quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

OS DONS ESPIRITUAIS

ESBOÇO 656
TEMA: OS DONS ESPIRITUAIS
“Mas a manifestação do Espírito Santo é dada a cada um para o que for útil” (I Co 12.7).

O termo usado para falar sobre os dons espirituais (CHARISMA) relaciona com a palavra graça, que significa algo dado à igreja através da graça divina. Os dons espirituais são dados aos cristãos que buscarem, no entanto devemos conhecê-los e como eles funcionam (I Co 12:1), assim podemos usá-los de maneira correta e proveitosa. Os dons espirituais são ornamentos para a igreja do Senhor. Articularemos de forma simples sobre a sua veracidade, variedade, quais os dons, distribuições e finalidades.

Veracidade
Os dons espirituais é uma das verdades que deve ser difundida na igreja, infelizmente alguns pregadores se amoldam a outros temas e deixam de lado às doutrinas fundamentais, essa substituição tem levado muitos crentes a não saberem praticamente nada a respeito da manifestação do Espírito Santo na igreja. O estimado apóstolo Paulo já via essa falta de apreço no uso dos dons espirituais na igreja de Coríntios (I Co 12.1) a falta de conhecimento contribui para o uso incorreto desses dons.

Variedade de dons
Paulo apresenta uma diversidade de operações desses dons concedidos aos crentes, mas a fonte é uma só ESPIRITO SANTO (I Co 12.4-6). São nove os dons espirituais, eles estão distribuídos na igreja entre os crentes e com finalidades especificas.

Os dons ministeriais
Esses dons descritos por Paulo (Rm 12.6-8 e Ef 4.11) não podem ser confundidos com os dons espirituais, pois os ministeriais foram dados a igreja também com finalidades específicas; preparar o povo para o trabalho cristão; e o aperfeiçoamento da igreja “... querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.12) e crescimento espiritual do corpo de Cristo, conforme o propósito divino (Ef 4.13-16). Deus chama pessoas e capacita-as para o serviço cristão.

Os dons espirituais
Eles são distribuídos na igreja pelo Espírito Santo, repartindo a cada um a fim de que seja proveitoso (I Co 12.7). São repartidos como lhe apraz e individualmente (I Co 12.11), não por capacidade espiritual nem por intelectualidade humana, esses dons são: A palavra da sabedoria; a palavra do conhecimento; da fé; dons de curar; operações de milagres; profecias, discernimento de espíritos; variedades de línguas; capacidade de interpretá-las (I Co 12.8-10). Cada um desses dons tem ações características para o enriquecimento da igreja do Senhor, os quais são aparelhamentos que somente o Espírito Santo tem para dar.

É bom entender que cada crente pode ter mais de um Dom espiritual, pois as escrituras não determinam a quantidade que você pode ter.
Não apresentaremos os dons espirituais conforme a ordem que Paulo descreveu em sua epístola (I Co 12.8-10), e sim pela classificação.

Dons de Revelação:
1) Palavra de Sabedoria (I Co 12.8ª) É uma palavra ou uma proclamação do Espírito Santo, para satisfazer a necessidade de solução de um problema particular. (2) A palavra do conhecimento (I Co 12.8b) é a manifestação sobrenatural de algum fato que existe na mente de Deus, por sermos limitados não podemos conhecer, a não ser que o Espírito Santo revele, fazendo com que o homem se torne participante da onisciência de Deus. (3) Discernimento de Espírito (I Co 12.10c) Através deste dom Deus revela ao crente a fonte e o propósito de qualquer forma de poder espiritual, se é de Deus ou não.

Dons de Poder
Os dons de poder são aqueles que se expressam conforme abaixo:
4) Dons de curas (I Co 12:9b), no grego, tanto o dom de (curar) como seu efeito, observem que está no plural, o que nos leva a entender que existe uma variedade de modos na operação deste dom. (5) Operação de Milagres (I Co 12.10a) Ambas as palavras aparecem no original grego, no plural, o que sugere que há uma variedade de modos de milagres e atos de poder. Por milagres e maravilhas entende-se que todo e qualquer fenômeno que altera uma lei estabelecida. (6) Profecia é uma proclamação do Espírito Santo sobre algo a revelar que não está na mente humana, ele serve para exortar e edificar a igreja, é um dom que necessariamente deve ser buscado (I Co 14.1). (7) Fé (I Co 12.9a) O Dom da fé esse se entende como uma fé especial e sobrenatural é o verdadeiro apelo a Deus no sentido de que Ele intervenha sobre nós quando se esgotam todos os recursos humanos.

Dons de Inspiração
8) Inspiração – Na teologia é o movimento divino segundo a fé cristã, os que escreveram as escrituras sagradas foram movidos, inspirados e guiados por Deus para escreverem. (9) Variedade de Línguas (I Co 12.10d). É a expressão falada e sobrenatural duma língua nunca aprendida pela pessoa que fala, nem mesmo o que fala sabe, a não ser que haja alguém que também de maneira sobrenatural interprete.

Os crentes pentecostais devem buscar os dons espirituais, sobretudo o de profetizar (I Co 14.1), cuja finalidade é enriquecer e edificar a igreja, dádiva que somente o Espírito Santo pode realizar. Buscar a plenitude do Espírito é querer ser completo, infelizmente muitos crentes não estão dando prioridade a busca desses dons, pois devemos sentir a necessidade de buscá-los, através da oração que é o ponto de partida para se obter o batismo no Espírito Santo e através dele receber os DONS ESPIRITUAIS.


Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

ESBOÇO 655 SE DEUS É POR NÓS,

ESBOÇO 655
TEMA: SE DEUS É POR NÓS,
TEXTO: ROMANOS 8:31
           
            Belo cântico de vitória foi expresso por Paulo em sua carta aos Romanos, nela encontramos mensagens edificadoras com temas importantes como: Proteção divina, justificação e firmeza espiritual.

Proteção divina
Deus nos dá proteção e segurança contra aqueles que se opõe contra nós, essa confiança precisamos ter em quaisquer situações. Davi no salmo 23 apresenta o cuidado do Pastor pelas suas ovelhas guiando-as a pastos verdejantes e as águas tranqüilas (Sl 23:1-5; Sl 27:4); no salmo 46 Davi também mostra a sua firmeza no Senhor com um maravilhoso cântico, nele enfatiza os livramentos divinos sobre o seu povo (Sl 46:1-11). No salmo 91 Moisés no seu cântico enfatiza a segurança divina sobre aquele que estão abrigados sob a sombra do onipotente (Sl 91:1-16).

A justificação
A justificação divina é para aqueles que estão em Cristo. O que é justificar? É provar a inocência de alguém, restituir à inocência original e tornar justo o pecador. Em sua primeira carta João expressou do seguinte modo: “filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos advogado junto ao Pai, Jesus Cristo o Justo;” (I Jo 2:1), porém é necessário saber que só haverá essa justificação quando o indivíduo estiver dentro daquilo que Paulo escreveu aos romanos “Portanto nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” (Rm 8:1). Qualquer acusação contra os escolhidos de Deus não valerá, porque é Deus quem o justifica, portanto não adianta oprimir, acusar e nem amaldiçoar a quem Deus escolheu, pois quem os condenará? (Rm 8:33,34). Balaão foi convidado por Balaque rei dos moabitas para amaldiçoar o povo de Deus porque Israel estava o incomodando, nos dias atuais o povo de Deus tem incomodado a muitos, a ira dos ímpios ultimamente tem se acendido contra os escolhidos com o desejo de destruí-los, mas toda ferramentas preparada contra o povo de Deus não prosperará (Is 54:17), pois quem os condenará? (Rm 8:34).

Firmeza espiritual
A segurança espiritual é imprescindível para o povo de Deus, todos nós devemos estar firmes em quem temos crido (2 Tm 3:16), a nossa convicção no evangelho deve ser inabalável. Quem nos separará do amor de Cristo? Paulo apresenta algumas situações que para muitos seriam suficientes para abandonar a Cristo (Rm 8:35), no entanto nenhum desses motivos deverão nos separar do amor de Cristo. A nossa confiança nos proporciona certeza de vitoria (Rm 8:37), de maneira que criatura alguma nem nos céus e nem na terra poderá nos separar do amor que está em Cristo (Rm 8:38,39).

            Devemos ter ma confiança inabalável sobre a proteção divina, não precisamos temer, sigamos o modelo de confiança dos grandes heróis da fé, embora venhamos a sofrer algumas ocorrências desagradáveis, mas não devemos nos considerar como destruídos (2 Co 4:8,9). É necessário entender também que algumas coisas desagradáveis podem até acontecerem em nossas vidas, mas de alguma maneira elas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8:28), elas podem nos ensinar lições importantes para o nosso aprimoramento em todos os aspectos da vida. A nossa justificação vem do Senhor, porque ele nos ama, portanto não adianta, pois toda língua preparada contra a nós não prosperará, o que nos interessa é estarmos firmes no Senhor, firmes como uma casa construída sobre a rocha (Mt 7:24).

Pr. Elis Clementino-Paulista -PE       

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

JESUS NÃO EXCLUI PESSOAS

ESBOÇO 654
TEMA: JESUS NÃO EXCLUI PESSOAS
TEXTO: LUCAS 7:36-50

Após a queda do homem Deus criou e usou métodos para restaurá-lo espiritualmente, essa atitude restauradora continua no presente quando muitos indivíduos continuam afastados da sua comunhão e do convívio social pela própria ação do pecado. Enquanto Deus procura restaurar essas pessoas, muitos de nós procuramos fazer o contrario excluindo-as desde que, contrariem as nossas ideologias e pensamentos, ou seja, as excluímos por serem e pensarem diferentes. Na atualidade continuamos irredutíveis nesse ponto de vista, onde a intolerância, o exclusivismo, a descriminação tem se disseminado em todo o mundo e em todas as camadas da sociedade. A Bíblia mostra a maneira graciosa como Jesus tratou as pessoas, restaurando-as socialmente e espiritualmente, mas em contrapartida elas teriam que renunciar a vida pecaminosa e segui-lo (Mt 16:24; Lc 9:23,24). Aqueles que pertencerem a Cristo crucifiquem as suas paixões (Gl 5:24).

A reconciliação
A reconciliação com Deus resulta em um novo nascimento (Jo 3:7) e uma nova oportunidade é um recomeço e reconstrução de uma nova vida com Deus, e a construção de um novo caráter “Assim todo aquele que ouve as minhas palavras e as pratica será comparado a um homem sábio, que construiu a sua casa sobre a rocha.” (Mt 7:24). A palavra de Deus é o meio pelo qual podemos alicerçar o nosso caráter, por ela estaremos aptos para vivermos bem em um mundo corrompido pela desobediência.

Pessoas que tiveram as suas vidas reabilitadas
Podemos citar apenas alguns exemplos do AT e NT, eles nos mostram pessoas que estavam impossibilitas de ter uma vida normal devido a sua situação econômica, moral e espiritual:
(1) Em Jericó morava uma mulher chamada Raabe a bíblia afirma que ela era uma prostituta, essa mulher teve uma atitude nobre, ela escondeu os espias de Josué em sua casa, e por isso ela foi justificada (Js 2:2; Mt 1:5; Hb 11:31).
(2) O endemoniado de Gadara que causava um grande tumulto na cidade foi restaurado (Mc 5:1-5);
(3) A mulher do fluxo de sangue que se escondia da sociedade buscou refúgio em Cristo (Mc 5:24-34);
(4) A mulher samaritana a beira do poço de Jacó, a mulher que teve cinco maridos (Jo 4:1-19);
(5) A mulher apanhada em ato de adultério, salva por Jesus (Jo 8:1-12);
(6) O ladrão arrependido da cruz, salvo na última hora (Lc 23:43).

            Muitas pessoas atualmente continuam sendo reabilitadas, muitas delas excluídas e tidas como as escórias da sociedade por pura ignorância em relação ao valor a vida. Quantas pessoas são excluídas porque que contrariam os nossos conceitos a nossa maneira de pensar e de agir, não devemos desprezá-las, independentemente de qualquer ideologia, classe social e religiosa. As pessoas que estiverem em alguma situação degradante, sejam moralmente ou espiritualmente elas precisam ser reconduzidas a uma vida normal. Jesus nos deu o maior exemplo de amor e perdão, ele salvou e restaurou vidas que estavam sendo condenadas pela lei de Moisés pelas suas práticas pecaminosas, no entanto a graça salvadora foi muito maior do que a lei. Devemos aplicar a nossa vida diária e não excluirmos pessoas, mas reabilitá-las, mas deixemos de olhar para as pessoas como se fossem coisas. As pessoas valem muito mais do que as querelas da vida.


Pr. Elis Clementino – Paulista-PE 

domingo, 29 de novembro de 2015

VASOS QUEBRADOS

ESBOÇO 653
TEMA: O VASO QUEBRADO
TEXTO: JEREMIAS 18:1-4;19:1; Jz 6:16-25; Jo 12:3.

            Deus sempre teve maneiras de se comunicar com a humanidade e particularmente o seu povo Israel usando meios pelos quais ele podia entender. Os Profetas eram homens chamados para falar em as grandes verdades em nome do SENHOR. Entre eles destacamos Jeremias que teve um chamado especifico, eles eram interlocutores. Quero destacar quatro momentos nas escrituras em que vasos de barro foram quebrados, Gideão quebra os cântaros (Jr 6:16-25); Jeremias vê o vaso quebrar nas mãos do oleiro (Jr 18:1-4); Jeremias quebra uma botija (Jr 19:1); Uma mulher quebra um cântaro com balsamo aos pés de Jesus (Jo 12:3). As quebras desses vasos transferiam mensagens com significados importantes.

A quebra de vaso, cântaros e botija
Gideão usa as seguintes armas na batalha contra os midianitas: Uma trombeta, um cântaro vazio, e uma tocha no cântaro (Jz 6:16). O cântaro escondia dentro dele uma tocha acesa, o cântaro quebrado resultava em um grande estrondo e logo as tochas apreciam e faziam um grande e imediato clarão de maneira que os midianitas se assustaram. Muitas vezes o nosso cântaro precisa ser quebrado para que a nossa luz apareça, os nossos inimigos não suportam o brilho da nossa luz (Jz 6:19), isso implica em renuncia, abstinência e resignação, principalmente em relação ao pecado, egoísmo e a vaidade. “O teu brilho incomoda quem está nas trevas” (Mt 8:34). Vamos quebrar os nossos cântaros e acender as nossas tochas para obtermos vitória em nossas batalhas.

Jeremias, o vaso que quebra nas mãos do oleiro, a figura do vaso quebrando nas mãos do oleiro e sendo refeito significava algo que Deus iria realizar, mas antes teria que quebrar em suas mãos e refazer uma nação melhor. Deus no seu soberano poder pode fazer tanto com uma nação, quanto individualmente cada um nos aspectos moral, econômico e espiritual (Jr 18:1-4). A quebra da botija, Israel era uma botija a ser quebrado, por causa da sua situação espiritual, o povo havia deixado de seguir ao Senhor para servir a outros deuses (Jr 19:4). A parábola da botija ressalta algo ruim que ele teria que passa pela rebeldia contra o Senhor, visto que o barro duro torna-se impossível refazer, portanto ele tinha que ser quebrado, isso se referia o declínio da nação e do seu sistema político e religioso, os anciãos foram chamados para testemunhar o que Deus iria fazer com ele. (Jr 19:10; Is 8:1,2)

Maria quebra o vaso cheio de bálsamo, essa atitude era bem conhecida na época, as noivas costumavam quebrar aos pés do noivo um cântaro com balsamo, um sinal de honra e respeito, Jesus teve essa honra, foi a ultima oportunidade que Maria teve para honrá-lo (Jo 12:1-10), dentro daquele vaso estava o mais preciso dos ungüentos, precisamos quebrar o nosso cântaro para a essência do nosso ser aos pés de Jesus.

            Amados observem que em todos os aspectos devemos entender que o nosso cântaro precisa ser quebrado pelo Senhor, principalmente quando nos sentimos auto-suficientes. Gideão teve que quebrar o cântaro para ter vitória; Jeremias assiste o vaso quebrar nas mãos do oleiro e vê a restauração do vaso quebrado; Jeremias quebra o cântaro as vistas dos anciões pela dureza de Israel, ele seria quebrado pela sua impenitência; Maria quebra o vaso para que a essência que estava dentro dele exalasse o seu perfume aos pés do mestre. Espero que não haja necessidade de Deus quebrar o seu cântaro pela sua desobediência, porque os sofrimentos seriam muito maiores durante o processo de restauração. A melhor situação foi Maria ela não foi quebrada, mas quebrou o vaso para que a sua essência fosse derramada aos pés do Mestre.


Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

SEMEAR E COLHER

ESBOÇO 652
TEMA: SEMEAR E COLHER
TEXTO: Eclesiastes 11:1

            Semente é a essência por onde começa a germinação de uma planta, é o óvulo maduro e já fecundado das plantas, ela é formada por: Tegumento “invólucro o que chamamos de casca”, embrião e endosperma “No reino vegetal, na maioria dos casos, é a parte nutritiva e alimentar de uma fruta e, muitas vezes, envolve o embrião de boa parte das plantas.” Dic. Formal. Essa semente plantada no solo germina, cresce e pode produzir frutos, e finalmente a colheita, e se nada plantar também não colherá. “A colheita é relativa à semente.” (Gl 6:7; 2 Co 9:6).

Semear nos lugares áridos
Na agricultura nem tudo que semeamos temos a certezas que produzirão frutos, bons ou maus, pois dependendo do tipo de semente e solo frutificará ou não. Geralmente as incertezas estão presentes, porque não depende somente de quem planta, mas de alguns fatores que podem contribuir para que a semente germine ou não (Lc 8:5). O agricultor sabe que pode semear e nada colher por conta desses fatores (Lc:8:6,7). Existem solos áridos que nada produzem, principalmente nos períodos de estiagens prolongadas, as plantas também são vulneráveis as pragas, por isso o agricultor precisa de cuidados e paciência (Tg 5:7). Salomão nos dá uma lição importante sobre o semear, ele disse: “lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás.” (Ec 11:1). Não se têm uma definição exata sobre essa palavra, mas vale ressaltar que Salomão também fala sobre as incertezas sobre alguns aspectos da vida (Ec 11:1-8). As incertezas estão sempre presente em nossas mentes, mas não devemos permitir que ela nos faça apelar para os excessos de cautela. As incertezas não devem fazer-nos parar visto que quem observa o vento, não semeará, e o que atenta para as nuvens não segará (Ec 11:4). Fazer o bem é semear boas sementes, no futuro podemos colher os frutos, semeiem sem visar retorno, mesmo que você não colha os frutos outros poderão colher. Jesus expôs uma parábola sobre a semeadura, e a colheita, observe que as leis da semeadura não mudam e nem envelhecem, a semente é a palavra de Deus (Lc 8:11).

A palavra de Deus é a semente que deve ser semeada, precisamos entender essa necessidade, o bem que realizamos principalmente em favor do próximo são sementes, sendo que, não devemos visar retorno de qualquer espécie. Na vida são facultadas as oportunidades de semear o bem ou o mal, quanto à colher é obrigatório, estejamos com as mãos cheias de boas sementes em qualquer que sejam as circunstancias, podemos até sofrermos e chorarmos por semear o bem, mas podemos ser surpreendidos com boas colheitas (Sl 126:5). Quando lançamos a semente do bem a colheita pode não vir imediatamente como diz a expressão lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás (Ec 11:1), De alguma maneira virá, pois não devemos ser dominados excessivamente pelas incertezas, assim nada realizaríamos. As incertezas não devem nos fazer parar, porque quem observa o vento não semeará, e o que atenta para as nuvens não segará (Ec 11:4).

A Bíblia sagrada nos ensina a fazer o bem sem olhar aquém, Jesus ressaltou que o bem deve ser feito até aos nossos inimigos; “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelo que vos maltratam e vos perseguem; para que sejam filhos do vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5:44), portanto tiremos dos nossos corações qualquer idéia de revanchismo contra aqueles que nos fizeram mal. A nossa atitude de amor ao próximo independe do que ele tenha feito ou deixou de fazer por nós, assim também não devemos praticar o bem esperando algo em troca, mesmo sabendo que as injustiças estão em todos os lugares, principalmente nos corações daquelas pessoas que menos esperávamos algo ruim contra nós. Fazer o bem é semear sementes, isso deve ser feito na confiança que um dia podemos colher os seus frutos. Lança o teu pão sobre as águas! (Ec 11:1).


Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

NEM TUDO QUE PENSO DEVO FALAR

ESBOÇO 651
TEMA; NEM TUDO QUE PENSO DEVO FALAR.
TEXTO: ECLESIÁSTES 3:7

            Há duas coisas que deve ser considerado, o que pensar e falar. Impreterivelmente os seres humanos pensam e falam, essas duas faculdades são indispensáveis na comunicação entre eles. É preciso que eles levem em consideração o tempo e o modo de falar, ou seja, a hora e a maneira de expressar verbalmente o que pensou. Ora! A todo o momento podemos pensar, porém falar o que pensou em algumas ocasiões não. “tempo de estar calado, e tempo de falar; ”(Ec 3:7b).

Pensar
É uma palavra originada do latim, formar idéias, cogitar, raciocinar, refletir, imaginar e julgar. Naturalmente o homem tem a faculdade pensar e expressar por meio da fala o que pensa coisa que não acontecem com os animais por serem irracionais. Cada indivíduo pode manter o controle entre o pensar e o falar, ou seja, se fala ou não o que pensou. A mente humana pode esconder algo que somente pode tornar conhecida através da sua fala e pelas atitudes.  - Pensar pode, dizer tudo o que pensou nem pensar.

O poder das palavras
As nossas palavras podem revelar algo que está em nossa mente, sejam boas ou más, elas podem tanto nos comprometer quanto as outras pessoas, por essa razão elas devem ser ponderadas, ou seja, avaliadas, analisadas ou ajuizadas. As nossas palavras podem ser vazias e sem efeitos, pois nem sempre estamos aptos nem se quer ser um mensageiro de noticias; “Amaás foi um mensageiro sem mensagem nos dias de Davi (2 Sm 18:19-33). Muitas vezes não estamos aptos para dar noticias, sejam elas boas ou más, Joabe o filho de Davi sabia que Amaás não estava apto para dar ao rei a noticia da morte de Absalão  “Mas Joabe lhe disse hoje não serás o portador de novas, porém outro dia as levarás; mas hoje não darás a nova, porque é morto o filho do rei.” Sempre há pessoas certas para o momento certo, existem pessoas que não serve para ser um porta-voz de alguém porque ele estraga criar uma situação desagradável para quem o enviou. Há certas autoridades que tem o seu porta-voz para dar as noticias em seu lugar, mas essas pessoas são qualificadas para esse fim. Amaás se antecipou e não soube dizer o que houve com Absalão “Um mensageiro sem mensagem” Amaás assumiu toda a responsabilidade pelo recado (2 Sm 18:22,23,29).

A precipitação das palavras
Antecipar a fala sobre algo sem refletir é precipitação, Salomão interroga dizendo: “Tens visto um homem precipitado no falar? Maior esperança há para um tolo do que para ele.” (Pv 29:20). “A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derrama a estultícia” (Pv 15:1,2). “Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; assim sejam poucas as tuas palavras.” (Ec 5:2). As palavras irrefletidas podem causar transtornos, principalmente nos momentos de iras. “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” (Pv 15:1). As nossas ações e palavras estúpidas surgem de dentro do coração “Raça de víboras, como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que está cheio o coração” (Mt 12:34; 15:19; Lc 6:45).

Controlando a fala “língua”
O controle sobre a nossa língua é imprescindível, a vigilância deve ser constante, o Apóstolo Tiago nos mostra a necessidade de manter o controle sobre o que pronunciamos dizendo:
(1) Seremos julgados pelas nossas palavras;
(2) Ela mostra os nossos fracassos;
(3) Ela mostra as nossas perfeições e imperfeições;
(4) Temos a capacidade de controlar a língua;
(5) A língua pode fazer um grande estrago, ela é a faísca que incendeia um bosque;
(6) As duas faces da língua. (Tg 3:1-13).

            Devemos ser prudentes no nosso falar, porque a nossa fala revela aquilo que esta dentro de nós, ela também mostra as nossas imperfeições e tolices, e ainda somos julgados pelas nossas palavras. A língua tem duas faces, com ela bendizemos a Deus e amaldiçoamos os nossos semelhantes, ela ainda exerce juízo sobre nós, ou seja, podemos ser condenados pelas nossas palavras. Amados tenham cuidado com o que fala, saiba que falar pouco e ponderar o que fala é sem dúvida uma grande virtude. “Quem toma cuidado com o que diz está protegendo a sua própria vida, mas quem fala demais destrói a si mesmo.” “Quem fala demais sempre acaba entrando em contradição, então aprenda duas coisas: só fale o necessário e saiba atiçar a língua das pessoas.” Mallu Morais


Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

sábado, 14 de novembro de 2015

GUIADOS PELO ESPÍRITO SANTO DE DEUS

ESBOÇO 650
TEMA: GUIADOS PELO ESPÍRITO SANTO DE DEUS
TEXTO: ROMANOS 8:14

            Todo ser humano necessita ser orientado desde cedo para que ele tenha uma direção, um caminho a ser seguido durante toda a sua vida. No sentido espiritual ele também precisa ser ensinado a trilhar em uma direção diferente da vida secular, e para obter êxito é necessário levar em consideração alguns pormenores. O nosso testemunho de fé pode indicar se estamos vivendo na direção do Espírito Santo ou não, pois algumas prioridades espirituais precisam ser estabelecidas para alcançarmos o nosso objetivo que é ser guiado pelo Espírito Santo de Deus.

A confiança em Deus
A nossa fé em Deus deve servir de testemunho em todo tempo e em qualquer lugar. A nossa confiança no Senhor deve ser prioridade, com a consciência que diante da sua grandeza nada somos (Pv 3:5). Quando confiamos inteiramente em Deus procuramos ter uma vida espiritual totalmente saudável, procurando não ser sábio aos próprios olhos, esse é um principio de reconhecimento da sua fragilidade e seus próprios caminhos, bem como apartar-se do mal (Pv 3:6,7-8).

Viver no Espírito Santo.
É viver pela fé, esse é um estado de comunhão com Deus, isso encaminha o indivíduo a uma vida de temor segundo a direção do Espírito Santo para que tenha a garantia da sua comunhão com Deus (Rm 8:16). Aquele que vive na direção dEle não se molda ao sistema mundano (Rm 12:1,2), mas procura se santificar porque os Espírito Santo nele habita (I Co 6:19,20).
O Espírito Santo promove alegria
Além de o Espírito Santo testificar com o nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8:16), ele ainda gera no crente uma alegria que vai muito mais além de uma exultação comum. Ele proporciona uma felicidade incomparável, ele é o selo que nos dá a garantia da nossa comunhão com o pai, tudo isso é mantido pelo Espírito Santo, mas é preciso saber que essa operação do Espírito Santo pode ser interrompida com atitudes que lhe entristeça (Ef 4:30). Davi experimentou em seu corpo o preço da desobediência, a tristeza tomou conta do seu coração até se lançar aos pés do Senhor com pedido de perdão (Sl 51:1-17).

Ter vida espiritual ativa somente é possível se vivermos na direção do Espírito Santo de Deus, pois se o indivíduo viver de acordo com as obras da carne, certamente desfalecerá espiritualmente, mas se pelo Espírito fizer os atos do seu corpo morrer, viverá (Rm 8:13). Quando vivemos na direção do Espírito Santo, Ele nos guia; ensina; consola, e nos fortalece para vivermos uma vida digna do reino de Deus, ele é a fonte de todo bem. Quando clamamos por sua ajuda nas nossas necessidades ele está pronto e com gemidos inexprimíveis nos ensina como convém pedir (Rm 8:27). Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus (Rm 8:14)



Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

domingo, 8 de novembro de 2015

REFAZENDO O VASO

ESBOÇO 649
TEMA: REFAZENDO O VASO
“Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. Então, veio a palavra do SENHOR: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? – diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel. (Jr 18.1-5).

Olaria, lugar de fabrico de peças de barro. É impressionante ver o oleiro trabalhar na confecção de tais peças; principalmente a habilidade com que eles trabalham. No entanto, Deus se apropriou dessas experiências para ilustrar expressando algumas verdades espirituais. Ele poderia usar outras formas, mas preferiu aplicar essa lição em relação ao seu povo. O texto trata de forma mais direta sobre a maneira de Deus agir com a finalidade de restaurar uma nação. Podemos aplicar também em relação ao modelar de Deus na vida do homem, com a finalidade de prepará-lo para algo que está na mente de Deus.

Os propósitos de Deus
Ninguém conhece os propósitos de Deus, eles transcendem qualquer imaginação humana. Por não os entendermos complicamos um pouco, porém ele, na sua multiforme maneira de operar consegue nos moldar aos seus desígnios; e, enquanto isso acontece, passamos por vários processos que jamais gostaríamos, até que a sua vontade seja realizada. Os caminhos que o Senhor nos leva são como labirintos, às vezes nos deixam cheios dos porquês. Lendo alguns textos podemos entender que as nossas mentes não alcançam esses procedimentos, mas sabemos que Deus está no comando (Ec 11.5; Jo 3.8; Is 55.8,9; Jo 13.7).

Profeta na casa do oleiro
Deus leva o profeta até a casa do oleiro; ele poderia até usar outros métodos para expressar as suas verdades, como fez com Ezequiel no vale de ossos secos (Ez 37.1-14) entre outros. O homem não tem vontade própria mediante os propósitos de Deus em sua vida, ele deve entender que existe sobre ele a soberana vontade dele. Jeremias foi levado à casa do oleiro não para simplesmente assistir ao fabrico de vasos de barro (Jr 18.1-4), mas aprender uma grande lição. Todo sofrimento do profeta era uma espécie de modelação para Deus realizar algo através de Jeremias cuja finalidade maior era “fazer a vontade de Deus, anunciando a Israel os seus pecados e o juízo divino sobre ele”. Não importa de que maneira o SENHOR nos use, com ou sem sofrimentos, o que mais importa é fazer a sua vontade, não importa o tamanho da missão, apenas cumpra-a.
Mediante tantos sofrimentos o Senhor leva Jeremias para ver o oleiro trabalhar sobre as rodas com o barro; Depois de pronto, o vaso quebrou em suas mãos, o oleiro toma o barro novamente e refez outro como bem lhe pareceu (Jr 18.4,5).

“O vaso partiu-se nas mãos do oleiro, o qual o refez, porém, diferente do vaso anterior. Esta parábola contém várias lições importantes sobre a obra de Deus em nossa vida. (1) Nossa submissão a Deus como aquele que molda tanto o nosso caráter quanto o nosso serviço para ele determina em grande parte o que ele pode fazer através de nós. (2) Falta de profunda dedicação a Deus, da nossa parte, pode estorvar seu propósito original para a nossa vida, podendo até mudar seus planos para nossa vida e fazer outro vaso, conforme bem pareça aos seus olhos (V 4).

Muitas vezes Deus quer cumprir alguns propósitos na vida de pessoas e até nações, mas é preciso saber que ele usa pessoas para desenvolverem esses propósitos. As pessoas envolvidas nesses processos divinos não estão isentos de sofrerem alguns infortúnios, portanto as provações que passamos tem finalidades para o nosso próprio bem (I Pe 1.7) e de outras pessoas, principalmente quando se trata de uma restauração espiritual de alguém ou de uma nação. Devemos nos colocar nas mãos de Deus e dizer: “SENHOR, faze em mim a tua vontade”. O profeta sofrera perseguições, foi odiado pelos próprios irmãos, amarrado no tronco, ameaçado de morte, ele nada entendia, por essas razões pede a Deus esclarecimento do que estava acontecendo (Jr 32.16.24). Para onde Jeremias ia às coisas não pareciam bem aos seus olhos, a sua visão era que tudo estava dando errado. Você conhece a história da bordadeira, nada entendemos quando ela está bordando nos antigos bastidores de roda, o lado avesso nada se entende, é o maior labirinto de fios de tecidos; mas do lado superior se observa a perfeição do que ela está fazendo (Jo 13.7). Tranquilize o seu coração, o SENHOR está no controle, ele amassa o barro, quebra e faz outro muito mais bonito. “Se você está nas mãos de Deus fique tranquilo.”

Pr. Elis Clementino – Paulista – PE


terça-feira, 3 de novembro de 2015

A COROA DA MENTIRA

ESBOÇO 648
TEMA: A COROA DA MENTIRA
TEXTO: EFÉSIOS 4:25

Nem tudo que se consegue na vida pode ser considerado um troféu, muitas vezes parece com uma das maiores conquista algo que é alcançado através da mentira, principalmente a que resulte na derrota de alguém que ele tenha por inimigo. A Bíblia recomenda; não se alegre com a ruína dos seus inimigos (Pv 24:17). A glória da mentira é ser reconhecida como verdade, mas é preciso entender que qualquer que se erguer orgulhosamente com a finalidade de prejudicar alguém com a finalidade de tirar algum proveito da situação não ficará impune, essa é a lei da semeadura (Gl 6:7).

Oportunidades que devem ser rejeitadas
Saul estava perdendo a batalha para os filisteus, e seus filhos havia sido mortos, ele ficou acurralado e sem saída, para que não morresse nas mãos dos filisteus, o que seria uma derrota muito maior pediu ao seu escudeiro que o matasse, e imediatamente recusou matá-lo, certamente houve temor no coração daquele escudeiro, ele não quis fazer isso com o seu próprio rei e ungido do Senhor, pois ele teve um profundo respeito pelo seu líder, por isso ele descartou o pedido do seu líder para matá-lo. Davi também teve várias oportunidades para matar Saul (I Sm 26:8,11; Sl 105:14-15), ele rejeitou todas elas por temer ao Senhor, essas lições infelizmente são desprezadas por muitos na atualidade, no entanto tocar em alguém que foi posto por Deus em uma liderança constituí-se um grande perigo, Ora! Tanto o escudeiro quanto Davi sabia que o Senhor havia rejeitado Saul, mas aquela não era uma oportunidade de derrotá-lo.

Há outros acontecimentos bíblicos que mostram a consideração que se deveria ter a um ungido do Senhor, sob pena das conseqüências divinas, Elizeu foi zombado por um grupo de rapazes e foram devorados pelos animais (2 Rs 2.23,24; I Rs 17.1); Um homem de Deus e profeta foi ao rei Jeroboão profetizar sobre oi seu altar, mas quando o rei estendeu o braço para segurá-lo, o mesmo braço ficou enfermo (I Rs 13.1-7). Veja o que diz o (Sl 105:15), tanto o rei quanto o profeta teriam punição certa pelos seus atos se estivessem fora da vontade de Deus.

Mentir para tirar proveito
Há um fato que se contradiz entre o relato do amalequita e o suicídio de Saul, um texto fala que Saul suicidou-se (I Sm 31:4-5), o escudeiro de Saul ao vê-lo morto se matou, mas o
 amalequita conta a Davi que havia matado Saul (2 Sm 1:16), alguns dizem que as duas versões estão certas, Saul lanço-se sobre a sua espada e o amalequita chegou depois e acabou de matá-lo, ele veio e contou a Davi, certamente ele achou estranho a noticia daquele amalequita, talvez ele pensasse que com aquela noticia seria grandemente recompensado, ele valorizou muito o episodio e Davi desconfiou que ele estivesse mentindo, o amalequita não sabia que aquela noticia lhe custaria  a própria vida.

A exibição de uma coroa
Após supostamente ter matado Saul o amalequita saí alegremente conduzindo em sua mão a coroa e o bracelete (2 Rs 11.12) essas insígnias eram usadas pelos reis,  certamente ele pensava que exibindo a braceleta e a coroa de Saul, Davi se impressionaria com aquela atitude, pelo menos quatro coisas ele pensava em acontecer: (1) Provar que havia assassinado o rei de Israel; (2) Agradar a Davi com aquela noticia; (3) Obter algum favor de Davi; (4) Trazer os adornos de Saul para Davi fosse uma forma reconhecendo Davi como rei de Israel. Atualmente há muitos que esperam que um guerreiro em batalha tombe para que ele possa tirar proveito. Talvez o amalequita pensasse que Davi iria exaltá-lo, ou se gloriar com o acontecimento, Davi teve bom senso e não admitiu a noticia daquele mensageiro com a sua história talvez inventada.

O desfecho desse encontro foi muito trágico para o amalequita, era o que ele jamais esperava acontecer, a atitude dele em trazer a coroa de Saul em suas mãos não agradou a Davi, mesmo sabendo que seria o próximo rei, no entanto a hora de assumir o trono era questão de dias, mas isso não era motivo dele se gloriar, mesmo sabendo a maneira brutal como fora morto Saul. Davi lamentou a morte de Saul e seus filhos rasgando as suas veste um sinal de consternação com choro juntamente com seus homens até ao por do sol (2 Sm 1.11). Davi perguntou ao amalequita: “Como não temeste estender a mão para matar o ungido do Senhor?” (2 Sm 1.14), para o amalequita matar Saul era o golpe da misericórdia, mas para Davi não era justo matar o ungido do Senhor, portanto ele achou que aquele moço não deveria mais viver. Davi agiu com um profundo sentimento religioso e temor a Deus, chamando pois um dos moços que estavam com ele e manda matar o amalequita, porque a sua própria boca acabara de testificar contra ele próprio dizendo: “Eu matei o ungido do Senhor” (2 Sm 1.15,16).

            Algumas lições importantes devem ser aprendidas nessa história (1) O escudeiro de Saul temeu matar o seu rei, esse foi um belo exemplo (1 Sm 31.4); (2) A atitude néscia do amalequita em matar Saul, para ele parecia ser motivo de aplauso da parte de Davi (2 Sm 1.10) (3) A lamentação de Davi e de seus homens, para ele não seria momento de glória, mas de tristeza (2 Sm 1.11). (4) o amalequita foi morto pela sua mentira. Tenhamos cuidado com os nossos atos, Não devemos nos gloriar com a desgraça de ninguém, principalmente a queda de uma liderança, seja ela qual for. Quem profere mentira prestará contas a Deus, quem mente e filho do Diabo (Jo 8:44).


Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

A CONCIÊNCIA SEM OFENÇA

ESBOÇO 647
TEMA: A CONSCIÊNCIA SEM OFENÇA
TEXTO: ATOS 24:16

Na vida aqui, nada melhor do que se ter uma consciência, boa, saudável e inculpável. A Bíblia nos mostra a consciência como uma das armas essenciais capazes de nos elevar para uma vida espiritual bem sucedida (2 Co 1:12; 1 Tm 1:19).

1. Etimologia da palavra.
A palavra consciência vem do latim com, “com” e scire, “saber”. O equivalente grego a suneidesis, que ocorre por mais de trinta vezes no novo testamento (At 23:1; 24:16; Rm 2:15; 9:1; 13:5). Em sua evolução esse termo tem servido de sinônimo de consciência, no sentido de percepção. A palavra que se originou do latim, tem sido usado na filosofia como sinônimo de “consciência”, capacidade inata (Fil. que pertença a natureza de um ser) de destingir entre o certo e o errado.

2. Conceito de alguns pensadores
- Sócrates falava sobre a consciência como uma espécie de voz interna de advertência que ele reputava originar-se ser divino.
- O bispo Butler um
filósofo e teólogo, via a consciência como uma faculdade mental, e, de fato, faculdade da razão que é capaz de distinguir entre o certo e errado, uma faculdade inerente (inseparavelmente ou que está ligado a alguma coisa), divinamente outorgada.
- John Henry Newmam pensava que a consciência é uma espécie de visão luminosa, concedida por Deus à sensibilidade humana, mediante a qual a pessoa concorda que certas coisas são erradas. Nesse ponto de vista a consciência é uma forma de elo entre Deus e o Homem, inerente, uma qualidade de espírito.

A palavra consciência pode ser o sinônimo de mente ou de alma. A consciência é a faculdade de estabelecer julgamentos morais dos nossos atos realizados, quando ela se corrompe não conseguimos estabelecer julgamentos justos, ela é como um instrumento medindo as nossas atitudes. No sentido cristão, naturalmente, a consciência humana nunca se manifesta isolada, supõe-se que o Espírito de Deus tem acesso à consciência sendo capaz de influenciá-la.

3. Citações importantes.
1. “Consciência e reputação são duas coisas diferentes. A consciência deve-se a nós mesmo e a reputação deve-se ao próximo” (Agostinho).
2. Uma boa consciência é um natal permanente (Benjamim Franklim).
3. “Não há testemunha tão terrível e nem acusador tão poderoso, como a consciência, que habita no peito de todo homem” (Políbio).
4. “O verme da consciência observa as mesmas horas que a coruja” (Schiller)
5. “Não confie em coisa alguma, sobretudo no homem sem consciência” (Lawrence Sterne, Tristam Shandy)

4. As reações da consciência.
Dependendo de como o espírito humano reage ao Espírito de Deus, a consciência pode ser descrita das seguintes maneiras:
1. Fraca (1 Co 8:7,12);
2. Consciência má ou contaminada (Hb 10:22; Tt 1:15);
3. Cauterizada (1 Tim 4:2). Há algumas interpretações com relação a mente cauterizada como: Marcar, produzir marcas, havia pessoas que eram marcadas com marca do deus a quem ele adorava. Paulo em (Gl 6:17) fala que trazia no seu corpo as marcas de Cristo, isso ele falava da sua verdadeira devoção a Cristo. A consciência do homem pode ser marcada a fogo com os efeitos do pecado;
4. Consciência pura (2 Tm 1:5);
5. Consciência livre de ofensa (At 24:6);
6. Consciência boa ou honrada (Hb 13:7; 1 Pe 3:16).

5. Deterioração da consciência.
1. Quando uma boa consciência se corrompe, começa afetar a fé, a sua vida de oração e comunhão com Deus, a vida de boas obras são extremamente prejudicadas (Tt 1:15,16). Quem rejeita a boa consciência terminará naufragando na fé (1 Tm 1:19);.
2. A deterioração da consciência leva o homem à vida totalmente pecaminosa, é como a prata que se torna escoria (resido silicoso que se forma juntamente com a fusão dos metais) (Is 1:22).
3. A deterioração leva também o homem a mudança de conduta e a dureza de coração (Jr 7:26; 16:12; Ez 16:47).
4. Uma consciência deteriorada é incapaz de produzir boas ações.
5. Uma consciência manchada se constitui um peso ou fardo na alma, de forma que para onde você vai tem que carregar.

6. Boa Consciência.
1. Uma boa consciência inclui a liberdade interna de espírito que se manifesta quando sabemos que Deus não está ofendido por nossos pensamentos e ações (At 23:1; Sl 32:1; 1 Tm 1:5;  1 Pe 3:16; 1 Jo 3:21,22).

A consciência manchada é um impedimento no desenvolvimento espiritual do cristão. Sabemos que Deus rejeita uma mente contaminada, por ele ser santo, uma mente maldosa, uma consciência que nos acuse constantemente é sem dúvida uma pedra no caminho do céu. Mantenha a sua consciência limpa para com Deus e os homens (At 24:16; 1 Tm 1:5).

Pesquisa:
Champlin Teologia e filosofia


Pr Elis Clementino-Paulista-PE

terça-feira, 20 de outubro de 2015

A BUSCA RECOMENDADA

ESBOÇO 646
TEMA: A BUSCA RECOMENDADA
TEXTO: MATEUS 6:33

            O ser humano vive em constante busca pelas coisas que lhe satisfaçam, e lhe proporcionem prazer e alegria, quase todas são efêmeras e passageiras, no entanto há uma que é recomendada na Bíblia Sagrada, ela foi enfatizada por Jesus Cristo durante o seu ministério “buscar em primeiro lugar o reino de Deus”. Jesus não disse que precisaríamos somente das coisas que são de cima, mas que déssemos prioridade a ela, ou seja, as coisas terrenas não deveriam ser buscadas com tanta ansiedade, mas que desce prioridade ao reino de Deus, e o que você já tinha seria apenas acrescentado. “as demais coisas vos serão acrescentadas”. A ordem de Jesus é priorizar o reino de Deus.

O que Deus está exigindo de você em primeiro lugar?
1. Reconhecer a necessidade de se aproximar de Deus. Davi reconheceu essa necessidade (Sl 51:1-19; 73:28);
2. Buscar a sua reconciliação com ele (Mt 5:23-24), pois os que se afastam de Deus perecerão (Sl 73:27);
3. Buscar o seu reino (Mt 6:33);
4. Julgar a si mesmo (Mt 7:5; Gl 6:1);
5. Purificar o seu interior (Mt 23:25-26);
6. Cuidar da família (I Tm 5:4);
7. Dar ao Senhor (2 Co 8:5);

O que é exigido para o serviço cristão?
1. Ser primeiro provado para depois servir (I Tm 3:10);
2. Primeiro trabalhar para depois colher (2 Tm 2:6).

1. O que devemos buscar
a) O reino de Deus e a sua justiça (Mt 6:33);
b) Não as coisas que são da terra (Cl 3:1-2);
c) A paz com Deus e os homens (Sl 34:14; Hb 12:14);

2. Onde o homem deve buscar?
a) Na palavra de Deus (Is 34:16; Sl 1119:105; Jo 5:39);
b) Na pregação da palavra de Deus (Rm 10:17);

3.Quando ele deve procurar?
a) Antes do amanhecer (Pv 8:17; Sl 88:14);
b) Hoje é o tempo oportuno (Hb 3:17; 2 Co 6:2);

4. Como ele deve buscar?
a) Em oração e súplica ao Senhor (Sl 27:7,8);
b) De todo coração (Jr 29:3; Dt 4:29; Sl 119:2);

5. Para quem são as promessas?
a) Para aqueles que buscam (Lc 11:9; Am 5:4);
b) Para quem bate a porta (Mt 7:7).

            O materialismo tem feito com que muitas pessoas valorizem e priorizem as coisas daqui da terra como se elas fossem o tudo. Houve uma preocupação por parte dos discípulos de Jesus e perguntaram-lhe sobre o que eles haveriam de comer, beber e vestir (Mt 6:25-32), nesse texto Jesus revela o cuidado do Pai Celestial por eles e que as coisas daqui são passageiras, o mais importante para eles era buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça. Não devemos focar a nossa visão e os nossos corações nos tesouros terrenos, porque onde está o coração do homem está o seu tesouro. “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam, mas acumulam vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrobam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, ai também estará o seu coração.” (Mt 6:19-24). Ora, quando se perde esse tesouro, perde-se também o coração. Pergunte a si mesma, onde está o meu tesouro no céu ou aqui?

Parte extraída: Bíblia do pregador - SBB
Pr. Elis Clementino – Paulista -PE





quarta-feira, 14 de outubro de 2015

A CASA DO OLEIRO

ESBOÇO 645
TEMA: A CASA DO OLEIRO
TEXTO: Jeremias 18:1-23

            A palavra do Senhor veio a Jeremias lhe ordenando que descesse a casa do oleiro. Muitas vezes o Senhor requer algo de alguém com a finalidade de realizar alguma coisa considerável em beneficio de um povo ou de algum indivíduo. O Senhor chamou a atenção do profeta para expressar o que estava no seu coração, embora ele sempre comunicasse aos seus servos o que ele tinha a realiza na vida do seu povo muito antes de serem chamados de Israel (Gn 18:17), e outros textos bíblicos também mostram essas verdades. O profeta tinha a missão de transmitir o que Deus iria realizar no meio do seu povo, ele era o porta-voz e em nome de Deus. Jeremias é levado a casa do oleiro para aprender uma experiência que talvez ele já tivesse visto, porém uma lição lhe seria dada por Deus a respeito do seu povo; (1) Sobre o que Deus podia fazer por Israel; (2) Mostrar a impenitência do seu povo. A sua mensagem figurada apresenta um homem que trabalhava com barro sobre as rodas, ou seja, o oleiro modelando um vaso. A mensagem seria a restauração do povo hebreu e mostrar-lhe a sua impenitência.

Métodos usados por Deus
Muitas vezes o Senhor usa as translações para mostrar uma realidade que precisa ser conhecida pelo indivíduo, ou um povo. Geralmente ele usava as metáforas em uma linguagem que podia ser entendida por todos ou não. Jesus usou metáforas em vários momentos, principalmente estando com seus discípulos, mas nem sempre essas parábolas eram entendidas pelas pessoas, mas ele explicou porque falava para eles por parábolas, “Por isso lhes falo por meio de parábolas; porque, vendo, não enxergam; e escutando, não ouvem, muito menos ouvem, muito menos compreendem.” (Mt 13:13). As revelações divinas nem todos podem alcançá-las, pois existem particularidades que são exclusivas aos filhos que Deus. Cada mensagem entendida ou não trazia uma mensagem de despertamento e arrependimento, pelos quais o povo se aproximaria de Deus.

A casa do oleiro
O Senhor convida Jeremias para descer a casa do oleiro, e lá ele falaria ao seu coração. Uma lição ele precisaria aprender. Jeremias foi levado à casa do oleiro (Jr 18:1), em outras ocasiões Deus conduziu o seu povo para outros lugares para falar-lhes ao coração (Os 2:14), embora seja um deserto figurado, o deserto das adversidades, onde faltar tudo, deserto é lugar de solidão e de dificuldades, sofrimentos e provações. Muitas vezes no nosso egoísmo não queremos ouvir a Deus, portanto faz-se necessário que ele use esse procedimento para nos falar, “Portanto, eis que eu a trairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração (Os 2:14). Somente nessas condições o homem ou uma nação é capaz de parar e ouvir a voz de Deus, mesmo com todo sofrimento ele cuidava (Os 13:4-6). Na casa do oleiro o é trabalhado, modelado conforme o oleiro, embora o seu trabalhar contrarie os nossos anseios, pelo simples fato de não massagearem os nossos corações, pois os seres humanos gostam de ouvir somente coisas que lhe agradem. Geralmente a casa do oleiro ficava em regiões baixas e nos lugares úmidos, pois nesses lugares há facilidade de encontrar as argilas para confeccionar seus belos vasos, muitas vezes precisamos descer a casa do oleiro através da humildade, pois só assim estaremos aptos para ouvir algo que Deus queira falar ao nosso coração.

O vaso quebrou
A bela mensagem surgiu após a quebra do vaso nas mãos do oleiro enquanto ele trabalhava o barro sobre as rodas, somente ele tinha a habilidade naquele tipo de arte (Jr 18:3-4). Deus faz o que quer na vida daqueles que estão em suas mãos, ele quebra, refaz e modela como bem perecer aos seus olhos. A lição aplicada naquele momento era suficiente para mostrar a situação espiritual de Israel e que o Senhor poderia fazer com aquele povo, da mesma forma que o oleiro fez com aquele vaso quebrado fazendo outro mais bonito, assim ele poderia fazer com Israel restaurando-o (Jr 18:4,6).

A impenitência do povo
O Senhor em sua mensagem através do profeta diz que o povo não queria dar ouvidos ao que ele vinha falando ao longo dos anos, porém aqueles que escutassem a sua voz e se convertessem das suas maldades ele se arrependeria do castigo que veria sobre o povo (Jr 18:7,8; 2 Cr 7:14). Duas maneiras de Deus agir nesse texto: (1) Deus se arrependeria do mal que pensava sobre eles caso o povo se arrependesse; (2) Se o povo não ouvisse a sua voz ele se arrependeria de fazer o bem que pensava fazer-lhe (Jr 18:9,10).

            Deus sempre acompanhou a trajetória humana em todos os aspectos, ele sabe a necessidade de cada um, e para cada povo ele tem uma mensagem diferenciada, a expressão “arrependimento” não significa que Deus não conhecesse a fragilidade humana e nem o seu futuro, no entanto Deus muda de pensamentos conforme mudamos em relação a sua vontade. Deus pode criar situações que resultem em uma oportunidade para ele operar em nós o seu querer, o vaso quebrou nas mãos do oleiro. Muitas vezes o Senhor quebra o nosso ego, altivez de espírito, arrogância para poder criar em nós o novo homem. Que Deus nos faça sempre um vaso novo, mesmo que custem os sofrimentos durante a modelação e lapidação dessa jóia tão preciosa para Deus que é o homem.


Pr. Elis Clementino- Paulista -PE

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

RESTAURANDO A ESPERANÇAS

ESBOÇO 644
TEMA: RESTAURANDO AS ESPERANÇAS

           O ser humano enfrenta muitos desafios durante a sua trajetória de vida neste mundo, são obstáculos que muitas vezes desafiam a sua própria fé e esperança, mas isso acontece devido à falibilidade humana. Jó via fragilidade humana e a brevidade da vida “O homem, nascido de mulher é de poucos dias e farto de inquietação, também é como a flor que murcha e foge como a sombra e não permanece, visto que os seus dias estão determinados e o número dos seus meses, pondo-lhe também limites e não passará deles” (Jó 14:1-7). As limitações humanas lhes causam sofrimentos e dores, todavia não adianta murmurar, bem disse Jó, se eu falar a minha dor não cessa (Jó 16:6). As consequências muitas vezes são respostas dos erros na execução das tarefas humanas, os erros sempre estarão em sua frente (Sl 51:3). Se o homem tem de quem se queixar, queixesse dele próprio (Lm 3:39). A única maneira de ter alívio das dores é buscando a Deus, e através dele alimentar a fé e a esperança.

Esperança
A expectativa é a confiança em algo que nos trará resultados positivos, a esperança requer perseverança em quaisquer que sejam as circunstancias, é acreditar que algo é possível, mesmo que as ocorrências se apresentem contrárias. Há nas escrituras alguns episódios com pessoas que demonstraram fé em algo que parecia impossível aos seus olhos, Aristóteles disse que “a esperança é o sonho do homem acordado”. Não podemos enxergar tão longe e removermos as grandes montanhas se não for pelos olhos da confiança “Fé”. "Respondeu-lhe o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar; e ela vos obedecerá" (Lc 17.6).

Esperança Morta
Existem pessoas que cujas esperanças morreram e nada mais lhes restam a não ser a desolação e um profundo abatimento, nesse momento o indivíduo se sente vazio vivendo num mundo de impossibilidades. Saiba que a esperança pode ser ressuscitada, Deus é a fonte do reavivamento para que essas pessoas voltem a acreditar nas possibilidades. "Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessrão os seus renovos." (Jó 14:7).

A recompensa da confiança
Ao fazer uso da confiança esteja certo que ela trará resultados satisfatórios, ou seja, ela tem recompensa, Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. (Hb 10:35,36).

          Não permitamos que as nossas esperanças desvaneçam no meio do caminho, quando muito ainda temos a percorrer, abandonar a confiança é recuar, ou seja, voltar atrás, se você sente essa confiança se indo e quer recobrá-la se aproxime de Deus, faça como fez Asafe diante do seu desanimo em olhar para a prosperidade dos ímpios. “Mas, para mim é bom estar perto de Deus; fiz do Soberano Senhor o meu refúgio;” (Sl 73:1-28). A única maneira é essa para que os nossos ânimos sejam recobrados e possarmos a ver o deslumbramento daquilo que deseja os nossos corações. “A esperança não murcha, ela não cansa, também ela não sucumbe a crença,  porque, vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança.” Augusto dos Anjos.
            

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A INFIDELIDADE NAS ADVERSIDADES.

ESBOÇO 643
TEMA: A INFIDELIDADE NAS ADVERSIDADES.
TEXTO: NR 14:6-14

Uma das perguntas que devemos é fazer a nós mesmo é: Será que eu estou preparado para que sejam cumpridas as promessas de Deus? Ora! Nem sempre estamos prontos para receber tudo àquilo que o Senhor queira nos dar. A dureza no caminho tem conduzido muitas pessoas à infidelidade e a desconfiança das promessas de Deus. Meditaremos em alguns acontecimentos após a saída dos israelitas do cativeiro faraônico que impediram de serem muito mais abençoados durante a peregrinação no deserto.

Canaã, a terra prometida.
1. Deus disse a Abrão, que os seus descendentes passariam 430 anos, sendo escravos no Egito, e que quando eles saíssem de lá não sairiam vazios (Gn 15:13,14), firmado nessa promessa José tinha a certeza que o povo sairia do Egito e herdaria essa terra prometida (Gn 50:24,25; Ex 13:19);
2. Quando os israelitas saíram do Egito levaram consigo uma promessa feita por Deus a Moises (Ex 3:8,17), mas logo apareceram as dificuldades e elas lhes causaram tantos sofrimentos que os hebreus tiveram desejo de voltar para o Egito (Ex 14:11,12).
3. Após viajarem por pelo menos 320 quilômetros passando por montanhas e desertos escabrosos os israelitas chegaram a Cades- Barnéia, na fronteira de Canaã, onde Deus confirmou o seu propósito de dar-lhes a terra. As promessas de Deus não falham (Nr 23:19; Is 14:24).
4. Com a visita dos espias enviados por Moises a Canaã eles perceberam que a terra prometida por Deus era boa e tinha as mesmas características da terra que Deus havia prometido, pois Deus não prometeria uma coisa e depois daria outra, Ele é fiel (Nr 13:27; Dt 1:25). Ele não altera o que sai dos seus lábios (Sl 89:34).

A infidelidade e incredulidade.
1. Diante da terra tudo o que eles precisavam dali para frente era conquistá-la, foi uma hora crítica e um momento decisivo, mas eles se amedrontaram com algumas características por não estarem ainda preparados para receber o que Deus lhes havia prometido, a tão sonhada terra que manava leite e mel. Os espias vistoriaram a terra fizeram uma analise e ao verem o que ela produzia e os seus moradores ficaram assombrados e infamaram a terra (Nr 13:32). Talvez você não esteja preparado ainda para receber o que Deus tem para lhe entregar.
2. A falta confiança e a incredulidade nos levam a duvidar das promessas que o Senhor como fizeram os dez espias (Nr 13:31,32,33). Os espias não confiaram em Deus, e esqueceram-se das promessas a respeito do seu futuro deles (Gn 15:18; 17:8; Ex 33:2). A infidelidade e a incredulidade retardaram a entrada dos israelitas em Canaã.
3. Os dez homens criaram situações críticas ao seu líder e para todo Israel, o desanimo tomou conta deles e contagiaram os outros. Para muitos crentes hoje os obstáculos no caminho são impedimentos para Deus realizar as suas promessas.
4. Para Josué e Calebe que foram incluídos na comitiva dos doze espias a conquista era questão de coragem e que a peleja não era de Israel contra os gigantes que ali residiam, mas de Deus. A luta não é nossa contra os obstáculos, ”a peleja não é vossa, mas de Deus” (2 Cr 20:6), mas isso acontece quando permitimo-lo que o Senhor intervenha. Eles sabiam que o Senhor estava na frente de tudo, mas a falta de confiança dos dez espias infamando a terra fez com que muitos israelitas se desanimassem a ponto de quererem voltar para o Egito. A nossa falta de confiança em Deus pode causar grandes transtornos cujas sequelas são terríveis, resultando em murmurações e rebeliões contra Deus.

Resultado da incredulidade
1. Por conta da incredulidade daquela gente foi retardada a entrada dos israelitas em Canaã, vieram os sofrimentos as murmurações contra Moises, além dos desejos de voltar ao Egito.
2. Com as murmurações e as rebeliões, fizeram Josué e Calebe rasgarem as suas vestes, quiseram apedrejá-los (Nr 14: 6, 10), foram tão cruéis e duros de coração que provocaram até ao Senhor (Nr 14:11), Deus prometeu a feri-los V12, e Moises parte em defesa do povo, por causa do próprio nome do Senhor (Nr 14:13-16).
2. Moises intercede por eles e Deus revoga a sentença e perdoa o povo (Nr 14:20). Mas não permitiu que os murmuradores e os rebelados entrassem na terra prometida (Nr 14:23).

            A lição que extraímos nesse assunto é de encorajamento e de confiança em Deus, certos que ele não mente, porém devemos estar firmados em suas promessas em quaisquer que sejam as circunstancias, embora o Senhor tenha traçado caminhos pelos quais jamais pensaríamos em passar. Nada é fácil para se conquistar nessa vida, tudo tem um preço, mas saiba que a infidelidade e as murmurações só atrapalham. Os gigantes estão por toda parte querendo fazê-lo recuar, porém não desista de lutar, embora você tenha a impressão de perdas de algumas coisas que a seu ver eram vultosas, mas prossiga para o alvo (Fp 3:12).

“Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela.” (Nr 13:30). A confiança em Deus faz você avançar sem nenhum temor e conquistar aquilo que está dentro do seu coração.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE