quinta-feira, 28 de março de 2024

ESBOÇO 1349 ASSUNTO: ATLETISMO ESPIRITUAL.

 

ESBOÇO 1349
ASSUNTO: ATLETISMO ESPIRITUAL.
TEXTO: I CORINTIOS 9: 24-26. “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos na verdade, correm, mas só um leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo aquele que luta de tudo se abstém; eles fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar”.

Todo ser humano deve ter propósitos e metas para alcançar seus objetivos. O apóstolo Paulo em sua carta a Igreja de Corintos, fez um paralelo entre uma corrida em uma competição atlética num estádio onde todos lutam, mas só um leva o prêmio. Individualmente deve-se correr de tal maneira que se alcance. (I Co 9:24), mas, para isso é exigido dos competidores muitos esforços e dedicação, eles de tudo se abstém da família, amigos e certos alimentos concentrando-se naquilo que vão fazer, porque tem um propósito ou um alvo (I Co 9:25).

I. Correndo em busca do prêmio.
1. Em uma competição os atletas fazem o possível para não perder o prêmio, fazendo valer todos os seus esforços, ou seja, sem perder tempo. Nesta vida todos devem lutar com afinco e determinação, sendo firmes sendo firmes em tudo o que faz, pois é assim que se comporta quem disputa um prêmio, pois a persistência e foco nos conduzem a vitória. Vamos pensar um pouco no foco de alguns heróis como Davi, ele é criticado pelo seu próprio irmão Eliabe (I Sm 17:28,29), ele foi tratado por Saul como inapto para a batalha (I Sm 17:33), Davi ainda foi desprezado e ameaçado por Golias (I Sm 17:42-44); A coragem de Neemias (Ne 6:3), esses homens continuaram firmes porque tinham propósitos. Para se alcançar o que deseja, na vida, seja em que âmbito for, principalmente a batalha da fé (Jd 1:3b), essa batalha visa receber uma coroa incorruptível.  Em todos os sentidos o cristão deve correr com a certeza de alcançar (I Co 9:26). A carreira a que Paulo se refere é a coroa incorruptível e não uma carreira para alcançar uma posição ministerial.
 
2. Deve-se entender que com relação à chamada de Deus é diferente, para galgar posições ministeriais ou responsabilidades na Igreja, não é dos que correm, mas sim daqueles a quem Deus escolhe (Rm 9:16; Ef 4:11,12).
 
II. Correndo sem perder o objetivo.
Muitas pessoas têm perdido o seu alvo não sabendo mais o que realmente querem, pararam no meio do caminho, desanimaram deixando de lutar. Lembre-se! “Vencer é lutar; parar é perder.” A Bíblia nos afirma que se pararmos não alcançaremos os nossos objetivos (II Tm 2:5; Hb 12:1c), portanto quais são os seus objetivos? O que você pretende alcançar? Seja persistente na busca daquilo que deseja, porque, abandonar o alvo é deixar de lutar. Para conquistar algo importante na vida tem um preço, e muito mais quando se refere às questões espirituais.
 
III. Correndo com cautela.
a. Numa competição atlética, todos têm interesse em saber quais as estratégias usadas pelos seus adversários. Por isso devemos ter muita cautela e não sermos obsessivos a ponto de se prejudicar. Saiba que por mais fraco que o seu antagonista seja, ele é o seu adversário, (I Pe 5:8) cuidado com a autoconfiança! O inimigo luta para desestabilizá-lo podendo torná-lo uma presa fácil. Seja cauteloso diante das suas estratégias como Neemias, na reconstrução dos muros de Jerusalém. Ele estava diante de grandes inimigos, Sambalate, Tobias e de quebra Gesém que zombavam dele (Ne 4:2,3) com a finalidade de interromper a obra e fazê-lo desviar o alvo. O ensino de Paulo nos trás três lições importantes de: Persistência, Autodomínio e Abnegação.
 
b. No sentido espiritual segue-se o mesmo caminho, quantos obstáculos e oposições que tentam nos parar? Quantos querem ver o nosso fracasso? Quantos menosprezam aquilo que fazemos? Estamos engajados em uma grande batalha espiritual e não podemos perder o nosso alvo. (Fp 3:14). Existem pessoas que vivem vestidas de luto, como que Deus houvesse morrido, sendo tomadas por um profundo desengano e descrédito nele. O Bom soldado não declina diante da peleja.
 
Amados, não decline diante dos obstáculos, vamos correndo em buscado do prêmio o nosso maior alvo que é a coroa incorruptível, a vitória da salvação eterna, o nosso alvo precioso. Na vida aqui também devemos lutar de maneira justa pelos nossos ideais sem, contudo, desanimar, Jesus nos ensinou ter bom ânimo. Lute com coragem e determinação na certeza que você chegará aonde deseja. “uma coisa que você aprende em corridas é que os outros nunca esperam por você.” Cada um lute para alcançar o seu prêmio.
 
Pr. Elis Clementino

quarta-feira, 27 de março de 2024

ESBOÇO 1348 TEMA: CUIDADO COM A LÍNGUA.

 

ESBOÇO 1348
TEMA: CUIDADO COM A LÍNGUA.
Texto: O que guarda a sua boca guarda das angústias a sua alma (PROVÉRBIOS 21:23).
 
Todo homem tem a capacidade de ter autocontrole sobre o seu corpo. Nesse assunto eu quero destacar um membro do nosso corpo, ele é tão perigoso quanto benéfico, ele é capaz de incendiar um bosque, a língua.
 
I. A língua.
Ela é um dos membros do nosso corpo responsável pelo paladar e degustação dos alimentos e a fala. O apóstolo Tiago descreveu a língua da seguinte forma: “...a língua é um pequeno membro que se gloria das grandes coisas, ela é capaz de incendiar um bosque, ela contamina todo corpo... (Tg 3:5,6). A língua quando não é domada é perigosa, a língua precisa ser controlada, Davi diz o seguinte: “Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não tem entendimento, cuja boca precisa de freio para que não se atire a ti (Sl 32:9). O que diz neste salmo é que devemos ser submissos, tratáveis, nos submetendo as orientações divinas, mas isso só será possível através da razão e da consciência humana. O homem falto de senso é aquele que não consegue controlar os seus lábios.
 
II. O poder da língua.
A língua tem poder de decisão, “A morte e a vida estão no poder da língua; aquele que a ama comerá do seu fruto (Pv 18:21). O que guarda a sua boca preserva a vida; mas o que muito abre seus lábios contrairá para si ruína (Pv 13:13). A língua perversa quebranta o espírito (Pv 15:4). As vezes dizemos com algumas pessoas falam demais, fala pelos cotovelos, não é? A língua tem o poder de revelar o que há no coração, os planos maléficos e destruidor. A língua é como uma navalha afiada, ela se prepara para revelar o que há dentro do coração (Sl 52:2; Mt 12:34; 15:18,19; Pv 4:23; Lc 6:39-45).
 
III. A língua revela conhecimento.
É honroso para o homem ponderar as suas palavras, “Refreia as suas palavras aquele que possui o conhecimento; e o homem de entendimento é de espírito sereno (Pv 17:27; 10:19). As nossas palavras comedidas revelam conhecimento e sabedoria, assim ela é considerada com a pena de um destro escritor (Sl 45:1), a forma que você fala revela o seu tipo de vida e quem você é, uma verdade é que um destro escritor ele cuidadosamente usa a sua caneta para descrever seus bons pensamentos. (As palavras dão diagnóstico do nosso caráter revelando o que realmente somos, ou seja, não precisa falar muito para saber quem é você).
 
IV.  A linguagem do justo.
Salomão diz que a língua do justo é como prata escolhida (Pv 10:20a); Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo o que dizer contra nós (Tt 2:8). A linguagem dos jutos deve ser temperada com sal (Cl 4:6). A nossa fala denuncia se somos discípulos de Cristo ou não. No salmos 45:1, Davi estava falando sobre a beleza de Cristo, mas quem não tem o prazer de ouvir quem se expressa e escreva bem, assim deve ser o justo em suas falas e escritas.
 
                Amados, nossa linguagem revela a maneira de como vivemos socialmente e também a nossa vida devocional com Deus. Se alguém entre vós cuida ser religioso e não freia a sua língua, antes, engana o seu coração, a religião desse é vã. (Tg 1:26). As nossas expressões relavam parte do que somos, por isso tenhamos cuidado com o que falamos, seja aonde for, principalmente quando usamos os púlpitos das igrejas. Infelizmente muitos pregadores em suas falas não há decoro “decência, dignidade, compostura”. Tenhamos uma palavra saudável e boa ao seu tempo a aquele que estiver cansado, desanimado, porque os nossos corações se alegram com palavras boas. Cuidado com a língua!
 
Pr. Elis Clementino

terça-feira, 26 de março de 2024

ESBOÇO 1347 TEMA: A QUEDA DAS MURALHAS

 

ESBOÇO 1347
TEMA: A QUEDA DAS MURALHAS.
TEXTO: JOSUE 6:20
 
Muralha, uma parede de concreto ou de pedras que cercam uma cidade. Existem ainda hoje algumas delas no mundo Ex: O muro que construído pela China para impedir que os nômades oriundos da Mongólia e Manchúria tivesse acesso. O muro que dividia as duas Alemanhas (ocidental e oriental), porém esse muro foi derrubado no ano de 1985. Irei comentar sobre os muros de Jericó e como se deu a sua queda. Jericó é uma das cidades mais antigas do mundo, ela protegida por muros, os arqueólogos descobriram que numa época muito antes da invasão de Josué a Jericó o povo estava mergulhado na idolatria, POIS lá existia o culto aos mortos, as pessoas que morriam eram decapitadas e as suas cabeças trabalhadas com argilas e depois veneradas.
 
A. Muros, significados.
1. Obstáculos, barreiras, impedimentos.
2. Separação, proteção, limites, demarcações.
 
B. No sentido espiritual.
1. As barreiras são invisíveis
2. Intransponíveis quando pelo material.
3. Obstáculos ao desenvolvimento espiritual.
4. Impedimentos ou bloqueios no avanço do serviço cristão.
 
C. A descrição da muralha de Jericó.
1. A muralha de Jericó era praticamente intransponível pela sua espessura e estrutura, ele era composto de dois muros paralelos, separados um do outro por um espaço de 5 metros. O muro externo tinha 2 metros de espessura, o interno tinha 4 metros, ambos tinham 10 metros de altura e eram desnivelados sem muita estrutura e aparência, seus blocos eram 10 cm por 50 ou 60 de comprimentos sentados sobre argamassa de lama e barro. Pelas armas de guerra naquela época era impossível com elas tomarem Jericó, somente uma ação divina era que ele podia ser derrubado.
 
D. Como foi organizada a ação para a derrubada do muro e tomada de Jericó?
1. Uma ação mais espiritual e sem uso de armas para derrubada do muro.
2. Homens na frente armados para luta corporal.
3. Os sacerdotes tocavam as trombetas.
4. A arca da aliança.
5. Diante da arca “Sete sacerdotes levarão sete trombetas de chifres de carneiros adiante da arca; e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as trombetas”. (Js 6:4-9).
 
D. De que forma os sacerdotes tocaram as buzinas e como se chamava esse instrumento?
O shophar é um instrumento de sopro feito de chifres, parece algo muito improvável que o simples toque de um shofar pudesse ocasionar algo no mundo físico (o sonido da buzina em hebraico é “qol” que significa “voz”) e era o mesmo toque que Moisés ouvira no monte quando Deus o chamou para entregar a tábua das leis (Representava a voz de Deus). Quando Josué chega a Canaã vê que o problema maior agora era conquistar Jericó. Não podemos nos esquecer que naquela época, Jericó era uma cidade intransponível (que não pode ser transposto e nem vencida) e por isso, praticamente inconquistável. Mas Deus quando envia seu povo para aquela terra já conhecia de antemão os obstáculos, no entanto chegando o momento certo de Deus, a ordem é dada a Josué, para Deus não há barreiras.
 
E. A ansiedade do povo para ver como iria acontecer.
Inicialmente parecia que nada mudar mudaria, os sacerdotes tocavam cada um seu Shophar! Fisicamente nada mudou, mas no mundo espiritual já estava ocorrendo algo, pois já vimos o toque o Shophar é o ressoar da voz do Deus Eterno! Enquanto eles obedeciam e tocavam, ordens foram liberadas no reino espiritual determinando que o muro de Jericó fosse derrubado e que os israelitas conquistassem a cidade. Enquanto eles rodeavam a cidade tocando Deus estava agindo e os muros iam afundando.
 
F. Como superar as muralhas das nossas vidas?
1.  Através de muitos esforços, ou força de vontade para lutar.
2. Descobrindo as estratégias do inimigo, lembrar Neemias.
3. Precisamos demolir as barreiras para realizarmos novas Conquistas.
4. Crescendo na fé e na confiança em Deus.
5. Vencendo aos obstáculos sem dar lugar a fraqueza. (Jl 3:10; 2 Co 12:10; Fl 4:13).
6. Entender que as muralhas são desafios, devemos estar conscientes que não existem vencedores sem lutas, e não existem batalhas sem adversários (I Co 9:24).
 
G. Quando Deus nos faz vencedor?
1. Quando persistimos dentro da sua vontade.
2. Quando obedecendo a sua voz, a vitória é certa (Js 6:1);
2. O Senhor dispensa a ajuda humana (Js 6:3);
4. O Senhor mostrou que ele derrubou as muralhas, mostrando que ele é o Deus do impossível (Js 6:1).
5. Para Deus as muralhas eram diminutas ou insignificantes.
 
H. Muralhas que devemos construir.
1. Para proteger a nossa integridade física, moral e espiritual precisamos de muros.
2. Como proteção para a nossa vida espiritual (Ef 6:10-12).
3. Proteger a vida conjugal.
4. Proteção para a família;
 
I. Deus constrói muralhas ao nosso redor.
1. Visando nos proteger fisicamente (Dt. 32:10; Dn 6:22; Sl 34:7; Sl 91:11; Hb 1:14).
2. Proteger espiritualmente (Sl 91:5, 6,10; Sl 91:11,12; Dn 3:23-25; Is 43:2). Por causa da nossa constante luta, contra as potestades do ar Ele nos fortalece na força do seu poder (Ef 6:11,12; Sl 34:7).
 
Amados, precisamos de superar todas as barreiras que se opunha à nossa fé em Deus, os muros que nos cercam não podem prevalecer, porque maior é o que está conosco, ele nos envolve dos seus mistérios como uma pele nos dando proteção há não ser que por uma permissão divina essa barreira seja rompida para uma finalidade, senão nada avançará sobre nós (Sl 91:7-10). Devemos levar em consideração que o crente nunca enfrente contratempos (Rm 8:35,36). Devemos estar certos que seremos mais do que vencedores em todas estas coisas (Rm 8:37). Não devemos estar temerosos, mas declare como Davi (Sl 23:4; 27:3-5; Sl 46).
 
Pr Elis Clementino

segunda-feira, 25 de março de 2024

ESBOÇO 1346 ASSUNTO: NÃO DEEM AS PÉROLAS AOS CÃES E PORCOS.

 

ESBOÇO 1346
ASSUNTO: NÃO DEEM AS PÉROLAS AOS CÃES E PORCOS.
TEXTO: MATEUS 7:6.
 
Jesus ensinou aos seus discípulos lições importantes para que eles aplicassem no cotidiano. Houve momentos que o mestre era muito claro nos seus ensinamentos, em outras ocasiões necessariamente seus ouvintes precisavam de certos esforços para compreende-lo. Nesse comentário desejo destacar de maneira básica dois pontos importantes existentes no contexto, não julgar os outros e não dar as pérolas aos cães. Esse assunto parece um tanto enigmático.
 
A.      Contexto.
As lições aplicadas por ele foram valiosas e de grandes significados, de maneira que seus ensinos podem ser aplicados no nosso cotidiano sem nenhum problema, principalmente no que se refere ao espiritual. As palavras de Jesus eram de cunho devocional e de difícil compreensão, ele inicia a sua conversa com os discípulos sobre o julgamento (Mt 7:1-5), ensinando-os a:
1.       Não julgar.
2.       Mostrou as consequências do julgamento.
3.       Que a trave era muito maior que um argueiro.
4.       A hipocrisia sempre foi combatida por ele.
 
B.      Não deem as pérolas aos cães e aos porcos.
Para podermos definir quem são os cães e os porcos precisamos fazer um julgamento, não é? No meu conceito esse tipo de julgamento é diferente, ele é conhecido no momento em que as pessoas não dão valor a aquilo que estamos lhes oferecendo, “as pérolas do evangelho”. As coisas santas são riquezas espirituais, elas não devem serem jogadas as pessoas que não as valorizam e escarneçam, principalmente do que trata o texto (Mt 7:6). Certa vez, Jesus enviou seus discípulos as cidades para a evangelização dizendo-lhes: “Em qualquer casa em que entrardes, ficai ali, e de lá não saireis. E quanto àquelas que não vos receberem, saído vós daquela cidade, sacudi até o pó dos vossos pés, em testemunho contra eles” (L9:4,5).
 
As pérolas são os valores do evangelho que não devemos permitir que elas sejam depreciadas por pessoas que não conhecem valor delas, pois seria como por um anel de ouro no focinho (Pv 11:22). O homem carnal não compreenderá, pois para ele são loucuras (I Co 2:14). Os cães daquela época eram selvagens e eles despedaçavam tudo o que encontrasse pela frente, os porcos são animais considerados impuros para os judeus, eles não têm noção de valores. Também existem pessoas no meio cristão que não sabem valorizar as pérolas sagradas, eles escarnecem, imitam, zombam e escandalizam o evangelho depreciando, pois é isso que assistimos dos próprios cristãos atualmente nas redes sociais.
 
C.      Não compartilhem as suas particularidades e intimidade com Deus.
Os segredos de Deus para com você, não deve ser compartilhado com ninguém, porque muitos podem não entender e até zombar de você, pois a intimidade do Senhor é para os que o teme (Sl 25:14). Alguns crentes expõe as suas particularidades espirituais que tem com Deus, no entanto há coisas que devemos guardar em silêncio, pode ser até que você ache ser coisas simples e fazer como o rei Ezequias que mostrou tudo o que havia dentro da sua casa, ele foi reprendido pelo Senhor, além disso, ele sofreu as consequências (2 Rs 20:12-19; Is 39:2). Os nossos sonhos ou as nossas pretensões devem ser resguardadas, não conte os seus projetos as outras pessoas deixem que elas vejam quando forem postos em prática.
 
As preciosidades e as pérolas do evangelho e os mistérios de Deus para com você são exclusivos, não compartilhe o que Deus lhe falou. Se Deus te prometeu ou te falou alguma coisa em segredo fica contigo. Sansão perdeu a força e a vida porque contou para Dalila os segredos de Deus para com ele (Jz 16:16-21). Em certos momentos ninguém pode ouvir o que você ouve de Deus, principalmente quando ele fala ao seu coração. Os irmãos de José zombaram dele porque ele revelara os segredos de Deus para com ele (Gn 37:19).
 
Amados, a primeira lição é não julgar aos outros, se julgarmos seremos julgados com a possibilidade de ter um julgamento muito maior. Conheçamos melhor a nós mesmos e não julgar ninguém, pois o julgamento que fazemos das outras pessoas são reprovadas por Deus.  As pérolas do evangelho que há em nós não devem ser compartilhadas com que não conhecem o valor delas, pois é como lançar perolas sobre os porcos. Cada um valorize o que possui, não conte tudo o que você tem e sabe a qualquer um, principalmente a sua intimidade com Deus.
 
Pr. Elis Clementino

domingo, 24 de março de 2024

ESBOÇO 1345 TEMA: INTREPIDEZ E VIRILIDADE.

 
ESBOÇO 1345
TEMA: INTREPIDEZ E VIRILIDADE.
TEXTO: JÓ 5:21.
 
Existem qualidades que são importantes no homem a intrepidez e a virilidade, sem elas o indivíduo não chegam a lugar nenhum. Nesse assunto irei discorrer como elas devem atuar na vida do cristão.

A. SIGNIFICADO
1. Intrepidez – bravura, coragem, ânimo.
2. Virilidade – esforço, vigor, robustez.

B.ATALHA ESPIRITUAL.
Vivemos em constante batalha espiritual, tanto na vida secular quanto na vida devocional com Deus, maiormente quando se trata do serviço cristão e a propagação do evangelho. Nessa batalha precisamos ter coragem e ousadia empregando todos os esforços para conseguirmos realiza a obra de Deus. Paulo recomenda que tenhamos essas qualidades (I Co 16:13,14).
    
C. A INTREPIDEZ DO JUSTO.
1. Não ter medo (Sl 3:6).
2. Confiar no Senhor (Sl 27:3; Sl 46:2);
3. Não temer a espanto noturno nem seta que voa de dia (Sl 91:5; 112:8).
4. Contar com a presença do Senhor (Sl 118:6);
5. Tranquilidade (Pv 3:24; Is 8:12);
6. O Senhor é a minha força e o meu cântico (Is 12:2).
 
 D. A VIRILIDADE DO JUSTO.
1. Ser forte e corajoso (2 Sm 10:12; 1 Rs 1:52).
2. Esforço (1 Rs 2:2; Jó 38:3).
3. Lombos cingidos (Jó 40:7).
4. Lembrança dos preceitos do Senhor no passado (Isa 46:8; Jr 5:1).
5. Deus procura os tais. (Escassez Ez 22:30).
 
E. COVARDIA.
1. Não havendo intrepidez e virilidade no justo, prevalece o espírito de covardia.
2. Os gigantes a vista dos espias (Nr 13:33; 14:1; Js 7:5).
3. Os seguidores de Gideão (Jz 7:3).
4. Israel diante de Golias (1 Sm 17:24).
5. Davi diante da rebelião de Absalão (2 Sm 15:14).
6. Efraim retrocedeu no dia da peleja (Sl 78:9).
7. Discípulos abandonaram o seu mestre (Mt 26:56).
 
Amados, se quiserem ser vencedores sejam fortes e corajosos, essas qualidades nos fazem avançar de forma vitoriosa em todos os aspectos da vida, principalmente em se tratando da vida cristã. Deus nos conceda coragem para pôr em pratica essas duas grandezas, esses valores dignificam a fé cristã. Pedimos a Deus a coragem de: Josué, Davi e Neemias que não se intimidaram diante dos seus inimigos.
 
Pr. Elis Clementino

ESBOÇO 1344 TEMA: FAZEI TUDO COM DECÊNCIA E ORDEM.

 
ESBOÇO 1344
TEMA: FAZEI TUDO COM DECÊNCIA E ORDEM.
TEXTOS: “Mas tudo deve ser feito com decência e ordem.” 1 CORÍNTIOS 14:40.
 
Dentro desse tema irei discorrer a respeito da decência e ordem no culto a Deus. Tudo o que realizamos nesta vida precisamos fazê-los com qualidade, principalmente no que concerne ao Senhor, pois essa é uma das suas exigências para que ele aceite o nosso culto.
 
A. Decência.
Aqueles que anda em concordância com os moldes divinos e de maneira digna procura aperfeiçoar e dar qualidade aquilo que faz. A decência é um belo cartão de visita e bem-vinda em todos os lugares, inclusive ela impõe respeito.
 
B. Decência nos lugares sagrados.
Nos ambientes considerados sagrados são exigidos padrões de comportamento pelo quais as nossas oferendas são aceitas. A santidade era um dos padrões, principalmente no exercício sacerdotal, onde nenhum sacerdote poderia entrar no santuário de qualquer maneira no aspecto físico e espiritual (Lv 21:17-24). O lugar da adoração é chamado de “Casa de Deus”, ora, bem sabemos que literalmente Deus não habita em templos feitos por mãos (At 7:24, 48), no entanto, aonde estiver o povo de Deus reunido, ali o Senhor está (Mt 18:20; Ef 3:17). Atualmente, evidenciamos que muitos religiosos cristãos não estão comprometidos com o verdadeiro culto, isso é expresso através dos louvores, nas pregações, na maneira de adentrar ao templo e a maneira como ele se comportam.
 
Há uma recomendação de Salomão sobre a reverência na casa de Deus (Ec 5:1).  Deus instituiu obreiros para organizar essa parte. Paulo escreveu a Tito sobre a sua missão em Creta para que ele pusesse em ordem o que ainda faltava (Tt 1:5). O apóstolo Paulo também reconhecia que na igreja de Coríntios havia uma grande irreverência, os crentes já não sabiam como cultuar e nem fazer uso dos dons espirituais, porém ele precisava pôr em ordem alguns preceitos que foram deixados para trás ou esquecidos, até mesmo em relação a ceia do Senhor como ele próprio escreveu (I Co 11:23-34). Atualmente, muitos crentes continuam como a igreja de Corinto, sem saber o significado do verdadeiro culto ao Senhor. Jesus nos deu o maior exemplo em relação a reverencia no templo, ele corrigiu expulsando os cambistas que negociavam até os animais para o sacrifício, porque o lugar sagrado estava sendo profanado (Mt 21:12,13; Is 56:7; Jr 7:11). Jamais somos capazes de oferecermos a Deus o melhor de nós se não tivermos a consciência do valor do culto.
 
C. O significado do culto ao Senhor.
1. Quando ele iniciou? A primeira expressão de louvor e adoração através das ofertas é encontrado em (Gn 4:1).
2. O que é cultuar? É prestar culto, venerar, adorar a uma divindade. ao Deus supremo
3. O que é o culto ao Senhor? O culto é a celebração dos feitos do Senhor. Na verdadeira celebração através da glorificação ao Senhor (I Cr 16:29; Sl 29:2; 96:9).
4. Atualmente onde costumamos cultuar ao Senhor? No templo (casa de Deus), casa de oração, lugar onde a glória de Deus está (2 Cr 7:15,16). O culto a Deus pode ser feito em qualquer lugar, desde que esse local seja separado para o culto e até mesmo em casa com a família.
 
D. Elementos do culto pentecostal.
1. Ensinar e admoestar uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais e cantando ao Senhor com ação de graça no coração (1 Co 14:26; Cl 3:16).
2. A liturgia é um conjunto de elementos que compõem o culto cristão (At 2:42-47; 1 Co 14:26-40; Cl 3:16). Embora exista liturgia sem culto, mas não culto sem liturgia, ela compreende de várias partes:
- Oração de abertura
- Cântico congregacional
- Leitura da palavra
- Ofertório
- Pregação
- Convite
- Oração final
- Benção apostólica
 
E. Causas da desordem no culto ao Senhor.
1. Partidarismo (1 Co 11:18; 1:10-13; 3:4-6).
2. Carnalidade dos crentes na igreja (I Co 3:1-3);
3. Intemperança (descomedimento, destemperança (1Co 3:1-3).
4. Irreverencia na ceia do Senhor. Antes da ceia era comum os crentes realizarem uma festa chamada ágape ou festa do amor, mas eles perderam o verdadeiro significado da ceia, por isso Paulo procura corrigir esse grave erro (1 Co 11:21-29). Esses cultos não são aceitos por Deus (Am 5:21-27).
 
F. Cultos que são aceitos por Deus.
1. Quando não cultuamos de coração (Is 29:13; Ez 33:31; Mt 15:8).
2. Quando usamos de hipocrisia ao cultuar ao Senhor (Mt 23:23-27);
3. Quando não o reverenciamos a Deus no templo (Ec 5:1; Ex 3:5; Sl 89:7);
4. Quando oferecemos sacrifício de tolo (Ec 5:1b);
5. Quando estamos apenas no culto e não cultuando.
 
G. Quais os requisitos necessários para o verdadeiro culto a Deus?
1. Ser verdadeiramente convertido.
2. Reverência à santidade divina (Sl 89:7; Ec 5:1).
3. Postura e decência na casa de Deus (I Tm 3:15);
 
H. O que ofertamos ao Senhor no culto?
1. As primícias dos cereais e das crias (Pv 3:9-10).
2. Os dízimos e as ofertas (Ml 3:10).
3. O Louvor, meditação, orações, apresentar um culto racional (Rm 12:1; 1 Pe 2:5; Sl 50:14; Rm 6:13; 1 Co 6:20);
4. Dar o melhor para Deus (Cl 3:23-24).
 
Amados, precisamos entender que o nosso culto deve ser de qualidade como também em tudo o que fizermos adorando na casa de Deus, pois esse é o verdadeiro culto da razão apresentado por Paulo (Rm. 12:2). A reverencia, a postura, a maneira de falar, sentar, principalmente o louvor e a pregação. O cantor ou pregador não devem criar novidades fora dos padrões do culto, e também não procurar se promover, pois, tudo deve ser para a glória do Senhor.
 
Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 21 de março de 2024

ESBOÇO 1343 TEMA: CONTENDO OS DESEJOS.

ESBOÇO 1343
TEMA: CONTENDO OS DESEJOS.
TEXTO: Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convém. Todas as coisas me são licitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma I CORINTIOS 6:12.
 
Em todos os sentidos da vida, o desejo mórbido é ameaçador, ao poder induzir uma criatura a tomar decisões extremas para o seu desejo ser alcançado. Geralmente, o indivíduo que tem esse tipo de anseio não consegue enxergar o desfecho dele. Muitas vezes, ele traz para o indivíduo consequências ruins e até tragédias, como aconteceu com o rei Acabe e a sua mulher Jezabel.
 
1.      Significado.
O desejo é uma forte tensão em direção à conclusão de algo que está no mais íntimo do ser humano, isso é considerado pelo indivíduo uma fonte de prazer ou satisfação. Esse é um anseio, cobiça ou aspirações pelas coisas, infelizmente poucas pessoas conseguem controlar esses impulsos ou desejos doentios, eles causam muitos males no mundo inteiro.
 
2.      Os desejos não controlados.
Os desejos não controlados podem se transformar em dramas para o resto da vida. Aqueles desejos não conquistados resultam em ódio e vingança. Então, o rei Acabe foi para seu palácio, desgostoso e indignado, pela palavra que Nabote, o jezreelita, lhe havia falado; pois este lhe dissera: não te entregarei a herança dos meus pais. Ele se deitou na sua cama, virou o rosto e não quis comer” (I Reis 21.4). Esse episódio gerou um ato de vingança contra Nabote (I Rs 21:17-19, 23–24). Davi sentiu forte desejo por Bete-Seba, mulher de Urias, pois qualquer pessoa pode ser dominada por um desejo tão terrível como aquele, cujo desfecho foi terrível (2 Sm 11:1-6; 14–17). Absalão, filho de Davi, teve um forte desejo em se tornar rei no lugar do seu pai, ele seduzia o povo à porta da cidade a fim de conquistar o trono. “Absalão dizia, mas: Ah, quem me dera ser constituído juiz na terra! Qualquer um que tivesse uma causa ou questão e a trouxesse a mim, eu lhe faria justiça” (2 Sm 15.4), essa é a estratégia de quem possui esse tipo de desejo.
 
3.      Controlando os desejos.
Tudo na vida tem controle, não há nada que exista fora de controle. Quando Deus criou o homem e lhe deu a capacidade de controlar seus desejos (Gn 2:17), infelizmente o homem não conseguiu segurar mediante a tentação, e quando o desejo é concebido nasce o pecado, em seguida, esse desejo, tendo concebido, faz nascer o pecado, após ter se consumado, gera a morte (Tg 1:14-15). O homem deve controlar os seus desejos para a sua própria felicidade, o controle é um fruto do Espírito (Gl 5:22-23). Devemos considerar a fala de Paulo a respeito do seu controle sobre suas vontades: “Todas as coisas me são permitidas, mas nem todas são proveitosas. Todas as coisas me são permitidas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (I Co 6.12).
 
4.      As consequências.
Quando o homem não consegue controlar seus desejos impreterivelmente, ele sofrerá as consequências. Acã desejou o que não lhes pertencia e tomou para si. Muitos dos nossos desejos consumados têm uma grande abrangência sobre outras pessoas, podendo atingir gerações. O pecado de Acã fez Israel dar as costas para seus inimigos (Js 7:1-26). Jezabel pagou o preço pelo que fez com Nabote (I Rs 21:19). Davi pagou pela sua cobiça (2 Sm 12:9-15). A cobiça excessiva e sem controle pelas riquezas também conduz à infelicidade (Pv 28:22; I Tm 6:9,10). A lei da semeadura continua em vigor (Gl 6:7-8).
 
As aspirações do coração do homem são consideradas normais, pois isso faz parte da sua natureza, mas que esses desejos não fujam do seu controle. Há muitas coisas boas que podemos desejar desde que eles não comprometam princípios e valores. Exemplo: Paulo diz que desejar o episcopado é desejar coisa boa (I Tm 3:1), mas desde que ele não se torne doentio ou ultrapasse os limites. Segundo Paulo, o homem deve contentar-se mantendo o controle das suas aspirações, ele entendia que devia viver na realidade em que ele vivia (Fp 4.11,12). Não devemos ambicionar coisas elevadas que estejam fora da nossa realidade (Rm 12:16). As coisas devem acontecer dentro da normalidade.
 
Amados, devemos manter o controle sobre os nossos anseios, eles não podem superar a nossa razão, pois precisamos ter os pés no chão, conhecer aquilo que está dentro do nosso alcance ou não, embora busquemos de forma natural e coerente com os padrões éticos para conseguir posições nobres nessa vida. Jesus nos ensinou qual seria o procedimento para um desenvolvimento, ele apresentou a parábola dos talentos (Mt 25.15-18). Muitas pessoas não se contêm em relação a esses desejos e terminam buscando atalhos e alternativas que resultarão mais tarde em sofrimentos e dores. Há uma coisa que a graça não pode remover, as consequências de um erro, ou pecado, ela remove o pecado, mas não tira as implicações do erro, por isso não devemos almejar doentiamente as coisas que estejam muito acima das nossas possibilidades para não sermos induzidos ao mal.
 
Pr. Elis Clementino.

quarta-feira, 20 de março de 2024

ESBOÇO 1342 TEMA: INGRATIDÃO X GRATIDÃO.

 

ESBOÇO 1342
TEMA: INGRATIDÃO X GRATIDÃO.
TEXTO: 2 REIS 4:13; LUCAS 17:17; ECLESIÁSTES 9:15.
 
Discorrerei sobre duas coisas, uma delas nos causam descontentamento, a outra satisfação e júbilo, porém, tanto uma quanto a outra sempre existiram, isso vem desde a antiguidade, na atualidade continuam, no entanto, temos que aprender a conviver com elas sabendo controlar os nossos impulsos, principalmente quando acontece a ingratidão. Mediante o ato de gratidão a sensação que temos é de prazer pelo ato de reconhecimento.
 
A. A INGRATIDÃO.
É uma qualidade que se dá quando uma pessoa não reconhece os favores que recebe, isso denominamos de mal-agradecida. É muito natural encontrarmos pessoas desse tipo. Quando as pessoas não reconhecem o que fazemos por elas nos sentimos mal e nos entristecemos, embora saibamos que ao fizermos algo por alguém não devemos pensar em retorno, mas pelo menos uma ação de reconhecimento, esse ato expressa um valor acima do monetário, ou seja, um ato de reconhecimento vale mais que o dinheiro.
 
Quando somos ingratos estamos fazendo um mal a nós mesmos. “A ingratidão é um dos sentimentos mais decepcionantes, ele pode nos atingir, magoando e machucar, principalmente se for alguém bem próximo. A ingratidão é como uma nódoa, ela deixa sempre a sua marca. As pessoas ingratas não conhecem a dimensão e nem a importância de uma gratidão. Salomão relata um ato de ingratidão dizendo: Uma pequena cidade foi sitiada, mas nela morava um velho pobre, porém sábio, no entanto ele salvou a cidade pela sua sabedoria (Ec 9:14-18), observamos que todos os esforços e a sabedoria daquele homem não foram reconhecidos, houve uma verdadeira injustiça para com aquele homem, mesmo assim ele fez o bem sem se importar com o retorno. A lição maior nesse episódio é que muitas vezes a nossa sabedoria é mais útil aos outros do que a nós mesmos., Voltando a ingratidão, Jesus encontrou com dez leprosos, eles foram curados, entretanto, nove deles foram ingratos (Lc 17:17). A ingratidão é cega e fraca de memória, o interessante é que nós em algumas ocasiões podemos agir com ingratidão, mas quem nunca sofreu uma ingratidão ou já foi ingrato?
 
B. A GRATIDÃO.
É o ato de reconhecimento e agradecimento de algo que se recebe de alguém, quando somos gratos permitimos que as portas de acesso a outros benefícios estarão abertas, pois quando agradecemos com um obrigado geralmente as pessoas se prontificam a fazer novos favores dizendo o seguinte: por nada, precisando estou aqui para servir, isso é uma demonstração de que ambos estão satisfeitos.
 
Favores que se recebe não há dinheiro que pague, pois, o valor maior é sentimental, não esqueça de ser agradecido em tudo quanto fizerem de bom para você. Nunca faça algo por alguém visando retorno ou em troca de favores. Tenha cuidado para não cometer uma injustiça quando estiver em um momento solene agradecendo as várias pessoas, pois e melhor agradecer de forma coletiva do que individual, porque você corre menos riscos de cometer uma ingratidão com alguém que espera de você um ato de reconhecimento pessoal, se caso destacar alguém, mas destaque de maneira modesta. Existem favores que fazemos que as pessoas não reconhecem e nem nos recompensam, mas Deus pode usar alguém para te recompensar (Rt 2:10). Após a morte de Jonatas Davi ainda deu prova de gratidão pelos feitos do seu amigo em favor dele, quando o seu pai o queria matá-lo (I Sm 9:1); dos dez leprosos somente voltou para agradecer (Lc 17:17).
 
Amados, sejamos agradecidos, principalmente a Deus, seja grato a ele por tudo o que você faz (Cl 3:15b I Ts 5:18). Muitas vezes somos ingratos a nós mesmos, mas com? Quando menosprezamos a nossa própria alma (Pv 8:36); quem não cuida de si, prejudica o seu próprio corpo (Pv 11:17); quando rejeitamos a instrução divina menosprezamos a própria alma (Pv 15:32). As vezes nos queixamos das pessoas ingratas para conosco, mas também praticamos a ingratidão. O que mais se ouve são pessoas se queixando de ingratidão, principalmente daqueles que subiram mais do que ele. A gratidão a Deus (Dt 8:10; Sl 100:4; 107:22; Cl 1:12; 3:15). Daniel deu graças a Deus (Dn 2:23); Jesus foi agradecido ao pai na ressurreição de Lázaro (Jo 11:41); na revelação divina sobre os discípulos (Mt 11:25); Lc 10:21). As lembranças de Paulo pelos crentes (Rm 1:8; I Co 1:14; Fp 1:3; Fl 1:4; I Co 1:4), irmãos, sejamos agradecidos em tudo.
 
Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 18 de março de 2024

ESBOÇO 1341 ASSUNTO: OCUPANDO A MENTE.

 

ESBOÇO  1341
ASSUNTO: OCUPANDO A MENTE.
TEXTO: JOSUÉ 1:8; PROVÉRBIOS 4:23
 
Todo desenvolvimento intelectual do ser humano parte do cérebro, ele comanda todas as nossas vontades e decisões. De maneira simples e empírica irei comentar sobre o poder da palavra de Deus e seus efeitos sobre na mente humana.
 
1. CEREBRO E MENTE.
a.       O cérebro - é a parte principal e sensível do ser humano, ele é responsável pela capacidade de armazenamento e processamento de todas as informações que recebemos durante a vida, eu considero o HD humano.
b.       A mente – é a parte imaterial e responsável por gerar motivos para que o cérebro realize o seu trabalho. Relacionamos a mente ao entendimento e pensamento.
c.        Todo desenvolvimento intelectual do ser humano depende da mente, pois é através dela que o homem medita, pensa e toma decisões. Muitas vezes na bíblia é compreendida como coração (Pv 4:23).
 
Todo o corpo funciona em razão do cérebro, a mente é um fenômeno do cérebro, ambos são trabalhados ao longa da vida, eles são responsáveis por armazenar tudo o que ouvimos e aprendemos desde criança, logo cedo o cérebro começa a processar e arquivar todas as informações. Quando você busca algo nesse arquivo geralmente encontra, mesmo algo de um passado distante, pois todas as informações estão lá. Eu compreendo ser algo sobrenatural para que possamos prestar conta diante de Deus (Rm 14:12).
 
2. A MENTE E O ESPIRITUAL.
Deus criou o homem perfeito e lhe deu a capacidade de compreender os seus propósitos divinos. É através da mente, essa parte imaterial dada por Deus ao homem para que ele tenha a competência de conhecer e diferenciar as coisas através da consciência, inclusive do certo e errado. Deus criou essa inteligência congênita para que o homem preste conta dos seus atos perante ele. O espírito e a alma humana são imateriais. A alma trata da personalidade de cada pessoa, o espírito é a parte que está diretamente ligada a Deus, espírito, alma e corpo estão interligados. “A Bíblia focaliza enfaticamente, o ponto de partida para entendermos a existência triúna do ser humano. Ela declara: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem” (Gn 1:27; Tg 3:9). EBD. 4 Trim. 2003.
 
3. PARTE DEVOCIONAL.
O cérebro, mente, alma e espírito, essas partes do ser humano estão ligadas diretamente ao espiritual, onde Deus pode influenciar diretamente, porque foi ele quem nos fez “O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida” (Gn 1:27; Jó 33:4).
 
4. AÇÃO DA PALAVRA DE DEUS NA MENTE E NA ALMA.
O cérebro humano recebe e processa todas as informações, no entanto, a palavra de Deus tem a capacidade de influenciar e mudar algo que esteja sendo processado por ela (Hb 4:12). O trabalho da alma é fazer com que o corpo obedeça e deixe de lado tudo aquilo que venha contrariar a vontade de Deus, com isso se constitui uma batalha espiritual, Jesus disse: se alguém me ama guardará as minhas palavras (Jo 14:23; Pv 7:1-4)
 
5. GUARDANDO E MEDITANDO NA PALAVRA DE DEUS.
Mediante tantas coisas que guardamos nesse deposito chamado cérebro precisamos também depositar tudo aquilo que provém de Deus através da sua palavra. O cérebro é espiritualmente compreendido como o coração e dele se processam as coisas que conduzem a nossa vida (Pv 4:23; Mt 15:19). Desde o princípio Deus exige que o homem guarde os seus mandamentos ou princípios que ele estabeleceu, a conservação desses princípios é fundamental para que o homem vá bem (Js 1:8). O homem que tem prazer na lei do Senhor se dispõe a guardá-la (Sl 1:2). Paulo lembrou a Timóteo o que ele havia aprendido desde criança (2 Tm 3:14-16), entretanto, ele não desperdiçasse ou jogasse fora através do esquecimento, tudo estava em um depósito, esse deposito precisava ser guardado ou protegido “Guarda o bom deposito, mediante o Espírito Santo que habita em nós” (2 Tim 1:14).
 
6. A MENTE HUMANA É BOMBARDEADA.
A nossa mente é bombardeada a todo instante, recebendo informações de diversas fontes e naturezas. no entanto, alguns desses dados devem ser descartados antes que elas sejam processadas e arquivadas. O tentador sabe muito bem que existem oportunidade para ele introduzir algo que venha contrariar os preceitos divinos, portanto, a melhor maneira de prevenir é fazer como Deus disse a Josué “Medite nela dia e noite” ocupe a sua mente com a palavra de Deus, a guerra está travada internamente, ou seja, dentro de nós (Gl 5:17-25).
 
                A melhor maneira de proteger a nossa mente dos vírus que tentam invadir o nosso cérebro é através das orações e meditações da palavra de Deus, assim a nossa mente não permite que seja executada algumas manobras do inimigo que prejudiquem a nossa vida devocional (Fp 4:7). Conservemos as nossas mentes limpas para ocuparmos com o que há de melhor. Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo o que está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem-sucedido. (Js 1:8).
 
Pr. Elis Clementino.

quarta-feira, 13 de março de 2024

ESBOÇO 1340 TEMA: A ESSÊNCIA DA VIDA.

 

ESBOÇO 1340
TEMA: A ESSÊNCIA DA VIDA.
TEXTO: JÓ 33:4.
 
Nada há mais preciosa do que a vida, naturalmente os homens só tiveram o direito de receber apenas uma e sem direito a renovação, a não ser em alguns casos milagrosos na Bíblia como demonstração do poder de Deus, mas que depois morreram novamente. Falarei nesse mote sobre a essência da vida.
 
I. ESSÊNCIA DA VIDA?
a. É a natureza íntima das coisas; aquilo que faz uma coisa ser o que é, ou o que dá aparência dominante; aquilo que constitui a natureza de alguma coisa.
2. Existência no que ela tem de mais constitucional.
3. O valor do perfume está na sua essência, ela é à base da qualidade, assim é a essência da vida. Se você não fizer um bom aproveitamento da vida, jamais terá outra oportunidade na terra dos viventes. (Hebreus 9:27; 1 Sm 2:6b; 2 Sm 12:23b; Jó 7:7-10; 8:18; 20:9).
 
II. A EXISTÊNCIA (SER).
a. Existência real e absoluta, você existe.
b. Existir, estar, depois pode não estar.
c. Coisa que tem realidade no mundo do sentido.
d. No mundo de pós-modernidade em que vivemos as pessoas não valorizam o ser, mas o ter, lembre-se que em primeiro lugar vem o existir, o “ser”, e o ter são consequência do “ser” e pelo pensamento do ter vem o egoísmo a ambição e pôr fim a banalização da vida.
 
III. A ONISCIÊNCIA DE DEUS SOBRE A VIDA.
a. Deus, a cerne da vida (origem e essência da Vida). (Jó 33:4; Gn 2:7). “A filosofia cristã parte do pressuposto de que Deus é a origem, meio e alvo de toda vida; Isso mediado através do seu filho “(1 Co 8:6).
b. Deus nos conhece ainda informe no ventre da mãe (Is 49:1; Sl 139:13 -16). Entre 300 milhões de espermatozóides somente (um) consegue atingir o óvulo (pequena célula sexual feminina) e dali surge o ser (alguém), sem que ninguém seja igual a você, não existe dois vocês, você é você, o DNA de cada pessoa é diferente e por ele cada um pode ser identificado.
c. Desde o ventre da mãe, Deus tem propósitos para esse ser (Jr 1:5; Gl 1:15).
d. Deus determina a vida, o nascer e morrer (1 Sm 2:6; Jó 14:1, 2, 5,14; Jó 7:7-9; Sl 49:17).
e. Porque nele está a fonte (manancial) da vida (Sl 36:6).
f. Somente Deus tira a vida e dá; faz descer à sepultura e não mais tornar (1 Sm 2:6).
 
IV. A BANALIZAÇÃO A VIDA.
a. A vida não está sendo valorizada como deve, Deus estabeleceu princípios éticos permanentes para que a vida fosse preservada (Ex 20:13; Dt 30:19; Pv 14:27).
b. A banalização dela está intrinsecamente ligada ao pecado do homem, pois não havendo temor a Deus o homem é capaz de desvalorizar qualquer coisa criada por Ele.
c. A vida humana é bem vivida quando Deus é o seu alvo continuo. O novo testamento é uma espécie de manual de instruções sobre como o homem deveria viver e lidar com a vida.
 
V. VALORIZANDO A VIDA.
a. Não viva a vida como que você ainda tivesse dez mil anos de vida. (Marco Aurélio).
b. A escola da vida é mais difícil porque ela não tem férias. (Anônimo)
c. A vida é curta; viva-a. (Krushev)
d. É preciso ter vivido muito tempo para reconhecer quanto é curta à vida (Artur)
e. Para se ter vida longa é preciso viver devagar (Cícero)
f. Devemos viver cada dia como se fosse o ultimo (P. Syrus)
g. A vida foi dada por Deus aos seres e especialmente aos homens para glória do seu nome. Todo ser que respira louve ao Senhor.
h. Você é um ser, você é alguém importante para Deus. (Do cantor armando filho).
 
VI. CARÁTER SAGRADO DA VIDA.
a. Toda a vida emana de Deus, e merece nosso respeito, devemos nos proteger e excluir aquelas formas destrutivas a vida, como bactérias, vírus, insetos e animais daninhos. Os hindus têm uma cultura que oferecem tigelas de leite para alimentar os ratinhos. Alguns dizem que aqueles animais foram encarnados, talvez um dos seus parentes esteja sendo uma vaca ou um rato, cumprindo um ciclo de vida (o carma), mas tudo bem, a sua cultura e religiosidade deve ser respeitada.
b. Devemos ser contra o aborto, um “feto ou um embrião” é uma forma de vida que requer nosso respeito.
c. Cuidado com os idosos, hoje há uma grande falta de respeito aos idosos, precisamos ajudá-los a dar os últimos passos que tiverem de dar na vida humana.
d. A eutanásia (significa boa morte) que no vocabulário moderno significa tirar misericordiosamente a vida de alguém que sofre. Existe a eutanásia ativa e passiva, embora a eutanásia passiva seja praticada em muitos hospitais, mas ela deve ser reprovada pelo respeito a vida.
 
Essa é a maneira de interpretar o valor da vida, devemos perguntar a nós mesmos a cada instante; eu existo e só eu sou eu? Essa foi à melhor maneira que Deus achou para te fazer ser, somente Ele é capaz de entender a cada um de nós, como somos, e o que somos, porque existimos, e até quando existiremos. Duas coisas não são permitidas sabermos o dia que nascemos e quando morremos. Por essa razão devemos valorizar a cada segundo da vida. “O que mais importa não é viver, mas viver bem” (Platão), e ainda digo viver no temor do Senhor anos de vida nos serão acrescentados (Pv 3:2; 9:11; 19:23). Preserve a vida!
 
Pr Elis Clementino

domingo, 10 de março de 2024

ESBOÇO 1339 TEMA: SAL & LUZ

 

ESBOÇO 1339 *
TEMA: SAL & LUZ.
TEXTO: MATEUS 5:13-16.
 
Introdução:
Jesus, ao chamar Seus discípulos de “sal da terra” e “luz do mundo” no Sermão do Monte, oferece uma visão profunda da missão que espera de Seus seguidores. Esses elementos — sal e luz — possuem qualidades únicas e essenciais para a vida, que também refletem características esperadas daqueles que desejam viver conforme o evangelho. O sal, com sua capacidade de dar sabor e preservar, simboliza o papel do cristão em trazer sentido e conservação moral ao mundo. Já a luz, que dissipa as trevas e ilumina o caminho, aponta para a missão de ser uma presença revelada e guiadora para aqueles que vivem longe de Deus. Essas metáforas nos desafiam a ser intencionais em nossa caminhada cristã. Jesus nos lembra que, sem o sabor do sal, este se torna inútil, e que uma luz não deve ser escondida. Da mesma forma, como cristãos, devemos viver de modo que nossa diferença seja vista, influenciando o ambiente ao nosso redor para a glória de Deus e guiando outros para a verdade. Neste esboço, exploraremos o que significa viver como sal e luz, compreendendo as implicações específicas dessas metáforas. Que possamos entender que ser sal e luz não é uma opção, mas uma responsabilidade que nos foi dada por Cristo, e que esse chamado deve se refletir em todas as áreas de nossa vida.
 
I. VIVENDO COMO A LUZ.
1. A luz foi criada por Deus para iluminar o mundo, ela fez parte do plano de trabalho divino (Gn 1:3-5). A luz é necessária para todo homem que vem ao mundo, ela também foi utilizada por Jesus para ilustrar o grau de espiritualidade dos seus seguidores (Lc 11:35; Jo 1:5; 12:36-40).
 
2. A luz é importante porque ela manifesta algo que está oculto (Dn 2:22; Mc 4:22; Lc 8:17; 12:2). As trevas são dissipadas com a presença da luz, ela é usada no sentido figurado por (Jo 1:5). Jesus é a Luz que dissipa as trevas causadas pelo pecado, quem o segue não andará em trevas, Ele é a luz do mundo (Jo 8:12).
 
3. A luz e as trevas não compartilham ambiente, ou seja, não há comunhão entre elas, assim é também o jugo desigual. “Não vos prendais em jugo desigual com os infiéis; porque, que participação tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” (2 Co 6:14-15). Davi diz que não há comunhão do justo entre o caminho e o conselho dos ímpios (Sl 1:1). Há diferença entre o justo e o ímpio, a diferença é observada (Ml 3:18). A palavra do profeta veio em tempo, porque o povo de Deus estava se conduzindo como os ímpios. Muitos cristãos se misturam com os ímpios de forma que ninguém sabe quem é quem.
 
4. A luz alumia e tem o seu brilho, ninguém pode esconder uma cidade iluminada pela luz, além disso, ela tem o seu lugar certo (Mt 5:15; Lc 11:33). Verdadeiramente, todos os iluminados pela luz de Cristo não podem se esconder, eles são conhecidos pela sua luz. As características de um homem de Deus que se destaca pelas suas qualidades, como a luz no lugar alto (2 Rs 4:8-1).
 
II. VIVENDO COMO SAL.
O sal tem duas propriedades que o caracterizam:
1. Dar gosto, o sal, dar o sabor aos alimentos, se ele estiver sem sabor, deve ser jogado fora. Jesus usou como figura esse ingrediente para mostrar a qualidade do cristão. O sal, mesmo usado em pequena quantidade, nota-se a sua presença, se ele perder o gosto para nada mais presta (Mt 5:13).
 
2. Evitar a decomposição, ela se dá pela ausência do sal. Os microrganismos são seres vivos que só podem ser vistos por meio de um microscópio. Esses microrganismos são responsáveis pela decomposição da matéria, e com o sal eles não sobrevivem. Jesus disse que nós somos sal e luz (Mt 5:13-16).
 
Conclusão:
Queridos irmãos, aos sermos chamados para sermos “sal da terra” e “luz do mundo”, Jesus nos convida a refletirmos Sua presença em nossa vida diária. O sal e a luz não passam despercebidos; são agentes de transformação e influência. Assim, nossa vida deve ser um testemunho vivo que manifesta a graça, o amor e a verdade de Deus, impactando as pessoas ao nosso redor e preservando os valores do Reino. Ser sal é dar sabor à vida, evitar a corrupção do mundo e trazer algo que o mundo não pode oferecer: esperança e a mensagem de Cristo. Ser luz é iluminar as trevas, ser um reflexo da luz de Jesus e mostrar o caminho a quem está perdido. Sem essas características, nosso testemunho perde seu poder e nossa missão torna-se inútil. Que possamos viver com ousadia, conscientes de nossa identidade em Cristo, e comprometidos com essa tarefa elevada. Que o Espírito Santo nos capacite a ser sal e luz, fazendo de nossa vida um exemplo digno do evangelho, até o dia em que seremos completamente iluminados pela presença de Deus. Que Ele nos fortaleça e nos guie para sermos vistos como verdadeiros cristãos, agentes de transformação, para a Sua glória. Amém.
 
Pr Elis Clementino.

sábado, 9 de março de 2024

ESBOÇO 1338 TEMA: NÃO DESPREZEM OS BONS CONSELHOS.

 
ESBOÇO 1338
TEMA: NÃO DESPREZEM OS BONS CONSELHOS.
TEMA: 2 CRONICAS 10:1
 
Irei falar um pouco sobre conselhos, todas pessoas um dia já foram aconselhadas por alguém, dar conselhos é uma pratica habitual, principalmente no meio familiar, onde os pais aconselham seus filhos. Os conselhos também ocorrem através daquelas pessoas sem qualquer vínculo parentesco, principalmente aquelas que consideramos amigas. Todos nós necessitamos de conselhos em qualquer área na vida.
1.Sinônimos de Conselhos.
a. Aviso, opinião, sugestão, sugestionar, sinalizar, dar um parecer. Isso deve envolver sabedoria e prudência para que esses conselhos quando postos em prática pelo indivíduo seja ele bem-sucedido.
 
2. A Sua Importância.
A importância dos conselhos está no seu papel, porém faço questão de destacar que não desejo falar nesse assunto sobre conselhos em relação as políticas públicas, embora sejam importantes. Destacarei nesse assunto sobre conselhos como uma opinião, um aviso ou aconselhamento que se dá em algum ponto de vista na vida particular de uma pessoa conhecida ou amiga.
 
3. Tipos de Conselhos.
a. Maus, estes tipos de conselhos nada constroem de bom num indivíduo, mas se andar com os sábios aprenderá boas coisas (Pv 9:9; 13:20).
 
b. bons, os bons conselhos de imediato parecem não agradar, ele dá a impressão que você está penetrando na privacidade do indivíduo o coagindo. Os conselhos que damos a um indivíduo é para o seu bem para que ele evite de cometer erros em determinadas coisas, a experiência de vida do conselheiro conta muito, mesmo assim podemos notar quando ele está sendo recebido ou não pelas suas expressões e até faciais.
 
4. A Rejeição dos Bons Conselhos.
Após a morte de Salomão, seu filho Roboão reinou em seu lugar (2 Cr 9:31), porém ele foi pressionado por Israel, porque o povo havia sido subjugando pelo seu pai com altas cargas de impostos (2 Cr 10:4). No povo havia uma esperança de que se Roboão assumisse o trono aliviaria as cargas tributárias, mas ao ouvir o povo ele buscou conselhos com os anciãos, mas o que disseram eles não lhe agradaram. Há dois tipos de conselhos aqui:
a. Os conselhos sábios e de poucas palavras dos anciãos, pois as experiências de vida desses conselheiros eram importantes, mas Roboão não os quis. Muitas vezes as pessoas consideradas mais jovens não aceitam bem os conselhos dos mais velhos, eles têm uma impressão que eles estão invadindo a sua privacidade e o direito de agir do jeito que eles querem, isso ocorreu com Roboão filho de Salomão (2 Cr 10:7).
 
b. Os conselhos dos menos experientes ou dos mais novos (2 Cr 10:8-11). Os conselhos de Salomão em seus provérbios foram: “Ouve o conselho, e recebe a correção, para que sejas sábio nos teus dias por vir. ” (Pv 19:20). “Ele morrerá, porque sem correção andou, e, pelo e pelo excesso da sua loucura, andará errado” (Pv 5:23); “Os planos fracassam por falta de conselho, mas são bem-sucedidos quando há muitos conselheiros” (Pv 15:22); “Para o sábio ouvir e crescer em sabedoria, e o instruído adquirir sábios conselhos” (Pv 1:5). Roboão não pôs em prática o que seu pai pediu a Deus em oração, sabedoria (2 Cr 1:10). A resposta que vieram dos conselheiros jovens foi: “diz para o povo que o teu dedo medinho é mais grosso do que o do teu pai”. A soberba no homem o faz rejeitar conselhos.
 
5. Os Conselhos Divinos.
Deus tem conselhos e disciplina para aqueles que tem por filho (Pv 3:12; Hb 12:6; Ap 3:19; Sl 90:12). Se há algo indispensável é saber ouvir, sobretudo a voz de Deus sem endurecer a cerviz, “O homem que muitas vezes repreendido e endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura” (Pv 29:1). Quem não dá ouvidos a voz de Deus e nem a sua palavra não prosperará (Dt 28:15,16; Jr 7:24,28).
 
                Portanto, necessariamente precisamos entender de que fonte estão vindo os conselhos, ouvir você pode, mas não ponha em prática antes de fazer uma ponderação. Sempre existiram os maus conselheiro, eles estão por toda parte, jamais peça um conselho a quem não tem maturidade suficiente para lhe aconselhar. Citei aqui o exemplo de Roboão que deixou de seguir os conselhos dos mais velhos e mais experientes para consultar os da sua idade, criados juntos desde a infância. Os conselhos dos mais velhos devem ser bem recebidos, porque conhecemos as suas experiencias. Evite certos conselhos de quem não tem a bíblia como a sua conselheira. Deus é o nosso conselheiro fiel.
 
Cuidado! A tua insensatez pode te impedir de ouvir os bons conselhos.
Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 8 de março de 2024

ESBOÇO 1337 ASSUNTO: A SALA DA ÚLTIMA PASCOA.

 

ESBOÇO 1337
ASSUNTO: A SALA DA ÚLTIMA PASCOA.
TEXTO: LUCAS 22: 7-23; MATEUS 26:17-30.
 
                Falarei nesse momento de forma básica sobre a última pascoa realizada por Jesus, antes da sua crucificação e a instituição da Ceia do Senhor.
 
I.         Contexto histórico.
Era o primeiro dia da festa dos Pães Asmos, essa era uma festa judaica realizada todos os anos em comemoração à libertação do povo hebreu do Egito, a festa durava sete dias. Chegando o dia dos asmos “pães sem fermento” quando importava comemorar a páscoa, Jesus chama Pedro e João dizendo-lhes: ide, preparai-nos a páscoa para que a comamos, e eles perguntaram: Onde queres que preparemos a páscoa?
II.       Os atributos divinos.
a.       Primeiramente desejo destacar dois atributos de Jesus nesse episódio, “a onisciência e onipresença” esses atributos são comprovados mais uma vez quando responde aos seus emissários Pedro e João dizendo: Quando entrares na cidade “Jerusalém” encontrareis “um homem carregando um cântaro”, isso não era natural um homem carregar um jarro de água na cabeça, essa era uma atividade peculiar das mulheres. Esse foi o único homem na Bíblia que carregava um cântaro, era algo diferente e tudo foi bem detalhado como Jesus havia falado.
b.       Segue-o até a casa que ele entrar e direis ao chefe da casa, o mestre te diz: Onde está o aposento que hei de comer a páscoa com meus discípulos?
c.        Ele vos mostrará um grande cenáculo mobilhado; aí fazei os preparativos. Jesus já viu o Cenáculo mobilhado. Não há pormenores de quem era aquele homem, mas presume-se que podia ser um dos seguidores ou simpatizante de Jesus, como era José de Arimatéia, ele tinha condições para recebe-lo em sua casa, indo eles acharam como ele havia dito e prepararam a páscoa.
 
III.     Jesus à mesa com os discípulos.
Estando Jesus à mesa com seus doze discípulos, disse-lhes: desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que eu padeça, porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de DeusUma esperança”. Ele tomou o cálice e havendo dado graças, disse: Tomai-o e reparti-o entre vós, porque vos digo que já não bebereis do fruto da vide, até que venha o reino de Deus. É necessário lembrar aos irmãos que no reino de Deus não será mais necessária aquela recomendação de Paulo “Examine-se o homem a si mesmo” antes do pão e o vinho, pois lá tudo já está pronto e sem nenhum impedimento.
 
IV.    A instituição da ceia.
A ceia é um memorial, “fazei isso em memória de mim”. Os dois principais elementos da ceia foi o pão e o vinho, era um novo modelo inaugurado por Jesus, onde ele é o cordeiro pascal (I Co 5:1), o pão é o seu corpo e o vinho o seu sangue, daquele momento em diante esses dois emblemas faria parte desse memorial, os crentes comam do pão e bebem do cálice até que ele venha.
 
V.      O modo de Cear.
Os participantes desse memorial não deveriam comer do pão e beber do cálice de maneira desordenada como faziam os crentes de Coríntios. Entende-se que perderam o verdadeiro sentido da ceia, comiam demais e se embriagavam, cada um comia sem se importar com a sua conduta. Paulo ensina a aqueles cristãos o verdadeiro significado da ceia do Senhor, mostrando para eles o ato significava um memorial puramente santo e cristão, no entanto, eles participavam dessa festa como se fosse algo tão comum e costumeiro sem fazer nenhuma reflexão do que ela representava, por essa razão Paulo fez sérias recomendações (I Co 11:15-34). Para esse ato é exigido:
a.       Um sentimento pelo cálice de dor que Cristo sofreu com a sua morte na cruz.
b.       Um entendimento que todo aquele sofrimento foi pelos nossos pecados (Is 53:1-12).
 
                Amados, devemos considerar o ato da santa ceia um memorial sagrado, levando em consideração a sua situação espiritual para não ser condenado com o mundo. Deus já fez a parte dele, no entanto cabe a nós fazer a nossa purificando-nos para que haja o verdadeiro significado da ceia. Não se admite que o cristão participe da ceia como esteja em um momento qualquer e de distração. Pedro e João seguiram o homem com cântaro. O Espirito Santo é o homem do cântaro que nos conduzirá até a casa do pai, onde cearemos com ele.
 
Pr. Elis Clementino