terça-feira, 30 de agosto de 2022

OS DESCONHECIDOS CAMINHOS E PENSAMENTOS DE DEUS.

 ESBOÇO 1202

TEMA: OS DESCONHECIDOS CAMINHOS E PENSAMENTOS DE DEUS.

TEXTO: ISAÍAS 58:9

Ninguém conhece os caminhos de Deus e nem os seus pensamentos, eles transcendem toda a capacidade humana. Os propósitos de Deus são incompreensíveis e somente ele tem o poder de realizar em nós o seu querer dentro dos seus propósitos.

NINGUÉM CONHECE OS PROPÓSITOS DE DEUS.

Ninguém conhece a mente do Senhor, ela é inacessível (Rm 11:33-36; 2 Co 2:16) “Eis que Deus é excelso em seu poder; quem ensina como ele?” Jó 36:22). Aos seus servos Deus revela seus mistérios (Gn 18:17; Am 3:7; Jo 15:15; I Co 2:10). Os caminhos de Deus são como o caminho do vento (Ec 11:5; Jo 3:8). Deus tem particularidade com a cada um dos seus servos, ele também não compartilha essa peculiaridade com ninguém, os seus segredos são revelados aos seus servos (Sl 25:14-15).

Os propósitos de Deus podem ser de maneira coletiva e individual, há momento que ele trata com o povo ou uma nação, individualmente quando o indivíduo tem particularidades com ele, a ponto de revelar seus segredos “Ocultarei eu a Abrão o que faço?”. (Gn 18:17; Sl 25:14).

OS PROCESSOS

Os propósitos de Deus podem ser dolorosos devido os processos pelos quais o indivíduo passe até que ele se concretize. Na Bíblia temos vários exemplos, desde que acompanhemos a história desde Abrão até hoje, a história em curso vem sendo desenvolvido e falado pelos profetas os planos divinos sobre a humanidade.

Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós, para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse.. (I Pe 4:12), isso faz parte dos últimos processos divinos até o final através do arrebatamento da igreja e vitória final do povo de Deus Israel nos últimos tempos, processo este que se iniciou acredito que antes da fundação do mundo (Jo 1:1-14). Cada um tem em sua trajetória um querer de Deus, pois é ele que efetua em nós tanto o querer quanto o efetuar (Fp 2:13), sem que ninguém impeça, por isso louvamos a Deus pelo seu cuidado.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.co

OS DOIS FUNDAMENTOS.

ESBOÇO 1201

TEMA: OS DOIS FUNDAMENTOS.

TEMA: MATEUS 7:24-27

Ao falarmos em construção é impossível não falar sobre estrutura, pois tudo o que se faz na vida deve ter um alicerce, seja ele bem-feito ou não, mas deve ter. Nesse assunto falarei sobre os dois fundamentos importantes, dependendo do tipo de edificação podemos estruturar a nossa vida até o final, seja ela em relação ao caráter ou o espiritual.

1. O SERMÃO DA MONTANHA.

No sermão da Montanha Jesus reúne seus seguidores e faz um verdadeiro apelo, a sua mensagem enfatizava que os discípulos deveriam ser diferente dos demais homens (Mt 6:8). No sermão Jesus fala sobre o juízo, comportamento cristão, caráter e o dever de cumprir seus mandamentos. Esses ensinos são verdadeiros alicerces capazes de estruturar e reger a vida do indivíduo em todos os aspectos até o fim.

2. OS FUNDAMENTOS.

O mestre apresentou dois tipos de fundamentos, eles podem ser aplicados tanto em relação a nossa vida pessoal quanto espiritual, ele foi muito claro ao dar explicação sobre esses dois fundamentos, foi um ensino bem prático e compreensível, pois todos conheciam a respeito de construção de casas (I Rs 6:7), além de conhecerem a força dos ventos, chuvas e enchentes. O mestre apresenta dois fundamentos fazendo uma comparando aqueles que guardariam e os que não guardariam as suas palavras, ele classificou os dois fundamentos comparando uma casa construída sobre a areia e outra sobre a rocha.

É importante saber que tudo o que construirmos na vida deve ter alicerce. O apóstolo Paulo ilustrou a construção de um edifício como uma construção espiritual (Ef 2:21; 4:13-16), quanto mais sólido for o alicerce mais seguro esse edifício será. A construção do caráter de uma pessoa necessariamente precisa ser trabalhado sobre um alicerce desde cedo para que tenha uma vida próspera. No sentido espiritual acontece a mesma coisa, após a conversão o homem começa a estruturar e construir o seu edifício espiritual através do alimento (I Co 3:2; I Pe 2:2). Esse fundamento pode ser verdadeiro ou falso, no entanto aquilo que é falso não se sustenta e sim o que é verdadeiro.

2.1. A CASA CONSTRUÍDA  SOBRE A AREIA.

A casa construída sobre a areia pode parecer segura em alguns lugares aonde não há eventos da natureza, mas o homem que tem conhecimento dos lugares aonde acontecem os eventos naturais, geralmente deve ter o cuidado de construir sobre o fundamento sólido, pelo que nesse caso a que Jesus se referiu não houve esse cuidado, os rios transbordaram, os ventos sopraram e grande foi a ruína daquela casa.

2.2. A CASA SOBRE A ROCHA.

A casa construída sobre a rocha, essa é uma das mais garantida das edificações para todas as finalidades da vida essa base é sólida, a casa construída sobre a rocha resiste o tempo e os eventos naturais como os ventos, chuvas, rios e terremotos. Uma vida estruturada moralmente e espiritualmente se assemelha a uma casa construída sobre a rocha, ela estará firme em quaisquer circunstancias.

Amados, devemos entender de que maneira estamos construindo a nossa vida aqui, essa construção deve ser bem alicerçada para suportarmos os contratempos da vida. A nossa vida espiritual também deve estar alicerçada na rocha que é Cristo, a pedra principal do nosso edifício espiritual, nele a nossa fé está firme e inabalável, no entanto precisamos vigiar e orar porque os ataques do inimigo são impactantes, ele tenta nos destruir (Mt 10:16; I Pe 5:8). Alicerce em Cristo toda a sua vida, ele é a rocha sobre a qual edificamos tudo o que construirmos aqui, se a sua casa está edificada nele glorifique a Deus, porque nenhuma tempestade te põe ao chão (Rm 8:31-39).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

ESCOLHAS HUMANAS.

 

ESBOÇO 1200

TEMA: AS ESCOLHAS HUMANAS.

TEXTO: DEUTERONÔMIO 30:19.

Ao vir ao mundo, logo cedo o ser humano começa a fazer as suas escolhas com a finalidade de atender suas vontades e necessidades, o poder de escolha é importante e faz parte do livre arbítrio concedido por Deus ao homem desde o Edem. Neste assunto falarei sobre o que nos foi proposto por Deus sobre as nossas escolhas e também o que foi proposto por ele inclui a nossa vida devocional.

A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS.

Todos tem a capacidade para fazer as suas próprias escolhas para todas as finalidades, sem que ninguém interfira, seja na escolha de uma profissão, casamento, lugar pra morar, religião etc. Quando alguém resolve interferir nas nossas escolhas não nos damos por satisfeito, mesmo assim essa escolha não dará certo. As vezes no seio familiar os pais escolhe a profissão para os filhos, o que é muito comum, entretanto, quando aquele filho é forçado a aceitar geralmente não se dá bem. No mundo em algumas culturas as mulheres não tem o direito de fazer suas escolhas, o direito de trabalhar, escolher com quem quer casar, ter habilitação para dirigir carros e até estudar, nessas culturas geralmente se torna normal esses tipos de restrições, mas ultimamente as mulheres dessas culturas estão buscando seus direitos para terem liberdade de escolher.

AS ATUAÇÕES DIVINAS SOBRE AS NOSSAS ESCOLHAS.

Deus, pela sua bondade nos concedeu o livre arbítrio, no entanto, ele indicou que nos seria mais conveniente ao fazermos as nossas escolhas, ou seja, a liberdade para escolher, ele nos apresenta o caminho, mas a escolha é nossa (Dt 39:19). Nós decidimos o que queremos, embora o possamos nos frustrar com as nossas más escolhas, porque aos nossos olhos há caminhos que parecem direitos, mas não são (Pv 14:12). Quando tememos a Deus ele tem o poder permitir que se concretize ou não as nossas vontades e escolhas (Pv 16:1), Davi diz que os passos do homem bom são confirmados pelo Senhor (Sl 37: 23,24), isso acontece devido a sua qualidade “homem bom” ai existe a possibilidade de Deus agir e dirigir os seus caminhos, quando Deus está nos dirigindo não significa que tudo seja mil maravilhas e nada sofreremos, mas que ele pode intervir e nos dá vitória em todas as coisas.

Durante a nossa vida fazemos muitas escolhas, entre essas escolhas houve algumas que não tivemos sucesso, mas surgiram outras oportunidades para fazermos novas escolhas e aquela que escolhermos pode nos trazer a libertação da má escolha que havíamos feito, embora os reflexos ou as consequências continuem, mas é possível superar com a nova escolha. Nunca aceite algo que não lhes dê oportunidade de escolher e decidir, porque o que der de errado ninguém assumirá as consequências, mediante uma decisão sempre dê um tempo para pensar, orar e pedir a direção divina para poder dar a resposta, a precipitação em afirmar algo sem conhecimento é perigoso, “As decisões precipitadas nos conduzem há caminhos que jamais pensávamos passar”. “Senhor, dá-me sabedoria para nunca tomar decisões precipitadas, mas que eu sempre procure te ouvir, indicando-me o caminho a seguir.”

A GRANDE ESCOLHA.

A nossa vida devocional com Deus é fruto de uma grande escolha, nós escolhemos dedicar o nosso tempo para Deus, especialmente ao estreitar a sua comunhão com Ele. É através dessa escolha que fizemos passamos a ter o desejo de receber tudo aquilo que o Senhor tem para nos conduzir, estruturar, desenvolver e fortalecer essa fé (I Pe 2:2). Quando o cristão opta por uma escolha diferente ele pode atropelar o seu desenvolvimento em todos os aspectos.

Amados, as nossas escolhas devem ser também procedentes com a nossa fé, Deus nos indicou também o que deveríamos escolher (Dt 30:1-19). As nossas escolhas são opcionais, as que o Senhor apresenta são condicionais, as bênçãos virão sobre nós, mas se escolhermos obedecer seus mandamentos, caso não obedeçamos a ele certamente não fizemos uma boa escolha. O maior interesse de Deus é que estejamos com ele usufruindo de todas as sortes de bênção, mas a escolha é nossa.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

TRÊS COISAS DANOSAS.

 


ESBOÇO 1199

TEMA: TRÊS COISAS DANOSAS.

TEXTO: GÁLATAS 5:21-21.

O homem na sua natureza pecaminosa carrega dentro si uma série de coisas boas e ruins, entre as coisas ruins estão a soberba, a inveja e a ingratidão. Quando elas se manifestam no homem torna-se difícil dele controlar, uma vez atingido por elas refletir nas outras pessoas fazendo-as muitas vezes sofrerem, mas também dentro do homem há muitas coisas boas que podem contribuir para o bem dos outros.

O SER HUMANO.

Para simples entendimento é necessário agente saber que o homem é composto de três elementos, corpo, alma e espírito, esses três elementos influem diretamente em toda a sua estrutura, suas vontades e sentimentos. Cada um ser tem uma genética diferente reagindo de acordo com as suas reações psicológicas. O que há dentro do coração do homem e como se processa as suas ações ninguém sabe (Jr 17:9; I Co 2:11). A bíblia diz que do coração são as saídas da vida (Pv 4:23). Jesus também falou o seguinte: do coração saem as coisas boas e as más (Mt 7:21; 15:18-20; Gn 6:5). Do homem são reveladas a soberba, inveja e a ingratidão, como também algo bom que é a gratidão.

1. A SOBERBA.

A soberba precede a ruína, nada pior do que um coração soberbo, pessoas assim não espere coisas boas, além de arruinar os outros ele contrai a ruína para si (Pv 6:18). As pessoas soberbas são arrogantes, tem a síndrome da superioridade, são autoconfiantes e arrogantes, essa vaidade quando prevalece substitui a confiança que elas devam ter em Deus e busca a sua própria glória, por conta disso a soberba o abaterá (Pv 29:23). Há alguns personagens soberbos na Bíblia, Nabucodonosor (Dn 5:21-22); Belsazar (Dn 5:22-30; Amazias (2 Rs 14:10-20; Uzias (2 Cr 26:16-21); Amom 2 Cr 33:21-24). A arrogância fere a dignidade das pessoas humildes.

2. A INVEJA.

A inveja é o desejo de possuir o que é alheio, as pessoas invejosas adoecem ao ver a prosperidade dos outros, a inveja é um grande obstáculo na vida dos invejosos. Na Bíblia, alguns homens foram atacados por esse mal, embora eles fossem tementes a Deus, mas tiveram esse sentimento invejoso pela prosperidade dos outros, principalmente em relação aos ímpios, destacarei alguns como: Jó (Jó 12;6; 21:7-15); Asafe (Sl 73:3,4); Jeremias (Jr 5:27-28). A inveja é fruto da carne (Gl 5:21). Há várias recomendações bíblicas a respeito da inveja (Pv 24:1; Pv 3:3; Sl 37:7; Sl 24:19).

3. A INGRATIDÃO.

A ingratidão é algo que fere a quem fez o bem, os ingratos geralmente apoiam-se nas suas convicções de algum acontecimento, ou seja, todo ingrato tem um argumento para justificar a ingratidão, levemos em consideração que muitas vezes a quebra do seu relacionamento com uma pessoa que lhe fez algum favor não configura uma ingratidão, porque o reconhecimento do bem recebido continua. Quem lhe fez o favor também pode ocasionar a motivação da quebra desse relacionamento, ou seja, aquele que lhe fez o bem pode gerar um motivo de insatisfação, por isso você pode ter se afastado dele, outrossim, a pessoa que fez o benefício pode mudar e através da mudança passar a considerar aquele recebeu benefício um dependente seu, isso pode configurar uma covardia.

A GRATIDÃO.

Gratidão é um sentimento de reconhecimento de uma boa ação ou um favor que se recebe. A gratidão é uma espécie de dívida, isso motiva a pessoa a agradecer a aquele que lhe fez tal favor ou benefício. A gratidão é uma questão de caráter moral, o bem que você recebeu é devolvido de maneira recíproca, no entanto há muitas maneiras de você retribuir, pois receber e não agradecer se constitui uma injustiça (Lc 7:11-19).

Amados, somente com ajuda divina podemos controlar o que sai e o que entra em nossos corações, as ações da inveja, a soberba e a ingratidão não devem estar em ação, principalmente nos cristãos que conhecem os caminhos do Senhor. Aqueles que conhecem a palavra de Deus devem evitar essas três coisas, pois quando entregamos os nossos caminhos ao Senhor ele fará o que é necessário para o nosso bem, sem que precisemos entrar pelos caminhos da inveja e a soberba.

Quando entregamos os nossos caminhos ao Senhor ele fará o que é necessário para o nosso bem, sem necessitarmos de sermos orgulhosos ou soberbos, invejosos e ingratos, pois essas coisas são abomináveis ao Senhor. Devemos aprender a viver na sua dependência e em tudo sermos agradecidos.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

PRINCÍPIOS QUE VOCÊ DEVE CONHECER.

 

ESBOÇO 1198

TEMA: PRINCÍPIOS QUE VOCÊ DEVE CONHECER.

TEXTO: MATEUS 6:19-34

Jesus expôs uma série de ensinamentos, eles foram importantes não somente para os discípulos, mas também a nós. As parábolas proferidas pelo mestre sempre estavam relacionadas ao espiritual com os seguintes temas, o tesouro do céu, o olho puro, os dois senhores, a ansiosa solicitude pela vida. Rapidamente é o que veremos a seguir.

I. TESOURO NO CÉU.

Ter crédito no reino do céu vale mais do que os tesouro da terra, onde a traça e a ferrugem consomem, além disso os ladrões não minam e nem roubam. Nesta vida todo homem tem a oportunidade de investir naquilo que lhe interessa e lhe dê resultados, isso muitos tem como prioridade, mas Jesus apresenta-lhe qual a prioridade maior (Lc 12:31). Os tesouros dos céus são investimentos que se faz para a eternidade, no entanto, o nosso coração se inclina para onde está o maior tesouro, ou seja, aonde estiver o vosso tesouro, ai está também o vosso coração. Se focarmos os nossos corações nos tesouros desta vida, nada terás lá em cima, podemos ter tudo aqui, mas nada lá (Mt 6:19-21).

II. OS OLHOS PUROS.

A candeia do corpo são os olhos, se os nossos olhos forem bons, todo corpo terá luz, eles são as preciosidades do corpo. Se os olhos forem meus todo corpo será mal, assim o homem estará em trevas, pois os olhos são as portas por onde entram do pecado, pois um dito popular “o que os olhos não veem o coração não sente”. Jesus adverte a todos nós que brilhemos como a luz, assim não podemos nos esconder (Mt 6: 22,23; Lc 11:33), luz é vida, alegria e prosperidade.

III. NÃO SERVIR A DOIS SENHORES.

A nossa devoção não deve ser dividida, é impossível servir a dois senhores ao mesmo tempo, quando isso acontece haveremos de amar a um e aborrecer ao outro, servir a Deus e a Mamom (Mt 6:24,25). Não podemos servir a Deus e o dinheiro, o amor a ele é a raiz de todos os males, ele representa a ganância e a avareza (I Tm 6:10).

IV. NÃO ANDAR ANSIOSOS PELAS COISAS.

Jesus percebeu que os discípulos andavam ansiosos pelas coisas e os advertiu sobre essa ansiedade, ele mostrou que as coisas materiais são menos importantes, amar as coisas é muito prejudicial tanto para o indivíduo quanto para as outras pessoas que lhes cercam, pois quando colocamos as coisas de forma excessivas olvidamos a vida, ou seja depreciamo-la. Quando valorizamos as coisas aviltamos as pessoas as usamos como coisas, no entanto levemos em consideração que o ser é mais importante do que o ter, o ter é consequência do ser, ou seja, você só tem porque existe. Os discípulos pareciam não ter noção dessa realidade, porém Jesus mostrou-lhes que sobre eles estavam os cuidados divinos, enquanto eles questionavam o ter, o mestre mostrou-lhes quem cuidava deles, das suas famílias e vida, pois os cuidados divinos fazia-lhes alcançar suprimentos e longevidade, e que eles se preocupassem com o mais precioso, a busca do reino de Deus e a sua justiça em primeiro lugar, assim as demais coisas lhes seriam acrescentadas (Mt 6:25-34).

Amados, essas quatro coisas deve ser meditada diariamente e aplicá-las no nosso cotidiano, devemos lançar aos pés do Senhor todas as nossas ansiedades (I Pe 5:7). A nossa maior riqueza e investimento deve ser no reino de Deus (Cl 3:1-10). Devemos nos contentar com o que temos, embora lutemos honestamente para alcançarmos algo melhor para as nossas famílias, mas sempre dentro da vontade de Deus, sem contudo se desesperar. O Apóstolo Paulo padeceu necessidades, mas aprendeu a contentar-se com o que tinha (Fp 4:12), “por isso, tendo o que comer e com que nos vestir, estejamos satisfeitos. Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e destruição, pois o dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos” (I Tm 6:8-10).

Pr. Elis Clementino - prelisclementino@hotmail.com




domingo, 7 de agosto de 2022

INVISTA SEUS TALENTOS.

 ESBOÇO 1197

TEMA: INVISTA SEUS TALENTOS.

TEXTO: MATEUS 25:14-15

A vida é regida através do tempo e oportunidades, portanto ambas não devem ser desprezadas. Neste assunto destacarei duas coisas importantes para todos, independentemente de classes sociais, o tempo e a oportunidade dizendo que elas alcançam a todos. Os métodos que Jesus usou para expressar suas verdades retratam muito bem a necessidade espiritual, além de estimular seus ouvintes a aproveitar o tempo e as oportunidades e através dessas duas coisas podemos investir e desenvolver tudo aquilo que vier as nossas mãos.

PORQUE JESUS USOU AS PARÁBOLAS.

Elas foram um dos métodos que Ele usou para expressar verdades espirituais, certa vez ele explicou o porquê. (Mt 13:13). Jesus não queria simplesmente falar sobre a moeda romana, mas também expressar algo mais profundo mostrando a capacidade individual de cada servo e o que eles seriam capazes de fazer com aqueles talentos. Na nossa língua portuguesa entendemos que talento é a capacidade que alguém tem de produzir ou de fazer algo, por isso dizemos que “o fulano é talentoso” ou seja que ele é capaz de produzir algo satisfatoriamente.

A DISTRIBUIÇÃO DOS TALENTOS PELA CAPACIDADE.

O método que Jesus usou foi muito proveitoso, principalmente ao se dirigir aos discípulos. No apólogo ele apresenta um certo homem que antes de se ausentar da sua fazenda para uma terra longínqua chamou seus servos e deu-lhes a missão de administrar seus bens, ele distribuiu-lhes talentos, a um ele deu cinco talentos, a outro dois, e outro um, porém não sabiam eles que seriam provados pelo que receberam. Notadamente aquele senhor distribuiu os talentos conforme a capacidade de cada um por conhecê-los. O que recebera cinco aproveitou o tempo e a oportunidade investiu e granjeou mais cinco talentos, o que recebeu dois fez o mesmo e granjeou mais dois, no entanto o que recebera um talento o enterrou, ou seja, não desenvolveu desperdiçando tempo e oportunidade.

Sempre digo que uma oportunidade desperdiçada nem sempre surgirá outra na mesma proporção, pois a perda de uma oportunidade pode ser lamentada o resto da vida. Quanto as escolhas levemos em consideração as escolhas que Deus faz, ele escolheu gente capacitada para a preparação e confecção das peças de prata e de ouro do tabernáculo, certamente a arca da aliança e todos os utensílios de prata e ouro, entretanto o escolhido foi Bezaliel, porque Deus sabia a capacidade dele (Ex 31:2-5); Paulo também escreveu sobre a distribuição dos dons naturais pelo Espirito Santo aos cristãos na igreja (Ef 4:11), assim como ele falou sobre os dons espirituais (I Co 12:4), esses fatos revelam que o Senhor conhece a capacidade de cada um de nós e distribui os dons como Ele quer. Outra parábola de Jesus foi a dos trabalhadores da vinha, pois não há de que reclamar sobre o que recebemos de Deus como recompensa (Mt 20:1-14).

VALORIZE O QUE VOCÊ TEM E O QUE VOCÊ FAZ.

Você obtém sucesso quando valoriza faz, ou seja, valorizar é o fator principal para o sucesso daquilo que fazemos. Muitas vezes olvidamos de repetir o que fizemos antes por não haver tido reconhecimento, as vezes não queremos recomeçar. Devemos levar em consideração que muitos empreendedores se tornaram grandes por tentarem outras vezes após vários fracassos. Quem não tenta, ou o que tenta e desiste certamente ficará no meio do caminho, quem não valoriza suas posses está fadado a perdê-las, aquele homem rico pensou em investir confiando seus bens aos servos.

AS PRESTAÇÕES DE CONTAS.

Voltando de viagem aquele homem rico ficou surpreendido e alegre com os resultados dos dois servos, porém decepcionado com o servo que recebeu um talento, a única moeda que lhe foi confiado, ou seja, a confiança depositada a aquele servo não fora correspondida, pois um talento como moeda romana valia uma grande quantia, não era pouca coisa a ser confiado nas mãos de servos, a entrega dos talentos envolvia uma questão moral dos servos, a confiança. A quantia na atualidade transformada em nossa moeda “reais” um talento de ouro poderia está custando cerca de sessenta mil reais, na época era algo de grande valor comercial. O que o Senhor nos confiou vai muito além desses valores, pois é uma causa nobre, somente aquele que o Senhor capacitou saberá fazer, principalmente na evangelização, pois a ferramenta que o Senhor te deu somente você saberá usá-la e não adianta alguém lhe imitar, mas não se ufane se você obter sucesso.

Todos os nossos atos estão registrados no livro divino, na prestação de conta perante Deus não haverá desculpas, será assim para com aqueles que receberam e não desenvolvem seus talentos, seja na vida secular ou espiritual, fiquemos certos de que a fatura chega, aqui ou vida na vindoura perante o reto juiz. O mau servo perdeu até o que lhe foi concedido e entregue a quem tinha investido nos talentos, além disso o mal servo foi lançado nas trevas. Amados, façam o que vocês podem fazer aqui (Ec 9:10), invista aquilo que te vier as mãos, você tem a capacidade dada por Deus para desenvolver, invista na na obra de Deus, entretanto, saiba porém, que as oportunidades facultadas não são permanentes, elas podem passar e não mais surgirem, assim faça o que você pode, o que você não pode outro fará, você não é obrigado a fazer tudo, mas o que você deixa de fazer lhe é prejudicial, no entanto se for em relação ao bem para com o próximo você peca. Nas pirâmides do Egito, uns transportavam as pedras, outros eram encarregados de organizarem uma sobre a outra, assim cada um tinha a sua tarefa, faça a sua parte, não importa quão difícil seja, Deus te recompensará de alguma maneira, mas não a sua maneira.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

O MALOGRO DA PESCARIA.

 

ESBOÇO 1196

TEMA O MALOGRO DA PESCARIA.

TEXTO: “Mestre, nós pescamos a noite toda e não pescamos nada.” LUCAS 5:5a

Após uma pescaria frustrada, durante uma noite e sem peixes, os discípulos resolvem voltar para casa, tristes porque nada pescaram, frustrado voltaram para a praia e recolhendo e lavando as redes encerrando naquele dia a pescaria. Falarei nesse mote um pouco sobre esse episódio.

A PESCARIA.

Não há nada mais frustrante do que não ter sucesso naquilo que fizemos, principalmente aquelas atividades que exige muitos esforços, principalmente naquela época quando não havia nenhum aparato tecnológico nem barco a motor e grandes embarcações como na atualidade, tudo era braçal, só quem sabe o que é passar uma noite inteira pescando e nada apanhar são os próprios pescadores. Os discípulos cansados e tristes por nada terem apanhado resolveram recolher as redes e irem para as suas casas descansarem.

Muitas vezes diante de uma dificuldade ou insucesso naquilo que fizemos parece que querem fazer o mesmo, recolher o nosso material de trabalho, não recolha as suas redes mediante as dificuldades.

JESUS PEDE BARCO EMPRESTADO.

Havia uma grande multidão na praia ouvindo Jesus, apertado pela a multidão, ele olha e ver dois barcos chegando, era Simão e seus companheiros pescadores voltando de uma noite de pesca sem sucesso, Jesus os vê lavando as redes e pede o barco emprestado para concluir a sua pregação o que seria mais comado e começou a falar a multidão, terminando o seu sermão disse a Simão, volta ao alto mar e vai pescar, disse Simão, mestre, passamos a noite inteira e nada pescamos.

A OBEDIÊNCIA FAZ A DIFERENÇA.

A obediência a Cristo faz toda a diferença “É melhor obedecer do que sacrificar” (I Sm 15:22), pois o sacrifício sem obediência é inútil. A ordem de Jesus era que eles voltassem ao mar e dessa vez mais longe “o mar alto ou nas águas mais profundas” uma prova de fé muitas vezes nos leva a ir mais além do que já fomos. Muitas vezes queremos receber, mas não obedecer, por várias vezes os discípulos foram postos em prova, pois a nossa fé é provada como os ourives prova o outros e a prata (Pv 17:3; Pe 1:7), O Senhor não nos prova além das nossas forças, ele sabe que o que somos e o quanto suportamos (I Co 10:13).

Muitas vezes Deus nos leva as águas mais profundas ou mar alto para provar a nossa fé, os discípulos não tinham a dimensão do que seria o resultado daquela obediência, por ela a nossa fé também é provada.

Pedir-lhes que voltassem ao mar alto era o mínimo naquele momento, o que Jesus os havia pedido fazia parte da prova de obediência, no alto mar lancem as redes, disse Simão, senhor, já que estás mandando vamos te obedecer. A obediência tem um custo, o retorno a pescaria, voltar para onde nada pescaram. A obediência os levara ao sucesso, valeu apena obedecer “Quando eles jogaram as redes nas águas, ao lançarem as redes apanharam tanto peixe, que as redes estavam se arrebentando.” Eles tiveram que pedir socorro a outros barcos que cheios foram quase a pique (Lc 5:6-11). Situação parecida foi Jesus mandar lançar as redes do lado direito do barco (Jo 21:6), pois a distância seria insignificante entre o lado direito e esquerdo do barco seria insignificante pelo tamanho do barco.

                Quando obedecemos ao Senhor, muitas vezes os chamamos de Senhor, mas longe estamos de obedecê-lo, não é? (Lc 6:46), se de verdade amarmos ao Senhor, certamente guardaremos seus mandamentos (Jo 14:15,23). “Quem dera eles tivessem sempre no coração esta disposição para temer-me e para obedecer a todos os meus mandamentos. Assim tudo iria bem com eles e com seus descendentes para sempre! (Dt 5:29). Esse é o resultado daqueles que temem ao Senhor, incentivemos os nossos filhos a obedecerem ao Senhor, pois somente assim teremos gerações saudáveis.

Pr. Elis Clementino

prelisclementino@hotmail.com