segunda-feira, 30 de setembro de 2024

ESBOÇO 1400 * TEMA: OS MALES DA INSENSATEZ.

 
ESBOÇO 1400 *
TEMA: OS MALES DA INSENSATEZ.
“Assim como a mosca morta faz exalar mau cheiro e inutilizar o unguento do perfumador, assim é para o famoso em sabedoria e em honra um pouco estultícia.” Eclesiastes 10.1.
 
Aos nossos olhos, uma mosca-morta talvez seja insignificante para estragar perfumes e alimentos, entretanto ela consegue deteriorar. A lição que desejo passar para os irmãos é: um pouco de insensatez pode destruir os bons feitos de muitos obreiros. Essa é uma brilhante metáfora, ela ilustra que uma pequena falta de sabedoria ou uma ação insensata podem prejudicar a reputação e o valor de alguém que é geralmente considerado sábio.
 
I.                 A INSENSATEZ.
A insensatez é como um pouco de fermento velho, ele pode estragar toda massa (I Co 5:6). É como uma mosca-morta que pode estragar o perfume do perfumista (Ec 10:1). É semelhante ao insensato que constrói a sua casa sobre a areia (Mt 7:26), a insensatez é como um pouco de precipitação. Muitas vezes o indivíduo é muito inteligente, mas um pouco da sua insensatez desmerece toda a sua inteligência. Os nossos planos podem ser magníficos, mas um pouco da nossa precipitação pode estragar todos eles. “Todo prudente age com conhecimento, mas o tolo espraia a sua loucura” (Pv 13.16; 12,23; 15.2). A mosca-morta significa as nossas atitudes, sejam elas, por palavras ou ações irrefletidas no nosso cotidiano.
 
A insensatez conduziu muitas pessoas à desventura. Os insensatos não valorizam as coisas importantes, principalmente no âmbito espiritual. É importante saber que as nossas ações precipitadas influenciam diretamente na nossa vida espiritual, vejamos alguns exemplos:
·        A insensatez do rei Ezequias: Após a cura milagrosa recebeu uma embaixada do Rei de Babilônia para presenteá-lo, e a sua insensatez mostrou tudo o que havia em sua casa, inclusive os seus tesouros, isso não pareceu bem aos olhos do Senhor, por isso foi repreendido pelo profeta declarando-lhe as consequências da sua atitude (2 Rs 20.12-18; Pv 18.2). Basta um pouco de insensatez para desmerecer tudo de bom que você fez.
·        O orgulho do rei Uzias, apesar de ele ser tão inteligente, não soube valorizar o seu reinado e nem a riqueza do seu conhecimento (2 Cr 26.15.16). E quando isso acontece o indivíduo termina sendo ofuscado pela insensatez. “Todavia o homem em honra e não permanece; antes é como os animais, que perecem” (Sl 49:12; Dn 4.30-32). Existem obreiros que não sabem valorizar o que recebe por mais humilde que ela seja, isso se configura falta de senso (Mt 25.24,25).
·        Saul foi insensato achando que podia tudo, até oferecer sacrifício no lugar dos sacerdotes (1 Sm 13:9).
·        O orgulho do obreiro pode levar-lhe ao autoritarismo, ele nunca deve se valer da sua autoridade para cometer abusos. O autoritarismo não deve prevalecer no nosso ministério cristão, vale salientar que há prestação de contas de todos os nossos atos (Mt 24.45-51; Tg 3.1; I Pe 5.3). Ela é extensiva a todos os líderes.
·        Diótrefes, um obreiro insensato.
O obreiro com características de Diótrefes sempre busca aquilo que é do seu interesse, ele fingia estar a serviço de todos, mas arquitetava a tomada do poder para sustentar a sua primazia, para isso ele tinha habilidade. Ele influenciava as pessoas para alcançar a supremacia, ele usava a mesma demagogia que se usa atualmente, cuidar dos seus próprios interesses, com isso ele causava divisão na igreja, ele rejeitava a liderança do apóstolo João, era aquele tipo de obreiro que não queria prestar conta ao seu líder.
 
A insensatez atropela muitos obreiros no início da sua carreira ministerial por não saberem lidar com as suas emoções, nem todos estão preparados para determinada missão. Houve uma discussão entre Barnabé e Paulo, devido a João Marcos, pois havia feito algo que desagradou a Paulo, João Marcos ainda não estava preparado (At 15:37,38), mas ele recuperou, de servo inútil se tornou útil, e agora Paulo diz: traz João Marcos que ele me será útil (2 Tm 4:11). Quem serve bem e permanece em submissão é considerado servo bom e fiel, sendo digno de confiança. Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens.” (Mt 24.47). Na confiança você amplia a sua ação ministerial.
 
II.                A PRUDÊNCIA.
A prudência, o “antidoto da insensatez” é uma das virtudes importantes para ser posta em prática, ela nos faz prever os perigos. Jesus mostrou aos discípulos o valor e a necessidade da prudência (Mt 10.16). Os prudentes não edificam a casa sobre a areia, mas sobre a rocha. Prudência, “cautela, atenção, prevenção”, é resultado de uma mente sensata. (Mt 7.24,25). É importante avaliarmos todas as nossas atitudes para termos uma vida saudável (Pv 4.11,12); “todo prudente age com conhecimento.” (Pv 13.16a). O prudente vê o mal e se esconde, mas o simples prossegue e sofre a pena. (Pv 22.3). Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios. (Ef 5.15). “Os insensatos enxergam o presente, e os prudentes enxergam; o presente e o que está adiante dele.”
 
Amados, necessitamos de termos uma mente fértil em sensatez, inteligente, cautelosa em todas as nossas ações. Por falta delas, muitas pessoas consideravelmente inteligentes são abarbadas nos seus projetos.  Os nossos cuidados devem ser permanentes, pois uma pequena bobagem pode ser tão danosa quanto uma mosca-morta no unguento do perfumista. Um pouco da sua insensatez faz desmerecer toda a inteligência que você tem (Ec 10.1). “A loucura é a causa de muitas desgraças”. Guardemos as recomendações de Salomão (Pv 9.6; 21.20). Jesus diante dos escribas e fariseus (Mt 23.17,19). Paulo considera os gálatas insensatos (Gl 3.1,3; Ef 5.17). Devemos abandonar toda insensatez e seguir caminhos que nos levem à compreensão das coisas (Tt 3.3). “A sensatez deve presidir todos os atos da vida do homem.” “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus.” (Sl 14.1).
 
Pr. Elis Clementino.

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

ESBOÇO 1399 * ASSUNTO: A TEIMOSIA.

 ESBOÇO 1399 *
ASSUNTO: A TEIMOSIA.
TEMA: Mas, segundo a tua dureza e coração impenitente, acumulas contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento” ROMANOS 2:5,6 ARA.
 
Irei discorrer sobre a teimosia, ou uma pessoa obstinada que não desiste de algo, persistente e constante naquilo que faz de inconveniente. Por essa razão, Paulo escreveu aos cristãos de Roma combatendo o julgamento, a teimosia em persistirem no pecado. Devido a isso, eles estavam acumulando ira contra si, para o dia da ira de Deus, quando se revelará o seu justo julgamento. Deus retribuirá a cada um conforme o seu procedimento (Rm 2:5,6; Gl 6:7).
 
I.                 Definição.
Teimosia é uma obstinação em seguir uma opinião, mesmo quando confrontada com evidências ou conselhos opostos. A teimosia é uma característica humana que se manifesta tanto nas questões seculares quanto espirituais. Os teimosos são persistentes no que fazem, principalmente quando não está relacionado às coisas certas ou inconvenientes. O termo no grego “sklerokardia” significa “endurecimento de coração”. No grego moderno, se deriva de “peísma” “peismetikótita” mantendo o mesmo sentido de teimosia em não mudar de opinião ou comportamento, assim como no hebraico moderno “akshanut”. A Bíblia nos adverte sobre a teimosia, no texto entendemos que entre o povo de Deus sempre houve pessoas de corações teimosos em repetir, principalmente, algo desagradável.
 
II.                Exemplos de teimosia.
  • Faraó, quando se recusava a deixar o povo ir, Deus o quebrantou com as pragas.
  • O rei Saul, quando desobedeceu às instruções divinas, mantendo o que lhe foi proibido (1 Sm 15).
  • Os fariseus ignoravam os ensinamentos divinos (Mt 15:3). Eles colocavam as tradições acima dos mandamentos de Deus para manter as suas práticas. Aqueles que persistem no erro assumem as consequências (Pv 14:12; 2 Pe 2:15; Hb 10:2; Gl 6:7). Esses versículos abordam a persistência em caminhos errados e a necessidade de refletir sobre as suas escolhas e decorrências.
III.              As consequências.
O contumaz não retrocede, embora sofra as consequências, como as que sofreram:
  • Faraó sofreu a justa punição divina (Ex 14:27-28).
  • Saul foi rejeitado como rei (1 Sm 15:26).
  • Perda espiritual: os fariseus perderam a oportunidade de reconhecer o Messias e a vida eterna (Mt 23:37-38).
  • Mortes, muitas pessoas morreram por causa da sua teimosia. Faraó, Coré, Datã e Abirão, Saul e Uzias.
O homem que frequentemente é repreendido, endurece a cerviz, será quebrantado de repente sem cura” (Pv 29: 1).
O prudente percebe o perigo e busca refúgio; o incauto, contudo, passa adiante e sofre as consequências” (Pv 22:3).
 
IV.              Teimosia é um obstáculo no desenvolvimento espiritual.
  1. Ela resiste e despreza os conselhos (Pv 12:15; 15:32).
  2. Gera problemas nos relacionamentos, a teimosia e a falta de humildade resultam em conflitos (Pv 13:10; Tg 3:16; Pv 17:14; 18:6). Esses versículos nos mostram como a teimosia e a falta de humildade podem levar a divisões e conflitos, eles ressaltam ainda a importância de buscar a sabedoria e evitar disputas. Deus resiste aos teimosos e soberbos (Tg 4:6).
V.                Superando a teimosia através da:
  • Humildade: o humilde reconhece a necessidade de mudança, ele abrir o coração à orientação divina, no entanto, Deus dá graça aos humildes (Tg 4:6).
  • Obediência: Seguindo a vontade de Deus e os princípios bíblicos, mesmo quando são desafiadores.
  • Da avaliação das nossas atitudes e pedir perdão a Deus por resistir contra a sua vontade, a confissão é importante para obter perdão (1 Jo 1:9).
O que ressaltamos nesse assunto é a importância da compreensão de que, se persistirem na teimosia, não conseguirão sucesso. A palavra de Deus nos exorta a cultivar qualidades que ajudam a evitar certos conflitos com as pessoas teimosas. A teimosia dos cristãos de Corinto foi considerada por Paulo causa de julgamento divino (1 Co 11:29-30; 2 Co 12:20), assim são os cristãos atualmente que persistem no erro ou em seus pecados. Deus nos ajude a termos um coração quebrantado, pois é isso que agrada a Deus (Sl 51:17).
 
Pr Elis Clementino.

terça-feira, 24 de setembro de 2024

ESBOÇO 1398 * ASSUNTO: PAULO, UM CONCILIADOR.

 

ESBOÇO 1398 *
TEMA: PAULO, UM CONCILIADOR.
“Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim” (Fm 11).
 
A carta a Filemom nos traz um rico ensinamento de como devemos cumprir aquilo que Deus nos confiou: “o ministério da reconciliação” (2 Co 5:18). Não devemos abandonar as pessoas que cometeram algum delito e estão afastadas do nosso convívio cristão. Devemos procurar restaurar essas pessoas olhando para nós próprios para não cair no mesmo estado pecaminoso ou na mesma tentação (Gl 6:1). Na referida carta, Paulo conduziu um processo de reconciliação de uma forma que eu considero inteligente e clássica. A carta foi como uma espécie de ponte para reconciliar um escravo fugitivo em uma situação delicada perante o seu senhor.
 
I.                 SIGNIFICADO.
Reconciliação é um processo que redime o homem de seu estado pecaminoso, restaurando a sua comunhão com o seu criador. Foi para isso que Deus criou o ministério da reconciliação através do seu filho (2 Co 5:19-20). Ele também nos deu essa missão de reconciliar pessoas através do perdão. Deus nos deu o ministério da reconciliação para reconduzirmos os homens a Cristo.
 
II.                QUANDO A CARTA FOI ESCRITA?
Ela foi escrita quando Paulo estava preso pela primeira vez em Roma, entre os anos 60d.c e 62d.c. (Fl 1:1,9). A epístola a Filemom é tipicamente miniatura, nela não há nenhuma secção doutrinária, pois se tratava de uma missiva pessoal e inteiramente prática. O personagem central da carta era Onésimo, escravo de Filemom. Ela foi escrita de forma carinhosa devido à forte relação de amizade entre Paulo e Filemom.
 
III.              QUEM ERA FILEMOM E ONÉSIMO?
·        Filemom era um filho na fé e amigo de Paulo, um homem de posses e senhor de muitos escravos, era também muito útil na obra de Deus e ao próprio Paulo, por isso ele o tinha em grande estima.
·        Onésimo era um escravo de Filemom, que havia fugido da casa do seu Senhor e ido para Roma, e lá ele se converteu a Cristo e começou a ajudar a Paulo.
 
Nem todas as pessoas podem intermediar um processo de reconciliação entre pessoas. Na igreja, existem pessoas exclusivas e capacitadas para realizar essa tarefa, pois as pessoas para esse serviço necessitam ser sensíveis, que sejam como os enfermeiros das mãos leves quando aplicam uma injeção.
 
IV.              QUAL O PROPÓSITO DA CARTA?
Convencer Filemom a perdoar Onésimo, seu escravo fugitivo, e aceitá-lo de volta, não mais como escravo, mas como um irmão na fé, Paulo estava promovendo um ato de reconciliação.
 
V.               PAULO ENVIA O ESCRAVO DE VOLTA.
Paulo era um homem conciliador, amável, compreensivo e solidário às necessidades alheias. Onésimo estava ajudando Paulo e deu bom testemunho, demonstrando uma verdadeira conversão a Cristo. Vendo isso, Paulo resolve enviá-lo de volta ao seu senhor. Não se sabe a reação de Onésimo ao ouvir de Paulo que iria enviá-lo de volta para Filemom. Eu creio que a tranquilidade de Paulo passou segurança para Onésimo. O obreiro deve construir pontes e não abismos, Paulo estava reconstruindo uma ponte que havia sido destruída e precisava reconstruí-la.
 
O interessante é que alguns episódios acontecem justamente quando uma pessoa se converte ao Senhor Jesus Cristo, inclusive uma grande transformação que o leva ao novo nascimento, uma nova vida e uma regeneração completa (Jo 3:1-8; II Co 5:17). Nessa carta, Paulo usou vários argumentos como estratégia baseada na conversão de Onésimo.
 
VI.              QUAL O TEOR DA CARTA?
Paulo inicia a sua carta com ação de graça ao dizer. Eu agradeço a Deus, lembrando-me sempre de ti nas minhas orações. Jamais devemos nos esquecer das boas amizades, mesmo que esteja distante; amizade não se faz somente por momento e sim para toda a vida, lembrando até nas orações (v.4).
 
Paulo apresentou conhecimento a respeito de Filemom dizendo. Eu sei do teu amor e da fé que tens para com os santos, e a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo (vs.5, 6). Sinto-me alegre e confortado no teu amor, porque o coração dos santos tem sido reanimado por você (v.7).
      
VII.            QUAIS OS ARGUMENTOS DA CARTA?
O que Paulo escrevei em seus argumentos, foi uma espécie de trituração do coração de Filemom.
1. O jeito bondoso de Filemom agir para com as outras pessoas (v.5).
2. A autoridade implícita de Paulo, ou seja, eu não quero usar das minhas prerrogativas para te ordenar (v.8).
3. Paulo usou o amor para efetuar o seu apelo a favor de Onésimo (v.9).
4.  A idade avançada e a condição de prisioneiro a que Paulo estava sendo submetido serviram como alavanca para obter respeito e a boa vontade de Filemom (v.9).
5. Onésimo era “filho espiritual de Paulo”, por conseguinte, irmão espiritual de Filemom (v.10).
6. Onésimo, me foi útil e será muito útil a você Filemom (v.11).
7. Receba-o como as minhas entranhas (V12). No grego “entera” tem o mesmo significado, isso denota um profundo sentimento, aqui Paulo usa uma metáfora como parte íntima do ser humano.
8. Eu queria que ele estivesse comigo, para que ele me servisse em seu lugar (V 13).
9. Mas eu não queria fazer isso sem o teu consentimento, para que você não se sentisse forçado a recebê-lo, mas voluntário (V 14).
10. Talvez ele tenha se separado de você por um tempo por uma causa melhor, para ficar definitivamente com você, não como servo, mas como irmão (V 15,16). Talvez Paulo estava dizendo que aconteceu esse coisa ruim para que acontecesse uma melhor (Rm 8:28).
11. Se você me tem por companheiro, receba-o como a mim mesmo, se ele te deu prejuízo ou te deve algo, põe em minha conta (V 17,18).
12. Eu, fui quem escrevi essa carta, eu o pagarei, não é pagamento para que você não se sinta devedor, eu me regozijarei de ti, receba a quem saiu de mim (V 19,20).
13. Escrevi-te confiado na tua OBEDIÊNCIA, sabendo que ainda farás muito mais do que eu digo (V 21).
 
Todos devem ter novas oportunidades ou chances, às vezes não acreditem ser possível haver mudanças na vida das pessoas que cometeram algum delito. Jamais devemos crer que nunca falhamos. Jesus nos deu um grande exemplo, dando uma nova oportunidade a Pedro, que jamais pensaria que Jesus se lembrasse dele depois que o havia negado (Mc 16: 6,7). Devemos incentivar as pessoas exercitarem a misericórdia para com os faltosos e concedê-los novas oportunidades, se você não faz uso dela, pode faltar no momento que necessitares, não há tendo da parte do Senhor (Tg 2:13; Mt 5:7; 18: 33,35). Quantos na situação de Onésimo estão mortos na fé por caprichos de homens orgulhosos protegidos por uma sigla denominacional, à espera de um Paulo. Talvez, no ponto de vista de Filemom, aquele escravo jamais tivesse outra oportunidade, no entanto, Paulo tinha outro conceito sobre a situação daquele escravo. E você perdoa aqueles que lhes prejudicaram? Em Cristo somos uma só família. Nenhuma diferença racial, econômica, política e religiosa deve deixar de exercer a misericórdia. Deixe Cristo agir por seu intermédio para remover barreiras entre irmãos em Cristo, pois nele somos um. Deus nos confiou o ministério da reconciliação (2 Co 5:18). Está faltando Paulo em nossos dias. Quantos estão abandonados esperando um Paulo?
 
Pr. Elis Clementino

domingo, 22 de setembro de 2024

ESBOÇO 1397 * ASSUNTO: INTERAÇÃO INTERPESSOAL.

 
ESBOÇO 1397 *
ASSUNTO: INTERAÇÃO INTERPESSOAL.
TEXTO: PROVÉRBIOS 18:24; EFÉSIOS 4:2.
 
Tudo o que existe no mundo interage entre si, os corpos celestes, pois assim como eles interagem dentro do seu sistema solar. Se não houvesse essa interação, todos os corpos celestes seriam individuais. A vida em comunidade também necessita dessa harmonia, interagindo uns com os outros para um bem comum.
 
I.                 SIGNIFICADO.
Interação é a ação mútua entre dois ou mais corpos, exemplo: a maravilha da interação entre a Terra, satélites e outros corpos celestes e as cargas elétricas. É importante dar prioridade à interação, ela é a base que contribui para todo desenvolvimento de tudo que existe debaixo do sol.
 
II.                INTERAÇÃO HUMANA.
O intercâmbio entre pessoas é fundamental, principalmente na igreja, pois nada há de mais importante do que a interação entre pessoas, sobretudo entre líderes e liderados, seja com cristão ou não. Esse intercambio, principalmente na comunidade cristã, deve ser por uma causa maior, a unidade entre irmãos para o fortalecimento e crescimento do corpo de Cristo e da obra de Deus. Essa comunicação não é perfeita, devido às nossas imperfeições, contudo devemos nos esforçar ao máximo para melhorar a nossa comunicação e para um melhor intercâmbio entre pessoas, mas para isso é preciso:
·        Uma linguagem que lhe qualifique ou sã (Tt 2:8).
·        A compreensão em relação às necessidades dos outros (Fp 2:4).
·        Saber administrar e conviver com as diferenças (Rm 15:7).
·        Não ser egoísta (Fp 2:4-7; Hb 10:24; I Pe 3:8).
·        Ter humildade (Pv 29:23).
·        Saber liberar perdão (Ef 4:32).
·        Viver em harmonia ou concordância, desde que não fira seus princípios cristãos. (Rm 12:16; I Pe 3:8; Cl 3:14).
·        Ser unidos ou viver em união e comunhão (At 2:46-47; 4:32; I Jo 1:7).
·        Compreender e saber administrar as diferenças (Rm 12:18; Ef 4:2-3; Cl 3:13; Rm 14:1; Gl 3:28). Esses versículos nos mostram que precisamos ter paciência, humildade e compreensão reconhecendo as diferenças.
 
Amados, precisamos compreender que o desenvolvimento da obra de Deus depende muito da nossa interação ou comunicação. O maior inimigo da obra são os desencontros de ideias e pensamentos, Paulo enfatiza termos o mesmo sentimento (Fp 2:2). Precisamos também ter o mesmo sentimento que houve e Cristo (Fp 2:5), isso significa viver em harmonia, compartilhando os mesmos propósitos, o que seria motivo de grande alegria para ele, por isso ele enfatiza a importância da unidade e do consenso entre os membros da comunidade cristã.
 
Pr. Elis Clementino

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

ESBOÇO 1396 * ASSUNTO: JESUS É SENSURADO.

 

ESBOÇO 1396 *
ASSUNTO: JESUS É SENSURADO.
TEXTOS: MATEUS 9:10-13; LUCAS 5:27-32.
 
Irei brevemente comentar sobre uma das maiores lições ensinadas por Jesus, e que hoje muitos cristãos ainda não aprenderam a pôr em prática, contudo, estão cada vez mais se distanciando delas. O assunto é: Jesus na casa de pecadores.
 
I. A DISCRIMINAÇÃO E O PRECONCEITO RELIGIOSO.
Essas duas coisas não devem ser praticadas por quem conhece os ensinamentos de Jesus, principalmente em relação às pessoas de outros seguimentos religiosos. Jesus soube lidar com os fariseus, publicados e pecadores durante o seu ministério, ele procurava ensinar a todos a prática do bem.  Discriminar tem o sentido de separar, distinguir ou classificar as pessoas por alguns critérios. Isso é muito comum na atualidade.

II. JESUS NA CASA DE PECADOR.
Nos três evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas estão registrados que Jesus esteve em casa de pecadores e comeu com eles, por isso ele foi questionado, porém, ele sempre teve uma justificativa e uma delas foi: “E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: os sãos não necessitam de médico, mas sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.” (Mc 2:17; Mt 9:9-13).
 
III. RELACIONAMENTO COM DIFERENTES CLASSES DE PESSOAS.
É importante aprender como devemos nos relacionar com as pessoas de diversas classes sociais e religiosas. A sabedoria conduz o indivíduo a lidar com essas diversidades. Vejamos o belo exemplo:
·        Jesus jantou em casa de Fariseu (Lc 7:36-50).
·         Ele foi à casa de Zaqueu (Lc 9:1-10).
·        Exemplificou o bom samaritano (Lc 10:25-37).
·        Jesus teve o encontro com uma mulher a tirar água no poço de Jacó, esse fato foi registrado por João (Jo 4:6-10).
·        Ele amparou uma mulher que seroa apedrejada por ser apanhada em ato de adultério (Jo 8:3-11).
 
O bom relacionamento com as pessoas de diversas classes não significa que você esteja compartilhando com seus atos pecaminosos, isso era o que os escribas e fariseus pensavam de Jesus, para eles favorecer essas pessoas era uma quebra da lei como o caso da mulher pecadora.
 
IV. COMO MUITOS CRISTÃOS SE RELACIONAM ATUALMENTE?
Infelizmente, estamos vivenciando um momento em que muitos líderes cristãos não dão exemplo e nem põem em prática o que Jesus ensinou. A conduta farisaica continua arraigada nos seus corações, a maneira deles agirem leva a duas coisas: A discriminação e o preconceito. Elas duas têm causado grandes problemas entre as famílias, tanto cristãs ou não. As discriminações denominacionais têm sido alarmantes e o sinal de alerta já acendeu. Os causadores dessas divisões são os próprios líderes, o pior quando são de denominações irmãs, isso tem gerado escanda-los. Os líderes cristãos devem tratar com dignidade os demais líderes de outras denominações, seja elas cristãs ou não. Ser hospitaleiro e não discriminar faz parte da conduta cristã.
 
V. CIÚMES E DISSENSSÕES.
  • Os discípulos de Moisés o disseram: Moisés, há dois homens Eldade e Medade estavam profetizando no arraial, leiam a sua resposta daquele grande líder (Nr 11:26-29), será que muitos hoje faria o mesmo.
·        Os discípulos de João Batista lhe trouxeram uma notícia, eles ficaram incomodados porque ouviram dizer que Jesus estava batizando mais do que João Batista, pois vale apena a gente ler esse texto (Jo 3:22-30). A resposta de João Batista foi segura e uma grande lição para eles: “É necessário que ele cresça e eu diminua”.
·        Os discípulos de Jesus souberam que havia um homem fazendo milagres em seu nome, vejam o que ele respondeu, leiam: (Lc 9:49-50).
·        O apóstolo Paulo combateu as dissensões nas igrejas, principalmente na contenda que houve em Coríntio, embora isso tenha sido uma questão interna (I Co 1:10-17).
 
Amados, não convém que os líderes religiosos contendam entre si. Muitos estão longe de pôr em prática o que disse Paulo a Timóteo, “…mas seja exemplo para os fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza” (I Tm 4:12). Devemos servir de modelo para o rebanho de Deus, porque havemos de prestar conta. Quando um rebanho segue o pastor que anda errado, cairá com ele no mesmo abismo, ambos prestarão contas a Deus (Hb 13:17; Rm 14:12). Pedimos a Deus que dê sabedoria a esses líderes religioso a terem cuidado para não serem achados cometendo contra Deus (At 5:39).
 
Pr. Elis Clementino.

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

ESBOÇO 1395 * ASSUNTO: O HOMEM DA BRECHA.

 

ESBOÇO 1395 *
ASSUNTO: O HOMEM DA BRECHA.
Texto: “E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei.” EZEQUIEL 22:30.
 
O assunto reflete a busca de Deus por uma pessoa justa que pudesse interceder pelo povo de Israel e evitar a sua destruição devido ao seu pecado. Havia uma escassez de homens justos que pudessem realizar esse serviço para Deus. Deus estava se utilizando desse profeta para encontrar o homem da brecha. Esse assunto pode ser trabalhado e aplicá-lo no cotidiano cristão como condições para realizar algo para Deus e proteção espiritual.
 
I. Significado.
Brecha lit. Significa fissura, abertura, buraco, fenda. Na Bíblia, ela também tem outros sentidos, como:
a. Abertura, fenda, rachadura, dar brecha, abrir um pequeno espaço.
b. Pode ser entendido como algo pela qual possa entrar ou sair (Gn 38:29).
c. Pode significar algo perigoso, principalmente quando se refere ao espiritual (I Pe 5:8).
d. Brecha, lugar que serve para observar algo (Ex 33:22).
e. Uma oportunidade que se enquadre em uma situação (Ez 22:30). A palavra "brecha" em português tem origem no grego e no latim. No grego, está relacionada ao verbo “brychein” que significa a ideia de quebrar ou romper. No texto, iremos aplicar no sentido de oportunidade.
 
II. O homem da brecha tem papel de intercessor.
Deus, através do profeta, procurava um homem disposto que estivesse na brecha para proteger e interceder pelo povo de Israel, mas não encontrou ninguém (Ez 22:30), pois o povo havia falhado e necessitava de um intercessor. Povos e nações precisam de que alguém interceda por eles. O apóstolo Paulo, escrevendo a Timóteo, exortou Timóteo para se fazer deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens (I Tm 2:1-2). 
 
III. Exemplo de intercessor.
·        Moisés intercedeu pelo povo para que ele não fosse destruído (Ex 32:11-14).
·        Abraão intercedeu por Sodoma e Gomorra (Gn 18:23-33).
 
IV. Características do homem da brecha.
1.      Comprometido com a justiça e a misericórdia (Mq 6:8).
2.      Que tenha forte relacionamento com Deus (Tg 5:16).
3.      Disposição para sacrificar-se em favor dos outros (Rm 9:3).
 
V. Homem que esteja na brecha.
Essa expressão indica ser uma pessoa que estivesse apta para executar algo para Deus em benefício de outros. Dissemos anteriormente que a escassez gera a procura. Deus procurava homens que se enquadrassem no perfil exigido por ele para executar uma missão específica (Ez 22:20). Em muitas ocasiões, Deus usou esse método para escolher rei, líderes, sacerdotes, servos e profetas. Na Bíblia há registros de como sucederam aquelas chamadas.
 
VI. Aplicando na atualidade.
Como a intercessão pode ser aplicada na vida pessoal e na igreja cristã? A responsabilidade é do cristão ser um intercessor através das orações e ações (Ef 6:18; Lc 22:32). A responsabilidade é nossa (I Pe 2:9). Estamos na brecha para levarmos os homens à conversão a Cristo, é por intermédio de nós que os homens se reconciliam com Deus (Is 53:12; Hb 7:25).
 
VII. Tapando as brechas como defesa da fé.
Brecha pode ser usada quando relacionada à defesa da nossa vida espiritual, pois o inimigo tenta encontrar uma oportunidade para o inimigo minar a nossa vida espiritual. Precisamos tapar todas as brechas para evitar que o inimigo se aproveite delas e possa complicar a nossa vida em todos os aspectos. O inimigo está ao nosso derredor buscando uma brecha para nos destruir (I Pe 5:8). Tenha cuidado, uma represa nunca se rompe de vez, mas mediante fissuras, fendas e brechas, elas vão se alargando, permitindo que algo passe maior quantidade de água. Mantenha as brechas fechadas.
 
Amados, que Deus nos tenha como o homem ou uma mulher que esteja na brecha para ser usado(a) por ele com poder, para interceder pelo mundo e pelas pessoas. Tenhamos cuidado porque quando nos referimos às brechas, não significam apenas em relação à intercessão, mas como defesa da fé, não abrindo espaço para que o inimigo não tenha acesso e faça um grande estrago em nossas vidas. O nosso inimigo anda ao nosso redor procurando a quem possa tragar, basta apenas uma brecha, por isso devemos estar vigilantes (I Co 16:13; Cl 4:2; I Ts 5:6). Em relação ao chamado divino, Deus procura homens que estejam na brecha. Quem estiver se enquadrando dentro daquilo que Deus quer para a sua obra, será o homem da vez. Onde está o homem da brecha? Se você está na brecha, continue nela, porque Deus vai te usar na oportunidade e na hora certa. Deus procura os fies da terra, fidelidade a ele é estar na brecha (Sl 101:6-8).
 
Pr. Elis Clementino.

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

ESBOÇO 1394 * ASSUNTO: INTREPIDEZ ESPIRITUAL.

ESBOÇO 1394 *
ASSUNTO: INTREPIDEZ ESPIRITUAL.
TEXTO: “pois Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.” 2 TIMÓTEO 1:7.

Intrepidez e virilidade são indispensáveis a todos nós, precisamos ter em todos os aspectos da vida. Sem a bravura, coragem e ousadia, é incapaz de suportar os contratempos da vida. Jamais chegaremos aonde desejamos, principalmente para obter vitória em nossas batalhas espirituais.

I. SIGNIFICADO.
Intrepidez – coragem, bravura.

II. A INTREPIDEZ DO JUSTO.
1. Não ter medo (Sl 3:6; Is 41:10).
2. Ter confiança no Senhor (Sl 27:3; Sl 46:2).
3. Não temer o espanto noturno nem seta que voa de dia (Sl 91:5; 112:8).
4. Contar sempre com a presença do Senhor (Sl 118:6).
5. Saber que o Senhor é a sua força e o seu cântico (Is 12:2).
6. Tranquilidade (Pv 3:24; Is 8:12).

III. A VIRILIDADE DO JUSTO.
  • Ser forte e corajoso (2 Sm 10:12; 1 Rs 1:52).
  • Se esforçar (1 Rs 2:2; Jó 38:3).
  • Lombos cingidos (Jó 40:7).
  • Lembrança dos preceitos do Senhor no passado (Is 46:8; Jr 5:1).
  • Deus procura os tais. (Ez 22:30).
IV. COVARDIA, SINAL DE FRACASSO.
  • Não havendo intrepidez e virilidade no justo, prevalece o espírito de covardia, porém Deus não nos deu um espírito de covardia (2 Tn 1:7).
  • Os gigantes à vista dos espias (Nr 13:33; 14:1; Js 7:5).
  •  Os seguidores de Gideão (Jz 7:3).
  • Israel diante de Golias (1 Sm 17:24).
  • Davi diante da rebelião de Absalão (2 Sm 15:14).
  • Efraim retrocedeu no dia da peleja (Sl 78:9).
  • Os discípulos que abandonaram o mestre (Mt 26:56).
Portanto, esses requisitos são imprescindíveis na vida do cristão, infelizmente muitos não conseguem esses valores para se manter firme em todas as circunstâncias. O maior exemplo de coragem e determinação foi Neemias, ele foi um grande exemplo de intrepidez e virilidade em se propor a reconstruir dos muros e as portas de Jerusalém que haviam sido destruídas. Enfrentemos os obstáculos com a mesma coragem e edificar a nossa vida espiritual.

Pr Elis Clementino

 

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

ESBOÇO 1393 * ASSUNTO: PROMESSAS DE DEUS PARA O SEU POVO.

 

ESBOÇO 1393 *
ASSUNTO: PROMESSAS DE DEUS PARA O SEU POVO.
TEXTO: Se vocês estiverem dispostos a obedecer, comerão os melhores frutos desta terra; mas, se resistirem e se rebelarem, serão devorados pela espada. Pois o Senhor é quem fala. ISAÍAS 1:19.
 
Uma promessa condicional para o povo de Deus. Muitos religiosos não distinguem bem sobre as promessas proféticas dirigidas a um povo das individuais. Portanto, devemos considerar que essa e outras mensagens proféticas foram dirigidas exclusivamente a Israel, porém, desejo destacar de maneira simples sobre as mensagens divinas quando são dirigidas a um povo e as individuais.
 
I. ESSA PROMESSA CONTRASTA A MALDIÇÃO.
Em alguns momentos, devido à desobediência do povo, vieram algumas decorrências desagradáveis, como as maldições, as pragas, as doenças e etc. em contrapartida as bençãos também sobrevinham pela obediência (Dt 28:2-3). A submissão a Deus é sinal de livramento e prosperidade, elas podem acontecer no âmbito material ou espiritual. A conversão e o arrependimento eram necessários para Deus mudar a situação, mas tudo dependia do povo (2 Cr 7:14).
 
II. PROMESSAS INDIVIDUAIS E COLETIVA.
As promessas divinas se cumpriam de forma individual e coletiva, isso dependia a quem Deus estava direcionando as suas mensagens, ao povo ou a indivíduos, como no caso mais específico, o de Abraão (Gn 12:1-3), e tantas outras pessoas. Não vejo nenhuma dificuldade nisso, porém, não devemos ter dúvidas quanto às promessas de Deus individualmente, pois todos nós desfrutamos das bençãos divinas. No pentateuco, Deus se dirige exclusivamente ao seu povo, como se lê em (Dt 28:1-3), mas também a pessoas como Moisés, Josué e outros. Esses versículos também descrevem as bençãos que acompanham aqueles que obedecem aos mandamentos de Deus.

Um irmão bem conhecido meu, inconformado com a sua situação, dizia: eu não aceito passar por dificuldade, porque Deus me prometeu comer do melhor dessa terra, baseado em (Is 1:19). Eu disse para ele o seguinte: você não entendeu a que povo o Senhor se dirigiu naquele momento, ou você não está preparado para a adversidade. Infelizmente, isso acontece com muitos cristãos que têm esse conceito, talvez por serem ensinados a viverem somente sob as bênçãos divinas. Entretanto, no momento em que ele se depara com o dia da adversidade, é possível que ele blasfeme contra o Senhor. É preciso considerar o que disse Salomão: “No dia da prosperidade, goza do bem, mas, no dia da adversidade, considera em que Deus fez tanto este como aquele…” (Ec 7:14b). Deus pode abençoar uma nação, assim como um justo pode receber de Deus riquezas e honras (Pv 8:18; Ec 5:19), mas isso não é regra.
 
III. POR QUE OS JUSTOS SOFREM?
Esse é um dos questionamentos de muitas pessoas. No plano terreno, todos estão sujeitos às mesmas dificuldades, o que sucede ao ímpio sucede ao justo (Ec 9:2,3), no entanto, sempre há uma interrogação na mente de muitas pessoas: por que o justo sofre? E, por que os ímpios prosperam? Pois bem, alguns pensaram assim e se inquietaram a ponto de invejar os ímpios pela prosperidade deles, entre eles estão:
— Jó via a prosperidade dos ímpios, principalmente no momento em que ele atravessava (Jó 21:7-14).
— Asafe, inicia o seu salmo dizendo: Bom é Deus para com Israel, para com os limpos de coração, mas aí ele diz: quanto a mim, “ideia pessoal” os meus pés quase se desviavam, porque tinha inveja dos ímpios (Sl 73:3,28; Sl 37:1; Pv 24:19). A prosperidade dos ímpios faz duvidar da justiça divina, mas através da oração Deus mostrou-lhe o fim deles. Existem inúmeras razões pelas quais todos sofrem, muitas vezes os inúmeros erros que cometemos comprometem o nosso viver, mas de que se queixará o homem: (Lm 3:39; Gl 5:22).
 
IV. COMEREIS DO MELHOR NESSA TERRA.
A tranquilidade de Israel dependia da maneira como ele procedia. Deus o acompanhava de perto, ensinando e corrigindo para que o povo pudesse servir-lhe fielmente. Muitas vezes interpretamos esse versículo de forma muito particular, entretanto, se Israel obedecesse ao Senhor ele teria paz em sua terra e poderia comer do fruto dela e estaria livre das invasões dos inimigos “Se quiserdes e me ouvirdes, comereis do melhor desta terra” ou desfrutar das bênçãos domesticas e descansar tranquilamente em suas casas (Is 1:7,19). Sabemos que Deus tem poder de abençoar um servo dele, dando-lhe riqueza e honra, mas como disse anteriormente, “não é regra”. Deus não é obrigado a satisfazer todos os nossos desejos, pois ele sabe o melhor para nós. Muitos servos de Deus têm passado por grandes dificuldades, porém é bom lembrar-lhes que Jesus disse aos discípulos que no mundo eles teriam aflições, mas que tivessem bom ânimo (16:33). Aflições é tudo aquilo que nos causam sofrimentos.
 
V. AS DIFICULDADES DOS DISCÍPULOS.
Mesmo estando com Jesus, os discípulos sabiam que enfrentariam dificuldades, eles já pensavam no futuro, certamente sabiam que não seria fácil (Mt 6:25-33), porém, Jesus tranquilizou aqueles corações apreensivos. Devemos ter muito cuidado para não condenar as pessoas que sofrem como se elas estejam em pecado, embora saibamos que o homem deve se queixar dos seus próprios pecados, isso quando se trata da natureza pecaminosa do homem. Não podemos julgar um justo que esteja passando por dificuldade como que ele esteja em pecado, infelizmente alguns pensam e pregam isso.
 
Precisamos ter muito cuidado para não focar a nossa visão no que é material, pois agindo assim perdemos a visão do imaterial, ou seja, o espiritual. Eu ouvi certo dia em um programa de rádio um pregador dizer: você pode mudar a sua vida material e prosperar financeiramente. Embora na minha concepção isso acontece como resultado de muitos esforços e trabalhos. Quando avaliamos a vida dos apóstolos que enfrentaram fome, frio, perseguições, até se tornarem mártires do cristianismo, podemos pensar: mas eles não eram justos, não andaram com Jesus e, por que estão sofrendo? O apóstolo Paulo declarou muitas vezes sobre a sua situação de fome, acusações, prisões, naufrágio, frio, perigo de morte e enfermidade (Fp 4:10-14; Hb 11:2-40). Paulo sofria com um espinho na carne, ele orou por três vezes, mas a resposta divina foi: “A minha graça te basta” (2 Co 12:9). A graça de Deus é o nosso tudo.
 
Deus promete bençãos e prosperidade ao povo de Israel, condicionado à sua disposição de obedecer-lhe. A promessa é que, se povo estivesse disposto a seguir a vontade de Deus e obedecer os seus mandamentos o Senhor traria bençãos sobre ele. Amados, que Deus nos console nas dificuldades para que a nossa fé não desfaleça. Precisamos entender que o melhor não é o material, mas o espiritual, porque não adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma (Mc 8:36). Nada nos separará do amor de Cristo (Rm 8:18-39). Estejamos firmes em nosso próprio ânimo, porque o tempo está próximo. Entrando, trabalhe, busque conhecimento e cresça em todos os aspectos da vida, trabalhar para não ser pesado ao seu irmão é recomendação bíblica (2 Ts 3:10; 1 Ts 4:11-12). Cresça na força do trabalho, Deus nos dá todas as oportunidades para isso, aproveitem! Pois essa é a porção que Deus nos deu nesta vida.

Pr. Elis Clementino.

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

ESBOÇO 1392 * ASSUNTO: ESCOLHIDOS PARA FRUTIFICAR.

 ES       ESBOÇO 1392 *

ASSUNTO: ESCOLHIDOS PARA FRUTIFICAR.

TEXTO: JOÃO 15:16.

Existem escolhas para todas as finalidades, foi Deus quem estabeleceu a lei da livre escolha, ela nos faculta essas oportunidades. Jesus disse aos discípulos: “Vocês não me escolheram, eu escolhi vocês e vos nomeei para que vos vades e dês frutos”. Então, não somente os discípulos, mas os que são verdadeiramente cristãos, foram escolhidos para produzirem frutos.

I. PRODUZIR FRUTOS

A tarefa de produzir é muito abrangente, tanto no aspecto social quanto no espiritual. Jesus escolheu e nomeou ou indicou para cumprirem uma tarefa espiritual, produzir em prol do evangelho, embora cada um seja usado conforme a sua capacidade no serviço cristão. Deus é quem dá os talentos, mas a competência natural de produzir está em nós (Mt 25:15). Paulo disse a Timóteo, desperta o dom que há em ti (2 Tm 1:16). Sendo que, quando prestamos serviço para Deus, ele é quem nos capacita. Ele faz escolhas impressionantes, muitas vezes ele nos deixa perplexos pela forma como ele escolhe as pessoas para servir-lhe, essa sua maneira só ele entende, porque ele contraria os preceitos humanos.

II. EXEMPLOS.

A Bíblia está repleta de exemplos, indo do mais humilde servo à liderança maior. Esses homens se julgaram incapazes de realizar algo para Deus. Todos eles têm um histórico de incapacidade como:

  • Moisés (Ex 3:11).
  •  Josué, a sua missão era liderar o povo de Israel e levá-lo à terra prometida (Js 1:1-2). A humildade de Josué é evidenciada ao aceitar a missão difícil de liderar o povo e cumprir o plano divino.
  • Gideão (Jz 6:15).
  • Davi (1 Sm 16:11).
  • Isaias (Is 6:5).
  • Jeremias (Jr 1:6).

III. ESCOLHIDOS PARA DIFERENTES TAREFAS.

  • Abraão, a tarefa de ser o pai das nações.
  • Moisés, escolhido para liderar (Ex 3:10).
  • Arão e seus filhos foram escolhidos para o sacerdócio (Ex 28:1).
  • Escolhidos para confeccionar as peças finas do Tabernáculo (Êx 31:2 ,3,4; Ex 35:30-35).
  • Escolhidos para transportarem o tabernáculo e suas peças. 
  • Escolhidos para conduzir a Arca da Aliança. Era um privilégio, não era para qualquer um.
  • Os levitas também foram escolhidos para servirem no louvor.
  • Até o serviço que parecia ser o mais penoso, como transportar ossos de José até a terra prometida, foi tarefa dos levitas (Gn 50:25; Ex 13:19; Js 24:32). “Interessante! José tinha esperança de que entraria na terra prometida” ele conhecia a promessa de Deus feita a Abraão. Por isso, ele disse: levem meus ossos para a terra que o Senhor prometeu a Abraão.
  • Esdras ministrava a palavra de Deus com êxito (Ed 8:13,18). 
  • Neemias era mordomo-mor do rei (Ne 2:1), Deus o fez deixar a sua função para ser pedreiro, ele reconstruiu os muros de Jerusalém. Neemias era mordomo-mor do rei (Ne 2:1). Quem está à disposição de Deus não tem vontade própria, ele é quem determina o que havemos de fazer *(Ef 4:11).

IV. NÃO QUESTIONE A DEUS PELO QUE FAZ.

a. Faça com alegria, mesmo sofrendo (Sl 100:2; 1 Pe 4:13; Fp 4:4; Cl 3:17).

b. Faça de todo o coração (Cl 3:23; Ef 6:6,7; Fp 2:14; 1 Co 9:17,18).

c. De modo agradável, com reverência e temor (Hb 12:28)

V. SEJA UM SERVO EXEMPLAR EM TUDO QUE FIZER.

  1. Com integridade (Js 24:14).
  2. Com Fidelidade (Fp 4:8; Ef 4:25; 1 Ts 4:12; 1 Ts 5:22; Ef 4:27).
  3. Com postura, decência e ética (Ef 4:1).
  4. Vivendo em santidade (Lc 1:74,75).
  5. Com cuidado de si e da doutrina (I Tm 4:16).

VI. TENDO ÊXITO SAIBA.

  1. A glória não é sua. (I Co 1: 31; Jr 9:23,24; I Cr 10:31; I Pe 4:11).
  2. A sua capacidade vem de Deus (Mt 10:1; II Co 3:5,6; Jo 15:5; Fp 2:13; I Co 1: 27–31).
  3. Não conduza o povo a se apoiar na sua sabedoria, mas no poder de Deus (I Co 2:4,5).

VII. RECOMPENSA.

  1. É certa (Cl 3:34; Hb 6:10).
  2. Será maravilhosa a seu tempo (I Pe 5:4).
  3. É uma coroa incorruptível, mas corra para o alvo (I Co 9:24-27).
  4. Você receberá a coroa da vida que será dada pelo Senhor aos que trabalharem (Tg 1:12; Ap 2:10).
  5. Receberá a coroa da justiça (II Tm. 4:8).
  6. A recompensa aos ganhadores de almas (I Ts 2:19; Fp 4:1).
  7. Coroa de glória aos obreiros fiéis (I Pe 5:4).

Amados, fomos escolhidos para produzir frutos, essa foi a tarefa que o Senhor nos entregou, no entanto, devemos produzir, mas com qualidade, honestidade e uma vida de santidade. Não importa qual a tarefa que Deus te entregou, apenas cumpra! A capacidade vem de Deus, dele que vem a nossa recompensa. Deus te escolheu, tenha esse gozo de ter sido escolhido por ele. E que dele teremos a justa recompensa pelos sofrimentos e lagrimas que em muitas ocasiões derramamos pela obra de Deus. O Senhor não é injusto para se esquecer do que você faz (Hb 6:10).

Pr. Elis Clementino.

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

ESBOÇO 1391 ASSUNTO: O MILAGRE DO SERVO DO CENTURIÃO.

 

ESBOÇO 1391
ASSUNTO: O MILAGRE DO SERVO DO CENTURIÃO.
TEXTO: MATEUS 8:5-13; LUCAS 7:1-13.
 
            Entre muitos milagres que Jesus realizou, está a cura do servo de um oficial romano. Esse episódio nos traz lições consideráveis para alimentar a nossa fé.
 
I. O ENCONTRO.
1.     Um centurião vai ao encontro de Jesus.
2.     Local do encontro, Cafarnaum, uma cidade portuária e muito importante para o comércio da região. Cafarnaum foi considerada a cidade de Jesus (Mt 4:13), porque foi lá que ele concentrou grande parte do seu ministério, operando muitos mais milagres que em qualquer outra parte (Mt 11:23). Cafarnaum foi uma cidade ingrata, não reconhecendo os milagres que Jesus fez. Muitas vezes recebemos muitos prodígios divinos e não damos a devida importância, isso até entre aqueles que conhecem o Senhor. Um centurião era um comandante responsável por uma centúria, cerca de 80 a 100 soldados romanos, era uma espécie de capitão.
 
II. O PEDIDO DO CENTURIÃO (Mt 8:7; Lc 7:4-5).
1.     A humildade e fé do centurião.
2.     O centurião entende que depende de Jesus e pede para que ele cure o seu servo.
3.     O centurião reconhece a autoridade de Jesus.
4.     Ele compara a sua própria autoridade militar.
 
III.  RESPOSTA DE JESUS AO CENTURIÃO (Mt 8:8-10; Lc 7:6-9).
1.     Jesus lhe diz: vou até a sua casa.
2.     O centurião demonstra ser indigno de recebê-lo em sua casa.
3.     Ele comprova toda a sua fé, dizendo: basta apenas uma palavra.
4.     Jesus enaltece a fé daquele centurião.
 
IV. O MILAGRE ACONTECE (Mt 8:13; Lc 7:10).
1.     O centurião volta para a sua casa e encontra o servo curado.
2.     O milagre foi a confirmação da sua fé em Jesus.
3.     O milagre mostrou-lhe o poder de Jesus sobre as doenças.
 
V. LIÇÕES A SEREM APRENDIDAS.
1.     A fé inabalável do centurião.
2.     Uma lição de humildade.
3.     A autoridade de Jesus sobre as enfermidades.
4.     O compadecimento e amor de Jesus pelo próximo.

Esse e outros milagres ressaltam a importância da fé, principalmente quando a depositamos em Jesus Cristo. Os milagres que o Senhor realizou continuam servindo de lições para a nossa fé cristã. O testemunho de fé do centurião nos fascina, a sua humildade e reconhecimento da autoridade de Jesus. Os milagres que Jesus efetuou continuam nos inspirando a continuar buscando de Jesus os milagres nos momentos de dificuldades, portanto cremos que milagres podem acontecer a qualquer momento em nossas vidas. “Tudo é possível ao que crer” (Mc 9:23; Lc 1:37).

Pr. Elis Clementino.

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

ESBOÇO 1390 ASSUNTO: AIMAÁZ, UM MENSAGEIRO SEM MENSAGEM.

 

ESBOÇO 1390
ASSUNTO: AIMAÁZ, UM MENSAGEIRO SEM MENSAGEM.
TEXTO: “Então, disse o rei: Vai bem com o jovem, com Absalão? Disse Aimaáz: Vi um grande alvoroço, quando Joabe mandou o servo do rei e a mim, teu servo; porém, eu não sei o que era”. (2 Sm 18.29)
 
Em todo lugar, existem pessoas que se precipitam querendo realizar algo que não lhe seja o seu momento, às vezes tomando o espaço de outros. A Bíblia sagrada tem um belo exemplo sobre Cusi, o cuxita, o emissário e Aimaás, o oferecido. Falarei sobre esses dois personagens e extrairei um belo exemplo para os nossos dias.
 
I. QUEM ERA AIMAÁZ?
Aimaáz era um homem de bem e considerado pelo rei (2 Sm 18.27), mas isso não significa que todas às vezes que necessitasse de um mensageiro devia ser ele. Quando uma pessoa toma a frente de outra para realizar algo que não lhe pertence, é muito ruim porque se antecipou. Às vezes, o desejo de realizar algo é mais forte, embora não saiba como fazer, pois levar uma mensagem ao rei poderia ariscar a sua própria vida, isso dependia de como o rei receberia a notícia. Aimaáz queria ser o mensageiro para trazer as novas ao rei, pois as pessoas se sentiam prazerosas em dar notícias, principalmente quando é uma pessoa influente ou um líder de confiança do rei, mas existem também outros que podem fazer o mesmo serviço. Há pessoas que querem fazer tudo, excluindo todas aquelas pessoas que lhes pareçam uma ameaça.
 
II. OS DOIS MENSAGEIROS.
Existem tarefas que são destinadas a determinadas pessoas, mas é necessário saber se essa ou aquela estará apta a cumpri-la, porém, cabe ao indivíduo esperar a sua ocasião. Quando isso não acontecer, vêm as pretensões, mas qual a notícia que o rei teria que receber? A morte de Absalão, filho de Davi. Qualquer pessoa não serve para dar notícias ruins, principalmente de morte de um membro da família. O enviado para levar ao rei a mensagem da morte de Absalão era Cusi (2 Sm 18.21), mas Aimaáz não se conteve em ficar no seu lugar, quis também ser o mensageiro de Joabe, mas ele entendeu que não seria Amaáz a pessoa ideal para ser o mensageiro naquele momento, mas Cusi (2 Sm 18.22b).
 
Cada indivíduo tem a sua utilidade e o momento certo para realizar certas tarefas, isso é uma realidade que precisa ser entendida. Existem pessoas que se pudessem fazer tudo e nada deixariam para os outros, porém, cada pessoa tem as suas características e chamados diferentes, e cada um tem um chamado para determinadas coisas, aquilo que não sei fazer ou não posso, outro pode e faz. (Quando você faz o que é dos outros, é um sacrifício a mais e pode não ter sucesso, como o caso de Aimaáz).
 
III. UMA CARREIRA SEM SUCESSO.
Muitas vezes corremos muito e não temos sucesso. Atualmente acontecem as mesmas coisas, pessoas se adiantam para fazer algo que não lhe pertence. Aimaáz sabia do acontecido, mas não sabia detalhes, pois, correndo, ele chegou primeiro que Cuzi, o outro enviado. Ao chegar Aimaáz perante o rei, nada ele sabia sobre o acontecimento, apenas ficou enrolando e dizendo: “eu vi um grande alvoroço, quando Joabe mandou o servo do rei e a mim, teu servo; porém, não sei o que era” (2 Sm 18.29). A imprudência de Aimaáz fez com que o rei o deixasse de lado (2 Sm 18.30), o mais interessante naquele momento era a mensagem e não o mensageiro.
 
Sejam cautelosos, na obra de Deus, não só tem você, o profeta Elias pensava que só restava ele, foi um puro engano seu (I Rs 19:14,18; Rm 11:4). Deus sabe a capacidade de cada um de nós, bem como a necessidade da igreja, por isso ele distribuiu diferentes dons na igreja (Ef 4:1).
 
Existem pessoas que se antecipam para realizar determinadas tarefas, entretanto, nem todas elas estão aptas para fazê-las, as mesmas coisas sucedem em relação aos pregadores da palavra de Deus. Entendemos que nem todos têm os mesmos dons, cada um tem uma missão específica, às vezes as pessoas têm vontade de fazer algo mais. Porém, pode até que seja para agradar a alguém, assim ele se adianta. Pode ser que esse seja o caso de Aimaáz para agradar ao rei, mesmo assim, ele sofreu uma decepção por não saber explicar a situação. Devemos ter a consciência de que Deus tem outros portadores para anunciar as boas novas, embora reconheçamos, mas nem todo o momento a palavra está conosco.  
 
Obreiros, não sejam vaidosos, se você não está com a mensagem, deixe para Cusi, ele pode ser o mensageiro da vez. O mais importante é a mensagem e não o mensageiro.
 
Pr. Elis Clementino