quarta-feira, 31 de julho de 2013

FOGO ESTRANHO NO ALTAR

ESBOÇO 503
TEMA: FOGO ESTRANHO NO ALTAR
“Ora, Nadabe, e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário e, pondo neles fogo e sobre ele deitando incenso, ofereceram fogo estranho perante o Senhor, o que ele não lhes ordenara. Então saiu fogo de diante do Senhor, e os devorou; e morreram perante o Senhor.” Lv 10.1,2

            Desde a antiguidade as pessoas tentaram mudar princípios estabelecidos pelo Senhor, um deles, era que nenhum sacerdote deveria oferecer sacrifícios e queimar incenso fora dos padrões instituídos na lei do holocausto. Os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, foram mortos porque trouxeram fogo estranho perante o Senhor. Veremos nesse delineamento sobre algumas maneiras de se oferecer o que não é verdadeiro ao Senhor.

O sacerdócio no tabernáculo
Deus escolheu sacerdotes e dando sequência pessoas da família (pais e filhos) para exercerem o sacerdócio, e ao mesmo tempo foram determinadas quais as tarefas, normas e como deveriam exercer. Entretanto, os filhos de Arão resolveram fazer algo que estava fora da determinação do Senhor “Nenhuma coisa em que haja defeito oferecereis, porque não seria aceita a vosso favor. O cego, ou quebrado, ou aleijado, ou verrugoso, ou sarnoso, ou cheiro de impigens, este não oferecereis ao Senhor e deles não poreis oferta queimada ao Senhor sobre o altar”. (Lv 22. 20,22). Ora! Tudo aquilo que está fora dos padrões determinados por Deus ferem o mandamento sagrado, e consequentemente tem um preço, podemos destacar a morte dos filhos de Arão (Lv 10.2b). O incensário era um recipiente onde se punha a essência aromática e fogo sobre eles para que a fumaça e o perfume daquela essência se espalhe em todo lugar do santuário. Mas, que fogo estranho era esse? “fogo estranho” no original significa “brasas vivas estranhas”, não se sabe ao certo o que era esse fogo adventício, entretanto todos os sacerdotes tinham o conhecimento do ritual estabelecido por Deus, porém a quebra de um dos rituais se constituía uma grande falta de obediência, como acontecera com algumas autoridades das escrituras; Moisés perdeu a oportunidade de entrar na terra prometida (Dt 34.1-8); Sansão pela quebra da lei do narizeado (Jz 16.17-19); Hofni e Finéias profanaram o sagrado (I Sm 3.11-14); Saul por oferecer sacrifício o que não era para ser feito por ele (I Sm 13.8-14); Uzias chegou ao ponto de se sentir superior aos sacerdotes entrou no templo para queimar incenso (2 Cr 26.18,19), entre outros. Tudo isso significava para Deus fogo estranho a quebra de princípios, sendo assim, cabe ressaltar que a alta posição desses homens não os tornara imunes ao castigo divino, a santidade deveria ser preservada, essa era a lei imposta aos sacerdotes.

Contemporaneidade
Devemos levar em consideração que Deus não mudou, podemos também aplicar essa lição nos dias no exercício do sacerdócio. Quantas vezes fazemos algo que não é agradável a Deus e depois subimos aos púlpitos para ministrar, desse momento em diante estamos oferecendo fogo estranho no altar, do qual Deus não se agrada, ou seja, não estamos sendo coerente com os princípios divino, além de não vivermos uma vida de santidade, isso é fogo estranho, hoje no tempo da graça Deus age com misericórdia nos concedendo oportunidade para nos arrepender e chegar ao conhecimento da verdade, se assim não fosse poderíamos morrer como aqueles dois moços por se aproximarem do altar de modo impróprio desobedecendo ao mandado divino.

Devemos nos chegar ao altar do Senhor conforme ele estabeleceu, não é de nossa competência estabelecer regras, principalmente àquelas que de alguma maneira venham nos favorecer, ele é quem determina, tenhamos cuidado com o fogo estranho no nosso meio, é muito comum vermos em algumas igrejas coisas absurdas e estranhas para nós, e muito mais para Deus. Existem duas coisas estranhas; incenso comum e fogo que não procedem do altar. O incenso comum fala da adoração formal e o fogo estranho que não é do altar corresponde àquelas animações por meio da agitação manuseada, é a substituição da verdadeira devoção por qualquer coisa. A Igreja de Coríntios estava nessa situação (I Co 1.11-13; Cl 2.8, 16-19). Os ditames mundanos estão entrando nas igrejas e muitos líderes aceitando para terem seus templos cheios, ostentar o seu poder e ofertas volumosas. Deus não tem aceitado todo tipo de oferendas nos sacrifícios, não nos conformemos com as práticas mundanas (Rm 12.2), no entanto devemos viver como filhos obedientes não nos conformando com as concupiscências que havia antes pela nossa ignorância (I Pe 1.13-16). Eis ai um único sacrifício recebido por Deus exposto “Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás (Sl 51.17).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE


quarta-feira, 24 de julho de 2013

COMUNHÃO ENTRE IRMÃOS

ESBOÇO 502
TEMA: COMUNHÃO ENTRE IRMÃOS
“Se há, pois, alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há entranhados afetos de misericórdia, completai a minha alegria, de modo que pensei a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento”. (Fp 2.1,2)

A comunhão entre pessoas está ficando cada vez mais escassa, ela é ressaltada nas sagradas escrituras como um meio para que os indivíduos de uma sociedade possam viver bem. Não faz muito tempo que as pessoas tinham um relacionamento mais próximo entre visinhos, parentes e amigos, nas calçadas das casas aconteciam às belas prosas entre eles, brincavam, riam e tudo acontecia naturalmente, era o normal em uma sociedade. Mas com o passar do tempo parece-nos que o individualismo foi isolando as pessoas uma das outras. Atualmente a coisa se agravou com o aumento do isolamento cibernético, onde as pessoas se isolam no mundo da internet deixando de lado o contato mais pessoal com amigos e até a própria família, porém, temos que nos conscientizar que esse avanço tecnológico traz seus benefícios e malefícios. Ou falamos isso hoje ou então conformadamente arcaremos com prejuízos que refletirão na família e consequentemente na sociedade. A comunhão não se limita somente a vida religiosa, mas nos relacionamentos e compartilhamentos.

Significado de comunhão
De maneira resumida é a associação com uma pessoa envolvendo amizade, incluindo participação nos seus sentimentos, nas suas experiências e vivências e a comunhão dos fiéis, união no mesmo estado de espírito: estar em comunhão de idéias com outrem.

Comunhão, relação de respeito
Ela não se refere somente à comunhão de fé, mas também em um estado de espírito, em comunhão de ideias em uma “comunidade, congregação, irmandade e sociedade” havendo respeito entre indivíduos (I Co 1.10). Outros tipos de comunhão como: Direito, comunhão de bens, ou seja, a participação dos cônjuges no patrimônio do casal. Comunhão é muito mais do que um aperto de mão ou um abraço, é um relacionamento que envolve propósitos e atividades comuns.

A comunhão dos apóstolos
A igreja cristã primitiva, ela desenvolveu o seu potencial através da unidade, onde há comunhão o individualismo não prevalece. A comunhão dos apóstolos resultou no fortalecimento e suprimento da igreja, no entanto essa prática de compartilhamento era natural entre os cristãos (At 2.42; 4.32-34), já no primeiro século com o crescimento da igreja os problemas de relacionamentos foram aumentando trazendo sérias dificuldades para a obra, enquanto a comunhão une, a desarmonia causa contenda e divisão, e quando isso acontece não há espaço para a graça de Deus, dificultando a pregação do evangelho e a permanência dos novos convertidos na igreja (I Co 3.3; 12.13). Essa comunhão nos dias de hoje não deve ser diferente.

A comunhão do crente com Cristo
Quando o indivíduo se dispõe a seguir a Cristo, e ingressando na igreja ele passa a ser um membro dela, a igreja é chamada de “o corpo de Cristo”, sendo ele próprio cabeça desse corpo, os membros dela devem ser saudáveis, pois assim sendo esse corpo cresce, ele descreve também a comunhão dos cristãos usando a analogia do corpo humano da seguinte forma: (1) os membros são diversos (I Co 12.12,13); (2) há harmonia no funcionamento dos mesmos (I Co 12.13,14); (3) A dependência mútua era necessária (I Co 12.21-26); (4) a diversidade dos membros leva-os a fazerem a vontade de Deus (Rm 12. 27-31) Paulo compara com a construção de um edifício (Ef 2.21),

A comunhão entre os irmãos
A comunhão entre irmãos nos leva a participar dos sentimentos, não visualizando propriamente o que é nosso, mas também para o que dos outros, assim como Cristo (Fp 2.4,5). Estamos sentindo a dor do nosso irmão? Estamos chorando com ele? Estamos intercedendo por ele? (Rm 12.15,16). O amor entre irmãos é uma prioridade porque é mandamento do Senhor (I Jo 1.10;2.9-11), não é um amor aparente para se aproveitar de alguma coisa em beneficio próprio, “é o amor Ágape” somos um corpo e todos os nossos membros compartilham uns com os outros, exceto quando alguns estão doentes.

A comunhão entre irmãos é essencial e proveitosa tanto para o crente, quanto a comunidade cristã, pois ela foi quem levou a igreja ao crescimento, foi nessa relação respeitosa que conviveram os apóstolos da igreja do primeiro século (At 2.42,43). Os cristãos devem viver em harmonia, esse não era somente o desejo do salmista (Sl 133.1), mas também de Paulo apóstolo do Senhor.


Pr. Elis Clementino

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O SENTIMENTO DE DERROTA

ESBOÇO 501
TEMA: O SENTIMENTO DE DERROTA
“E ele se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu em seu ânimo a morte e disse: Já basta, ó SENHOR; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que os meus pais”  I Rs 19.4.

Qualquer indivíduo está sujeito a enfrentar momentos tão difíceis que parecem não serem superados, infelizmente nessa ocasião nasce o pressentimento de derrota, impossibilitando-o ver um desfecho feliz. Esses episódios podem deixar a pessoa totalmente estressada e consequentemente depressiva a ponto de levá-las a desejar a morte. Alguns homens de Deus viveram circunstâncias semelhantes.

Elias, um profeta frustrado
Há momentos que parecem estarmos sós, principalmente quando os projetos estão indo de água a baixo, quando tudo anteriormente dava certo, depois tudo começa a retrogradar, é nessa ocasião que o desespero toma conta e começamos a ver que não há mais saída. Dessa forma, muitas pessoas não suportam e aniquilam as suas próprias vidas. A situação de Elias é bastante privilegiada por ser um profeta de Deus, mas não importa, seja servo de Deus ou não, todos estão sujeitos a enfrentarem problemas. O que mais lhe frustrou foi saber que era servo de Deus e chegar à situação que chegou “ao fundo do poço”, como se diz, quando as pessoas se sentem prejudicadas por alguma coisa considerável e sem saída. “E ele se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu em seu ânimo a morte e disse: Já basta, ó SENHOR; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que os meus pais” I Rs 19.4.

Moisés, e o sentimento de impotência
Durante a condução do povo no deserto e a responsabilidade que pesava diante dos seus ombros Moisés pediu a Deus que o matasse para ele não ver a sua ruína.  “E se assim fazes comigo, mata-me, eu te peço, se tenho achado graças aos teus olhos; e não me deixes ver o meu mal”. (Nr 11.15). Há alguns desejos, principalmente nos momentos de desespero que Deus não leva em consideração, por conhecer as nossas limitações. “Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó.” (Sl 103.14).

O sentimento de Mefibozete
O sentimento de derrota leva a pessoa a duvidar até da sua restauração e sucesso. Mefibozete jamais acreditaria no que ele estava ouvido e vendo, o convite do rei para ser honrado, o seu sentimento de
impossibilidade era tão grande que disse:  - “Então, se inclinou e disse: Quem é teu servo, para tu teres olhado para um cão morto tal como eu?” (2 Sm 9.8) quantas pessoas estão como Mefibozete além de estar esquecido é coxo dos pés (2 Sm 9.3), jamais ele acreditaria que comeria à mesa do rei. Sentimento de inferioridade faz com que as pessoas nunca tenham a perspectiva de um futuro promissor, ela nunca se olha como útil, mais para as impossibilidades, e não no que Deus possa fazer por ele.

O Profeta Jeremias
Esse profeta do Senhor frustrou-se ao limite, quando não viu acontecer tudo quanto o Senhor havia lhe falado na sua chamada (Jr 1.5,8, 10,19), logo ao exercê-la padeceu muitos sofrimentos como: Esbofeteado, preso, chicoteado, amarrado em um cepo, jogado em uma cisterna entre outros. Esses acontecimentos levaram o profeta a dizer: “Não me lembrarei mais de ti, nem falarei mais no teu nome” (Jr 20.7-9). Há coisas que desejamos em nossos corações que não são aceitas por Deus, Jeremias estava querendo vingança imediata, e não era isso que Deus queria. Devemos saber que os caminhos e pensamentos de Deus são diferentes dos nossos (Is 55.8,9). A palavra pregada por ele teria o seu cumprimento no tempo certo (Is 55.10,11). Ele devia ser calmo e cumprir a sua missão.

O sentimento de derrota deixa a pessoa incapaz de pensar, agir, acreditar em si mesma e no seu potencial, sobretudo em Deus, nesse momento ela ver pela frente somente derrotas (1 Rs 19.4; Rt 1.21; Lc 7.13; Jz 7.7; 2 Cr 20.15). Esse sentimento de impotência tem prejudicado muitas pessoas, pois ele não ver saída, ou seja, sente-se ilhada vivendo uma vida de amargura, (Rt 1.20). Esse sentimento produz dúvida na execução das tarefas, e falta de confiança no que faz, sendo uma pessoa totalmente insegura (Mc 11.23; Mt 14.26). Somando todas essas coisas surgem à debilidade física e psicológica, o estresse e a angústia que consequentemente leva a pessoa a um estado de depressão ao ponto de ter vontade de morrer, como aconteceu com o profeta (Nr 11:15; I Rs 19:4). Jonas no seu descontentamento; pediu para morrer (Jn 4:1,3,8). Nós não somos melhores do que esses homens, eles eram sujeitos as mesmas paixões que nós (Tg 5:17). Cuidado para que a frustração não rasgue todos os seus sonhos e planos. Deus nos dará o escape necessário para a vitória (Fp 4.13).



Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE *

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O MENSAGEIRO SEM SUCESSO

ESBOÇO 500
TEMA: O MENSAGEIRO SEM SUCESSO
Então disse o rei: Vai bem com o jovem, com Absalão? Disse Aimaáz: Vi um grande alvoroço, quando Joabe mandou o servo do rei, e a mim, teu servo; porém eu não sei o que era”. (2 Sm 18.29)

Em todos os lugares existem pessoas que se antecipam em para realizar algo que não lhe pertença, às vezes tomando o espaço de outros. A Bíblia sagrada tem um belo exemplo sobre Cusi, o cuxita, o emissário e Aimaáz o oferecido, para entregar ao rei uma mensagem que não lhe pertencia. Às vezes o desejo de realizar algo é mais forte, embora não se saiba como fazer, Aimaáz queria ser o mensageiro para trazer as novas ao rei. As pessoas se sentem prazerosas em dar noticias principalmente quando é uma pessoa influente ou um líder, mas existem também outros que podem fazer o mesmo serviço. Aimaáz era um homem de bem e considerado pelo rei (2 Sm 18.27), mas isso não significa que todas as vezes que necessitasse de um o mensageiro deva ser ele, no entanto quando uma pessoa toma a frente para fazer que não seja para ele geralmente torna-se uma pessoa antecipada. Falaremos nesse assunto sobre esses dois mensageiros, um enviado e o outro oferecido.

Os dois mensageiros
Existem tarefas que são destinadas a determinadas pessoas, mas é necessário saber se essa ou aquela estará apta a cumpri-la, porém, cabe ao individuo esperar a sua ocasião, quando isso não acontecer vem às preterições, e as consequencias podem ser imediatas. O enviado para levar ao rei a mensagem da morte de Absalão era Cusi (2 Sm 18.21), mas Aimaáz não se conteve em ficar no seu lugar, quis também ser o mensageiro de Joabe, porém ele achou que Aimaáz não seria a pessoa ideal para ser o mensageiro naquele momento e sim Cusi (2 Sm 18.22b), observamos ai uma carreira cansativa e sem propósito, um sacrifício sem sucesso. Atualmente acontecem as mesmas coisas, pessoas se adiantam para fazer algo que não lhe é mandado, podia ser que ele soubesse do acontecimento, mas o que eu questiono aqui é que Aimaáz não fora diretamente enviado para dar a mensagem, porém ele perante o rei não sabia o que dizer sobre o acontecimento, apenas ficou enrolando “eu vi um grande alvoroço, quando Joabe mandou o servo do rei, e a mim, teu servo; porém não sei o que era” (2 Sm 18.29).  A imprudência de Aimaáz fez com que o rei o deixasse de lado (2 Sm 18.30), o mais interessante naquele momento era a mensagem e não o mensageiro.

Existem pessoas que são antecipadas para determinados tipos de coisas, entretanto nem todas elas estão aptas para fazê-las, as mesmas coisas sucedem em relação às pessoas piedosas, nem todos têm os mesmos tipos de tarefas e dons, entretanto é necessário entender que cada um tem uma missão especifica de conformidade a sua capacidade, tanto nos talentos naturais, quanto nas tarefas espirituais e dons ministeriais (Ef 4.11). Às vezes as pessoas têm vontade de fazer algo mais, talvez para agradar alguém, pode ser que esse seja o caso de Aimaáz, que numa forma de ajudar acabou não ajudando em nada. Devemos entender que mesmo sendo um mensageiro, não significa que a mensagem esteja com ele. Devemos ter a consciência que Deus tem outros portadores para anunciar a palavra, embora tendo a chamada, mas nem sempre a palavra, portanto mensageiro é aquele que ver e escuta, mas não poderá falar nada se nada tem. Cada um tem o momento da sua oportunidade, Cusi “negro” era o mensageiro da vez. Portanto há determinadas coisas que somente devemos fazer quando nos for ordenados.

Sem Corr.
Pr Elis Clementino – Itapissuma - PE

quinta-feira, 4 de julho de 2013

CELEBRAÇÃO AO SENHOR

ESBOÇO 499
TEMA: CELEBRAÇÃO AO SENHOR
“Celebrai com júbilo ao Senhor...” Salmo 100.1-5
           
O salmista conclama a todos para celebrarem ao SENHOR, neste salmo encontramos doze exortações expostas pelo seu escritor. É importante saber que a nossa celebração a Deus não deve ocorrer somente nos momentos faustosos das nossas vidas, mas também nos momentos obscuros, nas adversidades quando ninguém nos contempla, mas somente Deus. Devemos levar em consideração dois momentos durante a nossa vida aqui, o dia da prosperidade e o dia da adversidade (Ec 7.14), na prosperidade goze bem e festivamente, mas com equilíbrio, e na adversidade pondere, reflita sobre as suas atitudes. Nesse comentário razoaremos sobre a celebração, como as pessoas reagem quando celebramos a Deus e o valor que se deve dar a adoração.

Celebrar
Festejar ou solenizar, pois quando abrimos os nossos corações para celebrar ao Senhor é porque reconhecemos a magnitude da sua grandeza, além de tudo àquilo que ele tem realizado em nosso favor. Na nossa maneira de expressar esse festejo nos leva até a exceder um pouco a ponto de chamar a atenção de outras pessoas e elas ignorarem, isso não foi diferente com Davi quando trazia a arca do Senhor para Jerusalém, ele quebrou preceitos para festeja a volta da arca adorando ao Senhor (I Cr 15.27,28), mas para Mical sua mulher aquela maneira de adorar ao Senhor era vergonhosa, um rei dançar alegremente no meio do povo trazendo arca era uma aberração; vejam a sua expressão sobre aquele episódio (I Cr 15.29), mas qual a razão para Davi fazer tudo aquilo? (1) Na presença de Deus há alegria, pois a arca da aliança representava a presença de Deus, e no lugar em que a arca estivesse ele seria abençoado (I Cr 13.14); (2) Pouco importava o desprezo por louvar ao Senhor (3) Deus havia feito muito mais do que ele merecia. A formalidade nos dias atuais tem feito com que muitos não abram mais o seu coração para glorificar a Deus, isso para não ser ridicularizado pelos formais, cuidado com o formalismo.

Celebrar ao Senhor incomoda
Qualquer atitude de celebração a Senhor pode incomodar pessoas, Mical sentiu-se incomodada com a atitude de Davi em pular e dançar diante da arca, ela o desprezou, mas somente celebram ao Senhor aqueles que reconhecem seus benefícios (Sl 116.12,13). As escrituras registram também duas ocasiões em que mulheres trouxeram em suas mãos vasos com unguento e depositavam aos pés de Jesus, no entanto as ações delas incomodaram a muitos naqueles momentos, mesmo debaixo das criticas e dos olhares repugnantes, elas não desistiram de adorar, cada um tem a sua maneira de agradecer, louvor e adorar, a mulher que entrara na casa do fariseu e a do jantar na casa de Lázaro, traziam consigo unguentos preciosos e lançavam sobre o seu mestre (Lc 7.39; Jo 12.3).

Valor da adoração
Quem adora, adora sem reservas, ou seja, para elas não importavam o valor monetário das especiarias, mas o sentimento de gratidão, elas ofereciam com um coração sincero. Dê o melhor do coração para Deus, seja gemendo ou chorando, com lagrimas ou sem, dê o melhor! O sentimento de adoração vai muito mais além de uma oferta ou mesmo festejar e cantar, é envolver-se nos mistérios de Deus em espírito e em verdade, “Importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4:24), com espírito, alma e corpo, ofereça ao Senhor o melhor do seu nardo, cujo teor seja a essência da gratidão. No coração daquelas mulheres havia esse sentimento que valia muito mais do que regar-lhes os pés com lágrimas, muito mais do que enxugar com os cabelos. Para o mestre o mais valioso naquele momento não era o que estava sobre a mesa, como os alimentos e em volta muitas pessoas, mas sim, a atitudes das mulheres que quase não se viam, no entanto Jesus via nelas um real sentimento de adoração e agradecimento, diferentemente de muitos naquela época que adoravam de lábios e não de coração (Mt 15.7-9).

             A formalidade tem tomado conta de muitas igrejas pentecostais, algumas delas tem tornado-se mornas e frias, fazendo com que muitos crentes sintam saudades dos cultos fervorosos como eram os da igreja primitiva, há! Que saudade dos tempos antigos quando os crentes davam glórias a Deus e ledice. A chama pentecostal não pode ser apagada das nossas vidas. Atualmente os olhares se voltam para aquelas pessoas que ainda glorificam a Deus e dão aleluias. Devemos pedir a Deus que esse sentimento de gratidão jamais desapareça do nosso meio. Muitos cristãos dizem que estão louvando e adorando a Deus, quando na verdade estão apenas massageiam o ego das pessoas, fazendo-as focar somente naquilo que lhes tragam benefícios ou favorecimentos “eu quero estar lá em cima no pódio mais alto e te contemplar lá em baixo” isso não é louvor a Deus, mas às vezes um desabafo direcionado à alguém. Da mesma maneira existem indivíduos que cantam somente para irritar seus vizinhos fazendo pouco dessas pessoas, quem disse que isso é estar louvando a Deus? O Senhor nos guarde desse tipo de adoração. A Bíblia não nos ensina a adorar dessa maneira, mas com um coração humilde e sincero desejando que até os nossos inimigos restaurem em tudo a sua vida e vivam bem da mesma maneira que nós.


Pr. Elis Clementino - Itapissuma