quinta-feira, 27 de junho de 2024

ESBOÇO 1372 TEMA: CUIDADO COM O QUE VÊS.

 

ESBOÇO 1372
TEMA: CUIDADO COM O QUE VÊS.
TEXTO: 2 SAMUEL 11:2.

A visão é um órgão vital do corpo humano, ela reflete luz e, por ser ela responsável por parte da nossa reação, quando as coisas refletem em nossos olhos. Os olhos precisam ser tratados tanto para mantê-la como órgão do corpo como no âmbito espiritual.
 
1.  Visão acende os desejos.
Muitas coisas podem entrar para o coração pelos olhos, há um dito popular que diz: aquilo que os olhos não veem, o coração não sente, no entanto. Pelos olhos nascem os desejos bons e maus. Quando a visão é encaminhada para as concupiscências, dá à luz ao pecado (Tg 1:14-15).
 
2. Exemplos.
— Acã viu uma capa babilônica e uma cunha de ouro e cobiçou (Js 7:21), esse foi o pecado que entrou pelos seus olhos.
— Davi, ao ver Bete-Seba, mulher de Urias, tomando banho, a desejou (2 Sm 11:2-4). Há determinadas coisas que podemos ver, mas não focar a sua visão, principalmente aquilo que pode comprometer a nossa vida espiritual. Davi podia ver e não desejar, porém, como rei, ele podia até a possuir, no entanto, o estrago foi muito maior. O maior pecado de Davi foi, ao saber que Bete-Sabe estava grávida, ele ter tentado com uma manobra esconder a paternidade do filho, fazendo com que o seu fiel soldado escudeiro que o protegia fosse para casa e deitasse com a sua mulher, para negar ser seu filho. Porém, o pior estava para acontecer, quando Urias não aceita ir para casa, pede a Joabe, quem liderava a batalha, que o colocasse de frente em uma baralha (2 Sm 11:11-27). A concupiscência de Davi deu à luz ao pecado (Tg 1:14-15).

3. As consequências do pecado.
A nossa natureza precisa ser controlada pelo Espírito, onde há um grande combate (Gl 5:17). Quando não permitimos esse controle, arriscamos pagar com as consequências, e assim perdemos o sono, a família, amigos devido à cobiça ter entrado pelos olhos, pois um abismo chama outro abismo (Sl 42:7).
— Acã destruiu a sua vida e da família devido ao pecado que entrou pelos olhos, ele viu e desejou, e por causa desse pecado, Israel estava dando as costas para seus inimigos durante a batalha (Js 7:19-26).
— Davi, começo a sofrer as consequências logo com a morte do filho, a resposta de Deus foi bombardear a sua mente pelo que ele havia feito com Urias. Davi é repreendido por Natã (2 Sm 12:1-15).
— A espada do Senhor não se afastou da casa de Davi, como falou o profeta Natã (2 Sm 12:10). Dali em diante, muitas tragédias aconteceram na sua família. Não vale pena pecar, Deus é o justo juiz que julga com retidão e aplica a sentença (Sl 7:8; 9:8).

4. Advertências.
Cuidado com o que vês, os nossos olhos podem nos deixar fora do reino de Deus. Jesus recomenda a respeito dos nossos olhos (MT 18:9). Os nossos olhares devem, para determinadas pessoas, precisam ser ungidos com o colírio da graça (Ap 3:18). Os nossos olhos devem ser puros, sem maldades, principalmente como cristão, pois devemos também nós homens olharmos para as mulheres e vê-las como irmãs, as jovens como filhas. Jamais permita que o diabo use os seus olhos naturais para fazê-lo pecar. Não vale pena pecar, Deus é o justo juiz que julga com retidão (Sl 7:8; 9:8).

5. A visão espiritual.
Os olhos físicos podem comprometer a visão espiritual, mas a visão e o discernimento espiritual jamais serão comprometidos pelos olhos naturais (I Rs 14:2-6). Quando pomos os nossos olhos naquilo que não convém, toda a nossa vida espiritual será comprometida. Cuidado com o que vês!

Amados, tenha cuidado com seus olhares, não ponha coisas más diante dos seus olhos (Sl 101:3-5). Cuidado com que assistes. Os desejos carnais entram pelos olhos, porém, saiba que o pecado tem alto preço. Além disso, os olhos do Senhor estão nos vendo, de maneira que ninguém se esconde dele (Jr 23:24; Hb 4:13-15). A nossa mente, nossos olhos, mãos e pés, ou seja, todo o corpo, seja plenamente conservado (1 Ts 5:23).

Pr. Elis Clementino.

quarta-feira, 19 de junho de 2024

ESBOÇO 1371 TEMA: A DISSIMULAÇÃO DA FALSIDADE.

 

ESBOÇO 1371
TEMA: A DISSIMULAÇÃO DA FALSIDADE.
PROVÉRBIOS 26:23-26
 
A falsidade esconde o mau, as pessoas que usam desse artifício não correspondem ao que há no coração, ou seja, não condiz com a realidade. As pessoas inocentes e simples acreditam nelas, no entanto, um dia a capa da falsidade cai.
 
I. Significado.
1. Dissimulação é a “ocultação, por um indivíduo, de suas verdadeiras intensões."
2. Falsidade é uma qualidade do que é falso, aquilo que parece, fingimento, hipocrisia e mentira. A falsidade está presente em todos os lugares, principalmente nos relacionamentos. “Na filosofia, o posto da verdade é dizer algo diferente daquilo que é ou dizer aquilo que não é, ou dizer aquilo que não é aquilo que é” Isso significa mentir.
 
A palavra sincera foi idealizada pelos romanos, eles fabricavam certos vasos de uma cera especial. Essa cera era, às vezes, tão pura e perfeita que os vasos se tornavam transparentes. Em alguns casos, chegava-se a distinguir um objeto, um colar, uma pulseira ou um dado, que estivesse colocado no interior do vaso. Para o vaso assim, fino e límpido, dizia o romano vaidoso: como é lindo! Parece até que não tem cera! “Sine cera”, queria dizer, “sem cera”, uma qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado, que deixava ver através de suas paredes e da antiga cerâmica romana.
 
O vocábulo passou a ter um significado muito mais elevado. Sincero é aquele sendo franco, leal, verdadeiro, que não oculta, que não usa disfarces, malícias ou dissimulações. O sincero, à semelhança do vaso, deixa ver através de suas palavras os nobres sentimentos de seu coração. Sincera é uma palavra que inspira confiança, é uma palavra que acolhe, esse vocabulário deveria estar presente em toda alma.
 
Sinceridade, muitas vezes, não consideramos a sinceridade das pessoas, porque há expressões sinceras que nos parecem grosseiras, não é? Existem pessoas que são tão sinceras que acabam sofrendo por conta da sua sinceridade. Dura coisa é você reverter uma mentira para um povo que se acostumou a ouvir e acreditar em falsidade. O cristão não deve mentir e nem ser falso, Deus dá mandamentos contra a mentira e a falsidade (Ex 20:16; Pv 12:22).  
 
II. Enganoso é o Coração. A Bíblia diz que enganoso é o coração mais do que todas as coisas. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17:9). A mentira e a falsidade estão em todos os lugares e no coração de muitas pessoas, a falsidade e a mentira se travestem de verdade para enganar. Mesmo tendo consequências, as pessoas continuam usando a falsidade, isso é um pecado fingir para enganar. É do coração do homem que saem essas coisas (Mt 15:18,19).
 
III. O Engano.
As pessoas que vivem do engano apresentam um fundo de verdade naquilo que dizem ou que fazem, elas entendem que, se não usarem desses artifícios, nada conseguem. Há pessoas que dizem: “o que é falso parece levar vantagem diante da verdade”. Conheci uma senhora que trocou a sua aliança de verdade por uma falsa, só porque brilhava mais que a dela, porém devemos saber que nem tudo que é amarelo e reluz é ouro.
 
A falsidade e a mentira escravizam muitas pessoas, há aquelas que não podem viver sem mentir, esses tais precisam ser libertas. As falsificações estão tão sofisticadas e aperfeiçoadas nas semelhanças que muitas pessoas acreditam serem originais, vejam o que disse Salomão:
— A falsidade e a mentira são como uma camada esmalte sobre um vaso de barro (Pv 26:23-26).
— Lábios mentirosos podem ocultar um coração mau.
— Quem odeia disfarça as suas intenções com os lábios, mas no coração abriga a falsidade.
— Usam como estratégias conversas mansas, delicadeza que não passam de armadilhas.
 
IV. Recomendações contra a falsidade.
As pessoas falsas e mentirosas carregam em si artifícios capazes de enganar, quem nunca foi enganado pelas tais? A recomendação de Salomão é não acreditar nelas, pois seus corações estão cheios de maldade. Você já recebeu elogios e percebeu que não era tudo aquilo que você estava ouvindo? Pois, bem! Eles acontecem com frequência, os fazem com o intuito de extrair de você algo que interessa a elas, portanto, fique esperto! Cuidado com os elogios dos falsos. Um elogio puro e verdadeiro vem do coração, ele reflete uma admiração e apreço por alguém através das suas. Podemos distinguir com facilidade entre um elogio verdadeiro de um falso. Precisamos ser honestos e corretos em nossas palavras para elas serem consideradas verdadeiras.
 
Amados, devemos ter cuidado porque a falsidade está presente em todos os lugares, e por vezes tão perfeita que não percebemos. Nem tudo que reluz é ouro, nem tudo o que ouvimos e vemos corresponde à realidade. Jesus combateu a falsidade, a hipocrisia e a mentira (Ef 4:25; Ex 23:1). Infelizmente, muitos pregadores estão contando histórias mentirosas para mexer com o sentimento do povo, não devemos brincar com esse tipo de manipulação, afaste de você tudo isso, embora esse versículo fira a realidade de muitos (Pv 30:8a).

Pr. Elis Clementino.

domingo, 16 de junho de 2024

ESBOÇO 1370 TÍTULO: A GRAÇA DO PERDÃO.

 
ESBOÇO 1370
TÍTULO: A GRAÇA DO PERDÃO.
TEXTO: EFÉIOS 1:7
 
O perdão é um tema decisivo na Bíblia, presente desde o Antigo até o Novo Testamento. Deus nos chama para perdoar, assim como Ele nos perdoou mediante Jesus Cristo. Neste comentário simples e sucinto, enfatizarei alguns dos principais ensinamentos sobre o perdão nas escrituras.

A.     O perdão de Deus para a humanidade.
O perdão é um presente gracioso de Deus por meio do sangue de Jesus Cristo (Ef 1:7). Ele é a graça perdoadora, somente assim ele reconciliou o homem com Deus. Deus oferece perdão para toda a humanidade, independentemente do seu passado, caso aceitem Jesus como o seu único e suficiente Salvador.

A. Chamados a perdoar.
O Apóstolo Paulo ensinou aos crentes de Colossos a se suportarem e se perdoarem mutualmente, se alguém tiver queixa um contra o outro, perdoem assim como Cristo vos perdoou. (Cl 3:13). O perdão não é apenas uma opção, mas um dever cristão. Embora uma pessoa com o seu emocional magoado se recuse a perdoar, isso pode acontecer até com um cristão, mas não é o que a Bíblia ensina.

B. Perdoando setenta vezes sete.
O ser humano, quando ofendido, limita-se a perdoar mais de uma vez, isso acontece devido à fragilidade do seu estado emocional. Os discípulos também pensavam que deveriam limitar a quantidade de perdão, o que se devia perdoar ou não. Jesus expôs a parábola do servo incompassivo e ensinou-lhes sobre o dever de perdoar (Mt 18:21-22). Deus espera de nós que perdoemos repetidamente, sem limite, assim como Ele perdoa constantemente as nossas ofensas.
 
Se ofendermos alguém e nos dirigirmos a ele para pedir-lhe perdão, e ele não quiser nos perdoar, quais as implicações nas minhas orações e vida devocional? Pedir perdão é um dever, entretanto, se o ofendido negar o perdão, tente novamente. Se ele te negar daí para a frente, a dívida será dele e não sua, ele que prestará conta a Deus, e você deve prosseguir a sua devoção, porque cada um prestará conta de si a Deus (Rm 14:11-12).

C.  A oração e o perdão.
Jesus enfatizou a importância do perdão durante as nossas orações, por serem diretamente afetadas enquanto mantermos o rancor, não querendo perdoar. Devemos liberar o perdão para que as nossas orações não sejam impedidas, bem como receber o perdão de Deus (Mc 11:25). Todos temos dívidas para com Deus, essa é uma verdade, porém, durante as nossas orações, devemos pedir a Deus que nos perdoem a dívida, e da mesma maneira devemos perdoar os que nos devem (Mt 6:12). Para a oração ser recebida, devemos lançar fora todo o ressentimento ou mágoa. Ela abate o espírito, entristece a alma e adoece o corpo, isso se torna um impedimento ao desenvolvimento espiritual de um cristão.

 D.  Amar os inimigos:
Quando o amor divino está em nossos corações, estamos dispostos a perdoar até os nossos inimigos. Jesus destaca esse perdão (Lc 6:27-28). Ele ensinou a amar e orar pelos inimigos e ainda cuidar dele (Rm 12:20; Pv 25:21-22; Mt 5:44). O perdão vai além das ofensas leves; devemos perdoar e orar até mesmo aqueles que nos perseguem ou nos tratam injustamente.

O perdão é um princípio central na Bíblia, demonstrando o amor incondicional de Deus por nós (Jo 3:16). Ele nos conclama a perdoar mutualmente, assim como Ele nos perdoou mediante Jesus Cristo, porque o perdão envolve amor (Lc 7:41-50). A mágoa é um fardo pesado que carregamos quando não perdoamos, esse fardo pesado traz consigo uma série de consequências, portanto, experimentemos a liberdade e a cura que só podem vir de um coração compassivo, perdoador e contrito de Deus.

Pr. Elis Clementino.

sexta-feira, 14 de junho de 2024

ESBOÇO 1369 TEMA: A FIDELIDADE DO JOVEM DANIEL.

 

ESBOÇO 1369
TEMA: A FIDELIDADE DO JOVEM DANIEL.
TEXTO: DANIEL 6:1-28
 
Não há nada para incomodar tanto as pessoas incrédulas do que a vida devocional de um servo de Deus, mesmo que ele não declare publicamente. Atualmente, as pessoas estão ficando incomodadas muito mais com a fé cristã, a ponto de desejarem banir os cristãos do mundo inteiro. Essa perseguição aconteceu no passado e tem se intensificado no presente, com promessa de que se intensificará muito mais no futuro. Nesse assunto, destacarei sobre a vida devocional de Daniel e as perseguições.
 
1. Quem era Daniel?
Daniel foi um dos jovens judeus selecionados e transportado na primeira leva por Nabucodonosor para Babilônia aos 605 a.C. (Dn 1:3), para servir à corte. Daniel era um jovem inteligente, ele conhecia a Deus, era fiel e mantinha a sua vida de orações. 
 
2. As suas qualidades.
Mesmo estando no cativeiro, ele incomodou a muitos pela:
a.       Jovem de comportamento excelente.
b.      Fiel ao seu Deus.
c.      Fazia orações.
d.      Não se alimentava das iguarias do rei (Dn 1:8-21).
e.      Se destacava entre todos os sábios da corte.
f.       Foi escolhido como um dos presidentes (Dn 6:2).
g.      O crescimento de Daniel incomodava.
 
3. Os inimigos armaram contra Daniel.
Quando nos destacamos em algumas áreas, incomodamos outras pessoas, inconformadas, elas se transformam em inimigas e tentam a todo custo interromper o nosso desenvolvimento. No entanto, há alguns tipos de armas que eles usam para lhe desestabilizar, ressalto apenas três:
a.                A inveja é um dos grandes males, não somente naquela época, mas na sociedade atual.
b.      A mentira tem ganhado espaço em toda a mídia, cuja finalidade é denigrir a imagem daqueles que se destacam.
c.      A vingança é um dos métodos covardes para anular o desenvolvimento daqueles que se destacam.
 
4. As acusações.
Deus abençoou Daniel de maneira que ele foi promovido a cargos de liderança nos governos babilônico e persa, assim, seus inimigos começaram a planejar contra Daniel. É importante salientar que nenhuma arma aparelhada contra os escolhidos de Deus funciona (Is 54:17). Os inimigos de Daniel armaram diversas estratégias para destruí-lo, mas não encontravam nele nenhum motivo, eles fizeram o seguinte:
a.      Os inimigos o acusavam de descumprir as ordens do rei ao continuar orando a seu Deus.
b.      Fizeram editos para ele prestar culto a outros deuses.
c.      Criaram leis para condená-lo a ser jogado na cova dos leões.
 
5. A sentença e o Livramento Divino.
O rei Dario, mesmo sentindo que Daniel fora traído, nada podia fazer, pois o edito já estava assinado por ele, porém, agora somente restava ao rei acreditar que o Deus de Daniel poderia fazer por ele (Dn 6:12-18). Daniel foi finalmente jogado para ser devorado pelas feras, mas aí Deus entra em ação:
 
O livramento divino chega, não para quem apenas crer, mas para aqueles que têm a sua vida devocional com Deus. Daniel foi uma jovem de oração e vida consagrada, o Senhor fechou a boca dos leões (Dn 6:19-22). O rei alegrou-se em ver que Deus havia livrado a Daniel daquelas feras (Dn 6:23).
a.      Os inimigos de Daniel caíram na própria armadilha, aqueles, pois, que forjam alguma coisa contra os escolhidos de Deus, os inimigos de Daniel caíram na própria armadilha, o rei Dario mandou chamar aqueles que acusaram Daniel, eles foram jogados na cova dos leões e despedaçados (Dn 6:24; Et 6:10; Sl 7:15; Pv 26:27,28). Agora o rei exalta a Deus e assina decreto para que todo o povo reconheça o Deus de Daniel (Dn 6:25-28).
 
               Portanto, o Deus de Daniel é o mesmo, ele continua livrando seus servos, os livramentos acontecem diariamente com a proteção angelical, como diz o Davi (Sl 37:7-9), e conforme escreveu Moisés (Sl 91:11-12). Os jovens cristãos devem seguir o exemplo de vida de jovens como Daniel e seus companheiros, sendo fiel e tendo uma vida de oração e comunhão com Deus.
 
Pr. Elis Clementino.

 

quinta-feira, 13 de junho de 2024

ESBOÇO 1368 TEMA: A DOUTRINA DOS APÓSTOLOS.

 
ESBOÇO1368                                                                                                                                              TEMA: A DOUTRINA DOS APÓSTOLOS.
TEXTO: ATOS 2:42
 
Em tudo nesta vida o homem precisa ser instruído, não tem como viver sem instrução, principalmente o que concerne ao espiritual. A Bíblia sagrada, nos dá o entendimento como viver de maneira que agrade a Deus. Temos três tipos de doutrinas que as escrituras apresentam, as quais devemos conhecer. De maneira breve falarei sobre a doutrina dos apóstolos.
 
I.                 O Que é Doutrina?
Conjunto de ideias lógicas que são fundamentais que precisam ser transmitidas através da instrução, elas podem ser filosóficas, políticas e religiosas. Durante o tempo em que os discípulos estiveram com Jesus, eles foram ensinados em todos os aspectos da vida, sobre conduta, o perdão e a salvação. Jesus Cristo teve o cuidado de ensinar aos seus discípulos, porque ele percebia haver várias doutrinas ensinadas naquela época, das quais os apóstolos escreveram em suas cartas como meio de proteger os cristãos.
 
II.                Três tipos de doutrina:
a.      Doutrina de Cristo (2 Jo 1:9).
b.      Doutrina de homens (Mt 7:7).
c.      Doutrina de demônios (I Tm 4:1).
 
III.              Defesa da nossa fé cristã.
a.      É necessário conhecer as doutrinas para não ser enganado pelas falsas, no entanto, duas são danosas a fé cristã, as doutrinas de homens e a de demônios. As formas como elas são ensinadas e divulgadas podem influenciar na conduta cristã e na fé, (Mt 15:9; Mc 7:7; Cl 2:22-23).
b.       É preciso muito cuidado, porque essas doutrinas vêm recheadas de enganos, por isso somos alertados pelos apóstolos (Hb 13:9). Quando somos discipulados ou ensinados corretamente com a doutrina de Cristo, não seremos levados por qualquer vento de doutrina (Ef 4:14; Cl 2:8). Paulo alertou a Timóteo, sobre esse cuidado, dizendo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina” (I Tm 4:16).
c.      Devemos permanecer no que aprendemos do Senhor (2 Tm 3:14-17). O jovem Timóteo foi ensinado desde criança sobre a palavra de Deus através da sua vó Loide e nos seus ensinos ele deveria permanecer (2 Tm 1:5; 3:10; 4:22). Quando aprendemos certo, pouco erramos, pois, os pais e avós podem contribuir muito para a vida devocional dos seus filhos e netos. Somente manteremos a fé cristã através do ensino da palavra de Deus, pois muitos pais estão negligenciando esse ensino em seus lares, considerando o número de jovens cada vez reduzido nas igrejas e isso causa-nos preocupação.
 
IV.              Vivendo o que ensina.
Quem ensina tem grande responsabilidade, ele deve viver uma vida digna, servindo de modelo para que o evangelho não seja blasfemado (Rm 2:21-24). O que Cristo ensinou aos discípulos era o suficiente para terem uma vida baseada em princípios, de maneira que eles não deviam se desprender dele, “Entretanto, não foi isso que vocês foram discipulados por Cristo! Se é que de fato o ouviste e nele fostes ensinados, conforme a verdade que está em Jesus...” (Ef 4:20,21). Não devemos relativizar os ensinamentos de Cristo, quando relativizamos invertemos os valores (Is 5:20). A relativização é a desconstrução das verdades pré-estabelecidas no evangelho de Cristo, isso é perigoso para a nossa fé.
 
               Amados, devemos guardar a sã doutrina e perseverar nela, a maneira que fomos ensinados deve ser conservada como nos dias apostólicos (At 2:42). Quando atentamos para ela há compartilhamento, eles partiam o pão, estavam juntos nas orações, isso se dava por conta dos ensinamentos de Cristo. Atualmente precisamos resgatar esses valores deixando para trás, pois o egoísmo não permite que tenhamos o mesmo sentimento que houve em Cristo, isso afeta a nossa vida devocional com Deus, os nossos cultos se tornam frios por não haver os mesmos sentimentos que houve nos apóstolos (Fp 2:5-11).
 
Pr. Elis Clementino.

 

segunda-feira, 10 de junho de 2024

ESBOÇO 1367 ASSUNTO: MORRENDO PARA PRODUZIR.

 

ESBOÇO 1367
TEMA: MORRENDO PARA PRODUZIR.
TEXTO: “Em verdade, em verdade lhes digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. JOÃO 12:24.
 
O produto da agricultura está na semente e nela está a vida de uma árvore, mas para que ela abrolhe tem que passar pelo processo de morte, ou seja, ela primeiro morre para poder abrolhar uma plantinha. No texto, Jesus não queria dar uma aula de agronomia ou simplesmente falar sobre plantio, mas expressar as verdades espirituais aos que o procurava. Jesus apresentou essa bela parábola que falava sobre si como uma semente, uma ilustração abrangente a todos os homens. De maneira breve e simples, pois escrevo essa mensagem para apresentá-la às pessoas, mostrando que somos como uma semente e que espiritualmente precisamos morrer para viver.
 
I.                 A parábola.
Jesus fez uma ilustração baseada na natureza para explicar-lhes o que ele queria dizer no versículo anterior em (Jo 12:23). Uma semente vive, floresce e produz frutos em abundância quando ela for lançada no solo e morrer, senão ficará ela só. Foi isso o que aconteceu à vida de Jesus (Jo 12:25). Aquele que vive egoisticamente, “egoísmo” no grego “idiolétos” e preserva a sua vida para si, não pode produzir qualquer benefício, porquanto é uma semente que jamais foi plantada. Naturalmente, Jesus salienta o seu sacrifício, uma espécie de plantio do próprio “eu”, bem como uma forma de morte do “eu”. Esse é um princípio básico para o cristão ter uma vida verdadeiramente produtiva. Jesus proferiu essas palavras em forma solene e essa lição deve ser aplicada a nós mesmos, “Morrer para o pecado e viver para Cristo”
 
II.                Objetivo.
Na parábola, como disse anteriormente, Jesus fala sobre si, se utilizando de uma lei natural, ele diz que um simples grão para produzir precisaria cair na terra e morrer. Essa verdade foi expressa para mostrar aos seus ouvintes que a semente por si só permaneceria um simples grão, mas se caísse na terra e perecesse, ela brotaria, ou seja, da morte brotaria a vida, no entanto, três coisas aprendemos com essa parábola:
a.      A sua morte gerou vida para todos.
b.      Com a vida do nosso eu, gera morte.
c.      Com a morte do nosso eu, gera vida.
 
III.              O Grão do Trigo:
a.      Mistério da Vida.
b.      A morte do grão.
c.      Germinação, gera vida.
d.      Árvore ou planta, significa existência.
e.      Florescência, preparação para os frutos.
f.       Frutificação, frutos.
 
IV.              Vivendo para Deus.
Viver para Deus significa morrer para o mundo com as suas concupiscências, isto é um novo nascimento, entendo que:
a.      Devemos amar a Deus sobre todas as coisas (Mt 10:37).
b.      Viver pela fé “o justo viverá da fé” (Hc 2:4; Hb 10:38);
c.      A autonegação (Lc 9:23);
d.      Frutificar através do serviço cristão (Hb 6:10).
e.      Frutificar através do fruto do Espírito (Gl 5:22-23).
 
Portanto, os frutos espirituais surgem quando morre o eu, e quando morremos para o mundo, passamos a viver ou nascer para Deus. Há uma palavra falada por Jesus Cristo que parece um paradoxo, “Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas quem perder a própria vida por minha causa e pelo evangelho a salvará” (Mc 8:35; Jo 12:25-26). Jesus, a semente que morreu para brotar salvação. A sua morte trouxe vida para quem deseja viver para ele, e quem desejar viver para ele tem que morrer para o mundo do pecado (Rm 8:2,6-14; Gl 2:20). No batismo, fomos sepultados e ressurgimos para uma vida nova com Cristo. Aqueles que estão ligados nele ou na videira produzirão frutos (Jo 15:1-6). Essa é uma realidade incontestável, sem Jesus nada podemos produzir.
 
Pr. Elis Clementino.

 

segunda-feira, 3 de junho de 2024

ESBOÇO 1366 TEMA: RESSENTIMENTO.

ESBOÇO 1366
TEMA: RESSENTIMENTO.
TEXTO: “Não permita que a ira domine depressa o seu espírito, pois a ira se aloja no íntimo dos tolos” ECLESIÁSTES 7:9. “Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” EFÉSIOS 4:26.
 
Conforme a Bíblia Sagrada, a mente humana é tratada como “coração”, nele são guardadas as coisas boas e ruins. O próprio Jesus falou que dele procedem às coisas boas e ruins (Mt 15:19; Pv 4:23). Direi algo e sem detalhes sobre “ressentimento”, ele atinge muitas pessoas, induzindo-as a não perdoarem, isso, no sentido espiritual, as consequências são bem piores, porque o ressentimento pode deixar o indivíduo fora do reino de Deus.
 
I.                 O Cérebro e o Coração.
Ambos estão conectados através do cérebro, responsável por essa conexão. Os demais órgãos do corpo estão conectados entre si, exceto que haja um problema que interrompa essa conexão. Achei interessante o que Paulo falou sobre os membros do nosso corpo, embora ele tenha falado a respeito dos dons espirituais, mas é importante ressaltar esse entrelaçamento comandado pelo cérebro (I Co 12:15-22). Você já parou para pensar sobre essa interligação dos membros do corpo humano? Pois é, aquele membro considerado o mais frágil é necessário.
 
II.                O homem, ser tricotômico.
“A concepção de que o homem é constituído de três partes, (espírito, alma e corpo)”, esses três se relacionam perfeitamente, pois, um depende do outro, um corpo sem espírito e alma está inerte e sem vida, porque:
a.      O espírito do homem é o sopro divino que o faz viver, embora alma e espírito sejam muito ligados (Jó 33:4).
b.      Alma é a parte imaterial do homem que subsiste após a morte, ou seja, ela é imortal. Ela também é considerada centro das emoções e personalidade humana, onde o homem tem conhecimento de si.
c.      Corpo é a parte material onde estão abrigados o espírito e a alma. O apóstolo Paulo define isso muito bem (I Ts 5:23; Hb 4:12).
 
III.              O que é Ressentimento?
Ressentimento é conhecido como o ato ou efeito de ressentir-se, atuando no ser humano quando ele não consegue superar algum ato de ofensa contra si. Uma mágoa, cólera ou rancor pode ser originada por um simples agravo, mas isso depende de como o indivíduo reage a ele. O prefixo “re” indica o retorno dessa mágoa, ela é a peçonha que, sendo gerada, se mantém no coração do indivíduo. O ressentimento prejudica o homem nas três esferas: espiritual, atingindo a vida devocional com Deus, a alma se abate e o corpo adoece. Há muitas doenças que podem ser curadas apenas com um perdão. Ressentimento torna a vida amarga e retira a alegria. “O ressentimento mata o insensato...” (Jó 5:2).
 
IV.              Qual a Diferença Entre Sentimento e Ressentimento?
Sentimento de uma pessoa pode ser abalado e ela sentir raiva, ira, mas por algum tempo. O ressentimento é a continuação de um sentimento raivoso, rancoroso, de maneira que a pessoa não se liberta. Existem indivíduos que guardam mágoa por muitos anos e todas às vezes que ele lembra, o ressentimento aumenta, por ser como se tivesse acontecido naquele momento.
 
V.                Perdão.
Perdão é a remoção de uma mágoa, um pedido de desculpa, indulto, perdoar “é permitir que a pessoa se aproxime” (Ef 2:13). Quando o ressentimento está ativo na pessoa, ela torna-se incapaz de perdoar. Existem indivíduos que guardam mágoas e elas se estendem por gerações, os pais passam para os filhos e por aí vai, esse mal está sempre vivo cada vez que é lembrado no seio familiar, e assim, ativa ainda mais a mágoa e o ódio, até nascer o desejo de vingança. É interessante o que Paulo escreveu aos cristãos de Éfeso sobre a ira (Ef 4:26-32), não vá dormir com ressentimento ou mágoa. Cuidado com a ira, você, irado, diz coisas terríveis e ainda pode causar desgraça, na sua vida e na dos outros. Não permita que o seu coração se torne um tribunal condenatório onde as pessoas que lhe ofendem sejam condenadas e presas com os laços da ira. Aquelas pessoas que mantêm outras presas pela ira podem desconstruir a reputação das pessoas odiadas por elas. As quais podem estremecer de ira, mas não desconstruam a reputação das pessoas de que elas não gostam. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, mas deixe as pessoas de quem você não gosta em paz, pois desconstruir a reputação de quem você não gosta constitui um crime e um grande pecado perante Deus. Certamente o tal será julgado pelo justo juiz.
 
VI.              As Consequências do Ressentimento.
Quando o ressentimento prevalece, há consequências, e elas não são boas. A lei da semeadura diz: o que plantarmos, colheremos os seus frutos (Gl 6:6-7; Mt 7:2-5; Jz 1:7; Lc 6:38; 2 Co 9:6; 2 Ts 1:6,7). O que lemos nesses versículos é que a mágoa e a ira no homem podem custar-lhe muitos problemas de saúde e até a morte.
 
               Amados, não permitam que o ressentimento se abrigue no seu seio, lancem fora toda mágoa porque ela destrói a sua vida e a dos outros. O ressentimento causa sede de vingança, no entanto, o melhor remédio para dissipar a mágoa é a oração e a meditação na palavra de Deus. Persistindo, ponha-se diante do Senhor em oração e jejum, para que o diabo não lhe lance fora da presença de Deus, por conta dessa mágoa (Sl 6:7; 34:1-18; Ec 7:9). O sacrifício que agrada a Deus é um coração quebrantado (Sl 51:17). “O perdão é a faxina do coração”.
 
Pr. Elis Clementino