domingo, 28 de março de 2021

EFÊMEROS PRAZERES CARNAIS.

 ESBOÇO 1072

TEMA: EFÊMEROS PRAZERES CARNAIS.

TEXTO: “Mas principalmente aqueles que correm com desejos impuros atrás dos prazeres da carne e desprezam a autoridade. Audaciosos, arrogantes, não temem falar injuriosamente das glórias,” 2 PEDRO 2:10.

O ser humano vive em busca de tudo aquilo que lhe dá prazer, ou seja, aquilo que satisfaça seus desejos, essa é uma maneira dele amenizar as suas dores e sofrimentos, pois para ele a busca do prazer é o único caminho para a felicidade. A filosofia epicurista define que o prazer para ser um bem ao homem é necessário que haja moderação. Nesse mote almejo de maneira sucinta e empírica discorrer sobre a visão que o homem tem dos prazeres da carne, os meios pelos quais os eles buscam e a insensatez humana em relação aos prazeres carnais. Amados obreiros, vocês têm coragem de ministrar esse assunto na sua igreja?

A VISÃO SOBRE OS PRAZERES DA VIDA.

Alguns homens que tiveram uma vida piedosa, mas em certos momentos tiveram visões distorcidas sobre a prosperidade dos ímpios e como eles gozavam das suas riquezas, em face aos seus sofrimentos, Jó via a prosperidade dos ímpios como algo bom em contraste a sua dor, (Jó 21). Davi via a prosperidade dos ímpios como uma armadilha para eles próprios (Sl 37:1,2); Asafe também via a prosperidade dos ímpios se deslumbrarem sobre a terra, e ao ver isso quase desvanecia na fé e da sua fidelidade, portanto ver a felicidade dos ímpios nos prazeres das suas riquezas achou que no final não era com ele pensava (Sl 73:2-28).

MEIOS PELOS QUAIS OS HOMENS BUSCAM OS PRAZERES.

Há muitos meios pelos quais os homens buscam prazeres, embora saibam que todos os prazeres são efêmeros ou passageiros. Quaisquer que sejam as fontes de prazeres passam; as bebidas, as drogas, diversão, sexo, prazer nos sofrimentos alheios, e quaisquer outras fontes de prazeres, mas quando passam os efeitos prazerosos a pessoa entende que aquela satisfação não foi suficiente e nessa ocasião vem à necessidade de regressar outra vez as mesmas ou outras fontes de prazeres, tornando-o dependente e escravo do tipo de prazer que lhe satisfaça, quando isso acontece chegará o momento em que os prazeres carnais não mais resolverão, ai começam os sofrimentos. “O prazer não é um mal em si; mas certos prazeres trazem mais dor do que a felicidade”.

O PRAZER ESPIRITUAL

O prazer espiritual é motivado pela presença de Deus no homem, quando isso lhe falta ele passa a ter uma crise existencial e nada mais preenche “é um momento no qual o indivíduo questiona os próprios fundamentos da sua vida: se esta vida possui algum sentido, propósito, ou valor.” Nesse caso muitos depressivos e não sabemos do que ele será capaz.

A INSENSATEZ HUMANA.

A ilusão faz com que os insensatos busquem os prazeres sem se importar com o que eles possam trazer-lhes depois “Se escolheres o prazer, conscientiza-te que atrás dele há alguém que só te trará atribulações e arrependimento.” “Se um homem pudesse ter metade dos seus desejos realizados, teria mais aflições do que prazeres.” (Não sejamos escravos dos desejos corruptos, lembre-se que o prazer pode durar apenas um instante, porém as sequelas para o resto da vida).

O que adianta um minuto de prazer e uma eternidade de sofrimentos, por causa de vinte segundos de prazer em um ato sexual você pode perder muitas coisas na vida, quem sabe até a própria vida, com apenas cinco minutos de prazer, lhe faz perder algo relevante que fora edificado com muitos sacrifícios e dores através de vários anos de trabalho.

Na vida religiosa acontecem as mesmas coisas do que falamos anteriormente. Por um cochilo e um momento de prazer com Bate-Seba, Davi se achou em lágrimas e dores, além da espada do Senhor entrar em sua casa (2 Sm 11:1-4, 27; 12: 1-12). (O anseio da mente humana é desejar os prazeres que lhes são divinamente proibidos, por isso é preciso que o indivíduo tenha controle sobre seus anseios). 

Os prazeres carnais têm feito com que muitos homens de Deus perdessem seus ministérios, não há dor maior do que a queda de um PROFETA do Senhor, por essa razão as cartas de Paulo a Timóteo tratavam do cuidado que o jovem obreiro devia ter na sua carreira ministerial (I Tm 4:16). Nas escrituras a carne representa as nossas fraquezas, a parte que deseja o pecado, há uma batalha travada entre a carne e o nosso espírito, enquanto a carne quer sentir prazer em pecar, o nosso espírito deseja fazer a vontade de Deus (G 5:16,17). Busquemos os prazeres que não nos causem prejuízos tanto para a nossa vida moral quanto espiritual, mais saibam os prazeres da carne são passageiros. Os prazeres espirituais além de nos proporcionar gozo, paz e alegria no Espírito Santo e desfrutar da presença de Deus, ainda nos conduzem a eternidade. Deus mostrou a Asafe o fim daqueles que tiveram a vida toda de prazeres e prosperidade (Sl 73:2-28). Conclui-se que: O prazer e a felicidade não estão nas riquezas e nem nas coisas efêmeras desta vida, por isso reduzimos o nosso corpo servidão “Mas esmurro o meu próprio corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de haver pregado aos outros, eu mesmo não venha ser reprovado.” (I Co 9:27).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.co

quarta-feira, 24 de março de 2021

A SOLIDÃO DO DESETO.

 

ESBOÇO 1071

TEMA: A SOLIDÃO DO DESERTO.

TEXTO: DEUTERONÔMIO 32:10

No mundo existem lugares áridos e férteis dependendo da sua posição geográfica, cada lugar com as suas características próprias, as pessoas que lá residem geralmente se adequam a realidade do lugar. Nesse assunto não desejo falar sobre as posições geográficas nem se árido ou fértil de cada lugar, mas no âmbito espiritual.

DESERTO LIT.

Geralmente os desertos são lugares menos habitados, onde muitos tipos de plantas dificilmente subsistirão, mas as pessoas que lá residem tem seus hábitos de vida totalmente diferente dos que vivem nas grandes metrópoles.

CARACTERÍSTICAS DO DESERTO

(1) Lugar seco e devastado, nele a maioria das plantas são rasteiras, principalmente nos lugares mais altos; (2) Lugares onde as pessoas habitam e muitas vezes continuam lá por não haver recursos para de lá saírem; (3) Lugar de isolamento, onde falta tudo e ninguém por perto; (4) Hagar quando se encontrava com seu filho no deserto para morrer, pois faltou pão e água (Gn 16:7). No deserto foi o lugar que Deus encontrou o seu povo (Os 13:5).

DESERTO ESPIRITUAL.

Essa é uma linguagem figurada e entendida por pessoas religiosas ou cristãs, ela é muito usada para confortar e mostrar para esse público que há algumas etapas que atravessamos durante a vida, nela podemos ter tanto abastança, quanto escassez. Quando estamos atravessando uma dessas etapas faz-se necessário compreender que estamos sendo trabalhado por Deus para algo melhor e maior. Há muitas formas de Deus provar o crente, não importa a forma, sei que todas as formas contribuem para o bem (Rm 8:28). O deserto é uma forma de Deus nos provar e nos lapidar, assim como ele provou a Israel no deserto e não o abandonou, também não nos abandonará (Sl 46:7). A lei das causas e efeitos também atua nessas áreas das nossas vidas (Lm 3:39; 5:22), se não fosse assim, não faríamos qualquer questionamento a Deus. 

CARACTARÍSTICAS DOS DESERTOS ESPIRITUAIS.

Deserto espiritual se torna mais sofrível do que um deserto lit. (1) Ele pode estar lotado de pessoas, mas você está só; (2) Nele pode chover a noite inteira, mas a terra permanece seca e improdutiva; (3) Nele o silêncio lhe envolve como uma pele; (4) No deserto você cava poço e os inimigos tapam (Gn 26:18-22); (5) No deserto parece que os nossos sonhos e projetos ficaram para trás e não vemos motivos para que sejam cumpridos, portanto essa etapa é bastante sofrível.

DESERTO, DEUS E VOCÊ.

No deserto acontecem coisas que nos surpreendem: (1) No deserto Deus vai ao teu encontro; (2) No deserto Deus fala e te anima e ergue a sua baixa estima; (3) Ele não lhe dá as costas, não lhe abandona; (4) No deserto Deus prepara banquete para você, e lhe dá do maná espiritual, que só Ele tem e pode (Sl 78:19); (5) No deserto Deus falou com Moisés no meio da sarça; (6) No deserto até da rocha sai água, formula essa que só Deus tem para te socorrer.

Deus é o socorro nos momentos mais difíceis da vida (Sl 46), ainda que tudo nos falte ainda há razão para o adorá-lo (Hb 3:17-19). Deus te encontrou no deserto, ele te guardou como a menina dos seus olhos (Dt 32:10) para o servires. O deserto está sendo a forma de Deus te moldar para uma nova fase da tua vida, é o oleiro trabalhando com o barro para que saia um novo vaso (Jr 18:2-6; Rm 9:1, 20,21). Ninguém contenda contra o Senhor por aquilo que ele faz (Is 45:9).

Pr Elis Clementino –prelisclementino@hotmail.com

 

quinta-feira, 18 de março de 2021

A ORAÇÃO SÁBIA DE AGUR.

 

ESBOÇO 1070

TEMA: A ORAÇÃO SÁBIA DE AGUR.

TEXTO: PROVÉRBIOS 30:7-9

Pensando de forma consciente, entendemos que existem coisas que não devemos pô-las em primeiro plano em nossas vidas, são coisas que em nada somam e ainda podem nos atropelar, tanto na vida pessoal, quanto a espiritual. É necessário entender que elas não sejam desejadas sem ponderação e se elas podem serem ou não proveitosas. Na Bíblia há três orações sabias, a oração de Jabez, a de Salomão e a de Agur. Esta última no meu entender merece destaque das demais, por ser ela muito consciente e sábia.

QUEM ERA AGUR?

“Agur era um escritor bíblico, filho de Jaque. Acredita-se que tenha vivido entre os reinados de Salomão até o reinado de Ezequias.” Ele escreveu com uma estrutura diferente das demais, o texto de (Pv 30:7- 9) refere-se a sua oração ao Deus dos céus. Desde aquela época as orações faziam parte da vida devocional daqueles que eram tementes a Deus.

OS PEDIDOS DE AGUR EM ORAÇÃO.

No verso sete ele apresenta duas coisas que Deus não os dês antes que eu morra, na sua concepção tudo aquilo que viesse comprometer a sua vida moral e espiritual não deve ser adquirido, pois na visão de Agur eram coisas que podiam ser dispensáveis. Somente um indivíduo desprovido de qualquer orgulho podia declarar na sua oração as seguintes frases: (1) Mantém longe de mim a falsidade e a mentira; (2) Não me dês nem pobreza nem riqueza; dá-me apenas o alimento necessário. (Pv 30:7,8). Agur fundamentou a sua oração somente naquilo que era necessário para a sua sobrevivência.

EM QUE AGUR FUNDAMENTOU SEUS PEDIDOS?

Tudo o que aceitamos ou rejeitamos há razões, Agur apresentou as suas razões dizendo o seguinte: (1) Se não, tendo demais, eu te negaria e te deixaria, e diria “Quem é o Senhor?” (2) Se eu ficasse pobre, poderia, poderia vir a roubar, desonrando assim o nome do meu Deus (Pv 30:9). Essa é uma verdade quando o homem cresce no seu potencial o orgulho vem junto como podemos ver o caso do rei Uzias, ele desconheceu tudo aquilo que o Senhor fez por ele, além de violar seus mandamentos (2 Rs 26:4-21).

CONTENTANDO-SE COM O QUE TEM.

Cada um de nós devemos nos contentar dentro das nossas possibilidades, mas isso não significa que não devemos nos esforçar para alcançarmos patamares maiores na vida profissional, empresarial, e espiritual, contudo, longe de ser conquistada através da falsidade e da mentira. Quem ambiciona o dinheiro cairá em tentação, em armadilhas e em muitas vontades loucas e nocivas que conduz muitas pessoas na ruína e na completa desgraça. Porquanto o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e por causa dessa cobiça, alguns se desviaram da fé e se atormentaram em muitos sofrimentos (I Tm 6:9-10). Vejam também (Js 7:21; Sl 62:10; Pv 15:27; Mc 4:19).

PAULO EXEMPLO A SER SEGUIDO.

O trabalho dignifica o homem, tudo o que você conseguir na vida seja através da força do trabalho, Paulo trabalhou (I Ts 2:9; 2 Ts 3:8; 2 Co 11:1,2). Ele sabia contentar-se com o que tinha (I Tm 6:8-10; Fp 4:10-14). Ele ensinou o seguinte: Não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos com as humildes, esse é um princípio importante, foi através de coisas humildes que muitos chegaram a altos patamares na vida (Rm 12:6).

O desejo de Deus é que tenhamos um coração desprovido de qualquer ambição pelas coisas, os desejos mórbidos podem conduzir-lhes a destruição tanto na nossa vida pessoal, quanto no espiritual. Agur previa às consequências, ou o que poderia acontecer se o seu desejo fosse focado somente nas coisas materiais, pois quantos tem negado a Cristo ao granjear muitos bens aqui. Na parábola do rico insensato, Jesus mostrou que as riquezas daqui pode ser a sua pobreza no céu (Lc 12:18-31; Lc 16:19-31). Cuidado com as conquistas daqui, pois elas podem te deixar fora do reino de Deus. As nossas orações e pedidos devem ser com sabedoria, a exemplo de Salomão (2 Cr 1:7-12), Salomão recebeu muito mais do que pediu em oração.

Pr. Elis Clementino prelisclementino@hotmail.com


terça-feira, 16 de março de 2021

A MURALHA CAIU!

 

ESBOÇO 1069

TEMA: A MURALHA CAIU!

TEXTO: JOSUÉ 6:20

Nesse tema comentarei sobre um grande acontecimento bíblico nos dia de Josué sucessor de Moisés, a conquista de Jericó, no entanto quero comentar em dois aspectos, a queda lit. de um muro que cercava Jericó e dos muros ou barreias espirituais que se opõem a nós.

SIGNIFICADOS.

Muralha, essa termo refere-se à separação, limites, proteção, impedimento e bloqueio ou demarcação de território. Ainda hoje existem algumas cidades no mundo que são protegidas por muralhas, Ex: O muro que divide a China, o muro que dividia as duas Alemanhas (ocidental e oriental), porém esse foi derrubado em 1985. Os muros podem ser visíveis ou invisíveis; a) Visíveis, quando têm uma estrutura física; b) Invisíveis, quando pertence à esfera espiritual.

OS MUROS DE JERICÓ.

Jericó é uma das cidades mais antigas do mundo e protegida por muros. Os arqueólogos descobriram que numa época muito antes da invasão de Josué a Jericó lá existia o culto aos mortos, as pessoas que morriam eram decapitadas e as suas cabeças trabalhadas com argilas e depois veneradas. A estrutura dos muros de Jericó era composta de dois muros paralelos, separados um do outro por um espaço de 5 metros. O muro externo tinha 2 metros de espessura, o interno tinha 4 metros, ambos tinham 10 metros de altura e eram desnivelados sem muita estrutura e aparência, seus blocos eram 10 cm por 50 ou 60 de comprimentos sentados sobre argamassa de lama e barro. A muralha era o maior obstáculo e uma invasão seria praticamente impossível. 

A INVASÃO A JERICÓ.

Para poder conquistar Jericó seria necessário superar os muros, e não havia outra maneira a não ser a sua queda, mas somente poderia acontecer com uma intervenção divina. Josué foi orientado por Deus á preparar o povo para aquele grande momento a tomada de Jericó. Josué organizou a marcha; os homens armados iam adiante dos sacerdotes que tocavam as trombetas, e a retaguarda seguia após a arca, os sacerdotes sempre tocando as trombetas (Js 6:9). “Sete sacerdotes levarão sete trombetas de chifres de carneiros adiante da arca; e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as trombetas”. (Js 6:4). Agora é adicionado um novo componente e esta marcha: “Chamou, pois, Josué, filho de Num, aos sacerdotes, e disse-lhes: Levai a arca do pacto, e sete sacerdotes levem sete trombetas de chifres de carneiros, adiante da arca do Senhor” (Js 6:6).

O Shophar, quebrando obstáculos, parecia algo improvável, o simples toque de uma trombeta de chifres pudesse ocasionar algo no mundo físico (o sonido da buzina em hebraico é “qol” que significa “voz”) e era o mesmo toque que Moisés ouvira no monte quando Deus o chamou para entregar a tábua das leis (Representava a voz de Deus). Mas aconteceu! Quando Josué chega a Canaã, alguns obstáculos naturais lhes são apresentados, e o primeiro seria conquista de Jericó. Não podemos nos esquecer de que naquela época, Jericó era uma cidade intransponível (que não pode ser transposto e nem vencida) e por isso, praticamente inconquistável. Mas Deus quando envia seu povo para aquela terra já conhecia de antemão os obstáculos e como removê-los de diante do seu povo, no entanto ao chegar o momento certo à ordem de Deus é dada. Somente os sacerdotes tocaram cada um seu Shophar! Aparentemente nada estava mudando, mas no mundo espiritual já estava ocorrendo algo, pois os céus ouviram o ressoar, enquanto eles obedeciam e tocavam, ordens foram liberadas no reino espiritual determinado que o muro de Jericó fosse derrubado e que os israelitas conquistassem a cidade.

MURALHAS DIANTE DAS NOSSAS VIDAS?

(1) Os obstáculos ou dificuldades para realizar as nossas tarefas como encontrou Neemias na reconstrução dos muros da sua terra (Ne 6:6-7); (2) Na vida precisamos demolir muitas barreiras para realizarmos novas conquistas; (3) Vencendo aos obstáculos sem dar lugar a fraqueza (Jl 3:10; 2 Co 12:10; Fl 4:13); (4) Entender que as muralhas são desafios, estar conscientes que não existem vencedores sem lutas, e não existem lutas sem adversários. (I Co 9:24); (5) Descobrindo as estratégias do inimigo como fez Neemias; (6) Construamos muralhas para protege a nossa integridade física e moral; proteja a sua família e a sua vida conjugal.

MUROS NO SENTIDO ESPIRITUAL

(1) No sentido Espiritual, muros significam obstáculos ou dificuldades no seu desenvolvimento espiritual, ou seja, barreiras que impedem o crescimento espiritual do crente, impedimentos ou bloqueios no avanço do serviço cristão; (2) Muros, nesse sentido também se referem à proteção divina na vida do crente como cita Davi (I Pe 5:8; Sl 34:7); (3) Revestindo-se das armaduras de Deus para destruir que nos impedem de avançar (Ef 6:10-12).

DEUS CONSTRÓI MURALHAS AO NOSSO REDOR.

(1) Visando nos proteger fisicamente (Dt. 32:10; Dn 6:22; Sl 34:7; Sl 91:11; Hb 1:14); (2) Proteção espiritual (Sl 91:5, 6,10; Sl 91:11,12; Dn 3:23-25; Is 43:2); (3) Por causa da nossa constante luta, contra as potestades do ar (Ef 6:11,12; Sl 34:7); (4) Nada destruirá os muros que nos protegem, pois estamos confiantes (Rm 8:34-39).

Amados, todas as vitórias do povo “Israel” atribuem-se a Deus, da mesma maneira temos através de Cristo, ele nos capacita a superar as barreiras que se levantam diante de nós, somente ele pode dispensar a ajuda humana, basta obedecer a sua voz (Js 6:1-3). Os mistérios de Deus lhe envolve como uma pele lhe trazendo proteção (Sl 91:7-10), Deus derrubará as muralhas que estiverem ao seu redor, apenas creia. Quais as barreiras que te afrontam e impeças de avançar? Há alguma coisa difícil para o Senhor? (Gn 8:14; Lc :37). Amados, as muralhas serão derrubadas e sereis mais que vencedores em todas as coisas pôr aquele que te ama (Rm 8:37).

Pr Elis Clementino –prelisclementino@hotmail.com


quarta-feira, 10 de março de 2021

DESEJOS MÓRBIDOS.

ESBOÇO 1068

TEMA: DESEJOS MÓRBIDOS.

TEXTO: “Então Acabe foi para seu palácio, desgostoso e indignado, por causa da palavra que Nabote, o jezreelita, lhe havia falado; pois este lhe tinha dito: Não te entregarei a herança dos meus pais. Ele se deitou na sua cama, virou o rosto e não quis comer” (I Reis 21.4).

            Para todos os sentidos da vida o desejo doentio é ameaçador, pois pode levar uma criatura a tomar decisões extremas, geralmente o indivíduo não consegue enxergar o desfecho desejo desordenado, daquele que muitas vezes termina trazendo para si e a sua família consequências e até tragédias, tais como aconteceram com Acabe e sua mulher Jezabel. Nesse mote discorrerei de forma breve sobre a ambição de Jezabel.

AS ASPIRAÇÕES.

O desejo é anseio, aspiração e cobiça pelas coisas alheias, isso tem sido a causa de muitos males, infelizmente poucos indivíduos conseguem controlar as suas aspirações, esses tipos de pretensões não devem ser alimentados, nunca alimente o sonho de alguém que ele não possa alcançar. Cada um pode desejar e isso é natural, mas nem tudo será bom para o individuo, ou seja, nem todas as coisas são boas para nós “Todas as coisas me são permitidas, mas nem todas são proveitosas. Todas as coisas me são permitidas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (I Co 6.12). Todo indivíduo precisa dominar as suas aspirações, ou seja, cumpre dominá-las (Gn 4.7).

EXEMPLOS.

No Antigo Testamento temos esse exemplo que serve de despertamento. Acabe rei de Israel e a sua mulher não conseguiram controlar seus desejos de possuir uma propriedade alheia, a vinha de Nabote, jamais eles imaginariam que o desfecho daquela ansiedade terminaria em tragédia; a morte de Nabote e as consequentes punições divinas sobre o casal. (I Rs 21.17-19, 23,24).

Davi e o seu intenso desejo por Bate-seba, desejando-a a todo custo sem avaliar as consequências. Davi foi capaz de cometer um terrível pecado (2 Sm 11:1-6, 14-17), o seu pecado foi reprovado pelo Senhor, que enviou um dos profetas, Natã para dar-lhes a sentença do seu pecado (2 Sm 12.9-15).

Absalão teve um desejo ardente para assumir o reinado do pai “Absalão dizia, mas: Ah, quem me dera ser constituído juiz na terra! Qualquer um que tivesse uma causa ou questão e a trouxesse a mim, eu lhe faria justiça” (2 Sm 15.4), foi assim que ele tentou usurpar o trono do pai.

Devemos entender que semear é opcional, colher é obrigatório, e que a hora da colheita chega trazendo um recheado de consequências (Gl 6.7,8)

CONTROLANDO OS DESEJOS.

Para a sua felicidade todo homem deve controlar seus desejos em todos os sentidos, quando isso não acontece impreterivelmente sofrerá as consequências. A cobiça, ou as aspirações excessivas pelas riquezas também levam a infelicidade (Pv 28.22; 1 Tm 6.9,10). Todo ser humano tem ambição, desejar é algo normal, até Paulo ponderou a respeito do episcopado dizendo: desejá-lo boa coisa deseja (I Tm 3.1), mas que esse desejo não deve ultrapassar seus limites, na visão de Paulo o homem deve contentar-se e manter o controle das suas emoções dentro da realidade em que vive (Fp 4.11,12).

Todo desejo descontrolado tem um preço e pode ser alto demais. Cuidado com os teus desejos! Eles podem destruir a tua vida espiritual.

            Devemos manter o controle sobre os nossos desejos, eles não podem superar a nossa razão, é ter os pés no chão, conhecer aquilo que está ao seu alcance ou não, embora busquemos de forma natural e coerente com os padrões éticos para conseguir ou galgar posições nobres na vida, Jesus nos ensinou qual seria o procedimento para um desenvolvimento (Mt 25.15-18). Muitas pessoas não se contêm em relação a esses desejos e terminam buscando caminhos que mais tarde resultarão em sofrimentos, entretanto há uma coisa que a graça não pode remover são as consequências de um erro, ela remove o pecado, dá forças, mais não tira as implicações do mesmo, por isso não devemos almejar de forma doentia as coisas que estejam muito acima das nossas possibilidades. Deus nos guarde, aqueles que buscam riquezas (I Tm 6:9,10), por isso muitos estão pagando alto preço por causa da sua ambição, tenhamos cuidado irmão para de forma doentia não almejar coisas altíssimas e nem elevada demais (Sl 131:1). Para o homem nada melhor do que lutar por uma vida justa perante Deus e os homens (Ec 2: 24-25).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

              Quem desejar é só solicitar por E-mail. 

sexta-feira, 5 de março de 2021

A FORÇA HUMANA NÃO É TUDO.

 

ESBOÇO 1067

TEMA: A FORÇA HUMANA NÃO É TUDO.

TEXTO: ZACARIAS 4:6

Geralmente as pessoas de porte físicos fortes e com muita força nos dá a impressão que eles vencerão tudo pela força física. Na antiguidade se pensava mais na força do que na capacidade mental do indivíduo, mas aos poucos essa ideia foi sendo descartada e visto que a força física não é tudo e sim a habilidade. Há muitas coisas que não serão resolvidas por mais força que o indivíduo tenha, pois a força física somente terá efeito em determinadas situações e se for usada no momento e na hora certa, embora a força física também não possa ser dispensada, porque possivelmente chegará o momento que ela será empregada.

A CAPACIDADE FÍSICA.

O Homem pode usar a sua capacidade física para a sua própria defesa ou dos indefesos, Sansão foi narizeu que com a sua força venceu seus inimigos, mas a força que ele possuía era sobrenatural proveniente de Deus, porque ninguém conseguiria vencer seus inimigos como ele venceu (Jz 15), mas depois ele foi preso e humilhado pelos seus algozes (Jz 16), e em seguida levado ao templo e na sua última oportunidade matou mais gente de que quando estava vivo. Ai nota-se um homem em duas situações o valente e invencível e o homem que se tornou um escravo e sem forças, até que Deus restabelecesse as suas forças e destruísse o templo de Dagom (Jz 16:23; 18:31).

Gideão venceu um poderoso exército com 300 homens (Jz 6:15-16), a sua vitória não se deu através da sua exaltação, mas na humilhação diante de Deus, “eu sou o menor da minha família e o mais pobre em Manasses.”

Josafá venceu uma grande batalha, o contingente dos seus inimigos era muito maior de maneira que ele temeu, porém a estratégia para vencer veio do Senhor (2 Cr 20:1-34).

Davi matou urso para defender suas ovelhas (Is 17:37), porém aquela força não seria suficiente para enfrentar o gigante Golias, pois essa luta não seria simplesmente pela sua força, mas a divina (I Sm 17:45). O gigante com dois metros e oitenta e três de altura, ou seja, (6 côvados e um palmo), Davi venceu aquele gigante invencível.

CAPACIDADE ESPIRITUAL

Na peleja espiritual o homem não prevalecerá pela sua força, pois a capacidade e as armas desse combate são bem diferentes e capazes de destruir todas as fortalezas dos inimigos. O Apostolo Paulo declara que as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas (2 Co 10:4,5), na verdade as feitas de metais não trará nenhum resultado nessa peleja. Paulo na sua carta aos cristãos de Éfeso, apresenta como devemos nos defender dos ataques dos nossos inimigos espirituais (Ef 6:10-18), pois é muito importante está fazer uso dessas armas.

Amados, há grande necessidade de nos fortalecer na força do Senhor e não na nossa, pois a nossa força física nada adiantará diante das batalhas. Há situações que a nossa capacidade física nada adianta (1 Sm 2:9). A força de Sansão, a força de Golias, a força de Davi, a força dos reis e imperadores nada significava (Jo 15:5; 19:11). A obra de Deus não é realizada sem o auxilio do Senhor, Zorobabel estava enfrentando um grande desafio, a construção do templo, porém o povo nada entendia do que estava acontecendo, era apenas um prumo que havia em sua mão, mas o Senhor se revelou a ele e mostrou que a construção não seria pela sua força, mas pelo seu Espírito (Zc 4:6). Deus é quem realiza grandes coisas através das nossas mãos, pois na nossa visão podemos achar que ela seja pequena, mas Deus sabe muito bem se utilizar das coisas fracas para confundir as que são (I Co 1:27-29), ele tem a fórmula que ninguém tem, da fraqueza tirar forças (2 Co 12:5-6; Hb 11:34). Não duvidemos do que Deus possa fazer pelas mãos de alguém (Zc 4:10). Jesus disse a Pilatos nenhum poder terias contra mim se não fosse de cima (Jo 19:11); a Paulo o Senhor lhe disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza (2 Co 12:9). Deus dará forças, estratégias e graça para que superemos todos os obstáculos sem que a nossa fé seja abalada.

Pr. Elis Clementino - prelisclementino@hotmail.com

segunda-feira, 1 de março de 2021

CONHECENDO SEUS LIMITES.

 

ESBOÇO 1066

TEMA: CONHECENDO SEUS LIMITES.

TEXTO: PROVÉBIOS 23:2,10

Tudo nesta vida tem seus limites, e estes foram estabelecidos por Deus. Há também o modo e o tempo para todo o propósito debaixo do céu, assim também as nossas ações e atitudes, no entanto nada acontece aleatoriamente, ou seja, de modo incerto ou imprevisto. Devemos estar atentos aos nossos limites, porque haveremos de responder perante Deus que estabeleceu limites para todas as finalidades. Justamente desejo falar sobre os limites impostos por Deus a todo ser humano, principalmente a aqueles que se tornaram discípulo de Jesus Cristo e que pregam o evangelho.

LIMITES.

De uma maneira coloquial eu digo que é uma linha divisória que delimita áreas, mas também essa linha de limitação pode ser imaginária quando não se refere a espaço físico, por exemplo, o comportamento humano. Tudo eu poderia pensar ou realizar, mas tenho que observar os limites impostos sobre mim, por Deus e pelas leis. Tudo demais não é bom, nem é honroso para o homem buscar a sua própria honra, ele será como uma cidade com seus muros derrubados, assim é o homem que não consegue controlar seus limites ou dominar-se. (Pv 25:27-28). O texto fala sobre limites de apetite e de terras, estes devem ser respeitados, mas traço um paralelo para expressar nossos limites em todos os sentidos.

 O ser humano aprende a conhecer logo cedo seus limites, assim ocorre com a maturidade espiritual (I Co 13:10,11). A nossa sensatez estabelece os nossos próprios limites, cada pessoa conhece a sua capacidade, se ele fingir que não conhece vai ter que ser afligido e aprender pelas próprias circunstâncias do aprendizado.

LIDANDO COM O PÚPITO.

Eu tenho observado ultimamente o comportamento de certos obreiros no uso dos púlpitos de muitas igrejas, obreiros que comprovam não conhecer seus limites pela maneira que expõem as suas palavras. Um obreiro deve conhecer bem o ambiente que ele vai se pronunciar e também considerar os demais obreiros que estão a sua retaguarda, principalmente quando se trata de obreiros principiantes, esses obreiros precisam ter conhecimento que pelas suas expressões poderão encerrar ali o seu ministério.

Um obreiro recém-consagrado ao ministério deve saber que ainda não é momento de falar tudo o que deseja, embora o que ele não possa falar agora certamente poderá falar mais adiante quando adquirir maturidade ministerial. Eu tenho visto certos obreiros ainda jovens usando certas expressões para chamar a atenção, não sei se na empolgação, mas ainda não é o momento. Eu ouvi um rapazinho fazendo a sua pregação sobre o relacionamento conjugal, ora! Se ele ainda não é casado qual a experiência que ele tem para ministrar diante de obreiros e alguns deles com até mais de cinquenta anos de vida conjugal? Qual a capacidade que um obreiro novo tem para doutrinar nesse sentido e corrigir a igreja na presença dos seus veteranos pastores? Ele pode até ser cursado em alguma ciência, mas ainda não tem a experiência de vida conjugal. O que eles não podem expressar ensinando agora, mas se continuarem humildes reconhecendo seus limites, amanhã serão grandes doutrinadores, mesmo assim eles devem levar em consideração que para tudo há modotempo (Ec 3:1).

Amados, sempre é bom ter em mente que a vida ministerial segue como se você estivesse subindo uma escada, comece do primeiro degrau e não do meio e nem o fim deles. A precipitação tem sido a causa do fracasso de muitos obreiros iniciantes, muitos deles ao iniciarem a sua vida ministerial foram cautelosos no modo de se expressar diante igreja e dos seus lideres, atualmente pela maturidade adquirida já podem, mas a cautela faz parte da sabedoria, não sejam sábios aos vossos próprios olhos (Is 5:21; Rm 12:16). Há muitos pregadores novos que expõem suas mensagens até arrogantes na presença dos obreiros mais antigos e ainda postam na internet, para demonstrar coragem, saiba, porém, que há determinadas coisas que devemos aguardar o tempo. Certo obreiro diante dos obreiros antigos disse tudo o que ele não devia dizer, o povo glorificava com as suas palavras, mas ao terminar o culto o pastor veterano daquela igreja o chamou a parte e lhe disse: Meu querido, você disse coisas verdadeiras, mas que não era para dizer agora, pois irá chegar a hora de você poder falar tudo isso e muito mais, aquele obreiro novo agradeceu o ensinamento, e posteriormente aquele dito obreiro amadureceu e foi um dos maiores doutrinadores da assembleia de Deus que eu conheci, mas tudo tem o seu tempo. Obreiros conheçam seus limites!

Pr. Elis Clementino - prelisclementino@hotmail.com