quarta-feira, 26 de maio de 2010

TEMA: O PECADO DE ACÃ

ESBOÇO 335

TEMA: O PECADO DE ACÃ

E prevaricaram os filhos de Israel no anátema; porque Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zerá, da tribo de Judá, tomou anátema, e a ira do Senhor se acendeu contra os filhos de Israel” (Js 7.1).


O pecado é um dos maiores problemas da humanidade e por isso quando cometidos deixam uma série de conseqüências. Quantos sofrimentos as pessoas experimentaram no passado e no presente, cujos motivos foram às iniqüidades praticadas. A desobediência tem um grande poder de destruição, seja para a pessoa, família, igreja e até uma nação inteira. Os israelitas estavam amargando uma derrota na guerra diante dos seus inimigos, entretanto algo estava dando errado, pois não era comum o povo de Deus dá as costas para os inimigos, mas tudo tem o porquê, Discorreremos neste assunto sobre a situação de Israel, a decepção de Josué, o encorajamento, e a resolução do problema.


A situação de Israel

Josué o sucessor de Moises estava na liderança dos israelitas e dificilmente eles perderiam uma guerra, pois sempre Deus lhes daria vitória sobre os inimigos, no entanto ao irem tomar posse da cidade de Ai, viram que não havia necessidade de muitos homens para a guerra, pois eram poucos os inimigos e a batalha seria fácil (Js 7.3), a autoconfiança estava presente neles, diziam; bastam apenas poucos homens (v 4). O excesso de confiança pode levar o ser humano ao fracasso.


A decepção de Josué

A autoconfiança fora dos planos de Deus leva a decepção, quando Josué iniciou a batalha na certeza de vencer aqueles poucos homens, aconteceu o inesperado a baixa no seu exercito (Js 7.4,5), embora todos estivessem cientes que ao pecarem Deus agiria com justiça (Lv 26.17,18).


A reação de Josué

Josué rasgou as suas vestes, prostrou-se com o rosto em terra lamentando, Deus nos fez promessas de vitória e porque estamos perdendo? Porque tudo está dando errado? “Ah! Senhor! que direi? Israel virou as costas diante dos seus inimigos! (Js 7.6-8). Josué era um líder e tinha razão, porque o que diriam os inimigos de Israel diante dessa situação? (v 9). Josué parte em busca de uma resposta de Deus para aquela situação.


Resposta de Deus a Josué

Deus conhece todas as coisas, tudo vê e nada há encoberto diante dele (Pv 15.3; Lc 12.2; Mc 4.22; Hb 4.13), por isso Deus resolve entrar na questão e anima Josué (Js 7.10-12). As vitórias dos israelitas sempre eram atribuídas ao Senhor, mas Deus havia saído da peleja, e sobre isso o povo de Israel já havia sido foi alertado por Moises no deserto (Nr 14.39-45).


A presença de Deus era sempre e será a certeza de vitória, pois ele não compartilha com pecado de ninguém, o culpado pela situação simplesmente era um anátema no meio do exército de Judá (v 13).


Deus instrui a Josué

Deus vendo o desespero de Josué usou de suas misericórdias para com ele, porque elas são a causa de não sermos consumidos (Lm 3.22). Deus se levanta para socorrer o seu servo e diz: levanta-te, santifica o povo e dize: “Santificai-vos para amanhã porque assim diz o Senhor, o Deus de Israel; Anátema há no meio de vós, Israel, diante dos vossos inimigos não podereis suster-vos, até que tireis o anátema no meio de vós” (Js 7.13). A santidade é o fator fundamental para obtermos vitórias diante dos nossos inimigos. Deus manda que Josué saia à procura do anátema de casa em casa (v 14) até chegar à casa de Acã (v.18,19).


A confissão de Acã

Ao receber a visita de Josué em sua casa, Acã confessou o seu pecado (Js 7. 21-24), entretanto não somente ele pagou o preço pelo pecado cometido, mas também toda sua família e até os animais (Js 7.24-26).


Os nossos pecados não comprometem apenas nós mesmos, mas também aos nossos semelhantes (Js 7.15). Quantas vezes as pessoas são afetadas pelas nossas transgressões? Davi quando pecou pagou um alto preço e a espada de Deus perdurou por toda a sua vida e sobre sua casa, mesmo reconhecendo o erro, não ficou isento dos castigos de Deus. Quanto ao pecado de Acã Deus tratou duramente, devemos nos lembrar que tudo o que o homem semear isso também ceifará (Gl 6.7).


O Espírito Santo tem nos despertado e quando ouvirdes a sua voz não endureça o coração, ele quer santidade em nosso meio. Muitas vezes queremos que Deus faça um julgamento rápido, e ao nosso modo como disse Salomão “Visto que Deus não executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos homens está inteiramente disposto a praticar o mal” (Ec 8.11). Isso não quer dizer que o Senhor faça vista grossa aos pecados do seu povo, contudo estejamos cientes que aquele que semeia colhe, (2 Co 9.6; Gl 6.7) não importa quando, Deus há de tratar sim, e fará justiça se não confessar e deixar. “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcança misericórdia” (Pv 28.13). Embora, nem todas as coisas que estão dando errada em nossas vidas significam pecados, como alguns pensam, pois estamos sujeitos a certas situações, muitas vezes inevitáveis (Jó 14.1; Jó 5.7; Ec 2.22), entretanto devemos viver na confiança que atravessaremos os obstáculos da vida e quanto à situação de Acã, somente após a sua confissão Israel teve vitória diante dos seus inimigos.


Pr. Elis Clementino – Itapissuma / PE


quarta-feira, 19 de maio de 2010

TEMA: OS PERIGOS DAS SEITAS E HERESIAS

ESBOÇO 334

TEMA: OS PERIGOS DAS SEITAS E HERESIAS.

E muitos seguirão as suas dissoluções, pelo quais blasfemam o caminho da verdade” (2 Pe 2.2).


As heresias têm comprometido a qualidade espiritual de muitos cristãos, os instrumentos que contrariam as verdades de Deus são considerados pelas escrituras como os falsos mestres, eles procuram atacar todas as bases do cristianismo a fim de atingir a fé do cristão, e muitos são levados por encantos e fantasias sem nenhum embasamento bíblico, entretanto para iniciarmos a defesa da fé que confessamos é interessante entender a definição de seita e heresia, pois elas nunca mostram a sua verdadeira face, comumente elas se apresentam de maneira arguciosa, por isso as pessoas fracas e simples acabam aderindo e somente depois percebem que é uma verdadeira dissimulação. Iremos nesse argumento mostrar-lhes como esses falsos ensinamentos chegam a atingir às igrejas; as conseqüências e como se defender deles.


Definições

1. O que é uma seita?

(a) É um grupo de indivíduos reunidos em torno de uma interpretação errônea da bíblia, feita por uma ou mais pessoas. (b) É uma distorção do cristianismo bíblico e/ou a rejeição dos ensinos históricos da igreja cristã.

2. O que é uma heresia?

São ensinos ou doutrinas antebíblicas defendidas por um grupo de pessoas, por essa razão é necessário ter muito cuidado porque um cristão imaturo pode estar aprendendo heresias sem, contudo fazer parte de uma seita.


O que é doutrina?

1. Princípios fundamentais de uma crença, sistema ou ciência.

2. Erudição, saber; ensino; norma.

Existem três formas de doutrina:

a) A doutrina de Deus (At 13:12; 1:42; Tt 2:10);

b) A doutrina de homens (Mt 15:9; 16:12; Cl 2:22);

c) A doutrina de demônios (I Tm 4:1).


Porque devemos conhecê-las?

1. Defender o evangelho (Tt 1.9; Fl 1.16);

2. Defender e solidificar a nossa fé (I Pe 3.15);

3. Combater os contradizentes (Tt 1.9);

4. Proteger o rebanho (At 20.28-30);

5. Facilitar a evangelização e missões (Ef 6.19);


O conhecimento das doutrinas é fundamental porque existem muitas pessoas dentro da igreja que se dizem seguidores de Cristo e não são (Ap 3.9; 2.14,15). Os verdadeiros seguidores são aqueles que confessam Jesus Cristo como o seu único salvador e vive conforme o seu evangelho (I Jo 2.6). Têm muitas “coisas” por ai parecendo com evangelho, mas não tem relação alguma, há muitos mercenários que iludem pessoas fracas e indefesas a respeito da fé que confessam (Jo 10.12,13). Porém temos a responsabilidade de não sermos falsificadores da palavra de Deus (2 Co 2.17).


Quais os crentes atingidos por elas?

1. Os duvidosos na fé, isso facilita a aceitação de qualquer tipo de doutrina (Ef 4.14; Hb 13.9);

2. Os que resistem e nunca se firmaram nas verdades do evangelho (II Tm 3.8,9; 2.18;)

3. Aqueles que buscam algo do seu interesse como posições, presentes e status dentro da igreja (Ap 2.14,15).


O que uma heresia pode causar a um crente?

1. Desestabilidade e negação da fé;

2. Um leve pressentimento de que está no caminho errado;

3. Convencê-lo a abandonar a congregação;

4. Submeter-lhe a um falso ensinamento, contrario a palavra de Deus segundo as tradições dos homens.


E a palavra desses correi como um câncer, entre os quais estavam Himeneu e Fileto” (2 Tm 2.17).


O que a bíblia nos recomenda?

1. Ter cuidado para não ser enganado, mas buscando sempre o aperfeiçoamento nas verdades do evangelho (Ef 4:13-16);

2. Preservar-se na doutrina de Cristo (2 Jo 9);

3. Perseverar na doutrina dos apóstolos (At 2.42; Tt 1:9; 2 Ts 2:15);

4. Ter cuidado de te mesmo e da doutrina (I Tm 4.16; Tt 1.9);

5. Ser ornamento da doutrina (Tt 2:10);

6. Evitar os que procuram corromper o evangelho de Cristo (2 Tm 2.16; Fp 3:18; Gl 1:7);

7. Estar atento as sutilezas com que persuadem os crentes para mudarem de evangelho (Gl 1:8; I Co 3:11; 2 Jo 10).


As seitas e as heresias estão presentes em todo mundo, e não é de agora, a igreja primitiva sofreu muitos bombardeios, e isso foi o que levou Paulo e outros apóstolos a combatê-las, pois elas induziam os crentes ao erro, que certamente culminaria com o abandono a congregação e conseqüentemente apostatar da fé (Hb 10.25).



Necessitamos evitar qualquer teoria que venha contradizer a palavra de Deus, e estar certo não somente da nossa fé, sobretudo a doutrina que estamos seguindo, sem, contudo perder o nosso alvo.


Não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas, porquanto o que vale é estar o coração confirmado na graça e não com alimentos, pois nunca tiveram proveito os que com isto se preocuparam” (Hb 13.9).


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quarta-feira, 12 de maio de 2010

TEMA: ABRINDO CAMINHOS E PLANTANDO SEMENTES.

ESBOÇO 333

TEMA: ABRINDO CAMINHOS E PLANTANDO SEMENTES.

“Fazer veredas direitas para os vossos pés...” (Hb 12.13) “... Porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará...” (Gl 6.7).


Há coisas na vida do ser humano que são imprescindíveis, ou seja, ela não pode deixar de perpetrar. Fazer as suas próprias veredas e plantar as suas próprias sementes, ambas tem resultados, pois, “Dos seus caminhos se fartará o infiel de coração, mas o homem bom se fartará de si mesmo” (Pv 14.14). Portanto é necessário que o indivíduo tenha muito cuidado, porque os seus próprios pés pisarão nas veredas construídas, e provarão dos frutos semeados. Porém são poucas as diferenças entre caminhos e veredas. Discorreremos neste breve comentário sobre as veredas que abrimos para caminhar e as sementes que plantamos. Veredas – caminho estreito e atalho que preparamos para andar sobre ele – sementes – São as coisas que semeamos nesta vida.


Escolhendo caminhos

O individuo tem a liberdade para escolher os seus próprios caminhos (Jr 21.8), mas saiba que no sentido religioso tanto o justo como o infiel ante Deus gozarão dos seus frutos (Pv 14:14). Entre as escolhas da vida existem dois caminhos, um bom e o outro mau (Mt 7.13,14), mas podemos apenas escolher um (Hb 12.13).


Devemos ter muito cuidado com os caminhos que escolhemos, porque há caminhos que parecem direito aos nossos olhos, mas o seu final é a morte (Pv 14.12; 16.25). Necessitamos estar atento ao que diz Salomão (Pv 4.25,26).


“No caminho da sabedoria, te ensinei, e, pelas carreiras direitas, te fiz andar”. (Pv 4.11).


“Por elas andando, não se embaraçarão os teus passos; e, se correres não tropeçarás” (Pv 4.12).


Sendo os caminhos dos homens agradáveis ao SENHOR, até a seus inimigos faz que tenham paz com ele” (Pv 16.7).


Escolhendo sementes para plantar

Temos as mãos cheias de sementes para plantar, entretanto devemos ter muito cuidado com as que plantamos, para no amanhã não amargarmos os frutos daquilo que plantamos (Gl 6.7; Mt 25:24-28; Lc 6.38). Os frutos podem ser bons ou maus “Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus” “Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar bons frutos” (Mt 7.17,18).


Semear é opcional, colher é obrigatório, o que plantamos ontem estamos colhendo hoje e o que se plantar hoje colherá amanhã (Ag 1.6; 2.16), assim, lembrem-se todo homem tem o poder de fazer suas escolhas, mas é preciso ter muito cuidado com o que escolhemos. Deus pela sua bondade apresentou caminhos e nos deu o livre arbítrio para escolher (Dt 11.26; 30.15,19; Jr 21.8). A escolha é nossa, ninguém pode escolher por nós.


Os cuidados na hora da escolha

Temos a liberdade de escolhermos o que queremos, no entanto as nossas escolhas devem ser feita, no momento e na hora certa (Ec 8.6), porque uma escolha errada e precipitada pode nos levar a ruína (Gn 13.11; 19.26,36). É importante ressaltar que devemos pensar antes de agir, isto para qualquer finalidade, caso contrário sofrerá as conseqüências. Colhemos hoje o que plantamos ontem!


Geralmente quando alguém faz uma escolha por nós não dá certo, citemos alguns exemplos bem conhecidos: Profissão, emprego e casamento, já pensaram alguém escolher por você? Imaginem escolherem uma moça para o rapaz ou um rapaz para uma moça? (I Sm 18.21). Algumas pessoas podem nos auxiliar nas escolhas de alguns caminhos ou de algumas coisas quando estamos duvidosos. O próprio Deus nos auxilia a encontrar caminhos, inclusive o da felicidade e da vida (Dt 30:19; Isa 30:21; Js 1.7). Porquanto a decisão é nossa de aceitá-los ou não.


Dificuldades nos caminhos e no semear

As dificuldades jamais deixarão de existir, principalmente mediante o que escolhemos. Os abrolhos e as restingas sempre estarão presentes tanto no caminho, quanto nas sementes que semearmos. Nas escrituras há exemplos de problemas enfrentados pelos agricultores e para mostrá-los Jesus citou a parábola do semeador. O que Jesus aplicou em (Lc 8.5-8) sobrepusemos também como sementes que devemos plantar nesta vida (Lc 8:5-8), embora isso seja aplicado com relação à semente da palavra, encontrar dificuldades não significa que semeamos mal, ou fizemos uma má escolha, mas porque o “deus” desse século tem procurado perverter tudo àquilo que escolhemos bem.


Quando escolhemos bons caminhos e semeamos boas sementes, a probabilidade maior é que seremos bem sucedidos, e certamente obteremos êxito (Pv 16:7). Amados, sejamos cautelosos com relação as nossas escolhas, pois Deus quer o melhor para nós e tem o MELHOR para nos dar.


Pr. Elis Clementino - Itapissuma/PE

quarta-feira, 5 de maio de 2010

TEMA: A VITÓRIA DO REI JOSAFÁ

ESBOÇO 332

TEMA: A VITÓRIA DO REI JOSAFÁ

Então, voltaram todos os homens de Judá e Jerusalém, e Josafá, à frente deles, para irem a Jerusalém com alegria, porque o SENHOR os alegrara acerca dos seus inimigos” (2 Cr 20.27).


Ninguém está isento de ter inimigos, pois eles surgem às vezes de coisas fúteis, desde uma pequena desavença a uma guerra, em muitas ocasiões nos deparamos com situações ou tempestades inesperadas que são capazes de nos assolar, entretanto não devemos desistir, pois a nossa confiança estar em um Deus todo poderoso, assim como Ele concedeu vitória a Josafá, seremos também vitoriosos. Mediante esse contexto queremos discorrer e focalizar as circunstâncias vividas por Josafá naquele momento de afronta; estratégias dos inimigos; qual a sua atitude do rei diante da situação e a quem buscou socorro.


Entendemos que cada situação deve-se ter uma maneira de agir, dependendo do oponente, pois cada inimigo tem as suas estratégias para confrontar, intimidar e gerar medo, é exatamente nesse momento que necessitamos de comedimento, força, coragem e determinação. Antes de agir primeiramente deve-se estudar qual a estratégia usada pelo inimigo e não desviar dele o foco (Ne 6.3).


Quem eram os inimigos de Josafá?

Os inimigos de Josafá eram os moabitas e os amonitas e juntamente com eles uma grande multidão, diante dessa situação ele temeu, o medo se instalou no seu coração, isso é normal em todo ser humano (2 Cr 20.3a), porém antes de tomar qualquer posição contra os seus inimigos ele buscou primeiramente ao Senhor (2 Cr 20.3a). O medo foi bastante proveitoso, o motivou a buscar a Deus, como também levou todo povo a clamar com jejum e orações (2 Cr 20.3b).


Geralmente só buscamos ao Senhor nos momentos mais difíceis (Sl 83.16,18; At 17.27) exatamente quando a situação parece não ter solução. As dificuldades que enfrentamos muitas vezes nos levam a tomar atitudes que agradam a Deus (Jn 1.12).


A reação

A maneira como Josafá reagiu foi a mais acertada, buscar ao Senhor. Procurar esse tipo de ajuda em tempos difíceis é querer vencer (2 Cr 20.12) realmente essa foi uma atitude corajosa. A nossa reação deve ser com ações de coragem e não de covardia (2 Tm 1.7). O profeta Elias fez o inverso de Josafá (I Rs 19.3; Ec 10.4), ao invés de reunir forças e ter calma (Ec 10.4). Uma atitude corajosa faz parte da estratégia de quem quer ter vitória.


As dificuldades geram oportunidades para buscarmos a Deus, a fim de encontrarmos soluções para os nossos problemas (Mt 8.24,25).


A oração de Josafá

Josafá baseou a sua oração e confiança em Deus, em cinco verdades principais: (1) Deus tem poder sobre todas as pessoas e todas as situações (vv. 6,7); (2) Deus tem sido fiel ao seu povo, no passado e no presente (vv7-9); (3) O povo de Deus está falido sem Ele (v 12); (4) As promessas de Deus são um fundamento sólido para a fé (vv 14-17,20); (5) A presença ativa de Deus entre o seu povo resulta em livramento e vitória (v 17). (Bíblia de Estudo Pentecostal)


O que nos leva a buscar o socorro do Senhor são as impossibilidades de vencermos sozinhos os inimigos que nos rodeiam (2 Cr 32.19-22;Sl 3.1-4), com a presença de Deus não temeremos por mais numerosos que sejam (Sl 27.3; 2 Sm 22.30), ainda que esteja no vale da sombra da morte não devemos temer (Sl 23.4). Deus não permite que sejamos derrotados e reduzidos ao pó (Isa 54.17).


Resultado da oração

A revelação de Deus foi extraordinária, a única maneira de ver a manifestação dele em nosso meio é através da oração e consagração (At 13.2,3). Muitas vezes o Senhor quer nos falar, mas é necessário que ele gere um motivo para nos dizer algo que necessitamos ouvir. A oração resultou em encorajamento da parte de Deus através de Jaaziel, um levita que estava mo meio da congregação, parece ter sido momento único porque não há registro sobre esse profeta que através do Espírito do Senhor encorajou o rei de Judá, entretanto devemos reconhecer que só haverá avivamento e encorajamento da parte de Deus se o buscarmos por meio da oração (2 Cr 20.14; At 4.31,33).


A mensagem profética foi decisiva naquele momento, inclusive mostrando todas as trajetórias e pormenores para a peleja (2 Cr 20.15-16). O Senhor disse a Josafá a peleja é minha (Cr 20.17; Ex 14.14; 15.3), após ser ele encorajado passou a encorajar o povo para a guerra, precisamos crer no Senhor para estarmos seguros (2 Cr 20.20; Pv 29.25), louvar a Deus faz parte da estratégia para a vitória (2 Cr 20.18). Josafá encorajado organizou a marcha da seguinte forma: Cantores para louvarem ao Senhor saindo á frente dos armados, porque as estratégias de Deus são diferentes das nossas, ele se utiliza de coisas simples para confundir as que são (I Co 1.27,28) para que ninguém se glorie perante ele (I Co 1.29) “Ele é quem dá vitória ao rei...” (Sl 33.16,17; 144.10; Pv 21.31).


Quando a nossa confiança é depositada em Deus, ela nos leva ao caminho da vitória. Essa confiança deve ser permanente em todas as circunstancias até o fim. Deus quer sempre nos ajudar nas batalhas, mas devemos nos organizar espiritualmente tomando o caminho da oração e jejum como fez Josafá naqueles dias. A vitória foi certa (2 Cr 20.23-25) e após essa vitória ele se reuniu no vale de Beraca agradeceu a Deus e depois marcha para Jerusalém cantando e tocando os seus instrumentos (2 Cr 20.26-30). Deus ainda é o mesmo, da maneira que ele deu vitória ao rei, nos dará também, porque nEle não há mudanças nem variações e sempre que clamarmos nos ouvirá (Sl 34.15).


Buscar-me-eis e me achareis quando buscardes de todo o vosso coração” Jr 29.13.


Pr. Elis Clementino