terça-feira, 30 de julho de 2024

ESBOÇO 1382 ASSUNTO: O DISPENSEIRO FIEL.

 

ESBOÇO 1382
ASSUNTO: O DISPENSEIRO FIEL.
TEXTO: LUCAS 12:42-48.
 
Jesus expôs uma parábola muito importante sobre o mordomo fiel. De maneira bem simples, discorrerei sobre o mordomo fiel, o significado, as qualidades de um mordomo fiel, fidelidade e recompensas, principalmente em relação aos dons dados por Deus.
 
I. Definição. de dispenseiro.
Dispenseiro, o termo no grego se chama oikonómos, a pessoa encarregada da despensa (Gn 43:16). Em relação à atividade ministerial, o indivíduo é responsável por cuidar das coisas de Deus, ele é um mordomo (I Co 4:1; Tt 1:7). Cada um deve administrar o dom como o recebeu, como bons administradores da multiforme graça de Deus (I Pe 4:10). Um servo fiel na administração dos bens do seu senhor ou realiza alguma tarefa na igreja adquire confiança (I Tm 3:13). Jesus expôs uma parábola sobre o dispenseiro fiel, ser dispenseiro era algo muito comum naquela época.
 
II. Duas parábolas extraordinárias.
1.      A parábola do mordomo fiel.
Lucas relata uma das brilhantes parábolas de Jesus, enfatizando dobre o valor de um mordomo fiel, ou seja, o proceder dos servos para com os bens dos seus senhores (Lc 12:42-48). Aqueles que forem infiéis e na ausência do seu senhor começarem a espancar seus criados sofrerão as penalidades (Lc 12:45-48).
 
2.      A parábola dos talentos.
Certo homem partiu para uma terra longínqua, chamou seus servos e entregou-lhes seus bens, porem antes de partir distribuiu talentos para seus servos. A um ele deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um, e ausentou-se (Mt 25: 14,15).
2.1. Investimento.
Quem recebeu cinco talentos negociou, o que recebeu dois negociou e o que recebeu um enterrou (Mt 25:16-18).
2.1. Prestação de contas.
a.      Aquele que recebeu cinco talentos, apresentou mais cinco.
b.      O que recebeu dois talentos, granjeou mais dois (Mt 25:20-23).
c.      Aquele que recebeu um talento, com medo, enterrou apresentando desculpas (Mt 25:24).
2.2.  Recompensas.
A fidelidade dos mordomos que investiram nos talentos adquiriu mais confiança do seu senhor, foram elogiados pelo seu senhor Mt 25:21-23). O que recebeu um talento e enterrou recebeu dura recompensa (Mt 25:25-30).
 
Finalmente, a fidelidade é recompensada pelo reconhecimento daquilo que fazemos fielmente para Deus. O servo sensato recebe favor do rei, mas o que procede vergonhosamente é alvo da ira do rei (Pv 14:35). Devemos dar importância aos dons que recebemos de Deus, cada um desempenhe o dom que recebeu do Senhor para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas (I Pe 4: 10–11). Os diversos dons concedidos por Deus precisam ser administrados pelo dispenseiro. Quando regemos bem os talentos que recebemos, adquirimos confiança e seremos recompensados por ele. Devemos nos empenhar naquilo que sabemos e podermos, se não tivermos condições de realizar devido às limitações, Deus levantará outro para fazer o que você não pode, porém, não esqueça que tanto você quanto ele serão recompensados.
Pr. Elis Clementino.

 

Pr. Elis Clementino.

segunda-feira, 29 de julho de 2024

ESBOÇO 1381 TEMA: APRENDENDO COM AS LIMITAÇÕES.

 
ESBOÇO 1381
TEMA: APRENDENDO COM AS LIMITAÇÕES.
TEXTO: FILIPENSES 4:11,12.

Na mente de algumas pessoas, há um conceito de que só serão bem sucedidas se tiverem muitos bens, grandes fortunas até conseguirem se perpetuar no mercado financeiro, até se tornarem ídolos, como acontece com várias delas. Numa visão mais ampla, isso não é tudo, mas o que aprendemos com isso? O que precisamos saber sobre a questão? Falarei um pouco sobre as nossas limitações e o que aprendemos com ela.

1. O DESENVOLVIMENTO HUMANO
Deus não fez o homem para ficar estagnado sem nada produzir. O desenvolvimento de cada indivíduo depende de alguns fatores:
a.      Conhecimento (I Rs 4:29).
b.      Sabedoria (Pv 4:7; 24:3);
c.      Empreendedorismo (Mt 25:14-30).
 
2. DESENVOLVIMENTO E OS OBSTÁCULOS.
Devemos entender que não há desenvolvimento sem obstáculos, eles nos forjam e nos encorajam para algo maior, eles nos tornam mais experientes.
 
3. O QUE APRENDEMOS COM AS NOSSAS LIMITAÇÕES?
a.  Limitações não são defeitos e nem sinais de fracasso.
b. Não dependemos apenas de nós mesmos, mas de Deus (Jó 42:2; Jo 15: 5b).
c. Elas nos conduzem a Deus (2 Cr 20:3).
d. Nos tornam mais experientes (Rm 5:3-5).
e. Elas estão inseridas no que disse Paulo: “Todas as coisas contribuem ou cooperam para o bem” (Rm 8:28).
 
4. NEM SEMPRE OS DIAS SÃO BRILHANTES.
Nem tudo transcorre bem em nossas vidas, porém, devemos considerar que vivemos desafios, pois para todo propósito há um tempo determinado (Ec 3:1-8), assim nos deparamos com:
a. Dias de ganhos, quando tudo corre bem e o vento sopra ao nosso favor.
b. Dias de perdas, esse dia também chega até nós, uma perda aos nossos olhos pode ser interpretada como uma derrota, mas para Deus ela foi apenas um começo de uma vitória. Dizer que venceremos sempre, não passa de uma (utopia ou fantasia). Nas derrotas nascem novas oportunidades para recomeçarmos.
c. Dias de trevas, isso fala de dificuldades, nesse dia não podemos perder a esperança, mas devemos ter esperança é a expectativa de vitória (Rm 12:12).
Citações:
“Nunca é tarde para a esperança. É através dela que o tempo mostra aquilo que está por vir” (José Selgas). “Nunca prive uma pessoa da esperança; pode ser que seja a única coisa que ela tenha”. (George Eliote).
 
5. LIMITADOS, MAS USADOS POR DEUS.
Feliz o homem que reconhece as suas limitações, por ser através desse conceito que Deus nos usa poderosamente. Cada pessoa tem as suas limitações e defeitos, cada uma não será dependente não somente de Deus, mas das outras pessoas. Deus se utiliza de cada indivíduo com as suas próprias limitações, veremos algumas dessas pessoas:
— Moisés, homem sem eloquência, pesado de língua (Ex 3:15,16).
— Gideão, “a minha família é a menor e eu sou o menor da casa do meu pai” (Jz 6:15).
— Isaías, “Ai, meu Senhor! Sou um homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios” (Is 6:5).
— Jeremias, “eu sou uma criança” (Jr 1:6-7).
 Paulo orou para que o espinho na carne fosse tirado, mas a resposta de Deus foi A minha graça te basta (Ou seja, permaneça como está). Dessa forma, entendemos que, a um Deus, diz sim, a outro não, por quê? “Porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (1 Co 12:9). Deus sabe qual é o melhor tratamento que pode nos dar. Eis aí uma pequena demonstração de que as nossas limitações e deficiências não são motivos para não sermos usados por Deus e fazermos algo para ele. Porém, havia uma restrição, mas em relação aos sacerdotes, esses deveriam ser perfeitos fisicamente, por serem eles a tipologia de Cristo.
 
Finalmente, as nossas limitações nos fazem reconhecer que nada podemos sozinhos, sempre dependemos de Deus e das pessoas. Devemos entender que as nossas limitações não representam derrota, porém o conhecimento e a sabedoria amenizam essas limitações. Se você fracassou em algo que você projetou, em algum momento você malogrou, tente novamente. O inventor da lâmpada Thomas Edison, na virada do século XX, testou mais de 1000 vezes até conseguir. Quem não experimenta derrotas é quem não se atreve, e quem não experimenta novas derrotas é quem se acovarda. Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena (Pv 24:10). Que Deus te use mesmo com todas as tuas limitações.
 
Pr. Elis Clementino

quarta-feira, 24 de julho de 2024

ESBOÇO 1380 ASSUNTO: CRISTOLOGIA.

 
ESBOÇO 1380
ASSUNTO: CRISTOLOGIA.
TEXTO: HEBREUS 13:8. 

O Senhor Jesus Cristo é a figura central de toda a realidade bíblica e cristã, por isso as verdades sobre ele são centrais no cristianismo. Jesus é o cumprimento das muitas profecias no Antigo Testamento e autor dos ensinos do N.T. Nas escrituras, ele é o cordeiro morto desde a fundação do mundo e como o Rei vindouro (Ap 13:8; 19:11-16). Jesus Cristo será o tema principal deste assunto e discorreremos de maneira simples sobre a pessoa, preexistência, divindade, encarnação, ministério, missão, calvário, sua ressurreição e ascensão.

I. QUEM É JESUS CRISTO?
a) O verbo (a palavra em ação) de Deus (o logos) (Jo 1:1, 2). É no verbo que encontramos a vida. Jesus, no seu estado pré-encarnado, fez todas as coisas (Jo 1:3,4).
b) Preexistente (pré = antes + existência) (Jo 1:1, 10; 17:5; Jo 17:5: Jo 8:58; Cl 1:17; Mq 5:2);
c) A revelação da imagem de Deus (Cl 1:15; 2 Co 4:4; Hb 1:3; Ap 3:14).
d) A segunda pessoa do Deus trino e uno (Pai, palavra e o Esp. Santo) (1 Jo 5:7).
e) Criador de todas as coisas, inclusive o mundo (Jo 1:3; 10; Jo 1:3; Cl 1:16, 17).
f) O filho do homem é verdadeiro homem (Mt 16:13; Fp 2:6, 7).
g) Membro de uma família (Mt 1:18-25; Lc 2:51. Jo 6:42).
 
II. A SUA DIVINDADE E NATUREZAS.
1. Ele é um ser divino pela sua relação com Deus.
2. Ele teve duas naturezas.
a) Divina, a sua relação com Deus.
b) Humana, de Maria, ele recebeu a natureza humana (Lc 1:35).
 
III. A SUA ENCARNAÇÃO,
1. Nascido de mulher (nascimento natural) (Lc 2:6; Mq 5:2); fora criado por José (o carpinteiro) e Maria, sua mãe (Is 7:14; Mt 1:21, 23-25. Gl 4:4);
2. Gerado por obra e graça do Espírito Santo (Mt 1:20b; Lc 1:30, 31).
3. A sua infância, Jesus com 12 anos, estava no meio dos doutores (Lc 2:39-52).
4. Humanizou-se (se fez carne) ou tornou-se humano, era a única forma de se relacionar com os homens (Jo 1:14).
5. Tomou forma de homem (Rm 9:5; 1 Tm 3:16. Fp 2:6-8).
 
IV. O SEU MINISTÉRIO E MISSÃO.
1. Iniciou o seu ministério junto ao mar da Galileia ( Mt 4:18-22; Mc 1:16-20; Lc 5:1-11).
2. Convocou doze discípulos para o seguirem e serem pescadores de homens (Mt 4:19).
3. A sua missão ao mundo foi cumprir os propósitos de Deus e implantar o seu reino e a justiça na terra. Deus enviou o seu filho por amar ao (homem) (Jo 3:16). Esse amor foi tão profundo que jamais se pode calcular a largura e a profundidade dele (Ef 3:18), pois somente arraigados (enraizados) nele podemos compreender esse amor.
 
V. AS OBRAS DE JESUS CRISTO:
1. Ele curou muitos enfermos (Mt 9:35; 8:16, 17).
2. Ressuscitou mortos (Lc 7:11-16; Jo 11:41-45).
3. Acalmou tempestades (Mt 8:24-26).
4. Multiplicou pães (Mt 14:13-20).
5. Ele fez tantos milagres que, se escrito em livro, o mundo todo não poderia contê-lo (Jo 21:25).
6. Seus milagres foram confirmados pelos apóstolos (At 10:38; Hb 2:4).
 
VI. A SUA MORTE (TEMA BASILAR DAS ESCRITURAS)
1. Foi promessa de Deus, a semente da mulher “Jesus”. A serpente lhe feriu com a morte, e a semente derrotaria a serpente com a sua morte e ressurreição. (Gn 3:15, 16).
2. Ele foi o cordeiro a ser crucificado (Jo 1:29).
3. Foi traído por um discípulo (Sl 41:9; 55:12-14; Mc 14:10-11).
4. Negociara-o por trinta moedas de prata (Zc 11:12; Mt 26:15), após a devolução do dinheiro seria comprado um campo de um oleiro (Zc 11:13; Mt 27:5-10).
5. Abandonado pelos seus discípulos (Zc 13:7; Mt 21:31, 56).
6. Caluniado, e não abriu a sua boca (Sl 69:4, 12; Lc 23:5; Isa 53:6, 7; Mt 26:67; 27:12-14).
7. Cuspiram no seu rosto (Is 50:6; Sl 22:8; Mt 26:67).
8. Feriram o seu rosto (Mq 5:1; Mt 27:30).
9. Ficou transfigurado (Is 52:14; 53:3; Jo 19:5).
 
VII. FOI CONDUZIDO AO CALVÁRIO.
1. Lugar de martírio e sofrimento, onde matavam os malfeitores, lá o crucificaram, para chegar ao calvário o fizeram carregar a própria cruz na qual ele seria crucificado (Sl 22:1-16; Zc 12:10; Jo 19:18, 20-25; At 3:13-15).
2. O puseram entre dois malfeitores (Is 53:12; Mt 27:38).
3. Ali Ele morreu pelos nossos pecados para nos reconciliar com Deus (I Co 15:3; Cl 1:20-23).
4. Foi sepultado entre os ricos (Is 53:9; Mt 27:57-60).
 
Relacionamento de Jesus Cristo com Deus e os homens:
 
 

 
 
VIII. SUA RESSURREIÇÃO.
1. Ele não está aqui, foi a mensagem confirmada pelo anjo do Senhor. É uma das doutrinas básicas da Bíblia (I Co 15:3, 4; 2 Tm 2:8).
2. As mulheres Maria Madalena (Jo 20:11-18; Mt 28:9, 10; Lc 24:4, 5).
3. Pedro ouviu as notícias (Lc 24:34; 1 Co 15:5).
4. Os dois discípulos no caminho de Emaús (Lc 24:13-35; Mc 16:12, 13).
5. Jesus se apresenta aos onze discípulos, menos Tomé (Jo 20:19-24).
6. Depois, aos onze, e Tomé entre eles (Jo 20:26-29).
7. A Pedro, com mais seis discípulos que haviam ido pescar (Jo 21:1-23).
8. A ressurreição foi confirmada, ela é um fato histórico e incontestável (At 1:3).
9. A ressurreição foi a garantia da nossa ressurreição (I Co 15:21, 22; 2 Co 4:14).
10. Ele feriu a Satanás vencendo a morte (I Cor 15:55-57). Ressuscitaremos também com Ele (I Ts 4:14).
 
IX. A SUA ASCENSÃO.
E, vendo-os, os discípulos, Jesus foi levado às alturas (At 1:9), foi Deus que pelo seu poder o fez subir (Ef 1:20), quarenta dias após a sua ressurreição (At 1:3). Ele subiu vitorioso (Sl 24:7-10). “Varões Galileus, porque estás olhando para os céus, este Jesus que estás vendo subir voltará”. (At 1:11). Estamos aguardando o seu retorno no arrebatamento da igreja Glória a Deus.
 
Vigiemos e estejamos preparados porque Jesus voltará a qualquer momento (I Co 15:52; 1 Ts 4:16). Devemos estar ligados como verdadeiros atalaias. Jesus Cristo breve voltará!
 
Consultas:
Bíblia de estudo pentecostal.
Enciclopédia Stanley.
 
Pr Elis Clementino.


terça-feira, 23 de julho de 2024

ESBOÇO 1379 ASSUNTO: O ATIÇADOR DE CONTENDAS.

 

ESBOÇO 1379
ASSUNTO: O ATIÇADOR DE CONTENDAS.
TEXTO: PROVÉRBIOS 26:21
 
               No mundo existem pessoas de todas as naturezas, cada uma com costumes diferentes. Durante a nossa caminhada, aqui nos deparamos com pessoas boas e outras causadoras de males, principalmente aquelas geradoras de contendas. De imediato, não temos como evitá-las, porém, não somos obrigados a conviver mantendo relacionamento com elas. Neste assunto, falarei o quanto essas pessoas semeadoras de contendas são prejudiciais à nossa fé cristã e como nos livrarmos delas.
 
I. SIGNIFICADO.
Atiçar no nosso vocabulário significa estimular, ativar é como se sopra uma fogueira para acender as brasas. Sem lenha na fogueira, o fogo apaga “Sem lenha, o fogo se apaga e, não havendo maldizente, cessa a contenda. Como o carvão é para a brasa, e a lenha, para o fogo, assim é o homem contencioso para acender” (Pv 26:20-22).
 
II. SEIS COISAS QUE DEUS ABORRECE (Pv 6:16-19).
Há seis coisas que Deus aborrece e a sétima ele abomina, são elas:
1.      Olhos altivos, assim como um coração orgulhoso (Pv 13:10; 21:4; 29;3; Tg 4:6).
2.      Língua mentirosa e difamadora (Sl 15: 3; 101:5).
3.      Mãos que derramam sangue inocente (Pv 1:16; Rm 3:15).
4.      O coração que maquina pensamentos viciosos (Pv 15:26; Sl 101:4).
5.      Pés que se apressam a correr para o mal (Is 59:6-8).
6.      Testemunha falsa que profere mentiras (Ex 20:16; Pv 24:28).
7.      E o que semeia contenda entre irmãos (I Co 1:11).
 
III. A SABEDORIA.
A sabedoria facilita a convivência com pessoas de várias naturezas, mas também nos dá a capacidade de nos afastar daqueles indivíduos que nada nos acrescentam, tanto na vida moral quanto na nossa fé, principalmente aquelas que usam as blandícias para nos conquistar. Devemos ter cuidado para não cair nas suas armadilhas (Pv 1:10). As palavras das pessoas falsas e caluniadoras são como petiscos deliciosos, descem saborosos até o íntimo (Pv 26:22-23), portanto devemos evitar aquelas pessoas que geram contendas e brigas (2 Co 12:20; 2 Tm 2:23-24; Tt 3:9). Essas coisas tiram a paz de um ambiente considerável saudável.
 
IV. TREVAS E A LUZ.
Que comunhão há entre as trevas e a luz? Com o jugo desigual não há comunhão (I Co 6:14-15). Tudo aquilo que contraria os nossos princípios deve ser evitado, consideremos que somos sal e luz (Mt 5:13-16). Um ambiente saudável é árvore-de-vida, pois quando estamos em um ambiente de paz, nos sentimos bem e, quando isso não acontece, procuramos nos afastar.
 
               Portanto, não há nada mais danoso para a fé do cristão do que um incitador de contendas, principalmente numa igreja, tal indivíduo se torna um escravo habilidoso diabolicamente em separar irmãos (Pv 6:14; 16:28; 2 Co 12:20). Paulo encontrou na igreja de Coríntios contenda entre irmãos, isso causou uma divisão na igreja, um grupo dizia: sou de Paulo, outro Apolo, pressuponho que também um grupo dizia: sou de Cristo. Havendo esse, ele seria o pior grupo, porque não obedeciam nem a Paulo e nem a Apolo (I Co 3:1-9). Aproximando-se de você, alguém que goste de contenda, afaste-se dele, não alimente aqueles que nada têm de bom a lhe acrescentar.
 
Pr. Elis Clementino.

sábado, 20 de julho de 2024

ESBOÇO 1378 TEMA: CORRENDO PARA O ALVO.

 

ESBOÇO 1378
TEMA: CORRENDO PARA O ALVO.
TEXTO: I CORINTIOS 9:24-26.
 
Todo atleta deve ter um alvo e lutar por ele até alcançar, isso faz parte da competição atlética. Paulo, em sua carta à Igreja de Corinto, fez uma alegoria sobre a corrida dos atletas numa competição em um estádio com a carreira espiritual, ele expõe que tanto um quanto o outro devem fazer para alcançar o prêmio. Falarei sucintamente sobre a carreira atlética e espiritual.
 
I. Esforço para alcançar o prêmio.
Alguns requisitos são necessários para o atleta:
1. Cumprir normas que são pertinentes à competição para alcançar o prêmio. O segredo da vitória está nos esforços, no preparo físico, no empenho e dedicação, para não correr em vão (I Co 9.24).
2. Conhecer as estratégias dos seus adversários;
3. Fazer valer todos os seus esforços. Uma coisa que o competidor precisa saber “Uma coisa que você aprende em corridas é que os outros nunca esperam por você.” A disputa é individual.
4. Ser forte, o atleta deve ser uma pessoa forte o suficiente para superar os obstáculos, por isso o preparo físico é essencial para ele correr bem.
5. Abster-se de algo que possa prejudicá-lo.  Antes da competição, o atleta se abstém de qualquer coisa que por ventura venha prejudicar a sua carreira (I Co 9.25).
6. Domínio próprio. Os atletas precisam ter domínio próprio, isso faz parte da disputa, ser cauteloso e criar estratégias que possam neutralizar seus adversários.
 
II. Atletismo espiritual.
Espiritualmente, estamos engajados em uma grande competição e uma verdadeira batalha espiritual a qual não podemos perder. Nessa peleja, devemos deixar de lado todo embaraço que nos rodeia e avançar (Hb 12:1). Não podemos perder o alvo, um pequeno desvio pode fazê-lo perder o prêmio (Fp 3.13-14). Os atletas daqui buscam uma recompensa efêmera, nós, porém, temos uma muito mais preciosa e incorruptível que durará para sempre, ou seja, eterna (I Co 9.25), isso é o que faz toda diferença, porque cada um está engajado na batalha da fé (Jd 1.3b). Muitos perdem o seu objetivo, não sabendo mais o que realmente querem, pararam no meio do caminho, desanimaram e deixam de lutar. “Abandonar o alvo é deixar de lutar”, “Vencer é lutar; parar é perder.”
 
III. Três coisas são indispensáveis para os atletas, principalmente o espiritual:
a.      Persistência.
b.      Domínio Próprio.
c.      Abnegação.
 
IV. Conhecer as estratégias adversárias.
Numa competição atlética, todos têm interesse em saber quais as estratégias usadas pelos seus adversários, não é? Por isso, eles têm muita cautela e não são obsessivos a ponto de prejudicar-se. Jamais devemos nos dar por seguros, mas saiba que, por mais fraco que o seu adversário seja, ele também tem as suas estratégias, ele busca oportunidade para fazê-lo perder a corrida (I Pe 5.8).
 
V. Cuidado com a autoconfiança!
O inimigo luta para desestabilizar, espiritualmente somos seus adversários, devemos ter cuidado para não nos tornarmos presas fáceis. Seja cauteloso diante das suas estratégias. Neemias, na reconstrução dos muros de Jerusalém, estava diante de grandes inimigos, que zombavam dele (Ne 4:2,3) para desestabilizá-lo, interromper a obra e fazê-lo desviar o alvo. Esses inimigos agem atualmente da mesma maneira. Quantos querem ver o nosso fracasso? Quantos menosprezam aquilo que fazemos? Estamos engajados em uma grande batalha espiritual e não podemos perder o nosso alvo nesse combate. (Fl 3.14). Através da oração, Deus nos revela as estratégias que o inimigo usa para nos desarmar e desanimar (2 Rs 6:8-17).
 
VI. O final da carreira.
Estamos certos que chegaremos ao final da carreira, é grande a nossa luta para alcançá-la e receber o prêmio, mas com o revestimento da força do Senhor (Ef 6.10), revestindo-nos de toda a armadura de Deus e lutar contra nosso arqui-inimigo “o Diabo” (Ef 6.11-13), estando firme, vigilante e perseverante (Ef 6.14-18). Após o término de toda luta e carreira, chegaremos e cruzaremos a linha de chegada. “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2 Tm 4.7).
 
Amados, após cruzar a linha de chegada, o atleta aguardará com muita expectativa o momento da coroação, “o prêmio” que se dará num momento solene, o Senhor nos dará o prêmio. Paulo partiu na certeza de ser coroado (2 Tm 4.8), “Igualmente, o atleta só não será coroado, se não lutar legitimamente.” (2 Tm 2.5). O “prêmio” a que Paulo se refere é a coroa incorruptível, a vitória da salvação eterna, o alvo precioso da vida cristã. Lutemos até o fim para alcançar o nosso também.
 
Pr. Elis Clementino.

segunda-feira, 15 de julho de 2024

ESBOÇO 1377 ASSUNTO: ANSIEDADE.

 

ESBOÇO 1377
ASSUNTO: ANSIEDADE.
TEXTO: “Não andeis ansiosos por coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.” Filipenses 4.6; I Pedro 5:7.
 
Na atualidade, há três grandes males que atingem quase toda a humanidade, ocasionando nas pessoas sérias consequências, são elas: a depressão, o estresse e a ansiedade. Porém, são muitos os fatores causadores desses males.
 
I.  SIGNIFICADOS:
a.      A depressão está ligada ao passado, algo que causou danos ao indivíduo.
b.   O estresse está ligado ao presente, devido à correria do cotidiano na busca em fortalecer-se em algumas áreas da vida.
c.      A ansiedade está ligada ao futuro, algo que o indivíduo pretende alcançar, isso causa um desgaste emocional muito grande, somado ao medo de não conseguir. No entanto, observamos que cada um desses males tem características diferentes. Eu irei comentar sobre esses três eventos, mas não seguindo a ordem como classifiquei.
 
II.  ANSIEDADE:
  1. A ansiedade é uma aflição, um mal-estar físico e psíquico, pois ela é a causadora de desencadear muitas doenças no organismo humano. No grego, o termo ansioso significa anisychos significando estrangular, sufocar, oprimir. Ela se manifestar na preocupação, a qual é o ato ou efeito de se preocupar, uma ideia fixa e antecipada, que perturba a mente da pessoa, as características são bem visíveis, o indivíduo se apresenta com vontade de querer ver o desfecho daquilo que está em sua mente, e isso resulta em intranquilidade pela demora das realizações dos desejos “A esperança adiada enfraquece o coração” (Pv 13.12).
A ansiedade também se apresenta como uma espécie de medo dos problemas, dependendo das circunstâncias a que somos submetidos, isso pode até piorar a situação, mas há meios pelos quais esses sintomas possam ser amenizados, nesse momento é através da ajuda de outras pessoas, sem dúvidas elas são valiosas.
 
Habitualmente, quem é atingido pela ansiedade não dorme e nem se alimenta bem, é todo tempo intranquilo, falando sozinho e gesticulando. (Dn 6.18), gente assim é muito fácil de ser identificada devido à alteração do seu comportamento, isso só tende a aumentar, ainda bem que Deus é o nosso socorro bem presente nessa angústia e certamente ele nos ajudará (Sl 46:1).
 
III. O ESTRESSE: O estresse desenvolve o mau-humor, pavor, debilidade física, alterações metabólicas, entre outros. Nesse estágio, o desânimo toma conta do indivíduo, fazendo desacreditar em algum sucesso (I Rs 19.4; Jó 10.1; 23.2; Jn 4.3,8; Sl
55.2; 77.3). As queixas passam a ser frequentes, culpando as outras pessoas, isso é sinal que está se desenvolvendo nele um quadro depressivo juntado ao estresse.
 
IV.  A DEPRESSÃO:
Como falamos anteriormente, o quadro depressivo está ligado ao passado, por não conseguir sucesso em algo, mas aí vem a soma das outras, instalando no indivíduo a agressiva depressão. Esse mal conduz as pessoas ao desespero a ponto de desejarem a morte (Nr 11.14,15; I Rs 19.4; Jr 20.14,15, 17,18; Jn 4:3). Quando chega a esse ponto, o pessimismo, a falta de expectativa e a visão do fracasso deixam a autoestima do indivíduo em baixa, para ele as demais pessoas podem conseguir e superar tudo, menos ele. Os homens de Deus que desejaram a morte viram as suas expectativas zeradas, para eles nada lhes retavam a ponto de pensarem: “tudo acabou para mim”, não é isso que acontece com muitas pessoas? Só que para Deus nada havia acabado. Se alguém apresenta um quadro depressivo ou chegou a essa situação, pelo amor de Deus, não hesite, guardando em silêncio. Busque ajuda imediatamente, primeiramente socorro divino, lançando sobre ele a vossa ansiedade (I Pe 5:7), depois, seus familiares, amigos, seu líder religioso e se for preciso os profissionais da saúde, contanto que o desespero não tome conta de você, pois os projetos de Deus para a sua vida não finalizou.
 
V. A FÉ ENFRAQUECIDA:
A fé enfraquecida impossibilita o indivíduo de ver o seu próprio sucesso. Portanto, essa é uma situação extrema, com a necessidade de ser revertida imediatamente. Nessa altura, o indivíduo precisa ter confiança em Deus e acreditar que não está sozinho na batalha. Deus está com ele, e a sua infalível palavra garante que ele não o desamparará (Sl 27:10). Os discípulos também vivenciaram momentos apreensivos e depressivos, desenvolvendo neles um quadro de ansiedade (Mt 6:25-34; Lc 12:6-7, 24). Portanto, não se debruce diante das dificuldades, você terá vitória, acredite! Não fique deitado esperando que tudo desabe sobre você, levante-se!
 
VI. FAZENDO USO DA FÉ:
Recorrer à fé é indispensável, porque ela é o firme fundamento das coisas que não se veem. A confiança em Deus permite uma fé inabalável, por ser através dela que conseguimos enxergar o que os olhos naturais não conseguem. A palavra de Deus nos encoraja a batalhar por uma fé que uma vez nos foi entregue. (Jd 3b).
 
VII. ENCORAJAMENTO DIVINO:
“Dizei aos desalentados de coração: sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus” (Is 35.4); “Não temas, porque eu estou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Is 41.10,13). Davi no Salmo 23, 27 e 46 transmite para nós um grande encorajamento. Amados, não fiquem prostrados, levante-se e caminhe, porque a caminhada é longa.
 
Apeguemo-nos à palavra de Deus e exercitemos a fé em nossa vida diária, mesmo com todo sofrimento, não deixe a assassina da preocupação lhe matar, no entanto, tome uma atitude em declarar como Paulo: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.13). Devemos entregar as nossas causas ao Senhor através das orações. Continue confiando em Deus e todos os seus projetos serão concretizados. “Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (I Pe 5.7). Finalizo dizendo: descanse no Senhor, não desanime, confie nele, e ele tudo fará.
 
Pr. Elis Clementino

 


sábado, 13 de julho de 2024

ESBOÇO 1376 ASSUNTO: CUIDADO COM AS INCONVENIÊNCIAS.

 

ESBOÇO 1376
ASSUNTO: CUIDADO COM AS INCONVENIÊNCIAS.
TEXTO: I CORÍNTIOS 10:24; 13:5.

 Mesmo o homem sendo criado à imagem de Deus, ele se tornou imperfeito e propenso a cometer falhas. Na Bíblia, encontramos diversos exemplos que ressaltam as nossas inconveniências tanto para com Deus quanto para os homens. Essa imperfeição humana não apenas é evidenciada pelas falhas e pecados, mas também pela tendência do homem em se desviar dos propósitos divinos. Embora esse termo esteja presente em outras ministrações, porém falarei sobre as nossas inconveniências.

A. SIGNIFICADO.
Inconveniência está relacionada à grosseria, incivilidade, imprudente e mal-educado. Há certas atitudes do ser humano que julgamos grosseiras, elas estão sempre presentes na vida do homem, tornando-o cada vez mais inconveniente, principalmente nos relacionamentos. Quem já ouviu alguém dizer? “Fulano é inconveniente”? Cada indivíduo escolhe ser ou não ser inconveniente, às vezes até involuntariamente, por meio de uma palavra fora de ordem, um ato, entre outros. No grego enochlíseis, que significa não conveniente, inoportuno, impróprio. Pessoas que não se importam com os limites sociais.

B. A QUEDA DO HOMEM.
A queda de Adão foi um ato inconveniente, esse é um dos maiores exemplos da inconveniência humana, embora eles tenham sido criados perfeitos, porém, ao serem tentados, cederam à tentação e desobedeceram ao criador. Por conta desse naufrágio espiritual, o pecado entrou no mundo. (Gn 3:1-13; Rm 5:12).
 
C. A NATUREZA PECAMINOSA.
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Essa passagem destaca que todos os seres humanos têm a inclinação natural para o pecado, o que nos torna inconvenientes diante da santidade de Deus. (Rm 3:23). O homem não é pecador porque peca, mas porque ele é pecador por natureza (Rm 7:5).

D. A DESOBEDIÊNCIA DO POVO DE DEUS.
O homem, quando se desvia de Deus, consegue fazer coisas inconvenientes aos princípios divinos, porque a inclinação da carne é pecar. O povo de Deus, durante a viagem no deserto, mesmo vendo os milagres de Deus, buscaram inconveniências mundanas, fizeram um bezerro de ouro, deixando de ser fiéis ao Senhor. (Ex 32:1-8).

E. AS MISERICÓRDIAS DE DEUS.
As misericórdias de Deus são a causa de não sermos consumidos. As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade (Lm 3:22-23). Bondade e perdão, a graça divina, nos trouxeram porque ele nos amou primeiro (I Jo 4:19; Rm 5:8).

F. A MANIFESTAÇÃO DA GRAÇA.
O homem, pela sua inconveniência, ficou impossibilitado de ser salvo, mas a graça divina foi manifesta por Jesus Cristo, “graça, favor imerecido” ela nos trouxe salvação sem nada pagarmos por ela, o dom gratuito de Deus (Rm 6:23). Pela graça, somos salvos e não pelos méritos (Tt 2:11-14; Ef 2:8-10).
 
G. A FRAQUEZA DO HOMEM.
Muitas vezes, aos nossos olhos, parecemos ser tão fortes, como Pedro, que pensou ser tão forte, a ponto de defender e morrer pelo seu mestre (Mt 26:69-75), não sabendo ele que na fragilidade humana opera a bondade de Deus. Ele, após negar o mestre, reconheceu que ele não era aquilo que pensava ser, agora fraco e abatido, tendo em vista correr atrás do prejuízo, foi para a Galileia. A misericórdia de Jesus não o excluiu do grupo, e logo ao ressuscitar o anjo manda um recado para Pedro através das mulheres, dizendo: vai avisar aos discípulos e a Pedro que vou para a galileia e lá os encontrarei (Mc 16:6-7).
 
Portanto, devemos sempre nos autocorrigir para não ser inconvenientes para com os homens e também para com Deus. Precisamos ter muito cuidado para não ser inconvenientes em nossos relacionamentos, para não aborrecer as pessoas com quem nos relacionamos. As nossas descortesias em certos momentos podem ocasionar algumas implicações em todos os aspectos da vida. Se permanecermos inconvenientes em relação aos princípios divinos, jamais alcançaremos a restauração da nossa relação com Deus. 

Pr. Elis Clementino.

sexta-feira, 12 de julho de 2024

ESBOÇO 1375 TEMA: A NOSSA EXPECTATIVA.

 

ESBOÇO 1375
TEMA: A NOSSA EXPECTATIVA.
TEXTO: ROMANOS 5:3-5
 
A expectativa é um sentimento recorrente na Bíblia, ela é mencionada em diversos textos. Nesse breve esboço falarei sobre a esperança em algo grandioso que ainda não se tornou realidade, incluindo passagens importantes que destacam esse sentimento.
 
I. A fonte da esperança
A. Deus, fonte de esperança.
1. Ó! Minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança. Só ele é a minha rocha e a minha salvação; e a minha defesa; não serei abalado (Sl 62:5-6).
2. O Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para serdes ricos de esperança no poder do Espírito Santo. (Rm 15:13).
 
II. A esperança na adversidade.
A. Diante das dificuldades:
1. E não somente isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado. (Rm 5:3-5).
2. Em tudo somos atribulados, porém, não angustiados; perplexos, porém não desesperados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos. (2 Co 4:8-9).
 
III. A esperança a âncora da alma.
1. A qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu. (Hb 6:19).
2. O que nos dá esperança? A confirmação das promessas de Deus em Cristo (2 Co 1:20).
 
IV. A esperança da salvação:
A. Esperança da vida eterna.
1. "Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos." (Tt. 1:2);
2. "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos." (I Pe. 1:3).
 
B. A esperança da segunda vinda de Cristo
 1. "Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo." (Tt 2:13);
 2. "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor." (Ts 4:16-17). A nossa esperança vai muito mais além do que imaginamos.
 
V. A esperança, estímulo para a vida cristã.
A. Viver em esperança
1. Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo (I Pe. 1:13).
2. "E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro." (I Jo 3:3).
 
B. Encorajando uns aos outros na esperança.
1. "Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração." (Rm 12:12);
2. Por isso, consolai-vos uns aos outros e edificai-vos, como também o fazeis." (I Ts 5:11).
 
            Amados, falar em esperança é reacender em nós a expectativa bíblica a respeito de tudo aquilo que enriquece a nossa confiança em algo que está reservado por Deus para os seus filhos. Essa expectativa vai muito mais além das coisas terrenas, como disse o escritor aos hebreus, ela penetra até o interior do véu. Aguardemos com toda a certeza o que Deus preparou para nós no porvir.
 
Pr. Elis Clementino.

terça-feira, 9 de julho de 2024

ESBOÇO 1374 TEMA: A IGREJA E A UNIDADE DO ESPÍRITO.

ESBOÇO 1374
TEMA: A IGREJA E A UNIDADE DO ESPÍRITO.
TEXTO: EFESIOS 4:3

Esse é um assunto de extrema importância para a atualidade, a igreja e a unidade do Espírito Santo, algo que é um mistério e uma realidade. Falarei de maneira simples sobre às três formas de união: a igreja, uma unidade, o Espírito Santo promotor dessa união, o opositor dessa união e o resultado da união da igreja.

A. Formas de união.
1. A união matrimonial, pela qual duas pessoas de sexos opostos se unem (Mt 19:5). Essa união depende dos cônjuges.
2. A igreja, com seus muitos membros, forma um corpo (1 Co 12:12). O espírito Santo é o agente dessa unidade. Deus também usa os membros (Ef 4:16), ele entregou ao ministério a função de levar a igreja à unidade.
3. Jesus manifesta o desejo de estar unido à igreja por todo tempo (Jo 17:19-21). Essa união é perfeita e serve de modelo para as outras duas.

B. A Igreja, uma unidade.
As figuras bíblicas nos afirmam isso:
1. Muitos membros formam um corpo (1 Co 12-12-14).
2. Muitas ovelhas formam um rebanho (Jo 10:16).
3. Muitas pedras formam uma casa espiritual (1 Pe 2:5).
4. Muitas lâmpadas formam um castiçal (Mt 5:14; Lc 8:16; Ap 1:20).
 
C. O Espírito Santo, promotor dessa unidade.
Ele opera aplicando o resultado da vitória de Cristo sobre o Calvário, ele morreu para unir os que estavam dispersos (Jo 11:52). A igreja e a sua união com Cristo é um mistério (Ef 5:32-33). Essa união não depende de posição social, raça, idade e nem sexo, no entanto, devemos ser UM.
1. Essa união é um mistério porque ela só existe em Jesus e mais ninguém, nele os judeus e gentios se tornam um corpo (Ef 3:6), ele deve estar no centro dessa união (Cl 1:18).
2. Já falamos que o espírito Santo é o promotor dessa união, é ele que atrai os homens a Cristo e opera neles em dois sentidos, isto é:
1.1. Vertical, unindo os homens a Deus.
1.2. Horizontal, unindo os homens aos outros.
a) O Espírito Santo conduz o homem a Cristo, vindos estes, serão lavados no seu sangue. Eles chegarão mais perto de Deus (Ef 2:13) e têm comunhão entre si (1 Jo 1:7). Essa comunhão através do sangue de Jesus resulta em purificação dos pecados.
b) Através do novo nascimento pelo Espírito Santo, os que se convertem a Cristo recebem uma nova natureza que é divina (2 Pe 1:4), essa natureza é baseada no amor divino, visto que Deus é amor (1 Jo 4:8). O amor de Deus nos faz amá-lo (1 Jo 4:19), e também amar reciprocamente (1 Jo 5:1). Ele é a evidência desse amor (1 Jo 3:14).
c) Por Jesus Cristo recebemos paz (Jo 14:27). Essa paz nossa nos faz ter paz com Deus (Rm 5:1) e paz com os outros (Ef 2:14-16).
d) Pela salvação recebida, o Espírito Santo passa a habitar em nós (1 Co 6:19). Ele testifica em nós (Rm 8:16), e clama “Abba”, esse termo usado por Jesus, na língua aramaica significa “Pai”. A bênção dessa união nos habilitou a receber o Batismo com o Espírito Santo como um revestimento de poder, ele nos leva a ter uma comunhão mais íntima com Deus e com os irmãos. Essa união é como o fogo que funde diferentes pedaços de metais em um só bloco, dessa forma o Espírito Santo faz com que essa união se torne um coração e uma alma (At 4:31-32).

D. Inimigo dessa união.
1. Com a forte atuação do inimigo sobre a humanidade no final dos tempos, conduzirá o homem a um esfriamento no amor (Mt 24:12). Devemos entender que isso possivelmente acontecerá na igreja, porque nela não somente existem homens bons e prudentes, mas também maus, que espancam, promovem dissensões entre irmãos.
2. O inimigo causa desunião desde o princípio, usando a carne daqueles que dão lugar a ele (Jd 19). A nossa carne deve estar crucificada com Cristo (Gl 2:20). Paulo falou sobre as obras da carne (Gl 5:19-21), observem que todas elas são prejudiciais para a união dos crentes, por essa razão devemos ter muito cuidado para não sermos usados por ele, se dermos lugar, será fatal tanto para a nossa fé quanto para a dos outros.

E. O Espírito Santo nos dá vitória na luta contra a carne.
Ele milita na batalha que temos contra a carne (Gl 5:17), mas isso acontece quando buscamos a sua ajuda, mas como alcançar essa ajuda para termos domínio sobre a carne?
1. Devemos nos entregar totalmente a Deus, só assim o Espírito Santo pode mortificar as obras da carne (Rm 8:3; Cl 3:3), dessa maneira estamos verdadeiramente crucificados com Cristo (Gl 5:24).
2. Devemos ter muito cuidado para não usarmos as armas da carne (2 Co 10:4), as armas do Espírito devem ser usadas nessa batalha porque são feitas em Deus (Ef 6:10-17).
3. Devemos entregar a direção da nossa vida ao Espírito Santo, andar em Espírito (Gl 5:25), ser guiado por ele (Gl 5:16). O fruto do Espírito deve estar em evidência, ele produz em nós a natureza divina (Gl 5:21). Ele opera na vida do crente, somente venceremos se estivermos sob o domínio do Espírito Santo (Rm 12:21).

F. Quais os resultados dessa união?
1. Deus faz da sua igreja uma morada (1 Co 3:16), ele ordena a benção Sl 133:2,3).
2. A igreja se torna um lar onde os crentes são edificados (At 9:31; 2 Pe 3:18).
3. A igreja está em condições de cumprir a sua missão, porque nessa união todos se unificam (At 8:14; 11:19-21). Toda desunião, contenda serão, inveja, pecados serão instintos do meio da igreja.
Finalmente, devemos fazer a nossa parte trabalhando em prol dessa união, se assim fizermos, seremos compensados no tribunal de Cristo (Rm 14: 10). Aqueles que edificarem bem com materiais valiosos serão recompensados, enquanto outras de qualidade inferior serão queimadas (1 Co 3:12-13). Conservemos a unidade entre irmãos para que no dia do Senhor sejamos coroados.

Alguns textos desse esboço são baseados em uma aula bíblica ministrada pelo Miss. Eurico Bergstén, lá nos anos 80. Em EBO.

Pr. Elis Clementino

terça-feira, 2 de julho de 2024

ESBOÇO 1373 TEMA: A FALSA SANTIDADE.

ESBOÇO 1373
TEMA: A FALSA SANTIDADE.
TEXTO: “E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:” Lc 18.9-14.
              
Muitas vezes somos enganados pela aparência; nem tudo o que se vê por fora de um indivíduo corresponde com o que está dentro do seu coração. Nada há mais enganoso do que o coração (Jr 17.9), é dele que resultam os pensamentos maus (Mt 15.19; Mc 7.21), e ninguém sabe o que está dentro dele, senão o SENHOR (Jr 17.10; I Sm 16.7; 2 Cr 28.9; Rm 8.27; Ap 2.23; Jr 32.19; Rm 2.6). Jesus apresenta uma parábola envolvendo dois personagens com atitudes diferentes, o FARISEU e o PUBLICANO. O texto mostra: “Dois homens subiram ao templo, a orar; um fariseu e o outro publicano” (Lc 18.10). É grande a diferença entre a oração do fariseu e a do publicano. Deixando-os de lado, quero comentar sobre a postura e o conteúdo da oração de cada um.
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1. A postura do fariseu na oração.
A única coisa capaz de revelar o que está no coração do indivíduo são as suas atitudes. Visualizando de forma simples, inicialmente, não daria para notar se havia diferenças entre eles, pois eram apenas duas pessoas que caminhavam para o templo. A postura e as atitudes é que fizeram toda diferença. Nenhuma atitude orgulhosa no coração de uma pessoa deixará de ser revelada, principalmente o orgulho religioso, pois aquele fariseu, na sua oração, declarou ser mais justo que todos os homens, e nessa altivez de espírito ele menosprezava e julgava os outros.
 
A sua postura era totalmente incoerente em ralação à humildade, ele põe-se em pé e pelas suas palavras revela tudo o que estava dentro do seu coração. As coisas ruins que o homem tem guardado no coração são reveladas pelas atitudes e palavras (Lc 6.45). A sua oração foi recheada de hipocrisia, dizendo: “Ó, Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como esse publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” Parece que isso era o suficiente para impressionar a Deus, e certamente mais alguém que estivesse presente (Lc 18.11,12). “A pessoa que pensa ser justa por seus próprios esforços não tem a consciência da própria natureza pecaminosa, da sua indignidade e da sua permanente necessidade da ajuda, misericórdia e graça de Deus.” B.E. Pentecostal.
 
2. A postura do publicano na oração.
A simplicidade chama a atenção de Deus, as escrituras provam isso, a oração do publicano não impressionava ninguém, ela assoalhava que o seu coração estava totalmente desprovido de todo orgulho; ao contrário do fariseu, ele demonstrava ter a consciência da sua natureza pecaminosa e mostrara que não era digno nem de olhar para o céu, batia no peito expressando as seguintes palavras “Ó Deus, sê propício a mim pecador” (Lc 18.13).
 
3. Os merecidos lauréis.
O fariseu Justificou-se a si, rejeitando toda gratuita justiça de Deus (Rm 3.20) e voltou para sua casa totalmente, justificado, talvez pensando que a sua oração fosse de impressionar a Deus, e se gloriava da exposição daquelas lindas palavras, que em nada agradaram a Deus (Lc 18.14). Deus não se impressiona com ricos vocabulários. Paulo entendia essas verdades ao pregar o evangelho, para que a fé dos crentes não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus (I Co 2.4).
 
O publicano foi justificado por Deus através da sua humildade e fé, e não o fariseu, pois todo que se exalta será humilhado; mas o que se humilhar será exaltado (Lc 18.14).
 
As nossas orações e atitudes devem ser feitas conscientemente, sem exibições de santidade, porque Deus conhece os corações.   Jamais tente impressioná-lo. Aqui, duas pessoas oravam com posturas diferentes, um orgulhava-se dos seus atos, o outro se humilhava, considerando-se apenas um pecador.

Pr. Elis Clementino

 

Pr. Elis Clementino.