quinta-feira, 31 de outubro de 2024

ESBOÇO 1423* TEMA: HUMILDADE, POSIÇÃO DE TRIUNFO.

 

ESBOÇO 1423*
TEMA: HUMILDADE, POSIÇÃO DE TRIUNFO.
“O coração do homem se exalta antes de ser abatido e, diante da honra, vai a humildade.” (Pv 18.12).
 
Humildade é um assunto presente na Bíblia, ela se apresenta como um sentimento de fraqueza, modéstia, respeito, reverência e submissão. A modéstia deve estar presente no indivíduo, independentemente de etnia, posição social e religiosa. A subserviência fica bem em qualquer lugar, ela enobrece a pessoa, principalmente quando ela é de dentro para fora, ou seja, de coração.
 
I. Evidências Bíblicas.
Durante o seu ministério, Jesus beneficiou muitas pessoas por meio da humildade delas. Não desejo tratar aqui do que aparenta ser humilde, mas do que realmente é. As escrituras fazem referência às pessoas humildes e simples como sendo importantes para Deus. A humildade e humilhação carregam entre si uma imagem de aparência e atitudes exteriores que nem sempre corresponde com a realidade interior.
·        A humilhação de uma pessoa aparenta uma perda de privilégio ou sofre rebaixamento, ou quando são abatidos moralmente.
·        A humildade verdadeira é reconhecida como algo que nasce e vem de dentro do coração, refletindo na aparência de forma meiga e dócil nas ações do indivíduo.
 
II. Características de uma verdadeira humildade:
·        É de dentro para fora, é pôr em prática o que é um contraste à arrogância (Pv 16:19). Jesus ensinou, ressaltou a humildade (Mt 11:29).
·        A humildade é espontânea, flui facilmente e pode ser vista (Gn 13.8,9). Abraão demonstrou generosidade e humildade em permitir que Ló fizesse a sua escolha.
·        A modéstia é acompanhada pela mansidão e longanimidade (Ef 4.2; Cl 3.12), manifesta-se no Fruto do Espírito e escoltada pela benignidade e temperança (Gl 5.22).
 
III. A falsa humildade é forçada.
A falsa humildade não vai muito adiante, pois ninguém consegue segurar por muito tempo dentro de si que não seja verdadeiro, porque tudo não passa de aparência e assim os gibeonitas enganaram a Josué (Js 9.1-7, 14-17,22). Os fariseus aparentavam ser humildes e justos, entretanto Jesus os via como um sepulcro caiado (Mt 23.27). A falsa humildade, quando descoberta, deixa as pessoas perplexas e decepcionadas. Os exaltados serão abatidos (Pv 18:12; 1 Sm 2:7). Quem a si se exaltar será humilhado; e o que a si se humilhar será exaltado (Mt 23.12).
 
II. Reconhecimento das limitações através da humildade.
Alguns exemplos de humildade registrados nas escrituras devem ser imitados:
·        Jacó, após o desacerto com Esaú, seu irmão, orou a Deus e se humilhou até o encontrar (Gn 32.10).
·        Moisés diz: não sei falar (Ex 4:10).
·        Saul diz ser o menor e reconhece a sua fragilidade diante de Samuel (I Sm 9.21).
·        Davi diante do Senhor, ele se julga ser incapaz. “Quem sou eu” (2 Sm 7.18).
·        Salomão, “eu sou apenas um menino” (I Rs 3.7).
·        Isaias, o profeta “ai de mim” reconhecendo os seus pecados (Is 6.5).
·        Jeremias, “sou uma criança” (Jr 1.6).
·        João Batista no batismo de Jesus (Mt 3.14).
·        O centurião, não sou digno que entre debaixo do meu telhado (Mt 8.8).
·        A mulher Cananeia “Os cachorrinhos também comem das migalhas” (Mt 15.27).
·        Paulo, “eu sou o principal pecador” (I Tm 1.15).
 
III. Os humildes triunfam.
·        Os humildes serão recompensados (Pv 22.4; I Sm 1.15,16).
·        Serão honrados por ser humildes (Pv 15.33); triunfarás se tudo quanto fizerdes for por humildade (Fl 2.3).
·        São bem-aventurados os humildes de espírito, porque terão lugar no céu (Mt 5.3).
              
A falta de humildade tem levado muitas pessoas ao fracasso, em vista disso necessitamos de humildade, não somente na aparência, mas dentro do coração. Os simples deixam as diferenças de lado e se abraçam, como fizeram Jacó e Esaú (Gn 33.3-10). Sejamos humildes, nada perderemos por isso, antes adiante da humildade vai à honra.
 
A humildade é a mais difícil das virtudes cristãs” T.S. ELIOT.
 
Pr. Elis Clementino.

terça-feira, 29 de outubro de 2024

ESBOÇO 1422 * ASSUNTO: CLAMOR DO POVO DE DEUS POR RESTAURAÇÃO.

 

ESBOÇO 1422 *
ASSUNTO: CLAMOR DO POVO DE DEUS POR RESTAURAÇÃO.
TEXTO: LAMENTAÇÕES 5:1-22; SALMOS 25:6.

Introdução.
Vamos falar sobre um tema que atravessa gerações: o clamor do povo de Deus por restauração. Há momentos na vida em que nos sentimos desolados, como se tudo o que construímos estivesse em ruínas. Essas situações de perda e sofrimento podem, muitas vezes, ser o resultado de nossos próprios erros ou afastamentos de Deus. Assim aconteceu com o povo de Israel nos tempos do profeta Jeremias. Eles enfrentaram a dor do exílio e sentiram o peso das escolhas que os levara a distanciar-se de Deus. O que antes era motivo de alegria e segurança – como a terra, a herança e a proteção divina – agora se transformava em lamento e privação. Este texto nos chama a refletir sobre a importância de não apenas clamarmos por restauração, mas também de considerarmos nossa necessidade de transformação interior. Ao olharmos para o clamor desse povo, seremos convidados a sondar nossos próprios corações e a nos perguntar: "Precisamos de restauração? Será que estamos prontos?

I. Pedido de lembrança de Deus.
·        O povo de Israel clamava para que Deus se lembrasse das suas aflições, mas ele precisava de lembrar dos motivos que o levaram àquela situação de opressão e humilhação: eram as condições de pecados em que estavam (Lm 5:1). O profeta Jeremias faz uma súplica ao Senhor pedindo que ele olhe para o sofrimento de Israel após a destruição de Jerusalém, porém havia razão para que Deus permitisse todo aquele sofrimento, pois não existe efeito sem causa. Quando nos distanciamos de Deus, tudo pode acontecer.

II. O lamento das perdas.
1.      Perderam a herança.
As terras são comparadas a símbolos de benção e pacto com Deus (Lm 5:2). Quando perdemos bens preciosos, principalmente no âmbito espiritual, os sofrimentos são mais intensos.
 
2.      Estado de orfandade e vulnerabilidade.
Israel dizia: “Somos órfãos, sem pai, e nossas mães são como viúvas (Lm 5:2), ele sentia-se desamparado e sem proteção como filhos órfãos (Lm 5:3).
 
3.      Explorações e privações.
A carestia tomou conta, dizia o povo. “Bebemos a nossa água por dinheiro; por preço vem a nossa lenha" (Lm 5:4,5). Estes versículos descrevem os sofrimentos e as dificuldades que o povo estava enfrentando. O sofrimento atinge o seu cotidiano, com necessidade de pagar por recursos essenciais.
 
4.      Servidão e opressão.
·        Servimos à mão dos egípcios e dos assírios, para nos fartarmos de pão, era uma escravidão que os fez lembrar do Egito.
·        O povo se submete a inimigos em busca de sustento (Ml 5:6-8). Quando um povo é submetido à escravidão, tem que se humilhar pelas migalhas.
 
5.      Humilhação das mulheres e velhos.
·        Diziam eles: forçaram as mulheres em Sião, as virgens nas cidades de Judá.
·        A violência e humilhação são parte do sofrimento do povo.
6.      Luto e desolação.
·        Cessou o gozo do nosso coração, converteu-se em lamentação a nossa dança. Naquela situação, não houve mais motivação para alegria. Quando aplicamos na nossa vida espiritual, isso geralmente acontece, vem a desolação espiritual, tirando de nós toda a alegria da satisfação passada quando sentíamos a presença de Deus. O povo está em estado de luto, sem alegria, vivendo entre as ruínas (Lm 5:15-18).
 
III. A afirmação da soberania de Deus.
·        Mesmo em desolação, o povo reconhece a eternidade e a soberania de Deus.
·        Uma afirmação de fé no governo divino, apesar do caos ao redor, o povo dizia: teu trono está firme desde a antiguidade; desde a eternidade tu existes (Lm 5:19; Sl 93:2). Mediante tudo o que o povo estava passando havia uma raiz de esperança em Deus, ainda que tudo pareça estar perdido, a renovação pode acontecer e a vida voltar (Jó 14:7-9).

IV. Pedido de restauração.
1.      Clamor por restauração.
·        O povo reconhece sua necessidade de conversão e súplica a restauração da antiga glória (Lm 5:21).
2.      A tensão entre a esperança e o desespero.
·        Aqui eles perguntam a Deus: Por que nos rejeitaria totalmente? Por que te enfureceria contra nós ao extremo? (Lm 5:22). O povo se questiona sobre a possibilidade de Deus tê-lo abandonado definitivamente, agora pediam restauração (Sl 80:3).

Conclusão:
Ao final deste clamor, em Lamentações, vemos que o povo de Deus resolve sua miséria, o julgamento que enfrentou e a necessidade urgente de conversão. Mesmo em meio à dor, há uma esperança de restauração e uma confiança de que tudo poderia mudar com a conversão a Deus. Assim também está na nossa vida. Muitas vezes, precisamos olhar para dentro de nós mesmos, refletir sobre nossos erros e clamar pela restauração do Senhor, lembrando que Deus nos convida a voltar para Ele, a buscar uma restauração genuína, que traga novamente alegria e propósito às nossas vidas. Que nossa oração seja como a do povo de Israel: um clamor sincero, sabendo que o Senhor é fiel e poderoso para restaurar tudo aquilo que perdemos.

Pr. Elis Clementino.

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

ESBOÇO 1421 * TEMA: A HABILIDADE NÃO NOS LIVRA DO FRACASSO.

ESBOÇO 1421 *
TEMA: A HABILIDADE NÃO NOS LIVRA DO FRACASSO.
TEXTO: “E disse-lhe Pedro: Ainda que todos se escandalizem, nunca, porém, eu.” (Mc 14.29).
Autor: Pr. Elis Clementino
 
Introdução
Existem muitas pessoas habilidosas e corajosas que até nos impressionam, parece que elas têm solução para tudo, raciocina rápido, cheia de ideias brilhantes, é como um jovem com toda sua beleza e força, sentindo-se invencível (Pv 20.29). Mas nem sempre as coisas são tão fáceis assim, entretanto, ninguém pode se dar por seguro ao ponto de nunca fracassar, isso não passa de palermices. “O tolo se dá por seguro” (Pv 14.16). Há muitas criaturas que se deram por seguros devido às suas desenvolturas, elas jamais pensavam em fracassar.
 
I.                 O entusiasmo de Pedro.
Nunca houve no ministério de Jesus um discípulo tão destemido quanto Pedro, um seguidor aguerrido e pronto para enfrentar qualquer situação, corajoso capaz de defender o seu mestre em todas as circunstâncias, morrer por ele e nunca o negar, “ainda que todos se escandalizem, nunca, porém, eu”. (Mc 14.29,31). Não devemos depositar em nós mesmos, total confiança em tudo o que fizermos (Jr 15:5). O profeta nos adverte sobre a confiança excessiva nas pessoas ou em si, em vez de confiar plenamente em Deus. Quando colocamos a nossa confiança unicamente nos seres humanos, podemos acabar nos afastando de Deus, sendo ele a verdadeira fonte de segurança.
 
II.                Jesus anuncia o fracasso de Pedro.
Jesus anunciou o fracasso de Pedro (Mc 14.30). Ele jamais teria coragem de negar ao seu mestre, no entanto, dormiu na última hora (Mc 14.37). Já não parecia aquele Pedro preparado e disposto a enfrentar tudo o que viesse pela frente, não podia mais vigiar e orar, além disso, no momento mais cruciante da vida de Jesus, seu amigo. O homem que estava disposto a defendê-lo abandonou-o na última hora. “Então, deixando-o, todos fugiram” (Mc 14.50).  
 
III.              O canto do galo.
O canto do galo foi um dos fatores contundentes que demonstrou o fracasso de Pedro, ele negou a Jesus três vezes (Mc 14: 66-72), estando ele no pátio envolto em uma capa, aquecendo-se junto ao lume pelo frio da madrugada e, ao mesmo tempo, tentando se esconder dos olhares dos que passavam por ele, mas a sua própria voz o denunciava (Mc 14: 54; 66-71) “Embora não devemos compreender que o fracasso de Pedro e dos demais discípulos que abandonaram Jesus quando foi preso, com os fracassos espirituais e morais após a morte e ressurreição dele, pois a obra redentora do calvário não havia lhes alcançado, pois eles não pertenciam ainda ao novo concerto que só entrou em vigor quando Cristo derramou o seu sangue na cruz, eles ainda não tinham experimentado o novo nascimento, a regeneração no Espírito Santo no sentido pleno, entre outras vantagens”. (B. E. P – Bíblia de estudo pentecostal). Jesus compreendera a situação dos discípulos vivida naquele momento.
 
IV.              A tristeza de Pedro.
Após o canto do galo ou o toque da madrugada, Pedro caiu em si (Mc 14:72c) e chorou amargamente, mas é importante salientar que foi por fraqueza, e não por iniquidade, que Pedro negou o Senhor, pois nunca cessara de amar seu Mestre e de crer nele. Pedro estava espiritualmente fraco e incapaz de resistir uma grande tentação, a angústia e o pavor tomaram conta do seu coração, talvez se lembrando dos momentos de habilidades e bravura, até na hora da prisão do seu mestre (Jo 18.10), agora desapontado e com um peso na consciência, talvez meditando; segui o mestre e lutei por Ele, acabei o desprezando na hora que ele mais necessitava, perdi tudo, não tenho mais oportunidade, meu Cristo morreu e eu nada pude fazer por ele. O impacto maior na vida de Pedro foi se arrepender amargamente pelo que havia feito contra o seu mestre, só restava-lhe aguardar o que iria acontecer dali para a frente.
 
V.               O recado do anjo para Pedro.
Três dias após a morte, acontece à ressurreição do Senhor, uma luz se acende no meio da escuridão e escuta-se uma voz, era a voz do anjo dizendo às mulheres: - “Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis como ele vos disse” (Mc 16.7; 14.28). Certamente, ao receber a notícia, sentiu-se aliviado em saber que o seu mestre não o tinha abandonado, como também perdoado, além de não esquecer o seu nome. Jesus não levou em conta o fracasso daquele discípulo, pois sabia o quanto Pedro era frágil, concedeu-lhe uma nova oportunidade para continuar sendo seu discípulo e posteriormente o seu estimado apóstolo, que com as suas cartas tem edificado muitos cristãos.
 
Quantas vezes pensamos que somos fortes, com o coração egoísta, tendo a concepção de que nunca iremos fracassar, mas é importante salientar que todo ser humano é tendencioso ao fracasso. Inúmeras vezes, sem precisar do galo cantar, negamos a Cristo com as nossas atitudes incoerentes ao seu amor, mas quando reconhecemos os nossos fracassos, como Pedro reconheceu chorando amargamente. O Senhor não despreza os que são seus, mesmo que falhemos, mas quando nos arrependemos, o Senhor não nos abandonará.  Bem-aventurados os que reconhecem com o espírito quebrantado, porque serão perdoados e consolados (Sl 51:17). Duas coisas podem te livrar do fracasso, a sensatez e a prudência – Elis
 

ESBOÇO 1420 * ASSUNTO: PREPARAÇÃO ESPIRITUAL.

 

ESBOÇO 1420 *
ASSUNTO: PREPARAÇÃO ESPIRITUAL.
TEXTO: 1 TESSALONISSENSIS 5:1-11.
 
Introdução:
A igreja de Cristo sempre viveu com uma expectativa singular: a segunda volta de Jesus. Desde os primeiros cristãos até os nossos dias, essa esperança tem alimentado a fé e a perseverança dos que seguem a Cristo. Sabemos que Ele voltará, mas a questão é quando e como estaremos preparados para esse grande dia, assim como Paulo ressaltou. Neste contexto, a Bíblia nos lembra que a volta do Senhor será repentinamente, como um ladrão à noite, pegando muitos de surpresa. Por isso, é essencial entender que a preparação espiritual não é opcional; ela é vital para nossa jornada cristã. Hoje, refletimos sobre o que significa estar preparado, atentos aos sinais e confiantes no propósito divino que é o seu retorno.
 
I. Contexto histórico.
O apóstolo Paulo escreve aos cristãos de Tessalônica sobre o arrebatamento da igreja, para que eles não ignorassem esse evento como os demais que não tinham esperança (1 T 4:13-18). Esse arrebatamento será a tomada dos cristãos fiéis da terra de maneira súbita.  Paulo também afirma que, em relação a esses acontecimentos, todos estavam cientes de que Jesus viria como um ladrão, em hora que ninguém espera, e sobre isso Jesus anunciou no sermão da montanha a sua segunda vinda (1 Ts 5:1-2; Mt 24: 43-44; Lc 12:39-40; 2 Pe 3:10). Mas sobre ele haveria uma série de acontecimentos, sobre eles veremos a seguir.
 
II. Sinais dos tempos.
Nos últimos dias, muitos eventos têm acontecido e outros que certamente virão até em maiores proporções como cumprimentos das profecias, não somente dos profetas que antecederam o messias, quanto ele próprio. O apóstolo Paulo em sua carta aos tessalonicenses ressaltou esses eventos como sinais evidentes (1 Ts 5:3). Jesus já havia alertado sobre as guerras, fomes, pestes e tribulações (Mt 24:6-8, 21-22). O que vemos hoje em nosso mundo reflete muitos dos sinais que Jesus revelou, incluindo o aumento da maldade e o esfriamento do amor (Mt 24:12; 2 Tm 3:1-5). Esses versículos ressaltam a necessidade de sermos vigilantes, pois a volta de Jesus será repentina e inesperada, por isso é necessário se preparar.
 
III. Preparação espiritual.
Paulo enfatiza a importância de estarmos espiritualmente preparados, sermos vigilantes e sóbrios, pois não estamos em trevas para que aquele dia não seja uma surpresa para nós (1 Ts 5:4). Estejamos atentos para não sermos tomados subitamente, pois somos filhos da luz e não da noite (1 Ts 5:7-8).
 
IV. Propósito divino.
Deus não nos destinou à ira, mas à salvação por meio de Jesus Cristo, portanto, devemos edificar e exortar mutualmente. Portanto, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com Cristo (1 Ts 5: 9-11), pois a nossa redenção está próxima.
 
Conclusão:
Diante da promessa da volta de Jesus, percebemos que vivemos tempos em que a vigilância e o preparo espiritual são indispensáveis. Paulo nos alerta sobre a urgência de estarmos atentos e comprometidos, vivendo como filhos da luz e não das trevas. O propósito divino não é de instruções, mas de salvação; Ele nos chama a uma vida de edificação mútua e de expectativa pelo grande dia da vida que será o arrebatamento. À medida que observamos os sinais ao nosso redor, somos levados a refletir: Estamos realmente prontos para encontrar o Senhor? Portanto, vivamos uma vida que glorifique a Deus e que reflita nossa esperança na promessa de Sua vinda.

Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1419 * ASSUNTO: PRECEITOS CRISTÃOS.

 

ESBOÇO 1419 *
ASSUNTO: PRECEITOS CRISTÃOS.
TEXTO: 1 TESSALONICENSSES 5:12-28.

Introdução:
Na carta aos tessalonicenses, Paulo nos apresenta um conjunto valioso de orientações para a vida cristã em comunidade. Ele escreve a uma igreja jovem, mas cheia de fé, encorajando-a a desenvolver um relacionamento de respeito com seus líderes, a buscar a paz entre os irmãos e a viver de maneira irrepreensível. Esses valores revelam o cuidado pastoral de Paulo e sua preocupação. Em meio aos desafios diários, esses ensinamentos continuam sendo relevantes para nós hoje, nos mostrando que o comportamento cristão é baseado em amor, respeito e disciplina. Nesta mensagem, vamos explorar cada um desses preceitos, entendendo como eles moldam nossa conduta e fortalecem a unidade e a paz entre o povo de Deus. Que podemos, assim, aplicar esses ensinamentos para nossa vida.

1. Preceitos diversos (1 T 5:12-22).
1.1. Sobre os líderes da igreja.
a. Reconhecer a liderança da igreja (Hb 13:17; 1 Tm 5:17; 1 Co 16:15-16; Hb 13:7).
b. A consideração por eles, vivendo em paz (Rm 12:18; Mt 5:9; Hb 12:14; Ef 4:3; 1 Ts 5:13).
 
1.2. Relacionamento na igreja (1 T 5:14-15).
a. Admoestar os desobedientes.
b. Animar os desalentados.
c. Sistema operacional auxiliar.
d. Ser paciente com todos.
e. Não retribua o mal com o mal; pratique o bem com todos.
 
1.1. Sobre a vida espiritual (1 Ts 5:16-22).
·        Regozijar-se sempre.
·        Orar sempre.
·        Serem agradecidos.
·        Não extinguireis o Espírito.
·        Não desprezeis as profecias.
·        Examinai tudo e retende o bem.
·        Abstendo-se de toda aparência do mal.
 
2. Votos (1 Ts 5:23-25).
2.1. Santificação e preservação.
- Deus vos santifique completamente, corpo, alma e espírito, para serem irrepreensíveis na vinda do Senhor.
 
2.2. Confiança na fidelidade de Deus.
- A fidelidade de Deus ao chamado.
2.3.  Pedido de oração (1 Ts 5:24).
- Paulo pede oração por ele e seus companheiros (1 Ts 5:25).
 
3.      Saudações (1 Ts 5:26-28).
3.1. Paulo saúda os irmãos com osculo santo.
- Instrução para saudar todos os irmãos com o beijo santo, que era um gesto de afeto e comunhão.
3.2. Leitura da carta em público.
- Paulo insiste que a carta seja lida publicamente, para todos tivessem conhecimento da importância da mensagem.
3.3. Bênção final.
- A benção final desejando que a graça do Senhor Jesus esteja com eles.

Conclusão:
Ao refletirmos sobre os preceitos cristãos apresentados por Paulo aos tessalonicenses, percebemos que a vida cristã vai muito além dos rituais religiosos ou das obrigações formais. Ela abrange nossa relação com os líderes, o cuidado com os irmãos e o nosso comportamento diário, em espírito de alegria, oração e gratidão. Cada uma dessas instruções, ao ser vivida, fortalece a unidade da igreja e nos aproxima de uma vida irrepreensível. Que possamos, como igreja, considerar o valor dos que lideram, acolher e encorajar uns aos outros e, acima de tudo, viver em santidade, aguardando a vinda do Senhor. Assim, ao praticarmos esses preceitos, não seremos apenas uma igreja em harmonia, mas também um testemunho vivo da graça e da fidelidade de Deus para todos ao nosso redor. Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo nos capacite para poder melhor servirmos e Ele.

Pr. Elis Clementino

domingo, 27 de outubro de 2024

ESBOÇO 1418 * TEMA: SAUL E A PITONISA.

 
ESBOÇO 1418 *
TEMA:  SAUL E A PITONISA.
TEXTO: I SAMUEL 28.

Hoje, ao estudarmos a vida do rei Saul, vamos mergulhar em um dos momentos mais perturbadores de sua trajetória: quando ele, afastado da orientação de Deus e dominado pelo desespero, busca auxílio em uma prática proibida, recorrendo a uma pitonisa de En-Dor. Esse episódio, descrito em 1 Samuel 28, serve como um poderoso alerta sobre os perigos de tentar preencher o vazio espiritual em fontes que contradizem os princípios de Deus. Quando Saul, sem Samuel e sem resposta de Deus, toma essa decisão, ele exemplifica as consequências de uma vida guiada pela desobediência e pela falta de comunhão com o Senhor. Ao examinarmos esta história, refletiremos sobre como o afastamento de Deus e a perda de conexão com Sua vontade podem nos levar ao engano e à destruição. Que podemos aprender com o erro de Saul, compreendendo que a verdadeira paz e direção só podem ser encontradas em uma vida de orientação e comunhão com Deus.

I. A morte de Samuel.
No Antigo Testamento, os reis consultavam a Deus e os profetas, mas quando não havia resposta, eles se desesperavam e procuravam outros deuses e adivinhos para decifrarem seus sonhos. Durante o reinado de Saul, o juiz e profeta Samuel era o seu guia espiritual, ele sempre o consultava nas suas demandas, mas com a morte de Samuel, Saul ficou sem o seu guia espiritual para consultar. Enfatizo aqui a importância de um guia espiritual, mas agora Deus não mais se revelava a Saul nem por sonhos, nem por Urim e Tumim (revelação sacerdotal) (Ex 28:30). Saul já estava reprovado pelo Senhor, por isso ele ficou sem comunicação e sem ouvir a sua voz (1 Sm 28:6,15). É importante saber que Saul já estava reprovado mesmo antes da morte de Samuel (1 Sm 13:13-14). Nessa situação, não adianta buscar a Deus sem abandonar os maus caminhos (Pv 28:9; Is 1:15; Mq 3:4; Jr 11:14). Por essa razão, Saul entrou em um profundo desespero, não havia nenhuma justificativa para ele buscar outros meios ou práticas para ouvir a voz de Deus.
 
II. Exemplos de reis que deixaram de consultar ao Senhor para consultar outros deuses:
  • Acabe, desesperado já perto de um confronto, aliou-se com Josafá para irem para a guerra, porém Josafá pediu-lhe para consultar a Deus, mas ele deu preferência aos seus falsos profetas. Porque eles profetizavam a seu favor (2 Cr 18), ele desprezou os verdadeiros profetas do Senhor, como Micaias.
  • Roboão fez o que era mau aos olhos do Senhor (2 Cr 12:14), ele deixou de buscar ao Senhor.
  • Acaz, em vez de buscar a Deus em suas dificuldades, procurou outros deuses, o que resultou em mais problemas e ruína para Israel (2 Cr 28:22-23). 
  • Asa, mesmo doente, não buscou o Senhor, mas os médicos. No início do seu reinado, ele buscava ao Senhor, porém ele deixou de confiar no Senhor para confiar nos médicos (2 Cr 16:12). O afastamento de Deus e a falta de consulta ao Senhor levaram a consequências negativas nesses reinados.
III. O arrependimento e o abandono dos pecados nos levam ao retorno da comunhão com Deus e virão consequentemente as bençãos divinas (2 Cr 7:14). (Deus não nos abandona, nós o abandonamos). Consultamos a Deus por meio das orações, quando o buscamos com um verdadeiro coração teremos resposta.
 
IV. Saul na casa da pitonisa.
Saul procurou a pitonisa de Em-Dor (1 Sm 28:7). Ele se disfarçou, vestiu-se da roupa do engano (1 Sm 28:9). Enganou a pitonisa. O homem sem Deus procura qualquer coisa para preencher o seu vazio espiritual. Saul estava fragilizado espiritual e emocionalmente, temendo os filisteus. Durante a consulta à pitonisa, aparece o suposto Samuel, ele era um homem santo, não obedeceria à pitonisa (1 Sm 28:11). Se Deus não falava com Saul pelos profetas, como surgiria Samuel para falar-lhe? Não dá para entender Deus ter proibido a consulta aos mortos e depois ele mesmo concordar que a feiticeira trouxesse, de fato, o espírito de Samuel (Lv 19:31; 20:6; Dt 18:10-12; 1 Cr 10:13-14; Is 8:19). Esses versículos mostram que Deus condena a prática de consultar os espíritos e também as práticas de ocultismo, instruindo o seu povo a confiar nele. A pitonisa disse: vejo deuses, que ideia se pode ter? Demônios se passando por espíritos de luz. (I Sam 28:13). O Diabo pode se transfigurar e enganar a muitos (2 Co 11:13-14; Mc 5:9; Lc 8:30). O pecado máximo de Saul foi consultar a pitonisa, e muitos outros textos da Bíblia proíbem essa prática (Is 8:19; Gl 5:20; Ap 22:15). Quando desobedecemos a Deus consultando outros deuses as consequências são catastróficas, porque a mentira tem resultados.
 
V. Resultado da consulta.
Ao chegar Saul a casa da pitonisa, ela invocou o espírito do suposto Samuel, no entanto, essa ação não foi coerente aos princípios divinos dantes estabelecidos (Dt 18: 10-12, 20, 22). Disse o suposto Samuel que naquele dia Saul seria entregue aos filisteus. O que não aconteceu (I Sm 28:19; I Sm 31:11:13; I Cr 10:5), o suposto ainda falou ainda que todos os filhos de Saul seriam mortos, no entanto, só morreram três na batalha: Jonatas, Abinadabe e Melquisua, ainda lhes ficaram vivos três, o que não aconteceu como disse o suposto Samuel, a morte dos seus filhos e de Saul ocorreram, mas não como disse o suposto Samuel (I Sm 28:19; I Cr 10:2,6). A desobediência a Deus resultou em sua morte (1 Cr 10:13-14; I Sm 31:4). A bíblia diz que o Senhor estava com Samuel, e todas as suas palavras não caíram por terra, porque as suas palavras eram vindas do Senhor, isso é mais uma prova que não era Samuel (1 Sm 3:19). Se o profeta falar e não se cumprir, o Senhor não falou (Dt 18:22).
 
Aplicação pessoal - devemos ter muito cuidado para não perder o nosso contato e a comunhão com o Senhor, para não entrarmos pelo caminho de Saul, desobedecendo a Deus, cujo resultado foi trágico. Não devemos levar em consideração tudo aquilo que contraria as Sagradas Escrituras. A desobediência tem um preço e traz sempre um juízo divino. Consultar os mortos é proibido, basta ler em (Lv 19:31; I Cr 10:13,14). Muitas pessoas são enganadas por supostos parentes que surgem dentre os mortos, eles estão nos lugares designados por Deus e não voltam (Lc 16:27-31; 2 Sm 12:11). Deus condenou a atitude de Saul, ele pagou com a vida o preço da sua desobediência. Tenhamos cuidado para não ser enganados como foi Saul. Finalmente, um dia, veremos os nossos mortos na presença de Deus, na reunião dos remidos pelo sangue de Jesus.

Pr Elis Clementino.

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

ESBOÇO 1417 * ASSUNTO: O RELACIONAMENTO ENTRE PASTOR E OVELHAS.

 

ESBOÇO 1417 *
ASSUNTO: O RELACIONAMENTO ENTRE PASTOR E OVELHAS.
TEXTO: JOÃO 10:11.

O relacionamento entre o pastor e suas ovelhas é uma das imagens mais poderosas que a Bíblia utiliza para descrever a liderança espiritual. Em João 10:11, Jesus se revela como o Bom Pastor, disposto a dar a sua própria vida pelas ovelhas. Essa passagem destaca a profundidade do amor, do cuidado de Deus. Nesta mensagem, exploraremos a natureza desse vínculo essencial entre o pastor e suas ovelhas, entendendo que ele não é apenas um modelo de liderança, mas também um reflexo do amor sacrificial de Cristo pela Igreja. Veremos como a relação deve ser marcada por confiança, proteção e alimentação espiritual, características fundamentais para um ministério pastoral eficaz.

I.                 A função do pastor como líder espiritual.
1.      O pastor é chamado por Deus para ser uma referência de fé, ensinando e guiando o rebanho conforme os princípios bíblicos.
2.      Seu dever:
·        Ensinar as ovelhas a se organizarem, o pastor seguiu à frente e as ovelhas o acompanham.
·        Proteger o rebanho com a vara e o cajado, sendo capaz de dar a sua vida por ela (1 Sm 17:34-35; Jo 10:11).
·        Guiar o rebanho com segurança, provendo o melhor para ele.
·        Suprir de bons alimentos ou bons, água e pastos (Sl 23:2).
·        Conhecer as suas ovelhas, bem como o estado delas, embora esse texto se refira a cuidar dos seus negócios (Pv 27:23).
·        Cuidar das ovelhas tomando conforme o exemplo (Sl 23:1-2; 1 Pe 5:2-3).
·        Estar atento às necessidades das ovelhas, não ser mercenário (Jo 10:11-15).
 
II.                O pastor deve saber que:
·        As ovelhas não são suas (1 Pe 5:2-7).
·        Ele é responsável pelas ovelhas e o destino delas.
·        Prestará conta delas perante Deus (Hb 13:7).
·        Não deve e aproveitar do leite, da lã e da carne das ovelhas (Ez 34:3-10).
·        É modelo para as ovelhas (1 Pe 5:2-3; At 20:28; Hb 13:7).
·        Que não deve espancar, e evitar qualquer tipo abusos ou crueldade para com as ovelhas (Ez 34:4; 1 Pe 5:2-3; Is 40:11).
·        Que o rebanho não é curral eleitoral, que a missão da igreja é espiritual e não política (Jo 18:36; Mt 22:21; 1 Tm 2:1-2; Tg 2:1).
 
III.              Como o pastor deve corrigir suas ovelhas?
·        Com amor e mansidão (Gl 6:1).
·        Sendo imparcial (Tg 2:1; 1 Tm 5:21; Lv 19:15; Pv 24:23). O pastor ou líder espiritual deve ser imparcial e tratar as pessoas não com favoritismo.
·        Olhando para si ou como ao seu próprio corpo (1 Tm 4:16; Ef 5: 25-29).
·        Use a vara como instrumento de proteção e não de tortura. Se vier usar a vara, que seja com moderação.
·        Com o cajado, pois ele é um instrumento conciliador. Com o cajado o pastor atrai a ovelha para perto de si quando está em perigo. O verdadeiro pastor deixa as noventa e nove e vai em busca da ovelha desgarrada ou perdida (Lc 15:3-5,7).
 
IV.              Quais os deveres das ovelhas?
·        Se espelhar no seu pastor, tendo-o como modelo.
·        Obedecer à voz do seu pastor e segui-lo (Jo 10:27).
·        Ser submissa ao seu pastor (Hb 13:7; 1 Ts 5:12-13; 1 Tm 5:17). Esses versículos mostram a importância da submissão e o respeito aos líderes espirituais, para que o rebanho cresça de maneira saudável.
·        Reconhecer a importância do seu pastor para a sua família.
·        Cuidar do seu pastor e compreender que ele é digno da sua manutenção (2 Tm 5:8).
 
A tarefa mais difícil é ser pastor de ovelhas, se literalmente é sofrível, imagine no âmbito espiritual, pois lidar com o rebanho é desafiador. As ovelhas não participam das linhas da vida pastoral, ou seja, os sofrimentos, as noites sem dormir para prover o melhor para o rebanho, quando muitas delas não se preocupam com o seu pastor. Nós, como cristãos, devemos saber e compreendemos a missão sacrificial do pastor e a sua família, porque os sofrimentos do pastor pelas ovelhas refletem na sua família. Devemos orar e ajudar nossos pastores a cumpri a missão que Deus lhe entregou.
 
Pr. Elis Clementino.

 

terça-feira, 22 de outubro de 2024

ESBOÇO 1416 * ASSUNTO: CONTROLANDO AS FINANÇAS.

 

ESBOÇO 1416 *
ASSUNTO: CONTROLANDO AS FINANÇAS.
TEXTO: MATEUS 25:14-30.
 
Esse é um dos temas pouco ensinados nas igrejas, “finanças”, no entanto, ele é importante principalmente em nossos dias, considerando que a administração financeira auxilia muito no nosso espiritual.
 
I. A consciência financeira.
Ela é fundamental na administração pessoal e da família, pois uma má administração pode trazer-lhe muitos problemas, tanto para o seu cotidiano quanto o espiritual. Quais os problemas que uma má administração financeira pode trazer?
·        Endividamento (Pv 22:27; Rm 13:8; Dt 15:6; Lc 16:10; Pv 21:5; 1 Tm 6:10; Sl 37:21), nos textos são destacados a importância de sermos cautelosos com dividas e evitar endividamento. A responsabilidade financeira é fundamental para que tenhamos tranquilidade.
·        Escassez de alimentos. A falta de gerenciamento financeiro pode gerar escassez de alimento (Pv 12:11; 28:19; 10:4-5; Is 33:16).
·        Descontrole e desgastes emocionais.
·        Ocasionar problemas na vida devocional.
·        Problemas familiares.
·        No casamento, como no caso de Jó e sua mulher.
 
II. Desenvolvimento financeiro.
1.      No aspecto material, depende de uma boa administração financeira, quando isso não acontece, não há desenvolvimento em todos os aspectos, como pontuamos no tópico anterior.
 
III. Investimento.
·        Investir, isso significa crescimento.
·        Valores estão disponíveis, você tem algo que pode se multiplicar através do investimento (Mt 25:14-30). A todos os talentos foram-lhe dados, porém, há um exemplo de má administração em relação àquele que recebeu um talento.
 
IV. Como controlar as finanças?
·        Evitando gasto além do que recebe.
·        Controlando os impulsos.
·        Planejando despesas (Pv 21:5; Lc 14:28-30; Pv 13:11; 22:7; Pv 6:6-8). Esses versículos nos ensinam sobre planejamento financeiro, evitando dívidas e, ao mesmo tempo, valorizam o trabalho honesto e a sabedoria ao lidar com recursos.
 
V. Contribuindo e investindo na obra de Deus.
Os cristãos devem reconhecer que os recursos que chegarem às nossas mãos provém de Deus, mas quando levamos em consideração o nosso aspecto físico e as oportunidades que nos são facultadas por ele. Parte do que recebemos, contribuímos para a manutenção da obra de Deus e a evangelização realizada pela igreja. Reafirmo, o que temos provém de Deus (Tg 1:17; Dt 28:2; Ef 1:3). Sl 67:7; Pv10:22). Nesses versículos entendemos que existe a contribuição divina sobre nós, por meio da sua graça e bondade. Ofertar e dizimar faz parte do nosso culto a Deus, honrando a Deus (Pv 3:9-10; 2 Co 9:7; Mt 6:21; At 20:35). A Bíblia enfatiza aqui a generosidade e a disposição de contribuir com alegria, porém, quando fechamos as mãos, cumpre-se o que disse o profeta Ageu (Ag 1:6). Portanto, honre a Deus administrando os seus bens.
 
Porquanto, todos nós necessitamos compreender que o controle financeiro é muito importante para a nossa saúde física, mental e espiritual. Devemos dar graças a Deus por tudo aquilo que alcançamos nesta vida, portanto, devemos ter a consciência de que apenas somos administradores de tudo aquilo que Deus pôs em nossas mãos. As nossas contribuições para a obra de Deus são um ato de reconhecimento por essas dádivas recebidas, não retire de Deus a parte que lhe é peculiar, as suas ofertas e dízimos, dê a Deus o que é de Deus e a Cezar o que é de Cezar (Mt 22:21). O crente é um administrador fiel dos recursos de Deus, ou seja, um mordomo, o que é um a função nobre.
 
Pr. Elis Clementino

ESBOÇO 1415 * TEMA: A ONISCIÊNCIA DE DEUS.

 

ESBOÇO 1415 *
TEMA: A ONISCIÊNCIA DE DEUS.
“Senhor tu me sondaste a me conheces” (Sl 139. 1).
 
Quando falamos em Sondar e Conhecer, estes dois verbos importantes nos levam a admitir um dos principais atributos de Deus, a Onisciência, por meio dela, Deus conhece todas as coisas. A mente divina detém todo conhecimento e nela não há falhas, fraquezas e nem limitações. De maneira breve, escreverei sobre um dos atributos de Deus, a “Onisciência”.
 
A. Definição.
A palavra “ONISCIÊNCIA” vem do latim, Ominis “toda” e Scire, “saber” Ominis + Scire = Onisciência (Deus detém todo saber). É a qualidade da natureza de Deus que garante conhecer todas as coisas.
 
B. Evidências Bíblicas da Onisciência Divina.
·       Por meio de vários textos da Bíblia, subtende-se um conhecimento ilimitado da parte de Deus, embora a palavra “Onisciência” não seja encontrada nas escrituras, no entanto, existem conceitos que nos mostram essa onisciência (Rm 11. 33,34; I Co 2.16), certamente Paulo exprime que Deus conhece todas as coisas, ou seja, seus caminhos são inescrutáveis.
 
·       O conhecimento e a sabedoria de Deus. Elas não são perscrutadas pela mente humana (Sl 145.5; Is 55:8-9; Rm 11:33-34; Jó 11:7; 1 Co 2:16). A sabedoria de Deus é multiforme, ou seja, se manifesta de muitas formas e em todas as maneiras ela beneficia o homem (Rm 8:28). As obras de Deus são inescrutáveis (Jó 9:10; Sl 77:19; Ec 11:5; Sl 139: 2,12; 13-15; Sl 147:5).
 
·       A eternidade de Deus.
Deus é o eterno agora, ele é atemporal e assiste e determina o tempo. Ele vê qualquer coisa do começo ao fim, nada há encoberto aos seus olhos (Hb 4:13; I Jo 3:20b). Por viver no eterno agora, para ele não há passado, nem presente e nem futuro, Ele é antes de todas as coisas (Gn 1:1; Sl 90:2; 33:6; Is 43:10; Pv 8:25-30). Jesus Cristo (Jo 1:1-3; Hb 13:8; Cl 1:16,17; Jo 1: 1, 3). Deus é começo, meio e fim de toda existência, ele controla todas as coisas ler com a igreja (Jó 26:1-14).
 
C. O conhecimento divino em relação aos homens.
·        Teus olhos me viram o meu corpo ainda informe (Sl 139.16).
·       Gerado no ventre da mãe, eu já te conheci (Jr 1.5; Gl 1:15). 
·       Exemplos importantes: Jesus conheceu a mulher Samaritana (Jo 4. 16-19,29). Conheceu Natanael debaixo da figueira (Jo 1:47,48). Conheceu e viu Abraão. “Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e se alegrou” (Jo 8: 56-57). Essa palavra de Jesus despertou a curiosidade dos judeus. Disseram-lhe: (como pode ser isso?) ainda não tens cinquenta anos e viste Abraão? “Em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, EU SOU”.
 
O conhecimento de Deus ao nosso respeito é a causa de sermos protegidos, ele tem demonstrado o seu amor e compaixão por nós, porque ele conhece a nossa estrutura e lembra-se que somos pó (Sl 103:14), ele nos assiste na tristeza e alegria do nosso coração, ele não se esquece de nós, em alguns momentos pensamos que o Senhor nos desamparou, antes pelo contrário, ele não nos perdeu de vista, ele conhece-nos em qualquer situação. O Senhor é Deus de perto e não de longe? (Jr 23:23,24).
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1414 * TEMA: CONFIANÇA EM DEUS.

 

ESBOÇO 1414 *
TEMA: CONFIANÇA EM DEUS.
TEXTO: SALMOS: 46:1-11.

Introdução:
Hoje, vamos refletir sobre o Salmo 46, um cântico que exalta a confiança plena em Deus, escrito pelos filhos de Corá, durante um tempo de grande tribulação. Este salmo é conhecido por sua ênfase no poder e na presença de Deus, mesmo em meio às situações mais adversas. Davi, inspirado pelo Espírito Santo, expressa a confiança do povo de Deus diante de ameaças e calamidades. Este texto nos relembra que, apesar das turbulências ao nosso redor — sejam guerras, desastres naturais ou crises pessoais — Deus permanece como nosso refúgio seguro. Vivemos em tempos de incerteza, com desafios tanto no plano global quanto no individual. Em momentos assim, somos chamados a olhar para o Senhor como nossa fortaleza e socorro bem presente. A pergunta que quero trazer hoje é: "Como manter nossa confiança inabalável em Deus quando tudo parece desmoronar ao nosso redor. Neste estudo, veremos quem Deus é para aqueles que nEle confia. Sua presença nos traz segurança, Ele controla as nações e como, até em tempos de guerra, Ele pode trazer paz na tempestade.

1. Para os que creem, Deus é:
·        Refúgio, lugar de abrigo (Sl 46:1; 91:1,2; Is 25:4).
·        Fortaleza fala de fortificação, proteção (Sl 32:7; Dt 31:6; Hb 13:6; Sl 118:6).
·        Socorro, nas horas mais angustiantes da vida, devemos confiar no Senhor (Sl 121:1,2; 125:1).
·        Segurança (Sl 91:1-2).
·        Consolo (2 Co 1:3-4).
·        Paz (Fp 4:6-7).
 
2. A presença de Deus resulta.
·        O salmista se refere à presença de Deus como um refúgio constante, trazendo segurança e paz nas adversidades (Sl 46:1-2; Is 26:3; Jo 14:27; Sl 4:8; Fp 4:7; Sl 91:1; Rm 15:3). Esses versículos trazem consolo e reafirmam a segurança e a paz que encontramos na presença de Deus. Moisés sentia mais segurança na companhia de Deus e não de um anjo (Êx 33:14). Aqueles que confiam no Senhor, mesmo que a sua vida seja ameaçada, não temem (Sl 23:4; 27:1-3; 91:5-6).
·        Rios, essa alusão se refere às vitórias, paz, segurança, alegria e fertilidade, é tudo o que a água nos oferece (Sl 46:4; Is 32:2; 33:21; 41:18; Sl 1:3; Ap 22:1; Sl 36:8). Pode se referir também em relação à agitação externa do mundo sobre Jerusalém. Devemos ter a certeza de que Deus está conosco; o “Deus de Jacó” é o nosso refúgio, mas por que o Deus de Jacó? Porque ele nunca falhou no que faz. O salmista nos convida para conhecer as obras de Deus (Sl 46:6-7). Nós cristãos devemos confiar em Deus, ele nunca falha, pois os que confiam no Senhor serão como os montes de Sião que não se abalam (Sl 125:1-3). A nossa confiança em Deus se dá pelo poder divino sobre todas as coisas.
 
3. O poder divino sobre as nações.
As nações se embraveceram; os reinos se moveram; ele levantou a sua voz e a terra se derreteu. Deus levanta e abate, levanta rei e destrona (Dn 2:21; 1 Sm 2:7-8; Sl 75: 6-7; Pv 21:1). Esses versículos mostram que Deus tem o controle absoluto sobre os governantes e autoridades, tanto levantando como removendo, por isso ele é invencível e pode mudar situações.
 
4. Paz em tempos de guerra.
Em tempos de guerra Deus pode trazer paz (Sl 46:9-10; Êx 15:3; Sl 24:8; Is 42:13). Esses versículos destacam Deus como aquele que luta pelas causas de seu povo, sendo imbatível em todas as batalhas (Sl 46:9-10; Ex 15:3; Sl 24:8; Is 42:13). Esses versículos destacam Deus soberano em guerras, ele está pronto para lutar a favor do seu povo sendo. Devemos confiar que Deus nos proporciona paz nas “guerras” tanto pessoal, quanto emocional em nossas vidas “Os que confiam no Senhor são como o monte de Sião, que não se abala, firme para sempre (Sl 125:1).
 
A nossa confiança em Deus deve ser inabalável, na certeza de que ele está conosco em todas as circunstâncias. Devemos ter a confiança de Davi (Sl 23:4; 27:1-3). Nessa confiança, não devemos temer as dificuldades, nem aqueles que se levantam contra nós. Manter firme a nossa confiança na atualidade é um grande desafio a nossa fé, porém o Senhor nos dá força para permanecermos confiante nele.
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1413 * ASSUNTO: A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ.

 

ESBOÇO 1413 *
ASSUNTO: A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ.
TEXTO: ROMANOS 3:21-31.
 
A justificação pela fé, este é um tema recorrente na Bíblia, sendo ela uma obra puramente divina e sem nenhuma intervenção humana nesse processo. A justificação é o ato soberano de Deus em tornar o homem justo por meio de Jesus Cristo, por isso a doutrina da justificação é de elevada importância na teologia cristã. Discorrerei de maneira breve e simples sobre a justificação divina para aqueles que alcançaram o perdão do Senhor através da crença e arrependimento por meio do salvador Jesus Cristo (Rm 5:1).
 
I. O estado espiritual do homem.
É impossível falar sobre justificação sem abordar a situação pecaminosa do homem perante Deus. Conforme escreveu o apóstolo Paulo aos romanos (Rm 3:9-19). As obras não justificariam o homem e nem a lei, pois nenhum homem seria beneficiado por elas (Gl 2:16; Rm 5:1; 8:33-34; 2 Co 5:21; Ef 2:8-9), pois não havia um justo se quer, todos pecaram e destituídos ficaram da glória de Deus (Rm 3:23). O que Paulo fala neste versículo faz parte do contexto onde ele argumenta que tanto judeus quanto gentios são culpados diante de Deus e que a justificação vem pela fé em Jesus Cristo e não pelas obras. Mas ele também destaca a obra redentora de Deus que nos deu a vida por meio de Jesus Cristo, mesmo os homens estando espiritualmente mortos em seus pecados. Ele nos salvou pela graça e nos colocou em posição de honra mediante seu filho, nos mostrando a sua bondade eterna (Ef 2:1-7).
 
II. A justificação pela fé em Jesus Cristo.
·        A justiça de Deus se manifesta sem a lei, tendo apenas testemunho da lei e dos profetas (Rm 3:21-22). Todos haviam pecado e destituídos estavam da glória de Deus (Rm 3:21). Portanto, a graça de Deus nos justificou.
·        Justificado gratuitamente. A justificação gratuita é pela redenção que há em Cristo Jesus, foi ele a quem Deus propôs, por propiciação pela fé no seu sangue, para demostrar a sua justiça pela remissão dos pecados que havíamos cometidos (Rm 3:24-25; 2 Co 5:21; Rm 8:33-34), no entanto, Deus é quem nos justifica.
·        Sem méritos, de maneira que ninguém pode se orgulhar de suas obras ou de ser um cumpridor da lei, porque a salvação não foi baseada na lei, mas na fé e por ela somos justificados (Rm 3:27). Esse versículo faz parte do contexto da carta aos romanos, onde Paulo explica que a justificação diante de Deus não vem pelas obras da lei, mas pela fé em Cristo, ele também argumenta em sua carta aos irmãos de Éfeso que diante de Deus ninguém teria motivo para se gloriar porque a salvação é um dom da graça recebida pela fé em Jesus e não algo que se alcance pelos méritos humanos (Ef 2:8-9).
 
III. Salvação sem acepção de pessoas.
O plano redentor é para todos, sem acepção de pessoas, classes sociais e etnias (Dt 10:17; At 10:34-35; Rm 2:11). Esses versículos deixam claro que Deus trata todos de igual modo e de forma justa, ele não julga com base nas características externas, ele valoriza o homem segundo o coração e as ações de cada um, ou seja, ele conhece o que há no coração (1 Sm 16:7; Sl 51:17).
 
IV. As obras justificam a fé.
A salvação pela graça não é pelos méritos, como Paulo falou em (Ef 2:8-9), porém o maior testemunho de fé daquele que aceitou a graça salvadora são as obras (Tg 2:17). O que o apóstolo diz aqui é que a fé deve ser acompanhada pelas nossas ações. Ele também destaca que uma fé sem obras é ineficaz, pois as boas obras são uma manifestação prática de uma fé genuína. Para Tiago, a fé que não resulta de justiça e amor é morta, ou seja, inútil e sem efeito real na vida daquele que confessa ser cristão. Paulo escreve em algumas das suas cartas enfatizando o comportamento cristão que, através dele, refletimos o caráter de Cristo (Ef 4:1-2; Rm 12:2; Gl 5:22-23; Fp 2:3-4; Cl 3:12-14; 1 Pe 2:12).
 
Portanto, estando o homem vivendo debaixo da graça divina, não há condenação, porque a lei do Espírito e de vida em Jesus Cristo o livrou da lei do pecado e da morte (Rm 8:1). Deus, em Jesus Cristo, nos dá toda a garantia de uma vida livre do pecado, essa realidade nos dá segurança em quaisquer circunstâncias (Rm 8:31-39). O cristão deve ter uma vida pautada em princípios que comprovem a sua fé em Jesus Cristo, abandonando a ideia de que Deus só quer o coração. No entanto, o próprio Jesus disse aos fariseus e líderes judeus que não criam nele (Jo 8:21). Aqueles que permanecerem em seus pecados não compartilharão da comunhão com Deus ou para onde eu vou, vós não podeis ir. 
 
Pr. Elis Clementino.

domingo, 20 de outubro de 2024

ESBOÇO 1412 * ASSUNTO: SALVAÇÃO NA CASA DE CORNÉLIO.

 

ESBOÇO 1412 *
ASSUNTO: SALVAÇÃO NA CASA DE CORNÉLIO.
TEXTO: ATOS 10:1-48.
 
Vamos meditar sobre um momento decisivo no avanço do evangelho: a salvação na casa de Cornélio, um centurião romano. Este relato, registrado em Atos 10, nos mostra que Deus não faz acepção de pessoas. Cornélio, embora não sendo judeu, era um homem temente a Deus, que demonstrava sua fé através de suas ações e orações constantes. Isso nos ensina que não devemos julgar quem Deus pode alcançar ou excluir pessoas de Seus planos. Veremos, através da vida de Cornélio, como a salvação é oferecida a todos e como Deus, por meio do evangelho, está sempre atento aos corações sinceros que o buscam.
 
A. Contexto histórico.
·        Quem era Cornélio? Um homem de Cesareia, um centurião da corte chamada italiana.
·        Suas qualidades: Cornélio era um homem piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muita caridade ao povo, dando-lhes esmolas.
·        A sua vida devocional: ele era temente a Deus e, de contínuo, orava a Deus, esse é um princípio  fundamental para um encontro com Deus para a salvação.
 
B. A revelação divina.
Estando Cornélio orando, por volta das três horas da tarde, teve uma visão e viu um anjo de Deus, que se dirigia para ele dizendo: Cornélio! Assustado, ele disse: Que é, Senhor? O anjo lhe disse: As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para a memória diante de Deus. As maiores revelações divinas sempre vieram a nós através das orações e uma vida de comunhão com Deus. Muitas vezes queremos julgar e condenar as pessoas porque não fazem parte da nossa ou de outras denominações religiosas, no entanto, Deus sabe onde estão os seus. Existem muitas pessoas que ainda não fazem parte do rebanho de Deus, por conseguinte serão agregadas através do evangelho, porém não se sabe quando isso acontecerá.
 
C. A mensagem precisava ser ouvida.
Não há salvação sem evangelho, ele é a revelação da graça salvadora em Cristo, e Cornélio precisava ouvir, não de qualquer um, mas daquele a quem o Senhor havia delegado. O anjo lhe disse: agora, pois, envia homens a Jope e manda chamar Simão, que tem por sobrenome Pedro. Eu vou lhe dar o endereço de onde ele está, ele está na casa com um certo Simão, curtidor, que tem a sua casa junto ao mar. Ele te dirá o que convém fazer. Deus conhece a todos, seus olhos contemplam todos os lugares (Pv 15:3; Sl 33:13-14; 2 Cr 16:9; Sl 11:4; Jó 34:21). Esses versículos reforçam o conceito de que Deus está sempre atento a todos os aspectos da vida humana.
 
D. Cornélio envia homens a Jope.
·        Ele envia seus criados e um piedoso soldado, conjecturo que não podia ser qualquer um que estivesse de serviço. Cornélio contou tudo a estes e os enviou a Jope, indo eles, a caminho, já perto da cidade. Pedro subia ao terraço para orar, era quase a hora sexta. Os maiores encontros com Deus se dão através da oração.
·        Deus revela a Pedro, tendo ele fome, quis comer, enquanto lhe preparavam, sobreveio um arrebatamento de sentidos e viu o céu aberto e que descia um vaso, como se fosse um grande lençol atado pelas quatro pontas, vindo para a terra, no qual havia todos os tipos de animais quadrupedes, e repteis da terra e aves do céu. Esses animais, os judeus, não podiam comê-los, porque eram considerados impuros e a ele foi-lhe dirigida uma voz: levanta-te, Pedro! Mata e come!
·        A rejeição de Pedro à visão dizendo: Senhor, de modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum ou imunda. O Senhor lhe responde pela segunda vez, lhe dizendo: não faças tu comum ao que Deus purificou, isso aconteceu por três vezes e o vaso foi recolhido ao céu. O Senhor mostrava a Pedro que a salvação era para todos, tanto judeu, gregos e gentios, e que ele não rejeitasse aqueles que Deus lhes apresentasse.
·        Enquanto Pedro meditava naquela visão, chegaram os varões perguntando pela casa de Simão. Pensando Pedro naquela visão, o Espírito disse a Pedro: há três varões que te procuram, levanta-te, vai ter com eles, não duvidando; porque os enviei.
  • O encontro de Pedro e Cornélio. Ao chegar Pedro à casa de Cornélio, ele se ajoelhou perante Pedro, que o disse: levanta-te, que também sou homem. Cornélio precisava ouvir a palavra de Deus, enquanto Pedro pregava, caiu o Espírito Santo sobre todos que o ouviam (At 10:44-48). Ora, Pedro, na casa de Cornélio, disse: “reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas” (At 10:34). Paulo, quando escreveu aos romanos, disse: “Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas” (Rm 2:11).
A lição que aprendemos é que não devemos desprezar as pessoas, mas considerar a universalidade da salvação. Há muitas pessoas que ainda serão salvas por meio do evangelho, muitas delas são piedosas, elas serão alcançadas pela pregação do evangelho, mas os instrumentos de Deus somos nós, o Espírito Santo nos mostrará essas pessoas. A mensagem para o pecador é: crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa (At 16:31).
 
Pr. Elis Clementino.