sábado, 31 de outubro de 2009

PARA TUDO HÁ UM TEMPO DETERMINADO.

ESBOÇO 305
TEMA: PARA TUDO HÁ UM TEMPO DETERMINADO.

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” Eclesiastes 3:1

INTRODUÇÃO
Nos escritos que se atribui a Salomão “livro de Eclesiastes”, cujo significado no hebraico Koheleth que se deriva da palavra Kahal “reunir-se” segundo a tradição judaica, muito embora o seu nome não apareça. Provavelmente ele escreveu no final da sua vida, e no geral tem uma definição “aquele que reúne uma assembléia e lhe dirige palavra”. Geralmente traduzido por “pregador ou mestre”. No livro ele fala sobre a vida, e o tempo para todas as coisas, tudo tem o tempo determinado (Ec 3:1—8).

  • O fator tempo foi instituído por Deus desde o principio da criação, e estabelecido para todas as finalidades debaixo do sol, é claro que os homens não podiam ser indiferentes a esse fator, pois todos os seres têm o seu tempo e o modo.

  • Deus instituiu principio e fim para tudo, as coisas acontecem, envelhecem, morrem e finalmente passa, a vida é uma delas, é como um labirinto de coisas que não entendemos, pois as nossas limitações não permitem entendê-las. “A vida e o tempo nunca param; e, ou indo ou estando, ou caminhando ou parados, todos sempre e com igual velocidade passamos” Viera 2005p/279;

  • Disse ROGER WILCOX 2005/p279 “que a cada um de nós é dado um punhado de tempo para gastar como pudermos”. “Usamos o que queremos. Desperdiçamos o que queremos. Mas nunca podemos recuperar um dia”. Já para DARWIN, o homem que tem coragem de desperdiçar uma hora do seu tempo não descobriu o valor da vida 2005 p/279. “O tempo é a coisa mais preciosa que o homem pode gastar” TROFEASTO 2005 p/280.

  • Gostaríamos muito de poder saber o valor do tempo disse MADAME GENLIS 2005/p280. Conhecer o valor do tempo é saber viver. O homem inteligente é aquele que sabe aproveitar cada minuto que passa, já que ele é de poucos dias. É como a flor da erva, que logo passa (Jó 14:1,2). É como a lançadeira de um tecelão (Jó 7:6,7), além de nada levar consigo (Sl 49:17).

  • Entender o tempo e a forma como o criador atua na vida do ser humano é uma necessidade, pois os propósitos de Deus para cada pessoa têm um tempo determinado, assim em cada estágio da vida há um tempo estabelecido por Deus, nada melhor do que pedir sabedoria a Ele para gastarmos o nosso tempo.
“Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios”

  • O relógio biológico que Deus pôs no homem conta sem retroceder, pois é o único medidor que não se pode atrasar e nem adiantar os ponteiros, portanto gaste os seus dias com sabedoria, e tudo de bom que você puder fazer faça conforme as suas forças (Ec 9:10). O que mais causa-nos angústia é gastar desperdiçando todo o tempo que nos é facultado nessa vida.

  • Quanto ao trabalhar de Deus em nós, devemos nos contentar com o tempo e o modo e como ele opera, sempre entendendo que a sua vontade deve prevalecer. A falta de compreensão desse fato pode levar à pessoa a desesperança e conseqüentemente tomar atitudes precipitadas por achar que Deus está demorando a realizar os seus sonhos e projetos, provavelmente lhe custarão muitos sofrimentos. Portanto devemos ser cautelosos aguardando a soberana vontade e o tempo de Deus, esperando com paciência (Sl 40:1; 27:14; 31:24; Hc 2:3)

CONCLUSÃO
Todo o tempo que tivermos aqui, seja bem aproveitado de maneira arguciosa e sabia, vivendo na direção Deus tudo dá certo, Ele alinha os caminhos tortuosos, tira os impedimentos de maneira que os seus desígnios sejam concretizados em nossa vida, pois operando Deus quem impedirá? (Isa 14:27; 43:13 Porque “Desde a antiguidade não se ouviu, nem com os olhos se viu, um Deus que trabalhe para aquele que nele espera”. (Isa 64:4). Descansemos em suas promessas porque fiel é aquele que prometeu.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O BOM PASTOR.

ESBOÇO 304

TEMA: O BOM PASTOR.


“Eu sou o bom Pastor, o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas” João 10:11.


INTRODUÇÃO

Deus expressa através das escrituras um cuidado especial com o seu povo, e para promulgar essas verdades Ele se revelou através do seu próprio filho Jesus Cristo, alegoricamente em um belíssimo sermão sobre “O bom pastor”. A sua mensagem foi clara e objetiva demonstrando carinho em guiar as suas ovelhas. Nesse comentário veremos características importantes sobre o pastor e as suas ovelhas, bem como os instrumentos usados pelo Pastor em conduzi-las.

  • Em primeiro lugar devemos entender como funciona o pastoreio das ovelhas. No Oriente Médio é muito natural encontrar grandes rebanhos de ovelhas, pois é uma das riquezas daquela região, por isso o seu sermão fora dirigido a pessoas que conheciam esse tipo de produção animal.

  • Os rebanhos eram conduzidos pelos pastores de forma cuidadosa, alimentando-as como expressa o (Salmo 23).
  • Os pastores são conhecidos das suas ovelhas, são aceitos por elas, pois conhecem a voz do seu pastor (Jo 10:27).

  • As ovelhas rejeitam qualquer outra pessoa diante delas, somente os pastores do rebanho tinham condições suficientes para fazê-las entrar no curral pela porta (Jo 10:3).

  • Os pastores das ovelhas podiam entrar pela porta do aprisco, de outra forma eram considerados mercenários, ladrões e salteadores.

  • Os pastores têm os seus instrumentos de trabalho para conduzir as ovelhas, são a vara e o cajado, ambos eram elementos indispensáveis para condução delas até o curral (Sl 23:4).

  • Somente a vara do pastor podia tocá-las, ela era uma espécie de bastão para enxotar animais ferozes, e ajeitá-las na entrada do curral, pois algum bode podia se infiltrar no meio delas, bode e lobo não suporta a vara, eles fogem. Somente o pastor sabe separar das ovelhas os lobos e os bodes (Mt 25:32).

  • O cajado é um instrumento de madeira mais alongado e curvado na ponta, ele servia para puxar as ovelhas que estavam se dispersando, Davi como ovelha do Senhor ele disse que a vara e o cajado lhes consolavam (Sl 23:4)

O papel do mercenário.

  • Quer o leite e a lã das ovelhas, depois das ovelhas tosquiadas as abandonam. (Ez 34:3)
  • Foge quando as ovelhas estão em perigo ou ameaçadas pelos lobos que não perdoarão o rebanho. (At 20:29)


O amor do pastor pelas suas ovelhas.

  • O amor do pastor era a base para conduzir as suas ovelhas, pois elas são tratadas e conduzidas de forma carinhosa, à ovelha representa a simplicidade, humildade e mansidão.
  • O intenso amor do pastor pelas ovelhas faz com que ele dê a sua própria vida por elas, (I Sm 17: 34-37; Jo 10:11).


Jesus o exemplo de pastor.

  • Ele foi tomado das suas ovelhas e ferido, mas não as abandonou (Mc 14:27b)
  • As ovelhas foram desgarradas (I Pe 2:25ª)
  • Do alto da cruz ás contemplava.
  • Ele levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro (I Pe 2:24).
  • Constituindo-se o nosso supremo pastor velando pelas nossas almas e na sua aparição receberemos uma coroa de glória (I Pe 2:25b; 5:4).
  • Ele deixou o modelo para seguirmos a suas pisadas (I Pe 2:21).

CONCLUSÃO

Jesus o verdadeiro pastor, para nós ovelhas do seu pasto ele é o grande provedor, “nada nos faltará” faz-nos deitar-nos em verdes pastos, guia-nos mansamente as águas tranqüilas, refrigerando a nossa alma, guiando-nos pelas veredas da justiça por amor do seu nome. Ele nos dá segurança, tira o nosso medo, está com as suas ovelhas, a sua vara e cajado nos consolam, prepara banquete diante dos nossos inimigos, unge a nossa cabeça com o seu óleo santo, a alegria do nosso coração transborda como o vinho no cálice, e finalmente a sua bondade e misericórdias seguirão as suas ovelhas todos os dias da sua vida, lhes fazendo habitar com segurança em seu aprisco por longos dias (Salmos 23).

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

CONSERVANDO A FÉ E A BOA CONSCIÊNCIA.

ESBOÇO 303

TEMA: CONSERVANDO A FÉ E A BOA CONSCIÊNCIA.

“Conservando a fé e a boa consciência, rejeitando a qual alguns fizeram naufrágio na fé” I Tm 1:19.

INTRODUÇÃO

Há duas coisas imperiosas na vida dos cristãos; conservar a fé e a boa consciência, elas devem ser mantidas até o fim da vida. O ensino paulino advertia ao jovem Timóteo sobre essa conservação, pois já naquela época havia muitos cristãos que apostatavam a fé em Cristo, isso já se caracterizava devido à consciência corrompida pelos ensinos dos falsos mestres, essas advertências faziam parte dos cuidados de Paulo sobre a saúde espiritual da igreja. Existem muitos caminhos pelos quais podemos deixar de ter uma boa consciência e negar a fé em Jesus. Veremos neste simples comentário sobre a fé, os passos que podem levar o crente a apostasia, como também manter uma consciência limpa diante de Deus.

O que é a fé?

  • A fé é o firme fundamento das coisas que não se vê, é através dela que conseguimos ver o que os olhos naturais não conseguem ver. Vamos compará-la com um telescópio potente que consegue ver os corpos celestes a longa distância (Hb 11:1,13,22).

  • A fé é algo sobrenatural da parte de Deus no ser humano, considero a parte mais excelente porque ela governa o nosso relacionamento com o criador “Ora sem fé é impossível agradar-lhe” (Hb 11:6).

  • Essa fé é mantida sobre a perspectiva, ou seja, no ponto de vista da palavra de Deus, pois não existem outros meios pelos quais podemos conservá-la. Todavia não devemos apenas declarar ter uma vida de fé, nem ter uma fé disfarçada, mas vivê-la genuinamente. (Hb 11:34)

  • Paulo advertia a Timóteo a respeito da terrível e temível apostasia que continua ainda hoje sendo o abandono da fé (I Tm 4:1; 5:11-15; 6:9,10). Existem muitas outras coisas que podem levar o crente a abandonar a fé em Cristo, mas Paulo nos exorta a fugir delas (I Tm 6:11)

Os passos que levam a apostasia.

  • O crente não leva a sério as verdades, exortações, advertência, promessas que nos ensinam a palavra de Deus (Mc 1:15; Lc 8:13; Jo 5:44,47; 8:46); estes geralmente apostatam a fé
  • Quando as realidades deste mundo são consideradas prioritárias em relação ao reino de Deus (Mt 6:33; I Rs 3:13; Sl 37:25; Mc 10:30)
  • A tolerância ao pecado a sua própria vida (I Co 6:9,10; Ef 5:5; Hb 3:13) aderindo tanto o pecado que fica familiarizado com ele, de maneira que o pecado já não é mais pecado, no entanto um abismo chama outro abismo (Sl 42:7a).
  • A dureza de coração leva o crente a resistir os ensinamentos da palavra de Deus (Hb 3:8,13,10), seu coração se torna tão duro que não dar mais para ouvir a voz do Espírito Santo (Ef 4:30; I Ts 5:19-22; Hb 3:7-11). Ele não ouve mais a voz de Deus na consciência.
  • As decorrências. O Espírito Santo se entristece (Ef 4:30; Hb 3:7,8), porque o pecado extingue o fogo do Espírito, (I Ts 5:19 profanando o templo de Deus (I Co 3:16) dessa forma o Espírito Santo se afasta do crente e daí em diante ele é entregue as paixões carnais (Jz 16:20; Sl 51:11; Rm 8:13; I Co 3:16, 17; Hb 3:14).

A Consciência

  • O que caracteriza uma boa consciência é ela ser limpa e sem engano, tanto para com Deus como para os homens (At 24:16). Somente a consciência do homem pode dizer se ele está ou não em perfeita comunhão com Deus. A consciência de Davi o acusava constantemente, pelos pecados que havia cometidos, veja isso na sua confissão diante de Deus. Quando o homem o conhece e peca contra Ele e ao próximo, a primeira coisa que o acusa é a consciência. Davi cortou pedaço da orla da veste de Saul, naquele momento o seu coração doeu.

“Sucedeu, porém, que depois o coração doeu a Davi, por ter cortado a orla do manto de Saul” (I Sm 24:5).

  • Entendo que quando não sentimos o perdão dos nossos pecados, a consciência continua a acusar de dia e de noite, por isso se diz que ela é como os olhos da coruja, que não se fecham para dormir.

Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim” (Sl 51:3),

  • Estando com a consciência limpa, estamos bem confortáveis, e o nosso relacionamento com Deus é de perfeita comunhão.


Amados, se o nosso coração nos não condena, temos confiança para com Deus” (I Jo 3:21).

CONCLUSÃO

Queridos, devemos ter muito cuidado, porque a consciência não dorme, e se não dorme, ela não nos deixa em paz. Paulo testificou diante dos irmãos ter vivido e andado diante deles com uma boa consciência. (At 23:1). A única coisa que devemos fazer para manter a nossa consciência limpa é recorrer ao perdão divino.

“E por isso, procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para os homens. (At 24:16)


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O CANTO DO GALO.

ESBOÇO 302

TEMA: O CANTO DO GALO.

“Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que duas vezes o galo cante, tu me negarás três vezes” Mc 14:30.

INTRODUÇÃO

O ser humano é inconstante e às vezes imprevisível, nas suas ações, atitudes e palavras, algumas podem se dá por seguras, talvez pela sua robustez e autoconfiança, como aconteceu com Pedro o primeiro discípulo a ser convidado por Jesus quando pescava na praia da Galiléia. Entre os doze Pedro era o mais audacioso, disposto a tudo, até a defender e morrer pelo seu mestre (Mc 14:31). Iremos extrair algumas lições desse episódio que certamente nos enriquecerá.

Quem era Pedro?

  • Seu nome: significa “Pedra”
  • Um pescador profissional do mar da Galileia.
  • Seu caráter: Um homem decidido e impetuoso que se tornou destemido em seu testemunho da ressurreição de Cristo

Os sentimentos de Pedro.

  • Tristeza: Como muitas pessoas explosivas, o maior inimigo de Pedro era a sua língua – falar sem pensar. Isto o colocou em muitas dificuldades.
  • Alegria: A liderança dos discípulos, a divulgação do evangelho aos gentios e seu martírio pelo salvador, a quem tanto amava.

A autoconfiança de Pedro.

O excesso de confiança de uma pessoa em si mesma é muito prejudicial, podendo levar a um extremo muito perigoso fazendo com que todas as atenções se voltem para ele (Mc 14:29).

  • O levou a ser repreendido por Jesus varias vezes.
  • Para Pedro todos podiam fracassar, menos ele, isso não passa de palermice (Pv 14:16) de modo nenhum te negarei (Mc 14:31c) disposto até morrer pelo Senhor (Jo13:37b)

O fracasso de Pedro no Getsêmane.

  • Ele foi o primeiro a ser escolhido para última
  • oração com o mestre no Getsêmane (Mc 14:33).
  • Duas vezes encontrado dormindo “Simão, tu dormes? Não pudeste vigiar nem uma hora?” (Mc 14:37,38).
  • Na última hora ele abandonou o mestre (Mc 14:50).

A negação de Pedro.

  • Foi se aquecer no pátio por causa do frio (Jo 18:15-18)
  • O corajoso e valente se acovardou, negando conhecer o mestre diante logo de quem; um parente do servo do sumo sacerdote o qual Pedro havia decepado a orelha no momento da prisão (Jo 18:25-27). Mas ele era conhecido até pela fala, pois os que servem a Jesus têm características (marcas) conhecidas.

As marcas de Cristo estão presentes em nós, e são vista aonde quer que estejamos.

  • Negou por três vezes e na ultima vez, praguejou e jurou, não conheço esse homem (Mt 26:74). Em muitas ocasiões negamos a nossa condição de discípulo do mestre, vivendo uma vida incoerente a palavra de Deus.

O canto do galo.

  • Após Pedro negar por três vezes, o galo cantou duas vezes (Mc 14:72).
  • Jesus fixou os olhos em Pedro e ele se lembrou da palavra de Jesus e como lhe dissera (Lc 22:61,62; Mc 14:72c) e saindo Pedro dali caindo em si chorou amargamente.

O galo da consciência canta a cada vez que negamos o mestre com a nossa maneira de viver.

O galo da consciência canta para nos advertir que alguém talvez esteja nos olhando.

O abatimento de Pedro.

  • Daquele momento em diante, Pedro viveu dias de amargura e tristeza e com profundo peso na consciência, certamente lamentando o episódio. Pressuponho que ele jamais pensava em ter outra oportunidade de encontrar o seu mestre, já não contava mais com o seu perdão.

A ressurreição de Jesus.

  • João relata que Pedro e outro discípulo foram correndo logo cedo ao sepulcro e viram somente os lençóis (Jo 20:3-10).
  • Jesus aparece às mulheres que visitavam o túmulo, elas foram surpreendidas com um jovem sentado a cabeceira onde jazera o corpo de Jesus (Mc16: 1-6).
  • O grande recado, mas ide, diga a seus discípulos e a Pedro que ele vai diante de vós para a Galileia e lá o vereis como ele vos disse. (Mc 16:7).

CONCLUSÃO

O que aconteceu com Pedro pode acontecer com qualquer um de nós, a nossa felicidade é porque quando erramos o galo da consciência canta nos concedendo oportunidades de rever os nossos fracassos, para termos novas ocasiões diante do mestre.

Pr. Elis Clementino