sexta-feira, 29 de maio de 2015

O IRMÃO MAIS VELHO

ESBOÇO 618
TEMA: O IRMÃO MAIS VELHO
E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio e chegou perto de casa, ouviu a musica e as danças” Lc 15.25.

Lucas descreveu no capitulo 15 uma parábola de Jesus sobre o filho pródigo, cujo conteúdo ressalta o filho desobediente que saiu de casa, sua volta, o pai amoroso e perdoador, e o insurgente irmão MAIS VELHO. Essa é uma lição importante para a nossa vida diária.

I. O Filho desobediente
1. O filho mais novo, “falta de maturidade”. Ele abandonou a casa do pai pedindo parte da sua herança, talvez esse fosse o principal alvo daquele filho (Lc 15.12). As pessoas inexperientes não levam muito a sério as consequências daquilo que faz e as decisões que tomam. O egoísmo pode levar um filho a desprezar a família em busca dos prazeres da vida, no sentido espiritual acontece o mesmo, o filho abandona a casa do pai, “Deus” deixa a comunhão da família para experimentar os prazeres do pecado, para aquele filho pródigo o convívio familiar não seria mais interessante, e sim novas amizades. “As novas amizades exigem muito mais cuidados do que as antigas” e sobre isso ele não pensou, pediu a parte da sua herança e retirou-se, granjeou amigos, mulheres, bebida, dança, finalmente aproveitou bem, mas há alegrias que duram pouco e o que ele pensava ser sucesso tornou-se fracasso.

2. Longe de casa
Partiu para uma terra longínqua, longe do convívio e a comunhão familiar, o filho se tornou vulnerável, os “amigos” foram os únicos beneficiados com a herança que o moço tinha em mãos. O texto diz que ele desperdiçou a sua fazenda “herança”, vivendo dissolutamente, o contrário aos bons costumes, devasso e libertino. (Lc 15.13). As conseqüências não demoraram, as sementes plantadas começaram a brotar.

3. As conseqüências
Nada pior do que as conseqüências daquilo que se semeia, após ter gastado tudo houve naquela terra uma grande fome. Os nossos erros muitas vezes culminam com a realidade do momento, além de não ter mais dinheiro o povo estava vivendo uma crise econômica muito grande, e aquele filho liberal começou a padecer necessidade, desejando comer até das bolotas que os porcos comiam, porque ninguém lhe dava nada (Lc 15.15,16).

4. O seu regresso a casa do Pai
Somente quando a pessoa admite o seu erro e reconhece o seu pecado, surgem novas oportunidades para ele “E caindo em si disse:” – “Quantos trabalhadores de meu pai tem abundancia de pão, e eu aqui padeço de fome!” (Lc 15.17). A grande atitude, sem ela jamais chegaremos há algum lugar, “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai pequei contra o céu e perante ti.” Muitas vezes os nossos pecados não afetam somente aos nossos familiares, mas a igreja e a Deus. “Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores.” ele estava disposto até a se tornar empregado do seu pai (Lc 15.18,19).

II. O pai amoroso
Voltando para casa, o pai avistou de longe e se movei de íntima compaixão, e correndo lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou (Lc 15.20-24). Quantas vezes pensamos que Deus nem mais nos aceita mediante tantas coisas que praticamos, mas a atitude de um verdadeiro pai é amorosa “Mas disse aos seus servos: Tragam a melhor roupa, e ponde-lhe um anel no dedo, e sandálias para os pés, trazei bezerro cevado e matem, vamos fazer festa, porque esse filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado e começaram a alegrar-se.

IV. O irmão mais velho
Em todos os lugares estão os irmãos mais velhos; eles são insatisfeitos com qualquer agrado que se faz a outro; o mais interessante para ele é ver o irmão sempre afastado para não tirar-lhe as oportunidades; o irmão mais velho sempre tem argumentos contra o seu irmão que falha ou peca; Ele sempre reage com indignação e orgulho; para ele as disciplinas devem ser intermináveis; seus conceitos são excessivamente justos; tem como característica não perdoar (Lc 15.28,29).

Irmãos jamais devam permitir que o caráter do irmão mais velho permeie os vossos corações, e sim, a atitude do pai que abraçou o seu filho lhe dando outra oportunidade. Deus é um pai que oferece aos seus filhos grandes oportunidades, por isso não deveis rejeitá-las, voltar para casa foi a melhor atitude do filho pródigo. Tomemos como exemplo essa parábola, sejamos humildes em receber e perdoar os nossos irmãos faltosos.

Pr. Elis Clementino- Paulista-PE





A DOUTRINA DO PECADO

ESBOÇO 617
TEMA: A DOUTRINA DO PECADO
Texto: Romanos 5.12

As escrituras põem em destaque dois grandes princípios e qualidades morais: A SANTIDADE e o seu ANTAGONISTA “o pecado”. Podemos dizer que na esfera moral o primeiro corresponde ao bem e o segundo ao mal. Os princípios morais são identificados por um desses princípios. Discorrerei de maneira simples sobre o pecado, suas origens e as consequências.

Significado
Na teologia essa doutrina é chamada de Hamartiologia que no Gr significa hamartia = erro + logos = estudo, ou seja, é a ciência que estuda o pecado, as suas origens e consequências. O Pecado é a transgressão de preceitos religiosos, falta, erros, culpas. Não é um acontecimento fortuito, ou seja, casual, acidental e eventual que não evolva culpa por parte do pecador, também não é um acidente. (Rm 5:12). Há quem ensine que o pecado é acidental; porém, conforme já verificamos no ensino bíblico que o pecado resultou de um ato de desobediência por parte de Adão. “O homem não é pecador porque peca, mas porque é pecador.”

Origem do pecado
No princípio Deus criou o homem perfeito, conforme a sua imagem e semelhança, do homem a mulher para ser-lhe auxiliadora, e depois lhes deu ordens E o Senhor Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.” (Gn 2:9), na ordem expressa de Deus para Adão e Eva não lhes tiravam o poder de escolhas, se comeriam ou não, caberia a eles apenas obedecerem ou não à voz do Senhor, mas havia um grande inimigo de Deus “o diabo” que se transfigurou em serpente para iludir a mulher e convencê-la a desobedecer ao Senhor. Analisemos as estratégias do diabo (Gn 3.1-6). Satanás usou alguns argumentos para poder convencer a mulher (1) Ele pergunta: Não comerás de toda árvore do Jardim? (2) Ele diz a mulher, certamente não morrerás, o mais profundo argumento começa agora: (3) Satanás diz a mulher: Porque Deus sabe que no dia em que comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. Satanás usou as suas artimanhas para tentar o próprio Cristo, Se tu és o filho de Deus, transforma essas pedras em pão (Mt 4.1,2); te darei tudo se me adorares (Mt 4.8-10).

O homem sempre amou e aceitou aquilo que lhe oferece vantagens, principalmente o que estava sendo oferecida a mulher no Edêm, ser como Deus, a mulher viu uma grande vantagem, mas era apenas uma tentação para promover-lhe a queda, não basta muito para o homem ambicionar e se contaminar (Pv 28.21)

As consequências do pecado
Não é mera debilidade da criatura, pela qual o homem não deva ser responsabilizado ou tido como culpado (Jr 17:9; Lm 3:39). Há pessoas que afirmam que o pecado é apenas uma espécie de debilidade ou fraqueza, pelo que somos muito infelizes, porém de modo algum, culpáveis ou condenáveis. Mas essa opinião é contraria a verdade revelada nas escrituras, o pecado na sua realidade gera a morte (Tg 1.15; Rm 6.22,23). É importante saber que o pecado não é uma mera ausência do bem e nem a falta de retidão positiva e não é uma simples negação, basta entender o que Paulo escreveu aos romanos “porque bem sabemos que a lei é espiritual: eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado...” (Rm 7.14-25). Existe o falso culto como Ciência Cristã que afirma que o pecado é uma negação que o mal é a ausência da retidão. Mas isso não é verdade porque existem formas de pecado extremamente malignas. A palavra de Deus afirma que o pecado e o mal têm existência positiva, e que são ofensas contra Deus, no entanto todo aquele que pratica o pecado, também transgride a lei; porque o pecado é a transgressão da lei (1 Jo 3.4). O pecado não pode ser entendido como imaturidade, falta de desenvolvimento, ou remanescente de características primitivas, mas como violação dos mandamentos de Deus, e isso o seu preço que pode custar a vida terrena e espiritual.

            O pecado é uma realidade e somente será combatido quando nos entregamos a Deus que é justo e abomina o pecado. Não conformar com este mundo é o resultado de um novo nascimento em Cristo (Jo 3.3; Rm 12.2), é através da rejeição do pecado que somos justificados pela fé nele “Cristo”. Uma vez liberto jamais devemos voltar à escravidão do pecado, mas manter-se cada vez mais distante dele servindo a Deus com uma vida pura e justa e que seja vista como testemunho de uma vida mudada.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE