sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

ESBOÇO 977 ANTIGAS PROMESSAS


ESBOÇO 977
TEMA: ANTIGAS PROMESSAS
TEXTO: SALMOS 132

No cântico de romagem Davi apresenta a necessidade da verdadeira adoração ao Senhor, bem como os votos ao poderoso Deus de Jacó. Neste texto apreciaremos a maneira como Davi lembra-se das promessas antigas em meio às aflições.

I. As provações
Davi foi provado desde a sua chamada, ele suportou as perseguições de Saul, dos povos inimigos e do seu próprio filho Absalão (I Sm 19:1; Sl 109:11,27; 2 Sm 16:2; 19:8). Davi teve dias sombrios principalmente quando o seu filho Absalão tentou usurpar o seu trono. “O inimigo estava dentro da sua própria casa.” (Mt 10:36), ou do seu próprio povo como foi Jesus.

II. Os votos de Davi
“Davi fez votos ao Senhor Deus de Jacó, dizendo: Não entrarei na tenda em que moro, nem subirei ao leito em que repouso” ele via a necessidade de um lugar para adoração, uma morada para o Deus de Jacó (Sl 132:2-4), embora a arca estivesse em Efrata “Belém”, ele dizia: entremos na sua morada, adoremos ante o estrado dos seus pés, essa era uma expressão usada para designar à presença de Deus sobre a arca, era como que Deus estivesse sentado e seus pés sobre a arca (Sl 132:7).

A entrada do Senhor no lugar do repouso seria a maior felicidade dos seus adoradores, não adianta adorar a Deus em lugar que ele não esteja, pois onde está à presença dele vestem-se de justiça seus sacerdotes, e seus fiéis exultem (Sl 132:7-9). O amor a Davi era a prova da realização das promessas. Davi desejava habitar na casa do Senhor todos os dias da sua vida (Sl 23:6; Sl 27:4; Sl 26:8; Sl 84:10; Lc 2:37).

III. O juramento do Senhor
O Senhor jurou a Davi com firme juramento (Sl 132:11; 2 Sm 7:12-16; I Cr 17:11-14; Sl 89:3,4; At 2:30) Ali farei brotar a força de Davi (Sl 132:17; I Rs 11:36). A fidelidade, o anseio em buscar ao Senhor e verdadeira adoração faz Deus renovar as suas promessas ao nosso favor, todas as promessas de Deus para o seu povo e a Davi permaneceram firmes e não seria revogada (Nr 23:19; Sl 33:4), ele vela para cumprir a sua palavra no tempo certo (2 Pe 3:9).

IV. Os verdadeiros adoradores
I. Onde estão os verdadeiros adoradores? Na casa de Deus é o lugar onde eles devem estar. Atualmente há muitos adoradores sem templos, são verdadeiros soldados sem quartéis e sem nenhuma referência cristã, adoram apenas de lábios, mas o coração distante do Senhor. Há também muitos pregadores fazendo-se de profetas de Deus que nada tem de Deus, são verdadeiros mentirosos e manipuladores de plateias, quanto mais à vida arruinada, mas oportunidades têm. Muitos que são sinceros e verdadeiros crentes são descredenciados, por isso o evangelho tem sido escandalizado por esses tais.

II. Quais as características dos verdadeiros adoradores? As qualidades morais e espirituais são imprescindíveis para os adoradores, eles devem ter seus corações puros e espírito reto (Sl 51:10), fora a isso ele não estrá apto para adorar. O verdadeiro adorador deve estar desprovido de qualquer orgulho, porque o temor e a humildade precede a honra (Pv 15:33).

Estar no lugar de adoração ao Senhor “casa de Deus” é o desejo dos que temem ao Senhor, o verdadeiro cristão tem prazer em habitar nos átrios do Senhor, isso é o que caracteriza o verdadeiro adorador. O adorador ele leva em consideração a sua base de adoração, lugar onde habita espiritualmente, se Deus elevar o indivíduo há patamares maiores ele não deve esquecer a sua base espiritual, ou seja, onde começou a sua fé, a falta disso tem conduzido muitos ao desvio de conduta, e isso arruína a vida espiritual e pode levar a queda.

Pr. Elis Clementino

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

ESBOÇO 976 PARE, OLHE E ESCUTE.


ESBOÇO 976
TEMA: PARE, OLHE E ESCUTE.
TEXTOS: Provérbios 22:3; 27:12

As placas de sinalizações de trânsitos são importantes, elas evitam muitos acidentes, pois é muito natural encontrá-las nas rodovias, principalmente em cruzamentos entre estradas e linhas férreas por onde veículos e trens se cruzam. As placas indicativas se observadas cuidadosamente salvará vidas, quando obedecidas e colocadas nos lugares certos, geralmente as placas existentes nesses tipos de cruzamentos de trens com veículos indicam três coisas que são obrigatórias prestar atenção, elas tem os seguintes dizeres: PARE, OLHE E ESCUTE. As advertências são necessárias e precisam de muita atenção, porém nesse esboço quero apresentar a palavra de Deus, ela trás advertências, ensinamentos, leis para que todo homem sejam guiados por ela.

I. A desatenção
Sabemos que a desatenção tem levado muitas pessoas a situações extremas podendo ocorrer até mortes “O prudente prevê o mal, e esconde-se; mas os simples passam e acabam pagando (Pv 22:3; 27:12). A desatenção acontece em todas as áreas da vida, assim também no âmbito espiritual, nesse caso é exigido muito mais atenção porque ela pode lhe afastar de Deus, podendo até perder a eternidade.

II. Atenção
A observação dos sinais sejam eles em estradas, marítima, linhas férreas quanto nas rodovias são necessárias para a segurança dos transeuntes, para isso nas rodovias existem as placas de sinalizações para sejam obedecidas para que todos quantos trafegarem por elas estejam seguros e livres de acidentes.

III. Os órgãos dos sentidos do ser humano.
Observem bem que as placas de sinalizações com os seguintes dizeres para, olhe e escute enfatiza bem a necessidade de atenção redobrada (1) Pare, indica não dar nenhum passo a frente; (2) Olhe, a visão identifica o que está vindo; (3) Escute, o ouvido é um dos órgãos que o seu alcance pode ser até maior que o da visão, os ouvidos bem aguçados dá para perceber o barulho de algo que venha ainda muito distante.

Na estrada da vida temos que ter cuidados para não atropelar pessoas e sermos atropelados, a desatenção tem causado muitos males e até a morte de pessoas. O verdadeiro deve ser cauteloso, pois nessa estrada da vida estamos sujeitos há alguns infortúnios, por isso faz-se necessário olhar para frente (Pv 4:25), na dúvida não ultrapasse, pare, olhe e escute, observar esses avisos são importantes e salvará muitas vidas. No sentido espiritual as leis divinas estabelecem regras que se observadas salvaremos tanto a vida das outras pessoas quanto a nossa. Na Bíblia há um conjunto de regras, se observadas, evitaremos muitos acidentes, além de termos uma vida abençoada e próspera. Faça uma leitura do (Salmos 1 e 15), eles contém princípios e qualificações que são fundamentais para o cristão está apto até para ser hóspede de Deus.

Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

ESBOÇO 975 OS ESCÂNDALOS


ESBOÇO 975
TEMA: OS ESCÂNDALOS
TEXTO: Disse Jesus aos seus discípulos: É inevitável que venham os escândalos, mas ai do homem pelo qual ele vem! LUCAS 17:1; PROVÉRBIOS 26:27.

A palavra escândalo está relacionada à falha em algo cometido por alguém, essa é uma tática usada para fazer alguém tropeçar, fracassar, cair ou levar alguma instituição ao descrédito perante a sociedade. Na atualidade são comuns os escândalos, até parece algo do dia a dia das pessoas como sendo normal. Destacaremos nesse assunto os escândalos postos diante de alguém.

Significado
Escândalo, uma palavra é sitada na septuaginta “skandalon” em português significa escândalo. O termo em latim significa a proibição de colocar uma “pedra de tropeço” diante de um cego. Escandalizar é ferir os bons costumes, é chocar as pessoas com algumas atitudes contra os bons costumes. Uma pessoa pode causar um escândalo por ações ou por palavras.

A causa dos escândalos.
No meio cristão o esquecimento de Deus tem conduzido muitos à mesma situação do povo de Deus no passado “Contudo o meu povo se tem esquecido de mim, queimando incenso à vaidade, que os faz tropeçar nos seus caminhos, e nas veredas antigas, para que andassem por veredas afastadas, não aplainadas;” (Jr 18:15). O cristão afastado de Deus levam muitos outros cristãos a tropeçarem. Os escândalos são os maiores inimigos do evangelho, muitos cristãos são pedras de tropeço para ele e a igreja, ela sempre sofreu e sofre por conta disso, e muito mais no presente, embora muitos não conheçam aquilo em que tropeçam (Pv 4:19), mas Deus manda tirar os tropeços do caminho do seu povo (Is 57:14), os caminhos dos justos devem estar livre sem qualquer impedimento.

As pessoas maliciosas não descanção antes que faça alguém tropeçar (Pv 4:16), para as tais há alegria em ver seu próximo tropeçar, isso a bíblia condena (Pv 24:17). Somente Deus pode nos livrar de algum tropeço (Jd 1:24). Aquele que lançar um tropeço diante de alguém que está sob a proteção divina cairá na própria cova que cavou “Quem cava uma armadilha, nela acabará caindo; quem rola uma pedra sobre os outros será atropelado pelo retorno da mesma pedra que havia empurrado” (Pv 26:27; 28:10; Sl 57:6; Ec 10:8). Hamã caiu na própria armadilha, morreu na própria força que ele preparou para Mardoqueu (Et 7:10). Fazer alguém tropeçar é uma atitude maligna, muitos usam essa tática com a finalidade de tirar algum proveito pessoal, ou levar vantagem sobre alguém. Quem induzir alguém ao erro está cometendo um grave pecado, se ele não corrigir o seu erro endurecendo o coração será destruído sem que haja remédio (Pv 29:1; Sl 40:12).

Cuidemos para não sermos pedras de tropeço na vida de alguém ou até mesmo para a igreja, os escândalos tem causado muitos males para a igreja do Senhor, por isso devemos nos afastar dos que promovem escanda-los (Lc 17:1; Rm 16:17; 2 Ts 3:6). Devemos ter uma vida exemplar (I Co 10:32) Deus considera todos iguais (Rm 10:12; Gl 3:28; 5:6).

Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

ESBOÇO 974 POR QUE É QUE AQUILO QUE EU NÃO QUERO FAÇO E O QUE QUERO NÃO FAÇO?


ESBOÇO 974
TEMA: POR QUE É QUE AQUILO QUE EU NÃO QUERO FAÇO E O QUE QUERO NÃO FAÇO?
TEXTO: ROMANOS 7:15-20

Há muitas coisas que decidimos por fazer ou não fazer; há muitas outras que posso fazer sem nenhum problema; porém há outras que não convêm que eu faça; há também aquelas que não quero fazer e logo faço; existem aquelas que eu quero fazer, mas não consigo fazê-las. É sobre isso que falarei nesse assunto de maneira muito simples.

A expressão paulina foi muito mais além desse comentário que fiz na introdução, há certas práticas que mesmo sem entender as fazemos de maneira involuntária “Pois o que faço, não o entendo; porque o que quero, isso não pratico; mas o que aborreço, isso faço.  E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.  Agora, porém, não sou mais eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.  Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está.  Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico.  Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.” (Rm 7:15-20).

A lei do pecado
A lei do pecado dita as regras para que o homem a obedeça (Rm 8:1-8), elas são capazes de alterar o curso da vida de um indivíduo, “o homem não é pecador porque peca, ele peca porque é pecador”. Paulo levou em consideração a lei do pecado que reina no homem, dar ocasião à carne é o maior fracasso do homem, por isso Paulo disse que há uma luta da carne contra o espírito (Gl 5:17-25). É preciso ser forte para suportar as pressões impostas pelo pecado. “O pecado não é um acontecimento fortuito ou devido ao acaso, que não envolva culpa por parte dos pecadores.” (Rm 5:12). O pecado não acontece acidentalmente e sim em um ato de desobediência, Adão foi responsável pelos seus atos. “O pecado também não é mera debilidade da criatura, pela qual o homem não possa ser responsabilizado ou tido por culpado” (Jr 17:9). “O pecado não é uma mera ausência do bem, nem a falta de retidão positiva - não é simples negação” (Rm 7:14). A palavra de Deus assegura que o pecado e o mal têm existência positiva, e que é ofensa contra Deus. O pecador não é inocente diante de Deus (Na 1:2,3; I Jo 3:4)

As consequências do pecado.
O pecado gera a morte e separação da presença de Deus (Rm 6:23), essas são as primeiras consequências que podem levar o homem a condenação eterna, pois todos pecaram (Rm 3:23). O pecado não somente separa o homem de Deus, mas pode inflamar prejudicando uma sociedade inteira. A natureza carnal do homem é atribuída a fraqueza (Rm 8:3,4), o que significando a sua incapacidade para alcançar o padrão divino, por isso muitos se esforçam para atingir esse padrão e não conseguem.

Vigilância, o antídoto do pecado.
Ela deve ser constante acompanhada de jejuns e orações, porque o espírito está pronto, mas a carne é fraca (Mt 26:41; Mc 14:38), o crente deve abster-se de tudo aquilo que pode levá-lo a prática do pecado. Muitas vezes somos surpreendidos com algo que nos desafiam a pecar, por isso faz-se necessário à vigilância.

Devemos pedir a Deus forças para resistir o pecado que tão de perto nos rodeiam, as forças diabólicas precisam ser resistidas “Resisti o diabo e ele fugirá de vós” (Tg 4:7). É necessário também ser revestido de toda a armadura de Deus (Ef 6:10-17). Não devemos no omitir do nosso dever (Tg 4:17), pois a omissão do dever é um pecado, as nossas maldades testificam contra nós, as nossas rebeldias testificam o nosso declínio espiritual (Jr 14:17; Is 59:1,2), cujo salario é a morte. Deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeiam corramos em direção ao alvo que é Cristo (Hb 12:1). Façamos as coisas que contribuem para o bem, tudo aquilo que pode prejudicar alguém ou a nós mesmos, essas despreze.

Pr Elis Clementino


sábado, 8 de fevereiro de 2020

ESBOÇO 973 OS MORTOS EM CRISTO


ESBOÇO 973
TEMA: OS MORTOS EM CRISTO
TEXTO: I TESSALONICENSES 4:13

Esse é um assunto escatológico que pouco é falado nas igrejas cristãs, talvez devido à complexidade, ou não seja um assunto que manipule os sentimentos das pessoas, no entanto faz-se necessário esse ensinamento para que não haja dúvida quanto a esses acontecimentos futuros, em relação aos cristãos, também o que ocorrerá com a humanidade. Quando o apóstolo Paulo se dirigiu por cartas aos cristãos de Tessalônica foi para eles não fossem inábeis a entender essa realidade em relação aos cristãos. Nesse mote abordaremos brevemente sobre a morte, a ressurreição, a vinda do Senhor e a grande tribulação.

A morte
Para os cristãos a morte não deve ser tida como um terror, mas como uma ponte que os liga a vida eterna com Deus, na verdade há um sentimento de tristeza pela separação dos entes-queridos. A palavra de Paulo foi para conscientizar os cristãos para que tivessem esperança e não fosse como aqueles que não tinham esperança (I Ts 4:13).

A morte também é o limite entre da vida terrena, ela faz a separação entre os vivos e os mortos. Aos homens foram-lhe dados dois destinos, vida eterna ou morte eterna, conforme a parábola de Jesus (Lc 16:19-31), sobre a separação entre os vivos e os mortos praticamente nada se sabe. A morte do justo é preciosa à vista do Senhor (Sl 116:15), a eternidade sem Deus é prometida aos ímpios, os justos terão acesso à eternidade por intermédio da sua comunhão com Deus e as suas obras de justiça. A morte é para todos, sem acepção de pessoas (Jó 21:23-26), ela é para grandes e pequenos, ela não pode ser motivo de escândalo para os cristãos, pois da maneira que morre o justo morre o ímpio, todos hão de ir ao pó (Ec 2:16). Salomão em sua metáfora compara o nosso corpo como uma casa envelhecendo e se desmoronando (Ec 12:2-7). Nas mãos de Deus está a alma de todo ser vivente e todo espírito humano (Jó 12:10). Precisamos tomar cuidado, pois se os prazeres forem irrestritos na juventude e o desconhecimento do criador certamente estará desprovido nos últimos dias de vida (Ec 12:1), devemos lembrar que as ilusões do mundo são efêmeras.

Na morte do justo, ele é levado ao lugar de repouso onde dormirá aguardando a ressurreição dos mortos, não há comprovação de como será esse descanso, mas deve ser um lugar de sossego e paz (Lc 16:19-31), na parábola de Jesus tanto lázaro quanto o rico estão em lugares separados e distintos, havia uma separação que os impossibilitava de comunicação entre si, e também com os vivos.

A vinda do Senhor
Muitos cristãos aguardam o retorno de Cristo na sua segunda vinda, Paulo diz que nem todos dormirão “morrerão”, mas todos serão transformados porque se faz necessário que o que mortal “o corpo” e revista da imortalidade e o que é corruptível se revista da incorruptibilidade, isso acontecerá de forma rápida, logo após a ressurreição dos mortos... (I Co 15:51-58). Daí para frente à morte não terá mais poder sobre os justos ressurretos e transformados.

Os mortos ressucitarão para o evento denominado de o tribunal de Cristo (2 Co 5:10), haverá o julgamento para os crentes, esse julgamento não será para a condenação, mas para que seja recebido os garladões  e recompensas conforme as obras de cada um. Nesse julgamento não há revolta mediante os valores das recompensas e dos galardões como acontece aqui, onde as pessoas se sentem injustiçadas, pois todos serão laureados com justiça pelo reto Juíz. Paulo afirmou que naquele dia receberia a corôa da justiça que estava reservada para aquele dia (2 Tm 4:8). O juízo final não pode ser confundido com o tribunal de Cristo, nesse outro julgamento final serão julgados os ímpios (Ap 20:11-15).

A grande tribulação
Outro evento advirá é a grande tribulação, esse acontecimento foi descrito na profecia de Daniel (Dn 12:11,12), O anticristo “Besta” governará o mundo por um período te tempo, Daniel faz referencia à segunda metade da septuagésima semana, sendo que nessa primeira parte desse período a besta fará grandes alianças com os povos, inclusive com Israel. O anticristo se valerá de artifícios diplomáticos para facilitar o engano, até sugere a reconstrução do Santo templo (Dn 9:27; Mt 24:15). Portanto na segunda metade o acordo com Israel será rompido e se entronizará no santuário para ser adorado como Deus (2 Ts 2:1-4), nesse momento Israel não permitirá. A grande tribulação durará 1260 dias, nela Daniel acrescenta mais 30 dias (Dn 12:11), embora não se possa definir inteiramente o que ocorrerá nesses 30 dias, se haverá julgamento das nações, se julgará os que vinharem da grande tribulação, não se tem pormenores a esse respeito, vamos apenas nos limitar ao que está escrito em (Mt 25:31-46). Vale ressaltar mais uma vez que esse julgamento não tem nada a ver com o tribunal de Cristo.

Conforme as escrituras estamos chegando o final dos tempos, os acontecimentos estão cada vez mais evidentes, portanto os cristãos devem estar preparados, porque Deus cumprirá a sua palavra. Um dos sinais claros é a evolução da ciência, somados ao que Jesus anunciou nas suas profecias a respeito dos últimos eventos da história da humanidade, sejamos fiéis a Deus até o fim para que sejamos recompensadas a nossa fé nele. Israel é o relógio para os acontecimentos, ele é a figueira que está florescendo, olhai para ela.

Pr. Elis Clementino

sábado, 1 de fevereiro de 2020

ESBOÇO 972 RECONSTRUINDO AMIZADES


ESBOÇO 972
TEMA: RECONSTRUINDO AMIZADES
“Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim” (Fm 11).

Umas das tarefas mais difícil é reconstruir uma amizade, principalmente quando uma ferida ou mágoa está guardada no coração. O texto escolhido nos trás uma grande lição de vida, embora seja um assunto pouco apreciado nos púlpitos das igrejas cristãs, no entanto ele nos tás uma grande lição para a atualidade. É muito natural pronunciarmos palavras a respeito de alguém dizendo: Há! Fulano de tal é inútil, é irrecuperável, perdeu a confiança, é a vergonha da família e da sociedade, este não tem mais jeito, no entanto não devemos pensar assim, não tenhamos essa visão em relação às pessoas que cometeram alguns deslizes na vida. Será que existe alguma maneira para recuperar alguém que esteja dentro desse contexto? Será que quem comete um delito não merece uma chance ou uma nova oportunidade? Será que não devemos ajudar ou fazer alguma coisa por alguém que julgamos ser irrecuperável? Leia então, a carta de Paulo a Filemom e veja a sua atitude em relação a Onésimo um ex-escravo de Filemôm.

Autor da carta miniatura: Paulo.
Data 60dC;
Dirigida a Filemom, dono de escravos em Colossos;
Onésimo: Um escravo fugitivo de Filemom que Paulo encontrou em Roma na prisão, Onésimo se converteu ao evangelho.

A epístola a Filemom é tipicamente paulina em miniatura, nela não há nenhuma secção doutrinária, porém, nela se trata de uma missiva pessoal e inteiramente prática. O personagem central da carta é Onésimo, ela foi dirigida ao Senhor Filemom discípulo de Paulo em Colosso. O escravo fugitivo “Onésimo” que provavelmente havia fugido do seu senhor por tê-lo furtado, após ele cometer esse erro foi para a metrópole de Roma, e lá encontrou Paulo preso, e seja como for, na própria prisão, nesse encontro de Paulo e Onésimo resultou na sua conversão a Cristo, daí em diante ocorreu uma grande transformação na vida de Onésino, de maneira que sendo inútil, passou a ser útil, pois o novo nascimento, uma nova vida e uma regeneração são frutos do evangelho na vida de quem se converte a Cristo (Jo 3:1-8; II Co 5:17; Isa 43:18,19). Nessa carta Paulo usou a sabedoria e vários argumentos para depois tratar sobre Onésimo.

O propósito da carta.
Convencer a Filemom a aceitar de volta a perdoar Onésimo, seu escravo fugitivo, e aceitá-lo, mas não como escravo e sim como um irmão na fé.

Ações de graça
A sabedoria de Paulo em se dirigir a Filemom com princípios cristão com ações de graça dizendo: eu agradeço a Deus lembrando-me sempre de ti nas minhas orações, pois das bosa amizades jamais esquecemos, mesmo estando distante. Amizade não se faz somente por momento e sim para toda a vida, sendo lembrado até nas orações (v.4). Na carta ele demonstra também conhecimento das qualidades de Filemom, eu sei do teu amor e da fé que tens para com os santos, e a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo (vs.5, 6). As qualidades de Filemom diante da igreja eram plausíveis. Sinto-me alegre e confortado no teu amor, porque o coração dos santos tem sido reanimado por você (v.7). Pelo que entendemos Paulo preparou bem o coração de Filemom para poder tratar do assunto. Paulo não usou da sua autoridade para manifestar o seu pedido, pois o a consideração e respeito são muito mais importantes para conquistar algo de alguém.

O pedido e intercessão
Paulo apresenta Onésino como filho espiritual, não houve nenhuma pressão por parte de Paulo porque o amor entre eles estava em ação. Onésimo seria mais um irmão de Filemom e não escravo, Paulo tinha Filemom em boa conta, e existia uma esperança de que este faria tudo quanto lhe era solicitado, e até mais (com o que provavelmente, o apóstolo deixou implícito o seu desejo que Onésimo fosse emancipado, a fim de que pudesse servir como ministro do evangelho). (v.21). Onésimo se tornaria muito útil na obra e seria uma boa companhia para Filemom no ministério. Existem muitas pessoas que não sabem interceder ou pedir por alguém, essa lição de Paulo deve ser aprendida e, sobretudo exercitada. Paulo na sua intercessão lhe fez saber, Onésimo fora gerado nas minhas algema, ou seja, na prisão (v. 10). Usou vários argumentos em favor de Onésimo, não obstante, conseguiu a reabilitação do escravo.

As pessoas que cometem delitos devem ter novas oportunidades, embora seja difícil acreditar que seja possível haver mudanças na vida dessas pessoas, talvez por falta de conhecimento da carta de Paulo aos Gálatas (Gl 6:1-2). Devemos incentivar as pessoas exercitarem a misericórdia para com os faltosos e concedê-los novas oportunidades, se você não faz uso dela pode faltar no momento que você necessitar (Tg 2:13; Mt 5:7; 18:33,35). Quantos Onésimos espiritualmente falando estão mortos na fé pelos caprichos de homens que não perdoam, nem os da sua própria casa. No ponto de vista de Filemom era não recebê-lo, mas, Paulo apresentou a Filemom um novo conceito sobre a situação daquele escravo. Você é capaz de perdoar aqueles que te prejudicaram? Está ai um grande exemplo, Deus nos confiou o ministério da reconciliação (2 Co 5:18), uma barreira foi destruída e construída uma nova ponte de amizade entre Onésimo e Filemom que certamente lhe perdoou. Amados quantas pontes destruímos, ou sabemos que foram destruídas entre irmão e não temos a humildade para pelo menos tentar reconstruir, quantas pessoas foram amigas e se ajudavam e hoje estão separadas por um frisura na ponte, como podemos apresentar a nossa oferta no altar se não temos comunhão com o irmão? (Mt 5:23,24; 18:15), corrija isso enquanto estiveres no caminho com ele (Mt 5:25).

Não descarte pessoas por seus caprichos, elas podem não ser útil hoje, mas amanha pode ser muito útil. Reconcilie pessoas, sejam pontes e não abismos. (Filemom 11)

Pr. Elis Clementino