quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

AS EXIGÊCIAS DO EVANGELHO


ESBOÇO 472
TEMA: AS EXIGÊCIAS DO EVANGELHO
Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Pois com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.” (Rm 10.9,10)

Atualmente muitos não ensinam a maneira como as pessoas devam servir a Deus, como também não se dispõem a servi-lo. Os mandamentos do Senhor são para todos, entretanto, muitos obreiros da modernidade têm facilitado para que se sirva a Deus sem que haja necessidade de arrependimento, conversão, mudança, santidade, confissão dos pecados, oração e de uma busca de Deus sem nenhum sacrifício. Muitos querem viver o evan gelho das facilidades, quando os crentes podem escolher a melhor forma de servir a Deus, ou seja, como bem lhe convier. Neste breve assunto veremos oito pontos que o cristão deve praticar como exigência para servir a Deus.

1. Buscar a Deus
As escrituras enfatizam que todos, sem exceção, devem buscar ao Senhor (Is 55.6; Dt 4.29; I Cr 16.11; 28.9; 2 Cr 7.14; 15.2; Am 5.6; Mt 6.33; At 15.17; 17.27; Hb 11.6). Os líderes religiosos cristãos devem orientar as suas ovelhas a buscarem a Deus.

2. Arrependimento
Hoje quase não se fala sobre arrependimento; talvez para não incomodar os membros. Mas, necessariamente, devemos mostrar a eles a urgência do arrependimento dos pecados. Prestemos atenção ao que a bíblia diz a respeito do arrependimento (Mt 3.2; 4.17; Mc 1.15; 6.12; Lc 13.1-5; At 2.38; 3.19; 17.30; 26.20; 2 Co 7.8; Ap 2.5,16). Devemos mostrar que o arrependimento é o ponto de partida para a entrada no reino dos céus.

3. Invocar a Deus
É um convite para evocar nos momentos de angústias, e, consequentemente, há promessas de livramento (Sl 50.15). As escrituras mostram a necessidade de invocá-lo (Is 55,6; Jl 2.32; Sf 3.9; At 2.21; Rm 10.9-14).

4. Confessar a culpa
Atualmente, muitos cristãos não querem fazer confissão, achando-a desnecessária; entretanto, há reivindicações bíblicas sobre a confissão da culpa (Pv 28.13; Mt 3.6; Mc 1.5; Rm 10.9,10; I Jo 1.9). Se não confessarmos os nossos pecados a nossa consciência continuará intranquila e sofreremos as suas consequências (Sl 32.3-5).

5. Orar
Motivados pelas facilidades das bênçãos automáticas, através dos pregadores da modernidade, muitos crentes não se dedicam à oração. São poucos os que oram. Os templos, durante os cultos de oração, estão vazios. Porque a forma mágica do receba agora, ilude as pessoas com promessas, como: Pare de sofrer, receba agora, leve a chave, receba presente. Dessa forma, por que orar, se eu tenho promessa sem esforço? Embora não cumprida. Mas a oração é o melhor caminho ensinado por Deus ao homem (2 Cr 7.14; Lc 18.10-14; At 8.22). Observem que as promessas divinas são condicionais.

6. Humilhar
Humilhar-se: O quebranto do homem para com o seu criador é necessário, diz a Palavra que Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. A humildade é a porta de entrada para as bênçãos de Deus e também no reino dos céus (2 Cr 7.14; Mt 18.3,4; 23.12; Lc 14.14; Tg 4.10). Se atentarmos diligentemente, certamente Deus nos abençoará.

7. Dar ouvidos
Devemos dar atenção a tudo quanto nos edifica; muitos não dão mais ouvidos a Deus, e nem aos seus líderes espirituais como dizem as escrituras, talvez, porque exigidos alguns sacrifícios (Mt 10.14; 11.15; 13.13-15; Jo 12.45; Rm 10.9-14).

8. Obedecer
A obediência implica em abrir mão das nossas próprias vontades. Obedecer exige sacrifícios, negação de si, (Rm 2.4-8; Gl 3.1; 5.7; 2 Ts 1.8; Hb 5.9; I Pe 4.17). A obediência é exigida a todos que creram no evangelho (I Sm 15.22).

Todas essas coisas parecem não estar mais em evidência nos dias de hoje em algumas igrejas, porque, não há nenhuma exigência por parte de muitos líderes. Buscar a Deus, invocá-lo, arrepender-se, orar, se humilhar, ouvir a voz de Deus e, sobretudo obedecê-lo está em desuso. Muitas pessoas querem viver o evangelho das facilidades, que nada pede e nem exige. Tenhamos compromisso em conduzir as ovelhas a Deus, isso será cobrado de nós (Tg 3.1). As facilidades no sentido espiritual têm um preço, assim como o seu comodismo. O nosso compromisso em conduzir o povo a Deus está acima de tudo.

“O reino dos céus é tomado à força.” (Mt 11.12).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O CAMINHO DO ÍMPIO E DO JUSTO





ESBOÇO 471
TEMA: O CAMINHO DO ÍMPIO E DO JUSTO
Bem-aventurado o varão que não anda segundo os conselhos dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Salmo 1:1).

O salmo primeiro nos mostra qual a forma de vida que o crente deve ter em relação aos nefandos. Deve-se observar cuidadosamente e seguir tudo que este importante texto das escrituras nos diz. “Bem-aventurado o varão que não anda segundo os conselhos dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Sl 1.1). A expressão “Bem-aventurado” serve para indicar que alguém está muito feliz, pois a felicidade do homem consiste em viver bem e praticar a justiça. Discorreremos de forma resumida sobre a diferença entre o justo e o ímpio.

Fazendo a diferença
Os cristãos que praticam a justiça reconhecem que foram escolhidos para mostrar que há diferença entre o ímpio e o justo. Fazendo uma analogia à luz e ao sal (Mt 5.13,14), o cristão deve ser como a luz da aurora “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” (Pv 4.18). No contexto mostra que para fazer essa altercação é necessário alguns requisitos importantes: (1) Separar-se das más associações (I Co 15.33); (2) Não se deter nos caminhos dos pecadores (Pv 1.10,15); (3) Não se assentar na roda dos escarnecedores (4) Ter prazer e meditar na lei do Senhor (Js 1.8; Sl 119.1, 113). “Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não serve.” (Ml 3.18).

Características do ímpio
É aquele que pratica a impiedade, uma pessoa que não tem fé, descrente e herege, uma pessoa totalmente dissociada da religião. Muitos deles são citados na bíblia como “maus conselheiros, filhos de Belial ou malignos” (Dt 13.13; I Sm 25.17; Pv 6.12; 12.,5); os seus atos são totalmente incoerentes com os ensinamentos das escrituras: (1) Escarnecedores e não aceitam conselhos (Jó 21.16; Pv 13.1; I Rs 12.8-14); (2) Maquinam coisas perversas e más no seu coração (Pv 6.18; 6.14); (3) Constituem-se um perigo para o justo (I Co 5.11; Rm 16.17); (4) Estragam os caminhos do rei (Pv 25.5); (5) Blasfemam contra Deus (Sl 10.3,13).

As consequências
Todos quantos praticarem a iniquidade sofrerão as consequências; (1) Não prosperam (2) Não subsistirão no juízo divino (Sl 1.5; 37.10; Pv 6.15;) (3) Não permanecerão na congregação dos justos; (4) A sua alegria é breve (Jó 20.5); (5) A maldição habita em sua casa (Pv 3.33); (6) O caminho deles é como a escuridão (Pv 4.19); (7) A vida deles é como a moinha que o vento espalha (Sl 1.4); (8) Seus dias são breves (Ec 8.13), e finalmente o triste fim (Sl 9.17).

As características do justo
Uma pessoa “justa” é aquela que julga e procede com equidade ou justiça, imparcial e reto. A bíblia fala a respeito do justo: O caminho do justo é conhecido pelo Senhor (Sl 1.6); Ele será abençoado e protegido (Sl 5.12); Deus testifica ao seu respeito (Jó 1.8); Quando clamam o Senhor os ouve e os livra de todas as suas angústias (Sl 34.17); Davi categoricamente afirmou: Fui moço e agora sou velho; contudo, nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência mendigar o pão (Sl 37.25), mas isso não significa que o justo não enfrente dificuldades, materialmente ele pode não ter riquezas, mas vale o pouco tem o justo, do que as riquezas de muitos ímpios (Sl 37.17). Paulo se contentou com que tinha (Fp 4.11-13).

A felicidade do justo
O justo pela sua justiça permanecerá na prática do bem, procurando agradar a Deus e ao próximo, e ao mesmo tempo usufrui dos benefícios espirituais: (1) Desfruta do fruto do Espírito (Gl 5.22); (2) Alimenta a sua esperança através do ribeiro de águas (Sl 1.3); (3) É como uma árvore plantada junto a ribeiro de águas (Sl 1.3); (4) Tem vida imarcescível, ou seja, que não murcha, incorruptível, inalterável (Sl 92.14); (5) Prospera em tudo que faz (Sl 1.3; Is 3.10).

Essas são as grandes diferenças entre o justo e o ímpio. Devemos observar bem o que as escrituras nos ensinam. Deus não aceita meio termo, se quisermos ser abençoados devemos nos separar daqueles que cujos frutos não se igualam aos nossos. (II Co 6:14 – 18; I Co 3:16,17; II Ts 3:14; I Co 5:11)

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

VIVENDO PELA FÉ




ESBOÇO 470
TEMA: VIVENDO PELA FÉ
“...mas o justo, pela sua fé viverá” (Hc 2:4)


Fé é um termo que vem do latim “fides”, e é aquilo que se afirma ser verdade sem nenhuma comprovação e argumento racional. Para mantê-la é necessário esquivar-se de toda dúvida; não podemos duvidar e ter fé ao mesmo tempo, mas devemos ter plena confiança. Na Bíblia, a fé é a força motora que nos induz a permanecer confiantes em Deus, é o firme fundamento e a certeza das coisas que não se veem (Hb 11.1; Hc 2.4; Rm 1.17; Gl 3.11). Abandoná-la é fracassar. Em hipótese alguma devemos permitir que ela seja abalada. Assim como os olhos físicos são para o corpo, a fé são os olhos da alma, ela enxerga aquilo que os olhos naturais não conseguem. Necessariamente devemos estar preparados para que a nossa fé não se abale em quaisquer situações por mais desagradáveis que sejam, mesmo mediante uma punição divina. Destacaremos nesse mote um dos profetas menores, “Habacuque”, que mesmo diante a ira divina sobre o seu povo, ele não abriu mão da sua fé em Deus (Hc 3.17).

Não abandonar a Deus (Hc 3.17)
1. Ainda que as figueiras não floresçam, não havendo figos;
2. Nem haja fruto na vide, ou a videira não produza o vinho;
3. Ainda que o produto da oliveira falhe, não produzindo o azeite;
4. Os campos não produzam mantimento, ou a agricultura falhe;
5. As ovelhas da malhada sejam arrebatadas, produção da lã comprometida para as vestes;
6. E nos currais não haja vacas, para produzir carne, leite.

Não abandonar a Cristo (Rm 8: 35 – 39).
1. A tribulação, ou a angústia;
2. A perseguição;
3. A fome;
4. A nudez;
5. O perigo.

Revestidos para suportar
Devemos nos revestir de toda armadura de Deus, porque além das dificuldades do cotidiano, lutamos contra as potestades das trevas (Ef 6. 11-16), essa batalha pela sobrevivência da fé só terminará na manifestação do Jesus Cristo para, pois não esperamos nele somente nesta vida (I Co 15.19).

            A importância do uso da fé e o sucesso no cotidiano do cristão dependem muito da sua confiança, ela é a luneta que nos faz enxergar o que está além da nossa mente (Hb 11.1-3), ela é vinculada à esperança e considerada a âncora da alma (Hb 6.18,19). Ela é usada como metáfora porque a função da âncora é prover estabilidade numa embarcação. O cristão descansa em qualquer situação, porque tem a sua confiança em Deus. Procuremos sempre manter firme a nossa fé, acreditando, sobretudo nas suas provisões de onde vem a nossa vitória (I Co 15.57; I Jo 5.4).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE