terça-feira, 19 de março de 2019

ESBOÇO 903 ADORAÇÃO AO SENHOR


ESBOÇO 903
TEMA: A ADORAÇÃO AO SENHOR
TEXTO: SALMOS 100:1-5

O salmista conclama todos a celebrarem ao Senhor, neste salmo encontramos várias exortações respeitáveis. É importante saber que a nossa celebração a Deus não deve ocorrer somente nos momentos faustosos da vida, mas também nos momentos obscuros, ou nas adversidades quando quase ninguém nos contempla; somente Deus. Igualmente, levemos em consideração dois períodos durante a nossa vida: o dia da prosperidade e o dia da adversidade (Ec 7:14). Salomão enfatiza que todos devem considerá-los, na prosperidade ele diz: goze bem, mas com equilíbrio, na adversidade ele pede que considere refletindo as atitudes. A celebração ao Senhor é um ato de gratidão que muitas vezes não envolvem palavras, mas sentimentos de ações de graças. Nesse comentário razoarei sobre o valor da adoração e como as pessoas agem quando celebram ao Senhor.

I. Celebrar
Festejar ou solenizar, essa ação sempre acontece em momentos de alegria mediante algum acontecimento propício a isso, é o que fazemos quando abrimos os nossos corações para Deus, esse é o reconhecimento da magnitude da sua grandeza, e de tudo que ele tem realizado em nosso favor. A nossa maneira de expressar com esse festejo nos levam às vezes exceder um pouco, a ponto de chamar a atenção de outras pessoas que às vezes nos ignoram. Cada um tem a sua maneira própria de celebrar, enaltecer, adorar e agradecer. Há um ato de adoração praticado por Davi quando trazia de volta a arca do Senhor para Jerusalém, nesse percurso o rei quebrou protocolos reais para festejar a volta da arca da aliança que havia sido tomada, (I Cr 15:25-28), Milcal, sua mulher, vendo aquela maneira do seu marido adorar ao Senhor  o desprezou em seu coração, para ela aquela atitude era vergonhosa e ridícula (I Cr 15:29), pois é assim atualmente muitas pessoas ignoram fazem chocarrice quando estamos adorando ao Senhor, embora os que criticam fazem coisas imorais e horríveis, mas para eles são normais “o homem natural e pecaminoso não compreende”, mas quais os motivos para tudo aquilo que Davi praticou na presença dos seus servos e servas? (1) Na presença de Deus há júbilo, pois a arca da liança representava a presença de Deus; (2) foi uma grande conquista tomar a arca de volta; (3) Para Davi pouco importava o desprezo, pois Deus havia feito muito mais do que ele merecia; (4) Davi ofereceu sacrifícios pacíficos com holocaustos, abençoou o povo, e repartiu para o povo de Israel, pão, carne e um frasco de vinho (I Cr 16:1-3).
Dois fatos importantes envolvendo duas mulheres aconteceram nos dias de Jesus Cristo, uma que entrara na casa do fariseu e a outra no jantar na casa de Lázaro, ambas tiveram atitudes impressionantes, elas levaram consigo unguentos preciosos e lançavam sobre os pés de Jesus (Lc 7:39; Jo 12:3), nos referidos texto ambas foram criticadas, mas estavam crentes que o sentimento de gratidão não tem preço e nem prescreve, a razão maior era o que elas haviam recebido do Senhor.

II. Formalismo
O formalismo tem feito com que muitos cristãos adorem a Deus de maneira engessada, por isso muitos cultos pentecostais se tornam frios, as pessoas não abrem o coração para glorificar a Deus, isso para não ser ridicularizada pelos formais, para os tais qualquer atitude de celebração ao Senhor incomoda. Os sentimentos de gratidão nos levam a expressar com adoração perante Deus pelas razões “O que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito” (Sl 116:12).

                O sentimento de adoração não tem preço, quem adora de verdade adora sem reservas, pois o mais admirável não os valores das especiarias, mas que o sentimento de gratidão extraído do coração valia mais do que o balsamo, pois o que estava sendo levado em consideração era a sinceridade do coração. Devemos dar a Deus o melhor do coração, em quaisquer que seja as circunstâncias, gemendo ou chorando, com lágrimas ou sem, dê o melhor! Os sentimentos de adoração vão muito além, é envolver-se nos mistérios de Deus, em espírito, alma e corpo “Importa que os seus adoradores o adorem em espirito e em verdade” (Jo 4:24). Devemos pedir a Deus que esse sentimento de gratidão jamais desapareça dos nossos corações, e porque não dizer do meio cristão. Muitos cristãos dizem que estão louvando e adorando a Deus, quando na verdade está massageado o ego das pessoas, isso é perigoso porque afasta as pessoas da finalidade do louvor e da adoração a Deus, essa maneira levam as pessoas a focarem a sua fé somente naquilo que lhes tragam benefícios ou favorecimentos tipo “Eu quero estar no palco e te ver lá em baixo na platéia”, são expressões que não condizem com as escrituras, isso pode ser qualquer outra coisa, como um desabafo contra alguém, menos o louvor ou adoração a Deus. Existem pessoas que cantam até hinos para provocar os vizinhos. A Bíblia não ensina adorar dessa maneira leviana e irresponsável, e nem de lábios (Mt 15:7-9). Adoremos com humildade e com um coração sincero.

Pr. Elis Clementino

ESBOÇO 902 EQUIDADE


ESBOÇO 902
TEMA: EQUIDADE
TEXTO: “seja a vossa equidade notório a todos os homens. perto está o senhor.” filipenses 4:5

Equidade é um dos pré-requisitos necessário para todas as pessoas, ela é exigida por Paulo em sua carta aos filipensses, essa virtude é atualizada para todas as épocas, pois é uma virtude que enobrece qualquer indivíduo principalmente o cristão. Nesse assunto rapidamente falarei sobre a equidade como característica do cristão.

I. Equidade - um vocábulo que procede do latim “equitas”, no nosso idioma significa atitude de comportamento como respeito à igualdade de cada um, também imparcialidade e qualidade que revela bom senso e justiça. Os que vivem o evangelho de Cristo necessitam ter esse equilíbrio controlando as emoções. A nossa equidade deve ser notório a todos, por isso o modelo de vida cristão deve ser exemplar, pois o cristão tem a responsabilidade de ser um guardião do evangelho.

II. A falta de equidade produz:
(1) Individualismo, tendência de quem vive exclusivamente para si, sem solidariedade, egoísmo, egocentrismo, essas qualidades levam os cristãos a não desenvolverem a sua fé em Cristo.
(2) Parcialidade, parcialismo “ação de ser parcial”, aquele que toma partido, isso é muito ruim para o cristianismo.
(3) A insensatez, falta de senso ou de juízo, loucura, imprudência;
(4) Injustiça, aquele que violam direitos (Is 10:1,2);
(5) Falta de amor, ela está em decadência, esse é um dos claros sinais da volta de Cristo (Mt 24:12). Esse sinal é visto dentro da igreja de Cristo, o amor está sendo substituído pelos interesses pessoais.

A vida cristã contrabalanceada acontece através do conhecimento da palavra de Deus, pois ela reflete em todas as áreas das nossas vidas, por essa razão devemos buscar equilíbrio e não negligenciar o que nos é ensinado através dela. Ter equidade é uma necessidade, desconhecer esse fundamento é um perigo, porque o nosso sucesso depende da observação da palavra (Pv 3:21-24). 

Pr. Elis Clementino


ESBOÇO 901 CORROMPENDO-SE POR PÃO.


ESBOÇO 901
TEMA: CORROMPENDO-SE POR PÃO.
TEXTO: JEREMIAS 44:17

As buscas excessivas pelas coisas materiais pode deixar o homem fora do reino de Deus, embora muitas pessoas não tenha a dimensão dos resultados. Jesus nos ensinou o dever de buscar em primeiro lugar o reino de Deus (Mt 6:33), embora, isso não singnfique cruzar os braços e esperar que Deus faça a parte dele e a nossa, pois o que ele fez já tem sido o suficiente para darmos continuidade a parte que nos cabe trabalhando e construíndo em todos os aspéctos da vida.

I. Servindo por interesse
Não servimos a Deus por aquilo que ele tenha para nos dar, quando desprezamos esse princípio pasaremos a serví-lo por interesse. Atualmente é notável a busca pelas coisas e o despreso pelo melhor “Primeiro o reino de Deus”. O povo hebreu diante das dificuldades no deserto desejou voltar para o Egito, pois lá havia pepinos e as cebolas para saciarem a fome, pois o mais importante para eles seria a comida do que servir a Deus (Nr 11:4-6). Jó mesmo perdendo tudo ainda adorou ao Senhor, essa foi uma prova que ele não o servia por aquilo que possuia. Para alguns cristãos não importam os princípios morais e nem a sua vida devocional com Deus, por um pedaço de pão se corrompem. Nos dias do profeta Jeremias acontecia isso, o povo estava cego, o que mais valia era a comida, e não valorizavam a sua vida devocional com Deus (Jr. 44:17), o povo achava que valia apena oferecer incenso à Rainha dos céus porque tiham fartura de pão. Jó, Davi, Asafe tiveram inveja da properidade dos ímpios, Deus nos guarde.

II. Os sesejos carnais e as consequências
1. O Apóstolo Paulo via que na sua época muitos cristãos interessados pelas coisas materiais, por isso causam até dissenções e escâdalos, buscado seus próprios desejos ao que ele disse: “Porquanto essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas sim a seus próprios desejos. Mediante palavras suaves e bajulação, enganam o coração dos incautos.” (Rm 16:18; Fp 3:18-20). Os que vivem segundo a carne tem a mente voltada para as vontades da natureza carnal, entretanto, os que vivem de acordo com o Espírito, têm a mente orientada para satisfazer o que o Espírito deseja (Rm 8:5,6). Os nossos objetivos deve ser a busca das coisas do alto, e não nas coisas terrenas (Cl 3:2).

2. As consequências
Quando desprezamos alguns princípios que são fundamentais para a aprovação divina pagamos um alto preço, e um dos maiores é a separação eterna de Deus (2 Ts 1:9). Aqueles que despresam tornam-se inconsequentes, traidores, orgulhosos e amigos dos prazeres (2 Tm 3:4; Tt 1:12; Jd 1:10,13) “...O fim dessas pessoas é a perdição; o deus deles é o estômago; e o orgulho que eles ostentam fundamenta-se no que é vergonhoso; eles se preocupam apenas com o que é terreno.” (Fp 3:19). “E que fruto colhestes, então, das atitudes das quais agora vos envergonhais? Pois o resultado final delas é a morte!” (Rm 6:21).
O cristão deve ter a consciência que as coisas dessa vida são efêmeras, e que nada dela levaremos no final. Tudo que alcançarmos aqui não sobrepuja as coisas do Espírito, precisamos compreender que os desejos ecessivos podem comprometer a nossa vida devocional com Deus. Atualmente observamos muitos templos cheios de pessoas interessadas a receberem, mas isso acontece porque têm quem os alimentem, estes são certos líderes com a finalidade de arrecardar e nada mais, no entanto nada oferece a Deus, isso tem conduzido muitos ao desvio do principal alvo que é Cristo. O cristão deve estar desprovido de qualquer ambição pelas coisas materiais para não se corromper, como faz o povo de Deus nos tempos dos profetas, da mesma maneira acontceram com muitos cristãos de algumas igrejas dos primeiros séculos, como se ver nos textos citados por Paulo quando escreveu a elas. Não servamos a Deus pelo que ele tenha para nos dá, mas pelo que ele é.
Pr. Elis Clementino