terça-feira, 27 de agosto de 2019

ESBOÇO 935 A DÚVIDA


ESBOÇO 935
TEMA: A DÚVIDA
TEXTO:  “...o que duvida é semelhante à onda do mar, que levada pelo vento e lançada de uma parte para outra parte.” TIAGO 1:6

A imprecisão pode prejudicar o desenvolvimento do indivíduo, a indefinição faz com que ele não tome decisões muitas vezes importantes, porém a certeza é determinante para que a pessoa realize até grandes coisas. Tanto a dúvida quanto a certeza a existência são indispensáveis no ser humano, elas nos acompanham até o final da vida. A dúvida e a certeza, entre uma e outra há um ponto de equilíbrio que nos leva a investigar antes de tomarmos qualquer decisão.

Dúvida
É a incerteza que se tem entre o confirmar ou negar algum fato, ou seja, se a pessoa aceita ou não algo. A dúvida está presente em todo homem, no meu ponto de vista é o período entre o gir ou não agir de cada indivíduo, pois ele é responsável por suas próprias decisões, que ele tome ou deixe de tomar. Os efeitos delas dependem da maneira como o indivíduo toma as suas decisões, por isso é preciso ter muito cuidado para não ser atropelado pela dúvida, e assim deixar de agir no momento preciso, outra coisa que devemos ter em mente, não transferir para as outras pessoas se as nossas decisões não forem acertadas. Muitas vezes somos alertados antecipadamente, nos cruzamentos, principalmente nas linhas férreas os seguintes dizeres: “na dúvida não ultrapasse”, em uma estrada de mão dupla, também somos advertidos para não tomarmos prejuízos com as nossas imprecisões, no entanto se tomarmos as decisões, que elas sejam tomadas no momento e hora certa. As pessoas não devem estar permanentemente duvidosas, pois assim elas passam a desacreditar nelas próprias (Tg 1:6).

Confiança e desconfiança em Deus.
Confiança também está relacionado ao crédito em pessoas e a crença em algo que temos certeza que não falha. Na vida devocional não devem prevalecer à desconfiança ou a falta de fé, pois elas influenciam de maneira negativa no seu relacionamento com o criador “Ora sem fé é impossível agradar-lhe” (Hb 11:6), por essa razão o cristão deve conhecê-lo profundamente para que não haja dúvida ou desconfiança em relação aos propósitos de Deus. A nossa fé em Deus deve permanente e bem sólida (Sl 33:21-22), a confiança em Deus não permite que sejamos abalados (Sl 125:1). Tomemos como referencia a expressão o profeta Habacuque em sua oração (Hc 3:17-18), ele desviou o seu foco das coisas terrena e focalizou a sua fé  na confiança em Deus.

Esperança
A esperança vai muito mais além que uma simples confiança, pois ela está ligada diretamente ao futuro (Rm 8:24-25), ela não é uma simples inspiração por algo do futuro, pois ela está vinculada a fé e não deverá haver dúvida (Rm 15:13; Hb 11:1). A esperança do cristão no Senhor deve ser total (Rm 5:5; Sl 22:4-5), a expectativa do cristão deve ser semelhante a uma âncora (Hb 6:19,20), pois são bem-aventurados aqueles cuja esperança é o Senhor (Sl 146:3-5; Jr 17:7-8).

Devemos depositar toda a nossa confiança e esperança em Deus e não permitir que a dúvida retire de nós essa credibilidade no Senhor, porque ele e´capaz de nos abençoar em todas as maneiras, seja no desenvolvimento social ou espiritual. A nossa confiança no Senhor deve sobrepujar quaisquer situações, principalmente nos dirigimos a ele em orações (Tg 1:6).

“Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se abalem pela sua braveza” (Sl 46:2).

Pr. Elis Clementino

domingo, 25 de agosto de 2019

ESBOÇO 934 O ENCONTRO DA LEI E A GRAÇA


ESBOÇO 934
TEMA: O ENCONTRO DA LEI E A GRAÇA
TEXTO: JOÃO 8:7

A lei e a graça existem desde a formação humana, elas e se destacam em toda escritura sagrada, culminando com a salvação do homem. A primeira foi proclamada a Moisés no monte Sinai para que o povo fosse regido por ela, a lei serviu de aio “preceptor” até que a graça fosse manifestada. No decorrer desse assunto e de maneira sucinta sobre a lei e a Graça.

A lei.
Ela é chamada de o “antigo concerto” pacto firmado entre Deus para o povo, nela continha princípios que condenava severamente quem a violasse, contudo ela também protegia quem a ela obedecesse, embora não ela não fosse perfeita, mas perdurou até a chegada da graça. A lei exigia: (a) Ela não permitia que o homem pecasse (Dt 24:16; Ez 18:4,20; (2) A lei era uma espécie de fardo ou jugo pesado a ser conduzido (Gl 5:1; Mt 11:29; At 15:10; I Tm 6:1); (c) Dependendo do tipo de pecado o indivíduo era apedrejado (Jz 7:24-26); (d) A lei condenava severamente, quem matasse morreria (Ex 21:12; Lv 24:17; Nr 35:30; Mt 26:52); (e) A lei também protegia os pobres, órfãos, viúvas e estrangeiros (Dt 12:4-7; Sl 146:9; I Tm 5:3).

A graça.
O termo graça é entendido como: favor indébito, indulto, absolvição, perdão, clemencia e remissão, ela estava também inserida na lei de Moisés, o livramento e os cuidados divinos sobre os que obedecessem e trouxe muitos benefícios para a humanidade como: (a) A lei protegia e amparava o cidadão indefeso; (b) O direito da viúva e dos pobres era amparada pela lei; (c) O órfão tinha direitos garantidos pela lei (Ex 22:21-24); (d) O estrangeiro era amparado pela lei, a ele era dado o direito da subsistência (Dt 10:18),; (e) A lei garantia o descanso da terra (Lv 25:1-7, 8-34), o ano jubileu e o anos sabático (f) O direito a vida (Ex 20:13; Dt 5:17; Mt 5:21; Rm 13:9); (g) A lei conduzia a Cristo e a fé (Gl 3:11, 19; Rm 10:4).

A graça é o dom sobrenatural concedido por Deus como meio de o homem se salvar, ela teria ao seu tempo “Quando, porém, chegou a plenitude do tempo, enviou Deus o seu filho, nascido de uma mulher, nascido sob a lei” (Gl 4:4), é o momento “plenitude do tempo”, indicando chegou o verbo, é um tempo novo, encerrou o tempo de espera, era chegada a novidade trazida pelo Messias (Mc 1:15; At 1:7; Rm 13:11; I Co 10:11; 2 Co 6:2; Ef 1:10; I Pe 1:20), está cumprido o tempo. Outras declarações importantes (Jo 1:14,17; Tt 2:11; Rm 5:21). A graça é a manifestação da misericórdia divina trazendo grandes benefícios aos não merecedores “os homens”, ela se manisfestou trazendo (a) salvação (Ef 2:5-8); (b) Vida; perdão; reconciliação, regeneração e Justificação (Ef 2:5-8; Rm 3:20,24; 5:18; Tt 3:7; Gl 2:16). Justifica é um dos maiores atos de misericórdia da graça na Bíblia Sagrada, uma pessoa pecadora será justifica (Jo 8:1-11). A lei diz para a graça, eu sou maior que você, eu posso matar, porém a graça responde dizendo: Eu sou maior que você, porque enquanto você mata, eu dou a vida. Onde abundou o pecado superabundou a graça (Rm 5:20,21).

A graça, porta pela qual temos acesso a Deus (Hb 10:19-22), ele abriu a porta do santuário, o véu que nos separava foi tirado por Cristo, “a graça”, foi através dela que nos tornamos novas criaturas (2 Co 5:17). Usar a lei no tempo da graça é desconsiderar os sacrifícios de Cristo, porém a graça não nos isenta da condenação se sairmos do amparo dela, “vá e não peques mais”. Não podemos testemunhar da graça vivendo na escravidão do pecado, não podemos servir a dois senhores como fazem muitos que se dizem cristãos. O julgamento divino está preste a vir cada um veja como anda.

Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

ESBOÇO 933 PROSPERIDADE & ADVERSIDADE.


ESBOÇO 933
TEMA: PROSPERIDADE & ADVERSIDADE.
TEXTO: ECLESIASTES 7:14

Duas coisas completamente antagônicas, tanto uma quanto a outra encontramos durante a nossa vida, independentemente de progênie, cor ou grupos sociais, embora elas possam ter efeitos curtos ou prolongados, as decorrências delas alteram o nosso modo de vida. A adversidade é uma fase da vida que se pudéssemos pulávamos essa etapa, quanto à prosperidade gostaríamos que ela prevalecesse por todo o nosso viver, mas temos que aprender a conviver com essas as duas fases (Ec 7:14). Tudo o que passamos aqui são consequências do que fizemos e do que deixamos de fazer, portando não culpemos as outras pessoas por esses estágios em nossas vidas.

Adversidade
Ela causa sofrimentos e consequentemente uma série de inconveniências que jamais gostaríamos de passar, isso pode ser doenças, problemas nos relacionamentos, financeiros, desemprego, família entre outros. Na adversidade muitas vezes nos sentimos como se estivesse no deserto, e lá gritamos por socorro e ninguém escuta, nesse momento começamos nos lembrar dos momentos bons, portanto não queremos aceitar. Temos vários exemplos na Bíblia de pessoas que passaram por esses momentos, eles também demonstraram esse desconforto e fizeram os seus questionamentos (Jó 3:11,21,22)   “Porque aquilo que temo me sobrevém, e o que receio me acontece...” Jó 3:25), ou seja exatamente aquilo que mais temia desabou sobre mim, quando eu esperava o bem, me sobreveio o mal.

(“A vida é como uma escada rolante, um desce e outro sobre”, dessas duas coisas temos que experimentar um pouco.)

A prosperidade
É o que todos desejam porque ela causa prazer e alegria, essa é a melhor fase, nela você está no tôpo das regalias e muitas vezes os banquetes são sucessivos, pois esse é o período que mais temos amigos, isso é muito legal e todos gostam não importando de que classe social o indivíduo seja. Jó tinha muitos amigos na prosperidade a sua casa era cheia, os banquetes fazem parte do seu cotidiano, quem tem convida os que têm, pois nos momentos sofrimentos e dores seus amigos desapareceram voltaram depois para conferir a sua desgraça e acusá-lo.

Muitas pessoas também começam a vida sofrendo e mesmo enfrentando as dificuldades com a força do seu trabalho elas crescem, vejam o caso de Isaque na terra de Gerar (Gn 26:1-15). Atribuímos os momentos de faustosos quando a prosperidade bate a nossa porta como favores divinos. 

O homem, principalmente o temente a Deus deve aprender a lidar com as adversidades, como também nas prosperidades. “Quando os dias forem bons, aproveita-os bem; mas, quando forem ruins, considere: Deus fez tanto um quanto o outro...” (Ec 7:14) NVI. Não ignoreis essa realidade para não blasfemar contra Deus, não olhem para a prosperidade das outras pessoas, ou até mesmo a do homem ímpio que prospera em seu caminho como fizeram alguns servos de Deus (Jó 21:1,7,13); Asafe (Sl 73:3); pois não sabes os caminhos de Deus ao teu respeito (Ec 11:5; Jo 3:8). “Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade.” (Sl 37:1), pois as adversidades também surgirão na vida deles. Irmão esteja certo que Deus trabalha por aquele que nele espera, Deus tem muitos meios pelos quais te abençoará (Is 64:4). O Apostolo Paulo enfatizou a necessidade de aprender a conviver tanto com a prosperidade quanto a adversidade (Fp 4:10-14), aprendamos a ser agradecidos “E tudo daí graças” (I Ts 5:18) e contente-se com as posses, não sendo ambiciosos (I Tm 6:8,9; Rm 12:16), aprendendo a confiar no Senhor. A doutrina da prosperidade ensinada hoje nas igrejas pentecostais tem sido um perigo para a fé dos crentes, principalmente os inseguros.

Pr. Elis Clementino

domingo, 18 de agosto de 2019

ESBOÇO 932 AS NOSSAS DECISÕES.


ESBOÇO 932
TEMA: AS NOSSAS DECISÕES.
TEXTO: LUCAS 15:11-22

Todas as ações praticadas pelo homem têm resultados, sejam elas bons ou ruins (Pv 1:31; 14:14). O ser humano é alertado a ponderar bem seus atos “Pondera as veredas dos teus pés e todos os seus caminhos sejam bem ordenados” (Pv 4:26), assim todo ser humano precisa tomar cuidado antes de tomar as suas decisões.

I. As nossas decisões
1. Precisamos ter muito cuidado com as nossas decisões antes de tomá-las, pois as consequências podem deixar marcas para o resto da vida. Há decisões que ao tentarmos revertê-las muitas vezes podem causar estragos ainda maiores.

2. Tenha cuidado, pois as suas decisões podem também envolver outras pessoas, mesmo que tente isentá-las causarão danos a elas. Quando tomamos decisões isoladas isentamos algumas pessoas, mais não todas, somente as pessoas mais ligadas, isso pode ser menos mal, mas não deixam de haver sequelas.

3. Não se deve atribuir as pessoas e, sobretudo a Deus quando fizer más escolhas, ou seja, não transfira a sua culpa as outras pessoas, assuma o seu erro. E se todas as suas decisões estão dando certo isso não significa que as futuras decisões continuarão dando certo, mas caso aconteça de diante algumas derem errado não se frustre, corrija com cuidado e refaça o caminho de maneira mais adequada.

4. Cuidado com incentivos sem base para fazeres alguma escolha, ninguém deve escolher por você, qualquer incentivo ou algum parecer que alguém lhe der sobre alguma decisão que você deva tomar, tome cuidado.

A parábola expressa por Jesus fala sobre um filho que pediu parte da herança que lhe cabia e partiu para uma terra longínqua para viver dissolutamente (Lc 15:11-13), para ele aquela foi a melhor escolha, porém há caminhos que parece direito aos nossos olhos, mas são caminhos de morte (Pv 14:12; 16:2, 25). Aquele filho desperdiçou a herança, e sobrou-lhe somente abandono dos amigos, fome, desengano e sofrimento, tudo por uma atitude impensada.

II. A oportunidade para reaver valores
A todos é dada a oportunidade de reaver valores perdidos, só que ela pode ser uma oportunidade impar e não pode ser desperdiçada. O filho pródigo na hora da dor parou para pensar sobre a escolha que fez “Na casa de meu pai há empregados e eu aqui padeço de fome” (Lc 15:17). Muitas vezes não é importante somente pensar no erro, mas tomar atitudes (Lc 15:18-21) que possa pelo menos reaver parte dos valores desperdiçados, embora alguns pode esquecer, eles servirão de lições para o resto da sua vida.

O resultado das tuas escolhas somente tu as suportarás. Muitas vezes mesmo voltando atrás o indivíduo há de suportar algumas consequências que são inevitáveis, o filho pródigo voltou, o pai recebeu, mas seu irmão mais velho não quis aceitá-lo (Lc 15:28-30). Na igreja acontece o mesmo, por isso devemos ter cuidado para não agirmos como o irmão mais velho, rejeitando aquele que se volta para a casa do pai, que ainda há de pagar pelos seus pecados sendo punido severamente pelos seus líderes que não se colocam em lugar de pai acolhendo seus filhos.

Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

ESBOÇO 931 ARREPENDIMENTO


ESBOÇO 931
TEMA: ARREPENDIMENTO
TEXTO: MARCOS 1:15

Arrependimento é uma necessidade universal para todos os homens, desde o princípio a compunção é ordenado por Deus, esse é o meio pelo qual o homem volta atrás por seus maus atos praticado e retorna a comunhão com o criador. Na religião é a oportunidade do homem religar-se com Deus e deixar as práticas pecaminosas. Arrependimento e perdão são necessários para a convivência humana, eles sempre foram exigidos por Deus, pois são os únicos meios que o homem dispõe para se reconciliar com os homens.

Arrependimento
É o ato pessoal e consciente que permite a mudança ou voltar atrás por algo que fez. O arrependimento permite que haja um sentimento de alívio na consciência, embora na minha concepção arrependimento é algo mais profundo que o remorso que é momentâneo.  O arrependimento lança fora o sentimento de culpa e o indivíduo passa a ter paz no espírito que resulta em uma vida mais saudável, na esfera espiritual é ser liberto de um pesado fardo, sem arrependimento é impossível isso acontecer. Deus exige um coração arrependido e contrito (Sl 51:17; Is 57:15).

O arrependimento é a porta de entrada para o perdão, “arrependei-vos para que sejam cancelados os vossos pecados”. (Mt 3:2; At 3:19), perdão, indulto, absorvição, anistiando o homem das suas culpas, após o perdão outros benefícios surgirão, o novo nascimento (Jo 3:3); nova vida em Cristo (2 Co 5:17); a regeneração (Tt 3:5); e a justificação entre outros (Rm 2:13; 3:21; 4:25), todos esses benefícios tem como ponto de partida o arrependimento, sem ele nada virá a não ser a condenação, por isso é importante lembrar que um homem arrependido estando em Cristo nenhuma condenação virá sobre ele (Rm 8:1).

Os frutos do arrependimento
As obras são importantes, elas confirmam se o arrependimento é verdadeiro ou não, embora se saiba que temer a Deus seja dever de todo homem (Ec 12:13), mas os que temem a Deus verdadeiramente tem o dever de andar em novidade de vida que é uma característica de quem está verdadeiramente arrependido. (Fp 4:4,8), assim como o fruto do Espírito (Gl 5:19-23).

A necessidade de arrepender-se é universal, todos de alguma maneira precisam voltar atrás após à prática de algo ilícito, o autoexame deve ser feito diariamente, submetendo-nos a fazer uma autocritica dos nossos próprios atos. A nossa consciência é responsável por essa parte, muitas vezes antes que outras pessoas nos advirtam ela já sinalizou essa necessidade de reparar. Há pessoas que se dizem arrependidas, mas nunca deixaram os seus velhos costumes pecaminosos, precisamos estar limpos não somente por fora como os sepulcros caiados (Mt 23:26), o coração deve estar totalmente limpo (Mt 5:8). Amados, devemos ter cuidado para não enganar a nós mesmos, ensinando o arrependimento e perdão e não por em prática, pois todos os dias nós temos que praticar atos de arrependimento, seja aos homens ou para com Deus. Atualmente pedir perdão a Deus em um momento de oração para muitos é sinal de fracasso, pois na oração do pai nosso Jesus usou a expressão “perdoai os nossos pecados” (Mt 6:12).


Pr. Elis Clementino

terça-feira, 6 de agosto de 2019

ESBOÇO 930 O VASO DO OLEIRO


ESBOÇO 930
TEMA: O VASO DO OLEIRO
TEXTO: JEREMIAS 18:1-6

Desde a antiguidade Deus vem falando com o homem de diversas maneiras e particularmente com o seu povo Israel (Hb 1:1). O relacionamento de Deus com o seu povo era diferenciado em relação aos outros povos, as mensagens dirigidas por Deus expressavam verdades incontestáveis, pois ele conhecia o seu povo. No texto encontramos uma maneira didática de Deus mostrar algo que estava no seu coração, a restauração de Israel, assim como Jesus também se expressou através de analogias ou parabolas ao seu próprio povo.

A casa do oleiro
Os profetas eram homens consagrados e encarregados de transmitir as verdades de Deus para o seu povo, as mensagens poderia ser corretivas, condenatórias e de restauração dependendo da necessidade, há razão do envio do profeta Jeremias ao reino do norte é expresso no contexto, o povo havia se esquecido de Deus e tomado o caminho da idolatria (Jr 18:15). Deus ordena a Jeremias que desça a casa do oleiro (Jr 18:1), talvez o profeta sómente pudesse entender os caminhos de Deus através de uma lição bem didática, na casa do oleiro ele poderia ver com seus olhos o porquê da sua missão. O oleiro, representa o próprio Deus, o barro o povo (Jr 18:2,3), Jeremias viu o oleiro trabalhando com o barro sobre a roda fazendo um vaso que logo quebrou-se na sua mão, em seguida o oleiro fez outro vaso conforme lle parecia aos olhos (Jr 18:4), isso indica que Deus é o grande oleiro que sabe muito bem trabalhar com o barro humano, quebra, amassa, lapida e refaz outro do jeito que ele queira, e ningiuém pode questioná-lo. O trabalhar de Deus não entendemos, porque seus pensamentos não são os nossos, nem os seus caminhos os nossos caminhos (Ec 10:5; Is 55:9), Deus vai revelando aos poucos a sua vontade através de lições de vida.

Restauração
A restauração de Israel vinha do próprio Deus, Israel estava aruinada pelo pecado e precisava ser restaurada, mas antes seria quebrado, muitas vezes Deus age assim para com o seu povo, quebra, e ele mesmo refaz, ele faz a ferida e ele mesmo sara (Sl 119:71; Os 6:). A lição que o profeta acabara de aprender era que Israel seria restaurada “não posso fazer de vós o que fez este oleiro, ó casa de Israel?” (Jr 18:6), daí Jeremias entendeu o teor da sua missão, mas para isso ele teria enfrentar muitas oposições até da sua própria família. Deus muitas vezes pode mudar o curso de vida de uma pessoa para que ele faça a sua vontade.

Deus é o grande oleiro, somente ele sabe trabalhar com o barro, muitas vezes o homem não entende os processos pelos quais ele passa para chegar ao querer divino em sua vida, embora seja necessário entender que nem sempre os processos dolorosos seja algo da parte de Deus ou preparo para a sua obra, mas pode ter outras finalidades como a edificação espiritual do próprio indivíduo e de outras pessoas, Jó foi o maior modelo de sofrimento e paciência, conforme Tiago Jó é o exemplo de fé e confiança (Tg 5:10).

Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

ESBOÇO 929 DANIEL E SEUS INIMIGOS


ESBOÇO 929
TEMA: DANIEL E SEUS INIMIGOS
TEXTO: DANIEL 6:22

A maldade acompanha o homem desde a sua queda no Éden, ela se evolucionou com o passar do tempo com o aumento da desobediência humana, assim tornou-se cada vez mais complicado o relacionamento humano. As pessoas simples ou desprovidas de maldades são as que mais sofrem. Neste assunto quero destacar as tramas das pessoas maldosas, principalmente aquelas que odeiam as pessoas por causa da sua confissão de fé. Nesse assunto quero destacar as ocorrências entre Daniel e seus inimigos no cativeiro babilônico.

Há de se considerar que as pessoas simples e sem maldade sofrem quando elas começam a desenvolverem algo e se destacarem na sociedade em que vive. A inveja sempre esteve presente nas pessoas e isso tem sido a causa de muitos males, os maldosos estão por toda parte, é como teia de aranha em todo lugar você encontra até nos palácios dos reis.

O contexto histórico relata que um grupo de jovens entre eles Daniel foram levados cativos para o império Babilônico, Daniel, Hananias, Mizael e Azarias, cujos nomes no hebraico correspondiam; Daniel “meu Juiz é Deus; Hananias “Javé é gracioso”; Mizael “Quem é o que Deus é”?; Azarias “Javé tem ajudado”, mas ao chegarem no Império Babilônico receberam outros nomes conforme as divindades babilônicas. O mundo sempre tentou desqualificar e escravizar aqueles que são fiéis a Deus, ou seja, fazendo com que eles se adequem e sejam moldados aos seus princípios idolatras e corruptos deste mundo (Dn 1:6-7).  Daniel e seus companheiros não aceitaram comer das iguarias do rei (Dn 1:8), pois não conformar com os princípios mundanos é um compromisso dos que temem a Deus (Rm 12:2), essa separação espiritual deve existir para que a sua vida de devoção e santidade dos que servem a Deus seja mantida.

As aparências de Daniel e seus amigos ficaram melhores após rejeitarem as iguarias do rei, eles pediram serem alimentados por dez dias com água e legumes (Dn 1:15), essa alimentação foram suficiente para melhoraram as suas aparências de maneira que eles se destacaram mais do que aqueles que comeram das iguarias do rei, pois a fé deles em ambientes pagãos foram recompensadas por Deus (Dt 8:3; Mt 4:4), Deus deu a eles conhecimento e inteligencia (Dn 1:17), de maneira que Daniel se destacou entre seus companheiros, isso foi o suficiente para que fosse cercado de inimigos, (Você passa a incomodar pessoas quando começa a crescer e se destacar na sociedade em que vive). Daniel através da sua maneira digna de se conduzir diante de Deus e do rei alcançou posições excelentes no império, ele despontava através de uma vida de orações e devoção a Deus, o Senhor era com ele, Daniel foi perseguido de maneira cruel, ele tinha uma vida constantemente vigiada para que fosse achado nele falhas, no entanto ele com seu exemplo em nada podiam acusá-lo (Dn 6:1-5).

A estratégia de vingança
Os inimigos de Daniel prepararam uma armadilha para que aquele servo de Deus caísse nela (Dn 6: 9-8), até que ponto eles chegaram, (por acaso não ocorre isso na atualidade?). O mundo não nos vê com bons olhos, os cristãos em todo mundo vivem como ovelha no meio de lobos cruéis, eles procuram meios para que possa tragá-lo, assim como expressa o rei Davi no seu cântico no (Sl 124:1-6), os inimigos de Deus range os dentes com a sede de destruir aqueles que profissão o nome do SENHOR. A confiança de Daniel em Deus não o fez se dobrar diante dos seus inimigos, ele se manteve firme com a sua vida no altar divino em jejuns e orações, essa é a única coisa que resta para os servos de Deus, isso aumentava ainda mais a fúria dos seus inimigos (Dn 6:10), a armadilha foi tão perfeita que o rei não percebeu que iria alcançar Daniel (Dn 6:14-16), (não é o que se vê nos sistemas políticos atualmente, onde leis que tramitam secretamente e as vezes aprovada as caladas da noite e praticamente sem corum com a finalidade de prejudicar os cristãos e jogá-los na cova dos leões famintos?).

A inocência de Daniel e o livramento
Se Deus é por nós quem será contra nós (Rm 8:31), a justiça divina pode entrar em ação a favor do seu povo, aquilo que foi assinado e selado pelo rei não podia ser revogado, conforme a lei dos medos e dos persas, mas Deus trabalha por aquele que nele espera, o guarda de Israel não tosqueneja, ele trabalha por aquele que nele espera (Sl 121:1-4; Is 64:4). Daniel foi jogado na cova dos leões por infidelidade ao rei, o que era uma grande mentira contra ele (Dn 6:22), o entanto Daniel permaneceu em oração e não houve nenhuma atitude por parte dos leões famintos, Deus é tremendo fechou a boca dos leões, incrível que pareça estamos na cova dos leões famintos tudo é feito para destruir o povo de Deus, as armas estratégicas como sempre é destruir as famílias, criar um caos moral da sociedade e assim conseguir o alvo que é destruir a fé cristã. “Deus fechou a boca dos leões” e nada puderam fazer, o Senhor está no controle de tudo, o rei perdeu o sono e fez jejum por Daniel, mas agora só lhes restava uma esperança, a salvação divina (Dn 6:18-23), quem arma cova cairá nela (Pv 26:27; Ec 10:8), os inimigos de Daniel caíram nas suas próprias armadilha (Dn 6:24).

Jesus no seu sermão da montanha profetizou que o povo de Deus será odiado por todos (Mt 10:22; Lc 21:17), a fidelidade a Deus e o crescimento do povo de Deus também, finalmente a perseguição deixou de ser velada até algum tempo atrás, mas agora é visível, o ódio aumenta no mundo inteiro contra a todos que professam a sua fé em Cristo, a nossa maneira de louvar, de orar, de pregar acende ainda mais ira dos inimigos da nossa fé, outros sinais são claros, como a apostasia, a traição e violência são sinais claros da volta do Senhor Jesus Cristo. Oremos, jejuemos, consagremos as nossas vidas para que sejamos capacitados para suportarmos o que vem pela frente, dias difíceis que se não fosses abreviados nenhuma alma escaparia (Mt 24:22).

Pr. Elis Clementino