terça-feira, 25 de outubro de 2016

ESBOÇO 714 A ORAÇÃO INSENSATA

ESBOÇO 714
TEMA: A ORAÇÃO INSENSATA
TEXTO: LUCAS 18: 9-14

            Jesus expressa uma rica parábola sobre um fariseu e um publicano com a finalidade de reprovar os que se julgassem justos e desprezassem os outros. A mensagem também servia para mostrar aos seus discípulos que a atitude daqueles fariseus não devia ser imitada. O âmago da parábola era o egoísmo religioso e o desprezo pelas pessoas mais humildes, e que seus discípulos deveriam reprovar atitudes semelhantes.

I. Jesus reprova dois pecados praticados pelos fariseus;
1. A presunção “altivez”
2. O egoísmo “exclusivismo”.

II. Atitudes importantes
1. Humildade
2. Reconhecimento da grandeza de Deus

III. Resultado do orgulho
1. Não devemos ser orgulhosos, ele precede a ruína (Pv 18:12a);
1.1. Exemplos de destruição através do orgulho:
Lucifer (Ez 28:11-17; Tm 3:6);
Jezabel (2 Rs 9:30-33);
Golias (I Sm 17:8-47);
Nabucodonozor (Dn 4:28-30);
Belsazar (Dn 5:1-9)

IV. Exemplos de humildade
2. A humildade precede a honra (Pv 18:12c);
1.2. Exemplos de pessoas honradas através da humildade:
José (Gn 39;1-18; 41:37-44);
Gideão (Jz 6:11-16);
Davi (I Sm 17-18);
Salomão (I Rs 3:1-9);
Jesus Cristo (Fp 2:5-11).
Devemos levar em consideração que há resultados para esses dois exemplos, o orgulho e a humildade.

O âmago dessa parábola era mostrar que o egoísmo conduz a um resultado triste, os fariseus que oravam malbaratavam os seus orgulhos, eles foram reprovados por Deus. A maior reprovação não é a humana, mas a divina, eles não foram justificados, enquanto o publicano voltou para a sua casa justificado por Deus, o seja, aprovado pela sua atitude de humildade. Amados, devemos reprovar qualquer atitude que induza a nos ufanar, ou se vangloriar, porque não temos méritos para isso. O fariseu expôs todo seu orgulho dizendo: “não sou como os demais homens” dou o dizimo de tudo dizia ele, enquanto o publicano se humilhava diante de Deus e curvado batia no peito e pedindo misericórdia por não ser digno nem de olhar para o céu, “Deus ama o coração quebrantado”. A nossa postura humilde diante de Deus faz toda diferença. “Eu habitarei com os humildes e contritos de espírito” (Is ).

Pr. Elis Clementino – Paulista-PE
AD Excelência – Paulista - PE


terça-feira, 18 de outubro de 2016

ESBOÇO 713 TEMPESTADES

ESBOÇO 713
TEMA: TEMPESTADES
TEXTO: Marcos 4:35-41;Is 21:1
               
                É muito natural ouvirmos falar de vendavais e tempestades, no entanto não se prever as conseqüências após acontecimento. As tempestades têm características bem diferentes de simples chuvas com ventanias moderadas que não causam estragos como acontecem com os fortes vendavais e tempestades. Nesse assunto eu quero rapidamente e sem muitos pormenores discorrer sobre esses fenômenos e o que eles podem causar, mas concluir esse assunto falando sobre os vendavais e tempestades no sentido espiritual.

I. Fenômenos
1. Tempestades
Tempestade geralmente vem acompanhada com rajadas de ventos fortes e dependendo da proporção ela pode causar graves estragos nas regiões afetadas, principalmente nas cidades costeiras e com mar aberto, o mar fica agitado e com ondas altas e ventos com mais de 100km/h, e quanto mais velocidade, mais estragos faz. Ouvimos histórias do passado e recentes com destelhamento do que esses acontecimentos têm causado, onde casas e prédios são invadidos pelas águas do mar com ondas gigantescas, arrastando barcos, carros, casas deixando muitas pessoas desabrigadas, outras cidades costeiras são praticamente varridas do mapa como no ultimo acontecimento no Haiti, em fim toda tempestade é devastadora e com alto custo para essas cidades sejam recuperadas. Há muitos tipos de tempestades, mas todas elas deixam rastros de destruição pequenos ou grandes.

2. Furacão
Existe também o furacão ou ciclone, ele se apresenta com características um pouco diferente de uma tempestade de chuvas e ventos, mas uma espécie de redemoinho parecido com uma tromba de elefante afunilado que vem com ar quente e poeira dependendo da velocidade vai varrendo e jogando para a atmosfera tudo o que encontra pela frente, a situação se torna insopitável. Existem países que são vulneráveis a esses fenômenos devido às localizações geográficas. Tanto as tempestades quanto o furação está acima das nossas forças (Mc 4:35-41). O profeta Isaias predisse a destruição da Babilônia usando fenômenos meteorológicos, porém na mensagem ele não se referia literalmente esses fenômenos, mas que um exército poderoso passaria sobre Babilônia como um tufão destruindo tudo pela frente (Is 21:1).

3. Maremoto
Existem também no mar as acomodações das chamadas placas tectônicas, quando elas se movimentam causam o fenômeno chamado maremoto jogando para terra água e lama, com essa reação inundam cidades inteiras como aconteceu no Japão há alguns anos atrás, os navios, barcos foram lançados em terra, árvores foram arrastadas, carros, casas, prédios e milhares de pessoas foram soterradas na lama.
II. Idéias sobre essas calamidades
Antigamente tempestades sobre alguns lugares eram sinais de reprovação divina sobre aquele povo, mas nem sempre foram, ou seja, apenas algumas calamidades. Todos nós estamos em situações vulneráveis às variações climáticas e outros fatores que contribuem para esses eventos, mas com o passar dos anos os acontecimentos estão ficando cada vez mais frequentes porque o próprio homem tem contribuído para essas ocorrências, todavia deixemos de lado os eventos naturais e meditemos nos acontecimentos que envolvem a nossa vida espiritual.

III. Circunstancias parecida
Existem circunstancias na vida que nos parece serem tempestades, eles são piores porque atinge a alma e o espírito, invadindo a sua vida capaz de se instalar uma crise existencial. Essas situações nos causam sensações desagradáveis como: Angústia, esvaziamento de Deus e de si e pavor, finalmente falta tudo, essa situação lhe envolve como uma pele e você têm que lutar sozinho. Nessa ocasião parece que o barco começa a encher de água e os ventos soprarem ainda mais fortes, seus gritos de socorro ninguém os escuta.

IV. O grito de socorro
Os discípulos não queriam incomodar o mestre que cansado ele dormia sobre uma almofada na popa do barco, num sono tranquilo parecia que nada estava acontecendo com o barco, mas de repente ele escuta os gritos MESTRE DESPERTA! Não vês que estamos perecendo? Jesus tranquilamente se levanta, olha para os ventos e a bravura do mar e a primeira coisa que ele faz é acalmar os ventos, ACALMA-TE VENTOS! Pois eles são as causas da revolta e a braveza do mar, em seguida ele dá as ordens ao mar dizendo: AQUIETA-TE MAR! A natureza ouve a sua voz.

Não importa que tipo de tempestade, vendaval, redemoinho ou tufão você esteja passando na área espiritual, financeira ou de enfermidades, não perca a esperança, ela é como chuva de verão “passageira”. Não esqueça que o Senhor está no controle do barco, ele não vira e não vai naufragar do Senhor sairá à ordem e acalmará a tempestade como fez com os discípulos em alto mar, ao vê-lo acalmar a tempestade gritarão em alta voz dizendo: QUE HOMEM É ESSE QUE ATÉ OS VENTOS E O MAR LHES OBEDECEM! A brisa suave do Senhor te dá descanso (I Rs 19:9-13).

“O poder infinito de Deus não está na tempestade, mas na brisa.” Rabindranath Tagore

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

AD Excelência

ESBOÇO 712 AS PERSEGUIÇÕES A IGREJA

ESBOÇO 712
TEMA: AS PERSEGUIÇÕES A IGREJA
TEXTO: ATOS DOS APÓSTOLOS 4:1-3; 7:59

A palavra igreja foi instituída por Jesus Cristo sendo ele próprio a pedra fundamental, ele disse a Pedro sobre esta pedra edificarei a minha igreja, a pedra a qual ele se referia não era Pedro, e sim ele “Cristo”. A igreja primitiva era fundamentada nos seus ensinamentos, posteriormente os cristãos foram chamados de os Nazarenos. A unidade daqueles cristãos fortalecia cada vez mais a igreja, eles estavam unidos em três aspectos, na comunhão, no partir do pão e nas orações (At 1:42).

O significado da palavra Igreja
No grego a palavra igreja chamasse ekklesia, no latim ecclesia é originada do grego, designava uma “assembléia”, ou seja, uma reunião de pessoas para tratar das coisas comuns. No hebraico chamasse “qahal” que significa “assembléia”.

As perseguições a igreja
Após a morte de Cristo os nazarenos estavam recuados devido às perseguições até o dia de pentecostes quando àqueles cento e vinte crentes foram cheios do Espírito Santo. Naquele episódio surgiu a primeira e a maior pregação de Pedro resultando na conversão de mais de três mil almas. Foi um período ameaçador para igreja, pois as perseguições eram terríveis, os cristãos eram martirizados, decapitados e queimados vivos, essas perseguições fizeram com que o evangelho se expandisse em todo mundo.

A base que sustentava a igreja
A igreja tinha uma base sólida “Cristo” (At 4:11), e por essa razão ela resistia às perseguições sem perder a fé, principalmente a do austero imperador Nero em 67 d.C. quando foram mortos muitos os discípulos e seguidores que professavam a sua fé em Jesus Cristo. Depois de Nero as perseguições continuaram com o imperador Domiciano, em 81 d.C. Elas continuaram com os demais imperadores, em 303 d.C. O décimo imperador Diocleciano começou com um dia sangrento para os cristãos em três de fevereiro de 303 d.C. se estendendo até 313 d.C. As atrocidades continuaram contra a igreja na Pérsia, nessa época os sacerdotes pagãos adoradores do sol, receosos de perderem a influência em dominarem as pessoas sentiram-se ameaçados com o crescimento da igreja, e com o pretexto de destruir os cristãos acusaram-lhes de desobediência ao imperador, por causa disso muitos cristãos novamente foram cruelmente martirizados. As perseguições amenizaram quando Constantino escreveu a Sapores uma carta informando sobre a sua fé em Cristo e que havia sido abençoado por não perseguir os cristãos e que a Pérsia deveria experimentar o mesmo, mas após esse período continuaram. As perseguições papais, elas tomaram uma nova roupagem do cristianismo perseguindo a igreja, e muitos cristãos continuaram sendo mortos por muitos séculos, eles eram considerados hereges se não se submetessem ao catolicismo romano, todavia quanto mais perseguia a igreja mais ela crescia (At 4:4).

Os segredos do crescimento da igreja
(1) A sua base sólida; (Jesus a pedra de esquina ou angular);
(2) Obediência; (A obediência ainda é um dos fatores que contribuem para o crescimento);
(3) A oração, uma igreja que orava (At 2:42);
(5) Fortalecida pelo poder do Espírito Santo no dia de pentecoste (At 2:36-41);
(4) Unidade, havia entre os convertidos e discípulos (At 2:42-47).

A igreja, um organismo vivo
Todo organismo vivo se desenvolve, a fé daqueles cristãos estavam em pleno desenvolvimento, era uma fé que transportava montanhas, porque uma chama estava acesa, era um pavio que fumegava e ninguém conseguia apagar. A pedra que sustentava a igreja permanecia bem firme.

Ainda hoje as igrejas cristãs são perseguidas em várias partes do mundo, muitos cristãos continuam sendo mortos barbaramente. Há países desenvolvidos que pouca coisa mudou, ainda continuam perseguindo de maneira velada, onde o preconceito religioso ainda existe, mas os cristãos continuam a propagar o evangelho atendendo o chamado do Senhor, a chama continua acesa. Paulo estava consciente da sua missão “me é imposta essa obrigação”, pelo evangelho ele estava disposto a sofrer e até morrer (At 20:20-27). Somente por meio do evangelho as pessoas podem ser transformadas, porque o evangelho é o poder de Deus e salvação para todo aquele que nele crê. Não importam os vitupérios, muito mais sofreram os nossos pais na fé. A recompensa virá do Senhor para todos quantos estiverem empenhados na sua divulgação. “Deus não esquecerá o vosso trabalho”.

BIBLIOGRAFIA
Livro dos mártires
Bíblia Sagrada

Pr. Elis Clementino- Paulista-PE

AD Excelência

domingo, 9 de outubro de 2016

ESBOÇO 711 RELACIONAMENTO

ESBOÇO 711
TEMA: RELACIONAMENTOS
“E, partindo dali, encontrou a Jonadabe filho de Recabe, que lhe vinha ao encontro, o qual o saudou e lhe disse: Reto é o teu coração, como o meu coração é com o teu coração? E disse Joanadabe; É. Então, se é, dá-me a mão. E deu-lhe a mão, e fê-lo subir consigo ao carro. E disse: Vai comigo, e verás o meu zelo para com o Senhor. E o puseram no seu carro.” 2 REIS 10:15-16

                Relacionamento, o termo que indica aproximação entre pessoas, dessa maneira elas podem desenvolver e compartilharem uns com os outros em todos os aspectos que a vida lhes faculta. Deus criou os seres humanos capazes de interagirem de maneira harmoniosa entre si, e ao mesmo tempo quebrar barreiras que os impeçam de se unirem. Eu quero apenas enfatizar nesse argumento o episódio entre Jeú e Jonadabe filho de Racabe, e como se aproximaram entre si, nos dando um belo exemplo de humildade e sinceridade de coração.

I. Contexto histórico
Houve uma separação entre as doze tribos de Israel, elas foram divididas em dois grupos, o reino do sul e o do norte, a do sul pertenciam a Judá e Benjamim e a do norte era comporta de dez tribos, porém Jeú foi ungido por Elizeu e reinava na capital de Samaria. Separação é sinônimo de afastamento e isolamento, acontecem quando o maior bem a ser compartilhado é desprezado.

Não podemos abrir mão de alguns princípios para um bom relacionamento, entre eles estão: (1) Gostar de si, as pessoas que não gostar de si mesma, não gostará de mais ninguém. (2) Amar ao próximo, se não amar o próximo é impossível amar a Deus, este é o segundo mandamento (Lc 10:27). (3) Subserviência, ela é o reconhecimento de que necessitamos das outras pessoas e da importância delas.

Nesse texto aprendemos lições significativas: (1) Jeú era Judeu e Jonadabe era gentio; (2) Aquele encontro trouxe uma mudança significativa em suas vidas.

II. O que acontece quando o amor é compartilhado?
(1) Antes que as mãos se estendam quem primeiro chega é o coração (2 Rs 10:15)
(2) As mãos que se apertam sem que o coração chegue primeiro é falsidade e aonde não há sinceridade a falsidade está em ação e predomina.
(3) O Olhar diz muito sobre a nossa franqueza, há pessoas de olhar vago quando está conversando com outras pessoas.
(4) Dois inimigos não conseguem se abraçarem, e se conseguirem aquele relacionamento podem ter dias contados porque as diferenças não permitem.

                Em um relacionamento conturbado alguém tem que abrir mão da sua arrogância e do seu egoísmo. Quando não atentamos para essa realidade estamos dando um péssimo exemplo para uma sociedade apodrecida pela ignorância e pecado, Jesus não se recusou de nos dá a mão quando éramos seus inimigos, ele uniu Judeu e Gentio pela sua cruz. O belo exemplo entre Jonadabe e Jeú deve ser seguido em nossos dias de tantas indiferenças, quando dois inimigos se abraçam ambos ganham e os que estão em sua volta ganham muito mais. “E, partindo dali, encontrou a Jonadabe filho de Recabe, que lhe vinha ao encontro, o qual o saudou e lhe disse: Reto é o teu coração, como o meu coração é com o teu coração? E disse Joanadabe; É. Então, se é, dá-me a mão. E deu-lhe a mão, e fê-lo subir consigo ao carro. E disse: Vai comigo, e verás o meu zelo para com o Senhor. E o puseram no seu carro.” (2 Rs 10:15-16).

Cada um mostre o seu zelo pelo Senhor com generosidade de coração, Jeú e Jonadabe andaram juntos no mesmo carro, será que você pode estender a sua mão a seu inimigo e andarem juntos no mesmo carro espiritual? Jesus está voltando cuidado! Se não, qual será o seu destino?

Pr. Elis Clementino-Paulista-PE
AD Excelência






quarta-feira, 5 de outubro de 2016

ESBOÇO 710 O BOM SAMARITANO

ESBOÇO 710
TEMA: O BOM SAMARITANO
TEXTO: “Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” GÁLATAS 5:14; LUCAS 10:29-37)

            Na parábola do bom samaritano Jesus mostra quem é o próximo e expõe a importância da prática do amor para com ele. Na narrativa aparecem quatro personagens, sendo que dois deles com maiores responsabilidades, um sacerdote e um levita, o terceiro é um samaritano, esse diante a posição dos sacerdotes e dos levitas não tinha muito a ver com as responsabilidades deles, mais se tornou o homem demonstrou o verdadeiro amor ao próximo, e por último um indivíduo desconhecido que fora assaltado. O âmago dessa parábola é o amor ao próximo.

1. A vítima do episódio
Descia um homem para Jerusalém e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o desposaram e o espaçaram deixando-o quase morto. Consideremos que são nos momentos mais difíceis da vida que conhecemos onde está o nosso próximo.

2. O Sacerdote
Os Sacerdotes tinham atribuições importantes no cuidado do altar, dos sacrifícios e do povo perante Deus, havia uma relação entre sacerdotes e levitas, eles representavam a religião os sacerdotes e a prática da religião. O exercício do amor ao próximo abrange a todas as pessoas sem importar que classes sociais pertencessem, pois aos sacerdotes incluíam o dever de socorrer até aos animais (Dt 22:4; Hb 5:1), mas ele passou e olhou, mas não com sentimento de compaixão e dor pelo próximo.

3. O Levita
As atribuições dos levitas eram cuidar dos sacerdotes, das orações, da limpeza, dos suprimentos, da música e das ofertas, o levita representava as boas obras, tanto o sacerdote quanto os levitas não podiam estar alheios a situação daquele homem, principalmente naquele estado, também eles não podiam ser apáticos nos olhares para com os necessitados, eles não deviam olhar somente com os olhos, mas também com o coração (Mt 13:15; Ef 1: 17,18).

4. O bom samaritano
Ele é a terceira figura principal desta parábola, ele representa o amor e a misericórdia. Em que consistiu a bondade do Samaritano?
(1) Não serviu a si mesmo;
(2) Olhou não somente com os olhos, mas com o coração;
(3) Chegou perto;
(4) Agiu imediatamente com ato de caridade e solidariedade;
(5) Valorizou mais a vida, mas do que o dinheiro ou as coisas;
 (6) Utilizou o seu azeite nas feridas daquele pobre homem, e o pôs em sua cavalgadura.
(7) Ele desceu ao mesmo nível do necessitado, somente conheceremos as necessidades dos outros quando descemos ao mesmo nível, ou seja, sentindo-se igual a ele.

            Esse texto evidencia também a misericórdia de Deus através de Jesus Cristo e o seu amor para conosco quando estávamos caídos e enfermos espiritualmente (Ef 2:1). O maior ato de solidariedade é estender a mão ao próximo no momento que mais ele necessite. Há muitas pessoas nas mesmas condições daquele homem caído à beira da estrada, e pessoas como os sacerdotes e levitas que passaram a passos largos e não demonstraram compaixão por elas. O samaritano é a expressão da bondade do amor e da misericórdia ao próximo, por isso Jesus o qualificou de bom. O homem caído meio morto não é identificado, isso indica que não devemos olhar a quem, o que mais importa e o exercício do amor, a atitude do samaritano nos deu a idéia do quanto à vida é valiosa, ele, porém, pôs o pobre homem na sua cavalgadura e levou-o para estalagem pagou uma quantia para cuidarem daquele homem, notem que ele valorizou a vítima mais do que as coisas, ele também reconhecia que o seu dinheiro diante da vida nada valia. Como você tem olhado para o seu próximo? Saiba! O ato de solidariedade não tem preço.

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

AD Excelência

terça-feira, 4 de outubro de 2016

ESBOÇO 709 MANTENDO AS VERDADEIRAS AMIZADES

ESBOÇO 709
TEMA: MANTENDO AS VERDADEIRAS AMIZADES
TEXTO: PROVÉRBIOS 25:17

Existem limites para todas as finalidades, o uso do bom senso é a única maneira de determiná-los. Há atitudes de nossa parte que podem causar aborrecimentos e quebra de boas amizades. Consideremos alguns motivos pelos quais aparecem certos aborrecimentos entre pessoas que se consideram amiguíssimas. Desejo nesse assunto apresentar alguns tipos simples de amizades, a quebra e as implicações.

I. Quatro tipos de amizades
a) Amizade consciente - é aquela que cada um reconhece seus próprios limites. Esse tipo de relacionamento provavelmente terá durabilidade e não foge do controle, ela é firmada no respeito e na consideração sem confundirem-se.

b) Amizade moderada - é aquela que as pessoas não se apegam muito, é uma relação respeitosa cada qual no seu lugar. São poucos os momentos para estar juntos, esse tipo de amizade vai caminhando sem problemas.

c) Amizade interesseira - esse tipo de amizade é uma das mais ameaçadoras, ela acaba quando o interesseiro não encontra mais nenhuma possibilidade de usufruir algo do seu interesse do suposto amigo, e logo o abandona.

d) Amizade íntima – essa é um tipo de amizade que não se reconhece limites. Diz-se que o direito de um começa quando o do outro termina, essa é uma grande verdade, mas nem todas as pessoas se dão conta da existência desses limites confundindo a amizade com libertinagem. Esse tipo de amizade podem não ter durabilidade, porque essas pessoas terminam entrando na intimidade e interferindo na vida particular, não se afastando de junto a outra pessoa, ou seja, esse tipo de relacionamento incomoda porque uma delas não retira os pés da casa da outra (Pv 25:17). “Intimidade demais gera desprezo.”

II. A quebra de amizades e suas implicações
Citamos quatro exemplos simples de amizades, no entanto a mais vulnerável é a amizade íntima. Quando uma amizade desse tipo é rompida pode ocasionar consequências por algum tempo ou toda vida, mas isso depende do tipo de rompimento, há alguns motivos que terminam em algo muito pior. Por essa razão devemos ter muito cuidado, porque se houver uma amizade saudável com certeza evitará muitos problemas futuros.

Muito cuidado para não deixarmos as boas amizades no meio do caminho. Há muitas causas de rompimento de afetos: (1) As incompreensões, elas podem trazer transtornos durante a caminhada de uma amizade; (2) As contendas, elas são capazes de separar bons amigos, cada um deve conter-se dentro dos seus limites; (3) As dissensões ou as divergências podem existir, mas dentro de um extremo controle; (4) Os mexericos; tudo isso contribuem para o desentendimento entre amigos; (5) Liberdade excessiva em todo momento na casa do próximo.

            Devemos ter cuidado para não permitirmos que as nossas boas amizades sejam quebradas e transformadas em ódio. O nosso afeto não deve ser estabelecido por interesse, mas com base no amor ao próximo, Salomão fala sobre o verdadeiro amigo dizendo: “O amigo ama em todo o tempo; e na angústia nasce o irmão (Pv 17:17). É óbvio que por mais amigo que seja, um ou outro pode ter atitudes que causem incômodos, para isso toda amizade necessita ser bem criteriosa, o respeito mútuo é indispensável. Uma boa amizade deve ser constituída na base da lealdade e no bom senso, tendo como base o amor  ao próximo. Há pessoas que tem muita facilidade de fazer amizades, por onde passa granjeai muitos amigos, só que o problema não é fazer amizades, mas conservá-las, pois muitas pessoas não sabem mantê-las por isso elas perdem imediatamente. No convívio com as outras pessoas tenhamos muito cuidado, pois é melhor manter amizades conscientes e moderadas, e assim cada um está em paz em sua casa. (Pense bem que tipo de amizade você está constituindo para depois não se tornar um pesadelo.)

Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

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708 A RENÚNCIA

ESBOÇO 708
TEMA: RENÚNCIA
TEXTO: MATEUS 16:23

            A tarefa mais difícil para o homem é ter que renunciar algo que esteja apegado, talvez esse apego não seja por coisa tão relevante. A inclinação por algo que julga ser tão relevante não sendo pode causar um atraso no desenvolvimento do indivíduo, muitas vezes ele olvida as coisas admiráveis. O homem necessita ter o espírito de renúncia, pois durante a sua vida ele sempre terá que renunciar ou se apegar em algumas coisas, portanto é preciso identificar bem aquilo que ele deve se apegar ou não. Nesse assunto discorreremos sobre a definição, a renúncia e o que ele envolve no sentido espiritual.

1. Definição
Renúncia - abdicar, recusar e abandonar é sinônimo que indica a renuncia de algo. Todo ser humano tem a possibilidade de aceitar ou recusar algo bom ou não, mas é importante saber que dependendo do resultado da escolha ele pode ter sucesso ou não. A renúncia de qualquer coisa deve ser de maneira espontânea e do próprio indivíduo, quando forçamos essa renúncia não será concretizada completamente, dessa maneira a renúncia pode ser temporária, ou seja, o indivíduo volta a praticar tudo novamente. Renunciar é libertar-se de algo ruim, ou algo que o homem esteja sendo impulsionado a fazer, esse controle constitui o domínio próprio.

2. Renuncia no ministério de Cristo
Desde o inicio do seu ministério Jesus enfatizou a renúncia como meta principal para ter acesso ao reino de Deus, os discípulos deveriam abdicar as coisas que estivessem apegadas para segui-lo. Muitas vezes entendemos que essa renúncia seja somente em relação à vida pecaminosa, no entanto a sua mensagem era clara mostrando que não era apenas isso, ela iria muito mais além como:
(1) Apego ao pecado – A renuncia dele é imprescindível para salvação;
(2) As coisas dessa vida - O apego as coisas materiais podem deixar o indivíduo fora do reino de Deus (Mt 19:16-22; Mt 19:23,24);
(3) A renuncia do eu – É o tipo de renuncia mais difícil, pois ela é a credencial para quem quer seguir a Jesus “Quem quiser vir após mim negue-se a si mesmo e siga-me...” (Mt 16:23).

3. A prova do amor a Deus envolve renúncia
O desapego e a renúncia é a prova do amor a Deus, Jesus disse aos discípulos: Quem não deixar pai, mãe e irmão (Lc 14:26,33) deixar aqui não significa literalmente abandonar a família, mas que ninguém deva amar a alguém mais do que a Deus. “Amar a Deus sobre todas as coisas”.

            Se quisermos servir a Deus teremos que abdicar de coisas que comprometam a nossa vida devocional, pois há possibilidade para isso, porém não deve ser de maneira forçada, mas renunciar de maneira espontânea deixando para trás os prazeres, a nossa conduta comprometedora, postura e o nosso próprio eu. O Apostolo Paulo renunciou tudo (Gl 2:20; Fl 1:21; 3:7). Quando conseguirmos controlar o “EU” certamente estaremos mais perto de Deus.

Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

AD Excelência