quinta-feira, 2 de março de 2023

A CONSCIÊNCIA LIMPA.

 

ESBOÇO 1240

TEMA: A CONSCIÊNCIA LIMPA.

TEXTO: ATOS 24:16

Nessa vida não há nada melhor do que uma consciência, boa, saudável e inculpável. A Bíblia apresenta que a consciência deve ser limpa tanto para com Deus, como para com os homens.

1. ETIMOLOGIA DA PALAVRA.

A palavra consciência vem do latim com, “com” e scire, “saber”. O equivalente grego a suneidesis, que ocorre por mais de trinta vezes no novo testamento (At 23:1; 24:16; Rm 2:15; 9:1; 13:5). Em sua evolução esse termo tem servido de sinônimo de consciência, no sentido de percepção. A palavra que se originou do latim, tem sido usado na filosofia como sinônimo de “consciência”, capacidade inata (Fil. que pertence a natureza de um ser) de destingir entre o certo e o errado.

2. CONCEITO DE ALGUNS PENSADORES

Sócrates via a consciência como uma espécie de voz interna de advertência que ele reputava originar-se ser divino.

“O bispo Butler, filósofo e teólogo via a consciência como uma faculdade mental, e, de fato, faculdade da razão que é capaz de distinguir entre o certo e errado, uma faculdade inerente (inseparavelmente ou que está ligado a alguma coisa), divinamente outorgada.” “John Henry Newmam acreditava que a consciência é uma espécie de visão luminosa, concedida por Deus à sensibilidade humana, mediante a qual a pessoa concorda que certas coisas são certas ou erradas. Nesse ponto de vista a consciência é uma forma de elo entre Deus e o Homem, inerente, uma qualidade de espírito.”

A palavra consciência pode ser o sinônimo de mente ou de alma. A consciência é a faculdade de estabelecer julgamentos dos nossos atos, quando ela se corrompe não conseguimos estabelecer julgamentos justos, ela é como um instrumento medindo as nossas atitudes. No sentido cristão, naturalmente, a consciência humana nunca se manifesta isolada, supõe-se que o Espírito de Deus tem acesso à consciência sendo capaz de influenciá-la.

3. CITAÇÕES IMPORTANTES.

1. “Consciência e reputação são duas coisas diferentes. A consciência deve-se a nós mesmo e a reputação deve-se ao próximo” (Agostinho).

2. Uma boa consciência é um natal permanente (Benjamim Franklim).

3. “Não há testemunha tão terrível e nem acusador tão poderoso, como a consciência, que habita no peito de todo homem” (Políbio).

4. “O verme da consciência observa as mesmas horas que a coruja” (Schiller)

5. “Não confie em coisa alguma, sobretudo no homem sem consciência” (Lawrence Sterne, Tristam Shandy)

4. AS REAÇÕES DA CONSCIÊNCIA.

Dependendo de como o espírito humano reage ao Espírito de Deus, a consciência pode ser descrita das seguintes maneiras:

1. Fraca (1 Co 8:7,12);

2. Consciência má ou contaminada (Hb 10:22; Tt 1:15);

3. Cauterizada (1 Tim 4:2). Há algumas interpretações com relação a mente cauterizada como: Marcar, produzir marcas, havia pessoas que eram marcadas com marca do deus a quem ele adorava. Paulo em (Gl 6:17) fala que trazia no seu corpo as marcas de Cristo, isso ele falava da sua verdadeira devoção a Cristo. A consciência do homem pode ser marcada a fogo com os efeitos do pecado;

4. Consciência pura (2 Tm 1:5);

5. Consciência livre de ofensa (At 24:6);

6. Consciência boa ou honrada (Hb 13:7; 1 Pe 3:16).

5. DETERIORAÇÃO DA CONSCIÊNCIA.

1. Quando uma boa consciência se corrompe, começa afetar a fé, a sua vida de oração e comunhão com Deus, a vida de boas obras é extremamente prejudicada (Tt 1:15,16). Quem rejeita a boa consciência terminará naufragando na fé (1 Tm 1:19).

2. A deterioração da consciência leva o homem à vida totalmente pecaminosa, é como a prata que se torna escoria (resido silicoso que se forma juntamente com a fusão dos metais) (Is 1:22).

3. A deterioração leva também o homem a mudança de conduta e a dureza de coração (Jr 7:26; 16:12; Ez 16:47).

4. Uma consciência deteriorada é incapaz de produzir boas ações.

5. Uma consciência manchada se constitui um peso ou fardo na alma, de forma que para onde você vai tem que carregar.

6. BOA CONSCIÊNCIA.

1. Uma boa consciência inclui a liberdade interna de espírito que se manifesta quando sabemos que Deus não está ofendido por nossos pensamentos e ações (At 23:1; Sl 32:1; 1 Tm 1:5; 1 Pe 3:16; 1 Jo 3:21,22).

A consciência manchada é um impedimento no desenvolvimento espiritual do cristão. Ela pode determinar o nosso destino. Sabemos que Deus rejeita uma mente contaminada, por ele ser santo, uma mente maldosa, uma consciência que nos acuse constantemente sem dúvida é uma pedra no caminho para o céu. Mantenha a sua consciência limpa para com Deus e os homens (At 24:16; 1 Tm 1:5).

Busca:

Enciclopédia pesquisada: teologia e filosofia.

Pr Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com


O DIA DA TRISTEZA E O DIA DA ALEGRIA.

 ESBOÇO 1239

TEMA: O DIA DA TRISTEZA E O DA ALEGRIA.

TEXTO: Quando o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham. Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o Senhor a estes. Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres. Traze-nos outra vez, ó Senhor, do cativeiro, como as correntes das águas no sul. Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos. Salmos 126:1-6

O salmo 126 é muito edificante, ele descreve a libertação e volta de Israel do cativeiro babilônico. Esse texto renova as nossas esperanças naquilo que Deus há de fazer pelo seu povo e consequentemente por nós. Não há alegria maior do que a restauração e a alegria de um povo livre da escravidão. Falarei de maneira resumida sobre a volta do povo judeu do cativeiro babilônico, a alegria da voltar a sua terra e reconstruir o templo de adoração a Deus.

DESTRUIÇÃO DO TEMPLO.

Salomão construiu um majestoso templo de Jerusalém, ele foi destruído pelos babilônicos em 586 aC, e saqueado o ouro e a prata e os judeus levado cativo para Babilônia. Esse episódio trouxe desolação, humilhação e tristeza ao povo judeu, foram setenta anos de cativeiro, mas para isso houve uma razão, Deus permitiu pela desobediência e dureza do coração do povo (2 Cr 36:16-20).

A LIBERTAÇÃO DO POVO.

No governo de Ciro, rei da Pérsia, o povo recebe a ordem para voltarem para sua terra, mas havia no coração do povo a esperança de reconstruir o templo. Além da autorização Ciro ainda autorizou que houvesse a restituição de tudo o que foi levado para Babilônia, como ouro e prata (Ed 1:1-11). Quando retornaram do cativeiro estavam como quem sonham, agora quem os viram como foram levados cativos se admiraram com o seu regresso (Sl 126).

A RECONSTRUÇÃO DO TEMPLO.

Zorobabel foi um líder religioso que trabalhou na reconstrução do templo de Jerusalém cuja obra foi terminada em 515 a.C. Embora ele tenha enfrentado muitas interrupções durante dezesseis anos de 536 a 520 a.C. O povo passava pela reconstrução e vendo os escombros meneavam as suas cabeças como que jamais fosse iniciada e terminada aquela obra, mas havia uma promessa de Deus para aquela grande obra (Ed 3:8-13).

OBSTÁCULOS NA CONSTRUÇÃO.

Sempre há oposições quando se edifica algo para Deus, os edificadores, os samaritanos tentam impedir (Ed 4:1-24), mas sempre há aqueles que encorajam, os profetas Age e Zacarias incentiva o povo a continuarem a obra, Deus levanta homens corajosos para fazer para edificar (Ed 5:1-17). O rei Dario dá ordem a reconstrução do templo é acabado e consagrado (Ed 6:1-22). O templo teve o seu início em 516 aC. Esse templo foi destruído no ano 70 Dc., Jesus falou sobre essa destruição (Lc 21:5,6; 20:23-24), isso aconteceu com a invasão dos romanos a Jerusalém.

                O que aprendemos nesse texto é que Deus não desampara o seu povo, mesmo que venham a sofrer perseguições. A força de vontade de fazer um lugar de adoração a Deus estava arraigada no coração daquele povo, pois tudo o que desejamos fazer para Deus sempre haverá impedimento, mesmo que aos olhos de alguém seja menosprezado. Não se impressionem com as coisas vultosas ou grandes, quantas vezes menosprezamos as coisas pequenas e depois somos surpreendidos com a grandeza delas, sobretudo quando Deus está no comando delas. A alegria de um povo está na sua liberdade, um povo cativo nada constrói, quando todos zombarem de você como fizeram com Zorobabel com um prumo na mão diante dos escombros, Deus está vendo a sua humilhação, assim como ele viu daquele povo quando estavam iniciando a obra, porém a glória da segunda casa seria maior que a primeira (Zc 4:8-10; Ag 2:3-4). Deus é o mesmo para fazer prosperar a quem ele tem propósitos. As promessas de Deus continuam não somente para os judeus, mas para todos quanto creem nele.

As promessas de Deus para o seu povo Israel vêm sendo cumprida, apesar do templo ter sido destruído pelos romanos nos anos 70dC, o povo aguarda a construção do novo templo em Jerusalém que está bem próximo, aí estamos próximo a volta de Cristo. Glória a Deus!

Pr. Elis Clementino