sábado, 31 de dezembro de 2016

JARDIM FECHADO E FONTE SELADA

ESBOÇO 724
TEMA: JARDIM FECHADO E FONTE SELADA
TEXTO: CANTARES 4:12

“Jardim fechado” talvez seja uma expressão pouco convencional no meio cristão. Fechado significa não ter acesso a uma preciosidade (jardim), um povo especial para Deus. Isso indica proteção e segurança dada por Deus, portanto aquele que habita no esconderijo do altíssimo é um jardim fechado (Sl 91:1). Salomão se refere a algo muito especial: a noiva do cordeiro (igreja). Fonte selada ninguém bebe dela, é propriedade exclusiva.

1. Em que situação estamos inseridos nesse contexto?
1.1. Enquanto corpo de Cristo, que é a igreja. Fora dele estaremos sem a proteção. Apenas gozaremos de privilégios sendo membros desse corpo (jardim selado). (Ct 4:12);
1.2. Ao obedecermos aos mandamentos e estatutos do Senhor (Dt 28; 30:16). Quando desobedecemos, não estamos respaldados dos seus cuidados;
1.3. Quando não apostatamos a fé, ou seja, quando negamo-la (I Tm 4:1);

2. Característica de um jardim fechado:
2.1. Toda propriedade tem demarcações ou limites. Você deve ser esse jardim fechado. A responsabilidade de proteger o que temos é nossa (Ap 3:11), impedindo que coisas vãs, erradas e ilícitas entrem em nossas vidas tirando-nos desta proteção. As trancas, os ferrolhos, cercas e cadeados, significam o impedimento de que, as nossas vontades e desejos não sejam concretizados quando estão fora da vontade de Deus. “Todas as coisa me são licitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são licitas; mas eu não me deixarei me dominar por nenhuma delas.” (I Co 6:12).

3. Porque você é um jardim fechado?
3.1. Porque você está sob a proteção divina (Sl 34:7; I Pe 5:8), porém isso não nos isenta de fazer a nossa parte que é vigiar;
3.2. Porque você está debaixo da promessa. Davi estava protegido desde o momento que foi ungido. Ele matou urso, matou gigante, Saul não achou para matá-lo, porque quando estamos debaixo da proteção divina ele se responsabiliza da nossa proteção.

4. As benesses de um jardim fechado
4.1. Proteção;
4.2. Auxílio;
4.3. Bênçãos espirituais;
4.4. Vida abundante, satisfação, alegria, esperanças renovadas.

            Devemos ser um jardim fechado e uma fonte selada, observando e guardando cuidadosamente a palavra de Deus em nossas vidas. Você é um jardim fechado cujos limites foram postos pelo Senhor, jamais devemos dispensar esses limites divinos, pois eles nos garantem proteção segura em Cristo, você como jardim fechado o diabo não encontrará ocasião para lhe destruir, por maiores que sejam seus ataques “O Deus eterno é a tua habitação, e por baixo estão os braços eternos; ele lançou o inimigo de diante de ti e disse destrói-o:” (Dt 33:27).


Pr. Elis Clementino - Paulista-PE
AD Excelência


sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

MENSAGEM FINAL DE ANO



Mais um ano se finda e não mais retornará, no entanto seguir em frente em busca de novos horizontes é a melhor opção, deixando para trás tudo de ruim que vivenciamos nesse ano que se finda e nos alegremos com as coisas boas que construíram dentro de nós experiências e amadurecimento, tanto secularmente quanto espiritualmente. Todas as coisas contribuíram para o nosso bem (Rm 8:28), porque Deus é quem opera em nós tanto o querer quanto o efetuar (Fp 2:13). No próximo ano tenhamos uma vida abençoada, próspera e cheia de realizações, e cresçamos em amor uns para com os outros “Seja a vossa amabilidade conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor” (Fp 4:5).PR. 


Elis Clementino
AD Excelência

FELIZ 2017



Paulista, 31 de Dezembro de 2016.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

ESBOÇO 723 O PREÇO DA DESATENÇÃO

ESBOÇO 723
TEMA: O PREÇO DA DESATENÇÃO
TEXTO: LUCAS 22:31-34

Todo homem está sujeito a erros e fracassos, o discípulo de chamado Pedro cometeu muitas falhas, embora seja bem provável que os demais também cometeram, mas não tiveram destaque quanto os de Pedro, talvez pela sucessão de erros. Os escritores dos evangelhos, apenas registraram os de Pedro, contudo as suas falhas nos deixaram lições importantes para o nosso cotidiano. Veremos nesse comentário alguns episódios na vida de Pedro que marcaram a história do cristianismo, como: A sua precipitação, o negar ser discípulo de Cristo, o seu abatimento e a sua restauração.

1. A falta de atenção de Pedro
Jesus sempre advertiu sue discípulos sobre os perigos de uma guerra espiritual (Lc 22:31-32), mas parece que as vezes não damos atenção aos alertas sobre os riscos que corremos durante as batalhas espirituais. Muitas vezes subestimamos o poder do inimigo, mas quando agimos assim estaremos vulneráveis aos seus ataques (2 Co 2: 11; I Pe 5:8),

2. Pedro e a sua coragem desmedida
Pedro se destacava entre os discípulos pela sua bravura e temperamento forte, rude, aguerrido sem saber ainda controlar seus sentimentos, ele quis ser um grande defensor do seu mestre (Lc 22:33). Jesus não precisava da sua defesa, pois ele tinha milícias de anjos ao seu dispor (Mt 26:53). A autoconfiança de Pedro levou-o ao fracasso (Mt 26:33), não devemos confundir fé com autoconfiança e quando isso acontece logo vem a ruína (Pv 16:8; Jr 17:5-7). Devemos ter muito cuidado para não sermos traído pela autoconfiança.

3. As precipitações de Pedro
A autoconfiança nos conduz a precipitação, tanto uma como a outra estão presente no cotidiano das pessoas, em alguma ocasião na vida nos precipitamos, principalmente por palavras, o problema da precipitação são as sequelas. Algumas vezes  Pedro se precipitou e foi repreendido pelo Senhor, pois as idéias precipitadas trariam consequências não somente para ele, mas para todo grupo, muitas vezes não temos a dimensão do que uma atitude precipitada pode causar, não somente a nós como também as outras pessoas. Notemos no texto que Pedro fez uma declaração que seria capaz de morrer pelo seu mestre, outra ocasião Jesus falando sobre a sua morte ele precipitadamente disse “tal coisa não te aconteça”, no ultimo instante no momento da prisão mais uma vez Pedro se precipita usa a sua espada e decepa a orelha do servo do sumo sacerdote (Jo 18:10).  Após a prisão do Seu mestre Pedro sentiu um grande vazio e descobriu que na realidade só seria importante na companhia do seu mestre, em seguida decepcionado afastou-se do grupo e daí começou a maratona de medo e pavor.

4. Pedro negou conhecer o Mestre
Ao lume da noite e longe do grupo foi se aquecer junto às fogueiras, o seu jeito e a capa que estava sobre ele chamou a atenção dos transeuntes que logo perceberam ser um daqueles que estavam com Cristo, jamais ele esperava aquele momento tão cruciante, abatido pelo desgosto e voz embargada sendo ele indagado se era um deles, imediatamente negou a primeira vez não conhecer o Cristo, novamente perguntado negou, não o conheço, na terceira vez saiu certamente resmungando, naquele momento cumpriu-se o que Jesus havia lhe dito “Antes que o galo cante três vezes me negarás” (Lc 22:44; 54-61), ao ouvir o canto do galo parece naquele ocasião e usando um termo bastante conhecido a “ficha caiu” e Pedro chorou amargamente (Lc 22:62). Imaginemos o sentimento de traição a aquele que fora leal para com ele, o seu Mestre amado.

5. Pedro é interrogado por Jesus
Após varias aparições, Jesus facilita uma grande pescaria e come peixe com os discípulos, Jesus come peixe com os discípulos, essa era a terceira vez que Jesus se manifestava aos discípulos (Jo 21:4-9), o interessante é que Jesus ainda contava com Pedro, após a comerem Jesus chama Pedro e o interroga dizendo: Pedro tu me amas? Ele respondeu sim, Senhor, tu sabes que te amo. O que passou na cabeça de Pedro ao ouvir essas interrogações, eu pressuponho que talvez Pedro tenha pensado, porque ele me faz essa pergunta e não aos outros, será que foi porque o neguei? Pedro teria que continuar a sua missão, pois o mestre já havia lhe perdoado. Os erros cometidos por um servo de Deus não significa que ele esteja excluído do amor divino, principalmente quando ele se arrepende e rever os seus conceitos.

                Amados, os nossos fracassos não são visto por Deus como vê o homem, na visão de muitos, Pedro não merecia outra oportunidade por ter negado o seu mestre, mas a misericórdia de Deus estava em ação e Jesus jamais permitiria que o diabo cirandasse com Pedro definitivamente. Quantas vezes o inimigo gostaria de destruir a nossa vida, família e ministério, mas Deus intervém e não permite, essa é a grande prova do amor de Deus em nossas vidas. Muitos líderes destroem a vida de um obreiro quando comete um delito como se tal líder não esteja sujeito a cometer os mesmos ou piores erros, mas quando analisamos (Gl 6:1-5).           Jesus restaurou Pedro e lhe deu uma nova missão apascentar ovelhas, o Senhor é o mesmo.

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE
AD Excelência


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

NÃO FALEIS MAL DO IRMÃO

ESBOÇO 722
TEMA: NÃO FALEIS MAL DO IRMÃO
TEXTO: SALMO 101:5

Entre as atitudes que desagradam a Deus há seis coisas que Deus detesta e sétima ele abomina (Pv 6:17-19), entretanto aqueles que verdadeiramente servem a Deus jamais terão tais práticas. Existem muitas maneiras para ofender os nossos semelhantes, às vezes de maneira até indiscreta mas que ofendem, outros são arrogantes julgadores (Mt 7:5), quando associamos com pessoas assim nos tornamos iguais a elas, por isso devemos ter muito cuidado.

1. A insensibilidade
As pessoas insensíveis ignoram os problemas das outras pessoas, muitas vezes de maneira desmedida falam, denigrem e se gloria da miséria dos outros, embora elas estejam sujeitas a sofrerem as mesmas coisas “Se o teu inimigo cair não te alegres”, para os apáticos a dor dele doe mais do que e a dos outros, por isso se gloriam e aumentam ainda mais os sofrimentos dos outros as infamando.

2. Recomendações Bíblicas importantes
2.1. Não espalharás noticias falsas e não ser testemunha da injustiça (Ex 23:1);
2.2. Não serás um divulgador de maledicências a respeito dos teus e não sujeitarás a julgamento o sangue do teu próximo (Lv 19:16);
2.3. Não assentes à vontade para falar contra teu irmão, e és rápido para caluniar o filho de tua mãe (Sl 50:20);

3. Consequências e recomendações
1. Quem esconde o ódio tem lábios falsos, e quem espalha calúnia é insensato (Pv 10:18; 25:23);
2. Quem anda contando casos sigilosos não sabem guardar segredo;
3. Evite ser companheiro de quem fala demais. (Pv 20:19); Entretanto, agora vos escrevo para que não vos associeis com qualquer pessoa que, afirmando-se irmão, for imoral ou ganancioso, idólatra ou caluniador, embriagado ou estelionatário. Com pessoas não deveis sequer sentar-se para uma refeição (1 Co 5:11); As mulheres, da mesma maneira, devem ser respeitáveis, não caluniadoras, moderadas e fieis em tudo (1 Tm 3:11; Tt 2:3).

4. O juízo divino sobre faladores
Não multipliqueis palavras altivas, nem brote dos vossos lábios a arrogância, pois o SENHOR é Deus cabe a ele julgar o que as pessoas fazem (1 Sm 2:3); Ele será contra aqueles que difamam o seu próximo às escondidas, eu o destruirei; aquele que tem olhar altivo e coração soberbo, não o tolerarei (Sl 101:4-8).

            Mediante o que comentamos sobre as pessoas caluniadoras o que nos resta é guardar para que tenhamos uma vida digna de confiança, ponderar as palavras é ser prudente. Muito cuidado a quem confias a tua amizade; nem mesmo teus parentes às vezes merecem o teu crédito. Afinal cada parente se tornou um enganador e cada amigo um caluniador (Jr 9:4), contar as suas particularidades a qualquer pessoa não é bom, cuidado com quem você conta seus segredos. Para melhor compreensão sobre a língua dobre ler (Tg 3:).

Pr. Elis Clementino-Paulista-PE
AD Excelência

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

ESBOÇO 721 BUSQUEMOS AO SENHOR

ESBOÇO 721
TEMA: BUSQUEMOS AO SENHOR
TEXTO: 2 CRÔNICAS 7:14; OSEIAS 6: 3

Existe a necessidade de todo homem buscar a Deus, independentemente de raça e cor da pele, todos precisam, reconhecer essa necessidade é fundamental para que sejam recebidas as bênçãos advindas de Deus, se o buscarmos certamente o achará (1 Cr 28:9b; Pv 8:17; Jr 29:13).Todo homem precisa sentir essa necessidade de maneira natural sem que precise forçá-lo, ou seja, de maneira espontânea compreendendo que as bênçãos advindas do Senhor depende dessa busca.

Uma vida vitoriosa em Cristo depende dessa busca, mesmo que Deus permita os contra tempos da vida, ou ainda que tudo nos falte se o buscarmos ele nos atenderá “E se esse meu povo, que se chama pelo meu Nome, se humilhar, orar e buscar a minha face, e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e seus erros e curarei a sua terra” (2 Cr 7:13,14).

Atualmente muitos não buscam mais a Deus como antes, despertemo-nos enquanto é tempo e busquemos o Senhor “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto (Is 55:6). Invocar significa chamar, “Invocar-me-ei no dia da angústia, eu te livrarei e tu me glorificarás” (Sl 50:15).

Para buscarmos a Deus e sermos atendidos necessariamente precisamos atender algumas condições impostas por Deus 1. Relacionar-se com ele “povo que se chama pelo seu nome; 2. Se humilhar; 3. Orar; 4. Buscar a sua face; 5. Se converter dos seus maus caminhos. Essas exigências são suficientes para que o Senhor mude a situação 1. Os ouvireis dos céus; 2. Perdoarei os seus pecados; 3. Sararei a sua terra.

Mediante a conjuntura atual não há outro caminho a não ser buscar a Deus pedindo-lhe socorro, é hora de clamarmos ao Senhor, porque estamos em tempos de angústia, a humanidade geme e parece estarmos alheios a essa realidade, portanto não existem outros meios pelos quais tenhamos vitórias a não ser pelo Senhor “Prepara-se o cavalo para o dia da batalha, porém do Senhor vem a vitória” (Pv 21:31).

                Amados depositem inteiramente a confiança no Senhor “Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus. Uns encurvam-se e caem, mas nós nos levantamos e estamos de pé” (Sl 20:7,8). Essa é a nossa confiança “O SENHOR te ouça no dia da angústia, o nome do Deus de Jacó te proteja.” (Sl 20:1).

Pr. Elis Clementino- Paulista –PE
AD Excelência

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

ESBOÇO 720 SALVAÇÃO, UM PROJETO DIVINO.

ESBOÇO 720
TEMA: SALVAÇÃO, UM PROJETO DIVINO.
TEXTO: JOÃO 3:14-21.

A salvação é o método pelo qual o homem é salvo, esse plano divino foi perfeito por meio de Jesus Cristo, o qual é lhe dado todo poder de salvar “e em nenhum outro nome” (At 4:12). Ele é a graça divina revelada à humanidade, esse modo de salvar não foi tão simples e nem tão imediato, desde o princípio após a queda do homem no Edem, uma luz se acende sinalizando que a salvação já estava por vir (Gn 3:15). Esse plano foi sendo revelado aos poucos até completar a plenitude dos tempos (Gl 4:4). Foi um plano caríssimo, não havia dinheiro que pagasse a redenção de uma alma (Sl 49:7), em fim a salvação chegou a todos através da graça de Deus.  A salvação soberana foi oferecida por Deus através do seu filho Jesus Cristo (Jo 3:16; Tt 2:11).

1. O que é salvação?
Salvação é o ato ou efeito de salvar (se), livrar alguém do perigo de morte ou poupar. Ela é o ato soberano de Deus em Cristo a todos e não apenas um grupo (At 4:12). Esta doutrina é chamada de Soteriologia, ou estudo do plano salvífico de Deus.

2. Envolvidos no plano da salvação
2.1. Pai planejou incluindo eleição e predestinação e chamamento;
2.2. Filho executou “tudo está consumado”;
2.3. O Espírito Santo, que convence do pecado, da justiça e do juízo;
2.4. O homem crer, se arrependimento e aceita a salvação através da fé.

3. A graça de Deus na salvação do homem.
Temos algumas definições sobre a graça de Deus para a salvação do homem. É importante realçar o que Agustinho diz sobre a graça de Deus A graça de Deus não encontra homens aptos para a salvação, mas torna-os aptos a recebê-la”. Na realidade todos pecaram e destituídos estavam da glória de Deus, não havia um justo se quer ( ).

4. Significado
4.1. A palavra grega CHARIS tem sentido de favor imerecido            (etimológico);
4.2. A graça é o favor imerecido do que Deus gratuitamente concede a raça humana (teológico).

5. Objetivo
A finalidade da graça de Deus era salvar o homem da condenação cancelando a ação do pecado e pondo-o em situação privilegiada regiões celestiais em Cristo (Rm 5:2; Ef 2:8). A graça de Deus é a sua misericórdia revelada sobre os homens com o propósito de salva-los.
6. Quando ocorre a benção da salvação?
6.1. A benção da salvação ocorre quando o homem crer em Jesus Cristo, como o seu único e suficiente salvador (Ef 2:8; Rm 3:24; 2 Tm 1:9; At 4:12; At 16:31).
6.2. A salvação é para todos e sem acepção de pessoas, ela Independe de: Raça, tribos, línguas e nações (At 10:34,35);
6.3.  É para todos quantos crêem em Jesus Cristo (1 Jo 2:2; Jo 3:16; Tt 2:11; 1 Tm 2:3-6; Mt 11:28-30; At 17:30-31)

7. A graça, eleição e predestinação são compreendidas como:
7.1. Graça – Favor imerecido; ajuda divina, Don sobrenatural;
7.2. Eleição – É a escolha feita por Deus de um povo em Cristo;
7.3. Predestinação – É o ato ou efeito de predestinar, decidir de antemão ou antecipadamente. A predestinação e eleição se refere à Igreja (o corpo coletivo de Cristo) abrangendo somente aqueles que exercem nele a sua fé viva (Ef 1:5,7,13; At 2:38-41; At 16:31)”.

8. A doutrina da eleição abarca as seguintes verdades:
8.1.. A eleição é cristocêntrica, só ocorre quando a pessoa está unida a Cristo (Ef1:4);
8.2. A eleição é feita em Cristo pelo seu sangue mediante a sua morte (Ef 1:7; At 20:28b);
8.3. A eleição em Cristo é em primeiro lugar coletiva e não individual, mas de um povo (Ef 1:4,5,7,9;  1 Pe 1:1;2:9), os eleitos são chamados de o “corpo de Cristo” (Ef 1:23; 4:12), ele a chamou de  “a minha igreja” (Mt 16:18) “povo adquirido” por Deus (1 Pe 2:9), “a noiva de Cristo” (Ap 21:9;
8.4. A eleição é coletiva e só abrange o ser humano como indivíduo quando ele se une e se identifica com o corpo de Cristo;
8.5. A eleição para a salvação e a santificação do corpo de Cristo é inalterável, mas individualmente a certeza dessa eleição depende muito da condição da fé pessoal em Cristo Jesus e a perseverança na união com ele;
8.6. A eleição para a salvação é oferecida a todos (Jo 3:16,17; 1 Tm 2:4-6; Tt 2:11; Hb 2:9).

9. A regeneração.
A palavra regeneração significa “gerar de novo ou nascer outra vez”, ela é necessária para termos acesso aos céus (Jo 3:3; 1 Jo 3:9; 1 Jo 2:29).

10. A Justificação.
A palavra justificação significa tornar ou declarar justo, pois ela acontece na vida da pessoa quando ela aceita Cristo como o seu salvador, assim sendo seremos justificados por ele.

11. Os benefícios da justificação
11.1. Inocentar o culpado, Jesus é a nossa justificação, ele é o nosso advogado (filhinhos não pequeis, mas se pecar temos um advogado junto ao pai ( );
11.2. Habilita-nos para a entrada no reino dos céus.

12. A adoção
12.1. Depois que uma pessoa aceita a Cristo como seu salvador, ele será adotado por Deus por meio de Jesus Cristo para ser seu filho.
12.2. Deus nos adotou por meio de Jesus Cristo;
12.3. Os adotados e os seus privilégios participaram da herança de Deus em Cristo (1 Jo 3:2; Hb 2:11; Rm 8:7).

13. A santificação
A santificação significa separação do homem do pecado, uma vida de consagração a Deus, sem ela não veremos o Senhor (Hb 12:14), ela é o meio pelo qual temos comunhão com Deus.

O plano de redenção para o homem foi perfeito, ele abrange a toda criatura sem acepção de pessoas, ele foi concedido unicamente pela graça divina “pela graça sois salvos” e não pelos nossos méritos. A salvação nos trouxe muitos benefícios como o novo nascimento, a adoção, a regeneração e a justificação, porém nada disso acontecerá se o indivíduo não se arrepender dos seus pecados e receber a Cristo como seu único e suficiente salvador.

Pr Elis Clementino – Paulista –PE

AD Excelência

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

ESBOÇO 719 CONSELHOS PRÁTICOS

ESBOÇO 719
TEMA: CONSELHOS PRÁTICOS
TEXTO: PROVÉBIOS 1:1-8; 4:13

                O nosso dia a dia acontecem uma série de coisas que são complexas e difíceis de entendê-las, umas acontecem e não temos como impedi-las, outras podem ser evitadas, por isso precisamos ter muita cautela para que as coisas em volta de nós dêem menos erradas. A prudência ou comedimento é necessário no cotidiano de um líder, pois a administração de um líder somente será proveitosa se ele agir inteligentemente. Salomão alerta a todos dizendo: “Pondera as veres dos teus pés e todos os teus caminhos sejam bem ordenados” (Pv 4:26). Alguns princípios não podem ser olvidados, pois eles são fundamentais para que você viva bem.

1. As nossas decisões (Pv 1:31)
Qualquer decisão que tomarmos, seja elas ruins ou boas terão resultados, por essa razão ponderem bem antes de tomá-las. Há decisões que causam estragos e para tentar desmanchar causa outro estrago ainda maior.

1.1. Todas as decisões isoladas que tomarmos isentará as outras pessoas da culpa, embora elas também sofram as conseqüências, pois muitas pessoas são prejudicadas por causa das decisões que tomamos.

1.2. Não culpe a Deus das conseqüências pelas decisões erradas tomadas por você, saiba, porém que todas as conseqüências recairão sobre seus ombros.

1.3. Não culpe as outras pessoas quando as suas decisões derem erradas, talvez você tenha a  maior parcela de culpa e não elas, no entanto há pessoas que induz as outras ao erro.

1.4. Se todas as suas decisões estiverem sendo acertadas, isso não é sinal que todas as outras continuarão dando certo, também não se frustre com a que der errado. Corrija com cuidado os erros, refaça o caminho e se for boa tente novamente.

2. Cuidado com o que ouve e com o que fala
Não acredite nas pessoas que denigram a imagem das outras pessoas, certifique-se primeiro de que fonte está vinda, talvez ela não seja uma fonte tão segura quanto você pensa. Há diferença entre a língua do ímpio e do justo (Pv 10:31,32).

2.1. Aqueles que dão ouvidos aos denigrem a imagem das pessoas serão a próxima vítima (Pv 13:2).

2.2. Corrigir os erros dos outros é muito fácil, difícil é corrigir os nossos, ou seja, tirar a trave dos nossos olhos. Os espelhos mostram os nossos defeitos e diz como estamos, pois eles são fiéis naquilo que refletem.

3. O líder prudente (Pv 29:12)
Necessariamente o líder precisa ser prudente ao ouvir, como também na sua maneira de julgar, seus julgamentos não podem ser precipitados ou recheados de emoções. As emoções deixam de lado o bom senso, de maneira que as dores das outras pessoas não doem como a da gente doe, ou seja, a nossa dor doe mais do que as dos outros. Qualquer medida que um líder toma sem refletir pode ser um desastre.

                Estes e outros provérbios devem ser levados em consideração para que tenhamos uma vida abençoada e próspera. Quem quer viver bem refreie a sua língua do mal e seus lábios de falarem enganosamente. “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus...” (Ef 5:15-21).

Pr Elis Clementino- Paulista –PE

AD Excelência 

domingo, 27 de novembro de 2016

ESBOÇO 718 SUPERANDO AS ADVARSIDADES

ESBOÇO 718
TEMA: SUPERANDO AS ADVERSIDADES
TEXTO: PROVÉRBIOS 24:10

                Salomão em seus provérbios enfatiza que devemos ser forte para poder vencer os estorvos da vida, pois a nossa vitória diante deles depende de como os encaramos. A coragem e a determinação unificadas determinam a nossa vitória (Pv 24:10), mas é importante saber como devemos nos comportar diante das adversidades e controlar as nossas aspirações levando em consideração que a paz e a felicidade não consistem nos bens e nas opulências.

1. As adversidades
Os infortúnios trazem dentro de si uma série de incômodos que em certos momentos nos deixam extremamente abatidos, principalmente quando nos faltam aquilo que é necessário para o nosso bem estar. É um puro engano pensar que a felicidade está com aqueles que possuem tudo, porém existem coisas muito mais preciosas, entretanto a vida é uma delas “não é a vossa vida mais do que as coisas”.

2. A ansiedade pelas coisas
Os discípulos estavam apreensivos pelas coisas, como alimentos, vestes e calçados (Mt 6:25-34), mas é importante ressaltar que: (As coisas não determinam o nosso valor, quem determina o valor das coisas somos nós. A sua importância não é determinado por aquilo que você tem, e sim pelo que você é). Devemos aprender a lidar com as adversidades, pois elas sempre irão existir diante de nós, se vai uma e chega outra, e assim vai. Paulo aprendeu a conviver em situações diversificadas boas e ruins, outros momentos extremos, momentos de fartura, outros padecia necessidade, no entanto ele não se deixou ser levado por nenhuma delas (Fp 4:12).

3. Duas coisas caras e desejáveis
Existem duas coisas que são caras demais, dinheiro nenhum as compram, são elas: PAZ e FELICIDADE, elas não existem em nós por causa das nossas possessões, mas pela nossa maneira suportar as provações e um viver digno, no entanto os bons relacionamentos também são imprescindíveis, e, sobretudo uma vida devocional com Deus. Precisamos entender duas coisas importantes “o SER precede o TER” a inversão desses valores conduz às pessoas a ambição pelas coisas materiais. Muitas vezes o Senhor foi indagado pelos discípulos para saberem a respeito do que eles receberiam ao segui-lo (Mt 19:27); outra vez discutiam pelo caminho para saber qual deles seriam o maior do grupo (Lc 9:46); a mãe dos filhos de Zebedeu pediu ao Senhor que permitisse que seus filhos  sentassem ao lado do Senhor no seu trono (Mt 20:20). A ambição desmedida pelo ter conduz o indivíduo à miséria, eles não tinham a mínima noção do que estavam reivindicando, a imaturidade os conduziram as tais ambições, mas ainda bem que o Senhor os compreendeu e ensinou-lhes que a vida não consistia apenas nessas coisas, e que o reino de Deus tinha prioridade “Buscai primeiro o reino de Deus e as demais coisas vos serão acrescentadas.”

4. A fidelidade a Deus
A nossa fidelidade a Deus não consistem nos bens materiais, podemos constatar isso quando lemos a história de Jó, Satanás declarou que a fidelidade de Jó a Deus consistia nos bens que ele possuía, e se assim fosse se constituía um suborno a Deus, pois os bens dessa vida não devem governar a nossa vida devocional com Deus. O amor a Ele independe daquilo que temos, porque o amor a Deus está acima de tudo “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males.” Jó perdeu tudo, porém a sua fidelidade a Deus permaneceu porque ela não consistia nas suas riquezas, mas pelo que Deus é.

                Devemos buscar meios através dos caminhos naturais para conquistarmos os nossos espaços em todas as áreas da vida, mas cada indivíduo deve conhecer o seu potencial e até aonde pode chegar. Há uma expressão paulina que diz “não ambicioneis coisas elevadas, mas acomodai-vos as humildes.” (Rm 12:16) “Contudo tendo o cobertor para o frio estejas com isso contente” (I Tm 6:8). Não devemos entender que nos acomodemos ou cruzemos os nossos braços e não busquemos através da competência galgar posições na sociedade moderna, mas isso deve ser feito com humildade reconhecendo que existem pessoas mais competentes que nós. As dificuldades serão vencidas se lutarmos com CONSTÂNCIA, BRAVURA E CONSIGNAÇÃO, mas sempre com cuidado para não ser traído pelas emoções e desejos MÓRBIDOS.

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE
AD Excelência

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O OBREIRO E A FAMÍLIA

ESBOÇO 717
TEMA: O OBREIRO E A FAMÍLIA
TEXTO: “...Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” JOSUÉ 24:15.

            É importante ressaltar principalmente em momentos como este a importância da família na vida ministerial de um obreiro, seja em qualquer escala eclesial, pois vivemos numa sociedade de cobranças, no entanto a quem mais se dá, mais é cobrado. A nossa convivência familiar é observada e deve servir de modelo para os membros e congregados da igreja, ora! Se nós não cuidarmos da nossa casa como cuidaremos da casa do Senhor? Os belos exemplos deixados por nossos pais na fé devem ser repassados para as gerações atuais e futuras, pois eles também serão cobrados pela mesma sociedade, pois o obreiro que é exemplo para a sua família, certamente o seu modelo será imitado.

I. O Obreiro e a Esposa
1. O obreiro e a esposa formam uma SOCIEDADE.
2. Essa sociedade é fundamentada no AMOR.
3. Como fruto dessa associação surge à FAMÍLIA.
4. Para manter essa sociedade é necessário:
a) Compreensão
b) Boa comunicação ou bom relacionamento.
c) Necessariamente o obreiro deve dar atenção a sua mulher mais do que as outras.
d) O obreiro deve atender as necessidades nos momentos de intimidade com a esposa buscando sempre a perfeição, e não defraudar o outro.
e) O obreiro é um homem como qualquer outro sujeito aos desejos e falhas, mas que estes devem ser controlados.

II. O Obreiro e o Lar
1. O Lar do obreiro deve ser lugar de benção e satisfação.
2. O lar é a sede do desenvolvimento, onde se trata do futuro do grande patrimônio que é a família.
3. O obreiro deve sempre estar bem humorado, para isso é necessário saber administrar o seu estado de humor e as diferenças.
4. O obreiro deve cuidar da sua casa, se não cuida bem, como cuidará da casa de Deus.
5. O obreiro deve criar os seus filhos com disciplina, ela tem resultados positivos (Pv 29:15-17; Pv 23:13-14).

III. Futuro dos Filhos
Devemos estar cientes que, tanto os pais quanto os filhos têm o papel fundamental na estrutura familiar em todos os aspectos. É normal os pais lutarem pelo bem estar dos filhos e prepará-los para o amanhã, pois eles darão continuidade a família. Quanto ao futuro dos seus filhos, pense em duas coisas que eu considero essenciais e importantes, são elas:
a) Não prepare o futuro para os seus filhos. Nesse caso ele não vai saber está no futuro que você preparou.
b) Prepare os seus filhos para o futuro, sendo assim eles estarão preparados para enfrentar o seu futuro com segurança.
    
IV. A família e o seu Ministério
1) Saiba de uma coisa, se sua família é mais importante do que o seu ministério.
2) Não há obreiro que desenvolva bem, se sua família não vai bem.
3) Se a sua família não vai bem, o seu ministério será um forte candidato à falência.

V. Fortaleça o seu Ministério
1. Fortalecendo a sua família.
2. Dando prioridade a família.
3. Criando os filhos na admoestação do Senhor e com toda modéstia.

O obreiro deve cuidar da sua família, pois o valor dela excede a do Estado e da Igreja, portanto devemos ser vigilantes, quando a família perde a estrutura, perdem-se também os valores, e assim o ministério é afetado. Tenha muita cautela quando for resolver problemas da sua família, pois um problema mal resolvido pode podem causar consequências graves. Deus abençoe a sua família.

Pr. Elis Clementino – Paulista-PE
AD Excelência



quinta-feira, 3 de novembro de 2016

ESBOÇO 716 A ORAÇÃO

ESBOÇO 716
TEMA: ORAÇÃO
TEXTO: LUCAS 18:1

A oração é ressaltada na Bíblia Sagrada pelo próprio Jesus Cristo quando apresentou uma parábola sobre o dever de orar (Lc 18:1; 21:36). A sua necessidade é universal, em qualquer parte do mundo todos quantos tiverem Deus como o seu Senhor deve fazer as suas petições a ele (Sl 65:2; Is 56:7; Lc 11:2). Ao orarmos devemos saber o que significa orar, qual a postura na oração, como é recebida, a operação do Espírito Santo na oração, o poder da oração e as ordenanças bíblicas.

1. Significado
a.       A oração é o meio pelo qual falamos com Deus;
b.      Fazemos os nossos pedidos;
c.       Confessamos as nossas culpas;
d.      O glorificamos a Deus.

2. A postura na oração e a fé
a.       Com reverencia;
b.      Humildade;
c.       Coração sincero, a postura corporal é menos importante, podemos orar de joelhos, em pé, deitado depende da situação que nos encontramos no momento, a postura do coração é a mais relevante. Houve uma grande diferença entre o fariseu e o publicano quando oravam, enquanto um se exaltava o outro se humilhava (Lc 18:9-14).
d.      Fé, ela é capaz de transportar uma montanha (Mt 17:20).

3. Como são vistas e recebidas as nossas orações
      a.   São vistas por Deus com preciosidade (Ap 5:8);
      b.   São recebidas como sacrifícios de incenso diante de Deus (Ap 8:3).

4. O Espírito Santo e as orações
      a.   Ele conhece as nossas necessidades
      b.   Ele nos ajuda nas orações porque não sabemos como convém pedir
            (Rm 8:26,27);

5. O poder da oração
a.       A oração de um justo pode muito seus efeitos (Tg 5:16). As orações de muitos servos de Deus foram ouvidas e respondidas “destacar algumas durante a fala”.
b.      Ela cura os doentes (Tg 5:13);
6. Ordenanças
      a. Buscar o Senhor (I Cr 16:11);
      b. Buscar enquanto se pode achar (Is 56:);
      c. Orar em todo tempo (Ef 6:18; Fp 4:6; Cl 4:2);
      d. Vigiar em oração (Mt 26:41);
      e. Sem cessar (Ts 5:17; I Tm 2:8);
      f. Pedir (Mt 7:7).

                A necessidade de orar deve ser permanente, todos precisam orar e buscar a Deus, que é o principio de tudo e a ele devemos a vida, saúde, os livramentos e a salvação. As orações resultam em bênçãos e muitas vitórias. Jesus nos ensinou a orar “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus, o pão nosso de cada dia nos daí hoje, seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus; O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; E não nos conduzas à tentação; mas livra-nos mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém (Mt 6:9-13).

Pr. Elis Clementino-Paulista –PE

AD Excelencia

terça-feira, 1 de novembro de 2016

PADRÃO DE VIDA CRISTÃ

ESBOÇO 715
TEMA: PADRÃO DE VIDA CRISTÃ
TEXTO: I PEDRO 1:13-25.

                Cada pessoa tem o estilo de vida que lhe é peculiar, mas que este deva ser de maneira que lhe cause honradez e o bom nome “O mais digno de ser honrado é o bom nome”, (Pv 22:1). Muitos cristãos não levam em consideração algumas características que são fundamentais para que eles vivam bem e tenham sucesso em todas as áreas da vida. Devemos entender que existem regras sociais ou igualitárias para todos, e elas devem ser observadas e obedecidas, principalmente as estabelecidas por Deus para que tenhamos uma vida devocional saudável. Esses princípios devem acompanhá-lo por toda vida, esse é o modelo exigido por Deus para que o cristão tenha uma vida de santidade e de plena comunhão com ele.

1. As características morais e espirituais.
Embora as características morais influam diretamente na vida espiritual queremos destacar nesse ponto.

1.1. Morais
1. Em tudo ser exemplo e andar dignamente (Ef 5:8. Cl 1:10; 2:6; 1 Tm 4:12: Tt 2:7; 1 Pe 5:3);
2. Servir de modelo para os outros (At 20:18; Fp 3:17; Fp 4:9; 2 Ts 3:7;. 2 Tm 3:10);
3. Linguagem sã e irrepreensível (Fp 2:15; Tt 2:8);
4. Não entrar em questões alheias (1 Tm 5:22);
5. Não serem orgulhosos e nem se gloriar e nem louvar-se a si mesmo (1 Co 1:31; 2 Co 3:5b; 2 Co 10:17,18; 1 Co 3:18);
6. Manter o autocontrole ou domínio próprio (1 Co 6:12b);
7. A ninguém julgar precipitadamente (Mt 7:1; 1 Co 4:5; Rm 2:1; Rm 14: 4,10,13);

1.2. Espirituais
1. Conservar o modelo das sãs palavras (2 Tm 1:13; 2 Tm 3:14; Tt 1:9; Hb 10:23);
2. Ter uma vida de completa santidade (Lc 1:75; 1 Ts 5:23).
3. Não se embaraçar com as coisas desta vida  (1 Co 9:25; 2 Tm 2:4);
4. Fugir das paixões da mocidade (1 Ts 5:22; 1 Tm 6:11; 2 Tm 2:22);
5. Que o amor seja conhecido de todos, amor exemplar (Fp 4:5).
6. Procurar ter uma boa consciência (At 23:1; At 24:16);
7. Deixar tudo e seguir esse exemplo (Ef 4:17-31).

2. Entendendo os problemas da vida para manter o modelo de vida cristã.
Quem observar cuidadosamente a palavra de Deus será próspero (Dt 28:1-8), mas devemos entender que as bênçãos advindas não nos isenta das aflições (Jo 16:33b), não é por ser abençoado e servo de Deus que os contratempos não aconteçam, porém, mesmo com todos as aflições ele é capaz de triunfar (Fl 4:13; Jo 5:15; 2 Co 12:9).

Podemos crescer em meio à crise, essa é uma maneira de Deus nos exaltar, pois é sofrendo que amadurecemos e adquirimos experiências (Rm 5:3; Tg 1:3,4,12), crescemos porque as adversidades nos forçaram a buscar saídas e descobrir caminhos. Paulo sabia que as perseguições, sofrimentos e prisões sofridas contribuíram para o bem do evangelho (Fl 1:12-26). Se o individuo não for abençoado da maneira que gostaria não significa que ele esteja debaixo de maldições, pois Deus criou todas as coisas cada qual para o seu próprio fim (Jó 1:21; 2:10; Pv 22:2).

A observação as leis estabelecidas pelos homens pode ser um bom princípio para a obediência aos mandamentos divinos. É importante ter boas características tanto nos sentidos morais quanto espirituais, pois o sucesso espiritual depende tanto de um quanto do outro, embora cada um cristão deva ter a consciência dos sofrimentos, sem, contudo declinar-se diante deles “Se te mostrares frouxo no dia da angústia a tua força será pequena”. Não devemos desanimar porque Deus tem o poder de nos fazer crescer na terra da aflição (Gn 41:52). Os nossos fracassos não devem ser atribuídos a Deus e sim a nós mesmo, ora, toda geração padece (Rm 8:18-23), mas quando correspondemos com a vontade de Deus, ele nos abençoará de forma que não há quem impeça (Rm 8:37).

Podemos desenvolver os nossos potenciais em todos os aspectos da vida sem, contudo perder a nossa postura moral e espiritual.

Pr Elis Clementino - Paulista-PE

AD Excelência

terça-feira, 25 de outubro de 2016

ESBOÇO 714 A ORAÇÃO INSENSATA

ESBOÇO 714
TEMA: A ORAÇÃO INSENSATA
TEXTO: LUCAS 18: 9-14

            Jesus expressa uma rica parábola sobre um fariseu e um publicano com a finalidade de reprovar os que se julgassem justos e desprezassem os outros. A mensagem também servia para mostrar aos seus discípulos que a atitude daqueles fariseus não devia ser imitada. O âmago da parábola era o egoísmo religioso e o desprezo pelas pessoas mais humildes, e que seus discípulos deveriam reprovar atitudes semelhantes.

I. Jesus reprova dois pecados praticados pelos fariseus;
1. A presunção “altivez”
2. O egoísmo “exclusivismo”.

II. Atitudes importantes
1. Humildade
2. Reconhecimento da grandeza de Deus

III. Resultado do orgulho
1. Não devemos ser orgulhosos, ele precede a ruína (Pv 18:12a);
1.1. Exemplos de destruição através do orgulho:
Lucifer (Ez 28:11-17; Tm 3:6);
Jezabel (2 Rs 9:30-33);
Golias (I Sm 17:8-47);
Nabucodonozor (Dn 4:28-30);
Belsazar (Dn 5:1-9)

IV. Exemplos de humildade
2. A humildade precede a honra (Pv 18:12c);
1.2. Exemplos de pessoas honradas através da humildade:
José (Gn 39;1-18; 41:37-44);
Gideão (Jz 6:11-16);
Davi (I Sm 17-18);
Salomão (I Rs 3:1-9);
Jesus Cristo (Fp 2:5-11).
Devemos levar em consideração que há resultados para esses dois exemplos, o orgulho e a humildade.

O âmago dessa parábola era mostrar que o egoísmo conduz a um resultado triste, os fariseus que oravam malbaratavam os seus orgulhos, eles foram reprovados por Deus. A maior reprovação não é a humana, mas a divina, eles não foram justificados, enquanto o publicano voltou para a sua casa justificado por Deus, o seja, aprovado pela sua atitude de humildade. Amados, devemos reprovar qualquer atitude que induza a nos ufanar, ou se vangloriar, porque não temos méritos para isso. O fariseu expôs todo seu orgulho dizendo: “não sou como os demais homens” dou o dizimo de tudo dizia ele, enquanto o publicano se humilhava diante de Deus e curvado batia no peito e pedindo misericórdia por não ser digno nem de olhar para o céu, “Deus ama o coração quebrantado”. A nossa postura humilde diante de Deus faz toda diferença. “Eu habitarei com os humildes e contritos de espírito” (Is ).

Pr. Elis Clementino – Paulista-PE
AD Excelência – Paulista - PE


terça-feira, 18 de outubro de 2016

ESBOÇO 713 TEMPESTADES

ESBOÇO 713
TEMA: TEMPESTADES
TEXTO: Marcos 4:35-41;Is 21:1
               
                É muito natural ouvirmos falar de vendavais e tempestades, no entanto não se prever as conseqüências após acontecimento. As tempestades têm características bem diferentes de simples chuvas com ventanias moderadas que não causam estragos como acontecem com os fortes vendavais e tempestades. Nesse assunto eu quero rapidamente e sem muitos pormenores discorrer sobre esses fenômenos e o que eles podem causar, mas concluir esse assunto falando sobre os vendavais e tempestades no sentido espiritual.

I. Fenômenos
1. Tempestades
Tempestade geralmente vem acompanhada com rajadas de ventos fortes e dependendo da proporção ela pode causar graves estragos nas regiões afetadas, principalmente nas cidades costeiras e com mar aberto, o mar fica agitado e com ondas altas e ventos com mais de 100km/h, e quanto mais velocidade, mais estragos faz. Ouvimos histórias do passado e recentes com destelhamento do que esses acontecimentos têm causado, onde casas e prédios são invadidos pelas águas do mar com ondas gigantescas, arrastando barcos, carros, casas deixando muitas pessoas desabrigadas, outras cidades costeiras são praticamente varridas do mapa como no ultimo acontecimento no Haiti, em fim toda tempestade é devastadora e com alto custo para essas cidades sejam recuperadas. Há muitos tipos de tempestades, mas todas elas deixam rastros de destruição pequenos ou grandes.

2. Furacão
Existe também o furacão ou ciclone, ele se apresenta com características um pouco diferente de uma tempestade de chuvas e ventos, mas uma espécie de redemoinho parecido com uma tromba de elefante afunilado que vem com ar quente e poeira dependendo da velocidade vai varrendo e jogando para a atmosfera tudo o que encontra pela frente, a situação se torna insopitável. Existem países que são vulneráveis a esses fenômenos devido às localizações geográficas. Tanto as tempestades quanto o furação está acima das nossas forças (Mc 4:35-41). O profeta Isaias predisse a destruição da Babilônia usando fenômenos meteorológicos, porém na mensagem ele não se referia literalmente esses fenômenos, mas que um exército poderoso passaria sobre Babilônia como um tufão destruindo tudo pela frente (Is 21:1).

3. Maremoto
Existem também no mar as acomodações das chamadas placas tectônicas, quando elas se movimentam causam o fenômeno chamado maremoto jogando para terra água e lama, com essa reação inundam cidades inteiras como aconteceu no Japão há alguns anos atrás, os navios, barcos foram lançados em terra, árvores foram arrastadas, carros, casas, prédios e milhares de pessoas foram soterradas na lama.
II. Idéias sobre essas calamidades
Antigamente tempestades sobre alguns lugares eram sinais de reprovação divina sobre aquele povo, mas nem sempre foram, ou seja, apenas algumas calamidades. Todos nós estamos em situações vulneráveis às variações climáticas e outros fatores que contribuem para esses eventos, mas com o passar dos anos os acontecimentos estão ficando cada vez mais frequentes porque o próprio homem tem contribuído para essas ocorrências, todavia deixemos de lado os eventos naturais e meditemos nos acontecimentos que envolvem a nossa vida espiritual.

III. Circunstancias parecida
Existem circunstancias na vida que nos parece serem tempestades, eles são piores porque atinge a alma e o espírito, invadindo a sua vida capaz de se instalar uma crise existencial. Essas situações nos causam sensações desagradáveis como: Angústia, esvaziamento de Deus e de si e pavor, finalmente falta tudo, essa situação lhe envolve como uma pele e você têm que lutar sozinho. Nessa ocasião parece que o barco começa a encher de água e os ventos soprarem ainda mais fortes, seus gritos de socorro ninguém os escuta.

IV. O grito de socorro
Os discípulos não queriam incomodar o mestre que cansado ele dormia sobre uma almofada na popa do barco, num sono tranquilo parecia que nada estava acontecendo com o barco, mas de repente ele escuta os gritos MESTRE DESPERTA! Não vês que estamos perecendo? Jesus tranquilamente se levanta, olha para os ventos e a bravura do mar e a primeira coisa que ele faz é acalmar os ventos, ACALMA-TE VENTOS! Pois eles são as causas da revolta e a braveza do mar, em seguida ele dá as ordens ao mar dizendo: AQUIETA-TE MAR! A natureza ouve a sua voz.

Não importa que tipo de tempestade, vendaval, redemoinho ou tufão você esteja passando na área espiritual, financeira ou de enfermidades, não perca a esperança, ela é como chuva de verão “passageira”. Não esqueça que o Senhor está no controle do barco, ele não vira e não vai naufragar do Senhor sairá à ordem e acalmará a tempestade como fez com os discípulos em alto mar, ao vê-lo acalmar a tempestade gritarão em alta voz dizendo: QUE HOMEM É ESSE QUE ATÉ OS VENTOS E O MAR LHES OBEDECEM! A brisa suave do Senhor te dá descanso (I Rs 19:9-13).

“O poder infinito de Deus não está na tempestade, mas na brisa.” Rabindranath Tagore

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

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ESBOÇO 712 AS PERSEGUIÇÕES A IGREJA

ESBOÇO 712
TEMA: AS PERSEGUIÇÕES A IGREJA
TEXTO: ATOS DOS APÓSTOLOS 4:1-3; 7:59

A palavra igreja foi instituída por Jesus Cristo sendo ele próprio a pedra fundamental, ele disse a Pedro sobre esta pedra edificarei a minha igreja, a pedra a qual ele se referia não era Pedro, e sim ele “Cristo”. A igreja primitiva era fundamentada nos seus ensinamentos, posteriormente os cristãos foram chamados de os Nazarenos. A unidade daqueles cristãos fortalecia cada vez mais a igreja, eles estavam unidos em três aspectos, na comunhão, no partir do pão e nas orações (At 1:42).

O significado da palavra Igreja
No grego a palavra igreja chamasse ekklesia, no latim ecclesia é originada do grego, designava uma “assembléia”, ou seja, uma reunião de pessoas para tratar das coisas comuns. No hebraico chamasse “qahal” que significa “assembléia”.

As perseguições a igreja
Após a morte de Cristo os nazarenos estavam recuados devido às perseguições até o dia de pentecostes quando àqueles cento e vinte crentes foram cheios do Espírito Santo. Naquele episódio surgiu a primeira e a maior pregação de Pedro resultando na conversão de mais de três mil almas. Foi um período ameaçador para igreja, pois as perseguições eram terríveis, os cristãos eram martirizados, decapitados e queimados vivos, essas perseguições fizeram com que o evangelho se expandisse em todo mundo.

A base que sustentava a igreja
A igreja tinha uma base sólida “Cristo” (At 4:11), e por essa razão ela resistia às perseguições sem perder a fé, principalmente a do austero imperador Nero em 67 d.C. quando foram mortos muitos os discípulos e seguidores que professavam a sua fé em Jesus Cristo. Depois de Nero as perseguições continuaram com o imperador Domiciano, em 81 d.C. Elas continuaram com os demais imperadores, em 303 d.C. O décimo imperador Diocleciano começou com um dia sangrento para os cristãos em três de fevereiro de 303 d.C. se estendendo até 313 d.C. As atrocidades continuaram contra a igreja na Pérsia, nessa época os sacerdotes pagãos adoradores do sol, receosos de perderem a influência em dominarem as pessoas sentiram-se ameaçados com o crescimento da igreja, e com o pretexto de destruir os cristãos acusaram-lhes de desobediência ao imperador, por causa disso muitos cristãos novamente foram cruelmente martirizados. As perseguições amenizaram quando Constantino escreveu a Sapores uma carta informando sobre a sua fé em Cristo e que havia sido abençoado por não perseguir os cristãos e que a Pérsia deveria experimentar o mesmo, mas após esse período continuaram. As perseguições papais, elas tomaram uma nova roupagem do cristianismo perseguindo a igreja, e muitos cristãos continuaram sendo mortos por muitos séculos, eles eram considerados hereges se não se submetessem ao catolicismo romano, todavia quanto mais perseguia a igreja mais ela crescia (At 4:4).

Os segredos do crescimento da igreja
(1) A sua base sólida; (Jesus a pedra de esquina ou angular);
(2) Obediência; (A obediência ainda é um dos fatores que contribuem para o crescimento);
(3) A oração, uma igreja que orava (At 2:42);
(5) Fortalecida pelo poder do Espírito Santo no dia de pentecoste (At 2:36-41);
(4) Unidade, havia entre os convertidos e discípulos (At 2:42-47).

A igreja, um organismo vivo
Todo organismo vivo se desenvolve, a fé daqueles cristãos estavam em pleno desenvolvimento, era uma fé que transportava montanhas, porque uma chama estava acesa, era um pavio que fumegava e ninguém conseguia apagar. A pedra que sustentava a igreja permanecia bem firme.

Ainda hoje as igrejas cristãs são perseguidas em várias partes do mundo, muitos cristãos continuam sendo mortos barbaramente. Há países desenvolvidos que pouca coisa mudou, ainda continuam perseguindo de maneira velada, onde o preconceito religioso ainda existe, mas os cristãos continuam a propagar o evangelho atendendo o chamado do Senhor, a chama continua acesa. Paulo estava consciente da sua missão “me é imposta essa obrigação”, pelo evangelho ele estava disposto a sofrer e até morrer (At 20:20-27). Somente por meio do evangelho as pessoas podem ser transformadas, porque o evangelho é o poder de Deus e salvação para todo aquele que nele crê. Não importam os vitupérios, muito mais sofreram os nossos pais na fé. A recompensa virá do Senhor para todos quantos estiverem empenhados na sua divulgação. “Deus não esquecerá o vosso trabalho”.

BIBLIOGRAFIA
Livro dos mártires
Bíblia Sagrada

Pr. Elis Clementino- Paulista-PE

AD Excelência