quinta-feira, 27 de abril de 2023

ESBOÇO 1260 TEMA: HÁ FOGO ESTRANHO NO ALTAR.

ESBOÇO 1260 *
TEMA: HÁ FOGO ESTRANHO NO ALTAR.
TEXTO: LEVITICOS 10:1,2; I SAMUEL 2:12-14.
Autor: Pr. Elis Clementino.
 
Introdução:
Muitas coisas acontecem e percebemos que nelas há anormalidades, principalmente quando algo está fora de alguns padrões que foram estabelecidos. No assunto, eu desejo discorrer sobre algo importante que envolve filhos de sacerdotes, como no caso de Arão e Eli. Nesse assunto, extrairemos grandes lições, principalmente para quem deseja ou já exerce um ministério sacerdotal.
 
I. A lei sacerdotal.
Deus estabeleceu a lei sacerdotal com princípios, e todo ritual deveria estar dentro dos padrões constituídos por Deus. A lei do sacerdócio exigia santidade (Êxodo 28:1, 29, 37), de maneira que nenhum sacerdote deveria fugir desse padrão. Com a manifestação da graça, tudo mudou; não havia mais necessidade do ritual para ser oferecido pelo sacrifício. O que permanece é que o sacerdote do novo testamento tenha uma vida pautada nos princípios cristãos, pois a oferta do animal sacrificado foi abolida porque Cristo, o cordeiro do sacrifício em favor dos pecados do povo (I Coríntios 5:7). No entanto, o padrão de santidade continua para o episcopado como diáconos, presbíteros, bispos, pastores, estendendo-se a todo líder espiritual.
 
II. O altar.
O altar era o lugar aonde eram oferecidos os sacrifícios ao Senhor; esse lugar era santificado. Havia também o lugar chamado Santo dos Santos, onde ninguém podia entrar, a não ser os sacerdotes. Antes, eles deveriam fazer um ritual de purificação por si, para poder ter acesso ao lugar santo ou ao altar (Levítico 16; Hebreus 9:7). Os sacerdotes, após cumprir todo o ritual de purificação, podiam entrar. O primeiro sacerdote foi o irmão de Moisés, Arão, cujo papel do sacerdote era oferecer o sacrifício pelos pecados do povo.
 
III. Arão e seus filhos.
Arão e seus filhos foram consagrados ao sacerdócio; o livro de Êxodo dá detalhes sobre (Êxodo 28:1,4; levítico 8:2,13). Nadabe e Abiú, na sua função sacerdotal, levaram fogo estranho para o altar diante do Senhor; eles tomaram o incensário e puseram nele fogo, e puseram incenso sobre ele. Eles trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor, pelo que morreram pelo fogo que saiu do altar (Levítico 10:1,2). Eles tentaram fazer aquilo que não lhes competia; o fogo seria de Deus para o altar e não o deles.
 
IV. Os filhos de Eli.
Eli foi um dos descendentes de Arão; ele deu sequência, pois sempre um deles era sacerdote (I Crônicas 24:1-4). Eli tinha dois filhos, Hofini e Fineias, que eram sacerdotes (I Samuel 1:3), porém eles eram maus e não cumpriam os deveres sacerdotais, seus pecados eram grandes perante o Senhor (I Samuel 2:17). Eli sabia do que seus filhos andavam praticando (I Samuel 2:12-14, 22). Hofini e Fineias tomaram para si o que não lhes pertenciam, fizeram o que não deviam, eles roubavam as ofertas e isso foi muito ruim, as pessoas não tinham mais vontade de oferecer sacrifícios (I Samuel 2:12-14).
 
V. O rei Uzias e a queima de incenso.
Mediante a sua fama, Uzias se orgulhou o seu coração e achou que poderia queimar incenso no altar do Senhor. Mesmo sendo repreendido pelo sacerdote Azarias e mais oitenta sacerdotes, ele não deu ouvidos e persistiu em entrar no altar para queimar incenso. Avisado de que essa não era de sua competência, continuou.
 
VI. As consequências:
Assim como Deus puniu:
ü  Os filhos de Arão, morreram pelo fogo que saia do altar (levítico 10:1,2).
ü  Os filhos de Eli também sofreram as consequências. Deus disse a Eli que os filhos perderiam a vida (I Samuel 2:34); assim, eles foram para uma guerra dos israelitas contra os filisteus. Os israelitas perderam a guerra e os filhos de Eli morreram (I Samuel 4:10, 11).
ü  Uzias também foi contemplado pela lei da semeadura por persistir a queimar incenso no altar, o Senhor o feriu de lepra (2 Crônicas 26:16-21).
 
A lei da semeadura é para todos, Deus não faz acepção de pessoas, para Deus ninguém é tão importante que ele não possa fazer a sua cobrança (Gálatas 6:7).
 
Conclusão:
A lição que extraímos e serve de alerta hoje é para todos que exercem o sacerdócio: ninguém se atreva a fugir do padrão de santidade. Não devemos brincar com as coisas sagradas. Nadabe, Abiú, Hofini e Fineias e Uzias são exemplos suficientes para entendermos que não se brinca com as coisas santas. Há obreiros brincando de falar ou imitar línguas estranhas em tom de brincadeira, mas, se ainda estivesse em vigor a lei mosaica, muitos não chegariam nem a subir ao púlpito para pregar mentiras. A graça não mata e nem fere fisicamente, no entanto, muitos deles já estão mortos espiritualmente. Para quem perde o temor a Deus, tudo é normal; a essa altura, a mente já está cauterizada, de modo que já não permite falar as verdades bíblicas em suas pregações. Muitos Nadabe e Abiu, Hofini e Fineias estão nos púlpitos mentindo e profanando o altar.
 
Vigiemos, sejamos sóbrios, cumpramos o nosso papel sacerdotal com a vida santa no altar do Senhor. Tenha cuidado de si e da doutrina (I Timóteo 4:16).

terça-feira, 25 de abril de 2023

ESBOÇO 1259 TEMA: O QUE DEVEMOS BUSCAR PRIMEIRO?

 

ESBOÇO 1259
TEMA: O QUE DEVEMOS BUSCAR PRIMEIRO?
TEXTO: MATEUS 6:25-34

Prosperidade é um estado ou qualidade de próspero, algo que muitas pessoas desejam, porém devemos entender que a busca excessiva pela prosperidade sem refletir pode nos deixar fora do reino de Deus. Muitas vezes a visão está focada em enriquecimento de bens materiais, sem, contudo, se preocupar com o nível de espiritualidade. É sobre isso que iremos ressaltar nesse breve comentário.

I. BUSCAR PRIMEIRO O REINO DE DEUS.
Devemos em primeiro lugar meditar no que disse Jesus “Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentada” (Mt 6:33). A busca excessiva pelas coisas pode nos conduzir a caminhos que nos distanciam de Deus, como já disse, deixar fora do reino de Deus. “O que adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma” (Mc 8:36; Lc 12:19,20).

II. O MATERIALISMO.
De uma forma simples é a maneira de viver uma vida voltada para os bens, valores e prazeres materiais. O materialismo tem tomado conta da mente de muitas pessoas que se dizem religiosas, ele tem sido usado como uma doutrinação e difundida nos púlpitos de muitas igrejas cristãs. O Neopentecostalíssimo tem propagado o evangelho das facilidades, onde se exige muito de Deus e contrapartida nada para Ele. O apóstolo Paulo advertiu a igreja a não imaginar numa fantasia de prosperidade, mas exortou aos crentes que por muitos sofrimentos os importava entrar no reino de Deus (At 14:21,22). Sobre a Igreja de Esmirna o Senhor não fantasiou, mas disse: “Não temas as coisas que tens de sofrer” (Ap 2:10). Quem se obriga verbalmente a dar tudo se adorado é o Diabo, porém, Deus nunca ofereceu (Mt 4:9).

III. OLHANDO PARA A PROSPERIDADE DOS OUTROS.
Existem pessoas que olham para a prosperidade como se ela fosse tudo, há pessoas que invejam a prosperidade dos outros, na Bíblia há algumas figuras que viam para a prosperidade dos outros como:
1. Jó: olhou para as prosperidades dos ímpios (Jó 12:6).
2. Davi: viu o ímpio com grande poder espalhar-se na terra Natal (Sl 37:35).
3. Asafe, por ver a prosperidade dos ímpios seus pés quase escorrega (Sl 73:2,12).
4. Jeremias (Jr 12:1).

Não devemos tirar das pessoas a visão da busca do reino de Deus como prioridade. A prosperidade vem como consequências “As demais coisas vos serão acrescentadas” (Mt 4: 4; Mt 6:33; MT 19:26-29).

IV. OS PERIGOS DAS RIQUEZAS.
a. Esquecimento de Deus (Dt 6:10,11,12).
b. Negação de Deus (Pv 30:9).
c. Orgulho (Dn 4:30).
d. Rebelião (Dt 32:15).
e. Queda Espiritual (Sl 73:2).
f. Destruição (Pv 1:32).

V. A POBREZA.
As escrituras nos mostram que sempre existiram pessoas pobres (Jz 6:15; I RS 17:12; 2 Rs 4:1). O pobre e o rico, ambos fizeram o Senhor (Pv 22:2; Mt 24:7; Mt 26:11). Ninguém conseguirá acabar com a pobreza no mundo (Dt 15:11). Elias comeu pão de uma viúva pobre, nem por isso deixaram de serem usados por Deus (I Rs 17:13-16); Eliseu socorreu a viúva que só havia um pouco de azeite em sua casa (I Rs 4:1-7); Existiram pessoas que Deus não deu nenhuma herança, nem possessão no meio dos filhos de Israel, o próprio Senhor seria a sua herança (Nr 18:20; Sl 16:5); Cristo Mt 8:20; Mc 12:42; Paulo 2 Co 6:10; 8:9; AP 2:9).
 
VI. RIQUEZAS TERRENAS, PRESENTES DE DEUS.
(a). Deus é dono de tudo (I Cr 29:12; Ec 5:19; Os 2:8; Ag 2:8); (b). Ela dá a quem quer (Jr 27:5). (c). As bênçãos que serão lançadas do monte Gerezim “E todas essas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão (Dt 28:1-14). Existem muitas maneiras de Deus nos abençoar sem que sejam bens materiais, O Senhor pode nos abençoar com bênçãos espirituais. (d). Bens materiais, riquezas e honras são presentes de Deus para a glória do seu nome e não para a nossa glória. (e). As riquezas de Salomão, foram adquiridas pela sua obediência e oração (I RS 3:11; 2 Cr 1:11; 10: 23).

Amados, devemos ter muito cuidado para não sermos levados pelas avalanches das promessas de prosperidade. Riquezas adquiridas de qualquer maneira o seu final não é bom (Pv 20:21). “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas vos serão acrescentadas”. Essa é a maior riqueza, portanto, importa-nos com todos os sofrimentos e sem bens materiais entrar no Reino de Deus At 14:21,22). Pense nisso!

Pr Elis Clementino – prelisclementino@gmail.com

 

segunda-feira, 24 de abril de 2023

ESBOÇO 1258 TEMA: A LONGA CAMINHADA DA VIDA

 

ESBOÇO 1258
TEMA: A LONGA CAMINHADA DA VIDA.
TEXTO: I REIS 19:7,8

Durante a nossa caminhada aqui enfrentamos muitas dificuldades e grandes desafios. Muitas vezes tudo anda dando errado, mas preciso fazer alguma coisa, mas o que realmente devo fazer, o que é preciso para revigorar os ânimos para continuar lutando sem desistir? isso é tudo que um indivíduo pensa nos momentos difíceis, mas impreterivelmente ele tem que enfrentar os problemas com coragem e determinação, mas não também não é fácil.

1. QUANDO TUDO ESTÁ DANDO ERRADO.
Caminhando pela estrada da vida você sente cansaço, fome, sede e enfrenta verdadeiro desertos que jamais você pensaria em enfrentar, não é? Muitas vezes você tem tudo ao seu redor, mas continua sofrendo como quem nada tem, além disso nada preenche as lacunas deixadas pelos desgastes, embora venha apenas lembranças de ter alcançado dias bons. Infelizmente temos que entender que os dias das adversidades surgem e são muitos, e eles devem ser considerados “Quando os dias forem bons, aproveite-os bem, quando forem ruins, considere (Ec 7:14).

2. DIFICULDADES ENCONTRADAS NO DESERTO.
Moisés enfrentou a falta de água, não havia comida suficiente, guerra contra Amalequitas, problema com os irmãos, o levante dos filhos de Corá, grupos se organizaram contra Moisés, entre outros. Todos esses problemas ele teria que enfrenta-los com coragem. Não se admire quando tudo ao seu redor estiver dando certo, quando o seu barco flutua nas águas, com os ventos favoráveis, ou como se diz “de ventos em poupa”, quando o seu rosto brilha por ver o seu próprio sucesso, como era no primeiro estado de Jó, quando ele festejava com seus familiares e amigos, saiba, porém, que os dias ruins poderão chegar, você não é melhor que ninguém. Salomão disse que o tempo e o acaso pertencem a todos (Ec 9:11). Há tempo para todo propósito debaixo do céu, portanto se preparar para as adversidades é necessário, para que esteja suficientemente forte para enfrentar os dias maus “Sedes fortes e corajosos; ele fortalecerá o vosso ser, vós todos os que confiam e esperam no Senhor” (I Co 15:58ª; 16:13). Lute para superar os obstáculos que trazem os dias maus, sem nunca desistir! A travessia das adversidades depende de como você se comporta e da sua confiança em Deus, as raízes da sua fé devem estar bem solidificadas, somente assim você terá a capacidade de remover montanhas (Mt17:20). O apóstolo Paulo recomenda a todos “Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos...” (I Co 16:13,14).
 
3. NA ADVERSIDADE O QUE DEVO FAZER?
No momento em que a adversidade chegar não entrem em desespero, igual os hebreus diante do mar vermelho, para eles a conquista da liberdade do êxodo estaria perdida diante daquele mar, eles acharam que certamente morreriam ali sem uma saída. Muitas pessoas no presente estão assim, sem saída e sem perspectiva, pois é nessa hora que o desespero e a desconfiança no que Deus possa fazer toma conta do indivíduo o envolvendo como uma pele, pois é nesse momento que ele precisa revigorar as suas forças e renová-las como as águias envelhecidas em busca de renovo, ela só encontrará no alto “Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, subirão com assas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão, e não se fadigarão” (Is 40:31).

4. REVIGORANDO AS FORÇAS.
Revigore as suas forças para encarar a dura realidade na confiança de que não estais sozinho (a) “Quando passares pelas águas estarei contigo, quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem chamas arderá em ti” (Is 43:2), essas promessas de Deus para o seu povo sempre foram motivos para nos animar, essa é a garantia de que ele não falha e está no controle das nossas vidas, as promessas através de Cristo estão firmes e alcançaremos, pois esse foi o entendimento de Paulo “pois, tantas quantas forem as promessas de Deus, todas têm em Cristo o “sim”. Por isso, por intermédio dele, o “amém” é proclamado por nós para a glória de Deus” (2 Co 1:20). “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo e muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que opera em nós.” (Ef 3:20).

Amados, não se curvem mediante as circunstancias por piores que sejam como fez o profeta Elias, tudo parecia se resumir apenas debaixo de um zimbro e pedir a morte (I Rs 19:4,5). Muitas vezes você pensa como Elias que tudo acabara ali, no entanto ainda há muitas coisas para você realizar dentro dos planos de Deus, deixa ele tratar das circunstancias que te rodeiam, talvez você ache que que a sua esperança já tenha ido embora, ou esteja como uma raiz numa terra seca, no entanto ela se revigora quando você busca a Deus em oração.  Há uma frase bem conhecida entre os povos “A esperança é a ultima que morre”, muito pelo contrário, a esperança do crente em Deus vai muito mais além de uma simples expectativa (Jó 14:7-9). A esperança deve está em ação, mesmo que as adversidades lhes sobrevenham, perder a perspectiva em algo é retroceder na caminha em direção ao sucesso. A sua fé é o combustível que lhe faz caminhar em direção a vitória, peça sabedoria a Deus para administrar bem os dias amargos durante a caminhada da vida.

Pr. Elis Clementino – elisclementinodasilva@hotmail.com

ESBOÇO 1257 A VITÓRIA DE JOSAFÁ

 

ESBOÇO 1257
TEMA: A VITÓRIA DE JOSAFÁ.

Então, voltaram todos os homens de Judá e Jerusalém, e Josafá, à frente deles, para irem a Jerusalém com alegria, porque o SENHOR os alegrara acerca dos seus inimigos” (2 Cr 20.27).

Ninguém está isento de ter inimigos, pois eles surgem às vezes de coisas fúteis e até por pequenos conflitos, ou seja, desde uma pequena desavença a uma guerra. Uma inimizade pode trazer consequências graves, principalmente quando se trata de países. O que discorreremos nesse assunto é como se deu a vitória de Josafá naquela ocasião.

I. CONTEXTO.
Josafá rei de Judá foi desafiado pelos seus inimigos, porém ele temeu por ser seus inimigos numerosos (2 Cr 20:3), o rei não teve outra saída a não ser busca socorro do Senhor, ele pregoou um jejum para todo Judá, pois o confronto era inevitável (2 Cr 20:4-5). Quando as coisas se complicam para o nosso lado e não temos condições de superar só há uma alternativa “buscar o Senhor”. Josafá reinou vinte e cinco anos de 873 – 849 aC. (2 Cr 20:31). Josafá estava focado em buscar o Senhor.

Entendemos que cada situação deve-se ter uma maneira de agir, dependendo do oponente, pois cada inimigo tem as suas estratégias para confrontar, intimidar e gerar medo, é exatamente nesse momento que necessitamos de comedimento, força, coragem e determinação antes de agir, além disso deve-se estudar qual a estratégia usada pelo inimigo e não desviar dele o foco (Ne 6.3).

II. QUEM ERAM OS INIMIGOS DE JOSAFÁ?
Muitas vezes conhecemos os nossos inimigos, porém não conhecemos as suas estratégias, os moabitas e os Amonitas, e juntamente com eles uma grande multidão, diante dessa situação Josafá temeu, o medo se instalou no seu coração, isso é normal em todo ser humano, porém antes de tomar qualquer posição contra os seus inimigos ele buscou primeiramente ao Senhor. O medo foi proveitoso, porque o motivou a buscar a Deus. Geralmente só buscamos ao Senhor nos momentos mais difíceis (Sl 83.16,18; At 17.27), quando a situação parece fugir do nosso controle. As dificuldades que enfrentamos muitas vezes nos levam a tomar atitudes que agradam a Deus (Jn 1.12).

III. PARA CADA REAÇÃO, UMA AÇÃO.
A maneira como Josafá reagiu foi a mais acertada, buscar ao Senhor. Procurar esse tipo de ajuda em tempos difíceis é querer vencer (2 Cr 20.12), realmente essa foi uma atitude corajosa. A nossa reação deve ser com ações de coragem e não de covardia (2 Tm 1.7). O profeta Elias fez o inverso de Josafá (I Rs 19.3; Ec 10.4), ao invés de reunir forças e ter calma (Ec 10.4). Uma atitude corajosa faz parte da estratégia de quem quer ser vitorioso.


IV. A ORAÇÃO DE JOSAFÁ.
Josafá fundamentou a sua oração e confiança em Deus, em cinco verdades principais: (1) Que Deus tinha o poder sobre todas as pessoas e todas as situações (vv. 6,7); (2) Deus tinha sido fiel ao seu povo, no passado e no presente (vv7-9); (3) E que o povo de Deus sofreria derrota sem ele (v 12); (4) Que as promessas de Deus eram um fundamento sólido para a fé (vv 14-17,20); (5) Que a presença ativa de Deus entre o seu povo resultaria em livramento e vitória (v 17). (Bíblia de Estudo Pentecostal.

O que nos leva a buscar o socorro do Senhor são as impossibilidades de vencermos sozinhos os inimigos que nos rodeiam (2 Cr 32.19-22; Sl 3.1-4), com a presença de Deus não temeremos por mais numerosos que sejam (Sl 27.3; 2 Sm 22.30), ainda que estejamos no vale da sombra da morte não devemos temer (Sl 23.4). Deus não permite que sejamos derrotados e reduzidos ao pó (Is 54.17).

V. RESULTADO DA ORAÇÃO.
A revelação de Deus foi extraordinária, a única maneira de ver a manifestação divina em nosso meio é através da oração e consagração (At 13.2,3). Muitas vezes o Senhor quer nos falar, mas é necessário que ele gere um motivo para nos dizer algo que necessitamos ouvir. A oração resultou em encorajamento da parte de Deus através de Jaaziel, um levita que estava mo meio da congregação, parece ter sido momento único porque não há registro sobre esse profeta que através do Espírito do Senhor encorajou o rei de Judá, entretanto devemos reconhecer que só haverá avivamento e encorajamento da parte de Deus se o buscarmos por meio da oração (2 Cr 20.14; At 4.31,33).

A mensagem profética foi decisiva naquele momento, inclusive mostrando todas as trajetórias e pormenores para a peleja ser vitoriosa “aleluia” (2 Cr 20.15-16). O Senhor disse a Josafá a peleja é minha (Cr 20.17; Ex 14.14; 15.3), após ser ele encorajado passou a encorajar o povo para a guerra, precisamos crer no Senhor para estarmos seguros (2 Cr 20.20; Pv 29.25), louvar a Deus faz parte da estratégia para a vitória (2 Cr 20.18). Josafá encorajado organizou a marcha da seguinte forma: Cantores para louvarem ao Senhor saindo á frente dos armados, porque as estratégias de Deus são diferentes das nossas, ele se utiliza de coisas simples para confundir as que são (I Co 1.27,28) para que ninguém se glorie (I Co 1.29) “Ele é quem dá vitória ao rei...” (Sl 33.16,17; 144.10; Pv 21.31).

Quando a nossa confiança é depositada em Deus, ela nos leva ao caminho da vitória. Essa confiança deve ser permanente em todas as circunstancias até o fim. Deus quer sempre nos ajudar nas batalhas, mas precisamos nos organizar espiritualmente tomando o caminho da oração e jejum como fez Josafá naqueles dias. A vitória foi certa (2 Cr 20.23-25) e após essa vitória ele se reuniu no vale de Beraca “benção” aonde Jeosafá se reuniu para agradecer a Deus e depois marcha para Jerusalém cantando e tocando os seus instrumentos (2 Cr 20.26-30). Deus ainda é o mesmo, da maneira que ele deu vitória ao rei, nos dará também, porque nEle não há mudanças nem variações e sempre que clamarmos nos ouvirá (Sl 34.15).

Buscar-me-eis e me achareis quando buscardes de todo o vosso coração” Jr 29.13.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@gmail.com

sábado, 22 de abril de 2023

ESBOÇO 1256 TEMA: OS CAMINHOS DOS ÍMPIOS E DOS JUSTOS.

 

ESBOÇO 1256
TEMA: OS CAMINHOS DOS ÍMPIOS E DOS JUSTOS.
TEXTO: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. O caminho dos ímpios é como a escuridão; nem sabem em que tropeçam” PROVÉRBIOS 4:18-19
 
A Bíblia apresenta as diferenças entre o caminho dos ímpios e o caminho dos justos, ambos os caminhos são escolhidos pelo próprio homem. Deus deu ao homem o livre arbítrio para ele fazer essa escolha. Falarei nesse assunto sobre esses dois caminhos.

1. CAMINHOS.
Todo homem deve levar em consideração que os caminhos que ele escolher tem seus resultados. Deus pela sua bondade permite que o homem decida sobre qual caminho escolher, porém Deus indica qual o melhor caminho a escolher (Dt 30:15,19), entretanto o homem não pode culpar Deus pelos resultados, a não ser dele mesmo “De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados” (Lm 3:39). A lei da livre escolha faz parte do amor divino para com o homem, pois o amor faz é um dos itens da essência divina “Deus é amor” (I Jo 4:7,8). 

2. O CAMINHO DOS ÍMPIOS.
Salomão definiu o caminho dos ímpios como um caminho perverso e de trevas, os ímpios não sabem em que tropeçam, o próprio Jesus falou que quem anda dia não tropeça porque vê a luz deste mundo (Jo 11:9), embora de maneira indireta ele se referisse ao espiritual. Nas trevas o ímpio não tem noção do que há pela frente, além disso o seu caminho é abominável ao Senhor (Pv 4:19; 21:8; 15:9). Salomão disse que até a lavoura do ímpio é pecado (Pv 21:4). O ímpio será destruído pela sua própria maldade (Sl 34:21; Pv 2:22), se ele não se converter ao Senhor certamente prestará no juízo divino, todos serão julgados até pelas suas palavras (Ec 12:14; I Pe 4:5). O ímpio constrói o seu edifício sobre a areia (Mt 7:26-27).

3. O CAMINHO DOS JUSTOS.
O caminho do justo é diferente do caminho dos ímpios, o caminho do justo vai sendo iluminado pelo Senhor, por isso ele se aprimora a cada dia que passa (Pv 4:18). A palavra é a luz que alumia o caminho do justo (Sl 119:105). João apresenta a palavra como a verdadeira luz (Jo 1:9); Jesus afirma “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8:12). Quem anda nessa luz não anda em trevas, o seu caminho será plano e a sua obra é reta perante o Senhor, pois ele pesa o seu andar (Pv 21:8; Is 26:7). O Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho do ímpio perecerá (Sl 1:4-6). O Justo constrói o seu edifício sobre a rocha (Mt 7:24-25).

4. AS BEM-AVENTURANÇAS DO JUSTO.
O Justo é bem-aventurado, por ele não se deter nos caminhos dos pecadores, ele tem prazer na lei do Senhor e por isso ele prospera (Sl 1:1-3). O Senhor ama o justo (Sl 146:8,9), e quem anda no caminho reto habita com Deus (Sl 101:6), a sua família será abençoada (Sl 128), essa é uma das grandes vantagens que tem o justo em comparação aos ímpios.

                Amados, devemos trilhar pelo caminho da justiça, fugir de tudo aquilo que é desagradável a Deus (I Tm 6:11), pois o que segue a justiça e a bondade achará a vida (Pv 21:21). Procuremos andar dignamente, fugindo dos desejos nocivos a nossa fé (2 Tm 2:22) “para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus; corroborados em toda a fortaleza, segundo a força da sua glória, em toda a paciência e longanimidade, com gozo, dando graças a Deus Pai, que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz” (Cl 1:10-12). Andemos no caminho do Senhor, sem nos desviar nem para a direita e nem para a esquerda (Dt 28:14; Js 1:7; Pv 4:27), essa é a única maneira de aperfeiçoar os nossos caminhos.

Pr. Elis Clementino -prelisclementino@gmail.com

terça-feira, 18 de abril de 2023

ESBOÇO 1255 TEMA: O PODER DA ORAÇÃO

 

ESBOÇO 1255
TEMA: O PODER DA ORAÇÃO.
TEXTO: Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grande e firmes que não sabes. JEREMIAS 33:3

A expressão clamar e invocar ao Senhor se caracteriza uma oração. Desde a antiguidade os homens se dirigem a Deus em orações, pois ela é o único caminho para falar com Deus na certeza de que ele nos ouça, ele é capaz de responder-nos o que lhe pedirmos em oração.

I. AS PRIMEIRAS ORAÇÕES.
Adão e Eva, foram os primeiros a ter experiência com Deus. Ao dar à luz a Caim, Eva fez uma grande declaração “Alcancei do Senhor um homem” (Gn 4:1), posteriormente nasceu Abel, observa-se que havia reconhecimento sobre os feitos do Senhor naquela primeira família. O temor ao Senhor foi passado para seus filhos e eles começaram a adora-lo com as suas ofertas (Gn 4:3,4). As orações foram sendo feitas, e por conseguinte as gerações seguintes deram continuidade como Enoque, Noé, Abraão, Moisés e tanto outros que invocaram o nome do Senhor.

II. ORAÇÃO
A oração é o meio pelo qual o homem se comunica com Deus, as orações eram feitas segundo a necessidade de cada um, não existe uma regra ou metodologia para se fazer orações, a não ser a oração do “Pai nosso” que Jesus ensinou a seus discípulos (Mt 6:9-13). Há várias maneiras de orar, também não regras quanto a posição, o indivíduo escolhe a maneira, uns se ajoelham, outros oram em pé e outros deitado, no entanto, o que mais importa é a oração. A oração é uma via de mão dupla, você ora e Deus responde (Sl 34:6). Deus não aceita qualquer oração “Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecador; mas, se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve” (Jo 9:31). A oração tem poder de mudar situações.

III. A ORAÇÕES INTERCESSÓRIAS.
Não haveria razão para continuar orando se essas pessoas não tivessem tido respostas das suas orações, destacamos aqui Abraão, ele gozou de uma profunda intimidade com Deus, além disso ele foi considerado “amigo de Deus” (Tg 2:23). A fidelidade de Deus para com Abraão era de tal forma que Deus nada ocultaria dele “Ocultarei eu a Abraão o que faço?”. A maior prova disso foi a intercessão de Abrão sobre Ló (Gn 18:17-32), que bela intimidade! Há momentos, os mais íntimos vivenciamos através da oração a presença de Deus, a gente fala e ele responde no mais íntimo do coração, você chora, glorifica, isso numa linguagem muito simples, pois significa derramar a alma perante o Senhor, são os melhores momentos, quem nunca experimentou?
 
IV. REVELAÇÕES ATRAVES DAS ORAÇÕES
É através das orações são revelados grandes mistérios divinos, ela nos dá abra uma janela que acesso ao mundo espiritual, aquilo que os olhos não conseguem ver. Na Bíblia muitos reis, profetas e servos buscaram a Deus em oração nos momentos mais difíceis e conseguiram vitórias e grandes revelações, podemos citar alguns personagens, Abrão, Moisés, Elias, Eliseu, o rei Josafá, Daniel e tantos outros, a esses Deus revelara meios pelos quais venceram grandes batalhas.

V. A ORAÇÃO DA FÉ.
Através da fé nos dirigimos a Deus em oração expondo as nossas necessidades, entretanto, Deus não nos deixa sem respostas (Jr 33:3; Dn 10:12), ele está atento ao clamor do justo (Sl 34:15; I Pe 3:12). Quando a oração nasce do mais profundo da alma, acompanhada com a inspiração do Espírito Santo de Deus, essa não é uma oração comum, ela vai mais além do que imaginamos, porque essa oração nasce sob pressão, desespero, angústia e aflição, e o Espirito Santo nos ajuda como devemos pedir (Rm 8:26-27). A oração de Ana nasceu do mais profundo da alma que segredava os lábios em busca de uma saída para a sua humilhação (I Sm 1:13).

A oração feita por um justo é atendida, em relação ao tempo depende da sua oração, Jabes fez uma pequena oração “Porque Jabes invocou o Deus de Israel dizendo: Se me abençoares muitíssimo, e meus termos ampliares, e a tua mão for comigo, e fizeres que do mal não seja afligido! E Deus lhe concedeu o que lhe havia pedido (I Cr 4:10). Amados o que aprendemos com a oração de Jabes? É que Deus quer nos abençoar e não sabemos como convém pedir, pedimos mal (Tg 4:3). A oração do justo pode muito seus efeitos, mas é preciso saber pedir (Tg 5:15-17). Davi disse: clamou este pobre e o Senhor o salvou te todos seus temores (Sl 34:7-6-7,18).  Busquemos ao Senhor enquanto se pode achar, invocai o enquanto está perto (Is 55:6-7). Lancemos sobre ele as nossas ansiedades, porque ele tem cuidado de vós (I Pe 5:7).

Pr. Elis Clementino -prelisclementino@hotmail.com

domingo, 16 de abril de 2023

ESBOÇO 1254 TEMA: JESUS, O INTERCEDE POR PEDRO.

 

ESBOÇO 1254
TEMA: JESUS, O INTERCEDE POR PEDRO.
TEXTO: LUCAS 22:31

Desde o início da humanidade que Deus cuida daqueles que se dispõem a servi-lo, ele sempre demonstrou o seu cuidado e proteção de geração em geração. enfatizarei neste assunto a intercessão de Jesus a favor de Pedro.

I. PEDRO, UM CORAJOSO DESMEDIDO.
Pedro e seu irmão André foram os primeiros discípulos chamados para compor o ministério de Jesus (Mt 4:18). Pedro era um homem rude, mas prestativo, além disso, corajoso e sanguíneo, ou seja, de temperamento forte, em uma linguagem figurada, ele era aquele tipo de homem que não levava desaforo para casa, ele era muitas vezes desmedido em suas ações e palavras (Lc 22:33).

II. QUEM É O MAIOR?
Na comemoração da páscoa essa seria a última reunião com seus discípulos, Jesus já sabia que Judas estava se preparando para entrega-lo aos romanos, porém naquela ocasião houve um discursão entre os discípulos, eles perguntavam entre si; quem haverá de fazer isso com o mestre? (Lc 22:23), e ao mesmo tempo já começaram a cogitar quem seria o maior sobre eles, vejam que rumo tomou a conversa entre eles (Lc 22:24). O homem sempre teve a pretensão de ser líder, por isso em algumas ocasiões os discípulos discutiram para saber quem seria o líder entre eles, no entanto Jesus sabia que havia esse desejo entre eles, nesse momento o mestre aplicou-lhes mais uma lição dizendo: “Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que tem autoridade sobre eles são chamados de benfeitores. Mas não sereis assim; antes o maior entre vós seja como o menor; quem governa como quem serve. Pois qual é o maior: quem está à mesa, ou quem serve? Porventura não é quem está à mesa? Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve” (Lc 22:25:27).

III. PEDRO É AVISADO.
O Senhor avisa a Pedro o que satanás queria fazer com ele, não se sabe em que momento satanás pediu para cirandar com Pedro como se peneira trigo. Satanás sabia da disposição de Pedro e o cuidado que ele tinha pelo seu mestre, apesar de ser um homem rude, mas estava pronto para servir e defender o seu mestre, pode ser que por causa dessa coragem de Pedro satanás quis se aproveitar, pois Pedro ainda não sabia controlar seus impulsos, mais também ele não sabia que o diabo estava querendo cirandar com ele, na verdade nunca sabemos o que satanás planeja contra nós, a não ser que o Senhor nos revele como revelou a Pedro (Lc 22:31). O diabo sempre nos cercou afim de nos destruir, ele anda rugindo como um leão procurando alguém para devorar, mas devemos resisti-lo (I Pe 5:8,9; Tg 4:7), não dando lugar a ele (Ef 4:27), resistindo e combatendo sempre (Ef 6:11; I Tm 1:18).

IV. A INTERCESSÃO.
Sabendo Jesus que o diabo queria cirandar com disse a Pedro: eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça, não somente a Pedro, todavia, nós também contamos com essa proteção divina. Algumas coisas na vida de Pedro tinham que mudar, e para isso passou por alguns processos até que viesse o verdadeiro quebrantamento e conversão, as vezes é necessário algo mais que a conversão, a confirmação na convivência entre irmãos (Lc 22:32).

Pedro parece não entender o quanto ele era frágil e disse: Senhor, estou pronto a ir contigo até à prisão e à morte (Lc 22:33), mas o mestre lhe disse: Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo antes que três vezes negues que me conhece (Lc 22:34), Pedro não era tão forte quanto pensava. Muitas vezes a nossa auto confiança nos dá uma falsa sensação de segurança. Pedro não podia provar do mesmo cálice que o seu mestre iria provar naquela noite, no entanto, a intensão de Pedro era proteger o mestre, porém nada ele poderia fazer.

O mestre foi preso naquela mesma noite, e Pedro é indagado e negou conhecer o seu mestre, negando três vezes, o galo cantou. Quantas vezes negamos o mestre sem que alguém nos interrogue? As nossas ações demonstram quanto o negamos, mas o galo da consciência nos adverte sempre quando erramos, não é? quando Pedro cai na real já era tarde, ele já havia negado aquele que ele jurava proteger.

                Amados, nós não somos tão fortes quanto pensamos. Quantas vezes agimos como os discípulos que desejavam ser líder, usar também as mesmas atitudes de Pedro com a sua coragem desmedida. Cuidado! o diabo não respeita posições e nem títulos, porém se revista das armaduras de Deus e resisti-lo o inimigo usando as armas apropriadas para a peleja (Ef 6:10-20). Amados, Jesus é o nosso advogado fiel (I Jo 2:1)

Pr. Elis Clementino –prelisclementino@hotmail.com

sexta-feira, 14 de abril de 2023

ESBOÇO 1253 TEMA: ANDA NA MINHA PRESENÇA E SER PERFEITO.

 

ESBOÇO 1253
TEMA: ANDA NA MINHA PRESENÇA E SER PERFEITO.
TEXTO: “Sendo, pois, Abrão de idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda na minha presença e ser perfeito” GENESIS 17:1.

Deus é um ser perfeito, e do homem ele exige perfeição em todos os aspectos da sua vida, seja na conduta moral, espiritual, ou em algo que ele realize. A perfeição existe, cujo autor é o próprio Deus, ele fez o homem perfeito (Ec 7:29), embora o homem não possa voltar ao estado original de perfeição e de santidade que tinha antes da queda, porém, Deus continua exigindo dele santidade.

1. A PERFEIÇÃO.
Perfeição é aquilo que é perfeito, sem defeito e puro, embora o homem esteja longe de uma perfeição plena devido a sua natureza pecaminosa, portanto a lei moral de Deus exija do homem, tanto na esfera moral, quanto espiritual.

2. A PERFEIÇÃO É EXIGIDA POR DEUS.
Abrão tinha noventa e nove anos, quase a metade do que ele viveu quando o Senhor disse para ele “anda na minha presença e ser perfeito” (Gn 25:7,8). Andar aqui se refere viver em obediência e comunhão com o Senhor. Para Deus não importa a idade, contudo, a conduta, a fidelidade e a santidade são os desejos de Deus para conosco, andemos, pois, em santidade e justiça perante ele todos os dias (Lc 1:75). Vivemos o período da graça, e através dela as misericórdias de Deus nos garantem a oportunidade de nos aperfeiçoar, se ele exige é porque ele dá as condições, e essas são através do evangelho, e por meio dele o processo de regeneração, esse procedimento divino ocorre mediante o aprendizado da palavra de Deus, pois é um método pelo qual o homem se aperfeiçoa como a luz do sol (Pv 4:18).

Ninguém se julgue perfeito, ter uma vida de santidade nunca deve ser motivo de orgulho humano, ou seja, para que ele se ufane tomando a glória para si. A santidade é obtida com sacrifício do próprio corpo, ou seja, a renúncia das suas vontades. Jesus disse: quem quiser me seguir negue-se a si mesmo, tome a minha cruz e siga-me (Lc 9:23-25), o apóstolo Paulo também disse aos cristãos de Coríntios “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser reprovado (I Co 9:27). A negação do eu significa em não fazer as nossas vontades, porém isso resulta em muitos sofrimentos, aí, é quando se trava uma batalha espiritual dentro de nós, o Espirito combate contra a carne (Gl 5:16-17; Rm 7:15, 23; 8:5). É muita luta, só que essa luta travada não se vence com armas carnais (2 Co 10:4,5), Paulo também descreve aos crentes de Éfeso quais as armas que teremos que lutar (Ef 6:10-17), essa é a nossa verdadeira batalha. Deus não iria exigir algo como perfeição ou mesmo um fardo sem que o homem tivesse condições de carregar (I Co 10:13). O processo de santificação é uma batalha.

                Portanto, estamos vivendo dias difíceis e de muitas lutas, mesmo assim, por meio do evangelho Deus nos dá condições para que aperfeiçoemos as nossas vidas através de Cristo. O evangelho trás mudanças significativas na vida daqueles que nascem de novo, esse é um novo ponto de partida, ou recomeço de uma vida com Deus (Jo 3:3). A nossa luta continua em busca do aperfeiçoamento em todos os aspectos da vida, pois a palavra de Deus gera em nós uma nova vida (2 Co 5:17). Atualmente, Deus continua exigindo de nós “anda na minha presença e se perfeito”, seja moço ou velhos, a todos são exigidos a santificação, ela se estabelece através da separação do pecado, a única causa da separação entre Deus e o homem (Rm 3:23).

Se uma pessoa não alcançar mudanças significativas em sua vida através do evangelho, certamente está fora dele, pois quem está em Cristo nova criatura é (2 Co 5:17).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

quarta-feira, 5 de abril de 2023

ESBOÇO 1252 TEMA: BATISMO

 ESBOÇO 1252
TEMA: BATISMO.
TEXTO: MARCOS 1:3-5; MATEUS 3:6

A doutrina do batismo é uma das mais importante na bíblia, principalmente para os cristãos, as pessoas que se convertiam ao cristianismo eram batizadas nas águas, esse ato comprovaria a confissão de fé daqueles que aceitavam o evangelho de Jesus Cristo como seu salvador (At 8:26-39). Nesse comentário falarei sucintamente sobre a forma bíblica de batizar e também sobre o batismo de crianças.

BATISMO.
Esse nome se refere a um ritual que submetiam as pessoas que se convertiam ao judaísmo. João Batista pregou o arrependimento e em seguida as pessoas arrependidas se submetiam ao ato da purificação através do batismo nas águas (Mt 3:5-7). O batismo de João fazia parte da preparação do ministério de Jesus, ele foi capaz de prever conforme (Mt 3:11), posteriormente Jesus foi ter com João para ser batizado pelo batismo de João (Mt 3:13). O batismo no cristianismo é um testemunho e confissão de fé, ele é um dos maiores símbolos de mudança, é ressurgir das águas, é morrer para o mundo e viver para Deus. A pessoas são batizadas em o nome de Jesus (At 2:38).

FORMA BÍBLICA DE BATIZAR
Como dissemos anteriormente, o ato de batizar é antigo, e sempre considerado um ato de purificação. Os cristãos primitivos eram batizados pelos discípulos dando sequência ao batismo de João Batista, pelo qual o próprio Jesus foi batizado. Dos crentes convertidos em Samaria (At 8:12); O eunuco em Etíope (At 8:35-39); Saulo de Tarso (At 9:19); Lídia de Tiatira (At 16:15); O carcereiro de Filipos e sua família (At 16:33); dos crentes de Corinto (At 18:8); dos discípulos em Éfeso (At 19:5). Nestas citações observamos como era realizada a cerimônia batismal, para o ato batismal era necessário água em abundância (At 8:36), leve em consideração que se o batismo fosse apenas por aspersão, João Batista não teria ido a Salim (Jo 3:23) onde havia muitas águas, tanto o batizando com o celebrante desciam as águas (Mt 3:16; At 8:39), se saiam das águas era porque haviam entrado, no batismo por imersão ambos descem as águas. O batismo se dava imediatamente após a conversão (At 16:14-15,33), o mesmo acontece com Lídia e o carcereiro de Filipos.

REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA SER BATIZADO.
Para que uma pessoa fosse batizada eram necessários três elementos indispensáveis para que ele fosse realizado (1) Crer; (2) Arrepender-se; (3) Aceitar seguir a Cristo. Até a presente data muitas igrejas cristãs exigem esses requisitos para que o convertido seja batizado em o nome de Jesus. Algumas pessoas afirmam que o batismo deve ser em água corrente, mas isso não é bem assim, o batismo pode ser realizado desde que haja água suficiente para que aconteça a imersão, ele pode ser realizado no mar, no rio, num lago ou em tanque batismal.

MODO DE BATIZAR
O cristão deve ser deitado de costas para as águas, o crente testemunhará publicamente como falei anteriormente ser “um testemunho público” na presença de todos, também a conscientização da importância do ato, sempre enfatizando que simboliza morrer para o pecado e o mundo e viver para Deus. Esse ato é a morte da velha natureza ou do velho homem, isso evidencia uma regeneração absoluta (I Co 5:17). Alguém pode perguntar de onde João tirou a ideia de batizar nas águas se no AT não havia essa prática? O batismo com água no antigo testamento era um ato de purificação, isso era feito através da aspersão de água.

BATISMO DE CRIANÇAS É BÍBLICO?
Não! Porque o batismo é um ato de fé e deve ser feito após a conversão ao evangelho, é nascer de novo, uma prova de arrependimento, cada pessoa é responsável pelos seus atos, no entanto as crianças não são responsáveis pelos seus atos, além disso, são ingênuas, ou seja, sem nenhuma maldade, são humildes ou desprovida de ambição, a prova da sua inocência foi dada por Jesus ao por uma criança no meio dos discípulos (Mt 18:19).

Amados o batismo é para todos quando se convertem ao evangelho e desejam fazer parte da comunhão com os irmãos, há muitos que se recusam a ser batizados, mas se é para ser discípulo de Cristo que seja por completo aceitando e submetendo-se ao batismo. Para os que são batizados nas águas esse ato causa uma profunda alegria, é uma confirmação da obra de Cristo.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

sábado, 1 de abril de 2023

ESBOÇO 1251 TEMA: O PODER DAS PALAVRAS

 

ESBOÇO 1251
TEMA: O PODER DAS PALAVRAS
TEXTO: MATEUS 12:36-37

As nossas palavras são meios pelos quais nos comunicamos com as outras pessoas, esse jeito de nos comunicar originou-se de Deus, por ser o homem uma criatura especial. É através das palavras que expomos as nossas vontades e sentimentos. Veremos neste assunto o poder das nossas palavra e o que elas podem causar nas pessoas.

I. O PODER DAS PALAVRAS.
1. As palavras podem causar efeitos em nossa mente, nos nossos relacionamentos, dependendo da forma como ela é expressa e aceita, elas podem influenciar na nossa estrutura emocional e espiritual, por isso precisamos ter muito cuidado com as nossas palavras.

2. Conforme o nosso nível espiritual as nossas palavras podem vir carregadas de iras e influenciadas pelo mal, podendo causar infortúnios ou maldições nas pessoas, elas também podem vir carregadas de coisas boas advindas de Deus para os nossos corações e abençoarmos as pessoas. Na bíblia temos vários exemplos de pais que amaldiçoaram e outros que abençoaram seus filhos, assim, as pessoas tem a capacidade, tanto de amaldiçoar quanto abençoar, pessoas e coisas.

3. As maldições são expressas através das palavras imprecatórias, palavras que lançam maldições, desgraças, ou seja, as conhecidas pragas. Há alguns Salmos que expressam imprecações, mas apenas destacaremos dois (Sl 58:6; 59:13), nesses Salmos as pessoas rogam o castigo divino sobre seus inimigos. As imprecações nem sempre aconteciam, principalmente quando eram dirigidas ao povo de Deus. Balaão foi contratado para amaldiçoar o povo de Deus e não pode (Nr 22: 2,10-26; Sl 91:10,11), embora na lei de Moisés o mal seria pago com o mal, ou seja, dente por dente, olho por olho (Ex 21:24). Não se deixem ser influenciado pelos Salmos imprecatórios, ou seja,  “Não deixe que os Salmos imprecatórios moldem a sua ira”.

4. As nossas palavras podem fechar e abrir portas, dependendo de como às verbalizamos, por isso as nossas palavras devem ser comedidas antes de ser verbalizadas ou ditas (Pv 29:20; Tg 1:19). A voz do tolo é conhecida pela multidão de suas palavras (Ec 5:1-7).

II. AS PALAVRAS DESCREVEM O QUE HÁ NO CORAÇÃO.
O que há em nossos corações são conhecidos através das nossas palavras e ações (Pv 16:23-24; 18:21; Mt 12:37). Os escribas e fariseus questionavam por não verem os discípulos lavarem as mãos, porém Jesus mostrou-lhes dizendo: “O que sai do homem isso contamina o homem. Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as formicações, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem (Mc 7:20-23). O maior problema não era o que dizia a tradição “lavar as mãos”, havia algo muito mais grave, a impureza do coração.

III. AS PALAVRAS PODEM EXERCER INFLUÊNCIA NO SOBRENATURAL.
As palavras podem influenciar na natureza e no sobrenatural. Na antiguidade houve profetas que influenciaram na natureza através das suas palavras, entre eles estão, Elias e Eliseu. Jesus passou por uma figueira e não encontrou figos e a amaldiçoou (Mc 11:12-33), no entanto, duas coisas eu entendo nesse texto, o poder das palavras e o poder da fé. Conforme a fé, as nossas palavras podem realizar grandes milagres, ao voltar de viagem pelo mesmo caminho, os discípulos viram que a figueira havia secado, eles ficaram admirados, mas aí houve a oportunidade de Jesus dar-lhes uma importante lição sobre o poder das palavras e o da fé dizendo: “Porque a fé que você tem é pequena. Eu asseguro que, se vocês tiverem fé como um grão de mostarda, poderão dizer a este monte: Vá daqui para lá, e ele irá. Nada será impossível para vocês” (Mt 17:20). Muitos milagres foram realizados também pelos apóstolos Pedro, João e Paulo, através da palavra e da fé.

IV. AS PALAVRAS PODEM INCENDIAR UM BOSQUE.
Quão poderosas são as nossas palavras. Eu falei anteriormente que precisamos ponderar as nossas palavras, pois, elas são tão poderosas e capazes de incendiar um bosque. O apóstolo Tiago descreveu muito bem o que a língua é capaz (Tg 3:1-18), é uma grande lição para nós cristãos, não há em nós duas fontes, uma de água doce e outra de água salgada. As nossas palavras podem nos tirar o sono, a paz e levar até a morte através do poder da língua, é logico que a língua é um membro que forma os sons que correspondem a fala, cuidado para não falar demais (Pv 18:21).

                Amados, as nossas palavras tem poder e depois e depois de verbalizadas não tem como voltar, palavras ditas jamais apagadas, principalmente quando são propagadas como mal notícias. Sejamos sensatos e cautelosos na nossa maneira de se expressar de forma verbal, porque não sabemos qual o entendimento que as pessoas terão sobre o que falamos, cada indivíduo tem a sua própria interpretação. As nossas palavras podem incendiar um bosque, porque elas têm poder e seus efeitos podem causar estragos duradouros, saiba, porém, que os nossos ouvidos provam as palavras assim como o paladar prova a comida (Jó 34:3). Estejamos certos que as nossas palavras serão julgadas, elas podem ser aprovadas ou reprovadas. Ana na sua oração em louvor a Deus pela sua vitória ela disse: Não multipliqueis palavras altivezas, pois o Senhor pesa as nossas obras (I Sm 2:3). Jesus disse que toda palavra frívola que pronunciarmos havemos de prestar conta diante de Deus (Mt 12:36,37). Uma palavra dura suscita ira, mas a palavra branda desvia o furor (Pv 15:1-4), portanto devemos ter muito cuidado, não no que ouvimos, mas no que falamos, seja cedo no ouvir e tardio no falar (Tg 1:19). Irmãos ponderem bem o que fala, pois, as suas palavras tanto podem destruir, quanto edificar.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com