quinta-feira, 30 de novembro de 2017

ESBOÇO 809MILAGRES E RESTAURAÇÕES

ESBOÇO 809
TEMA: MILAGRES E RESTAURAÇÕES
TEXTO: “Eu sou o Senhor que te sara” ÊXODO 15:26

                Vivemos no mundo em que muitas situações podem ser mudadas de um instante para outro, porém algumas delas acontecem de maneira milagrosamente, pois bem os milagres acontecem inexplicavelmente, porque é algo sobrenatural, não podemos viver sem os milagres divinos, principalmente para os que crêem em Deus. Os milagres podem acontecer por meio de uma simples atitude de obediência ao Senhor. Na Bíblia Sagrada encontramos acontecimentos milagrosos, que não podia surgir sem uma ação divina. Nesse assunto desejo destacar alguns milagres divinos, não somente sobre os filhos de Israel, mas também em toda história da humanidade. Deus nunca desamparou aqueles que lhes serve, ele é o Senhor que sara.

As águas do Mara
Na peregrinação do deserto o povo de Israel, sedento se deparou com águas amargas “Mara”, e dela não servia para beber, nem os animais e nela não havia vida, angustiado com a situação, o povo clamou a Moisés “E ele clamou ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe uma árvore, que lanço nas águas, e as águas se tornaram doces. Ali lhes deu ordenanças, e ali os provou” (Ex 15:25). Há três lições importantes, 1) uma necessidade não satisfeita gera angústia na alma; 2) A necessidade de um milagre divino; 3) Deus cria situações para nos dizer o que precisamos ouvir (Ex 15:26). Talvez a sua vida esteja como as águas do MARA “amargas” com a finalidade de te conduzir mais perto de Deus para então um grande milagre acontecer, as águas do MARA que estas vivendo nesse momento se tornarão doces, porque esse milagre vem de Deus para você.

As águas de Jericó
Chegando a Jericó, os homens disseram a Elizeu que a terra era boa, porém as águas eram más e ninguém podia beber e a terra era estéril, não há nada que não possa ser transformado, há coisas que somente um milagre, e assim ele não se explica. Há experimento na vida que somente Deus tem a explicação (Ec 11:5), principalmente quando usados métodos que contraria até a própria natureza “um prato com sal” Elizeu pediu um prato com sal e o levou até a fonte das águas e deitou o sal nele e disse: Assim diz o Senhor: Sararei a estas águas; e não haverá mais neles morte e nem esterilidade e as águas sararam conforme a palavra de Elizeu (2 Rs 2:19-22). O sal sarau as águas, sal é um ingrediente que tanto salga, protege e dar sabor, Jesus disse que o cristão é o sal da terra (Mt 5:13-16).

O veneno na panela
Voltando Elizeu de Gilgal havia fome na terra e nada tinham para comer, os filhos dos profetas estavam sentados na sua presença; e disse ao seu servo: Põe a panela ao fogo, e faze um caldo de ervas para os filhos dos profetas, então eles saíram ao campo para apanhar ervas, e achou parra brava porque não a conhecia, colheu dela e pôs na panela, e tomando do caldo começaram a passar mal, e clamaram: Homem de Deus, há morte na panela e não puderam comer (2 Rs 4:38-41, mas algo importante há no texto “o povo estava sob uma liderança espiritual”, atualmente muitos crentes não querem estar debaixo de uma proteção espiritual, em todos esses milagres estiveram presente o atos de obediência. A submissão a liderança espiritual facilita o milagre, não há milagre sem obediência, a ordem do homem de Deus foi: Poe farinha na panela

O Azeite da viúva
Nos dias de Elizeu lhe procurou uma viúva que estava endividada e seus filhos seriam levados como escravos até que a dívida fosse paga, inicialmente ao procurar o homem de Deus como eram tratados os profetas, a mulher cujo marido era um dos discípulos do profeta, após ouvi-la expor a sua situação Elizeu lhe disse: Que te hei de fazer? Pergunta semelhante encontramos no NT. Feita por Jesus a um cego (Mc 10:51), há perguntas quase sem sentido, mas há momentos que temos que expor o que desejamos. Voltando ao episódio de Eliseu e a viúva, no início da sua fala ao profeta ela relatou algo consideravelmente interessante com relação ao seu marido, nos parece lembrar ao homem de Deus para que houvesse um ato de reconhecimento por parte do profeta “Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que ele temia ao SENHOR”. Há detalhes na vida de pessoas que não podem deixar de tomar atitudes consideráveis a respeito de uma pessoa que tem serviços prestados e de grande relevância, principalmente no âmbito espiritual. O profeta Elizeu faz a segunda pergunta “Dize-me o que tem em casa.” Ela respondeu: Tua serva nada tem em casa, ou seja, sem esperança; mas ela ainda lembra que havia algo, apesar de ser insignificante para a sua situação e que não daria para cobrir as necessidades, uma botija de azeite, pouca coisa para o que ela precisava. O interessante é que o trabalhar de Deus contraria os nossos entendimentos, Deus é transcendental, ou seja, está acima das nossas impossibilidades, a visão humana é sempre medíocre para o tanto que Deus deseja realizar em nossas vidas. O Senhor não precisa de grandes coisas para fazer grandes milagres, pois com aquele pouco azeite ela pagou a dívida e deu para viver do resto (2Rs 4:1-7).

                Vamos viver o melhor de Deus, mas para isso é preciso dar lugar. Os milagres acontecem quando cremos, embora muitas pessoas não acreditem em milagres, mesmo sendo um cristão, incrível não é? Deus não mudou, ele continua sendo Deus, se você acredite ou não. As nossas impossibilidades nada significam para Deus (Lc 1:37). Deus pode transformar o ruim em bom, a água em vinho, o pequeno em grande, os exemplos citados mostram que situações são mudadas por um milagre. Não importa o pouco que você tem, Deus pode fazer-te grande com uma condição; “Mas, se tu de madrugada buscares a Deus, e ao Todo-Poderoso pedires misericórdia; Se fores puro e reto, certamente logo despertará por ti, e restaurará a morada da tua justiça. O teu princípio, na verdade, terá sido pequeno, porém o teu último estado crescerá em extremo.” (Jó 8:5-7).


Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

ESBOÇO 808 DOIS GRANDES PEDIDOS

ESBOÇO 808
TEMA: DOIS GRANDES PEDIDOS
TEXTO: Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Salmo 51:10

                A falibilidade humana conduz o indivíduo a sentir a necessidade de rever alguns conceitos, valores, e assim poder realizar mudanças. Os erros certamente acontecem, assim como os acertos, mas há algo que consideramos importante, todos têm a oportunidade reparar alguns dos seus erros e aprimorar seus acertos. Quando paramos para refletir onde erramos é porque experimentamos as implicações dos erros. Davi experimentou essa realidade, e sentiu a dor do pecado cometido perante Deus e o próximo, ele se dirigi ao Senhor com dois pedidos fundamentais para uma mudança, (1) cria em mim um coração puro; (2) renova em mim um espírito reto.

I. Reconhecimento e arrependimento
1. Você nunca buscará o perdão divino sem que primeiro reconheça o seu pecado, o primeiro pedido de Davi foi o de misericórdia. “Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.” Sl 51:1); “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim” (Lm 3:22,23). Davi preferiu cair nas mãos misericordiosas de Deus do que em qualquer outra.

2. O arrependimento
É um pesar, lamento por algo de ruim cometido, a compunção, contrição, como também a negação de algo feito no passado, é o peso da consciência requerendo mudanças, a qual não acontecerá sem o arrependimento. Davi não iria pedir a misericórdia divina e perdão sem que a sua própria consciência apresentasse o seu pecado, pois ele sabia que para Deus o maior sacrifício era um coração quebrantado “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” (Sl 51:17).

3. A confissão de Davi
A confissão é o caminho para receber o perdão divino, é o ponto de partida para um recomeço e a prática da justiça divina, Davi confessa seus pecado e pede purificação “Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares. Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe. Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria. Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve. Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste. Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniquidades” (Sl 51:1-9). “Quem confessa e deixa alcança misericórdia” (Pv 28:13b).

4. O pedido de renovação
Renovar é preciso, todas as vezes que nos aproximarmos de Deus devemos pedir renovo espiritual. Depois de confessamos os nossos pecados seremos absolvidos da culpa, e recomeçar com um coração puro “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo.” Quem experimenta a comunhão divina jamais quer perdê-la, apesar de Davi sofrer o grande acidente espiritual ele não queria perder definitivamente a comunhão divina, suponho que ao pecar ele perdeu a sua alegria e comunhão com o Senhor, e pede o retorno do que havia perdido “Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário. A sua amarga experiência acendeu o desejo de ensinar aos outros, Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão.

5. Pedido de livramento
Davi pede a Deus que lhe dê livramento, pelas experiências que tinha ele sabia que a maior proteção é a divina, além de pedir a Deus que o livrasse dos crimes de sangue Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua louvará altamente a tua justiça. Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca entoará o teu louvor. Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus. Faze o bem a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica os muros de Jerusalém. “Então te agradarás dos sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; então se oferecerão novilhos sobre o teu altar” (Sl 51:10-19).

                Após pecarmos contra o Senhor devemos percorrer o mesmo caminho de Davi quando pecou contra o Senhor, reconhecer, confessar, pedir purificação e renovação espiritual é o ponto de partida para reaver a comunhão com Deus. Infelizmente muitas pessoas cristãs não pensam assim, pecam voluntariamente e continuam resistindo como se nada tivesse acontecido, as misericórdias de Deus são grandes assim como a sua justiça, Deus não se deixa enganar aquilo que o homem semear isso ele colherá.


Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

ESBOÇO 807 TEMA: NÃO DESPREZEM AS COISAS PEQUENAS

ESBOÇO 807

TEMA: NÃO DESPREZEM AS COISAS PEQUENAS

TEXTO: Porque quem despreza o dia das coisas pequenas? Pois esse se alegrará, vento o prumo na mão de Zorobabel...” (Zc 4.10).

Nesta vida tudo representa um determinado valor, algumas coisas são mais estimáveis que outras. Os valores monetários, morais e espirituais também têm seus valores, finalmente tudo representa um valor, eles dependem de como as pessoas as distinguem. Discorrerei nesse mote que não devemos subestimar os pequenos valores.

Independentemente do volume, quer sejam grandes ou pequenas representam algum valor, causa admiração quando algumas coisas pequenas se tornam grandes. No nosso cotidiano é bem provável nos depararmos com coisas que eram pequenas e se tornaram grandes ou volumosas, mas é importante ressaltar que isso sempre irá acontecer, mesmo que as pessoas valorizem ou não. Muitas delas hoje são consideráveis, mas tiveram também os seus começos, ou seja, já foram pequenas e desprezíveis aos olhos de alguém, atualmente são grandes porque houve empenho de pessoas para que elas tivessem crescimento. Jesus apresentou uma parábola que tem a ver, as dos talentos (Mt 25:14-30), nela valores foram multiplicados, ele mostrou que cada indivíduo tem a capacidade de produzir, uma lei estabelecida por Deus para todos “crescer”. Os indivíduos que receberam seus talentos tiveram a oportunidade, embora uns tenham recebido mais do que outros, mas todos de igual modo podiam desenvolver o seu potencial e granjear mais talentos com o que tinha em mãos, porém entre os que receberam somente um não produziu, porque recebera um talento.

A lição que aprendemos com a parábola dos talentos é que a única pessoa capaz de limitar o seu desenvolvimento é você.

As coisas pequenas e grandes foram criadas com finalidades, embora algumas delas não demos importância, é como se elas não existissem, ou nada represente para nós, mas se levarmos em consideração o que o apóstolo Paulo disse em sua carta a igreja de Coríntios certamente entenderemos o porquê da existência delas (I Co 1.27-28). (Irmãos convêm lembrar que os padrões de Deus são diferentes dos nossos, e que alguma coisa pode ser insignificante para nós, mas para Deus não, para ele tanto pequenas quanto grandes tem valor). Para nós as coisas vis não são importantes o quanto elas são para Deus.

A ambição humana
Na ótica humana algumas coisas são desprezadas por serem pequenas, poucas e humildes, no entanto as mais valorizadas são: As grandes quantidades, e primeiros lugares, alta posição, liderança e etc. (Mt 20.21,22), no entanto ninguém quer ser: O menor, o último e nem servos, ou seja, estar sob uma condição de submissão, podemos até ficar mas não porque gostamos ou queremos, nem os discípulos queriam estarem sobe essas condições (Lc 9.46,48; Lc 22.24 -26).

Os pequenos começos
As grandes coisas que hoje se veem teve os seus começos pequenos, falamos isso anteriormente, quando começamos de maneira grandiosa um empreendimento pode ser que não ele não tenha sustentabilidade, ou não seja saudável, pois há um dito popular que tudo que começa largo termina estreito. (Jó 8.7). Não podemos fazer um julgamento antecipado de algo que comece pequeno, pois tudo que se faz na vida se começa com pouca coisa, sempre acreditei nas coisas pequenas e humildes, principalmente quando se investe nelas de maneira conscienciosa. Podemos até citar alguns exemplos da vida secular como: as indústrias, os comércios, as empresas, na política, no militarismo, posição eclesiástica etc. As Poucas coisas se transformam em muitas, quando são bem administradas.

Alguns grandes exemplos
José do Egito administrou em tempos de crise no Egito (Gn 45:8-24; 47:11-26; Gideão com poucos homens venceu um grande exército (Jz 7.6,12); Sansão com uma queixada de jumento matou mil homens (Jz 15.14,15); Elias, na casa da viúva em Sarepta, pouca farinha e pouco azeite (1 Rs 17.10-16); Viúva com dívida alta e pouco azeite (2 Rs 4.1-7); Elizeu sem exército venceu os inimigos; Geazi se assustou quando viu um grande exército, Vinte pães alimentaram cem homens (2 Rs 4.41,32); Josafá venceu um grande exército tocando instrumentos (1 Cr 20.2); Um menino matou um grande gigante com uma pequena pedra (1 Sm 17.49,50); A pequena moeda depositada pela viúva no ofertório foi à maior (Mc 12. 41- 44); A multidão faminta foi alimentada com cinco pães e dois peixinhos (Mt 4.17). Não devemos fazer julgamentos precipitados mediante as coisas pequenas. Um pouco de urânio enriquecido pode destruir o mundo, com uma bomba atômica; Um pequeno prumo na mão de Zorobabel se transformou em uma grande obra (Zc 4.10), ninguém acreditava que aquele pequeno instrumento resultaria em grande regozijo (cf Ed 3:10,12,13, Ag 2:3), as pessoas que passavam e viam o prumo na mão de Zorobabel meneavam a cabeça não acreditando que algo novo estava para acontecer, “a construção do templo” a fidelidade de Deus não falha (Ag 2:5,9).

Glorifiquemos a Deus no pouco, porque ele é o Deus do pouco e do muito, a ele pertence à multiplicação “Quem é fiel no mínimo também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo também é injusto no muito” (Lc 16:10). Quando cremos tudo é possível, “tudo posso naquele que me fortalece (Fp 4:13). A palavra “tudo” aqui não se refere a tudo que eu queira ter ou conseguir, mas aquelas que estão dentro da vontade de Deus. Acreditemos em Deus porque para ele nada é impossível (Lc 1:37). Nunca subestime as coisas pequenas, nem as pessoas humildes, porque elas podem lhe surpreender (Jó 36.5). (O pouco que você tem hoje pode se tornar muito amanhã é somente crer). O Deus da provisão está com você.


Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

ESBOÇO 806 AS DUAS FACES DA LÍNGUA

ESBOÇO 806
TEMA: AS DUAS FACES DA LÍNGUA
TEXTO: TIAGO 3:9-10

            A língua é um dos membros do corpo humano a ser domada, essa é uma realidade que precisa ser difundida a todo o momento por ser ela difícil de ser contida. O apóstolo Tiago em sua carta apresenta a necessidade de controlar a língua, por ser um pequeno membro que se gloria das grandes coisas.

Não ser mestres
Ninguém anseie serem mestres, pois a ansiedade de ser trás consigo uma grande responsabilidade, no entanto o mestre terá um julgamento mais severo, se abusar desse dom é algo muito perigoso, isso envolve diretamente o uso da língua. Na igreja cristã havia líderes responsáveis pelo ensino “se alguém não erra naquilo que diz, é um homem perfeito” o uso da língua no ensinamento requer responsabilidade. Esse texto aplica-se a todo crente, quer sejam mestres ou não, todos deverão usar as suas palavras com responsabilidade, por isso Tiago enfatiza o controle da língua.

Controle da língua
Tiago apresenta meios pelos quais se mantém o controle da língua, nos cavalos usa-se um método para freiá-lo “rédeas com uma peça de ferro que atravessa a boca dos cavalos”; nas embarcações usam-se o leme para governá-las. A língua precisa ser controlada, pois além dela se gloriar das grandes coisas ainda é capaz de incendiar um bosque, não podemos perder o controle da língua (Tg 3:3-6). Tiago alude aqui que a natureza, os animais, as bestas feras é domada pelo homem e porque ele não pode controlar a sua língua se ela é destrutível e cheia de veneno mortal (Tg 3:7-8).

As duas faces da língua
A língua é como uma espada de dois gumes, onde os dois lados são cortantes, veja quanto é perigosa lidar com ela, você pode ser atingido pela própria língua, com ela estamos no culto bendizendo a Deus, ou ensinando como mestre e quando sai dali começam amaldiçoar os homens, feitos a semelhança de Deus. Muitos saem do culto já falando da vida dos outros, com a mesma língua procede à bênção e a maldição, não são duas coisas saindo de uma mesma fonte? (Tg 3:9). 

            Devemos ter cuidado, visto que tropeçar no sentido moral é errar em muitas coisas, às vezes proferimos ofensas as pessoas com as nossas palavras, no entanto parece não percebermos, precisamos ter uma consciência apurada, sensível capaz de identificar se as nossas atitudes estão certas ou erradas. Do crente não pode sair coisas boas e ruins ao mesmo tempo, benção e maldição, como pode sair de uma mesma fonte água doce e salgada? O homem pode ter controle sobre os demais aspectos de sua vida, e, no entanto, em muitas vezes ser apanhado em pecados da língua,  “Desvia de ti a perversidade da boca; afasta de ti a corrupção dos lábios” (Pv 4:24; Mt 12:35; 15:18; Lc 6:45); Cuidado! O pecado da língua está entre as seis coisas que Deus odeia, sete que a sua alma abomina (Pv 6:16-19), é bom ler.


Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

ESBOÇO 805 PALAVRAS DITAS FORA DE TEMPO

ESBOÇO 805
TEMA: PALAVRAS DITAS FORA DE TEMPO
TEXTO: “Mas, se tu de madrugada buscares a Deus, e ao Todo-Poderoso pedires misericórdia; Se fores puro e reto, certamente logo despertará por ti, e restaurará a morada da tua justiça. O teu princípio, na verdade, terá sido pequeno, porém o teu último estado crescerá em extremo.” (Jó 8:5-7).

                Existem verdades que não devem ser ditas fora do tempo, e de qualquer modo, embora elas possam ser tidas como boas. Há uma verdade que se atribui a Salomão, que há tempo para todo propósito debaixo do céu (Ec 3:1), entre elas estão; o tempo de falar e o tempo de ficar calado (Nem tudo que penso posso dizer, falar tudo o que penso não é o ideal, levemos em consideração duas coisas que são essenciais, o tempo e o modo como se diz o que pensa).

O bom senso
A sabedoria, ela é um dos requisitos indispensável para o homem em todos os aspectos da vida, Salomão preferiu pedir a Deus em sua em sua oração sabedoria ao invés de pedir outras coisas. O ponto de partida para ter sucesso é a sabedoria, Salomão se tornou o rei mais sábio, de tal maneira que não houve outro depois dele (I Rs 20:23). O apóstolo Tiago recomenda: quem tem falta de sabedoria peça a Deus que ele dá liberalmente e não lança em rosto (Tg 1:5). A sabedoria nos faz entender os modos de falar e agir em determinado momento e tempo.

Palavra dita ao seu tempo
Uma palavra dita ao seu tempo é como água fresca para os que estão cansados “O Senhor DEUS me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado. ele desperta-me as manhãs, desperta-me o ouvido para que ouça, como aqueles que aprendem” (Is 50:4). As palavras quando ditas fora do tempo não causam efeitos como as ditam em seu tempo, ou seja, na hora certa, no entanto todos nós temos a liberdade de expressar o que sentimos, mas é preciso fazer uma ponderação se as nossas palavras trarão algo positivo ou não, porque não sabemos como elas serão interpretadas.

Conflitos na comunicação
Cada pessoa tem à sua maneira de pensar, falar e agir, isso dificulta e muito o relacionamento entre ela e outras pessoas, pois não sabemos como elas nos interpretam quando nos ouvem, as nossas palavras podem desagradar a uns, e agradar a outros. Na comunicação entendemos que existem muitas maneiras de se dizer uma mesma coisa, elas podem ser expressas de maneira diretas e fortes, como também de maneira suave, ou que cause menos impactos, as palavras têm poder e ação, basta uma palavra mal compreendida para incendiar um bosque (Tg 3:5), retificar e justificar uma palavra dita fora do momento é uma das tarefas mais difíceis, e dá muito trabalho para reverter à situação. Devemos ter cuidado com o que fala perante as outras pessoas.

As vezes tornam-se amargo ao nosso paladar quando ouvimos palavras que aos olhos de outras pessoas parecem boas, pois elas muitas vezes agridem o nosso íntimo ou a nossa alma, imaginemos como Jó recebeu as palavras dos seus “amigos” não sabemos se eles vieram chorar com ele ou acusa-lo. As palavras deles também exaltavam a Deus e que o homem precisava evitar o pecado para ser feliz, no entanto cada palavra dos seus amigos aumentava ainda mais a sua dor, era como se uma carga maior colocassem sobre os ombros de Jó, de fato eram palavras injustas, elas tornavam mais amarga a situação de Jó, as palavras eram dirigidas a pessoa errada, ainda hoje acontece as mesmas coisas, as vezes temos que amargar palavras injustas sem que tenhamos oportunidade para nos defender, as palavras daqueles supostos amigos de Jó eram como espada que transpassava o seu coração. Para eles os sofrimentos não eram outra coisa a não ser os castigos divinos por ele ter abandonado a Deus (Jó 8:5-7). Há um Deus que julga as nossas palavras e ações, e a medida com que medirmos nos medirão também (Mt 7:1-2). Muitas vezes as nossas palavras não doem em nós quanto doem naqueles que nos dirigimos com palavras que os magoam, no entanto, um dia prestaremos contas a Deus. Irmãos tenham cuidado com as suas palavras, pois quando são ditas fora do tempo podem causar sofrimentos a nós mesmos e aos outros.

Pr. Elis Clementino


sábado, 4 de novembro de 2017

ESBOÇO 804 AS DORES DO FRACASSO

ESBOÇO 804
TEMA: AS DORES DO FRACASSO
TEXTO: SALMO 51

               O fracasso pode deixar nas pessoas sequelas que podem até durar a vida inteira, quem nunca experimentou as dores de um fracasso nada saberá dizer sobre essa experiência. Algumas pessoas que nunca vivenciaram essa experiência podem experimentá-la amanhã, e se você ainda não fracassou em algum momento, isso não significa que seja um privilégio seu, pois muitos já experimentaram e certamente saberá dizer-lhe algo sobre essa terrível experiência, saiba também que um fracasso não significa que o indivíduo continuará fracassando toda vida. Os fracassos são momentâneos, e mesmo assim você terá chances ou oportunidades para ressurgir logo após. O fracasso espiritual é perigoso e dói muito mais porque ele mexe com a sua vida devocional com Deus, e não há remédio para ele a nãos ser o perdão divino.

Fracasso
1. Derrota, a falta de êxito, o malogro, essa é uma experiência bastante ruim para qualquer indivíduo, não importando se estejam em situações privilegiadas ou não, todos finalmente estão sujeitos a experimentarem o fracasso em qualquer área da vida, seja ela nos empreendimentos, sentimental e espiritual.

2. O fracasso mexe com os nossos sentimentos, ele nos abala de tal maneira que nos sentimos fragilizados para enfrentar as outras etapas da vida, você passa a ter pressentimentos de que lutar não vale apena e assim você (acaba indo para debaixo do zimbro como fez o profeta Elias “I Rs 19:4”), essa é uma sensação horrível.

3. Para quem têm uma vida devocional com Deus às conseqüências de um fracasso vão muito mais além de um insucesso de algo que não alcançamos. Esse tipo de fracasso conduz o indivíduo ao distanciamento de Deus, se tornando o pior vazio, e uma crise existencial de maneira que ninguém pode preencher lacuna deixada por esse fracasso. O rei Davi vivenciou essa realidade quando caiu em tentação e pecou com a mulher de Urias, por isso vigiar e orar é o melhor antídoto para o pecado “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26:41).

Um descuido espiritual por custar dias e noites amargas, a experiência que Davi vivenciou foi dura e cruel, além de ter o sentimento abalado ainda sofreu as desastrosas conseqüências no seio da sua família (O pecado não vale apena). Davi recebeu uma advertência severa do seu guia espiritual Natã (2 Sm 12:1-15), no contexto Natã não estava tratando com Davi algo comum, mas grave, certamente os súditos e seus soldados conheciam a Deus, e eram estimados por ele, Natã tratou a mulher de Urias como uma só cordeirinha tomada (Tocar em alguém que é estimado (a) pelo Senhor constituí-se um perigo), por isso devemos ter cuidado porque a vida do indivíduo pode amargar dali pra frente, esse fracasso de Davi foi o pior de todos.

O pedido de misericórdia
Os sofrimentos de um fracasso podem levar o indivíduo a buscar a misericórdia divina, e, por conseguinte se arrepender e fazer a sua confissão perante Deus. No salmo 51 Davi descreve a sua situação angustiante e o pesadelo que ele vivia, as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos (Lm 3:22), o ato de reconhecer o pecado faz Deus usar de misericórdia “sentimento de dor e solidariedade com relação a alguém que sofre uma tragédia pessoal ou que caiu em desgraça; dó, compaixão, piedade

O reconhecimento é tudo o que precisamos para receber o perdão divino, Davi sentia que o pecado havia feito um grande estrago em sua vida afetando a sua própria família, e de outra maneira seria impossível resolver a situação, não ser através do perdão divino. Lançar-se aos pés do Senhor confessando a sua culpa ele certamente a usaria da sua misericórdia para com ele, todos quantos fracassarem fique certos Deus dará oportunidades para se arrependerem “aquele que confessa o seu pecado e o abandona alcançará misericórdia” (Pv 28:13b). O perdão trás reconciliação, alegria, paz e restauração, mas isso também não nos isenta de sofrermos as conseqüências daquilo que plantamos, Davi colheu o que plantou, porque a lei da semeadura é infalível. É preciso pedir a Deus misericórdia para manter a fé nas adversidades, porque a sua graça nos basta (2 Co 12:9).


Pr. Elis Clementino