segunda-feira, 28 de outubro de 2024

ESBOÇO 1421 * TEMA: A HABILIDADE NÃO NOS LIVRA DO FRACASSO.

ESBOÇO 1421 *
TEMA: A HABILIDADE NÃO NOS LIVRA DO FRACASSO.
TEXTO: “E disse-lhe Pedro: Ainda que todos se escandalizem, nunca, porém, eu.” (Mc 14.29).
Autor: Pr. Elis Clementino
 
Introdução
Existem muitas pessoas habilidosas e corajosas que até nos impressionam, parece que elas têm solução para tudo, raciocina rápido, cheia de ideias brilhantes, é como um jovem com toda sua beleza e força, sentindo-se invencível (Pv 20.29). Mas nem sempre as coisas são tão fáceis assim, entretanto, ninguém pode se dar por seguro ao ponto de nunca fracassar, isso não passa de palermices. “O tolo se dá por seguro” (Pv 14.16). Há muitas criaturas que se deram por seguros devido às suas desenvolturas, elas jamais pensavam em fracassar.
 
I.                 O entusiasmo de Pedro.
Nunca houve no ministério de Jesus um discípulo tão destemido quanto Pedro, um seguidor aguerrido e pronto para enfrentar qualquer situação, corajoso capaz de defender o seu mestre em todas as circunstâncias, morrer por ele e nunca o negar, “ainda que todos se escandalizem, nunca, porém, eu”. (Mc 14.29,31). Não devemos depositar em nós mesmos, total confiança em tudo o que fizermos (Jr 15:5). O profeta nos adverte sobre a confiança excessiva nas pessoas ou em si, em vez de confiar plenamente em Deus. Quando colocamos a nossa confiança unicamente nos seres humanos, podemos acabar nos afastando de Deus, sendo ele a verdadeira fonte de segurança.
 
II.                Jesus anuncia o fracasso de Pedro.
Jesus anunciou o fracasso de Pedro (Mc 14.30). Ele jamais teria coragem de negar ao seu mestre, no entanto, dormiu na última hora (Mc 14.37). Já não parecia aquele Pedro preparado e disposto a enfrentar tudo o que viesse pela frente, não podia mais vigiar e orar, além disso, no momento mais cruciante da vida de Jesus, seu amigo. O homem que estava disposto a defendê-lo abandonou-o na última hora. “Então, deixando-o, todos fugiram” (Mc 14.50).  
 
III.              O canto do galo.
O canto do galo foi um dos fatores contundentes que demonstrou o fracasso de Pedro, ele negou a Jesus três vezes (Mc 14: 66-72), estando ele no pátio envolto em uma capa, aquecendo-se junto ao lume pelo frio da madrugada e, ao mesmo tempo, tentando se esconder dos olhares dos que passavam por ele, mas a sua própria voz o denunciava (Mc 14: 54; 66-71) “Embora não devemos compreender que o fracasso de Pedro e dos demais discípulos que abandonaram Jesus quando foi preso, com os fracassos espirituais e morais após a morte e ressurreição dele, pois a obra redentora do calvário não havia lhes alcançado, pois eles não pertenciam ainda ao novo concerto que só entrou em vigor quando Cristo derramou o seu sangue na cruz, eles ainda não tinham experimentado o novo nascimento, a regeneração no Espírito Santo no sentido pleno, entre outras vantagens”. (B. E. P – Bíblia de estudo pentecostal). Jesus compreendera a situação dos discípulos vivida naquele momento.
 
IV.              A tristeza de Pedro.
Após o canto do galo ou o toque da madrugada, Pedro caiu em si (Mc 14:72c) e chorou amargamente, mas é importante salientar que foi por fraqueza, e não por iniquidade, que Pedro negou o Senhor, pois nunca cessara de amar seu Mestre e de crer nele. Pedro estava espiritualmente fraco e incapaz de resistir uma grande tentação, a angústia e o pavor tomaram conta do seu coração, talvez se lembrando dos momentos de habilidades e bravura, até na hora da prisão do seu mestre (Jo 18.10), agora desapontado e com um peso na consciência, talvez meditando; segui o mestre e lutei por Ele, acabei o desprezando na hora que ele mais necessitava, perdi tudo, não tenho mais oportunidade, meu Cristo morreu e eu nada pude fazer por ele. O impacto maior na vida de Pedro foi se arrepender amargamente pelo que havia feito contra o seu mestre, só restava-lhe aguardar o que iria acontecer dali para a frente.
 
V.               O recado do anjo para Pedro.
Três dias após a morte, acontece à ressurreição do Senhor, uma luz se acende no meio da escuridão e escuta-se uma voz, era a voz do anjo dizendo às mulheres: - “Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis como ele vos disse” (Mc 16.7; 14.28). Certamente, ao receber a notícia, sentiu-se aliviado em saber que o seu mestre não o tinha abandonado, como também perdoado, além de não esquecer o seu nome. Jesus não levou em conta o fracasso daquele discípulo, pois sabia o quanto Pedro era frágil, concedeu-lhe uma nova oportunidade para continuar sendo seu discípulo e posteriormente o seu estimado apóstolo, que com as suas cartas tem edificado muitos cristãos.
 
Quantas vezes pensamos que somos fortes, com o coração egoísta, tendo a concepção de que nunca iremos fracassar, mas é importante salientar que todo ser humano é tendencioso ao fracasso. Inúmeras vezes, sem precisar do galo cantar, negamos a Cristo com as nossas atitudes incoerentes ao seu amor, mas quando reconhecemos os nossos fracassos, como Pedro reconheceu chorando amargamente. O Senhor não despreza os que são seus, mesmo que falhemos, mas quando nos arrependemos, o Senhor não nos abandonará.  Bem-aventurados os que reconhecem com o espírito quebrantado, porque serão perdoados e consolados (Sl 51:17). Duas coisas podem te livrar do fracasso, a sensatez e a prudência – Elis
 

ESBOÇO 1420 * ASSUNTO: PREPARAÇÃO ESPIRITUAL.

 

ESBOÇO 1420 *
ASSUNTO: PREPARAÇÃO ESPIRITUAL.
TEXTO: 1 TESSALONISSENSIS 5:1-11.
 
Introdução:
A igreja de Cristo sempre viveu com uma expectativa singular: a segunda volta de Jesus. Desde os primeiros cristãos até os nossos dias, essa esperança tem alimentado a fé e a perseverança dos que seguem a Cristo. Sabemos que Ele voltará, mas a questão é quando e como estaremos preparados para esse grande dia, assim como Paulo ressaltou. Neste contexto, a Bíblia nos lembra que a volta do Senhor será repentinamente, como um ladrão à noite, pegando muitos de surpresa. Por isso, é essencial entender que a preparação espiritual não é opcional; ela é vital para nossa jornada cristã. Hoje, refletimos sobre o que significa estar preparado, atentos aos sinais e confiantes no propósito divino que é o seu retorno.
 
I. Contexto histórico.
O apóstolo Paulo escreve aos cristãos de Tessalônica sobre o arrebatamento da igreja, para que eles não ignorassem esse evento como os demais que não tinham esperança (1 T 4:13-18). Esse arrebatamento será a tomada dos cristãos fiéis da terra de maneira súbita.  Paulo também afirma que, em relação a esses acontecimentos, todos estavam cientes de que Jesus viria como um ladrão, em hora que ninguém espera, e sobre isso Jesus anunciou no sermão da montanha a sua segunda vinda (1 Ts 5:1-2; Mt 24: 43-44; Lc 12:39-40; 2 Pe 3:10). Mas sobre ele haveria uma série de acontecimentos, sobre eles veremos a seguir.
 
II. Sinais dos tempos.
Nos últimos dias, muitos eventos têm acontecido e outros que certamente virão até em maiores proporções como cumprimentos das profecias, não somente dos profetas que antecederam o messias, quanto ele próprio. O apóstolo Paulo em sua carta aos tessalonicenses ressaltou esses eventos como sinais evidentes (1 Ts 5:3). Jesus já havia alertado sobre as guerras, fomes, pestes e tribulações (Mt 24:6-8, 21-22). O que vemos hoje em nosso mundo reflete muitos dos sinais que Jesus revelou, incluindo o aumento da maldade e o esfriamento do amor (Mt 24:12; 2 Tm 3:1-5). Esses versículos ressaltam a necessidade de sermos vigilantes, pois a volta de Jesus será repentina e inesperada, por isso é necessário se preparar.
 
III. Preparação espiritual.
Paulo enfatiza a importância de estarmos espiritualmente preparados, sermos vigilantes e sóbrios, pois não estamos em trevas para que aquele dia não seja uma surpresa para nós (1 Ts 5:4). Estejamos atentos para não sermos tomados subitamente, pois somos filhos da luz e não da noite (1 Ts 5:7-8).
 
IV. Propósito divino.
Deus não nos destinou à ira, mas à salvação por meio de Jesus Cristo, portanto, devemos edificar e exortar mutualmente. Portanto, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com Cristo (1 Ts 5: 9-11), pois a nossa redenção está próxima.
 
Conclusão:
Diante da promessa da volta de Jesus, percebemos que vivemos tempos em que a vigilância e o preparo espiritual são indispensáveis. Paulo nos alerta sobre a urgência de estarmos atentos e comprometidos, vivendo como filhos da luz e não das trevas. O propósito divino não é de instruções, mas de salvação; Ele nos chama a uma vida de edificação mútua e de expectativa pelo grande dia da vida que será o arrebatamento. À medida que observamos os sinais ao nosso redor, somos levados a refletir: Estamos realmente prontos para encontrar o Senhor? Portanto, vivamos uma vida que glorifique a Deus e que reflita nossa esperança na promessa de Sua vinda.

Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1419 * ASSUNTO: PRECEITOS CRISTÃOS.

 

ESBOÇO 1419 *
ASSUNTO: PRECEITOS CRISTÃOS.
TEXTO: 1 TESSALONICENSSES 5:12-28.

Introdução:
Na carta aos tessalonicenses, Paulo nos apresenta um conjunto valioso de orientações para a vida cristã em comunidade. Ele escreve a uma igreja jovem, mas cheia de fé, encorajando-a a desenvolver um relacionamento de respeito com seus líderes, a buscar a paz entre os irmãos e a viver de maneira irrepreensível. Esses valores revelam o cuidado pastoral de Paulo e sua preocupação. Em meio aos desafios diários, esses ensinamentos continuam sendo relevantes para nós hoje, nos mostrando que o comportamento cristão é baseado em amor, respeito e disciplina. Nesta mensagem, vamos explorar cada um desses preceitos, entendendo como eles moldam nossa conduta e fortalecem a unidade e a paz entre o povo de Deus. Que podemos, assim, aplicar esses ensinamentos para nossa vida.

1. Preceitos diversos (1 T 5:12-22).
1.1. Sobre os líderes da igreja.
a. Reconhecer a liderança da igreja (Hb 13:17; 1 Tm 5:17; 1 Co 16:15-16; Hb 13:7).
b. A consideração por eles, vivendo em paz (Rm 12:18; Mt 5:9; Hb 12:14; Ef 4:3; 1 Ts 5:13).
 
1.2. Relacionamento na igreja (1 T 5:14-15).
a. Admoestar os desobedientes.
b. Animar os desalentados.
c. Sistema operacional auxiliar.
d. Ser paciente com todos.
e. Não retribua o mal com o mal; pratique o bem com todos.
 
1.1. Sobre a vida espiritual (1 Ts 5:16-22).
·        Regozijar-se sempre.
·        Orar sempre.
·        Serem agradecidos.
·        Não extinguireis o Espírito.
·        Não desprezeis as profecias.
·        Examinai tudo e retende o bem.
·        Abstendo-se de toda aparência do mal.
 
2. Votos (1 Ts 5:23-25).
2.1. Santificação e preservação.
- Deus vos santifique completamente, corpo, alma e espírito, para serem irrepreensíveis na vinda do Senhor.
 
2.2. Confiança na fidelidade de Deus.
- A fidelidade de Deus ao chamado.
2.3.  Pedido de oração (1 Ts 5:24).
- Paulo pede oração por ele e seus companheiros (1 Ts 5:25).
 
3.      Saudações (1 Ts 5:26-28).
3.1. Paulo saúda os irmãos com osculo santo.
- Instrução para saudar todos os irmãos com o beijo santo, que era um gesto de afeto e comunhão.
3.2. Leitura da carta em público.
- Paulo insiste que a carta seja lida publicamente, para todos tivessem conhecimento da importância da mensagem.
3.3. Bênção final.
- A benção final desejando que a graça do Senhor Jesus esteja com eles.

Conclusão:
Ao refletirmos sobre os preceitos cristãos apresentados por Paulo aos tessalonicenses, percebemos que a vida cristã vai muito além dos rituais religiosos ou das obrigações formais. Ela abrange nossa relação com os líderes, o cuidado com os irmãos e o nosso comportamento diário, em espírito de alegria, oração e gratidão. Cada uma dessas instruções, ao ser vivida, fortalece a unidade da igreja e nos aproxima de uma vida irrepreensível. Que possamos, como igreja, considerar o valor dos que lideram, acolher e encorajar uns aos outros e, acima de tudo, viver em santidade, aguardando a vinda do Senhor. Assim, ao praticarmos esses preceitos, não seremos apenas uma igreja em harmonia, mas também um testemunho vivo da graça e da fidelidade de Deus para todos ao nosso redor. Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo nos capacite para poder melhor servirmos e Ele.

Pr. Elis Clementino