a desobedecer a Deus, e só ele sabe o porquê e o que há no coração do homem (Dt 8:2);
b) Além da aula teórica, Deus nos leva a aula prática e só se sabe o que está no coração do homem quando é manifesto pelas suas ações (ato ou efeito de atuar, resultado de uma força física ou moral e modo de proceder) e atitudes (atitude norma de proceder ou ponto de vista, postura, disposição interior, maneira de como enfrentar um problema) (Gn 22:1,2);
c) A prova serve também como experiência para aproximar o crente de Deus, visto que a prova produz sofrimento e o sofrimento produz paciência e a paciência produz a perseverança e a perseverança a esperança (Rm 5:3,4;Tg 1:3; Jó 42:5). A prova não separa o crente de Deus (Rm 8:35).

II. A finalidade da punição.
1. Para correção ou disciplina. A disciplina de Deus envolve o amor (Hb 12:5,6,8; Pv 3:12; Dt 8:5: Jó 5:17,18; Ap 3:19);
2. É para o aperfeiçoamento da vontade de Deus em nós (Hb 13:21);
3. Ela aproximar o crente de Deus (At 9:16).

III. Nem tudo é prova, e nem tudo é castigo?
1. Cada dia trás o seu mal (Mt 6:34);
2. Quando enfrentamos problemas comuns, como:
a) O cego de nascença (Jo 9:2,3);
b) A mulher do fluxo de sangue (Mt 9:20);
Como Jesus falou, no mundo tereis aflições, dentro deste contexto estamos sujeitos a passar por qualquer situação sem que seja prova ou castigo (Jo 16:33), embora se saiba que tudo o que acontece com a humanidade são as consequências do seus próprios erros (de que se queixará o homem?)

IV. Prova
Exemplos na vida de alguns homens de Deus.
1. Abraão foi provado por Deus ao ser tirado do meio da sua parentela, Deus pediu seu filho como prova de amor e obediência (Gn 12:1; 22:2);
2. Jó perde seus filhos, bens, saúde e enfrenta abandono dos amigos e da sua própria mulher (Jó 1:14-19; 2:9);
3. Noemí perdeu o esposo e seus dois filhos e todos os bens (Rt 1:20,21,22).

V. Castigo
- Homens que foram castigados pelas faltas cometidas.
1. Miriã, irmã de Moisés, foi ferida com lepra por causa da sua rebelião contra ao seu próprio irmão (Nr 12:10);
2. Geasi foi ferido com lepra, porque mentiu ao profeta Elizeu (2 Rs 5:27);
2. Ezequias adoeceu de uma chaga mortal (Isa 38:1);
4. Uzias, ferido de lepra, ao tentar queimar incenso no altar (2 Cr 26:19);
5. Nabucodonozor, que comeu capim com os animais, ficou louco (Dn 4:33);
6. Zacarias ficou mudo por duvidar da promessa (Lc 1:20);
7. Herodes, comido de bicho, porque não deu glória a Deus (At 12:23);
8. O paralítico de Betesta (Jo 5:14);
9. Ananias e Safira, ambos feridos com morte instantânea (At 5:5,10).

Não é por ser menos ou mais religioso que a pessoa esteja isento dos sofrimentos ou provações, se o ímpio sofre e morre o justo também “o que acontece com os justos acontece com o ímpio” (Ec 9:2). Em uma visão geral sobre os sofrimentos eles são as consequências do pecado humano. “Por um só homem entrou no mundo e a morte passou a todos, por isso que todos pecaram” (Rm 5:12). e por consequência disso tem como sentença a morte (Rm 6:23), assim de que se queixará o homem? Dos seus próprios pecados (Lm 3:39). O importante é que tanto o provado como o castigado têm as mesmas oportunidades diante de Deus, tanto para confirmação da fé, como correção. Toda prova tem uma finalidade

Pr Elis Clementino

ESBOÇO 911 CORAGEM, UM GRANDE PASSO PARA CONQUISTAS


ESBOÇO 911
TEMA: CORAGEM, UM GRANDE PASSO PARA CONQUISTAS.
“Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Subamos animosamente e possuamo-la em herança: porque, certamente, prevaleceremos contra ela.” (Números 13.30).

O desanimo é o maior impedimento no caminho de quem busca seus objetivos, seja em qualquer área da vida, por isso não se deve permitir que o medo aloje-se nas entrelinhas das nossas vidas, ou seja, nos momentos abstrusos dela. Desde a antiguidade existem pessoas fracas e outras corajosas, por isso cada indivíduo deve se preparar emocionalmente para enfrentar com coragem e determinação os momentos mais temíveis da vida. Tomo como ponto de partida um exemplo bíblico, à missão dos doze homens enviados por Moisés a espiar a terra prometida (Nr 13:30).

I. A missão dos espias
Uma missão foi ordenada por Moisés aos espias para avaliar a terra de Canaã, saber como ela era e trazer frutos como prova (Nr 13.17-20), entre eles duas pessoas obedientes às ordens estabelecidas e extremamente corajosas, dispostas a enfrentar o que encontrasse lá, porém trouxeram um relatório assustador (Nr 13.27-29). Alguns dos enviados viram que a terra era boa e produtiva, porém havia muitas dificuldades para conquistá-la, e infamaram a terra. (Nr 13.27-33). Geralmente as pessoas medrosas se assustam com os problemas e não seguem adiante.

II. O temor e a coragem
No grupo enviado para a missão foram pessoas corajosas e medrosas, os enviados a observar a terra entregaram a Moisés um relatório assustador, observa-se que o medo gera covardia fazendo enxergar até o que não existem, os pessimistas podem até vêem as vantagens, mas o medo não os deixa conquistar, “Os covardes não chegam a lugar algum”; os otimistas partem para a conquista, os medrosos recuam. Calebe fez calar o povo com voz forte perante o seu líder dizendo: - “Subamos animosamente possuamo-la em herança: porque certamente prevaleceremos contra ela” (Nr 13.30). Deus nunca contou, nem conta e não contará com os covardes e medrosos nos momentos decisivos, pois o medo jamais prevalecerá. O medo e a coragem excessiva são dois extremos que podem atropelar o seu sucesso, ou seja, o medo excessivo nada conquistará, a coragem excessiva pode levar-lhe a precipitação e dar tudo errado, assim é preciso ter muito cuidado, a razão é melhor que a emoção.

III. A quantidade e a qualidade
Os doze discípulos de Moisés partiram com a mesma missão, empolgados porque seria a maior conquista para aquele povo, mas ao voltarem somente um levantou a voz em defesa da conquista “Calebe”, a quantidade não é a solução, pois nem sempre a quantidade soma força, para somar é necessário que todos estejam em sintonia. Quem já leu na bíblia sobre Gideão e os seus trezentos homens?; Davi e o gigante Golias? É muito interessante para o que dissemos anteriormente “quantidade nem sempre soma forças”. Deus manda Gideão por em prova o seu exército de 32.000 mil homens para conhecer os covardes e corajosos; no segundo teste restaram somente 300 homens (Jz 7.1-7). A vantagem não está no grande contingente, mas na qualidade dos combatentes, a palavra confirmadora para Gideão veio do Senhor, “o SENHOR é contigo varão valoroso”.

Atualmente, muitas querem conquistar algo sem qualquer dificuldade, no entanto tudo o que quisermos conquistar na vida temos que ser aguerrido, os fortes são capazes de superar todos os obstáculos, não deixe o medo fazer de você um covarde, e nem os gigantes lhe façam recuar.

É natural o indivíduo sentir-se abalado emocionalmente em algumas ocasiões, principalmente diante dos desafios quando são gigantes. O exército de Israel diante do Filisteu Golias sentiu grande abalo emocional, aquele exército poderoso se intimidou com as suas afrontas, o pessimismo tomou conta daquele grande exército e acuado com os gritos do adversário não dava um passo a frente até aparecer o valente “Davi”. Muitas vezes o pequeno Davi está dentro de você e precisa ser despertado para enfrentar os desafios com coragem e determinação. Nós que confiamos em Deus devemos lutar sempre, e nunca desistir, as maiores conquistas da vida acontecem nas adversidades, lutas e trabalhos. “Os pessimistas ficam, e os otimistas concluem os propósitos.” Não recue, siga em frente porque a vitoria é dos que lutam. Josué e Calebe foram os únicos da sua geração que conquistaram e entraram na terra de Canaã por meio da coragem e persistência.

Pr Elis Clementino

quinta-feira, 2 de maio de 2019

ESBOÇO 910 MODERAÇÃO


ESBOÇO 910
TEMA: MODERAÇÃO
TEXTO: PROVÉRBIOS 16:32

A temperança é essencial em todas as áreas da vida, seja o indivíduo cristão ou não, ela facilita a vida humana, a convivência entre pessoas depende dela. A temperança ou moderação devem governar na nossa vida até o final dela. No âmbito espiritual ela é extremamente necessária para manter a fé cristã, pois elas equilibram o resultado dos nossos anseios e obras. Nesse assunto discorrerei de forma abreviada sobre moderação.

Moderação – É uma ação ou efeito de moderar, é ser comedido nas suas ações, o indivíduo que tem essa virtude em tudo ele age com bom senso. A temperança é a qualidade do indivíduo comedido em suas atitudes, isso faz bem a sua própria saúde.

1. Todos nós necessitamos de controlar as nossas atitudes, toda pessoa tem condições suficientes de equilibrar e controlar seus anseios, ou seja, o que está dentro de si, “do coração procedem às saídas da vida” (Pv 4:23; Lc 6:45). O homem que não consegue controlar seus impulsos é um desastre, pois do coração procedem às coisas boas e más. A temperança é um fruto do Espírito e todo cristão deve tê-lo para que tenha uma vida de paz e de comunhão com Deus. Ser temperante é ser sábio e sóbrio (Ef 5:18), a sobriedade nos leva a rejeitar as obras da carne (Tt 2:11).

2. Tanto a moderação quanto a temperança, principalmente em relação a nossa fala ou a língua, para isso se requer uma vigilância continua, se fizer uso da moderação facilita as nossas relações pessoais. Quando a língua é usada de maneira desmedida pode causar muitos males, ela é capaz de destilar veneno de áspide (Sl 140:3). O apóstolo Tiago disse que quem controla a língua é capaz de controlar todo corpo (Tg 3:1-14). O homem explosivo não mede as consequências dos seus atos, isso constituísse um grande perigo, tanto para ele quanto para os outros.

3. Negar-se a si mesmo, esse é um dos fatores que cooperam para o nosso bem em todos os aspectos da vida, ou seja, tanto na vida espiritual quanto social. A moderação e a temperança estão inseridas nesse contexto. As nossas atitudes e ações nos identificam, embora negar-se a si seja uma tarefa muito difícil de ser praticada, todavia não impossível. Muitas pessoas religiosas falam nos púlpitos das igrejas sobre moderação ou temperança, mas as suas atitudes e ações demonstram que não praticam, isso é perigoso porque as pessoas acreditam no que falamos, caso descubram que as nossas palavras não sejam verdadeiras ficaremos descreditados.

4. Temperança Fruto do Espírito
O que torna a temperança valiosa é ser ela um fruto do Espírito (Gl 5:22,23), há outras citações importantes que devem ser levadas em consideração (Rm 2:4; 2 Co 6:6; Ef 2:7; Cl 3:12). No mundo em que vivemos precisamos ser abstinente, principalmente os que confessamos a sua fé em Deus com quem aprendemos a lidar com situações adversas durante a nossa caminhada aqui.

Aprendamos com Jesus o que ele nos ensinou, a ser manso e humilde de coração (Mt 11:29). Se quisermos ter dias bons tenha cuidado frei a sua língua (Sl 34:12; I Pe 3:10), a nossa temperança faz toda diferença perante os incrédulos, embora não sejamos perfeitos, mas devemos confiar naquele que pode nos aperfeiçoar até a vinda do Senhor (Fp 1:6). Seja paciente, mantenha-se sempre tranquilo confiante que Deus agirá por você.

Pr. Elis Clementino