quinta-feira, 16 de março de 2017

ESBOÇO 744 A SÍNDROME DA GRANDEZA

ESBOÇO 744
TEMA: A SÍNDROME DA GRANDEZA
TEXTO: “Doze meses depois, quando o rei estava andando no terraço do seu palácio real em Babilônia, disse: Acaso não é esta a grande Babilônia que eu construí como capital do meu reino, com o meu enorme poder e para a glória da minha majestade?” Daniel 4:29,30

                O senso humano é quem controla as aspirações ou sentimentos, quando ele não faz a ponderação, ou seja, um justo ajuizamento das suas idéias, a partir dali o indivíduo dará início a uma série de erros. O orgulho começa quando o indivíduo super valoriza a sua obra e deprecia a das outras, quando o homem se ufana do que faz e toma a glória de tudo que faz para si mesmo considero a síndrome da grandeza. Ninguém faz sozinhas as grandes obras, nelas se envolvem muitas pessoas e algumas delas as capazes de perderem as suas próprias vidas.

1. Significado:
O que é a síndrome?
a) Conjunto de sinais e sintomas observáveis em processos patológicos diferentes e sem causas especifica; b) Conjunto de sinais ou de características que, em associação com uma condição critica, são passíveis de despertar insegurança e medo.

2. Características da síndrome da grandeza
2.1. O orgulho,
O indivíduo se sente acima de tudo e de todos.
2.2. A auto-suficiência,
O desejo de glória e poder sobre as outras pessoas;
2.3. O egoísmo,
Os egoístas não dividem nada com ninguém, o lema é: tudo meu, nada teu e são exclusivistas;
2.4. Perda de capacidade de interagir;
Incapacidade de interagir com igualdade com outras pessoas;
2.5. Não vê e nem escuta,
Não enxerga seus próprios erros e nem escuta com os ouvidos os bons conselhos, e quando orientado aceita apenas aquilo que lhe é mais conveniente (2 Cr 10:8-15).

Exemplo:
Nabucodonosor ao ver a sua majestosa construção “a Babilônia” contraiu para si a glória, e não mais atribuiu a alguém; (1) Se gloriou das próprias obras; (2) Fez todas as coisas com seu enorme poder; (3) Construiu para a glória da sua própria majestade (Dn 4:29,30). Aqueles que têm a síndrome do poder agem de maneira isolada não atribuindo qualquer obra feita por ele a ajuda ou participação das outras pessoas, nem mesmo a Deus que lhes concedeu as oportunidades para realizar as grandes obras.

3. As consequências
3.1. Perda da visão, não vê o abismo que o espera;
3.2. Com perdas de amizades;
3.4. Perda da sensibilidade tornando-se insensível em relação aos sofrimentos alheios;
3.5. Isolamento, por se julgar auto-suficiente;
3.6. Perda de equilíbrio na liderança;
3.7. A queda. “O orgulho precede a ruína e a altivez de espírito à queda.” (Pv 16:18).

                Amados irmãos, a síndrome da grandeza tem afetado muitas pessoas em pleno exercício da sua liderança, principalmente quando chega ao topo do sucesso, em qualquer posição por mais nobre que seja na sociedade ou na igreja. Amados nenhuma obra por pequena que seja não caracterize como exclusivamente sua, precisamos ter muito cuidado com o orgulho, ele nos faz pensar que somos melhores que as outras pessoas. Os orgulhosos não se submetem aos homens e muito menos a Deus, por achar que seu próprio caminho é o melhor, ele esquece que Deus é Juiz, ele julga corretamente na sua balança fiel, “Pese-me em balança justa, e saberá Deus a minha sinceridade, Se os meus passos se desviaram do caminho, e se o meu coração segue os meus olhos, e se às minhas mãos se apegou qualquer coisa,” (Jó 31:6,7); “Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer. Em vindo a soberba, virá também a afronta; mas com os humildes está a sabedoria.” (Pv 11:1,2). Deus conhece os corações, ele abate os exaltados e exalta os humildes (I Sm 2:7,8; 1 Pe 5:5). O orgulhoso somente despertará do seu engano quando humilhado até o chão. O Nosso orgulho deve estar em Deus (Jr 9:24), porque tudo é dele e vem dele “Assim diz o Eterno Todo Poderoso, o Deus de Israel: Eu fiz a terra, os seres humanos e todos os animais que nela estão por intermédio do meu magnífico poder e através do meu braço estendido, e dou-a a quem Eu entender que devo dar. Sendo assim, agora, pois, Eu mesmo entrego todas as nações nas mãos do meu serviçal Nabucodonosor, rei da Babilônia; dou-lhe até mesmo os animais selvagens, para que o sirvam.” (Jr 27:4-6). Deus exalta, mas também abate o exaltado, tenhamos cuidado.

Pr. Elis Clementino – Paulista-PE
AD Excelência


ESBOÇO 743 JOSUÉ, O SUCESSOR DE MOISÉS.

ESBOÇO 743
TEMA: JOSUÉ, O SUCESSOR DE MOISÉS.
TEXTO: JOSUÉ 1:1-9

            Todo líder essencialmente deve preparar um sucessor, por mais seguro que ele se ache um dia será substituído. Moisés foi um grande líder e preparou Josué para ser o seu sucessor, mas a bíblia não registra quem Josué preparou para ser seu. Moisés passa a liderança do povo a Josué para conduzi-los a terra prometida, ele também recebeu de Deus promessas e as instruções necessárias para conduzir o povo até Canaã, a terra prometida por Deus a Abraão. Pensemos um pouco a respeito de sucessão, critérios, capacidade e os cuidados com as aparências dos que forem sendo chamados.

Um sucessor
A infalibilidade humana leva o homem a pensar da seguinte forma: Quem irá me substituir? Atualmente há uma preocupação de muitos líderes sobre os seus sucessores, alguns já têm a pessoa certa, geralmente é um membro da família, um filho, um genro, isso acontece, seja em qualquer área. Parece que outras pessoas, a não ser da família são tidas como incapazes para assumir a liderança de um empreendimento, no sentido religioso há diferença, principalmente quando se acredita que a escolha de pessoas para certos serviços sagrados acontece com o envolvimento divino, ou seja, Deus escolhe, ou aprova a quem o homem escolher, nesse caso quando a escolha é feita de maneira descompromissada com Deus, violamos a soberana vontade, ou seja, ele tem que aceitar mesmo contra a sua vontade quem eu escolhi.  Josué já havia sido treinado por Moisés, nos encargos e nas comissões a ele confiado.

Há um bom e grande exemplo nos dias dos apóstolos, Matias foi escolhido para ficar no lugar de Judas, mas de que maneira? "E, orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor dos corações de todos, mostra qual destes dois tens escolhido. Para que tome parte neste ministério e apostolado, de que Judas se desviou, para ir para o seu próprio lugar.” E, lançando-lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias, e por um voto comum foi contado com um dos onze apóstolos (At 1:24-26). Oração deve ser o ponto de partida para qualquer escolha e decisão a ser tomada na igreja, algo interessante deve ter ocorrido no momento da escolha, lançaram sorte e caiu sobre Matias, embora existam alguns questionamentos sobre essa escolha que não prefiro comentar nesse argumento.

Critérios para assumir um apostolado
Há critérios desde a primeira escolha dos Diáconos para a Igreja, (At 6:3), os escolhidos deveriam ser selecionados para desenvolver a função de diáconos, talvez hoje não se olhe a necessidade desses critérios, porém são indispensáveis, os candidatos deviam ter qualificações morais e espirituais para fazer parte do corpo ministerial da igreja (I Tm 3:1-13). Os escolhidos necessariamente devem viver uma vida exemplar tendo um bom convívio familiar (I Tm 4:12,15).

A capacidade
Escolher homens capazes é imprescindível para o bom desenvolvimento da obra, porém muitas vezes queremos levar ao extremo considerando que a capacidade intelectual seja tudo, e se dispense à espiritual. Deus é quem capacita (2 Co 3:5) e conhece a pessoa certa para o lugar certo. Muitas vezes o egoísmo não permite preparar obreiros para a seara do mestre, já quer encontrar pronto, muitas vezes querem trazer para dentro da igreja a automatização, ou seja, tudo seja imediato e sem nenhuma avaliação prévia, às vezes são escolhidas pessoas cuja cultura engorda os olhos do líder, mas isso se constitui um perigo para a obra de Deus. Antigamente se errava menos, porque se pedia a direção e orientação divina através da oração quando era necessário substituir um obreiro em determinada congregação, torno a lembrar que após a morte de Judas houve uma preocupação de quem ocuparia o seu lugar, eles oraram e lançaram sorte, votaram e elegeram Matias para compor o ministério.

Os desgastes de Moisés
Durante o seu ministério Moisés pensava que podia fazer tudo sozinho, e isso lhe trouxe um desgaste muito grande, muitas vezes tem aquele que observa o líder, mais tem receio de dar uma orientação para facilitar o trabalho, ou uma dica. O sogro de Moisés, o Jetro, vendo o seu desgaste disse para ele escolher homens líderes para lhe ajudarem (Ex 18:24), não devemos esquecer que existem os Bezalieis no meio da congregação “aquele tipo de pessoa simples, mas pau para toda obra” esses muitas vezes não é visto, mas Deus sabe aonde eles estão e pode nos revelar.

Cuidado com as aparências, elas enganam.
Cuidado com as aparências, muitas vezes é o que se leva consideração pensando como Samuel nos primeiros momentos ao chegar à casa de Jessé para ungir um rei para Israel, a sua visão focou muito bem em Eliabe, moço forte, cuja aparência se destacava dos demais irmãos (I Sm 16:6). Na visão divina é diferente, muitas vezes o Senhor apresenta alguém que não chama a atenção através da aparência, “Deus escolhe as coisa vis para confundir as que são” (I Co 1:26-28). Davi era o menor, parece ser ele o serviçal da família, “aquele tipo vai fulano” estava distante de casa por trás das ovelhas “achei Davi por detrás das malhadas” (2 Sm 7:8,9). Aqueles que ainda hão de desenvolver algo na obra de Deus muitas estão longe do nosso alcance, talvez já estejam perto, outros talvez ainda na escravidão do pecado, alguns ainda estão como Davi cuidando no aprisco das ovelhas, no esquecimento e outros já estão sendo trabalhado por Deus.

            Após Josué ser nomeado para o comando recebeu a confirmação do Senhor logo no inicio da sua liderança “Assim como fui com Moisés serei contigo” (Js 1:8). Os critérios para que Josué fosse confirmado como novo comandante do povo de Deus foram as suas boas qualidades e as experiências adquiridas na companhia de Moisés, Deus capacitou Josué para substituir o maior líder da história da humanidade. Na atualidade Deus continua chamando a capacitando quando não é escolhido por vista, mas na direção de Deus.

Pr. Elis Clementino – Paulista-PE

AD Excelência