quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A CHAMADA DE DEUS TEM UM PREÇO

ESBOÇO 422
TEMA: A CHAMADA DE DEUS TEM UM PREÇO
“Tu, pois, cinge os lombos” (Jr 1.17a)

Qualquer tarefa designada por Deus para o homem há um preço e sacrifício a pagar para mantê-la. Os homens de Deus da antiguidade, quando foram escolhidos e chamados para um propósito divino pagaram um alto preço. Se fizermos uma avaliação da vida dos profetas, iremos concordar com o que disse o escritor aos Hebreus, quando fez um pequeno relato a respeito da vida e chamada deles. Passaram por padecimento, provações, perseguições, e até tiveram as suas vidas ceifadas (Hb 11.32-34). Os discípulos, apóstolos e todos quantos até hoje foram chamados para a obra de Deus pagam um alto preço por esse serviço prestado ao Senhor (Hb 11.36-38). Discorreremos neste comentário sobre os sofrimentos, como preço para no exercício do ministério cristão.

Propósitos de Deus
Nem sempre entendemos os propósitos de Deus na vida de uma pessoa, devido à complexidade e tipo de chamada, por exemplo, os irmãos de José não entendiam os propósitos de Deus na vida dele (Gn 37.5-10), apenas o seu pai entendia que havia algo diferente e preferiu guardar em silêncio no seu coração (Gn 37.11). Tudo estava dentro dos planos divino, não sabemos e não entendemos a forma e nem a fórmula da operação divina (Ec 11.5; Rm 8.28). Os propósitos de Deus resultaram não somente na conservação da sua família (Gn 45.5). Outros homens de foram chamados por Deus para Sacerdotes, Reis e Profetas para cumprirem os propósitos de Deus.

Processos por que passa um homem chamado por Deus
Os profetas: Faremos um pequeno comentário sobre alguns deles.

Elias, um profeta zeloso enviado a profetizar contra a idolatria. Por causa dessa missão ele foi odiado e procurado, Deus o usou poderosamente e ficou conhecido como homem de Deus, o profeta de fogo. Destacou-se pela sua bravura em falar as verdades de Deus aos reis idólatras, mesmo o Senhor estando com ele não estava isento de perseguições e de ser afetado por um estado depressivo, tendo como o final do seu ministério naquele momento (I Rs 19.2-4).

Jeremias, um profeta chamado desde o ventre (Jr 1.5). O seu ministério profético foi dirigido ao Reino do Sul de Judá, profetizou a uma nação que se rebelou contra o Senhor, Jeremias conclamava o povo a arrepender-se dos seus pecados, advertindo-os que não escapariam dos castigos de Deus e por causa da sua mensagem ele enfrentou oposições e sofrimentos, mas Deus promete estar com ele (Jr 1.8). A sua mensagem continha partes ligadas a juízo como também restauração a nação desviada de Israel (Jr 1.10).

A prosperidade dos ímpios e o pedido de Jeremias:
1. Jeremias enfrentava sofrimentos, enquanto os ímpios prosperavam (Jr 12.1-4);

2. Jeremias se justifica diante de Deus e pede a ele para impelir os seus inimigos (Jr 12.3). Quando ele apresentava as suas razões e clamava por alívio a resposta de Deus foi; “Se você considera essa situação difícil, o que fará quando ela se tornar realmente ruim? (Jr 12.5). Até os da sua própria família haviam conspirado contra ele (Jr 11.9).

Os sofrimentos de Jeremias aumentavam ainda mais, e ninguém queria ouvi-lo profetizar (Jr 18.18). Ele sofreu nas mãos de Pasur “esse era o título do encarregado de manter a ordem no templo” (Jr 20.1,2; cf 29.26), ele fere Jeremias e manda amarrar os seus pés no tronco, esse fingiu ser profeta, mas Jeremias não deixou de entregar aquilo que o Senhor havia mandado, embora depois o desespero toma-se conta do profeta, e mediante essa situação ele expressa a sua revolta no sentido de abandonar a Deus, estou decepcionado contigo (Jr 20.7,9).

Muitos têm em mente que ser um chamado por Deus para uma obra é estar cercado de privilégios, títulos e reconhecimento do trabalho, entretanto nada sabem a respeito das entrelinhas da vida de um obreiro, o que não é visto nem manifestado no seu cotidiano, ou seja, o que acontece nos bastidores do seu ministério (2 Co 11.23-28). Basta ler o texto de Coríntios a respeito do espinho na carne descrito por Paulo, ele nos dá a ideia de sofrimento (2 Co 12.7), por isso Paulo ficou perturbado e por ele orou três vezes, e a resposta foi: “A minha graça te basta...” (2 Co 12.9). Saiba que para o homem executar os propósitos de Deus é necessário percorrer caminhos difíceis e tenebrosos, mesmo assim devemos continuar comprometido com Deus e a sua obra mesmo que as coisas não estejam boas.

“Ninguém destrói o ministério de um chamado por Deus, a não ser ele próprio” CLEMENTINO

Querido irmão não pense que os sofrimentos irão destruir os projetos de Deus na sua vida, antes pelo contrário ele edificará ainda mais o seu ministério. Não devemos desanimar mesmo quando as situações se tornarem ainda mais complexas, se o trabalho parecer perdido e as orações não forem respondidas a tempo, fica tranquilo (a), isso não significa que o SENHOR não esteja com você.

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o pai das misericórdias e o Deus de toda consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados de Deus. Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também a nossa consolação sobeja por meio de Cristo” (2 Co 1.3-5).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

RIQUEZAS QUE NÃO ACRESCENTAM DORES

ESBOÇO 421
TEMA: RIQUEZAS QUE NÃO ACRESCENTAM DORES
“A bênção do SENHOR é que enriquece, e não acrescenta dores.” (Pv 10.22).

Há muitas riquezas que o ser humano contrai, e muitas delas não provêm de Deus por serem mal adquiridas. Entretanto, essas opulências acrescentam problemas e dores, mas as bênçãos do Senhor não são assim. Por isso vale mais o pouco que o justo tem, do que as riquezas de muitos ímpios (Sl 37.16).

Riquezas materiais
Elas não trazem felicidade, mas perturbações e angústias. O medo de perdê-las inquieta os homens, e as aspirações de querer mais não os deixa dormir. A sua busca, incessantemente, pode levar o indivíduo à tentação para pecar e fazê-lo cair na desgraça (I Tm 6.9,10,17). Não podemos dizer que não é normal o indivíduo adquirir bens materiais: casas, terras, carros, ou seja, gerar patrimônios para a sua posteridade, porque também isso é Dom de Deus, no entanto devemos ser cautelosos (Ec 5.19).

A busca desordenada pelas riquezas tem levado (a) muitos a adquirirem riquezas e fama; em contrapartida, essas coisas mal adquiridas terminam em tragédias. “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviam da fé e se transpassam a si mesmos com muitas dores” (I Tm 6.10, Ec 5.10). “A riqueza adquirida às pressas diminuirá, mas quem ajunta pouco a pouco terá aumento” (Pv 13.11). Esses desejos intensos de ter levam o indivíduo a esquecer que, antes do ter é ser. Devemos ter ciência que a nossa existência vale mais do que qualquer outra coisa. Jesus mostrou aos discípulos que eles eram mais valiosos que as coisas; os discípulos naquele momento não pensavam que seriam tão importantes (Mt 6.19-34). Existem coisas mais relevantes do que as riquezas. Jesus mostrou ao moço rico que a salvação estava acima de tudo (Lc 18.22,23). “Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas” (Lc 18.24,25).

A Prosperidade
As pessoas desejam que os seus bens sejam multiplicados, no entanto devemos pensar o seguinte: “Quando os bens se multiplicam, também se multiplicam os que deles comem. Que mais proveito tem aos seus donos do que os ver com os seus olhos?” (Ec 5.11). Mesmo assim os seus donos sentem prazer em tê-los. Quando os bens se multiplicam muitas vezes não se sabe a razão. “Semeou Isaque naquela terra e, no mesmo ano recolheu cem vezes mais, porque o Senhor o abençoava.” (Gn 26.12-14). Deus é quem conduz o homem à prosperidade, quando este lhe dá lugar (Gn 26.2;39.2,3; Js 1.8;I Cr 22.13;Dt 29.9; Sl 1.2,3). O segredo de toda prosperidade foi a obediência de Isaque. Por essa razão muitos ficam preocupados com o desenvolvimento de algumas pessoas e dizem: Como pode ser isso?

Nem sempre a prosperidade está relacionada ao dinheiro e bens materiais. Existem pessoas que nada têm, entretanto são ricas, outros são ricos, porém pobres (2 Co 6.10; Tg 2.5). A riqueza interior “caráter” e espiritual são as maiores. Outra coisa que necessitamos saber é que a pobreza nem sempre está relacionada ao pecado e maldição. Jesus, dono de tudo, se fez pobre (Mt 8.20). Em um jantar em Betânia em casa de Lázaro, Jesus viu alguém com uma falsa piedade pelos pobres e disse: Porque os pobres sempre tendes convosco (Jo 12.8). O Senhor fez todas as coisas para determinados fins, fez tanto o rico, quanto o pobre (Pv 22.2). Os ricos devem ter muito cuidado para não oprimir o pobre, pois o Senhor defenderá a sua causa (Pv 22.22, 23), os ricos que assim procedem receberão a justa condenação (Tg 5.1-7).

A bênção divina traz prazeres e júbilos em vez de tristeza. Citamos anteriormente que as bênçãos espirituais são grandes riquezas de Deus para seus filhos. Muitos servos de Deus partiram, e materialmente nada tinham, no entanto foram consolados. Temos uma parábola importante a qual envolve relacionamento entre o pobre e um rico, nele o rico desprezava o pobre, e Deus não se agradou das atitudes daquele rico e deixou-lhe fora do paraíso divino, enquanto Lázaro gozava no seio de Abraão (Lc 16.19-31; Mt 5.4). Pobreza não é maldição, mas circunstâncias, Jesus não desprezou nenhum deles. “Levantando ele os olhos para os seus discípulos, disse: Bem-aventurados vós, os pobres, pois vosso é o Reino de Deus” (Lc 6:20). Os pobres na esfera divina são valiosos. “Ouvi, meus amados irmãos: Porventura, não escolheu Deus aos que são pobres aos olhos do mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam?” (Tg 2:5).

“Digo aos ricos deste mundo tratem os pobres com dignidade, e aos ricos de espírito enriqueçam os pobres”

Pr. Elis Clementino – Itapissuma –PE/Brasil

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

DEIXANDO AS COISAS DE MENINO

ESBOÇO 420
TEMA: DEIXANDO AS COISAS DE MENINO
“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.” (I Co 13.11).

As atitudes de criança não devem prevalecer até a fase adulta, inclusive as meninices, principalmente no sentido espiritual, no qual devemos crescer na graça e no conhecimento de Deus, para termos uma base sólida. É essencial buscar um aperfeiçoamento progressivo na vida material e espiritual. O Apóstolo Paulo, no texto em foco, faz uso da figura de uma criança apresentando seus sentimentos e atitudes, para nos mostrar a necessidade do crescimento cristão.

I. Imaturidade
A imaturidade gera instabilidade em todos os sentidos da vida. Paulo conclama os cristãos para uma verdade espiritual: deixar as coisas de menino para se aperfeiçoarem no conhecimento de Cristo e na edificação do corpo (Ef 4.14; I Co 14.20; Hb 13.9). Os imaturos não estão habilitados a enfrentarem as dificuldades da vida, e defenderem a verdade, por isso todos os cuidados devem ser tomados para que os cristãos sejam levados a um crescimento saudável, capazes de discernirem as coisas. Embora os crentes daquela época houvessem sido ensinados há tanto tempo, eles ainda não haviam desenvolvido fundamentalmente a sua fé, nem tido o conhecimento necessário para que eles pudessem ensinar a outros (Hb 5.12-14). Por eles serem tão frágeis espiritualmente, precisavam aprender os primeiros rudimentos, comparado ao leite falado por Paulo, e não o alimento sólido. As crianças preferem a emoção, enquanto os adultos preferem a instrução, entretanto devemos entender que não existe lugar para imaturidade constante na vida do cristão (I Co 14.20).

Os discípulos eram imaturos para compreender as verdades espirituais, por isso, Jesus utilizava-se de parábolas. Eles demonstraram imaturidade desejando alcançar algo que não lhes pertencia. No entanto, Jesus tomou uma criança, pôs no meio deles e mostrou-lhes a quem deveriam ser semelhantes. “É muito fácil perdermos nossa perspectiva eterna e competirmos para alcançar promoções ou posições na igreja. Mas é difícil nos identificarmos com as “crianças”, pessoas fracas e dependentes, sem qualquer status ou influência.” (Mt 18.3,4).

II. Maturidade
A maturidade gera estabilidade, ela se desenvolve no crente através do alimento sólido da palavra de Deus; somente assim o cristão terá a capacidade de enfrentar as dificuldades vividas no evangelho. Paulo enfatiza que os crentes de Corinto deveriam estar firmes e constantes, sempre abundantes e certos das recompensas divinas, pois, essa certeza gera estabilidade (I Co 15.58). É uma maneira de enfrentar quaisquer obstáculos sem retroceder (I Pe 3.14). Paulo também escreveu aos Romanos a respeito da sua firmeza no evangelho, dizendo: “Quem nos separará do amor de Cristo? a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?” (Rm 8.35-39). Esses exemplos apenas confirmam o que ele havia falado anteriormente (At 21.10-13; 20.24). “Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele.” (Fp 1.29).

Considerações finais
É importante manter a estrutura espiritual, de forma que venhamos banir a imaturidade em nossas vidas. Paulo foi enfático em suas pregações, e nós devemos receber e tomar como exemplo tais instruções, compreendendo que dentro do contexto espiritual devemos desenvolver todas as nossas tarefas na obra de Deus, sem, contudo usar de meninices ou sermos incoerentes aos ensinamentos de Cristo (2 Pe 3.18).

Pr. Elis Clementino, Itapissuma/PE

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A PARANÓIA ESPIRITUAL

ESBOÇO 419
TEMA: A PARANÓIA ESPIRITUAL
“Não sejais vagarosos no cuidado; mas sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor;” (Rm 12.11).

Paranóia é um tipo de doença da mente, capaz de prejudicar e causar grandes transtornos nas pessoas. Essa doença precisa ser tratada com muito cuidado, pois ela pode se apresentar com vários sintomas. Não quero abordar aqui sobre a demência, “paranóia” motivada por esse distúrbio da mente, mas, em relação às pessoas que parecem viver um estado de demência ou desligadas da vida, não se sentindo determinadas para tomar certas decisões importantes, tanto no cotidiano quanto no sentido espiritual. Mediante esse contexto quero despertar a atenção de alguns indivíduos que estão vivendo um estado de alienação, ou parados no tempo, sem tomar nenhuma atitude na vida.

Significado
“Segundo o Dic Online em português - Psicose caracterizada por um orgulho exagerado, egoísmo, suscetibilidade, desconfiança e mania de perseguição.” Sinônimos: demência e paranéia.

A paranóia espiritual é um tipo de demência, e atinge o indivíduo no seu crescimento com Deus. A pessoa atingida por esse mal jamais se dispõe a lutar pela sua sobrevivência espiritual. Para ele(a) tudo pode estar bem, não se dando conta, ignorando qualquer tipo de conflito espiritual. Muitos cristãos estão vivendo um tipo de demência assim; isso tem causado muitos problemas nas igrejas, os crentes não desenvolveram a sua maturidade o suficiente (I Co 3.1-3; 5.2). O cotidiano cristão não é somente ir e vir da igreja e estar nos cultos. A vida espiritual deve estar em constante movimento e renovação, para que possa permanecer ativa, protegendo-a de qualquer ação que venha comprometê-la.

A nossa vida espiritual está exposta aos perigos, o Apóstolo Pedro disse que o nosso adversário, o diabo, anda em derredor, rugindo como um leão, buscando a quem possa tragar (I Pe 5.8). A psicopatia espiritual pode levar o crente a uma desventura, entretanto devemos estar atentos (Jz 7.5,6) vigiando e orando pára não cair em tentação (Mt 26.36-41). “Não podemos nos descuidar”. O cristão alcançado pela demência do espírito não se engaja em nenhuma batalha espiritual, pois ignora qualquer tipo de conflito espiritual, essa é uma pura psicopatia, no entanto devemos despertar essas pessoas para a realidade descrita por Paulo aos romanos (Rm 7.23; Rm 8.5), necessariamente precisamos alertar-lhes a serem ágeis no cuidado, e fervorosos no espírito (Rm 12.11).

“Qualquer coisa que valha a pena ser feita, na vida cristã, é suficientemente valiosa para ser feita com entusiasmo e cuidado (Jo 9.4; Gl 6.10; Hb 6.10; cf Ec 9.10; 2 Ts 3.13). A preguiça e a indiferença não só impedem o bem, como permitem que o mal prospere (Pv 18.9; Ef 5.15-16). Fervor de espírito. Lit. “ferver no espírito”, essa expressão sugere muito calor excessivo para gerar energia produtiva adequada; porém, não um calor excessivo que faça a pessoa perder o controle (At 18.25; I Co 9.26; Gl 6.9”).

Conflito Espiritual
Devemos estar conscientes da nossa luta tanto no dia-a-dia quanto na realidade espiritual, para isso não devemos estar desprovidos das armas essenciais para esses combates. No cotidiano devemos ser arguciosos e criar estratégias para conseguir algo na vida, e quanto aos desafios espirituais, é necessário que lutemos com afinco e determinação, pois as armas da nossa milícia não são carnais (2 Co 10.4), basta essa declaração para entendermos que os nossos inimigos são invisíveis (Ef 6.12); eles não respeitam posições, nem tão pouco tempo de conversão. Temos um exemplo nas escrituras: o diabo pediu para cirandar com Pedro, como se peneira o trigo (Lc 22.31), por isso temos que lutar com tenacidade e consignação, agindo como Davi (I Sm 17.45). A vida cristã é de intenso combate que só terminará no final da carreira (2 Tm 4.7).

Recebendo ajuda divina
Nas pelejas e nas fraquezas da vida temos auxílio divino (Rm 8.26), portanto não desistiremos. Se Deus é por nós, quem será contra nós (Rm 8.31)?Com o Senhor somos mais que vencedores (Rm 8.37; Fp 4.13). Jamais devemos ficar parados diante das dificuldades, mas agir de maneira rápida, determinada e lacônica, não dando lugar à demência, essa é a parte que nos compete fazer: “lutar”.

Considerações finais
Não deixe que a paranóia tome conta de você, desperte, lute e vigie com toda firmeza e fé, seja forte (I Co 16.13), Seja ágil e prudente, mas sempre pondere a cada passo em direção às decisões. Não se apresse e nem pare, caminhe de forma que os seus passos não se embaracem. Seja uma pessoa otimista quanto ao futuro, lute pelos seus ideais e conquiste grandes espaços na vida, desenvolva as suas potencialidades e escale grandes espaços na vida secular e espiritual.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma –PE/Brasil