terça-feira, 4 de outubro de 2016

ESBOÇO 709 MANTENDO AS VERDADEIRAS AMIZADES

ESBOÇO 709
TEMA: MANTENDO AS VERDADEIRAS AMIZADES
TEXTO: PROVÉRBIOS 25:17

Existem limites para todas as finalidades, o uso do bom senso é a única maneira de determiná-los. Há atitudes de nossa parte que podem causar aborrecimentos e quebra de boas amizades. Consideremos alguns motivos pelos quais aparecem certos aborrecimentos entre pessoas que se consideram amiguíssimas. Desejo nesse assunto apresentar alguns tipos simples de amizades, a quebra e as implicações.

I. Quatro tipos de amizades
a) Amizade consciente - é aquela que cada um reconhece seus próprios limites. Esse tipo de relacionamento provavelmente terá durabilidade e não foge do controle, ela é firmada no respeito e na consideração sem confundirem-se.

b) Amizade moderada - é aquela que as pessoas não se apegam muito, é uma relação respeitosa cada qual no seu lugar. São poucos os momentos para estar juntos, esse tipo de amizade vai caminhando sem problemas.

c) Amizade interesseira - esse tipo de amizade é uma das mais ameaçadoras, ela acaba quando o interesseiro não encontra mais nenhuma possibilidade de usufruir algo do seu interesse do suposto amigo, e logo o abandona.

d) Amizade íntima – essa é um tipo de amizade que não se reconhece limites. Diz-se que o direito de um começa quando o do outro termina, essa é uma grande verdade, mas nem todas as pessoas se dão conta da existência desses limites confundindo a amizade com libertinagem. Esse tipo de amizade podem não ter durabilidade, porque essas pessoas terminam entrando na intimidade e interferindo na vida particular, não se afastando de junto a outra pessoa, ou seja, esse tipo de relacionamento incomoda porque uma delas não retira os pés da casa da outra (Pv 25:17). “Intimidade demais gera desprezo.”

II. A quebra de amizades e suas implicações
Citamos quatro exemplos simples de amizades, no entanto a mais vulnerável é a amizade íntima. Quando uma amizade desse tipo é rompida pode ocasionar consequências por algum tempo ou toda vida, mas isso depende do tipo de rompimento, há alguns motivos que terminam em algo muito pior. Por essa razão devemos ter muito cuidado, porque se houver uma amizade saudável com certeza evitará muitos problemas futuros.

Muito cuidado para não deixarmos as boas amizades no meio do caminho. Há muitas causas de rompimento de afetos: (1) As incompreensões, elas podem trazer transtornos durante a caminhada de uma amizade; (2) As contendas, elas são capazes de separar bons amigos, cada um deve conter-se dentro dos seus limites; (3) As dissensões ou as divergências podem existir, mas dentro de um extremo controle; (4) Os mexericos; tudo isso contribuem para o desentendimento entre amigos; (5) Liberdade excessiva em todo momento na casa do próximo.

            Devemos ter cuidado para não permitirmos que as nossas boas amizades sejam quebradas e transformadas em ódio. O nosso afeto não deve ser estabelecido por interesse, mas com base no amor ao próximo, Salomão fala sobre o verdadeiro amigo dizendo: “O amigo ama em todo o tempo; e na angústia nasce o irmão (Pv 17:17). É óbvio que por mais amigo que seja, um ou outro pode ter atitudes que causem incômodos, para isso toda amizade necessita ser bem criteriosa, o respeito mútuo é indispensável. Uma boa amizade deve ser constituída na base da lealdade e no bom senso, tendo como base o amor  ao próximo. Há pessoas que tem muita facilidade de fazer amizades, por onde passa granjeai muitos amigos, só que o problema não é fazer amizades, mas conservá-las, pois muitas pessoas não sabem mantê-las por isso elas perdem imediatamente. No convívio com as outras pessoas tenhamos muito cuidado, pois é melhor manter amizades conscientes e moderadas, e assim cada um está em paz em sua casa. (Pense bem que tipo de amizade você está constituindo para depois não se tornar um pesadelo.)

Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

AD Excelência

708 A RENÚNCIA

ESBOÇO 708
TEMA: RENÚNCIA
TEXTO: MATEUS 16:23

            A tarefa mais difícil para o homem é ter que renunciar algo que esteja apegado, talvez esse apego não seja por coisa tão relevante. A inclinação por algo que julga ser tão relevante não sendo pode causar um atraso no desenvolvimento do indivíduo, muitas vezes ele olvida as coisas admiráveis. O homem necessita ter o espírito de renúncia, pois durante a sua vida ele sempre terá que renunciar ou se apegar em algumas coisas, portanto é preciso identificar bem aquilo que ele deve se apegar ou não. Nesse assunto discorreremos sobre a definição, a renúncia e o que ele envolve no sentido espiritual.

1. Definição
Renúncia - abdicar, recusar e abandonar é sinônimo que indica a renuncia de algo. Todo ser humano tem a possibilidade de aceitar ou recusar algo bom ou não, mas é importante saber que dependendo do resultado da escolha ele pode ter sucesso ou não. A renúncia de qualquer coisa deve ser de maneira espontânea e do próprio indivíduo, quando forçamos essa renúncia não será concretizada completamente, dessa maneira a renúncia pode ser temporária, ou seja, o indivíduo volta a praticar tudo novamente. Renunciar é libertar-se de algo ruim, ou algo que o homem esteja sendo impulsionado a fazer, esse controle constitui o domínio próprio.

2. Renuncia no ministério de Cristo
Desde o inicio do seu ministério Jesus enfatizou a renúncia como meta principal para ter acesso ao reino de Deus, os discípulos deveriam abdicar as coisas que estivessem apegadas para segui-lo. Muitas vezes entendemos que essa renúncia seja somente em relação à vida pecaminosa, no entanto a sua mensagem era clara mostrando que não era apenas isso, ela iria muito mais além como:
(1) Apego ao pecado – A renuncia dele é imprescindível para salvação;
(2) As coisas dessa vida - O apego as coisas materiais podem deixar o indivíduo fora do reino de Deus (Mt 19:16-22; Mt 19:23,24);
(3) A renuncia do eu – É o tipo de renuncia mais difícil, pois ela é a credencial para quem quer seguir a Jesus “Quem quiser vir após mim negue-se a si mesmo e siga-me...” (Mt 16:23).

3. A prova do amor a Deus envolve renúncia
O desapego e a renúncia é a prova do amor a Deus, Jesus disse aos discípulos: Quem não deixar pai, mãe e irmão (Lc 14:26,33) deixar aqui não significa literalmente abandonar a família, mas que ninguém deva amar a alguém mais do que a Deus. “Amar a Deus sobre todas as coisas”.

            Se quisermos servir a Deus teremos que abdicar de coisas que comprometam a nossa vida devocional, pois há possibilidade para isso, porém não deve ser de maneira forçada, mas renunciar de maneira espontânea deixando para trás os prazeres, a nossa conduta comprometedora, postura e o nosso próprio eu. O Apostolo Paulo renunciou tudo (Gl 2:20; Fl 1:21; 3:7). Quando conseguirmos controlar o “EU” certamente estaremos mais perto de Deus.

Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

AD Excelência