quarta-feira, 28 de abril de 2010

TEMA: SERVINDO A DEUS NOS DÍZIMOS E NAS OFERTAS.

ESBOÇO 331

TEMA: SERVINDO A DEUS NOS DÍZIMOS E NAS OFERTAS.

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não abrir as janelas do céu e derramar sobre vós benção sem medida” (Ml 3.10)


O ensinamento dos dízimos e das ofertas é fundamental para o crescimento do reino de Deus, é um mandamento do Senhor, é uma obrigação dos que reconhecem que todas as boas dádivas provêm de Deus, pois eles tiveram inicio antes da lei. Após Abraão ser abençoado por Melquisedeque, deu o dízimo de tudo (Gn 14.19,20). Não cumprir essa obrigação é tirar de Deus a participação do que ele tem direito sobre os nossos ganhos “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas” (Ml 3.8). Discorreremos de forma simples e breve sobre as consequências dos que não dizimam e as bênçãos que advém da parte de Deus para os dizimistas e ofertantes.


I. Etimologia do termo

a. No hebraico a palavra Asar significa (10) décima parte, com o sentido de dizimo aparece por sete vezes; Maaser (décima parte) palavra usada por 32 vezes nas escrituras. No novo testamento é citada por três formas; Dekátóo, apodekatoo, e dekate que significam a décima parte.


b. É a décima parte daquilo que recebemos como produto do nosso trabalho. O dízimo passou ser empregada dentro do sistema de sacrifício como parte do culto prestado a Deus, para cobrir as despesas do culto e o sustento dos sacerdotes levíticos; e provavelmente esses fundos também eram usados para ajudar os pobres em suas necessidades. Podiam ser o produto animal e agrícola, eram oferecidos ao Senhor, essa prática certamente foi passada de pais para filhos (Gn 4:3,4; Gn 14:20; Lv 27:30).


Na lei mosaica os israelitas tinham obrigações de entregar a décima parte das crias dos animais domésticos, dos produtos da terra e de outras rendas como reconhecimento e gratidão pelas bênçãos divinas (Lv 27:30-32; Nr 18:21,26; Dt 14:22-29). Deus considerava o seu povo responsável pelo sustento e manejo de todo os recursos da sua obra.


II. Roubará o homem a Deus?

Os israelitas roubaram a Deus porque eles deixaram de lhe trazer os dízimos (a décima parte do que ganhavam) e as ofertas alçadas, mesmo sabendo que era exigido na lei de Moises e por essa razão Deus os alertavam sobre as maldições, os que egocentricamente recusavam contribuir (Ml 3:8). Eles foram agressivos ao Senhor (Ml 3:13), diziam inútil é servir a Deus, pensavam que a adoração externa era suficiente para receber a benção de Deus, alegavam também que não valia a pena (Ml 3:14). Os fariseus pensavam a mesma coisa, que pelo fato de dizimar isentaria das demais faltas (Mt 23:23).


III. As consequências

As maldições trariam uma série de consequências consideradas terríveis, era uma sequência de destruição, pois a desobediência tomara conta como veio a palavra do Senhor ao Profeta Joel (Jl 1:1-20) e uma delas era o devorador para destruir a lavoura e tudo quanto eles tinham, prejuízos como endividamento, impossibilidade de saldar seus débitos (Ag 1:6,7), porque as bênçãos de Deus dependeriam da sua fidelidade a Deus como é também a nossa (Ml 3:10,11).


IV. As exigências de Deus

-Tragam todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento em minha casa (Ml 3:10ª)

-Façam prova de mim (Ml 3:10b),


V. As bênçãos prometidas

-Repreenderei o devorador (Ml 3.11).

-Vós sereis uma terra deleitosa (Ml 3.12)


Quando contribuímos e entregamos todos os dízimos do Senhor, devemos nos lembrar de que as promessas de Deus não são sempre materiais, e não podem ser completamente experimentadas aqui na terra, mas certamente as receberemos em nossa vida futura, no céu.


Como crentes devemos ser cautelosos para não contrair maldições para as nossas vidas, desobedecendo a Deus nos dízimos e nas ofertas, importância (valor) que não nos pertence. Sejamos dizimistas na igreja ou congregação aonde cultuamos, não permita que ninguém lhe prive dessa graça fazendo-lhe administrar o que não lhe pertence, No ano 520 a.C, o profeta Ageu no seu livro teve o propósito de repreender, exortar a Zorobabel e Josué o sumo sacerdote a mobilizarem o povo para a reedificação do templo e reordenar para que o povo priorizasse a obra. Em nossos dias devemos fazer o mesmo, nos mobilizar para que a obra seja feita com os nossos esforços e assim veremos as mãos de Deus nos abençoar. Na igreja primitiva os dízimos e as ofertas eram depositados aos pés dos apóstolos, “José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho da consolação, levita, natural de Chipre, como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e depositou aos pés dos apóstolos” (At 4.36,37). Jamais devemos fazer uso daquilo que não é nosso como fez Ananias e Safira retendo parte do valor que havia prometido aos apóstolos (At 5.1-11). Cuidado o dízimo não é seu!

Pr. Elis Clementino – Itapissuma/PE

terça-feira, 20 de abril de 2010

TEMA: A IMPORTÂNCIA DAS PALAVRAS

ESBOÇO 330

TEMA: A IMPORTÂNCIA DAS PALAVRAS

Digo-vos que toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo; porque pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras serás condenado” (Mt 12.36,37).


Nada é mais importante para o ser humano do que o autocontrole em todos os sentidos da vida, principalmente no uso da língua ao falar, essa é uma das tarefas mais difícil para o indivíduo, controlar a língua. O apóstolo Tiago descrevendo sobre o tema disse: “Porque tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é varão perfeito, capaz de refrear também todo corpo.” (Tg 3.2). Ela está entre as seis coisas que aborrecem ao Senhor (Pv 6: 16-19). A respeito da língua veremos alguns detalhes importantes.


Os propósitos da língua

A língua tem propósitos específicos. (1) Glorificar a Deus. (2) Relacionar-se com os semelhantes (3) Abençoar os seres humanos e proclamar a salvação a eles (Sl 35.28)


Os perigos do uso indisciplinado da língua

Existem pessoas que usam a língua indiscriminadamente, sem medir as consequências fazendo julgamentos precipitados (I Co 4.5a); mentindo; testemunhando falsamente; lisonjear (bajular) (Sl 5.9) e semear contenda entre irmãos (Pv 6.17,19). Esse tipo de língua é como uma espada afiada (Sl 64.3) e flecha mortífera (Jr 9.8). “Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens feitos à semelhança de Deus” (Tg 3.9). A língua também é um pequeno membro que se gloria das grandes coisas (Tg 3.5), é capaz de incendiar um bosque, ou seja, tem o poder de destruir e contamina todo corpo (v 6).


Em muitas ocasiões nos comprometemos com palavras a ponto de prejudicar os nossos semelhantes, embora nos esqueçamos que existem as ondas sonoras (do disse, me disse) e assim se propagam e chegam ao destino totalmente alterado, por essa razão devemos ser cautelosos com o que falamos (Pv 13.3; 21;23) portanto saibam que as nossas palavras são como penas de aves jogadas no ar "Por que as aves do céu poderia levar a tua voz e o que tem asas dariam notícias das tuas palavras" (Ec 10:20).


O que descreve as escritura sobre a língua?

A língua é uma espada de dois fios, e navalha afiada (Sl 52:2,4; 57:4; 64:3; Sl 73:9); é cheia de imprecações (Sl 10:7; Sl 50:19); a língua é uma flecha mortífera, alcança de longe (Jr 9:8); é um fogo que pode incendiar um bosque (Tg 3:5b); ela proclama mentiras e difamações (Gn 39: 13,14,15; Pv 6:24; Sl 15:3; Sl 119:2; Pv 6:17; Jr 9:3,5,8); é como veneno de serpente (Jó 20:16: Sl 140:3; Rm 3:13,14); contamina o corpo (Tg 3:6); a morte e a vida estão no poder dela (Pv 18:21; Pv 21:6); é um sepulcro aberto (Sl 5:9; Rm 3:13). A língua deve ser extremamente controlada e quem conseguir isso o restante do corpo fica mais fácil (Tg 3.2,3).


“O que guarda a boca e a língua guarda das angústias a sua alma” (Pv 21.23.)


“O laço do ímpio está na transgressão dos lábios, mas o justo sairá da angústia” (Pv 12.13).


“A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto (Pv 18.21).


As coisas boas que a língua pode promover

A língua pode nos auxiliar a promover o bem, como também transmitir coisas boas, pode ser considerado agente do bem, revelando sabedoria e conhecimento (Isa 50:4; Sl 15:2); é como uma pena de um destro escritor (Sl 45:1); é arvore de vida (Pv 15:4); é prata escolhida (Pv10:20); A língua do justo traz saúde (Pv 12:18); com ela fazemos justiça ; defendemos nossos direitos (Pv 31:8,9); bendizemos a Deus pai (Tg 3:9ª); além de propagarmos a salvação.


Livramento divino

Somente Deus pode nos livrar dos chicotes da língua (Jó 5:21; Sl 31:20; Sl 120:2; Pv 6:24) e das imprecações, o justo não deve temer porque elas não nos alcançarão (Sl 91:10 -12; Isa 54:17). São momentos transitórios, porque a verdade sempre aparece, o antídoto da língua mentirosa é a verdade (Pv 12:19). A língua perversa será destruída (Pv 10:31).


O Senhor cortará todos os lábios lisonjeiros e a língua que fala soberbamente” (Sl 12.3).


A língua do justo deve ser como uma árvore frutífera servindo de edificação, sendo coerente com aquilo que confessa “Se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã.” ( Tg 1.26). Davi se expressou dizendo: “Guarda a tua língua do mal e os teus lábios de falarem enganosamente” (Sl 39.1; 34.13) “Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios” (Sl 141.3), se você pedir a Deus e lutar para controlar a sua língua, certamente conseguirá. Deus também pode intervir na nossa fala (Ez 3.26,27; Lc 1.20) para o nosso bem.


O Senhor Deus me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado...(Isa 50.4).


Glossário

Imprecações – pragas, maldições.

Frívola - fútil

Destro – hábil, prático, perito, ágil.

Lisonjas – louvor fingido, mimo, afago, adulação.

Antídoto – soro, contraveneno

Erudita – culta, instruída, cheia de conhecimento

Pr. Elis Clementino - Itapissuma - PE


quarta-feira, 14 de abril de 2010

TEMA: REPUTAÇÃO MORAL E ESPIRITUAL

ESBOÇO 329

TEMA: REPUTAÇÃO MORAL E ESPIRITUAL

“Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus.” (Gn 6.9); “Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem integro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal.” (Jó 1:1).


A reputação moral e espiritual são requisitos essenciais, sobretudo indispensáveis em todas as áreas da vida, a reputação está intrinsecamente ligada à fama e ao bom nome, porém para adquiri-la é mister ter uma conduta plausível a sociedade, e abalizada na palavra de Deus.


Os adjetivos que dão a qualidade ao substantivo feminino (Fama)

Ø Boa, quando o nosso nome é louvado.

Ø Má, quando ela nos tira o bom nome.


Se existe algo mais importante na vida a zelar, esse seja o seu nome e a reputação.


O bom nome é o maior patrimônio que o ser humano pode ter.


A integridade de um homem não tem preço. (Pv 22:1; Ec 7:1a, Ct 1:3).


A reputação do individuo deve ser reconhecida

Geralmente as pessoas famosas são conhecidas por aquilo que são, temos exemplos nas escrituras de algumas que se destacaram:

A reputação de José foi reconhecida por Faraó (Gn 41.38,39). Elias foi reconhecido pelas suas características (2 Rs 1.8); Elizeu, foi vista a sua reputação (II Rs 4:9); Salomão a sua fama chegou aos ouvidos da rainha de Sabá (2 Cr 9:6); Uzias sua fama foi muito longe (II Cr 26:15); Jesus teve boa reputação (fama) (Mc 1:28).


Nem todas as pessoas sabem estar no topo da fama, é necessário que ela tenha autocontrole para poder permanecer e se dar bem. Nas escrituras temos exemplos de personagens que chegaram ao topo, mas não souberam administrar os seus sentimentos com relação ao poder. Nabucodonosor (Dn 4.30); Uzias (2 Cr 26.15,16); Belsazar (Dn 5.2,3); Acabe (1 Rs 16.30); Herodes (At 12.21-23).


Reputação Moral

Integridade é ser inteiro, completo, reto, exato, inatacável, irrepreensível (Ne 5:14,15). Samuel na transferência de cargo discursou diante do povo a respeito da sua probidade (I Sm 12:2-4), portanto essa declaração era apenas a confirmação daquilo que já se sabia dele (ISm 9.6). Elizeu foi observado e conhecido por uma mulher (sunamita) como homem de Deus (2 Rs 4.9). Esses homens tinham compromisso com Deus e com a sociedade em que viviam. Portanto a nossa postura e ética devem ser vista em todos os sentidos da vida, exemplo: no andar, (Rm 13:13); no falar (Ef 4:29; Tt 2:7,8; Mt 12.36,37; Pv.15:4), entre outros.


“Quem anda em sinceridade anda seguro, mas o que perverte os seus caminhos será conhecido” (Pv 10.9).


Reputação Espiritual

A reputação espiritual é vista do mesmo modo, e tem tudo a ver com reputação moral, quem a possui será bem sucedido, pois o sucesso da vida espiritual depende muito do procedimento humano. A credibilidade religiosa tem sido enfraquecida devido o comportamento e caráter de certos cristãos.


“Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus” (I Co 10.32)


Devemos ser exemplo em toda a nossa maneira de viver, tanto congregados, como membros e obreiros (II Co 6.3; At 20.28).


Procuremos fazer uma autoavaliação de como está a nossa reputação na sociedade em que vivemos. Deus nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis diante dEle em amor. (Ef. 1:4). A nossa reputação deve ser boa tanto nos céus como na terra.


Diga-me como está sendo vista a tua reputação aqui, que eu te digo como ela está sendo no céu.


Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE

quarta-feira, 7 de abril de 2010

TEMA: FIRMEZA EM TEMPOS DIFÍCEIS

ESBOÇO 328

TEMA: FIRMEZA EM TEMPOS DIFÍCEIS

“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegrarei no SENHOR, exultarei no Deus da minha salvação” (Hc 3.17)


Estabilidade em tempos difíceis todo ser humano necessita principalmente os que conhecem e servem a Deus, soberano e criador de todas as coisas. A humanidade vem enfrentando ao longo dos anos muitas dificuldades, infelizmente, elas aumentam no mundo inteiro, não se sabe mais o que fazer, mas quando recordamos as palavras de despedida de Jesus dizendo aos discípulos: - “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33), ou seja, diante das aflições tenham paz em mim, estejam animados e tranqüilos. O responsável por toda essa aflição é o próprio homem “de que se queixará o homem?” (Lm 3.39). Veremos neste comentário sobre a crise social, a fúria da natureza, os gemidos da humanidade, preparação espiritual e como devemos nos comportar diante dessa situação.


Crise social

Vivenciamos diversos tipos de crise, e o pecado tem sido a causa de toda essa esfinge, o ser humano enfrenta e enfrentará dias piores (Mt 24.8; Mc 13.8). A dureza de coração, a maledicência tem tomado conta de tal forma que o homem se autodestrói impiamente, os males têm crescido de forma assustadora a cada dia que passa (2 Tm 3.1-9). O amor de forma geral tem se esfriado (Mt 24.12) a valorização da vida está em escassez, o desregramento tem sido privilegiado e a inversão de valores é bem visível em nossos dias permeando toda a sociedade, na família, política, religião, etc. Assim, acontecera nos dias que antecederam o dilúvio (Mt 24.37,38).


Atualmente o ser humano perdeu o seu referencial e os limites, desconheceu o seu próprio criador. “O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.” (Isa 1.3). Podemos aplicar esta situação aos dias de hoje, o homem não conhece a Deus, a sua obra e o amor ao próximo.

“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará” (Mt 24.12).


A fúria da natureza

Uma ação provoca uma reação, a natureza está respondendo os insultos com firmeza devastando tudo que encontra pela frente, o planeta está ameaçado e a culpa se atribui ao próprio homem, Jesus interpelado pelos discípulos a respeito, falou-lhes sobre os sinais dos tempos “Dize-nos quando serão essas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?” (Mt 24.3b, 4-10). Inúmeras catástrofes têm acontecido no mundo, mas isso é apenas o começo. É necessário que cada ser humano faça a sua parte, cuidando do meio ambiente para que ele não venha sofrer efeitos como: às alterações climáticas, inundações, aquecimento das águas dos mares, degelo das calotas polares, terremotos, todos esses flagelos são conseqüências de um mundo mal administrado pelo próprio homem. Fim dos tempos ou ocorrências naturais? (Este assunto será abordado posteriormente).


Os gemidos da humanidade

Ela geme como a mulher com dores de parto para dar a luz, são decorrências daquilo que plantamos ontem, e se hoje não estamos satisfeitos com o que colhemos, imagine o que plantamos. A lei da semeadura permanece “Porque tudo o que o homem semear isso ele ceifará” (Gl 6.7b; Rm 2.6; 2 Co 2.6), e diante dessa situação devemos fazer a nossa parte para ver se pelo menos conseguiremos amenizar a dor das gerações futuras.


Preparação espiritual

Jesus quando se dirigiu aos discípulos para falar-lhes estas coisas, não era simplesmente para adverti-los sobre os eventos da natureza, mas prepará-los espiritualmente para um evento já predito por ele a respeito da sua segunda vinda (Mt 24.13,36-44).


O que fazer?

Mas como reverter esse quadro? Todos entendem que as pessoas devem mudar e não o planeta somos nós que devastamos agredindo o nosso habitat. Os seres racionais são mais violentos do que os irracionais, essa é uma pura verdade e não é preciso muita coisa para entender isso.

O capitalismo é um dos fatores preponderante contribuindo para a destruição da terra, ou seja, muitos buscam uma maneira de reverter esse quadro, mas não querem abrir mão dos lucros. E quem sofre “mais” as conseqüências são os indefesos, pessoas que não tem uma leitura de mundo como um todo. Entretanto todos nós devemos fazer a nossa parte, independentemente de quem faça ou não, se não destruirmos as árvores e não poluirmos a atmosfera, rios, etc, já é um bom sinal, pois significa que estamos entendendo o que a natureza está nos dizendo.

No sentido espiritual devemos estar preparados e vigilantes, porque todas estas coisas precedem a vinda do Senhor. “Vigiai, estais firme na fé, portai-vos varonilmente e fortalecei-vos.” (I Co 16:13; Mt 16:42; I Ts 5:6).


A bíblia é a nossa bússola e sempre nos deu respostas para todos esses acontecimentos “Igualmente, quando virdes todas essas coisas, sabei que Ele está próximo, às portas.” Mt 24:33 entretanto devemos estar preparados para este grande dia, perseverar até o fim, estar firme e seguro em seu próprio ânimo, porque todos nós estamos cientes dessas conseqüências, fazer uso da fé sem desestimular, mesmo que tudo lhe falte, a fé e a confiança nele deve estar acima de tudo (Hc 3.17; Rm 8.35-39).


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE