quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O CRISTÃO E SEUS DEVERES

ESBOÇO 405
TEMA: O CRISTÃO E SEUS DEVERES
Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” Mc 12.17.

Introdução

Alguns fariseus e herodianos procuraram interrogar a Cristo sobre o tributo com a finalidade de o apanharem em contradição com a lei. Estes homens se fingiam serem justos, lisonjeando o Mestre antes de fazer a pergunta, mas sobre a questão Jesus respondeu com muita sabedoria.

2. Contexto histórico

O problema era o seguinte: O tributo pago a Roma, era pago com esse tipo de moeda, só que a inscrição se referia a César como divindade e como “Sumo Sacerdote”. Os césares eram adorados como deuses pelos pagãos, de maneira que a própria reivindicação de divindade era recusada pelos judeus e a imagem de Cesar na moeda era uma observação contínua da sujeição de Israel a Roma. Os judeus repudiavam qualquer tipo de idolatria sendo fiéis a Deus nos seus princípios, por essa razão odiava ter que pagar o tributo a Roma, porém se Jesus dissesse que eles deviam pagar o tributo a César seria chamado de traidor da nação e da sua religião, mas se ele dissesse que não deviam pagar, os líderes religiosos poderiam denunciá-lo a Roma como se fosse um inimigo de César. Diante dessa situação, a multidão aguardava ansiosa essa resposta.

1. Quem eram os fariseus e herodianos?
Os fariseus era um grupo de religiosos que se opunham à ocupação romana na palestina e eram contra os impostos por motivos religiosos.
Os herodianos eram um partido político que apoiava Herodes e as políticas instituídas por Roma, eles apoiavam a taxação por motivos políticos. Esses dois grupos tinham Jesus como inimigo comum.

2. Argumentos lisonjeadores

2.1. Os argumentos usados para ver se apanhavam Cristo em contradição foi o tributo, eles não foram direto ao assunto, talvez tentando amenizar uma possível repreensão áspera, ou a multidão, fingiram-se de justos (Lc 20.19,20), de maneira sutil e hipócrita dizendo: (Mc 12.14). a) Sabemos que és homem de verdade; b) Que não se importa com quem quer que seja; c) Não olhas para aparência dos homens; d) Ensinas com verdade os caminhos de Deus.

3. A pergunta

Após quase um sermão de elogios surge à pergunta: É licito pagar o tributo a César ou não? Pagaremos ou não pagaremos? Sabiam que seria mais uma estratégia com a finalidade de condená-lo. Jesus entende que se tratava de mais uma armadilha e disse: porque me experimentais? (Mc 12.15).

4. Resposta

Essa era apenas mais uma tentação entre as muitas que sofrera durante o seu ministério. “Trazei-me uma moeda, para que a veja” (Mc 12.15). “Disse-lhe: De quem é esta imagem e inscrição? Responderam é de Cezar. Jesus responde: Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus (Mc 12.17). Os cidadãos romanos tinham direito de pagar os seus impostos a César, porque traziam muitos benefícios ao império, César tinha todo direito de cobrar, era legal, mas não pelas suas almas. Os judeus tinham responsabilidade de dar a Deus o que lhe pertencia, muito embora vivendo no mundo romano com dupla realidade teriam que pagar o tributo enquanto estivessem na Judéia, mas Deus tinha os direitos sobre a eternidade e sobre as suas vidas e a parte que lhe pertencia deveria ser dada a Ele.

Considerações finais

Devemos pagar os nossos tributos para o crescimento do nosso país, pois é uma obrigação de todo cidadão, seja qual for à nacionalidade. O crente, em circunstâncias normais, deve pagar impostos e submeter-se à autoridade governamental (ver Rm 13.1-7), mas saber que a sua lealdade suprema pertence a Deus. Obedeçamos ao governo secular, a não ser quando este entra em conflito com os mandamentos de Deus. Nunca devemos deixar de obedecer ao mandamento de Jesus, de dar a César o que é de César. A nossa devoção a Deus é indispensável, mesmo em circunstâncias desagradáveis.

Pr. Elis Clementino, Itapissuma/Brasil-PE

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A ONISCIÊNCIA DE DEUS

ESBOÇO 404
TEMA: A ONISCIÊNCIA DE DEUS
“Senhor Tu me Sondaste e me Conheces” (Sl 139: 1).

Introdução

Os termos Sondar e Conhecer são dois verbos importantes, exprimindo um dos principais atributos de Deus “Onisciência”. É através desse atributo que Deus penetra em todas as coisas. A mente divina é um depósito de conhecimento, nela não há falhas, fraquezas, nem limitações.

Definição:

É a capacidade de saber tudo infinitamente, incluindo pensamentos, sentimentos, vida, passado, presente, futuro, todo universo, etc. É a qualidade da natureza de Deus que garante saber todas as coisas.

Onisciência é uma palavra originada do latim, Ominis “toda” e Scire, “saber” Ominis + Scire = Onisciência.

I. Evidências Bíblicas da Onisciência Divina
Vários textos bíblicos revelam o conhecimento ilimitado da parte de Deus, embora a palavra “Onisciência” não seja encontrada na bíblia, mas existem conceitos; por exemplo: Paulo quando escreveu aos romanos expressou-se dessa forma: Ó profundidade das riquezas, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os teus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos (Rm 11. 33,34). Os caminhos de Deus são inescrutáveis, ou seja, insondáveis. Ele tem ao seu dispor vastas profundezas de conhecimento e sabedoria, a mente dele não é perscrutada “esquadrinhada” por ninguém (Sl 145.5). O entendimento do SENHOR não pode ser medido, porque a sabedoria dEle é multiforme (Ef 3.10), ou seja, tem mais de uma forma.

II. Conhecimento de Deus

Ele é o eterno agora, ou seja, vive fora do tempo e pode ver qualquer coisa do começo ao fim. Para ele não há passado, presente e nem futuro. A mente divina abrange tudo, nada é oculto para Deus.

1. Sobre o homem

a) Ainda informe os teus olhos viram o meu corpo (Sl 139:16);

b) A Jeremias ele diz: Antes que eu te formasse no ventre da tua mãe eu ti conheci (Jr 1:5);

c) Expressão de Paulo; - “Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre da minha mãe me separou e me chamou pela sua graça” (Gl 1:15). Existem muitas outras expressivas referências a esse respeito: (Sl 139:2,12; Sl 139:13-15). Ele anuncia o fim desde o principio (Is 46.10).

III. Jesus Cristo e a criação

Por Ele e para ele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e invisíveis, Ele é antes de todas as coisas, e elas subsistem por ele (Cl 1.16,17), sem Ele nada do que foi feito se fez (Jo 1. 3). Pela palavra do Senhor foram feitos os céus; e todo o seu exército, pelo “Ruach” aqui é traduzido por Espírito que pode significar “sopro” da sua boca (Sl 33.6).

1. Cristo em relação ao homem

a) No encontro com Natanael, Jesus viu a Natanael vir ter com ele e disse: Eis aqui um verdadeiro israelita em quem não há dolo ou fraude e má fé.Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu e disse-lhe: Antes que Felipe te chamasse, te vi eu, estando tu debaixo da figueira (Jo 1:47,48).

b) Sobre Abraão (Jo 8: 56,57). - “Abraão vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e se alegrou”, essa palavra de Jesus despertou a curiosidade dos judeus. (como pode ser isso?). Jesus responde: Em verdade em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, EU SOU. (Jo 8.58).

O conhecimento do Senhor é incompreensível a nós, entretanto as coisas espirituais são reveladas ao homem pelo Espírito Santo (I Co 2.9-16).

Considerações finais
Através dessas revelações conhecemos esse grande atributo de Deus “Onisciência”, nada há de mais profundo e oculto que Ele não revele (I Co 2.10,11b). Conhecer os atributos de Deus é imprescindível.

Referências: Enciclopédia de Bíblia/Teologia e Filosofia por Russel Nomam Champlin, Ph.D; Enciclopédia Online.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

CUIDADO COM OS CONSELHOS

ESBOÇO 403
TEMA: CUIDADO COM OS CONSELHOS
“Onde não há conselhos os projetos saem vãos, mas, com a multidão de conselheiros, se confirmarão.” (Pv 15.22).

Introdução

O homem é um ser social, logo, vive em grupos, por esse motivo um depende do outro. O aconselhamento contribui na formação do caráter do indivíduo, mas é necessário saber a procedência, ou seja, de quem estamos recebendo. Conselho significa; parecer, opinião, sugestão e recomendação sobre qualquer coisa que se pede razão. Cada conselho deve ser analisado antes de ser aceito e executado, de forma que produza bons resultados (Pv 10:17). Discorreremos sobre as fontes de conselhos.

I. Fontes
Quaisquer fontes de conselhos não devem ser recebidos (Pv 15:22), mas, daquelas pessoas experientes e idôneas sim (Ex 18:19-23; 1 Rs 12: 6,7; Pv 11:14). Dependendo da fonte os resultados podem ser ou não satisfatórios, mediante esse contexto devemos está sempre atentos de que fontes eles vem.

II. Os Sábios

As pessoas arguciosas ouvem conselhos, porque julgam ser importante para algumas decisões na vida. Os sábios ouvem conselhos de forma cautelosa (Pv 12.15; 21.11; 14.15,16).

III. Conselhos que não devem ser ouvidos

Devemos estar distantes dos conselhos dos ímpios, “Porque os caminhos dos ímpios é como a escuridão; não conhecem aquilo em que tropeçam.” (Jó 21:16b; Pv 12:5; Sl 1:1). As pessoas imaturas e menos experientes, necessitam ter cuidado para não desprezar os bons conselhos e receber os maus. Roboão deixou os conselhos dos mais velhos, para pedir aos mais jovens, principalmente aos que conviveram com ele, estes o aconselharam de forma incorreta.
Leia o texto de (I Rs 12. 8-11) e faça uma avaliação entre os conselhos dos anciões e dos mais jovens amigos de Roboão, e vivencie uma grande lição.

Selecione as amizades; e estime os conselhos que lhes acrescentem valores
(CLEMENTINO).

Considerações finais

Os conselhos que recebemos de algumas pessoas, principalmente de fonte confiável são bem-vindos, os tolos não conhecem quanto vale um conselho (Pv 1.5). Porém como servos do Senhor devemos buscar orientações de fontes que não contrarie a vontade de Deus, especialmente quando nos referimos às coisas espirituais. Amados, tenhamos cuidado com certos conselhos que não somam para o nosso bem, sobretudo o dos ímpios.

“Bem aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Sl 1.1).

Pr. Elis Clementino- Itapissuma – PE/Brasil

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

SUPERANDO CRISES NO RELACIONAMENTO CONJUGAL E FAMILIAR

ESBOÇO 402
TEMA: Superando crises no relacionamento conjugal e familiar
As muitas águas não poderiam apagar este amor, nem os rios afogá-lo. Ainda que alguém desse todos os bens da sua casa por este amor será todo desprezado” (Ct 8.7; Pv 6.35; Ef 5.28).

Introdução

No mundo vivemos diante de tantas diferenças, mas temos que aprender a conviver com elas em todos os aspectos, seja na vida profissional, amizades, vida amorosa, entre outros. As lições que vivenciamos no cotidiano servem de aperfeiçoamento a fim de fazermos melhor. Os conflitos são os maiores aliados da separação entre amigos e relacionamentos amorosos, essas tensões apesar de deixar sequelas elas também nos impelem para o prélio, para isso é necessário atenção nos momentos de antagonismo. Explanarei com singeleza sobre alguns relacionamentos e crises conjugais.

I. Quatro pilares de sustentação do relacionamento

1. Amor é à base de todo bom relacionamento humano, “amor ao próximo”;
2. Humildade, sem ela é impossível você se relacionar bem;
3. Compreensão, se não soubermos lidar com as diferenças, jamais nos relacionaremos satisfatoriamente;
4. Valorização; devemos estimar as pessoas e considerá-las tão importantes quanto a nós mesmo.

II. Três tipos de relacionamentos

Poderia comentar outros tipos de relacionamentos, até mais significantes, entretanto me aproprio desses três, enfatizando o valor da família.

1. Interpessoais

Devemos ter em comum o relacionamento entre pessoas, sem distinção de cor, raça, classe social, religiosa etc. Esse tipo de relacionamento é o mais natural e fácil de fazer, o difícil é mantê-lo. Entretanto há outros mais próximos e afetivos.

2. Intrapessoal

Esse tipo de relacionamento se desenvolve dentro da própria pessoa, se questiona, responde, decide, entre outros. Quando o individuo não interage bem consigo mesmo, muito menos com os outros. A dificuldade já começa dentro dele (a) mesmo “vai bem contigo?” (2 Rs 4.26). Entretanto podemos também interrogar e responder a nós mesmos como fez o salmista (Sl 116.12,13).

3. Conjugal e familiar
Esse é um relacionamento importante, com ele o casal deve conviver afetuosamente todo tempo. O AMOR é causa principal da subsistência amorosa entre marido e mulher, ambos têm compromissos e deveres, a mulher é uma auxiliadora tirada do próprio homem (Gn 3.18), ela deve ser tratada com dignidade, reconhecendo o seu valor (I Pe 3.7). Uma mulher amada é tida por mulher virtuosa, cujo valor excede o dos rubins e o coração do seu marido está confiado nela (Pv 31.10.11; Pv 12.4), uma esposa fiel, cuidadosa e amorosa, é presente de Deus (Pv 18.22), ela é como a videira frutífera aos lados da tua casa (Sl 128.3), é como um manancial e a gazela graciosa (Pv 5.18,19), ler ainda (Pv 31.10-31). O marido deve amar a esposa como o seu próprio corpo, Paulo compara o amor dos cônjuges como o de Cristo a igreja (Ef 5.25-28). A submissão da mulher ao marido não deve ser entendido pelo lado pejorativo, essa é uma posição sob missão (Ef 5.22,24; I Pe 3.5,6), sem dúvidas envolve o amor; a submissão deve ser com amor, o mais é constrangimento. No relacionamento conjugal ninguém deve interferir entre os cônjuges, outras pessoas quando se envolvem pai, mãe, sogros ou outros de grau parentesco, geram problemas e crises, diz às escrituras que o homem deixará pai e mãe e apegar-se-á a sua mulher (Gn 2.24; Mc 10.7). A palavra de Deus nos ensina que devemos coabitar com as nossas esposas com entendimento (I Pe 3:7). Elas não devem ser tratadas como nossas: Lavadeiras, cozinheiras, passadeiras, objeto de prazer sexual ou mesmo como simplesmente mãe dos nossos filhos, ela merece todo nosso amor e atenção.

Toda mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola derruba com as suas próprias mãos” (Pv 14.1).

III. Crises
Quando falamos em conflitos no casamento, sabemo-los que surgem na vida de muitos casais, portanto eles devem ser superados com bastantes diálogos, essa é a melhor maneira de conviver com a situação, marido e mulher devem evitar qualquer tipo de atitudes inconvenientes, e para termos vitória é necessário abrir mão de alguns privilégios, inclusive reconhecer as faltas entre ambos “se perdoarem”, essa é a melhor maneira de superar crises no casamento, as diferenças sempre irão existir, jamais os cônjuges devem medir forças, pois é importante salientar que nenhum conflito será resolvido dessa forma, mas com muita ponderação administrando as diferenças.

IV. Pais e Filhos

Relacionamento entre pais e filhos deve ser dentro de um clima de consenso, há uma recomendação paulina que não devemos provocar ira dos nossos filhos (Ef 6.2; Cl 3.21; Gn 18.19; Pv 19.18). Cabe aos pais ensinarem aos seus filhos se relacionarem bem com os seus semelhantes, isso deve ser feito desde cedo no lar, ensinando-lhes o caminho que devem andar (Pv 22.6). Os filhos devem obedecer aos pais e tê-los em honra, pois esse é o primeiro mandamento com promessa (Ef 6.1-3; Ex 20.12; Dt 5.16).

Considerações finais

Jamais devemos deixar de valorizar a nossa família, Satanás é o causador de destruição dos lares, ele sabe muito bem que a família é à base da sociedade; se ela for destruída toda sociedade mergulhará num caos, devemos pedir a Deus graça e paciência para não jogar fora tudo aquilo que você conseguiu durante a sua vida conjugal, orar, vigiar e ler a palavra de Deus é imprescindível para manter a unidade familiar. Antes de você tomar qualquer atitude sobre a sua vida conjugal, PENSE!

Se você é feliz no seu casamento, continue cultivando com adubo do amor, pois muitos gostariam de ser feliz como você, e não são. CLEMENTINO

Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugas, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida”. (Ec 9.9)

Pr. Elis Clementino da Silva – Itapissuma – PE/Brasil