quarta-feira, 27 de julho de 2011

A IGREJA DE JESUS CRISTO

ESBOÇO 396
TEMA: A IGREJA DE JESUS CRISTO
“... que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade” (I Tm 3.15b).

Introdução
A igreja de Jesus Cristo é mais do que uma organização, é um organismo vivo, o corpo de Cristo, ela está acima de todas as organizações, mais poderosa que principados, potestades e domínios, o seu fundamento é preexistente e eterno, jamais será abalado, “Jesus” Ele é antes de todas as coisas e tudo foi feito por ele (Jo 1.3) e ainda sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés (Ef 1.21-23). Abordaremos neste assunto ligeiramente sobre o significado, fundamento, missão, desenvolvimento, e destino final da igreja de Cristo.

Significado de Igreja

A palavra grega ekklesia “igreja” refere-se à reunião de um povo por convocação, povo de Deus em Cristo que se reúnem para adorá-lo. A palavra igreja também pode se referir à igreja local (Mt 18.17; At 15.4), ou no sentido universal (Mt 16.18; At 20.28; Ef 2.21,22).

A Igreja é:

1. O povo de Deus (I Co 1.2; 10.32; I Pe 2.4-10);
2. O templo de Deus e do Espírito Santo (I Co 3.16;);
3. O corpo de Cristo (I Co 6.15,16; 10.16,17; 12.12-27);
4. A noiva do cordeiro “Cristo” (2 Co 11.2; Ef 5.23-27; Ap 19.7-9);
5. A coluna e o fundamento da verdade (I Tm 3.15).

Fundamento da Igreja

1. A igreja sempre esteve na presciência de Deus, ela não é um organismo criado por homens;
2. Não é Pedro, visto que o Senhor não poria nenhum ser humano para ser o fundamento da igreja, Ele é o próprio fundamento e nós as pedras vivas (I Pe 2.4-6);
3. Cristo é a pedra sobre a qual a igreja está firmada (Mt 16.18);
4. A declaração de Pedro foi necessária para identificar quem seria a fundação da igreja (I Pe 2.6,7).
Cristo é a Pedra: Rocha grande e firme (1 Pe 2.4) Todos os crentes são PETROS = pedras pequenas e móveis (1 Pe 2.5).

Desenvolvimento da igreja

Apesar das dificuldades enfrentadas nos primeiros séculos, a igreja primitiva conseguia um crescimento em número, e espiritual sustentável, os fatores que muito contribuíram foram: (1) A perseverança na doutrina dos apóstolos, (2) Na comunhão, (3) No partir dos pães (4) Nas orações (At 2.42).

A missão da Igreja

Profética
1. Evangelização (Mc 16.15; 1 Co 1.18-31, 2.1-3);
2. Tornar conhecida a sabedoria de Deus (Mt 13.11);
2. Edificar (At 20.32);
3. Adorar (Sl 95.6);

A responsabilidade Social da igreja
A responsabilidade social é do Estado, porém quando o Estado falha a igreja deve agir – O ministério de Jesus se caracterizava pela compaixão amorosa a todos os sofredores e indigentes do mundo (Mt 25.31-46; Lc 10.25-37). A igreja deve dar continuidade a sua missão social “repartir” ajudar os menos favorecidos.

O destino da Igreja

A igreja foi instituída na terra com finalidades especificas, e depois de terminada a sua tarefa aqui será recolhida para o lugar de onde foi arquitetada, isso será feito através do arrebatamento, incluindo os mortos em Cristo (I Ts 4.16). Jesus preparou o lugar para que a igreja desfrute do seu amor.

Considerações finais

Devemos nos empenhar com afinco nos trabalhos da igreja, tanto na evangelização quanto na área social. Deus quer que o seu povo desenvolva nas atividades da igreja para glória do nome do Senhor Jesus Cristo (Lc 12.43).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE /Brasil


segunda-feira, 18 de julho de 2011

A EXCELÊNCIA DO PODER

ESBOÇO 395
TEMA: A EXECELÊNCIA DO PODER
“Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2 Co 4.7).

Introdução
O ser humano é importante para o criador, principalmente quando se trata de servos, o enriquecimento desses é através das riquezas dadas por Deus. Paulo apresenta o cristão como guardador de um grande tesouro, essa palavra foi dirigida a igreja de Corintos, para mostrar aos crentes a excelência do poder de Cristo em suas vidas, estendendo-se a nós e a outrem, ele faz uma alegoria usando dois objetos simples e bem conhecidos, o TESOURO e um VASO DE BARRO, cuja finalidade era mostrar em que consiste o valor do vaso de barro.

I. O tesouro e o barro
No sentido real, tesouro é grande porção de jóias preciosas, enquanto o vaso de barro é representado por um recipiente côncavo para se guardar; tesouros, ou seja, objetos de valores. No sentido espiritual é Cristo (o tesouro), quem enriquece o vaso de barro (o cristão). O tesouro representa riquezas guardadas, o vaso de barro representa aquilo que é frágil e pobre.

II. Vaso possuidor de riqueza
Ter – É empregado no presente do indicativo e usado na 1ª pessoa do plural, que nos dá a ideia de posse (temos), ou seja, ter, possuir. O apóstolo se dirigiu a igreja de Corintos porque ele sabia que ela era um tesouro enriquecido. A palavra TESOURO empregada no singular, subtende-se que não é qualquer tesouro, pois se tratava de algo muito especial, um substantivo abstrato em comparação ao tesouro comum. Referindo-se aos VASOS, o substantivo é empregado no plural, pois se tratava dos cristãos da igreja de Corintos.

a) O vaso de barro sem o tesouro nada representa, é simplesmente um vaso de barro, ou cacos entre outros cacos de barro (Is 45. 9). Não há de que se gloriar, pois somos de um material fraco que pode quebrar-se a qualquer instante, e isso é o que nos leva a depender de Deus. Essa perspectiva elimina qualquer tentação de nos orgulharmos por conquistas pessoais, sem, contudo deixar de atribuir a Deus.

b) A essência do vaso está no tesouro, inclusive, Paulo enfatiza a importância de buscarmos essa riqueza, independente das circunstâncias, pois como cristãos devemos servir como vasos de honra, de forma que o nome do Senhor venha ser glorificado em nossas vidas.

III. Razões
Paulo expressou que não havia exaltação ou glória do vaso sem tesouro, entretanto se o vaso de honra se gloriar glorie-se em Cristo que é o tesouro (I Cor 1.29, 31; II Cor 10.17) A glória do vaso de barro está no tesouro (Jr 9.23,24; Isa 42.8). Deus não dá a sua glória a ninguém, pois a nossa capacidade vem de Deus ( 2 Co 3.5).

Considerações finais
Não há poder e exaltação sem riquezas, pois Cristo nos enriquece. Cristo é o tesouro e nós somos os vasos de barro. Como servos dEle, enfrentamos muitas turbulências, fraquezas, aflições, tristezas e humilhações, mas o tesouro nos mantém confiantes e encorajados, sem nos deixar cair ou fracassar na caminhada, Ele nos sustenta. Descubra o seu potencial e a riqueza de Cristo em você, e dirás Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fp 4.13). As aflições e privações que suportamos na vida, são leves, em comparação a abundancia de glória que temos em Cristo. Essa glória já estar parcialmente presente, mas só no futuro será experimentada plenamente (Rm 8.18). Sigamos firmes não atentando para as coisas que se veem, mas para as que não se veem, porque as coisas que se veem são temporárias, mas as que não se veem são eternas (2 Co 4.18; Rm 8.25). Pois seriamos os mais miseráveis se esperássemos nEle somente nesta vida (I Co 15.19).

Pr. Elis Clementino, Itapissuma - PE/Brasil

quarta-feira, 13 de julho de 2011

QUATRO COISAS ESSENCIAIS PARA O CRISTÃO

ESBOÇO 394
TEMA: Quatro Coisas Essenciais Para o Cristão
“Sede unânimes entre vós”; (Rm 12.16a)

Introdução

Existem coisas importantes, acidentais e essenciais, são balizas que no nosso cotidiano temos que saber separá-las, especialmente no mundo cristão. O essencial se refere a algo que é indispensável, inclusive o Apóstolo Paulo enfatiza em uma das suas cartas quatro coisas ESSENCIAIS, a vida do cristão: O amor, o fervor, a humildade, e a beneficência. Esses termos serão pontuados a seguir.

I. Amor

São atitudes de afeição, compaixão, misericórdia e benevolência, por essas razões torna-se fator primordial à vida. Em consideração o que Jesus falou no sermão da montanha (Mt 24.12), referindo-se ao final dos tempos “o amor está obscuro”, e isso torna-se assustador, porque alguns indivíduos não tem mais aquele sentimento de amor ao próximo (Rm 12.15). O fingimento tem tomado o espaço do verdadeiro amor nos corações. Amar cordialmente; usando o sinônimo significa ser um amor agradável, uns para com os outros, igualmente o amor fraterno, preferindo-vos em honra uns aos outros (Rm 12.10). O amor fraterno envolve a honra aos nossos semelhantes e deve está sempre presente no convívio cristão, por isso necessitamos respeitar os sentimentos alheios, visando o bem-estar do próximo, porque quando honramos os nossos semelhantes, honramos a DEUS, e isso envolve o AMOR.

II. Fervor
Cultivar o crescimento da obra de Deus é uma característica que representa o verdadeiro fervor espiritual, isso faz parte da essência da vida cristã, pois o fervor se refere ao zelo pela obra de Deus. A fervura espiritual deve vir acompanhada com o zelo naquilo que se faz para o Senhor, que consequentemente resulta no engrandecimento da obra de Deus “Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor;” (Rm 12.11).

III. Humildade
A humildade nos dá o sentimento das nossas fraquezas, ela deve estar presente no nosso cotidiano, é uma virtude, e deve ser um referencial para o ser humano, ela só engrandece a criatura, enquanto a humildade precede a honra (Pv 15.33), o orgulho precede a ruína (Pv 16.18). Temos um exemplo muito rico nas escrituras a do rei Uzias, a falta de humildade o levou a ruína (2 Cr 26.16) Tiago disse: - "Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós... Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará" (Tiago 4:6-10). Uma das exigências de Deus é que o homem ande humildemente com Ele (Mq 6.8). Jesus no sermão da montanha, quando ensinava sobre as bem-aventuranças ele disse: - "Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mateus 5:3).

IV. Beneficência

Usar de caridade para com o próximo deve ser uma das características do ser humano, principalmente do cristão, o exercício da caridade não espera nada em troca “A verdadeira caridade é praticada em segredo. O melhor tipo de caridade é aquela que quem a faz ignora quem a recebe, e quem a recebe ignora quem a faz.” (Texto jurídico). Fazer o bem a quem pode nos recompensar, não significa fazê-lo. Jesus deixou lições importantes sobre fazer o bem em todas as circunstâncias. Paulo nos deixou uma mensagem importante sobre a caridade (I Co 13.1-13)


Considerações finais
Deus espera de cada um de nós, o amor, nosso fervor espiritual, a humildade e caridade, essa deve ser a nossa bandeira enquanto estivermos aqui, por isso pôr em prática tais requisitos é imprescindível, principalmente quando se refere ao cristão.

Pr. Elis Clementino, Itapissuma-PE/Brasil

terça-feira, 5 de julho de 2011

CORAGEM E DETERMINAÇÃO SÃO TUDO PARA CONQUISTAR

ESBOÇO 393
TEMA: CORAGEM E DETERMINAÇÃO SÃO TUDO PARA CONQUISTAR
“Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Subamos animosamente e possuamo-la em herança: porque, certamente, prevaleceremos contra ela.” (Números 13.30).

Introdução
O antônimo do termo coragem é caracterizado como maior obstáculo quando nos referimos à busca de nossos objetivos, por isso não devemos permitir que a covardia aloje-se nas entrelinhas das nossas conquistas, muito menos em nossa vida. Em todas as épocas existiram pessoas fracas e outras corajosas diante da sua missão, contudo, necessitamos exercitar a coragem em todos os aspectos, tomando como ponto de partida os exemplos bíblicos, principalmente na obra que realizamos para Deus. Discorreremos nesse assunto sobre a covardia dos acompanhantes e a bravura de Calebe e Josué.

Uma ordem é dada e a missão é cumprida
Moisés ordenou espias para avaliar a terra de Canaã (Nm 13.17-20), o relatório fora assustador, a terra era produtiva, porém não podiam conquistá-la, pois as cidades eram cercadas por muros de seis metros de largura, e segundo os espias, alguns habitantes eram gigantescos (tinham 2m e 2,70m), por isso os dez espias se viram como gafanhotos perto deles (Nm 13.33), dessa forma infamaram a terra (Nm 13.27-32), todavia entre os enviados existiam dois moços corajosos e determinados Calebe e Josué, tinham visões totalmente diferentes dos demais, eles estavam certos que nada impediriam de conquistá-la. Confiaram nas promessas de Deus, e acreditando na vitória, prevaleceram.

A covardia e a coragem
Mediante o relatório assustador, que deram a Moisés, o medo gera covardia e faz ver até o que não existem, os pessimistas veem a vantagem, porém o medo não os deixa conquistar, “Os covardes nada conquistam, mas, somente os otimistas”. Calebe fez calar o povo com voz forte perante o seu líder dizendo: - “Subamos animosamente possuamo-la em herança: porque certamente prevaleceremos contra ela” (Nr 13.30). Deus nunca contou com covardes e medrosos, inclusive Ele ordenara Gideão pôr em prova o seu exército para conhecer os corajosos; somente trezentos passaram no teste de heroísmo (Jz 7.1-7). A vantagem não está na quantidade, mas na qualidade.

Atualmente, muitas pessoas querem conquistar algo sem qualquer dificuldade, porém para conquistarmos é necessário sermos aguerridos, fortes e capazes para superar todos os obstáculos. Não deixe o medo fazer você desistir, mesmo que os gigantes apareçam. Uma palavra foi dada a Gideão, o SENHOR é contigo varão valoroso. Sendo o Senhor conosco podemos expressar como Paulo: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fp 4.13).

Considerações finais
Devemos lutar sempre, as maiores conquistas da vida acontecem mediante as dificuldades. “Os pessimistas ficam, e os otimistas concluem seus propósitos.” Não recue, siga em frente, porque a vitória é dos que lutam. Josué e Calebe foram os únicos da sua geração que entraram na terra de Canaã através da coragem e persistência.

Pr. Elis Clementino- Itapissuma – PE/Brasil