terça-feira, 24 de novembro de 2009

AUTORIDADE E PODER.

ESBOÇO 309
TEMA: AUTORIDADE E PODER.
“Porque também eu sou homem sujeito a autoridade, e tenho soldados sob o meu poder, e digo a este: vai e ele vai; e a outro vem; e ele vem; e ao meu servo: faze isto; e ele o faz, Lucas 7:8.

INTRODUÇÃO
Autoridade e poder não são aplicados das mesmas formas quando se trata de posições eclesiásticas, embora os significados sejam idênticos. As pessoas que estão exercendo alguma autoridade, principalmente quando se trata de liderança espiritual deve ter muito cuidado para não entender que as exercem como se estivesse em uma instituição pública ou numa empresa privada, saiba que a autoridade reconhecida é conquistada e a força é fragmentada. Quero tratar neste assunto sobre o poder e a autoridade espiritual por ser a parte que mais interessa dentro desse contexto.

Autoridade – Direito de poder e mandar; prestigio ou influência que uma pessoa exerce sobre outros, por seus méritos.

Poder – É a capacidade de obrigar, por causa da sua posição ou força, os outros obedecem à sua vontade, mesmo que eles preferissem não fazê-lo.

A autoridade é diferente do poder, porque ela envolve a capacidade ou a habilidade a levar os outros a fazerem de bom grado a sua vontade. O M. e o Executivo.

Autoridade espiritual.
  • A posição de autoridade espiritual deve ser exercida de forma coesiva e compatível com a função que exerce sobre a Igreja de Deus, sabendo que ela é desempenhada sobre o corpo místico de Cristo na terra. O apóstolo Pedro ao escrever a sua primeira carta aos crentes da Ásia Menor entre 62 a 69 d.C; escreveu também sobre a responsabilidade que o líder deveria ter sobre o rebanho de Deus (I Pe 5:2,3). A autoridade espiritual é delegada.
  • A autoridade de um homem de Deus deve ser reconhecida pelas ovelhas através da forma como ele a conduz, daí vem o respeito, a submissão, o reconhecimento, e o valor do seu trabalho (At 20:18,19,37).
  • Os excessos de autoridade têm causado muitos transtornos, falta de credibilidade e constrangimentos para igreja do Senhor, é através das atitudes descomedidas que vêm os problemas, é exatamente nesse estágio que o líder perde o comando, ou seja, deixa de ser reconhecido pelos seus liderados, o autoritarismo constrange e afasta o liderado do seu superior.
  • Os verdadeiros líderes cristãos estão cientes das responsabilidades que lhes são atribuídas sobre seus mordomos, ou seja, sobre os seus liderados. Na igreja de Deus as lideranças não podem estar alheias dos seus compromissos morais e espirituais, além das obrigações com a ética, as recomendações quanto às qualificações morais lhes foram passadas quando chamados para ocuparem cargos eclesiásticos conforme: (I Tm 3:1-10; Tt 1:6; 2;7; 2 Tm 2:24).
  • Paulo considerou que os dons ministeriais eram distribuídos pelo Senhor quando disse: “Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores” (Ef 4:11) pois as responsabilidades lhes foram entregues com finalidades especificas. “Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo” (Ef 4:12).
  • O líder cristão deve ser antes de qualquer coisa, “exemplos dos fiéis” (Ef 4:12; I Pe 5:3), isto é: sua vida cristã e perseverança na fé devem ser mencionada na congregação como digna de imitação, porque se alguém deseja o episcopado boa coisa deseja (I Tm 3:1) porém, deve estar consciente das suas responsabilidades, mesmo aquele que não exerça uma função ministerial, mas de um professor de escola dominical, ou dirigente de órgão etc.
  • O povo de Deus deve desenvolver a ética cristã e a verdadeira piedade, não somente quando faz exposição da palavra de Deus, mas também pelo exemplo dos líderes que vivem conforme os padrões bíblicos. O Pastor deve ser alguém cuja fidelidade a Cristo pode ser tomada como padrão (I Co 11:1; Fp 3:17; I Ts 1:6; 2 Ts 3:7,9; 2 Tm 1:13), não somente na igreja. A liderança espiritual também começa dentro do lar, com a esposa, família (I Tm 3:2,4,5), além dos de fora, e os próprios vizinhos (I Tm 3:7).
CONCLUSÃO
A liderança espiritual deve ser exercida dentro dos princípios bíblicos, com espírito de brandura, provendo o melhor para a obra de Deus e os liderados, o centurião disse que era sujeito à autoridade, mas também tinha homens sob o seu poder, pois havia servos da sua casa que obedecia as suas ordens (Lc 7:8).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

SE EMPENHANDO NOS NEGÓCIOS DO REI.

ESBOÇO 308
TEMA: SE EMPENHANDO NOS NEGÓCIOS DO REI.
“Tudo que vier as tuas mãos para fazer, fazei-o com todas as tuas forças” Eclesiastes 9:10.

INTRODUÇÃO
Trabalho, dedicação e afinco são necessários para se fazer o melhor em todos os aspectos da vida. Porém, no sentido espiritual tudo o que realizamos para Deus deve ser feito da melhor maneira possível envolvendo o amor como ponto fundamental para se obter êxito. O desejo de Deus é que tudo o que fizermos para Ele tenha prioridade e seja o melhor (Cl 3:17).

I. O que devemos oferecer a Deus?
1. Um coração sincero (I Rs 8:61; Dt 6:5).
2. Serviço de boa vontade (Ef 6:7; Sl 100:1;).
3. Sacrifício de louvor que é o fruto dos lábios que confessam o seu nome (Hb 13:15).

II. Como devemos trabalhar na sua obra?
Não por contenda e nem por vanglória (Fp 2:3; II Tm 2:14; I Co 9:16; I Co 10:32). O que se percebe hoje é uma grande disputa para mostrar serviço, isso gera grandeza e status, no entanto Deus está ficando de lado. A soberba e a altivez de espírito no homem não permitem que Deus apareça, e tudo que muitos fazem visa o seu engrandecimento o tema é: O engrandecido seja eu! Bendito seja eu! Porquanto Deus não dá a sua glória e honra a ninguém, tudo é dEle, contudo devemos servir com humildade (At 20:19a) e tudo o que fizermos seja para glória dEle.

“Se você tiver de se gloriar, glorie-se no Senhor”. (Jr 9:23,24; I Co 1:31; 2 Co 10:17).

Cumprir os propósitos de Deus na sua obra independente das circunstâncias, se favoráveis ou não (At 20:24) e de todo o coração. Quando se faz por amor há dedicação e apreço pelo que pratica (Cl 3:23; Ef 6:6,7), mas para que tenhamos sucesso na obra de Deus é necessário revestir-se das armaduras de Deus, pois não devemos trabalhar desprovidos das armas espirituais, porque o combate na obra do Senhor não é contra a carne, mas contra as potestades das trevas (Ef 6:1-18). A peleja é grande, mas temos que lutar com afinco e determinação, orando em todo tempo (Cl 4:2,3a; I Ts 5:17; I Tm 2:8; Ef 6:18). A oração é o meio pelo qual nos dirigimos a Deus para pedir-lhe socorro nas nossas necessidades (Sl 121:1).

III. Quem receberá as recompensas de Deus?
1. Servos humildes (Mt 10:42).
2. Mordomos fiéis (Mt 25:23, 34; Mc 9:41).
3. Ganhadores de almas (Dn 2:3; Sl 126:5,6).
4. Benevolentes (Lc 6:35; Jo 4:36).
5. Os que fazem o bem (Rm 2:10; I Co 3:8).

Nem sempre somos recompensados pelo que fazemos, pode ser que alguém esqueça tudo de bom que você fez, Mardoqueu foi esquecido pelo seu ato de salvar o rei (Et 2:21-23). Outra injustiça foi o velho pobre, porém sábio que salvou a cidade da destruição, ninguém se lembrava dele, (Ec 9:14-16). Jamais Deus se esquece daqueles que praticam boas obras, pois Ele é o único que pode galardoar aos que trabalham e fazem o bem ao próximo. Tudo o que fazermos fica registrado diante de Deus (Et 6:1,2). Se alguém não reconhece o que você faz ou não valoriza, não fique triste, faça a sua parte e recebereis de Deus a recompensa (I Co 15:58; Cl 3:24; Ef 6:8).

É melhor não receber a glória dos homens e ser recompensado por Deus, do que receber a glória dos homens e perder o galardão da parte de Deus.

CONCLUSÃO
Devemos nos empenhar na obra de Deus, porque certamente seremos abençoados. Esse é o nosso desígnio fazer a obra do Mestre com júbilo e boa vontade, pois para isso fomos chamados.

“Não foste vós que escolhestes, mas eu que vos escolhi, e vos designeis para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo que em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.” (Jo 15:16).

Amados, que possamos fazer a obra de Deus com amor e alegria porque o vosso trabalho não é vão no Senhor. (I Co 15:58). Fazer o bem é semear boas sementes para colher depois.
“Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás” (Ec 11:1).

Pr. Elis Clementino- Itapissuma - PE

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

QUEM É O MAIOR?

ESBOÇO 307

TEMA: QUEM É O MAIOR?

“Levantou-se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior” (Lc 9:46)


INTRODUÇÃO

O ser humano sempre esteve interessado nas proficuidades da vida, altas posições, estes interesses sempre estiveram presentes até mesmo nos próprios discípulos do Senhor. A idéia surgiu de Lúcifer que desejou usurpar o trono de Deus, e ser semelhante ao Altíssimo (Isa 14:13,14). No entanto Jesus fez o caminho completamente inverso;


“Que, sendo em forma de Deus, não teve a usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome” (Fp 2:6-9).


1. A discussão entre os discípulos.

1.1. Houve uma grande discussão entre os discípulos para saber qual seria o maior. “Naquela hora aproximaram-se de Jesus os discípulos, perguntando: Quem é por ventura o maior no reino dos céus?” (Mt 18:1). A ambição por altas posições e poder de mando e status sobre outras pessoas são prerrogativas que todos gostam e querem (Mc 9:34; Lc 22:24), e esse interesse sempre esteve presente no coração do ser humano, mas nem todos sabem ter controle sobre esse poder.

“Quando maior o poder, mais perigoso é o abuso.” E.BURKE.


1.2. Os primeiros lugares.

Tiago e João fizeram um pedido dizendo: Mestre; queremos que nos concedas o que te vamos pedir. Ele responde o que vocês querem? Responderam eles, permite-nos que na tua glória nos assentaremos um a tua direita e outro a tua esquerda (Mc 10:35-37).


Muitas pessoas não têm noção do perigo que rodeia quem detém o poder, mesmo assim querem conquistá-los a todo custo, e para alcançá-lo são capazes de tudo, e até mesmo se corromper. Já sopesou que insensatez desse pedido dos discípulos, e o que poderia acontecer com os outros discípulos se o mestre desse alguma esperança sobre o assunto?


No nosso cotidiano é assim, jamais gostaríamos de ser o menor e o último, todos procuram um jeitinho para ser sempre o primeiro ou o maior, entretanto na mente de muitas pessoas estão gravadas, eu devo ter a primazia ou o primeiro lugar, os outros não, ou seja, primeiro eu, segundo eu, terceiro eu, os demais nunca, este é também um dos conceitos judaico, o curioso é que o Senhor não alimentou e nem alimenta esse tipo de interesse, a resposta do dEle foi: Isso não me compete, mas ao meu pai (Mc 10:40).


1.3. Responsabilidades

As pessoas que aspiram chegar ao topo do poder em algum grupo social ou empresa geralmente não pensam que irão ser tão cobrados, esquecem que a quem mais se dá mais se exige, ou seja, quanto maior o poder, maior a cobrança (Tg 3:1).

Em uma empresa não há mais lugar para a pessoa que é promovida a gerente e não corresponde, a próxima promoção dele será a demissão, portanto quem anseia essa posição deve primeiro se certificar das responsabilidades e as decorrências que virão depois.


“A habilidade de um líder estar em levar pessoas de onde estão para onde elas nunca tiveram.” HENRY KISSINGER.


2. Conceitos de Jesus sobre posições.

2.1. O menor aqui será o maior no reino de Deus (Lc 7:28; 9:48), porque os métodos de Deus são diferentes dos nossos.


2.2. Quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo (Mt 20:25-28). Se todos fossem o maior onde estaria o menor?


2.3. Os primeiros lugares nem sempre são para os que querem, e sim, para os mais importantes da ocasião, cuidado com os primeiros assentos, talvez eles não possa ser seu naquele momento (Lc 14:8-11).


“È melhor merecer honrarias e não recebê-las do que recebê-las sem merecer” MARK TWAIN.


3. A grande lição.

“E Jesus, chamando uma criança e pôs no meio dos discípulos e disse: Em verdade vos digo que se não converterdes e não vos tornardes como criança de modo algum entrará no reino dos céus” (Mt 18:2-4). Essas lições deixadas pelo mestre nunca envelheceram e servem para todas as gerações.


CONCLUSÃO

Quem pensar ser alguma coisa não sendo nada engana a si mesmo (I Co 3:18) e da mesma maneira quando pensamos que fizemos tudo, somos apenas considerados servos inúteis (Lc 17:10), porque só fizemos o que deveríamos ter feito. A ambição excessiva pelo poder ou posição não tiveram respaldo do Mestre. (Mc 10:39-45).


“A verdadeira grandeza não é questão de liderança, de autoridade, nem de grandes realizações pessoais. (V.42), mas, sim, uma atitude de coração, de sinceramente viver para Deus e para o próximo. Devemos nos dedicar a Deus de tal modo que nos identifiquemos com sua vontade e propósitos na terra, sem desejarmos honrarias, posições de destaque ou recompensas materiais. Cumprir a vontade de Deus, levar os outros a salvação em Cristo”. A verdadeira grandeza requer que sejamos grandes no que é justo. Temos que procurar ser grandes na fé, no caráter santo, na sabedoria, no autodomínio, na paciência, no amor (Gl 5:22,23). Trata-se de termos a grandeza de Cristo, que amou a justiça e aborreceu a iniqüidade (Hb 1.9) Bíblia de Estudo Pentecostal.


Pr. Elis Clementino da Silva

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O HOMEM SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS.

ESBOÇO 306

TEMA: O HOMEM SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS.

Achei a Davi, filho de Jessé, varão conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade” Atos 13:22.


INTRODUÇÃO

Davi, seu nome significa “Amado” era um pastor de ovelhas, foi escolhido por Deus para ser chefe do seu povo e segundo rei de Israel. Davi era um homem de contrastes violentos, ele não fazia nada com indiferença. Muito embora tenha cometido muitos pecados terríveis, no entanto seu arrependimento era profundo e duradouro. As escrituras se referem a ele como “um homem que agrada a Deus”. Davi passou por muitos sofrimentos durante a sua vida, teve que enfrentar as conseqüências dos seus pecados e os castigos de Deus como a morte de seus filhos e a proibição da construção do templo. Davi exerceu uma grande liderança, naquela época, a nação de Israel alcançou destaque como nunca havia conhecido. Comentaremos sobre a sua chamada, seus pecados, os castigos de Deus sobre ele, porque ele ainda continuava sendo o homem segundo o coração de Deus, a sua adoração e humilhação diante do Senhor.


Quem era Davi?

  • Era um dos filhos de Jessé o belemita, ruivo, formoso de semblante, e de boa aparência, um moço simples e obediente, bom harpista, pastor de ovelhas, cuidava do rebanho do seu pai, arriscava sua própria vida pelo rebanho (I Sm 17:34-37), homem de guerra, animoso sisudo em palavras e o Senhor era com ele (I Sm 16:17,18).

Onde estava Davi?

  • Estava por trás da malhada (2 Sm 7:8; I Sm 16:11,12; I Cr 17:), mas Deus conhece a todos, e sabe onde todos estão “os olhos do Senhor estão em todos os lugares, e contemplam todos os filhos dos homens” (Sl 33:15; I Pe 3:12). Ele conhece e esquadrinha os corações e os pensamentos, assim falou Davi aconselhando o seu filho e sucessor Salomão (I Cr 28:9).

A predisposição de Davi.

  • Indo Davi levar alimentos para seus irmãos, se deparou com uma situação constrangedora, pois havia um dos homens de guerra do exercito filisteus chamado Golias, esse desafiava veementemente os israelitas ou povo de Deus (I Sm 17:17,20). Durante quarenta dias Golias desafiava os israelitas pela manha e tarde (I Sm 17:16) Daí porém vendo que ele desafiava o exercito do Senhor, se pois a frente das fileiras, se dispôs a enfrentá-lo, mesmo contrariando o seu irmão Joabe, e mesmo sem saber o que poderia acontecê-lo (I Sm 17:26,28,29).

  • Davi comparece diante de Saul que entende a predisposição e lhe oferece armas para a peleja, porém Davi não conseguia suportar o peso das armaduras sobre o seu corpo (I Sm 17:38,39), Davi rejeita todo aquele aparato e opta pela forma mais simples (I Sm 17:40). Na direção de Deus tudo dá certo, quatro atitudes interessantes ele tomou, naquele momento: Tomou o cajado de pastor na mão; escolheu cinco seixos do ribeiro; pô-los no alforje de pastor que trazia, ou seja, no surrão e lançou mão da sua funda (I Sm 17:40), Bom já estou pronto certamente pensou Davi, não lute contra o inimigo desprovido, o rapazinho insignificante aos olhos do grande gigante venceu com uma funda e um pequeno seixo e uma fé inabalável, o homem mais temido por Israel. Mas qual o segredo dessa vitória? Além de ter essas armas tão insignificantes aos olhos do povo, ele usou o nome mais poderoso que todas as armas de guerra “O Senhor dos Exércitos” (I Sm 17:45,46). Essa foi a primeira vitória de Davi sobre o inimigo de Israel.

Seus fracassos.

  • O primeiro fracasso de Davi foi perder o controle da sua família, ele tinha filhos indisciplinados, Absalão se rebelou enganando o pai o depondo do trono, o seu outro filho estuprou a irmã, não corrigia e nunca contrariou os seus filhos como fez com Adonias (I Rs 1:5,6). Eli, seus filhos fizeram desordem (I Sm 2: 12-17, 29-31). Deus se irou contra a sua casa.
  • O segundo fracasso de Davi foi se entregar as paixões, ele era decidido quando a sua cabeça pendia para a guerra ele ia até o fim, quando era para amar as mulheres ele flechava de cabeça como se mergulha em um rio. Exemplo trágico foi o de Bate-Seba, parecia estar fora de si, os desejos incontroláveis leva a atos de quem parece nunca ter conhecido o Senhor, ele foi indiferente, indolente, até ser consumido pela luxuria, isso o levou ao adultério e um assassinato de um servo valente que sempre lhe defendia. Deus manda Natã ir ter com Davi (2 Sm 12) Deus age, e corrige a todos quanto o ama. (Pv 3:12; Hb 12:5a) Ele amava a Davi.
  • Terceira falha de Davi foi tornar-se vitima do seu próprio ego, autoconfiança de si mesma, e incitado por Satanás (1Cr 21.1) ele autorizou e insistiu com Joabe para contar o povo, depois que contou caiu em si e o seu coração doeu, dessa vez Deus usou o profeta Gade, vidente de Davi com as sentenças de Deus para ele (2 Sm 24:10-17; I Cr 21:1-30). Mas diante de tudo isso continuaria Davi ser o homem segundo o coração de Deus?

A sua humilhação e perdão

  • Jamais Davi deixou de ser escolhido de Deus, mesmo com todos os fracassos, pois as promessas de Deus sobre o seu trono estavam de pé, Deus não quebrou o seu conserto com Davi (Sl 89:3,4; 33-36; I Cr 17:12; 2 Sm 23.5; Lc 1:33).
  • Saiba, porém, que Deus nunca compartilhou com os pecados de Davi, entretanto em todas as suas iniqüidades fora cobrado, tanto com relação a sua família, adultério, assassinato e a contagem do povo, entre outros, mas nele existia algo que Deus muito se agradara, pois ele um homem de caráter, zeloso e adorador, e quando pecava se humilhava e arrependido buscava o perdão do Senhor (Sl 51: 1-12).

Cada vez que Davi buscava o perdão divino recebia, mas Deus não lhe isentava dos castigos e das conseqüências dos seus pecados.


CONCLUSÃO

As misericórdias de Deus para com Davi era a causa dele não ser abatido, não devemos seguir os exemplos pecaminosos com o pensamento que ao fazê-lo Deus há de nos perdoar, simplesmente pelo fato de ser Davi segundo o coração de Deus. Deus não mudou e tudo que o homem semear ele ceifará (Gl 6:7). Davi perdeu privilégios foi impedido de construir a casa de Deus (I Cr 17:4; 22:5). Deus fez muitas coisas por Davi e tudo quanto Deus fez por ele foi lembrado por Natã (I Cr 17:1-15), mas na hora de edificar o templo, Deus disse: NÃO. Esse foi um dos maiores castigos para Davi. Lições como estas devemos guardar com muito cuidado para não pecarmos voluntariamente por achar que estamos no coração de Deus, Ele me perdoa, ou não leva em conta as minhas iniqüidades. Cuidado! Você pode estar enganado, e até perder a salvação.


“Todas as veredas do Senhor são misericórdia e verdade para aqueles que guardam o seu conserto e os seus testemunhos” Sl 25:10.


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE