terça-feira, 23 de abril de 2013

DUAS COISAS IMPORTANTES


ESBOÇO 489
TEMA: DUAS COISAS IMPORTANTES
MAIS digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas; e a graça é melhor do que a riqueza e o ouro.” Pv 22.1

Preocupamos-nos com muitas coisas nessa vida, no entanto, deixamos de dar importâncias as mais admiráveis, como o BOM NOME e a GRAÇA. Por essa razão perdem-se valores que muitas vezes são irrecuperáveis, pois, ultimamente muitas pessoas não estão preocupadas com valores morais e nem com os espirituais. Entretanto, em busca da fama e dinheiro o homem olvida outros valores mais respeitáveis. Falaremos brevemente sobre esses valores.

Reputação
Nada é mais precioso para o homem do que a sua reputação, seja ela moral ou espiritual. Sempre existiram pessoas extremamente preocupadas com a sua reputação, outras não compreendem assim, apenas dizem: não importa o que dizem de mim. A nossa conduta é observada por muitas pessoas por onde quer que passemos “este homem é um santo homem de Deus” (2 Rs 4.9). Por isso devemos ter muito cuidado “vede prudentemente como andais” (Ef 5.15). As pessoas testificam de nós se estamos bem ou não; o próprio Jesus perguntou aos seus discípulos: “o que dizem os homens que sou” ( Mt 16.13). Um episódio importante aconteceu com Samuel quando abdicava do seu cargo (I Sm 12.1-3). Observamos cinco requisitos importantes que o fizeram irrepreensível: (1) a ninguém roubou; (2) jamais se apoderou de alguma coisa de alguém; (3) a ninguém defraudou; (4) a ninguém oprimiu; (5) recusou qualquer tipo de suborno, ele foi um exemplo de vida.

A vida exemplar de Samuel foi reconhecida pelo próprio povo (I Sm 12.4,5). Se você tem algo mais importante na vida a zelar, essa seja o seu nome e a sua reputação, pois a integridade de um homem não tem preço (Pv 22:1; Ec 7:1a;Ct 1:3). A boa reputação influencia na vida espiritual, assim como a má deteriora a boa fama. Integridade significa ser inteiro, completo, reto, exato, inatacável, irrepreensível (1 Sam 9:6; 1 Sam 12:2-4; Ne 5:14,15; 1 Pe 2:15; Pv 10:9). O povo observa a nossa conduta. Ela dá testemunho de nós, muitas vezes silenciosamente, que somente será revelado no momento apropriado (II Rs 4.9). Existem atitudes na vida do homem que o depreciam, fazendo desaparecer as suas virtudes. Algumas ações como a linguagem denigrem e destroem a integridade do individuo (Ef 5:4; Pv.15:4), assim como a linguagem sã dignifica (Ef 4.29; Tt 2.7,8; Cl 4.6). Finalmente, a reputação de um homem pode ir muito longe: Salomão (II Cr 9.6); Uzias (II Cr 26.15).

Graça
É uma palavra originada do latim “gratia” que deriva de “gratus” designando um conjunto de qualidades que levam as pessoas a serem agradáveis. Essas qualidades devem estar presentes na vida de todos, independentemente de raça e religiosidade. Quando essa verdade é reconhecida se constitui uma grande virtude, por isso ela torna-se uma verdadeira riqueza.

Em algumas situações somos testados quanto a nossa honestidade sem percebermos, quando às vezes recebemos um troco a mais por aquilo que pagamos etc. Efetuei uma compra em uma loja de material eletrônico e percebi ao chegar em casa que a quantia que paguei pelo material veio grampeada com as notas fiscais, porque o próprio caixa fazia a embalagem. Ao ver, entrei em contato com a loja para que me fosse passado o número da conta, porque houve um engano, do outro lado do telefone uma voz me disse: senhor, grande é a sua honestidade! Eu respondi: pois bem, esse é um patrimônio que jamais quero perder. A honestidade é como a flor, fica bem em todo lugar.

Faça um autoexame e avalie acerca da sua reputação, ou seja, como anda a sua reputação na família, sociedade, igreja, e se aquele conjunto de qualidades agradáveis está presente em sua vida; se ainda não tem, procure construir dentro de você.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

quinta-feira, 18 de abril de 2013

NÃO PARODIE O QUE É SAGRADO



ESBOÇO 488
TEMA: NÃO PARODIE O QUE É SAGRADO
“Então, trouxeram os utensílios de ouro, que foram tirados do templo da casa de Deus, que estava em Jerusalém, e beberam neles o rei, os seus grandes, as mulheres e concubinas.” Daniel 5.3

            O ser humano tem livre arbítrio para valorizar e desvalorizar as coisas da vida, inclusive as sagradas, ou seja, as consagradas a Deus. Quando não valorizamos as coisas pertencentes à vida terrena, com certeza as perderemos. E quando se trata das coisas sagradas é muito pior, porque atingimos a santidade divina. Faremos um breve comentário sobre o banquete nefando do rei Belsazar e as consequências do seu pecado.

Desconsiderando o Sagrado
A Profanação do sagrado é muito antiga. Muitas pessoas que se dizem religiosas entraram por esse caminho; a vaidade, prepotência e o orgulho acabam desconsiderando o sagrado. A embriaguês de Belsazar levou-o a essa prática pecaminosa “Havendo Belsazar provado o vinho” (Dn 5.2). A falta de senso não permite o homem valorizar as coisas importantes da vida, principalmente o que é sagrado. As pessoas em estado de embriaguês não sabem medir as consequências daquilo que fazem. O rei Belsazar não tinha a dimensão do que poderia acontecer a partir daquela decisão, tomar vinho nos utensílios consagrados que foram deixados por Nabucodonosor “seu pai”. - Essa expressão é usada não para designar pai biológico, mas no sentido dos seus ancestrais.

Mantendo o sagrado
Não remover os limites antigos deixados pelos pais - essa é uma expressão que denota mudança naquilo que está estabelecido ou uma violação de limites. Necessariamente devemos conservar o que é importante, sejam, objetos de estimação ou coisas sagradas deixadas pelos nossos ascendentes (Dt 19.14; 27.17; Jó 24.2; Pv 22.28; 5.10). Há pessoas que não valorizam aquilo que é separado e oferecido ao Senhor, essas coisas devem ser observadas com profundo sentimento de respeito e adoração. Atualmente muitas pessoas que dizem servir a Deus, não observam essas verdades e assim violam os mandamentos do Senhor. Deus exigia santidade, tanto das ofertas quanto dos ofertantes. Os animais oferecidos teriam que ter qualidades para tal sacrifício, os sacerdotes deveriam primeiro santificar-se para adentrar no altar e oferecer a oferta (Lv 16.1-4).

A santidade sempre foi exigida a todos nos cultos de adoração, maiormente no lugar santo, onde oferecemos a Deus o melhor das nossas ofertas. Durante os cultos nos templos Salomão nos aconselhou dizendo: - “GUARDA o teu pé, quando entrares na casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal. Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; pelo que sejam poucas as tuas palavras” (Ec 5.1,2). Estar presente no culto não é cultuar e nem adorar, muitos estão no culto, mas estão fora dele, por isso a irreverência acontece, normalmente, como se nada fosse exigido da parte de Deus. Quando estivermos no culto devemos observar o que Paulo escreve aos romanos: “ROGO-VOS, pois irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1). Essa é a base para oferecermos a Deus um culto de qualidade; esse deve ser um princípio inviolável. O culto racional mencionado por Paulo é aquele que é feito com o coração, a mente e a alma. Atitudes irreverentes são vistas em muitos cristãos, como: andar, conversar, sede exagerada etc. Parece-nos que as consequências da falta de reverência só aconteciam no ato da santa ceia, como Paulo descreveu (I Co 11.17-22). No entanto, não é somente nesse ato, mas em qualquer culto oferecido a Deus; isso resulta em pessoas “fracas e doentes e muitas que dormem”. Nas escrituras encontramos muitas pessoas que profanaram o sagrado e pagaram até com suas vidas, citamos anteriormente (Dn 5.2;Nr 10.1,2; I Sm 2.12-17; 4.11-17; Dn 5.5,6,30). Portanto, tudo que o homem semear, isso ele ceifará (Gl 6.7).

Nosso corpo santuário
Após a obra expiatória do calvário Jesus passou a habitar no cristão, tornando-o templo da presença ou morada do Espírito Santo. “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (I Co 3.16,17). E sendo templo do Espírito Santo, jamais deveríamos profaná-lo.  Não existe templo tão perfeito como o do próprio corpo humano, temos um altar dentro dele. A nossa vida é o holocausto a ser oferecido nele, porquanto devemos ter cuidado para que o nosso corpo não seja entregue as paixões mundanas.
           
Amados, deixemos qualquer tipo de irreverência, principalmente na casa de Deus, lugar santo onde oferecemos os nossos sacrifícios. Deus reprova qualquer atitude irreverente dentro da sua casa, seja quem for. Jesus teve um profundo zelo pela casa do pai, expulsou os cambistas, vendedores de pombos e finalmente os negociadores (Lc 19.45-48). Sejamos reverentes, permitamos que o Senhor receba as nossas ofertas, a fim de sermos maravilhosamente abençoados por ele.

Pr. Elis Clementino


quarta-feira, 10 de abril de 2013

NÃO TEMAS


ESBOÇO 487
TEMA: NÃO TEMAS
“E dize-lhe: Acautelai-vos e aquieta-te; não temas, nem desanime o teu coração por causa desses dois pedaços de tições fumegantes; por causa do ardor da ira de Rezim e da Síria, e do filho de Remalias”. (Is 7.4)

Em todas as épocas Deus deu proteção e livramentos ao seu povo, mas é natural acontecer o temor mediante os desafios dos inimigos. Porém, para que esse temor seja aniquilado do nosso coração faz-se necessário saber que Deus é mais forte do que os nossos inimigos, ele tira o nosso medo e nos encoraja. O contexto ressalta que se levantaram os inimigos contra Jerusalém. Nada eles poderiam fazer, mas algo importante aconteceu. Proteção divina está sempre presente trazendo livramentos e vitórias para o seu povo.

Os propósitos de Deus
Jamais alguém pode destruir os propósitos de Deus; pois tudo quanto ele planejou para o seu povo não pode ser impedido. Planejar algo contra os seus escolhidos não se consolidará. Justificando, Jesus “justiça nossa” o seu povo, quem os condenará? (Jr 23.6; Rm 8.33). Sempre houve quem tentasse impedir os desígnios de Deus para com o seu povo; os homens escolhidos para realizar a vontade de Deus sofreram oposições em todas as épocas.

Os inimigos do povo de Deus
Os alvos dos nossos inimigos são todos aqueles que guardam os mandamentos do Senhor e fazem a sua vontade. Nossos opositores sabem que para destruir os propósitos de Deus basta nos tirar da presença dele, todavia, devemos saber que todos os nossos inimigos estão debaixo das ordens divinas. Mesmo sabendo que Deus estava com o seu povo, por causa da aliança entre a Síria e Efraim houve um grande temor entre o povo, e os seus corações desanimaram; embora para Deus aqueles inimigos fossem apenas “dois tições fumegantes” (Is 7.2,4), mesmo assim o coração deles se abalou.

Encorajamento
Nas escrituras há muitas lições de encorajamento. Sempre Deus tem alguém para nos encorajar; o profeta Isaías foi enviado para encorajar Acaz e pedir-lhe que: (1) tivesse cautela; (2) ficasse quieto; (3) e não temesse; (4) e não desanimasse o seu coração por causa daqueles dois tições que fumegavam (Is 7.4). Podemos lembrar também do episódio quando os inimigos de Jeosafá, rei de Judá, se levantaram contra ele, Deus usa um profeta para lhe tranquilizar usando palavras semelhantes: “Então veio o Espírito do SENHOR no meio da congregação e disse: Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a batalha não é vossa, mas de Deus. Amanhã [...] não tereis de pelejar; tomai posição, ficai parados e vede o livramento que o SENHOR vos dará,” (2 Cr 20.15-17). Deus tem um profeta para cada ocasião das nossas vidas, mas é necessário que façamos a sua vontade, e que não nos desesperemos. Não importa quem são os nossos inimigos, se grandes ou pequenos, imitemos a coragem de Josué e Calebe quando espiaram a terra. Saiba, porém, que a maneira como você encara as dificuldades é que faz toda diferença; para os outros espias os gigantes impediam a conquista (Nr 13.27-29), mas para Josué e Calebe eles não representavam nada, porque ambos sabiam que o Senhor estava do lado deles. “Então Calebe fez calar o povo perante Moisés, e disse: Subamos animosamente, e possuamo-la em herança, pois certamente prevaleceremos contra ela. Porém os homens que com ele subiram disseram: Não poderemos atacar aquele povo; é mais forte do que nós. E diante dos filhos de Israel infamaram a terra que tinha explorado, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar, é terra que devora os seus moradores. Todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura.” Nm 13: 30-32

            Não são as armas de guerras, os cavalos e nem os carros, mas a menção do nome do Senhor (Sl 20.7), “Prepara-se o cavalo para o dia da batalha, porém do Senhor vem a Vitória... (Pv 21.31). A preparação para a guerra consiste em estarmos constantemente com Deus e ter algo para iniciar a batalha. Para cada dia Deus tem uma mensagem de encorajamento: “Não temas!” Isso nos faz ver a vitória mesmo antes de começar a batalha. Os inimigos de Jerusalém não puderam contra ela, porque o Senhor era mais forte que eles. Por isso nunca desista, lute pelos seus ideais! Se você desistir, a luta acabará; mas, adiante esta vitória lhe fará falta.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE


sexta-feira, 5 de abril de 2013

10º Congresso das Senhoras em Itapissuma - PE

10º Escola Bíblica de Obreiros - Itapissuma - PE