quarta-feira, 27 de abril de 2011

DESENVOLVENDO NO VALE COMO ÁRVORES

ESBOÇO 383
TEMA: DESENVOLVENDO NO VALE COMO ÁRVORES
“A minha raiz se estendia junto às águas, e o orvalho fazia assento sobre os meus ramos; a minha honra se renovava em mim, e o meu arco se reforçava na minha mão. Jó 29.19,20.

Introdução
Às plantas se desenvolvem, produzem frutos, assim como os animais e humanos, cada um tem seus espaços e oportunidades para ampliarem suas potencialidades, no cotidiano e no sentido espiritual. Dessa forma faremos uma analogia sobre o crescimento de uma planta, relacionando o material e espiritual.

Significado
Pode ser uma depressão profunda ou alargada cavada por um rio; planície entre montes; várzea próximo um monte. Conhecido também nas escrituras como: Vale de lágrimas; vale da sombra da morte; vale de Josafá; vale de ossos secos; o lugar onde os mortos conforme as escrituras irão ressuscitar para o julgamento final.

Desenvolvendo como árvores

Cada árvore tem o seu lugar apropriado para se desenvolver, nos vales, ribeiros e nos lugares aonde há abundância de água, o crescimento acontece, às folhas ficam verdes e produzem frutos na estação própria. Quando o agricultor tem um solo árido, existem outros meios para ajudar na agricultura, o sistema de irrigações e adubos é importante para que se tenha boa colheita (Jr 17.8; Sl 1.3). No sentido material, os indivíduos têm oportunidades de crescerem, em estatura e se desenvolverem em todos os sentidos da vida, desde que sejam nutridos culturalmente, mesmo assim, temos que usar de forma correta todos os talentos naturais dados pelo Criador.

Há algo interessante que observamos nas montanhas, não existem árvores de grandes portes, as vegetações são rasteiras como as restingas, essas convivem com poucos alimentos, quase sem água, são plantas sem vida, não produz frutos e nem sombra.

Em algumas ocasiões na vida temos o pressentimento que vales só se referem a lugares de sofrimentos, ermos e sem perspectiva de desenvolvimento algum, no entanto devemos entender que as árvores que mais se desenvolvem estão nos vales e não nas altas montanhas, existem muitos tipos de vales nessa vida, “vale da amargura, do fundo do poço, de lágrimas, sombra da morte, do pó, das cinzas. A Bíblia apresenta muitos vales onde lá algumas pessoas tiveram experiências profundas com Deus (Gn 32.22-32; I Sm 17.3,51,54; Ez 37.1-10). Mas é importante ressaltar que em qualquer um deles temos condições de desenvolver e produzir frutos, e a causa principal para que isso aconteça é o SENHOR, pois ele tem métodos para tirar dos vales, levantar do pó, das cinzas, dos desertos e colocar no ápice da montanha (Is 40.4)

Muitos indivíduos alcançaram os mais altos das montanhas e pódios nesta vida, porém muitos deles já passaram pelos vales de sofrimentos para chegarem até lá. Quando não conhecemos esses vales não adquirimos experiências, somos como as plantas das montanhas, podem até crescer, porém sem raízes, assim são essas pessoas que chegam ao pódio sem adquirir as experiências dos vales.

Crescendo espiritualmente como árvores
No sentido espiritual crescemos quando estamos sendo bem alimentado através do ribeiro de águas, isso significa ser nutrido pela palavra de Deus, e quando isso acontece às folhas ficam verdes significando as esperanças e a confiança do crente no Senhor, os frutos são justiça e trabalho. Deus quer que cresçamos, mesmo que estejamos em lugares altos ou baixos, é possível desenvolvermos, mesmo quando tudo está contrário e nada favoreça. Quando crescemos, além de darmos frutos, ainda servimos de sombra para outros. Deus quer que os nossos frutos e sombras sirvam para edificação de pessoas que estão cansados pela aridez da vida, a fim que elas sejam edificadas e férteis.

Você já pensou quantas pessoas poderiam ser cultivadas e nutridas como uma planta através de você? Quantas pessoas estão nos vales, talvez pensando não mais sair de lá, para elas precisamos dizer-lhes que nos vales adquirimos experiências, amadurecemos e crescemos como árvores. Há esperança para quem está nos vales (Os 2.15; Jó 14.7-9)

Considerações finais
Entendemos que somente no terreno fértil é que podemos desenvolver espiritualmente, os vales são terrenos apropriados para o desenvolvimento das plantas, no sentido espiritual as fontes são inesgotáveis, elas nutrem e solidifica a nossa fé de tal forma que até na velhice darão frutos (Sl 92.14).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

quarta-feira, 20 de abril de 2011

SANTIDADE, UMA NECESSIDADE ESPIRITUAL

ESBOÇO 382
TEMA: Santidade, uma necessidade espiritual
Como filhos obedientes, não vos conformeis com as concupiscências que antes havia na vossa ignorância; mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo vosso procedimento” (I Pe 1.14,15).

Introdução

As escrituras destacam a necessidade de uma vida de santidade ao SENHOR, todo ser humano deve ter uma vida resguardada do pecado, principalmente os que confessam o nome do SENHOR. O ensinamento divino ressalta o dever de abdicar a prática de qualquer iniquidade, esse é um dos requisitos exigido para uma vida de comunhão com Deus (I Pe 1.16), essa santidade deve ser constante (Lc 1.75). Destacaremos e comentaremos cada uma das exigências de Deus para os seus seguidores.

Significados
Santidade: Qualidade ou estado daquele ou aquilo que é santo (Ex 15.11), essa característica é atribuída a Deus e extensiva a nós (I Pe 1.16).

Santificação: Na forma verbal, santificar significa o processo pelo qual se separa algo ou alguém para finalidades religiosas, tornar sagrado ou consagrar. Santificação “santificar” exprime literalmente o método pelo qual se separa algo ou alguém para propósitos religiosos, ou seja, tornar sagrado ou consagrar, esse processo foi descrito por Paulo.

"...vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus" ( I Co 6.11).

I. Caminhos para a santidade
1. Não se embaraçar com as coisas fúteis desta vida. (1 Co 9:25; 2 Tm 2:4);
2. Não entrar em questões alheias (1 Tm 5:22);
3. Ter paz com todos e a santificação (Hb. 12.14)
4. Fugir das paixões da mocidade (1 Ts 5:22; 1 Tm 6:11; 2 Tm 2:22);
5. O amor seja conhecido de todos, amor exemplar (Fp 4:5);
6. Não se gloriar e nem louvar-se a si mesmo. (1 Cor 1:31; 2 Co 3:5b; 2 Co 10:17,18; 1 Co 3:18);
7. Não fazer julgamento precipitado de qualquer irmão (Mt 7:1; 1 Co 4:5; Rm 2:1; 14: 4,10,13);
8. Procurar ter uma boa consciência. (At 23:1; 24:16);
9. Manter o autocontrole (1 Co 6:12b);
10. Ter uma vida separada do pecado. (Lc 1:75; 1 Ts 5:23);
11. Em tudo ser exemplo e andar dignamente (Ef 5:8. Cl 1:10; 2:6; 1 Tm 4:12; Tt 2:7; 1 Pe 5:3);
12. Deixar tudo e se revestir de um novo homem (Ef 4:17-31);
13. Servir de modelo para os outros. (At 20:18; Fp 3:17; 4:9; 2 Ts 3:7;. 2 Tm 3:10);
14. Conservar o modelo das sãs palavras. (2 Tm 1:13; 3:14; Tt 1:9; Hb 10:23);
15. Linguagem sã e irrepreensível. (Fp 2:15; Tt 2:8);

II. A santidade é uma porta para Deus operar em nós

Deus necessita de vidas santas para fazer grandes coisas, a santidade é uma porta aberta para as grandes revelações divinas, quando observamos cuidadosamente a sua palavra, com certeza Ele nos abençoará (Dt 28.1-8). Uma vida de santidade não nos isenta das oposições e sofrimentos (Jo 16:33b), não é por sermos santos e servos de Deus que nada aconteça de errado conosco. Paulo estava consciente que os sofrimentos, prisões e perseguições contribuíram para o engrandecimento do evangelho (Fp 1:12).

Considerações finais

Devemos buscar a santificação na palavra de Deus, na oração e na consagração, ter uma vida inteiramente dedicada ao Senhor, pois a nossa intimidade e comunhão com Deus depende desse esforço, a nossa santificação não deve ser no exterior, mas começado de dentro, do mais intimo do coração. Deus exigiu santificação do seu povo para operar grandes maravilhas, entretanto ainda é assim, Ele exige de nós uma vida plenamente santificada para realizar em nós uma grande obra.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

quinta-feira, 14 de abril de 2011

ACORDANDO PARA O FRACASSO

ESBOÇO 381
TEMA: ACORDANDO PARA O FRACASSO
“E aconteceu, à hora da tarde, que Davi se levantou do seu leito, e andava passeando no terraço da casa real, e viu do terraço a uma mulher que se estava lavando; e era esta mulher mui formosa à vista.” (2 Sm 11.2).

Introdução
Nenhum individuo está isento de fracassos, sejam na vida profissional, moral e espiritual, basta apenas um pequeno descuido, não importa quem, pois ninguém é tão forte, valente e importante que não possa ser tentado (I Co 10.12,13). O desejo de pecar na maioria das vezes entra em ação em momentos inesperados, é na desatenção, desocupação que os incidentes acontecem. O acordar do sono e o passeio de Davi pelo terraço do seu palácio foi o suficiente para iniquidade ser despertada pelos olhos (2 Sm 11.1,2). Glosaremos neste argumento sobre o pecado de Davi, as consequências, arrependimento e o perdão divino.

O filho de Jessé

Davi era o filho mais novo dos filhos de Jessé, o Belemita, escolhido por Deus para reinar sobre Israel, foi o homem segundo o coração de Deus (1 Sm 13.14; Sl 89.20; At 13.22), na ótica humana esse homem jamais poderia pecar ou cometer alguma injustiça, entretanto Deus escolhe as pessoas certas, porém o individuo tem livre arbítrio para fazer escolhas e até executar alguns intentos do seu coração que aos seus olhos parecem bons (Pv 16.2), pois é necessário saber que tudo que se semeia colhe (Gl 6.7). O pecado está nos rodeando, jazendo as portas do coração, mas é necessário dominá-lo (Gn 4.7). O homem que não controla suas aspirações é escravo delas.

O desejo despertado pelos olhos
No tempo dos reis irem às guerras, Davi enviou Joabe e seus servos para as batalhas (2 Sm 11.1,2) e ficou em casa para dormir, não era simplesmente a questão de tirar uma soneca. O passeio na varanda do palácio foi à oportunidade para ser tentado, ele viu uma mulher se lavando no quintal da sua casa, “era essa mulher formosa à vista” o problema não era somente ver, mas desejar e ir à busca dela (V.2). Davi parecia não ter conhecimento, sobre aquela mulher tão formosa a vista, entretanto era mulher de Urias um dos favoritos e valentes, um protetor do rei que preferia dormir a porta do palácio para guardá-lo (Vs 4,11).

A ação pecaminosa
A cobiça foi tão forte que não pode controlá-la. Mandou trazer a mulher até ele, em seguida deitou com ela (e já ela se tinha purificado da sua imundície); então voltou ela para sua casa (V.4), após fez saber a Davi que estava grávida (V.5), e temendo a Urias planeja o seu assassinato, vejam que um abismo chama outro abismo (Sl 42.7). Um pecado sempre leva a consumar outro, as aspirações não controladas, trouxeram consequências inevitáveis, dificilmente o homem pensa nas consequências antes de praticar qualquer pecado, às vezes diz: Fulano fez e não deu em nada, será que sou pior do que ele? Ora nem sempre Deus age imediatamente, Ele é longânimo, se Deus não tratar com você hoje, ele trata amanhã. Davi sabia que quando o individuo peca vêm às consequências.

A cobrança divina
“Porém essa coisa que Davi fez, pareceu mal aos olhos do Senhor” (2 Sm 11.27); desprezou a palavra do Senhor, mas a correção começou logo cedo, Deus corrige e castiga a todos quanto ama (Hb 12.6,7; Pv 3.12), Deus o amava e queria restaurá-lo, Natã foi o instrumento de Deus nesse momento (2 Sm 12.1-9), o que me chama a atenção foi a maneira inteligente de Natã falar com o rei, e fazê-lo entender o personagem da parábola contada por ele. “Então, disse Natã a Davi: Tu és o homem..” (2 Sm 12.7).

As consequências
Todo pecado tem um preço, a iminente prestação de contas começaram cedo com muitos sofrimentos, amarguras e a espada de Deus na sua casa, além de tudo isso a sua mente ardia. A consciência é como os olhos da coruja não se fecham nem para dormir. Ele estava inquieto pela criança e a intranquilidade da consciência, Deus ainda usa alguém com mensagens proféticas. O Natã que eu considero hoje é a voz do Espírito Santo de Deus falando as nossas mentes para nos corrigir. (Hb 3.7,8).

Reconhecimento do pecado
“Então disse Davi a Natã: pequei contra o Senhor”. “E disse Natã: - O Senhor transpassou o teu pecado; não morrerás” (2 Sm 12.13). Deus espera de cada um de nós a confissão, reconhecer o erro cometido é essencial para ser perdoado. Somente com o arrependimento o Senhor pode mudar de atitude em relação à sentença do pecado.

“As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos; porque as sua misericórdias não têm fim.” (Lm 3.22).

Considerações finais
O pecado sempre estará diante do homem, porém cumpri dominá-lo, e compreender que o perdão só acontece mediante um arrependimento profundo (Sl 51.1-19). É isso que Deus espera de nós o reconhecimento do pecado, para que a graça de Deus superabunde. Nem sempre os que fracassam são fracassados, mas tenha cuidado!

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

terça-feira, 5 de abril de 2011

EXAMINANDO PARA EVIDENCIAR

ESBOÇO 380
TEMA: EXAMINANDO PARA EVIDENCIAR
Examinai-vos a vós mesmos se permanecei na fé; provai-vos a nós mesmo. Ou não sabeis, quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que estais reprovados” (2 Co 13.5).

Introdução

Atualmente muitos indivíduos não querem se autoexaminar ou fazer uma autocrítica, sempre é bom e é recomendável pensar e avaliar se estamos indo certo ou não, principalmente no sentido espiritual, pois quando não se faz essa avaliação de si mesmo encontra dificuldade para se relacionar com Deus. Meditaremos sobre a permanência na fé, provar a si mesmo e saber se Cristo está em nós (2 Co 13.5).

I. Autoexame

1. É importante refletir sobre a nossa vida espiritual, se permanecemos na fé ou não, porque ter a convicção da fé é imprescindível, pois ela gera no crente estabilidade espiritual. A capacidade de nos examinar foi dada por Deus, e a consciência julga se estamos fazendo certo ou errado. O exame nos dá a garantia de nossa firmeza não somente em Cristo, mas em outros significados da vida. Jamais devemos demonstrar insegurança quando somos interpelados sobre a nossa firmeza espiritual; - Deus sabe de tudo, vou mais ou menos, como Deus quer e consente. Não existe meio termo; ele (a) vai bem ou mal, mediante as circunstâncias devemos demonstrar firmeza principalmente no evangelho (Gl 1.9) e no amor a Cristo (Rm 8.35-39) sendo declarada através do seu exemplo de fé (2 Rs 4.26; 2 Co 4.8-12; 6.10; Fp 4.13).

2. Provar a si mesmo, a única pessoa capaz de auto se avaliar, somos nós mesmos, quando não fazemos uma avaliação justa podemos nos enganar, achar que estamos bem, quando não, para isso é necessário que o cristão prove a si mesmo, Paulo disse aos crentes de coríntios que se examinassem e depois comessem do pão e bebesse do cálice, para não correr o risco de ser condenado (1 Co 11.28,29), entretanto eu devo saber se estou bem ou não. A única pessoa que deve conhecer você é você, exceto Deus que conhece o mais intimo do coração (Jr 17.10). Conhecemos as nossas limitações, podemos até violar os nossos limites, mas com certeza sofreremos as conseqüências.

II. Exemplo de Persuasão
Convicção da nossa firmeza é indispensável, podemos seguir o exemplo plausível da vida de Paulo, nas consternações evidenciou segurança em todos os sentidos, isso é provado por vários textos bíblicos em suas cartas. Porque não tentamos ter semelhante firmeza na fé e na confiança em Deus? O amor inseparável a Cristo foi comprovado em muitas ocasiões, e a firmeza de Paulo no evangelho o levara a escrever aos Gálatas sobre ela (Gl 1.6-9). Porque não imitá-lo como ele próprio diz (1 Co 4.16; 11.1).

Devemos conhecer a nós mesmo, fazendo uma autoavaliação, sobre o que somos; nossa crença, convicções, o que recebemos de Deus, bem como a salvação e a certeza inabalável da vida eterna. Busquemos sempre nos examinar, porque podemos pensar que estamos aprovados, sendo reprovados (2 Co 13.5). Deus nos guarde que a sensibilidade espiritual seja perdida, quando a perdemos não temos a capacidade de julgar a nós mesmo.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma –PE/Brasil