terça-feira, 29 de novembro de 2011

TEMA: O FERMENTO DOS FARISEUS

ESBOÇO 414
TEMA: O FERMENTO DOS FARISEUS
Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisiaLc 12.1b.

Introdução

Nas escrituras, o fermento sempre foi símbolo do pecado. O termo usado para figurá-lo, pela primeira vez, foi em (Ex 12.15). Vale ressaltar que a ausência dele na massa significava pureza espiritual, ou seja, isento de iniquidade, pois nenhuma oferta de manjares ao Senhor deveria contê-lo (Lv 2.11). Discorreremos nesse mote sobre o seu significado, como ingrediente que corrompe, e a sua mistura.

1. Significado
O fermento é um agente capaz de produzir levedação na massa. Ele altera suas propriedades levando-a a ficar volumosa, para ser usada naturalmente em pães, bolos etc. "O fermento dos hebreus constava de uma porção de massa velha em alto grau de fermentação, introduzida na massa fresca'' (Enciclopédia Bíblica O. S. Boyer). Esse termo foi citado em algumas parábolas de Jesus referindo-se aos fariseus. Jesus acusava-os de hipócritas. A palavra “hipocrisia” vem do teatro, e das máscaras que os personagens usavam durante uma peça teatral, e sobre ela Jesus disse: “Nada há encoberto que não seja descoberto” (Lc 12.2). Fingimento, impostura, mentira e falsa devoção eram tudo que os fariseus possuíam. Pode ser possível, agora, disfarçar motivos e valores sob uma capa de piedade, entretanto um dia a máscara será removida e cada um será conhecido como realmente o é.

2. Sentido espiritual
Como um dos símbolos do pecado, espiritualmente o fermento é um ingrediente que corrompe. O SENHOR ordenou aos israelitas que o tirassem das suas casas (Ex 12.15). Jesus em sua parábola disse: “Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia” (Lc 12.1b); Paulo em suas cartas advertiu os crentes para que não fossem contaminados por esse grupo “Não é boa a vossa jactância. Não sabeis vós que um pouco de fermento leveda a massa toda?” (I Co 5.6; Gl 5.9). O pecado e a hipocrisia não se limitavam apenas aos fariseus daquela época, mas também têm alcançando gerações, e vêm se estendendo até os dias atuais.

3. A mistura de massa com fermento
Após a mistura desses dois ingredientes, não podemos facilmente separá-los; da mesma maneira é o que acontece na parábola do "trigo e o joio" (Mt 13.29,30). Jesus mostrou que essa levedura podia contagiar uma coletividade e desviar toda nação. A maldade e a hipocrisia têm atingido toda humanidade. Jesus sabendo que isso aconteceria, advertiu primeiro os seus discípulos. Literalmente, o fermento é um ingrediente que faz com que a massa cresça, e não é proibido nenhum crente usar normalmente em suas casas na confecção de pães, bolos etc. Sendo ele símbolo (do pecado) tem causado tantos problemas, por isso devemos fazer a nossa parte tirando-o das nossas vidas, e não dos pães e bolos. - “Mas agora despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca.” (Cl 3.8; Ef 4.22; I Pe 2.1). Despojar-se é uma forma de rejeitar, decisivamente, qualquer expressão do velho homem em favor do novo. “Pois que já despistes do velho homem com seus feitos e vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Cl 3.9,10). “Alimpai-vos, pois, do fermento velho. Paulo recorre ao AT para fazer uma ilustração importante. Quando uma dona de casa no século I fazia pão, ela usava o fermento para fazê-lo crescer. A maior parte dessa massa era cozida, mas uma pequena porção era guardada e misturada com novos ingredientes. Durante a noite, o fermento penetrava na nova mistura, e o processo era repetido diversas vezes. Na época da páscoa, cada pedaço de fermento velho era lançado fora, e Israel novamente celebrava a sua redenção e um novo começo. E assim Paulo lembra aos coríntios. Cristo é o nosso Cordeiro pascal. Ele nos deu um início totalmente novo; e, afastando-nos das coisas “velhas” como a malícia e a maldade, devemos nos tornar novos homens e novas mulheres, renovados em Jesus para vivermos uma vida de sinceridade e verdade.” (I Co 5.6-8).

Considerações finais
Devemos ter muito cuidado com o fermento, ele representa as falsas doutrinas ou preceitos de homens. Tiremos das nossas vidas as hipocrisias, sejamos uma nova massa em Cristo.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

terça-feira, 22 de novembro de 2011

VINHO NOVO EM ODRES VELHOS

ESBOÇO 413
TEMA: VINHO NOVO EM ODRES VELHOS
“Ninguém põe vinho novo em odres velhos;” (Lc 5.37).

Introdução
Essa é uma das parábolas de grande significado para todos e especialmente os seguidores do sistema religioso antigo. Com essa missiva, Jesus não queria simplesmente falar dos sabores dos vinhos da época e nem dos odres onde se punham os vinhos, mas, enfatizar a necessidade de algo novo através do evangelho; pois o sistema religioso antigo já estava ultrapassado, os extremistas religiosos não interpretavam bem a lei e com isso eram intolerantes impiedosos. A partir desse tema discorreremos sobre o vinho novo, odres velhos e o significado.

Vinhos e odres
Os vinhos nos tempos antigos eram armazenados em odres, esses consistiam de couro de cabras costurados nas extremidades formando uma bolsa, e neles se punha o vinho. A razão de não poder pôr o vinho novo em odres velhos, era que quando o vinho fermentasse os odres velhos não suportaria e rompiam-se (Lc 5.37); no entanto, todo vinho novo por não haver passado pelo processo de fermentação, deveria ser posto em odres novos.

O Vinho velho. Comumente se diz que é o mais delicioso, esse é um conceito natural a respeito dos vinhos que passam por um longo processo de apuração e envelhecimento. Jesus estava apenas dizendo que o vinho novo era o melhor, e ninguém poderia contrariar o que ele estava dizendo, porque era algo figuradamente explícito, ou seja, seria apenas mais um aprendizado. Jesus tratava de algo novo “o evangelho”, e o vinho velho, o sistema religioso antigo. Muitas pessoas estavam acostumadas com o vinho velho e diziam ser o melhor (Lc 5.39). “Muitos se agarram tragicamente ao que é bom quando Deus quer dar-lhes o melhor”. Os religiosos da época indagavam a doutrina de Jesus, mas estavam apegados às tradições antigas. Hoje em dia ocorrem às mesmas coisas, muitos conhecem as verdades do cristianismo, mas rejeitam preferindo as tradições antigas.

Jesus oferece o novo
Jesus abona o melhor “o vinho novo”, embora muitos ainda prefiram o vinho velho “as tradições”. Atualmente muitas pessoas continuam rejeitando as novas do evangelho apegando-se às tradições e preceitos religiosos dos seus antepassados. A fidelidade às tradições antigas podem impedir que as pessoas desenvolvam a sua fé no evangelho de Cristo. O evangelho não pode se moldar às tradições, o novo não pode combinar com os padrões antigos; no entanto, o evangelho não combinava com os sistemas legalistas das religiões.

Entendemos que o evangelho apresentava a graça; o judaísmo, a observação das leis, bem como às regras. Jesus veio trazer o perdão e a reconciliação do homem por meio do novo “evangelho”.

“A igreja cristã nunca pretendeu ser uma seita ou uma adaptação do judaísmo. Em lugar disto, Cristo cumpriu o intento da escritura do AT. A lei revela a natureza e a vontade de Deus, Jesus Cristo revela a natureza e a vontade de Deus. Mas enquanto a lei podia apenas destacar o pecado e condenar as pessoas, Jesus Cristo deu a sua vida para trazer o perdão dos pecados e a salvação”.

Considerações finais
Quando Jesus realizou o primeiro milagre em Caná da Galiléia, foi em uma festa de casamento, o vinho velho acabou. Ele milagrosamente fez surgir um novo e melhor, sem ele não havia vinho novo. Realmente as novas do evangelho são incomparavelmente o melhor, e dispensa qualquer outro representado pelas tradições humanas e legalismo das religiões. “Jesus é o melhor”.

Pesquisa:

Comentário novo testamento CPAD

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

FAZENDO O MELHOR PARA CRESCER COM EXCELÊNCIA

ESBOÇO 412
TEMA: FAZENDO O MELHOR PARA CRESCER COM EXCELÊNCIA
“E enviei-lhes mensageiros a dizer: Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?” (Ne 6.3).

Introdução
Existem pessoas com vontades e estilos diferentes. Algumas não sabem aproveitar as belas oportunidades que recebem, algumas fazem ou crescem de maneira desordenada; outras, porém, fazem e desenvolvem com qualidade. Produzir e crescer com excelência é uma necessidade de todo indivíduo em qualquer empreendimento da vida, principalmente na espiritual. Discorreremos nesse mote como procedem algumas pessoas em relação ao desenvolvimento da vida.

I. Tipos de pessoas
1. As que nada fazem. Essas pessoas cruzam os braços, nada produzem e levam à vida inteira na ociosidade, têm talento, mas não usam (Mt 25.14-30), são verdadeiras árvores sem frutos (Hb 6.8). Esses indivíduos desejam que as coisas boas venham parar em suas mãos sem nenhum empenho. O preguiçoso nada tem (Pv 6.8; 12.27); quem não quiser trabalhar, não coma (2 Ts 3.10-12); Não devemos viver às custas dos nossos irmãos (Gn 3.19; I Ts 2.9). Sempre houve pessoas assim, nada fazem por si e nem pelos outros (Pv 24.30,31). Paulo exorta os cristãos a trabalharem, haja vista que naquela época havia pessoas na igreja que não queriam trabalhar. No entanto todos necessitam, tanto no âmbito secular quanto no espiritual; e os que trabalham devem gozar dos seus frutos (2 Tm 2.6).

Temos um exemplo considerável nas escrituras. Os companheiros de Neemias não se importaram com o que havia acontecido na sua terra: muros derrubados e portas queimadas; parece assistirem a tudo o que ocorrera sem tomar nenhuma posição para reconstruir o que fora destruído. Não espere que outros façam, faça você!

2. Aqueles que atrapalham os que fazem. Os espias enviados por Moisés, que infamaram a terra (Nr 13.27-32; 14.1-8); Os soldados, que foram afastados da tropa de Gideão; os antagonistas de Neemias que queriam fazê-lo parar a obra da reconstrução dos muros de Jerusalém que foram derrubados, e as portas que foram queimadas pelos inimigos (Ne 6.2,3). Outras pessoas nas escrituras também enfrentaram oposições quando realizavam obras importantes, algumas delas citaremos em outra ocasião.

3. Os que fazem
Assim como os que nada fazem estão em todo lugar, os que fazem também estão e superam qualquer desafio para realizar algo que desejam. “Os otimistas fazem, os pessimistas apenas param”. Neemias fez uma grande obra, pois não pense você que ao realizar algo importante na vida, fará sem oposições. Os antagonistas não cruzaram os braços para se oporem ao que ele fazia (Ne 2.10). Entretanto o coração dele estava firme e forte, ele respondia aos seus opositores dizendo: - “O Deus do céu é quem nos fará prosperar. Nós os seus servos, nos levantaremos e reedificaremos” (Ne 2.20). Os que se levantam contra os que fazem, não terão nenhuma recompensa (Ne 2.20b). Não vale a pena se levantar contra algo de bom que alguém faz.

II. Crescimento
1. Os que não crescem: essas pessoas nada fazem para crescer na vida, apenas ficam paradas no tempo esperando que as outras façam por ele (a).

2. Aqueles que atrapalham os que crescem. Os tais quando percebem que você tem capacidade para crescer, logo procuram pôr obstáculos para que a sua estrela não brilhe. José e Daniel foram vítimas.

3. As que crescem desordenadas. Existem os que não ordenam o seu crescimento, quem cresce desordenadamente está fadada ao fracasso. Você conhece a parábola da casa construída sobre a areia? (Mt 7.26,27).

4. Os que crescem com excelência. Estes desenvolvem as suas habilidades com excelência, isso é exigido em todos os aspectos da vida. Vejamos o exemplo de José no Egito, ele foi próspero em todas as etapas da vida, na família, escravo no Egito, na prisão e no palácio. E na vida cristã devemos também crescer em tudo (Pe 3.18).

Considerações finais
Reflita um pouco sobre esse assunto e faça uma análise. Em que grupo você se enquadra bem? Nos grupos: a) Entre os que nada fazem e não crescem; b) Entre os que atrapalham; c) Os que crescem desordenados; d) ou os que fazem e crescem com excelência? A cada um foi-nos dado talentos para serem investidos em coisas boas, tanto para si quanto para os outros. Aproveitem e faça tudo com EXCELÊNCIA, dessa forma segue uma reflexão para você!

O Pedreiro
Um velho pedreiro que construía casas estava pronto para se aposentar. Ele informou o chefe, do seu desejo de se aposentar e passar mais tempo com sua família. Ele ainda disse que sentiria falta do salário, mas realmente queria se aposentar. A empresa não seria muito afetada pela saída do pedreiro, mas o chefe estava triste em ver um bom funcionário partindo e ele pediu ao pedreiro para trabalhar em mais um projeto, como um favor.

O pedreiro não gostou, mas acabou concordando. Foi fácil ver que ele não estava entusiasmado com a idéia. Assim ele prosseguiu fazendo um trabalho de segunda qualidade e usando materiais inadequados

Quando o pedreiro acabou, o chefe veio fazer a inspeção da casa construída. Depois de inspecioná-la, deu a chave da casa ao pedreiro e disse:

"Esta é a sua casa. Ela é o meu presente para você".
O pedreiro ficou muito surpreendido. Que pena! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito tudo diferente...O mesmo acontece conosco...Nós construímos nossa vida, um dia de cada vez e muitas vezes fazendo menos que o melhor possível na sua construção.

Depois, com surpresa, nos descobrimos que precisamos viver na casa que nós construímos. Se pudéssemos fazer tudo de novo, faríamos tudo diferente. Mas não podemos voltar atrás.

Tu és o pedreiro. Todo dia martelas pregos, ajustas tabuas e constróis paredes. Alguém já disse que: "A vida e um projeto que você mesmo constrói".

Tuas atitudes e escolhas de hoje estão construindo a "casa" em que vai morar amanhã. Portanto construa com sabedoria!

Fonte: www.rivalcir.com.br.”

E, tudo o que fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens” (Cl 3.23,24).

“Em 2012 faça o melhor que puder”

FELIZ NATAL

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O SEGREDO DA VITÓRIA

ESBOÇO 411
TEMA: O SEGREDO DA VITÓRIA
“Então, Jeosafá temeu e pôs-se a buscar o SENHOR; e apregoou jejum em todo o Judá.” (2 Cr 20.3)

Introdução
Nenhum indivíduo está isento de contrair inimizades, principalmente quando há conflitos envolvendo lideranças. Jeosafá foi surpreendido no momento inesperado, e pelo que nos mostra o texto ele estava despreparado para o confronto militar, pois o seu contingente era muito menor do que o dos inimigos (2 Cr 20.1,2), foi isso que levou Jeosafá a temer (2 Cr 20.3). Comentaremos sobre a reação de Jeosafá, a atitude, oração e vitória.

Reação
A reação de Jeosafá foi de grande medo, isso é muito natural acontecer quando o sujeito encontra-se ameaçado, ora os seus inimigos eram em grande número e mais forte do que ele, mas em toda ação uma reação, seja ela de covardia ou de coragem (2 Cr 20.3).

Atitude
A atitude de Jeosafá foi a mais correta, buscar o SENHOR, ele enfrentou de maneira exemplar conduzindo o povo a ter a melhor saída para a situação. (1) Reuniu o povo; (2) Buscou o Senhor com jejum; (3) Reuniu outras pessoas para orar; (4) Confessou ser incapaz para vencer aquela batalha; (5) obedeceu a voz do Espírito Santo; (6) Creu e confiou inteiramente na sua palavra (2 Cr 20.3-12).

Oração
No texto encontramos cinco verdades principais nas quais Jeosafá expressa a sua confiança no SENHOR; (1) Ele sabia que Deus tem poder sobre as pessoas em qualquer situação; (2) Para ele o Senhor tinha sido fiel no passado, presente e seria no futuro; (3) Ele sabia que sem o Senhor jamais alcançaria vitória; (4) Sabia que as promessas de Deus jamais falhariam, e que era um fundamento para a sua fé; (5) Sabia que a presença do Senhor resultaria numa grande vitória (2 Cr 20. 6,7,14-17,20).

Considerações finais

Quando a nossa confiança é depositada em Deus, ela nos leva ao caminho da vitória, essa confiança deve ser permanente e em todas as circunstâncias. Deus sempre quer nos ajudar nas batalhas, mas devemos nos organizar espiritualmente como fez Jeosafá naqueles dias. Não devemos nos curvar e nem entristecer diante das situações, por mais danosa que ela seja, devemos crer que superaremos, essa é a garantia da nossa vitória. A vitória de Jeosafá aconteceu de forma milagrosa, porque a peleja não era dele, mas do Senhor (2 Cr 20.17), foi cantando e adorando que eles alcançaram a vitória. Ele ainda é o mesmo, acreditemos sempre, porque nEle não há sombra, nem variação “Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros” (2 Cr 20.20b).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil





terça-feira, 1 de novembro de 2011

ORDENANÇAS EXTRAORDINÁRIAS

ESBOÇO 410
TEMA: Ordenanças Extraordinárias
Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos varonilmente e fortalecei-vos. Todas as vossas coisas sejam feitas com caridade” (I Co 16.13,14).

Introdução

Há algumas ordenanças bíblicas importantes para todos que desejam servir a Deus, entre elas destacamos a vigilância, firmeza na fé, virilidade, fortalecimento no Senhor e caridade no que faz.

I. Vigilância
A vigilância espiritual é enfatizada nas escrituras, inclusive foram umas das últimas palavras de Paulo á igreja de Corinto, ele na sua missiva incentiva os crentes permanecerem alertas contra as investidas dos inimigos espirituais e não permitindo que use meios pelos quais venha trazer prejuízo a estabilidade espiritual deles. A divisão (I Co 1.10-17; 11.18); orgulho (I co 3.18-21); pecado (I Co 5.1-8); desordem (I Co 14.40) e ensinamentos falsos (I Co 15.12). Essas preliminares contribuem para a instabilidade espiritual do cristão, por isso “já está próximo o fim de todas as coisas; portanto, sede sóbrios e vigiai em oração” (I Pe 4.7).

II. Firmeza na fé
Paulo ensinava que os crentes deveriam estar firmes naquilo em que criam, isto é, no evangelho no qual haviam crido para salvação (I Co 15.1,2). Nenhum cristão deve ser inconstante ou duvidoso quanto a sua fé.

III. Virilidade
Eles deveriam conduzir consigo o heroísmo, sendo forte o suficiente para combater contra o pecado e os falsos ensinamentos (I Co 16.13,14). Portar-se varonilmente, e como bom soldado de Cristo, é uma necessidade (I Tm 2.3).

IV. Fortalecer-se

Devemos ser forte espiritualmente para vencermos as batalhas, caso contrário iremos chorar a derrota como Davi Ao chegarem a Ziclague, Davi e seus soldados encontraram a cidade destruída pelo fogo e viram que suas mulheres, seus filhos e suas filhas tinham sido levados como prisioneiros. Então Davi e seus soldados choraram em alta voz até não terem mais forças (I Sm 30.3,4). Mediante essa situação Davi buscou a Deus (I Sm 30.8), reuniu forças e alcançou a vitória. Necessitamos está preparado em todos os aspectos, sobretudo, espiritualmente (Ef 6.10).

VI. Fazendo com amor

Em vários textos bíblicos somos recomendados a realizar qualquer tarefa para o Senhor, devemos fazer com amor, Paulo nos fez conhecer a necessidade de amar (I Co 13.1-13). O amor é à base de tudo, e qualquer obra que realizarmos tanto para o próximo quanto para Deus deve ser com amor (I Co 16.14).

Considerações finais

A vigilância é necessária à vida cristã, estamos diante de um inimigo que busca ocasião para nos destruir (I Pe 5.8), por isso devemos estar preparados, pois estamos engajados numa grande batalha espiritual (Ef 6.11-18). Precisamos resistir os ataques do inimigo, estando firmes na fé (I Pe 5.9), portar-se com heroísmo e nada temer, porque maior é o que está conosco (I Jo 4.4); fortalecer-se no Senhor e na força do seu poder (Ef 6.10). Realizar a obra de Deus com amor é fundamental, a caridade também é indispensável em todas as finalidades da vida, (Cl 3.14). “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três; mas a maior destas é a caridade.” (I Co 13.13).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil