terça-feira, 28 de junho de 2011

QUANDO O SUCESSO É ENGANO?

ESBOÇO 392
TEMA: QUANDO O SUCESSO É ENGANO?
Há caminhos que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte.” (Pv 16.25).

Introdução

Sucesso, requisito que todo ser humano deseja e busca, mas nem sempre esse sucesso é real, principalmente quando as pessoas são enganadas, enganam as outras, ou enganam-se. Devemos entender que nem sempre o SUCESSO representa sucesso, pois na nossa percepção há caminhos que parecem serem favoráveis ao sucesso. Dessa forma discorreremos sobre o sucesso quando há enganos.

I. O falso sucesso
Há coisas que perecem vantajosas, e na maioria das vezes nos ofuscamos, porém nos enganamos, mas existem pessoas que gostam de viver na fantasia de um falso sucesso, e não sabem que estão vivendo um fracasso. Acabe rei de Israel, viveu muito tempo alimentado pelo engano dos seus profetas, eles proclamavam aos seus ouvidos somente vitória nas batalhas (I Rs 22.6), no entanto tudo não passava de um sucesso aleivoso, mas existia um profeta o qual ele não queria consultar porque ele o aborrecia (I Rs 22.8), esse era Micaias, profeta que falava a verdade. Muitas vezes, quando recebemos elogios nos sentimos nas alturas, no topo do sucesso, notamos que ficamos tão inflados, esquecendo-nos que estamos fadados ao fracasso; Uzias não se deu conta que o orgulho derrubaria o seu império; Nabucodonosor, jamais pensaria que o seu sucesso tivesse fracasso; Sansão se achou forte pensando que a sua força jamais seria vencida; Salomão foi atropelado na sua própria sabedoria, entre outros.

“Procure ser um homem de valor, em vez de ser um homem de sucesso” (Albert Einstein).

II. Alerta contra o falso sucesso
Devemos ter muito cuidado para não sermos enganados com vantagens que não é vantagem, estejamos seguros naquilo que pretendemos na vida, sem abrir espaços para atalhos e facilidades, pois elas deixam a impressão de sucesso, porém tudo que é enganoso oferece facilidades para alcançar o ápice do sucesso. Esteja alerta, não acreditem em coisas com muitas facilidades, existem publicidades enganosas cuidado!

O sucesso é um professor perverso. Ele seduz as pessoas inteligentes e as faz pensar que jamais vão cair (Bill Gates).

III. O verdadeiro sucesso
É aquele que não vem acompanhado por enganos, e para alcançá-lo temos que percorrer caminhos que inspirem confiança, e não os duvidosos. Alcance o sucesso pelos seus méritos e esteja seguro do que você conquistou. Os esforços fazem a diferença, “lute para chegar com legitimidade”. Não faça atalhos para chegar ao topo do sucesso, as consequencias podem ser inevitáveis, pois o crescimento sustentável é aquele que conquistamos escalando degraus até chegarmos ao topo com legalidade. “Sucesso, não é sucesso quando há enganos

IV. Sucesso na vida religiosa

O falso sucesso religioso geralmente vem acompanhado de vantagens, muitas vezes somos convidados a participar de uma vida religiosa fácil, onde tudo é resolvido, nada sofre, é um mar de rosas, onde passamos a possuir tudo sem sacrifícios, entretanto muitos cristãos são enganados com fantasias sem se dá conta que as pelejas e sofrimentos fazem parte da conquista. Não há vitória sem luta, mas se, todavia perdermos algumas batalhas, não significa que perderemos todas, os números de vitórias são bem maiores. Alguns indivíduos buscam coisas fantasiosas, e acabam decepcionadas e deprimidas. A nossa vida espiritual é marcada por combates até o final (2 Tm 4.7). A palavra combater significa; lutar, guerrear, esforçar-se para vencer, pelejar, opor-se e batalhar, entretanto aqueles que estão engajados nessa peleja devem ter um alvo definido.

Quatro coisas para o sucesso: Trabalhar e orar, pensar e acreditar” (Norman Vincent Peale)

Considerações finais
Quando estamos construindo algo que nos levem ao sucesso, o cuidado é imprescindível, isso em quaisquer aspectos da vida. Ser cauteloso, para não fazer atalhos, ou encurtar caminhos, a melhor maneira de se chegar ao sucesso é pelos próprios méritos, assim estamos certos do que somos e aonde chegamos. Somente os orgulhosos não compreendem isso. Se, após a condecoração, vier o orgulho e a vaidade, deixarão de existir os méritos que o conduziram a tal galardão!” (Ricardo de Sousa Boppré).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma –PE

terça-feira, 21 de junho de 2011

O IRMÃO MAIS VELHO

ESBOÇO 391
TEMA: O IRMÃO MAIS VELHO
E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio e chegou perto de casa, ouviu a musica e as danças” Lc 15.25.

Introdução

Lucas descreveu no capitulo 15 uma parábola de Jesus sobre o filho pródigo, cujo conteúdo ressalta o filho desobediente que saiu de casa, sua volta, o pai amoroso e perdoador, e o insurgente irmão MAIS VELHO. Essa é uma lição importante para a nossa vida diária.

I. O Filho desobediente

1. O filho mais novo, “falta de maturidade”
Ele abandonou a casa do pai, e pediu parte da sua herança, talvez esse fosse o principal alvo daquele filho (Lc 15.12). As pessoas inexperientes não levam muito a sério as consequências daquilo que faz ou as decisões que tomam, o egoísmo pode levar um filho a desprezar a família em busca dos prazeres da vida, na vida cristã acontece o mesmo, o filho abandona a casa do pai, “Deus” deixa a comunhão da família para experimentar os prazeres do pecado, para o filho pródigo o convívio familiar não era mais interessante, e sim novas amizades. “As novas amizades exigem muito mais cuidado do que as antigas” (CLEMENTINO, Elis) e sobre isso ele não pensou, pediu a parte da sua herança e retirou-se, granjeou amigos, mulheres, bebida, dança, finalmente aproveitou bem, mas há alegrias que duram pouco e o que ele pensava ser sucesso tornou-se fracasso.

2. Longe de casa

Partiu para uma terra longínqua, distante do convívio e a comunhão familiar, o filho se tornou vulnerável, os “amigos” foram os únicos beneficiados com a herança que o moço tinha em mãos. O texto diz que ele desperdiçou a sua fazenda (herança), vivendo dissolutamente, ou seja, aquilo que contraria o bom costume, devasso, libertino (Lc 15.13). As consequências não demoraram, as sementes plantadas começaram a brotar.

3. As consequências

Nada pior do que as consequências daquilo que se semeia, após ter desperdiçado tudo, houve naquela terra uma grande fome. Os nossos erros muitas vezes culminam com a realidade do momento, além de não ter mais dinheiro o povo estava vivendo uma crise econômica, e o filho liberal começou a padecer necessidade, desejando comer até as bolotas que os porcos comiam, porque ninguém lhe dava nada (Lc 15.15,16).

4. A sua volta

Somente quando a pessoa admite o erro, e reconhece o seu pecado, surgem novas oportunidades, entretanto ele disse: “Quantos trabalhadores de meu pai tem abundância de pão, e eu aqui padeço de fome!” (Lc 15.17). A atitude é o ponto de partida, sem ela ele não chegaria a lugar algum, “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai pequei contra o céu e perante ti.” Muitas vezes os nossos pecados não afetam somente aos nossos familiares, mas a igreja e a Deus. “Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores.” ele estava disposto até ser empregado do pai (Lc 15.18,19).

II. O pai amoroso

Voltando para casa, o pai avistou de longe e se moveu de íntima compaixão, e correndo lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou (Lc 15.20-24). “Mas disse aos seus servos: Tragam a melhor roupa, e ponde-lhe um anel no dedo, e sandálias para os pés, trazei bezerro cevado e matem, vamos celebrar, porque esse filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. Quantas vezes pensamos que Deus nem mais nos aceita mediante tantas coisas que praticamos, mas “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim” (Lm 3.22).

III. O irmão mais velho

O irmão mais velho “incompreensível” parecia ter razão em esboçar a reação de não aceitar à volta do irmão mais novo, com todos os privilégios, após gastar a parte da herança que lhe pertencia. Mas aquele filho sabia que teria outra oportunidade enquanto o pai estivesse vivo, por isso resolveu voltar, a decisão seria do pai de recebê-lo ou não, e não do irmão mais velho, para ele, aquele irmão nunca deveria ter outra oportunidade. Na vida cristã acontecem às mesmas coisas sempre reagem com indignação e orgulho para com aqueles que resolvem voltar à casa do pai “Deus”, principalmente quando têm as suas atividades reabilitadas. O irmão mais velho sempre tem argumentos de rejeição, e às vezes expressam: Eu estou aqui há tanto tempo e não tenho tido o privilégio que esse irmão teve. Para o irmão mais velho as disciplinas devem ser intermináveis, seus conceitos são excessivamente justos; tem como característica não perdoar (Lc 15.28,29).

Considerações finais

Irmãos, jamais aceitem que o caráter do irmão mais velho permeie os vossos corações, e sim, a atitude do pai que abraçou o seu filho lhe dando outra oportunidade. Deus é um pai que oferece aos seus filhos grandes oportunidades, por isso não deveis rejeitá-las, entretanto o irmão mais velho deveria entender o amor do pai e amar o seu irmão, independente das circunstâncias. Voltar para casa foi à maior atitude do filho pródigo, pois ele queria restabelecer a sua comunhão, perante Deus e a sua família.

Pr. Elis Clementino, Itapissuma - PE/Brasil



quarta-feira, 15 de junho de 2011

O HOMEM É PROVADO PELOS LOUVORES

ESBOÇO 390
TEMA: O homem é Provado Pelos Louvores
“O crisol é para a prata, e o forno para o ouro, e o homem é provado pelos louvores” (Pv 27.21).

Introdução

Há muitas maneiras de se provar as coisas, como a prata e o ouro, os homens também são provados. Após os elogios vem à comprovação, revelamos o que está dentro do coração. Por isso devemos ser cautelosos, ao verbalizar elogios a alguém e ao receber. Nesse sentido discorreremos sobre o engano de ser louvado e como receber elogios.

Enganado pelos louvores

Os elogios podem despertar o orgulho que está no coração do homem, todo ser humano tem dentro de si tanto o orgulho quanto a humildade, o que mais pomos em prática prevalece. Cada vez que somos lisonjeados o nosso ego é massageado, isso nos dá uma sensação de prazer, além de nos sentirmos orgulhosos. O problema não é ser louvado, mas é a forma como recebemos. Se não estivermos preparados eles podem se tornar um grande abismo, “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.” (Pv 16.18; 11.2; 18.12; 29.23a). “O homem que lisonjeia o seu próximo arma uma rede aos seus passos.” (Pv 29.5). Existem pessoas que gostam de elogios e quanto mais requintado melhor, porém não sabem que estão tão expostos aos perigos, porquanto qualquer elogio que você receba, pondere bem, “O simples dá crédito a cada palavra, mas o prudente atenta para os seus passos.” (PV 14.15) o homem pode ser seduzido pelos próprios sentimentos, alguns indivíduos usam desse artifício para barganhar proveitos, espaços e oportunidades (Os profetas de Acabe).

Como receber elogios

a) Com muita modéstia ou moderação;

b) Não acredite que todos os elogios sejam verdadeiros, muitas vezes somos elogiados acima do que é para ser;

c) Não receba elogios com sensação de grandeza;

d) Cuidado com elogios exagerados, eles podem ser uma armadilha (Pv 29.5).

e) Certifique-se de que fonte está vindo os elogios (Pv 14.15);

f) Saiba que todos os elogios que recebemos existem pessoas que contribuíram para o tal; ao sermos elogiados não sejamos egoístas, agradeça! Não faça como alguns: Cheguei pelos meus méritos.

g) Dependendo da maneira que você recebe os louvores, eles lhe enriquecem ou levam a queda.

No sentido espiritual sucedem as mesmas coisas, existem pessoas que lisonjeiam os seus superiores com a finalidade de galgar posição. Não obstante, muitos que se encontram em eminência sintam prazer em ser elogiados, e em troca, favorecer.

Considerações finais
Os reflexos de certos louvores podem perdurar por toda vida, porém é necessário analisar cada elogio que recebemos, sem, contudo nos gloriarmos, pois cada um sabe até que ponto deve ser elogiado (a). Por trás de alguns elogios existe uma preliminar, e estes quando o recebemos, geralmente não estamos sós (ex: em momentos importantes da vida: aniversário; eventos; etc). Tenhamos cuidado, devemos está certo do que somos e não do que dizem de nós. Ser modesto em receber os elogios, não significa que você não mereça. A humildade eleva o homem.

O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e diante da honra vai à humildade.” (Pv 15.33)

Antes de ser quebrantado, eleva-se o coração do homem; e, diante da honra vai à humildade.” (Pv 18.12)

Pr. Elis Clementino – Brasil / Itapissuma-PE

quarta-feira, 8 de junho de 2011

FECHOU-SE A PORTA

ESBOÇO 389
TEMA: FECHOU-SE A PORTA
Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo.” (Mt 25.1).

Introdução
A parábola das dez virgens desperta-nos para uma realidade espiritual, enfatizando a preparação dos cristãos, para a vinda do Senhor. Essa difunde uma analogia de um reino com um casamento, ou seja, dez jovens mulheres, sendo cinco néscias desprovidas de azeite e cinco preparadas com azeite para as suas lamparinas, elas aguardavam o noivo. Essa parábola destaca a prontidão dos que seguem a Jesus. Explanaremos sobre o cortejo nupcial, as virgens néscias e prudentes, o desespero da imprudência, e a perda de oportunidade.

1. Cortejo nupcial
Nessa época os casamentos em Israel incluíam uma procissão do noivo até a casa da família da noiva, ambos tinham acompanhantes, entre elas, as dez virgens, o noivo e a noiva se encontravam e juntamente com esses acompanhantes formavam um grande cortejo nupcial e seguiam até a casa do pai do noivo para as bodas de casamento, ou seja, o banquete, podendo durar semanas. O trajeto acontecia à noite passando por vilas e aldeias onde não havia luz, de maneira que as lamparinas iluminavam o caminho, cantando pulando, e assim todos deviam carregar as suas vasilhas com azeite (Mt 25.1). Antes de acontecer o encontro, o noivo tarda e todas toscanejaram, mas a meia noite ouviu-se um grito: Eis aí o noivo! Sai ao encontro! (Mt 25.5,6).

Obs. Você sabia que se tratando da igreja “noiva” e Cristo “noivo”, as bodas “festa” de casamento irá acontecer na casa do pai “céu” no período de sete anos?

2. As virgens
Loucas
As virgens loucas estavam totalmente desprovidas, sem azeite nas suas lamparinas, logo, se o fogo apagasse, não dava para acender outra vez.

Prudentes
As virgens prudentes levavam azeite suficiente em suas vasilhas, e não podiam dividir o azeite, isso não era questão de egoísmo, mas se dividissem o azeite a luz poderia ser insuficiente para clarear o caminho.

3. O desespero
Os descuidados geralmente passam por momentos de desespero, observem a desesperação daquelas cinco virgens em busca de azeite, geralmente quem não tem, pedi a quem tem. A busca por algo na última hora desencadeia o insucesso, pois tomar os cuidados necessários para estarem preparadas para a vinda do noivo provou ser fatal para as cinco que não tinham azeite (Mt 25.8). Não devemos confiar nas reservas espirituais anteriores, pois as reservas também se acabam.

4. A perda de oportunidade
Muitas vezes deixamos para a última hora decisões importantes, por isso perdemos grandes oportunidades. O noivo tarda, mas volta, e no momento delas acompanhar o cortejo nupcial as néscias perderam a oportunidade (Mt 25.9-12). Somos responsáveis por boa parte de perdas e ganhos em nossas vidas, entretanto devemos ter muito cuidado, porque nem sempre as oportunidades reaparecem nas mesmas proporções, assim será a oportunidade para entrar no reino de Deus é única. Cada um facilite a sua vida para que naquele momento não encontre a porta fechada.

Considerações finais
Nos dias de hoje qual a lição aprendida: a) O despreparo para encontrar o noivo; b) O desespero pela falta de azeite; c) A perda da última oportunidade. Muitos crentes atualmente estão despreparados espiritualmente, sem azeite e sem brilho, isso significa não estarem preparados para a volta do noivo. Podemos ter a aparente impressão que o noivo está tardando, no entanto disse Pedro em sua carta: - “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a tenha por tardia. Ele é longânimo para convosco, não querendo que alguém se perca, senão que todos venham arrepender-se.” (II Pe 3.9). Quando Jesus vir buscar a sua igreja os crentes deverão estar preparados para não perderem a oportunidade. Ora, a mensagem central dessa parábola é fechou-se a porta, isso significa que não estando preparados perderão definitivamente a oportunidade de acompanhar o noivo (Mt 25.11,12), por isso o SENHOR nos adverte “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mt 25.13; 24.42; 13.33-37; I Co 16.13; I Ts 5.6; I Pe 5.8; Ap 16.15).

Pr. Elis Clementino- Itapissuma – PE/Brasil