sábado, 29 de setembro de 2018

ESBOÇO 878 AS PALAVRAS INCENDEIAM UM BOSQUE


ESBOÇO 878
TEMA: AS PALAVRAS INCENDEIAM UM BOSQUE
TEXTO: TIAGO 3:1-12

A nossa maneira de falar podem gerar problemas às vezes irreversíveis, a ponderação no falar é importante nos relacionamentos entre as pessoas, pois a maneira de falar pode gerar tanto controvérsias quanto promover a paz. As nossas palavras têm tanto poder destruidor quanto de edificar, As nossas palavras são capazes de incendiar um bosque, mas também seremos julgados por elas. A Bíblia Sagrada recomenta controlar as nossas palavras.

O poder das palavras
As nossas palavras têm poder “a morte e a vida estão no poder da língua” (Pv 18:21), mas depende de como fazemos uso dela, com ela podemos bendizer a Deus e amaldiçoar as pessoas (Tg 3: ). A maneira como nos expressamos pode matar as pessoas ou dar a vida, pois pressuponho que elas atinjam tanto a vida física quanto a espiritual, por isso pesa sobre cada indivíduo a responsabilidade de pensar e de que modo falar. As precipitações no falar podem comprometer pessoas até ao final da vida (Ec 5:2-3) “uma palavra dita jamais revertida” pode até ser desculpadas, mas não esquecidas. Existem pessoas que são extremamente sentimentais emocionalmente, às vezes com as minimas coisas elas se abatem e não se sabe o que poderá acontecer posteriormente com elas porque as consequências dependerão desse estado emocional.

As palavras incendeiam
Não se podem calcular os detrimentos e que proporção eles podem chegar quando pronunciamos palavras irrefletidas, por menor que seja a expressão verbal causará efeitos duradouros e às vezes devastadores. Muitas pessoas já foram vítimas de palavras acusadoras, caluniadoras e etc. As pessoas que sofreram esses tipos de coisas tiveram perdas irreparáveis deixando sequelas que podem ser carregadas para o resto da vida. Atualmente estamos vivenciando isso as pessoas estão se agredindo com palavras pelas redes sociais, isso incendeia o mundo.

Julgados pelas próprias palavras
Naturalmente aqui somos julgados pelas nossas palavras e por elas recebemos a recompensa ou não, mas fiquemos certos que receberemos também o julgamento divino “toda palavra frívola que proferir será julgado.” As palavras que proferimos não serão apagadas, se elas forem más sofreremos as consequências, mas se forem boas receberemos delas o louvor (Pv 12:14;18:20).

Controlando a língua
Não existe homem perfeito, mas se alguém conseguir controlar a língua, esse varão é considerado perfeito. Domar a língua é uma das tarefas mais difíceis, para controlar há outra tarefa mais difícil ainda o autocontrole, a negação de si mesmo. A bíblia nos ensina como controlar a língua (Sl 19:14; Pv 11:13; 26:20; 2 Ts 2:16,17; Tg 3:1-12).

Sejamos sensatos e cautelosos na nossa maneira de se expressar de forma verbal porque não sabemos qual o entendimento que as pessoas terão delas, cada indivíduo tem a sua própria interpretação. As nossas palavras podem encendias um bosque, porque elas têm poder e seus efeitos podem causar estragos e são duradouros, os nossos ouvidos provam as palavras assim como o paladar prova a comida (Jó 34:3). Estejamos certos que as nossas palavras são julgadas, elas podem ser aprovadas ou reprovadas. Ana na sua oração em louvor a Deus pela sua vitória ela disse: Não multipliqueis palavras altivezas, pois o Senhor pesa as nossas obras (I Sm 2:3). Jesus disse que toda palavra frívola que pronunciarmos havemos de prestar conta diante de Deus (Mt 12:36,37). Uma palavra dura suscita ira, mas a palavra branda desvia o furor (Pv 15:1-4), portanto devemos ter muito cuidado, não no que ouvimos, mas no que falamos, seja cedo no ouvir e tardio no falar (Tg 1:19). Irmãos ponderem bem o que fala, pois as suas palavra tanto pode destruir quanto edificar.

Pr. Elis Clementino

terça-feira, 11 de setembro de 2018

ESBOÇO 877 MODELO DE VIDA CRISTÃO


ESBOÇO 877
TEMA: MODELO DE VIDA CRISTÃO
TEXTO: I PEDRO 1:13-25.

                Cada pessoa tem o estilo de vida que lhe é peculiar, mas que este deva ser de maneira que lhe cause honradez e bom nome “O mais digno de ser honrado é o bom nome”, (Pv 22:1). Muitos cristãos não levam em consideração algumas características importantes que devam acompanhar-lhes, e por isso se torna difícil de viverem bem, por essa razão devemos entender que existem regras igualitárias para todos, elas devem ser lembradas e obedecidas. Na Bíblia existem preceitos que foram estabelecidos por Deus para que toda criatura tenha com o criador uma vida devocional saudável, esse princípio deve acompanhá-la por toda vida, pois esse é o modelo exigido por Deus para todos, principalmente os cristãos da atualidade, para terem uma vida de santidade todos os dias (Lc 1:75).

1. As características morais e espirituais.
As características morais influem diretamente na conduta espiritual.

1.1. Morais
1. Em tudo ser exemplo e andar dignamente (Ef 5:8. Cl 1:10; 2:6; 1 Tm 4:12: Tt 2:7; 1 Pe 5:3);
2. Servir de modelo para os outros (At 20:18; Fp 3:17; Fp 4:9; 2 Ts 3:7;. 2 Tm 3:10);
3. Linguagem sã e irrepreensível (Fp 2:15; Tt 2:8);
4. Não entrar em questões alheias (1 Tm 5:22);
5. Não serem orgulhosos e nem se gloriar e nem louvar-se a si mesmo (1 Co 1:31; 2 Co 3:5b; 2 Co 10:17,18; 1 Co 3:18);
6. Manter o domínio próprio (1 Co 6:12b);
7. A ninguém julgar precipitadamente (Mt 7:1; 1 Co 4:5; Rm 2:1; Rm 14: 4,10,13);

1.2. Espirituais
1. Conservar o modelo das sãs palavras (2 Tm 1:13; 2 Tm 3:14; Tt 1:9; Hb 10:23);
2. Ter uma vida de completa santidade (Lc 1:75; 1 Ts 5:23).
3. Não se embaraçar com as coisas desta vida (1 Co 9:25; 2 Tm 2:4);
4. Fugir das paixões da mocidade (1 Ts 5:22; 1 Tm 6:11; 2 Tm 2:22);
5. Que o vosso amor seja conhecido de todos, amor exemplar (Fp 4:5).
6. Procurar ter uma boa consciência (At 23:1; At 24:16);
7. Deixar tudo e seguir esse exemplo (Ef 4:17-31).

2. Entendendo os problemas da vida para manter o modelo de vida cristã.
Quem observar cuidadosamente a palavra de Deus será próspero (Dt 28:1-8), mas devemos entender que as bênçãos advindas não nos isenta das aflições (Jo 16:33b), não é por ser abençoado e servo de Deus que os contratempos não aconteçam, porém, mesmo com todos as aflições aquele que é obediente a Deus e nele confia a possibilidade de triunfar será muito maior (Fl 4:13; Jo 5:15; 2 Co 12:9).

Podemos crescer em meio à crise, essa é uma maneira de Deus exaltar alguém que esteja dentro dos seus propósitos, pois é sofrendo que amadurecemos e adquirimos experiências (Rm 5:3; Tg 1:3,4,12). Crescemos porque as adversidades nos forçam a buscar saídas e descobrir novos caminhos. Paulo sabia que as perseguições, sofrimentos e prisões sofridas contribuíram para o bem do evangelho (Fl 1:12-26). Se o individuo não for abençoado da maneira que gostaria de ser não significa que ele esteja debaixo de maldições, pois Deus criou todas as coisas cada qual para o seu próprio fim (Jó 1:21; 2:10; Pv 22:2).

A obediência aos mandamentos divinos é um bom princípio para obedecer às leis estabelecidas pelos homens como regras para viver bem. É importante apresentar boas características tanto na vida moral quanto espiritual, pois o sucesso espiritual depende muito das nossas qualidades, mas para isso existem os obstáculos que se impõem contra as nossas vontades de melhorar os nossos caminhos, porém o cristão deve ter a consciência que os obstáculos não influencie negativamente sobre a nossa vida moral e espiritual. Os nossos fracassos não devem ser atribuídos a Deus e sim a nós mesmo, ora, toda geração padece (Rm 8:18-23), mas quando correspondemos com a vontade de Deus, ele nos abençoará e nos fortalecerá nos tornando vencedores (Rm 8:37). O nosso modelo de vida cristã deve ser constante e em quaisquer que sejam as circunstâncias, principalmente nós líderes religiosos cristãos, o nosso modelo deve servir de exemplo para os fiéis “Sê exemplo dos fieis”.

Pr Elis Clementino - AD Excelência

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

ESBOÇO 876 O AMOR EM AÇÃO


ESBOÇO 876
TEMA: O AMOR EM AÇÃO
TEXTO: “Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” (GÁLATAS 5:14; LUCAS 10:29-37)

            Em uma parábola Jesus apresenta quem verdadeiramente quem é o próximo e expõe a importância da prática do amor. Na narrativa aparecem quatro personagens, sendo que dois deles com maiores responsabilidades, um sacerdote e um levita, o terceiro é um samaritano, o quarto um desconhecido, isso significa que não importa quem. Os sacerdotes e levitas tinham tudo a ver porque eles eram defensores da sociedade e proteger a vida e levá-las a Deus, o samaritano também era religioso, mas não tinha a responsabilidade que pesava sobre os ombros dos sacerdotes e levitas. O âmago dessa parábola é o amor ao próximo

1. O sujeito do episódio
Descia um homem para Jerusalém e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o desposaram e o espacaram deixando-o quase morto. A bíblia não relata quem era aquele homem e o seu nome.

2. O Sacerdote
Os Sacerdotes tinham atribuições importantes no cuidado do altar, dos sacrifícios e do povo perante Deus, havia uma relação entre sacerdotes e levitas, eles representavam a religião os sacerdotes e a prática da religião. O exercício do amor ao próximo abrange a todas as pessoas sem importar que classes sociais pertencessem, pois aos sacerdotes incluíam o dever de socorrer até os animais (Dt 22:4; Hb 5:1), mas ele passou e olhou, mas não com sentimento de compaixão e dor pelo próximo.

3. O Levita
As atribuições dos levitas eram cuidar dos sacerdotes, das orações, da limpeza, dos suprimentos, da música e das ofertas, o levita representava as boas obras, tanto o sacerdote quanto os levitas não podiam estar alheios a situação daquele homem, principalmente naquele estado, também eles não podiam ser apáticos nos olhares para com os necessitados, eles não deviam olhar somente com os olhos, mas também com o coração (Mt 13:15; Ef 1: 17,18).

4. O bom samaritano
Ele é a quarta figura principal desta parábola, ele representa o amor e a misericórdia. Em que consistiu a bondade do Samaritano?
(1) Não serviu a si mesmo;
(2) Olhou não somente com os olhos, mas com o coração;
(3) Chegou perto;
(4) Agiu imediatamente com ato de caridade e solidariedade;
(5) Valorizou mais a vida, mas do que o dinheiro ou as coisas;
 (6) Utilizou o seu azeite nas feridas daquele pobre homem, e o pôs em sua cavalgadura.
(7) Ele desceu ao mesmo nível do necessitado, somente conheceremos as necessidades dos outros quando descemos ao mesmo nível, ou seja, sentindo-se igual a ele.

            Esse texto evidencia também a misericórdia de Deus através de Jesus Cristo e seu amor para conosco quando estávamos caídos e enfermos espiritualmente (Ef 2:1). O maior ato de solidariedade é estender a mão ao próximo na ocasião em que mais ele necessite. Há muitas pessoas nas mesmas condições daquele homem caído à beira da estrada, e pessoas como os sacerdotes e levitas que passaram a passos largos e não demonstraram compaixão por elas. O samaritano é a expressão da bondade do amor e da misericórdia ao próximo, por isso Jesus o qualificou de bom. O homem caído meio morto não é identificado, isso indica que não devemos olhar a quem, o que mais importa e o exercício do amor, a atitude do samaritano nos deu a ideia do quanto à vida é valiosa, ele, porém, pôs o pobre homem na sua cavalgadura e levou-o para estalagem pagou uma quantia para cuidarem daquele homem, notem que ele valorizou a vida mais do que as coisas, ele também reconhecia que o seu dinheiro diante da vida nada valia. Como você tem olhado para o próximo? Saiba! O ato de solidariedade não tem preço.

Pr. Elis Clementino

domingo, 2 de setembro de 2018

ESBOÇO 875 JESUS, O RESTAURADOR DE VIDAS


ESBOÇO 875
TEMA: JESUS, O RESTAURADOR DE VIDAS
TEXTO: “Vá em paz e não peques mais” JOÃO 8:1-11

                Desde o começo da história da humanidade existem preconceitos em relação a pessoas de classes sociais, deficientes físicos, leprosos, cegos e outros tipos de enfermidades, da mesma maneira os que cometiam alguns crimes na sociedade, ou vivessem de maneira irregular socialmente como os criminosos, ladrões e prostitutas. Essas pessoas eram tidas como inservíveis a sociedade, além disso, havia um conceito de que elas estavam nessa situação porque seus pais haviam cometido algum tipo de pecado grave diante de Deus.

O sacerdócio
As pessoas que tivessem problemas sociais, e físicos seriam desqualificadas para exercer funções de sacerdote levítico, pois elas eram consideradas impuras conforme determinava a lei mosaica (Lv 21:1-23). Atualmente, mesmo com as mudanças sociais ainda existem pessoas que são excluídas por esses e outros motivos. Enfocarei nesse assunto que a evolução social contribuiu para que muitas pessoas não fossem mais excluídas na sociedade, inclusive as portadoras de necessidades especiais através da acessibilidade e direitos de oportunidades em todos os âmbitos sociais como se vê nos países desenvolvidos ou em desenvolvimento.

O Ministério de Cristo
Durante o seu ministério Jesus observou que as diferenças continuavam em relação a essas pessoas. Elas eram excluídas por motivos de enfermidades, condições sociais e religiosas, muitas delas a partir do encontro que tiveram com Jesus começaram a serem valorizadas, para ele nada justificava uma pessoa ser excluída da sociedade, e que todas elas careciam de uma oportunidade para ser integrada a sociedade, e isso ele fez com muitos.

- Os dez leprosos, eles não podiam conviver normalmente com a sociedade e teria que serem isolados em uma área afastada “arraial” da cidade (Lc 17:11-19);

- A mulher Tiro e Sidon, essa mulher não teria direito por ser uma gentia, mesmo assim pela sua humildade recebeu a vitória (Mt 15:21-18);

- A mulher do fluxo de sangue que também era limitada na sociedade da época (Lc 8:46-48);

- Vários cegos foram curados, o que mais se destacou foi o de Jericó que clamava pelo filho de Davi (Mc 10:46-52);

- Os paralíticos, muitos deles foram curados regressando a sociedade e aptos para começar a trabalhar “toma a tua cama e vai para a tua casa”.

- A mulher samaritana, pela diferença religiosa os samaritanos eram separados dos judeus, mas com o encontro que ela teve com Jesus a sua história mudou completamente, além de derrubar a barreira entre judeus e samaritanos (Jo 4:4-6). Como cristãos precisamos seguir o exemplo de Cristo e derrubar muitas barreiras sociais e religiosas que existem em nossos dias, inclusive as denominacionais que são muito mais persistentes.

- A mulher pecadora, a mulher adúltera não teria direitos iguais às mulheres em condições sociais normais, ou seja, as casadas. As adúlteras eram repudiadas e seriam apedrejadas caso fossem encontradas em pleno ato de adultério, essa era a regra mosaica (Jo 81-11).

- Zaqueu era um servidor público e talvez envolvido com a corrupção, por isso muitos, e até os discípulos ignoraram e criticaram Jesus por ele ter entrado em casa de Zaqueu e comer com ele. O que interessava para Jesus era a alma daquele pobre homem, que ao adentrar em sua casa e diante de Jesus ele fez uma comovente e humilde declaração diante dos presentes, a qual o Mestre ratificou e disse: “Hoje entrou salvação nesta casa”

                Devemos deixar de lado as diferenças e abraçar as pessoas ajudando-as, principalmente aquelas que tenham a sua auto-estima em baixa por causa do preconceito e a descriminação por alguns motivos seja pelos valores morais, enfermidades e espirituais. O alvo maior de Jesus Cristo não era somente restaura a saúde física das pessoas, mas restaurá-las moralmente, emocionalmente e espiritual, curando-as e perdoando-as para que retornassem a sociedade de maneira digna e saudável. Atualmente podemos também tratar das pessoas ajudando-as, principalmente a menos favorecidas e esquecidas pela sociedade em que vive. Rejeitemos qualquer tipo de preconceito, porque ele resulta em exclusivismo e intolerancia, o importante é nos aproximar de todas as pessoas visando o seu bem estar e conduzi-las aos pés de Cristo. Ajudar as pessoas independentemente do seu estado moral, espirituais e enfermos é um dever cristão.

Pr. Elis Clementino – AD Excelência